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domingo, 22 de março de 2026

PANELA DE PRESSÃO E RECEITA DE CARNE LOUCA

GAIVOTAS EM TERRA, TEMPESTADE NO MAR.

A panela de pressão — um dos utensílios mais práticos e revolucionários da cozinha moderna — foi idealizada em 1679 pelo físico e matemático francês Denis Papin, que buscava uma maneira de gastar menos lenha e acelerar o cozimento de carnes e outros alimentos duros.

A ideia era elevar o ponto de ebulição da água acima de 100 °C e aproveitar o vapor em alta pressão. O modelo de ferro fundido foi apresentado em 1681 à Royal Society de Londres, mas era pesado, caro e sujeito a explosões, de modo que o conceito só ressurgiu com força no início do século XX, quando versões de alumínio e válvulas de segurança mais confiáveis se popularizaram. 

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Não há organizações criminosas no país do futuro que nunca chega porque tem um imenso passado pela frente. O Brasil se tornou uma organização criminosa de dimensões continentais.
Como se disputassem quem presta mais desserviços aos contribuintes, o Legislativo e o Executivo andam às turras. Mas o motivo é o avanço das investigações sobre o Caso Master, que fazem lembrar a canção Reunião de Bacana, cujo estribilho é: "se gritar pega ladrão, não fica um…"
Vorcaro assinou um acordo de confidencialidade e foi transferido da Papudinha para a Superintendência da PF no DF. As informações que ele deve revelar em seu acordo de delação premiada vêm aumentando a tensão entre os parlamentares (com destaque para os expoentes do Centrão).
Para tentar baixar a fervura entre os senadores, Davi Alcolumbre não deve instalar uma CPI para investigar o Master — na verdade, ele chegou mesmo a pressionar as duas comissões já instaladas para tentar frear a ofensiva e atribuir a Lula responsabilidade pela investigação feita pela PF. 
Um dia antes de a PF deflagrar uma operação no Amapá — que é governado por Clécio Luís, aliado de Alcolumbre, e tem ex-tesoureiro da campanha do senador como diretor da Amprev e alvo da operação no mês passado — Lula falou da importância de investigar os investimentos feitos no Master por fundos de previdência do Amapá e do Rio de Janeiro. 
Candidatíssimo ao quarto mandato a despeito da queda de popularidade, o molusco move montanhas para evitar que o mau humor dos parlamentares contamine o restante da pauta, como a PEC da Segurança Pública e indicações para cargos-chave. Os vazamentos referentes ao caso Master são ruins e prejudicam sua relação com a classe política, mas ele não tem ingerência sobre a PF, que costuma atuar de maneira autônoma. 
Boatos sobre um armistício entre Lula e Alcolumbre vêm circulando desde o final do ano passado — para o senador, é mais interessante manter o petista por perto e tentar conter danos, já que o apoio do PT é imprescindível para sua reeleição. O problema é que, sem uma repactuação, o Congresso não votará nada de interesse do governo ou, pior, imporá derrotas à agenda do Executivo. 
Na expectativa do tsunami que está por vir, interessa mais aos políticos corporativistas, fisiologistas, clientelistas, venais e sujos como pau de galinheiro blindarem-se uns aos outros e seguir de mãos dadas nessa ciranda da corrupção.

Introduzida no Brasil pela empresa paulista Panex em 1948, a panela de pressão se tornou sinônimo de rapidez no preparo de alimentos como feijão, carnes e grãos mais duros. No entanto, o receio de vazamentos — e até explosões — sempre preocupou — ou mesmo afugentou — os usuários. Daí a popularização da versão elétrica, que oferece mais controle e, sobretudo, segurança, pois permite ajustar automaticamente a pressão e a temperatura do cozimento.

Atualmente, as panelas de pressão convencionais e as versões elétricas de última geração disputam espaço nas cozinhas, mas o princípio físico é essencialmente o mesmo de mais de 300 anos atrás: vapor confinado aumentando a temperatura e reduzindo o tempo de cozimento em até um terço. Quando bem utilizadas, ambas as versões transformam alimentos duros, que exigem cozimento prolongado — como carne de panela, rabada, frango caipira, acém e músculo — em pratos macios e suculentos.

