Sobre o passado nebuloso de Verdevaldo, o puro, assista a este vídeo:
UM BATE-PAPO INFORMAL SOBRE INFORMÁTICA, POLÍTICA E OUTROS ASSUNTOS.
domingo, 11 de agosto de 2019
O ATIVISTA QUE VIROU HERÓI, O XERIFE QUE VIROU BANDIDO, O CAPITÃO QUE VIROU PRESIDENTE, O CHAPEIRO QUE VIROU EMBAIXADOR E O FRANGO QUE VIROU HAMBÚRGUER
Sobre o passado nebuloso de Verdevaldo, o puro, assista a este vídeo:
segunda-feira, 27 de abril de 2020
HOME OFFICE E AFASTAMENTO SOCIAL MAIS TEMPO ONLINE POTENCIALIZA RISCOS DE VÍRUS E CIBERATAQUES (PARTE 7)
Observação: Para não cair nesse tipo de golpe, fique esperto com os links que você recebe por e-mail e atente para o tipo de informação está sendo solicitada e se é necessário realizar algum tipo de login. Observe ainda como a mensagem foi redigida, pois as legítimas não devem ser mal escritas nem conter erros de ortografia e gramática, que são muito comuns nas falsas.
Smartphones podem acessar a Web tanto pela rede 3G/4G da operadora quanto via compartilhamento do sinal de um roteador Wi-Fi, que hoje em dia quase todo mundo tem em casa — foi-se o tempo do “computador da família” e da conexão discada, que era disputada a tapa por pai, mãe, filhos, cachorro gato e papagaio, sobretudo nos finais de semana, quando a cobrança do pulso telefônico era diferenciada.
Continua...
sexta-feira, 20 de maio de 2022
QUER CONHECER O CARÁTER DE UMA PESSOA? DÊ-LHE O PODER! (QUARTA PARTE)
Lula é uma caricatura de si mesmo, uma foto amarelada que insiste em permanecer pendurada na parede do PT, até porque ele e seu espúrio partido são uma coisa só. De acordo com as pesquisas, o ex-presidiário já ganhou (com 171% dos votos) e se prepara alegremente para voltar à cena do crime.
Bolsonaro, que atacou duramente o Centrão durante a campanha e prometeu sepultar a “velha política” do “toma lá, dá cá”, passou por nove partidos, todos do Centrão. Entre 2019 e 2020, tentou criar o Aliança Pelo Brasil, mas não conseguiu reunir o número mínimo de assinaturas e acabou se amancebando com o PL. Na cerimônia de filiação à sigla presidida pelo do ex-mensaleiro e ex-presidiário Valdemar Costa Neto, disse que “estava se sentindo em casa”. Mas vamos por partes, que a desgraça vem de longe.
Observação: Em 1993, o ex-presidente-general Ernesto Geisel se referiu ao então capitão como “um caso completamente fora do normal, inclusive mau militar”. A quem interessar possa, a carreira militar do “mito” é narrada em detalhes no livro “O Cadete e o Capitão: A Vida de Jair Bolsonaro no Quartel” (Todavia), publicado em 2019 pelo jornalista Luiz Maklouf Carvalho.
A carreira política se confunde com a vida pessoal do mau militar e parlamentar medíocre. Sua primeira esposa, Rogéria Bolsonaro, foi eleita vereadora no Rio de Janeiro em 1996. Em 2000, durante a separação do casal, ela concorreu à reeleição e foi derrotada pelo filho 02 — que se tornou o vereador eleito mais jovem da História do país.
Observação: Afora o célebre caso de Zero Um e as rachadinhas, a PF e o Ministério Público apuram suspeitas contra Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Renan Bolsonaro por tráfico de influência, contratação de funcionários fantasmas e envolvimento na organização de manifestações que pediram o fechamento de instituições como o Congresso e o Supremo. Tutti buona gente!
sexta-feira, 3 de abril de 2009
CONTAR PALAVRAS E STEAK TARTARE
Não sei se foi Drummond ou Guimarães Rosa que celebrizou a frase “escrever é a arte de cortar palavras”, mas sei que a idéia é válida, embora possa parecer um tanto paradoxal.Ainda me lembro do tempo em que publicava meus escritos numa certa revista (já se vão de lá quase dez anos!) e ficava p. da vida quando o pessoal pedia para adequar o texto ao espaço que me havia sido reservado. Eu xingava, esbravejava, argumentava – afinal, o troço estava “redondinho”; obrigar-me a editá-lo seria o mesmo que fazer um cozinheiro reverter um purê de batatas em seus ingredientes originais –, mas o pagamento era bom, eu precisava da grana e acabava cedendo. E aí começava o calvário.