As panelas elétricas custam mais caro, mas o investimento compensa: modelos multiuso permitem refogar, fritar, cozinhar no vapor e até manter os alimentos aquecidos na temperatura ideal para consumo, enquanto sensores inteligentes de pressão e temperatura monitoram o cozimento em tempo real e o interrompem em caso de falhas, eliminando o risco de explosões. Sem falar que elas permitem cozinhar com pouco ou nenhum óleo e oferecem a função de preparo a vapor, além de contarem com revestimento interno antiaderente, que facilita a limpeza. 

Com a panela convencional, o custo varia conforme o tempo de chama acesa e a eficiência do fogão, enquanto o impacto da panela elétrica na conta de energia depende do tempo de uso ao longo do mês. Em preparos longos, a versão elétrica é mais vantajosa, pois mantém a pressão estável sem fogo alto. Por outro lado, se combinada com um fogão potente, a versão convencional atinge pressão rapidamente e reduz o uso de gás, tornando-se mais vantajosa em regiões onde a energia elétrica é mais cara que o GLP.

Observação: Para priorizar a segurança, deixe a pressão sair naturalmente. Se necessário, apresse o processo erguendo cuidadosamente o pino da válvula principal com um garfo (no caso da panela convencional). Jamais coloque a panela diretamente sob água fria nem ultrapasse o tempo ideal de cozimento, sob pena de deixar a carne gelatinosa (isso vale para ambas as tecnologias).

Há quem ainda faça como as nossas bisavós, que temperava a carne, douravam-na num refogado à base de alho e cebola, acrescentavam extrato de tomate, louro e outros temperos, juntavam água quente suficiente para cobrir metade da carne, tampavam a panela (sem pressão) e cozinhavam em fogo baixo por horas a fio, adicionando mais água quente quando necessário, de modo a deixar a carne macia e suculenta, mas não seca e esturricada.

Para encerrar, segue uma receita de carne louca, que é típica das festas juninas, mas funciona bem como lanche no dia a dia. A escolha da carne fica a gosto do freguês, mas eu recomendo coxão duro ou lagarto, que são mais indicados por serem serem fibrosos. Você vai precisar de:

— 1 kg de coxão duro ou lagarto, limpo de nervos e gorduras, cortado em cubos de cerca de 3 cm; 

— 1/2 xícara (120 ml) de vinho branco; — 2 cebolas grandes cortadas em fatias finas; — 2 dentes de alho picadinhos; 

— 1/2 pimentão verde sem sementes, em tirinhas finas; 

— 1/2 pimentão amarelo sem sementes, em tirinhas finas; 

— 1/2 pimentão vermelho sem sementes, em tirinhas finas; 

— 4 tomates maduros sem sementes, em cubinhos; 

— 1/2 xícara de azeitonas verdes em lascas; 

— 1 maço de cheiro-verde (salsinha e cebolinha), folhas de louro, orégano fresco (ou tomilho), sal e pimenta-do-reino a gosto; 

— Óleo de girassol e azeite extravirgem.

Aqueça bem a panela de pressão, regue o fundo com um fio de azeite, doure a carne de todos os lados em fogo alto, tempere com sal e pimenta, transfira para uma travessa e reserve. Despeje o vinho na panela e mexa com uma colher de pau (ou de silicone) para soltar os grudadinhos do fundo. Deixe ferver por 1 minuto e despeje esse líquido sobre a carne reservada.

Acrescente mais um fio de azeite na panela e refogue a cebola, o alho e os pimentões. Acerte o ponto do sal  e deixe cozinhar por cerca de 5 minutos, até murchar. Junte o tomate,  misture bem e volte com a carne e todo o caldo para a panela. 

Faça um amarrado de ervas com o louro, a salsinha, a cebolinha e o orégano, coloque-o na panela, cubra com água até cobrir totalmente a carne, acrescente 2 colheres (chá) de sal e 1 de pimenta-do-reino e tampe. Quando a válvula começar a liberar vapor, baixe o fogo, cozinhe por aproximadamente 1 hora, desligue, espere a pressão sair completamente e abra a panela. Se a carne ainda não estiver se desfazendo, recoloque a tampa e leve a panela de volta ao fogo por mais 15 minutos, testando depois (e adicionando um pouco de água quente, se necessário).