Eram horas relendo as matérias, cortando uma palavra aqui, uma frase acolá, reestruturando um parágrafo, enfim, eliminando a “gordura”. O maior desafio era fazer essa “lipoaspiração” sem comprometer (demais) o conteúdo - e o pior é que dava certo (risos), mesmo quando era preciso reduzir o texto a 2/3 do tamanho original.
Naquelas ocasiões, meu grande aliado era a ferramenta “Contar Palavras” do Word, que permite avaliar em tempo real o número de palavras, linhas, parágrafos e caracteres (com ou sem espaços) de um documento. Para utilizá-la, basta selecionar a porção do texto desejada, clicar no menu Ferramentas e em Contar Palavras (se nenhum trecho específico for selecionado, a ferramenta irá levar em conta o documento inteiro). O botão “Mostrar Ferramentas” convoca uma pequena barra que permite definir os parâmetros da avaliação (basta clicar na pequena seta à direita) e obter uma estatística atualizada sempre que você clicar em “Recontar".
Não sei se serve de consolo, mas quase todo mundo que se aventura a “brincar com as palavras” (seja de forma profissional, amadora ou apenas nas horas vagas) tende a ser prolixo, a “andar em círculos” e a se perder em divagações até desnecessárias, mas que dão ao trabalho um “colorido” todo especial. Afinal, uma coisa é uma posta de carne crua num prato, outra coisa é um Steak Tartare, não é mesmo?
Para quem não sabe, o Steak Tartar é uma iguaria russa feita à base de carne crua, que pode ser servida como aperitivo, entrada ou prato principal. Os ingredientes são os seguintes:150 gramas de filé mignon (moído ou finamente picado), azeite de oliva extra virgem; sal; pimenta do reino; pimenta caiena; 1 gema de ovo; 1 colher (sobremesa) de cebola ralada; 1 colher (sopa) de mostarda; 1 colher (café) de alcaparras; 1 colher (chá) de salsinha picada; 1 colher (chá) de cebolinha picada; 1 colher (chá) de molho inglês; suco de 1 limão e algumas gotas de molho tabasco.
Para preparar, selecione um pedaço do filé que não tenha nervos ou gordura e passe-o (uma vez) pela máquina de moer – se preferir a carne picada, corte-a em tirinhas - sempre contra o sentido das fibras - e pique tudo bem picadinho. Junte a cebola ralada, a salsa e a cebolinha picadas e misture tudo gentilmente, com uma colher de pau, enquanto acrescenta o azeite, o sal, as pimentas e os demais ingredientes.
sexta-feira, 22 de abril de 2022
A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS...
A vida é feita de escolhas, escolhas têm consequências e o problema com as consequências é que elas sempre vêm depois. Numa encruzilhada da vida, se escolhermos virar à direita, abdicamos de seguir em frente ou a esquerda, por exemplo. Quando o resultado não é o esperado, somos assombrados pelo bendito “se”.
O presente nada mais é senão a consequência da somatória das escolhas que fizemos no passado, mas o futuro do pretérito, também chamado pelos gramáticos de condicional, referencia um presente que poderia ter existido se nossas escolhas fossem outras.
Em 2018, fomos meio que obrigados a apoiar o bolsonarismo boçal para evitar a volta do lulopetismo corrupto, e a consequência foi o calvário que já dura três anos e quatro meses e, pior, pode ser prorrogado por mais quatro anos — ou sabe-se lá por quanto tempo mais; em se tratando de Bolsonaro, a única perspectiva impossível é a de uma gestão competente de pautada pela probidade.
Foi também em 2018 que Sergio Moro escolheu abandonar a magistratura em troca de um ministério no futuro governo, edulcorado pela promessa de uma cadeira no STF. Como consequência, o ex-juiz foi privado do Coaf e obrigado a reverter nomeações, enquanto seu projeto anticorrupção era desmontado. Por algum tempo, ele fingiu não ver, tentou relativizar, mas não se sujeitou ao papel de consultor jurídico informal do enrolado clã presidencial e acabou tendo de engolir sapos e beber a água da lagoa.
Moro abandou a canoa que deveria saber ser furada para tentar salvar o prestígio que ainda lhe restava. Mas já era tarde demais. Odiado por Lula e seus abjetos sectários, viu-se tachado de traidor pelos igualmente abjetos baba-ovos do “mito” de fancaria. A indicação para o STF jamais aconteceu. Segundo a narrativa palaciana, o então magistrado vinculara seu embarque no governo à suprema toga, quando na verdade foi Bolsonaro que lhe prometera a dita-cuja como forma de tê-lo a bordo e de cativar o eleitorado avesso à roubalheira lulopetista.