Quando a carne estiver "no ponto", desligue o fogo, descarte o amarrado de ervas, deixe amornar por cerca de 5 minutos, desfie — eliminando eventuais pedaços de gordura ou peles mais grossas que não se desmancharam —, volte a panela ao fogo alto e deixe cozinhar por mais 10 minutos ou até o excesso de líquido evaporar e o molho encorpar.

Acerte o sal e a pimenta, junte o restante das ervas picadas e as azeitonas, desligue o fogo, deixe amornar por 30 minutos, transfira para uma travessa, cubra com filme plástico, leve à geladeira por aproximadamente 6 horas. Monte os sanduíches apenas na hora de servir.

ObservaçãoNa panela elétrica, sele a carne com o azeite, o alho e a cebola na função "Refogar", adicione molho de tomate e os demais ingredientes e temperos, acrescente um pouco de água, cozinhe na pressão por 40-60 minutos, desfie e misture o molho restante antes de servir no pão. 

Bom apetite.

terça-feira, 3 de março de 2026

DICAS E MAIS DICAS

SE COMEÇARMOS A DIZER CLARAMENTE QUE A DEMOCRACIA É UMA PIADA, UM ENGANO, UMA FACHADA, UMA FALÁCIA E UMA MENTIRA, TALVEZ
PASSEMOS A NOS ENTENDER MELHOR. 

O ancestral mais remoto da calculadora surgiu há cerca de 5.000 anos, o primeiro "cérebro eletrônico", em meados do século passado, e os primeiros microcomputadores, nos anos 1960, mas só se popularizaram na década de 1990 e perderam o protagonismo para os smartphones depois que a Apple lançou o icônico iPhone, em 2007.


O aumento da demanda por mobilidade propiciou o surgimento de notebooks com hardware comparável ao dos desktops, mas um levantamento feito pela FGV em 2023 apontou que 70% dos 364 milhões de dispositivos digitais portáteis ativos no Brasil são smartphones (média de 1,2 por habitante), que, a exemplo de seus “irmãos maiores”, são suscetíveis a pragas digitais, bugs e travamentos. Por outro lado, enquanto os PCs de mesa e portáteis permitem incontáveis combinações de CPUs, placas-mãe, módulos de memória RAM, HDDs, SSDs etc., os pequenos notáveis "nascem e morrem com o mesmo hardware". 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


É no Judiciário que se acumulam as mais fartas e escandalosas concessões de auxílios, e ali que deve se concentrar a resistência; senão ao fim, ao menos a uma reorganização da farra com o dinheiro público. Quando Dino partiu ao encalço do uso indevido de emendas parlamentares, o Congresso fez de conta que aderiu ao pacto proposto em 2024, mas até hoje cria atalhos para fugir das correções.

Está nas mãos do Supremo levar adiante a cruzada ou ceder ao canto das regalias das quais também se beneficia.

Falando em histórias da Carochinha, a política, que é a arte de engolir sapos, vai mais além em período eleitoral, pedindo apoio aos aliados, votos ao eleitorado, e mentindo para ambos. Tarcísio de Freitas engoliu o sapo do veto de Bolsonaro a seu plano de disputar o Planalto, e agora é convidado pelo filho do pai a acreditar que existe vida após a morte dos projetos políticos.

Nessa coisa de crença, convém agir com cuidado sob pena de maltratar a faringe. Quem acredita piamente em tudo o que ouve não pode ter de engolir elefantes em vez de sapos.

Bolsonaro elegeu-se em 2018 combatendo a reeleição. No trono, mudou de ideia. Derrotado em 2022, tentou o golpe. Preso, empurrou o filho para a urna. Quer dizer: Flávio está preso à ideia de extinguir a reeleição por grilhões de barbante.


Os aplicativos projetados para smartphones são mais leves e menos exigentes, e o próprio sistema se encarrega de gerenciá-los. O Android dispõe de um vastíssimo ecossistema de apps, mas recomenda-se instalar somente os necessários — e fazê-lo a partir da Google Play Store ou das lojas de apps do fabricante do aparelho.


Mesmo que os smartphones substituam com vantagens os PCs convencionais como instrumento de trabalho, entretenimento, compras, pagamento de contas etc., algumas tarefas ainda requerem telas de grandes dimensões, teclado e mouse físicos e poder de processamento superior. Assim, é recomendável manter um notebook em casa — além de oferecer mobilidade e portabilidade, essa arquitetura substitui os jurássicos computadores de mesa.


Para prolongar a vida útil do notebook, evite operá-lo no colo, sobre travesseiros, almofadas, colchas ou edredons — o bloqueio das ranhuras de ventilação pode dificultar a troca do ar quente dissipado pelos componentes internos pelo ar fresco do ambiente.


Para limpar a tela (tanto dos notes quanto dos smartphones e monitores), use um produto apropriado, vendido em lojas de suprimentos para informática — o álcool isopropílico possui menos de 1% de água, mas ser usado em telas sensíveis ao toque, com ou sem película de proteção. Fuja do álcool em gel, que possui emulsificantes e hidratantes — e evite usar detergente de louça, limpa-vidros, alvejantes à base de amônia, esponjas, escovas duras ou produtos abrasivos, que podem causar manchas e outros danos irreversíveis.


Proceda à limpeza com um pano de microfibras — toalhas de papel ou papel higiênico tendem a espalhar a sujeira pela tela e causar arranhões permanentes — borrife o produto no pano — que não deve ficar encharcado, apenas levemente umedecido — esfregue delicadamente e dê acabamento com uma flanela. Para remover a sujeira que se acumula entre a tela e a moldura dos notes, use um cotonete ou uma escova de cerdas macias. Caso a tela esteja rachada, evite líquidos. Na dúvida, siga as recomendações do fabricante do aparelho.


Crie senhas fortes, não as repita, reutilize ou compartilhe com quem quer que seja (namoros terminam, noivados são rompidos, casamentos acabam em divórcio — nem sempre de forma amigável — e segredo entre três, só matando dois) e recorra sempre que possível à dupla autenticação. Mantenha o sistema e os programas devidamente atualizados e invista numa boa suíte de segurança.


Observação: John McAfee, criador do primeiro antivírus comercial, disse que os programas antimalware são obsoletos (detalhes nesta postagem), mas, com a possível exceção da virtualização, não existe outra maneira de manter o computador protegido, e nenhum sistema operacional é imune a malwares e/ou ataques baseados em engenharia social


Quase ninguém lê aqueles textos intermináveis (EULA), que descrevem o que os usuários podem ou não fazer com os aplicativos. Isso se deve ao fato de a instalação só seguir adiante depois que o usuário clica em "Yes", "OK" "Submit", etc., mas muitos apps (sobretudo os gratuitos) trazem módulos adicionais que exibem toneladas de propaganda como forma de incentivar o upgrade para a versão paga, e outros, ainda mais invasivos, se auto-concedem permissões de administrador, pondo em risco a privacidade e a segurança do aparelho.


Evite expor o smartphone a altas temperaturas — como no porta-luvas do carro sob o sol meridiano do verão tupiniquim — molhá-lo na praia ou na piscina (eletroeletrônicos geralmente temem umidade) — e fazer compras online ou acessar aplicativos bancários utilizando redes Wi-Fi de lojas de departamento, hipermercados, aeroportos e assemelhados. Faça o logoff de sua conta de email ou rede social após o uso e só desconecte pendrives e outras mídias de armazenamento externo depois de encerrar a transferência de dados. 


Os dispositivos computacionais e os sistemas operacionais evoluíram muito nas últimas décadas, mas a segurança depende em grande medida do usuário. Muita gente utiliza 123456 como senha e acha que antivírus é superstição. Em outras palavras, o maior gargalo da tecnologia continua sendo a pecinha que fica entre a cadeira e o monitor, que ignora avisos, recicla senhas, clica onde não deve e jura que "o computador enlouqueceu sozinho".

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

DE VOLTA À GUERRA DOS NAVEGADORES

NAVEGAR É PRECISO, MAS CONVENCER O INTERNAUTA A MUDAR DE NAVEGADOR É UMA BATALHA TRAVADA NÃO NO CÓDIGO, MAS NA PERCEPÇÃO. 

Em meio à Guerra Fria, o Departamento de Defesa dos EUA criou a Advanced Research Projects Agency Network, cujo objetivo era criar um sistema de comunicação descentralizado e resistente a ataques. 