Passados dois anos da demissão de Moro — ele “não saiu atirando”, apenas relatou um fato que, se não era público, tornou-se notório depois que o então decano do STF retirou o sigilo da gravação da reunião ministerial de 22 de abril de 2020, o inquérito instaurado para investigar a interferência criminosa de Bolsonaro na PF deu em nada (a exemplo de tantas outras envolvendo o sultão do Bolsonaristão).
Nesse entretempo, o presidente que, quando candidato, prometeu pegar em lanças contra a corrupção e a velha política do toma-lá-dá-cá, cometeu toda sorte de barbaridades. Flertou incontáveis vezes com o autogolpe. Chamou o presidente do TSE de filho da puta e um ministro do STF de canalha. Tornou-se alvo de mais de 140 pedidos de impeachment e de uma dezena de inquéritos. Quatro de seus cinco filhos são igualmente investigados. Mais recentemente, vieram a lume evidências gritantes de corrupção no MEC.
Observação: Ontem, a cereja do bolo: sua alteza irreal anistiou o deputado troglodita baba-ovos Daniel Silveira antes mesmo que a condenação transitasse em julgado. Mais uma vez, o sociopata estica a corda. Se será enforcado com ela ou se a pusilanimidade do STF permitir-lhe-á sair impune, com vem acontecendo desde sempre, só o tempo dirá. O pouco tempo que falta até as cada vez mais próximas eleições. Se alguém acha que esse sujeito vai mesmo largar o osso se assim decidir a ospália votante, esse alguém está redondamente enganado.
Políticos pegos com manchas de batom na cueca sempre têm alguma desculpa idiota. Lula se disse traído; Dilma, indignada; Bolsonaro afirma não pode saber de tudo — e para evitar que se venha a saber de (mais) alguma coisa que o desabone, decreta sigilo sobre fatos de interesse público.
Em julho do ano passado, o Planalto impôs um segredo de 100 anos sobre informações dos crachás de acesso em nome dos filhos 02 e 03. Um cumpre na sede do governo federal (diz-se que no “gabinete do ódio”) seu quinto mandato de vereador, quando deveria dar expediente na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O outro é deputado federal por São Paulo, mas acompanha o pai em viagens internacionais, frita hambúrguer nas horas vagas e chegou a ser cotado para chefiar a embaixada do Brasil nos EUA.
Em janeiro de 2021, o Planalto decretou 100 anos de sigilo cartão de vacinação do mandatário negacionista e antivacina, a pretexto de os dados dizerem respeito "à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem do presidente”. Em junho de 2021, mandou o Exército impor sigilo de 100 anos ao processo interno isentou de punição o então general da ativa Eduardo Pazuello.
Dias atrás, o GSI repetiu a dose em relação às visitas dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos ao Planalto, alegando que “a divulgação poderia colocar em risco a vida do presidente da República e de seus familiares”. Pressionado, o gabinete comandado pelo general Augusto Heleno liberou os registros, que apontam mais de 30 acessos. O pastor Arilton visitou gabinetes de Mourão, ministros e do responsável pela agenda de Bolsonaro; o pastor Gilmar esteve pelo menos 10 vezes na sede do governo. Detalhe: ambos voltaram ao Planalto mesmo após pedido de apuração.
Voltando a Sergio Moro — que deve estar tão arrependido de ter aceitado participar deste espúrio governo quanto Lula de ter feito Dilma sua sucessora —, lulistas, bolsonaristas, magistrados ditos “garantistas” e parte da mídia promoveram a párias o ex-juiz federal e o ex-coordenador do braço paranaense da maior operação anticorrupção da história desta banânia, que colocou na cadeia dezenas de empresário e políticos que se locupletaram nos governos petistas.
No Brasil, a corrupção é como a Hidra de Lerna — bicharoco mitológico com corpo de dragão, hálito venenoso e nove cabeças de serpente capazes de se regenerar. Tudo ia de vento em popa até que, um belo dia, o semideus togado que manda e desmanda no STF virou a casaca, passando de apoiador a inimigo figadal da Lava-Jato. E o resto é história recente.
domingo, 10 de agosto de 2025
DIA DOS PAIS E ALTERNATIVAS AO CHURRASCO NOSSO DE CADA DOMINGO
A escada do preço da carne perdeu fôlego, mas picanha, maminha, miolo de alcatra e contrafilé continuam custando caro. E o fato de sobrar mês no fim do salário da maioria dos brasileiros implica mudar a periodicidade do tradicional churrasquinho dominical para quinzenal ou mensal. Como cada mês tem quatro semanas, há que encontrar alternativas para os outros três domingos, e ter carne moída na geladeira é como ter a mão cheia de coringas num jogo de canastra.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
A arruaça dos amotinados bolsonaristas no Congresso, notadamente na Câmara, não é um episódio que se pode considerar superado, a despeito da retomada dos trabalhos depois de 30 horas de ensaio de insurreição. Isso porque a celebração da violência é um método da ala radical da oposição que evocou no Parlamento o ocorrido no acampamento defronte ao QG do Exército, do qual partiram as hordas para a "festa da Selma" em 8 de janeiro de 2023.