Inicialmente, o acesso à ARPANET ficou restrito ao uso militar e acadêmico, mas logo se estendeu a instituições governamentais, grandes corporações e, mais adiante, ao público em geral, sobretudo por meio de provedores como AOL, CompuServe e Prodigy.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Ano eleitoral é sempre cheio de prognósticos quase sempre desmentidas pelos fatos, carrascos da reputação de adivinhos. Quem, em janeiro de 1989, cravaria que em dezembro a batalha final seria travada entre dois novatos no meio de duas dezenas de candidatos experientes tanto nas lides da ditadura quanto na trincheira de oposição ao regime? Mas Collor bateu Lula, deixando no ora veja gente como Ulysses Guimarães, Mário Covas, Paulo Maluf, Leonel Brizola e mais 16 outros concorrentes.

Cinco anos e um impeachment depois, seria eleito o ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, que começou a campanha com ínfimos índices de intenção de votos nas pesquisas, mas derrotou Lula no primeiro turno e repetiu o feito em 1998.

O tucano de plumas vistosas não conseguiu emplacar o sucessor no ano de 2002, que se iniciou com apostas em Roseana Sarney, cuja candidatura derreteu junto com a exibição de fotos de dinheiro apreendido no escritório do marido. No rebuliço político do mensalão, a reeleição parecia impossível, mas Lula não apenas conseguiu, como elegeu e reelegeu Dilma, que acabou impedida em 2016.

No início de 2018, o inexpressivo deputado do baixo clero Jair Bolsonaro era piada, o centro ainda apostava em Aécio Neves (PSDB) e ninguém sonhava que Lula seria preso para em 2022 voltar ao poder. Como se vê, vaticínios na política são produtos perecíveis.

 

A popularização da Internet entre os usuários domésticos se deveu em grande parte ao surgimento de navegadores amigáveis, como o Navigator, que foi lançado em 1994 pela Netscape Communications Corporation. Em 1995, a Microsoft criou o Internet Explorer, disponibilizou-o como parte de pacotes adicionais do Windows 95 e, mais adiante, integrou-o ao Windows 98. Graças a essa estratégia, o IE desbancou o rival e a manteve a liderança até maio de 2012, quando foi finalmente superado pelo Google Chrome.


Em julho de 2015, após esgotar todas as tentativas de revitalizar o IE, a empresa criou o Edge e o integrou-o ao Windows 10, que disponibilizou gratuitamente para usuários de máquinas compatíveis que rodavam versões 7 SP1 e 8.1 do sistema. Dessa vez, porém, a estratégia não funcionou. Muitos usuários ficaram incomodados com insistência da empresa em “empurrar” o software — “Dê uma chance ao Microsoft Edge”, lia-se em uma caixa de diálogo exibida de forma insistente — e com a dificuldade de configurar o Chrome como navegador padrão na nova versão do sistema. 

 

Apesar de ser inovador sob diversos aspectos, o Edge rodava somente no Windows 10 — ou seja, não era compatível nem mesmo com as versões anteriores do sistema. A baixa adesão desmotivou os desenvolvedores parceiros a criar extensões (plugins) para ele, desestimulando ainda mais sua popularização. A Microsoft adicionou suporte às versões anteriores do Windows e outras plataformas, inclusive móveis, e tentou criar um ecossistema saudável de extensões para o Edge, mas não funcionou, e a solução foi criar uma nova versão “do zero” baseada no Projeto Chromium (que serve de base para o Opera, o Vivaldi e o próprio Chrome, entre outros). 

 

O Edge Chromium, lançado em 2020, é compatível com outras plataformas — como Android e iOS —, possui sua própria loja de complementos e aceita extensões da Chrome Web Store. Ainda assim, aparece em terceiro lugar no ranking de navegadores do StatCounter Global Stats, com apenas 4,5% de participação, atrás do Google Chrome (65%) e do Apple Safari (18%), que, vale lembrar, só roda no macOS e no iOS. O Mozilla Firefox ocupa a quarta posição, com 3%, seguido pelo Opera, com 2%, apesar de ser o único dos cinco navegadores que oferece VPN integrada gratuita.

 

A Microsoft vem tentando reduzir a migração de usuários do Edge para o rival. Em ocasiões anteriores, foram testadas pesquisas exibidas durante o download do Chrome e até mudanças no Edge que dificultavam encontrar o link de instalação do concorrente. Agora a abordagem é usar mensagens publicitárias diretamente nos resultados de busca.


Quem abrir o Edge e buscar pelo Chrome no Bing verá um aviso promocional com a frase “All you need is right here” (tudo que você precisa está aqui) destacando as qualidades do navegador da Microsoft, bem como uma tabela comparando os dois navegadores. Entre outros argumentos, a empresa afirma que “o Edge roda na mesma tecnologia que o Chrome, com a confiança adicional da Microsoft”, e oferece atalhos rápidos para serviços populares como YouTube, WhatsApp e Instagram.

 

O Edge recebeu diversas melhorias nos últimos anos. Ficou mais rápido, ganhou ferramentas integradas de IA e continuará recebendo suporte após o fim do ciclo de vida do Windows 10. Ainda assim, muitos usuários continuam preferindo o Chrome, e a intenção da Microsoft é convencê-los a usar o navegador nativo destacando semelhanças técnicas e reforçando a ideia de segurança por estar dentro do ecossistema da empresa. No entanto, práticas como essa podem produzir efeito oposto ao desejado se as pessoas enxergarem a ação não como sugestão, e sim como forma de pressão.

 

No fim das contas, a disputa entre navegadores não se resume a desempenho ou recursos, mas à confiança do usuário — e essa, como a história mostra, não se conquista com insistência, mas com consistência.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

WHATSAPP — DICAS

SER DE ESQUERDA OU DE DIREITA É O MESMO QUE SER IMBECIL, POIS AMBAS SÃO FORMAS DE HEMIPLEGIA MORAL.

Com mais de 2 bilhões de usuários — cerca de 170 milhões só no Brasil —, o WhatsApp é o aplicativo mensageiro mais popular do mundo. Mesmo assim, a maioria dos usuários subutiliza ou desconhece boa parte dos recursos que ele oferece. Talvez você não soubesse de que:

 

Para escolher quem pode ou não adicioná-lo a um grupo, acesse as configurações do WhatsApp, toque em Privacidade > Grupos e escolha entre todos, meus contatos e meus contatos, exceto...

 

É possível recuperar uma mensagem que você apagou para si mesmo em um bate-papo tocando no botão Desfazer, na parte inferior da tela, lembrando que essa opção é disponibilizada por apenas alguns segundos.

 

Para enviar mensagens individuais a mais de uma pessoa ao mesmo tempo, acesse as configurações do WhatsApp (os célebres três pontinhos), toque em nova lista e escolha os contatos a quem você deseja enviar a mensagem.

 

Para facilitar a comunicação, você pode pedir ao Gemini (no caso do Android) ou à Siri (no caso do iOS) que escreva a mensagem base no que você dita. Para isso, basta chamar o assistente e pedir a ele que envie uma mensagem para determinado contato de sua lista. 

 

Para economizar espaço no armazenamento interno de seu aparelho, apague ou salve no PC ou na nuvem quaisquer arquivos maiores que 5 MB. Isso pode ser feito na aba Armazenamento e dados, onde é possível gerenciar os conteúdos, selecioná-los e enviar para a lixeira.

 

Observação: Antes de começar a remover arquivos, é recomendável fazer um backup das conversas e mídias importantes. Isso garante que nenhuma informação valiosa seja perdida durante o processo de limpeza. Caso o aplicativo demore para processar as informações de armazenamento, reiniciar o dispositivo pode ajudar.

 

É possível usar o mesmo número de WhatsApp em até quatro dispositivos sem precisar manter o celular principal conectado à internet — lembrando que, para os demais dispositivos permanecerem conectados à sua conta, você deve acessar o app no celular principal a cada 14 dias. Para tanto, abra o WhatsApp Web no dispositivo que você deseja conectar à sua conta e use seu celular principal para escanear o QR code exibido na tela do dispositivo em questão.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

HORA DE TROCAR O COMPUTADOR?

HÁ MALES QUE VÊM PARA O BEM E MALES QUE VÊM PARA PIOR.

Com o fim do suporte ao Windows 10 e as exigências de hardware do Windows 11, a hora de substituir o velho PC de guerra pode ser agora. Para não ser pego no contrapé pela obsolescência programada, tenha em mente que:


O processador principal — também chamado de CPU e tido como o cérebro do computador — define a velocidade de resposta e a capacidade de executar tarefas simultâneas. Chips como o Intel Core Ultra 5 e o AMD Ryzen 5 atendem bem à maioria dos usuários, mas quem precisa de mais desempenho deve optar pelas versões Ultra 7, Ryzen 7, Ultra 9 e Ryzen 9, que são voltadas ao uso mais intenso.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


A Primeira Turma do STF definiu nesta terça-feira (18) as penas dos nove réus do Núcleo 3 que foram condenados pela trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro. Paralelamente, segue em cartaz o último capítulo do processo contra os réus do núcleo principal.