Nunca se viu nada em tal dimensão nas dependências do Legislativo. Numa proporção menor, o PT tentou ocupar a Mesa no Senado durante o governo Temer, para impedir a aprovação de reforma trabalhista. Não conseguiu, assim como os rebeldes de agora não conseguirão alterar o julgamento do rascunho do mapa do inferno no STF, aprovar anistia ampla, impichar Xandão nem fazer com que os presidentes da Câmara e do Senado se submetam às suas exigências. E se é possível dizer que não passarão, também é factível supor que continuarão a adotar a rotina de agressões, pois a natureza dessa choldra é a antítese do que se tem como essência da atividade política: o respeito às regras do jogo.
Motta e Alcolumbre têm diante de si o desafio de lidar com a ala de seus comandados cuja prática é a da provocação ilimitada. O emprego da força, prudentemente evitado na noite de quarta-feira, daria a eles pretexto para atuar no mesmo diapasão. A condescendência tampouco se configura um caminho aceitável, pois abre espaço a novas tentativas de sublevação. Dito isso, a vitória só se dará quando — e se — a maioria compreender que a defesa da instituição exige relegar a banda podre ao isolamento.
Não estou sugerindo assar hambúrgueres na churrasqueira — como nos "backyard barbecue" dos americanos. Os sobrinhos do Tio Sam adquiriram esse hábito no pós-guerra, quando as famílias passaram a fazer reuniões informais no quintal de casa. Chamar isso de churrasco é quase uma heresia, mas o hambúrguer, que já era um ícone nacional, tornou-se a estrela da festa.
Carnes "de primeira" — filé-mignon, contrafilé, alcatra, picanha etc. — e "de segunda" — peito, braço, acém, paleta etc. — têm o mesmo valor proteico. No entanto, a maciez, a suculência e o sabor dependem da quantidade de gordura e do trabalho muscular realizado pela região do boi de onde o corte é tirado. Isso significa que cortes do dianteiro da rês tendem a ser mais duros e fibrosos, e os do traseiro, mais macios, suculentos e saborosos.
Em um churrasco como manda o figurino, maciez, suculência e sabor são fundamentais, mas o aumento do preço das carnes nobres nos dá arrepios só de pensar em acender o braseiro. Você pode substituir picanha por maminha ou fraldinha (detalhes no post de 11 de maio), ou mesmo por contrafilé, que funciona bem tanto na grelha quanto no forno ou em bifes — mas não espere uma economia muito significativa.
Voltando ao nosso "coringa", você economiza alguns reais moendo miolo de acém, paleta, braço e outras carnes "de segunda" e caprichando no tempero — como dizia meu tio-avô, "com azeite é bom a gente come até capim". Mas steak tartare e quibe cru pedem filé mignon, alcatra ou patinho.
Também conhecido como filé tártaro, o steak tartare é uma receita à base de carne crua, que pode se servida como aperitivo, entrada ou refeição principal. Resolvi republicá-la neste domingo, Dia dos Pais, em homenagem ao meu saudoso progenitor, que me apresentou essa delícia nos anos 1960. Para uma porção individual, você vai precisar de:
— 150g de filé-mignon moído ou picada na ponta faca;
— 1 colher (sobremesa) de cebola ralada;
— 1 colher (café) de alcaparras (que você pode substituir por azeitonas verdes picadas);
— 2 colheres (chá) de cheiro verde (salsinha e cebolinha) picado;
— 1 colher (chá) de molho inglês;
— 1 colher (sopa) de mostarda;
— Suco de 1 limão (taiti ou siciliano);
— 1 gema de ovo;
— Azeite de oliva extravirgem para regar e sal, pimenta do reino, pimenta caiena e molho tabasco para temperar.
Passe a carne duas vezes pelo moedor (ou corte-a em tirinhas, sempre contra o sentido das fibras, e pique com a ponta de uma faca bem afiada).
Junte a cebola ralada, a salsinha e a cebolinha picadas, regue com um fio de azeite, adicione o sal e misture gentilmente (usando as mãos ou uma colher de pau).
Faça uma "bola" com a carne, coloque-a num prato, achate com a mão até formar um "hamburgão" e pressione o centro com o polegar, para criar a concavidade que você vai acomodar a gema do ovo (crua, segundo a receita original, mas você pode cozinhar o ovo e usar a clara para decorar).
Leve à geladeira para resfriar e sirva com torradinhas ou batatas chips.
Dica: Na hora de servir, você pode distribuir alface picado, ervilhas em conserva, rodelas de tomate e de palmito. em volta da carne, decorar com a clara do ovo picada e regar tudo com azeite extravirgem em abundância.
Desejo a todos um excelente Dia dos Pais.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
FOI-SE O CARNAVAL, E COM ELE SEU SMARTPHONE?
É também nessa época — devido às inevitáveis aglomerações e ao hábito dos sem-noção de fazer ou atender ligações e, principalmente, tirar selfies com seus aparelhos sem adotar as devidas precauções — que a incidência de furtos e roubos de smartphones aumenta assustadoramente. Quem teve o desprazer de assistir aos telejornais durante nos últimos deve ter visto cenas dando conta da audácia da bandidagem em ações isoladas ou “arrastões”, bem como reparado na facilidade com que a mídia filma essas ocorrências e a dificuldade que a polícia tem de prender os responsáveis e restituir a seus legítimos donos os bens que lhes foram subtraídos — que vão de smartphones a tênis de grife, passando por dinheiro, documentos, relógios e adornos como pulseiras, correntinhas, enfim, tudo que possa despertar a atenção dos amigos do alheio, que possa ser convertido facilmente em moeda sonante ou ser trocado in natura por pedras de crack e outras drogas, para a infelicidade dos incautos e de quem é forçado a atravessar regiões da cidade onde agem tanto os trombadinhas de sempre quanto alguns “moradores em situação de rua” (como a polícia do politicamente correto exige que a gente se refira ao povo da cracolândia e distinta companhia), que não medem consequências quando se trata de conseguir drogas.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2024
O 8 DE JANEIRO E A POLARIZAÇÃO (QUINTA PARTE)
No baixo clero da Câmara Federal, Bolsonaro defendeu o fechamento do Congresso e a volta dos militares ao poder. Disse não acreditar em solução para o Brasil por meio do voto popular, e que mais gente deveria ter sido morta pela ditadura (incluindo o então presidente Fernando Henrique). Em abril de 2016, emendou seu voto pelo impeachment de Dilma com uma patética homenagem o coronel torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra. Mas a punição mais severa que recebeu ao longo de sua improfícua trajetória política (abrilhantada pela aprovação de 2 míseros projetos e míseros quatro votos na disputa pela presidência da Câmara) foi uma réles advertência.
No livro "O Negócio do Jair", Juliana Dal Piva esmiúça o esquema usado pelo clã Bolsonaro para comprar mais de 100 imóveis, acumular milhões de reais e construir um projeto político iniciado com o emprego de parentes e coordenado pela segunda esposa. A Jornalista trata ainda das relações da família com Adriano da Nóbrega, o ex-capitão do Bope que viou chefe da milícia de Rio das Pedras e do Escritório do Crime — grupo suspeito de assassinar a vereadora Marielle Franco e seu motorista em março de 2018 — e acabou executado em 2020 por policiais militares baianos e fluminenses.
Em 2022, a jornalista Amanda Klein confrontou Bolsonaro com um levantamento patrimonial realizado pelo UOL, relembrou as rachadinhas nos gabinetes dele e dos filhos e os 20 imóveis que Flávio negociou nos últimos 16 anos (entre os quais uma mansão de R$ 6 milhões). Curto e grosso (mais grosso do que curto, na verdade), o então candidato à reeleição qualificou as acusações de "levianas", disse que não sabia da vida econômica de suas ex-mulheres e que os imóveis foram comprados na planta "por uma micharia por mês" e revendidos com lucro logo depois.
Investigar presidentes da República no exercício do cargo é prerrogativa exclusiva da PGR. Augusta Aras, que foi um exemplo de antiprocurador, fechou os olhos e os ouvidos para as atrocidades cometidas pelo pior mandatário desta banânia desde Tomé de Souza. Ignorar as evidências que conectam um formidável esquema de corrupção aos três casamentos de Bolsonaro, a seus filhos, a dezenas de parentes, ao patrimônio da família e à proximidade do clã com Queiroz, Adriano e outros pulhas é a prova provada de que a Justiça tupiniquim, além de cega, abriga em suas fileiras gente burra, pusilânime e venal. Nada muito diferente do que se vê no Congresso Nacional.
Triste Brasil.