Dois espetáculos não cabem no mesmo palco — ou no mesmo evento histórico —, mas o show da democracia tem que continuar, e a contagem regressiva para as condenações definitivas e irrecorríveis impõe às Forças Armadas o lançamento do ritual da desonra de Bolsonaro, seus aliados de farda (Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira) e um almirante (Almir Garnier).

Os cinco membros do estado-maior do golpe precisam perder as patentes e ser expulsos também da folha de aposentados, mas, ainda que sejam punidos com rigor máximo pelo Superior Tribunal Militar, Bolsonaro e seus aliados de farda serão declarados "mortos fictos", e seus vencimentos passarão a ser pagos a familiares.

Há cerca de 600 defuntos de papel nas FFAA., com esposas, companheiras e filhas embolsando cerca R$25 milhões por ano, e tudo indica que a remuneração de zumbis golpistas por meio de familiares será mais uma afronta a quem paga impostos para sustentar essa aberração.


As unidades de processamento neural dos chips de última geração aceleram tarefas de IA, oferecem recursos sofisticados e consomem menos energia — o que é fundamental para usuários de notebooks. Se o orçamento estiver apertado, uma ou duas gerações de atraso não serão problema, desde que você evite modelos de entrada.


Notebooks com gabinete de alumínio ou liga de magnésio são preferíveis aos de plástico por serem mais leves, resistentes e por dissiparem melhor o calor. Teclados bem espaçados, com teclas de toque suave, reduzem o cansaço em longas digitações. A conexão Wi-Fi 6E garante internet rápida e estável, enquanto o Bluetooth 5.3 facilita o uso de fones, mouses e outros acessórios sem fio. Se você costuma usar o portátil em trânsito, priorize uma bateria com autonomia superior a seis horas.


Todo dispositivo computacional utiliza memória RAM (também chamada de física ou primária) para abrir aplicativos e arquivos. Com 16GB, é possível rodar vários programas ao mesmo tempo (multitarefa) sem que o sistema fique lento ou trave. 8GB mal dão conta de tarefas básicas, como navegar na internet, gerenciar e-mails e assistir a vídeos — mas vale lembrar que existem diferentes tipos de RAM, sendo a DDR5 a mais nova e rápida.


Os HDDs e os SSDs representam a memória secundária (ou de massa) do computador, onde o sistema operacional, os aplicativos e todos os arquivos criados e salvos pelo usuário são armazenados de forma persistente (não confundir com permanente). Com drives de memória flash, a máquina liga mais rápido e os aplicativos abrem instantaneamente — investimento que vale cada centavo. Os SSDs NVMe são mais rápidos que os SATA, e 512 GB costumam ser suficientes para guardar documentos, fotos, vídeos e programas. Já quem trabalha com arquivos grandes pode precisar de 1 TB ou mais.


A GPU (Unidade de Processamento Gráfico) é responsável por gerar as imagens exibidas na tela. A maioria das máquinas modernas traz placas de vídeo integradas (onboard), que usam parte da RAM principal como memória de vídeo. Modelos com placas de vídeo dedicadas (offboard) têm sua própria memória e são muito mais eficientes, mas tendem a custar mais caro. As GPUs dedicadas são ideais para quem precisa de desempenho gráfico avançado, mas aumentam o consumo de energia e o preço final do aparelho — e de nada adianta pagar mais por uma GPU mais potente se a ideia é navegar na internet e assistir a vídeos.


Quanto à tela, modelos com tecnologia IPS oferecem cores precisas e bons ângulos de visão, enquanto o OLED proporciona melhor contraste e tons de preto mais profundos. A resolução mínima recomendada é a Full HD (1.920 × 1.080) — QHD e 4K exibem imagens mais nítidas, mas a diferença dificilmente compensa o aumento no consumo de energia. No que tange à taxa de atualização, 60Hz são suficientes para o uso geral e 120Hz para gamers e profissionais. Já um brilho acima de 300 nits garante boa visibilidade mesmo sob luz direta.


Quando os primeiros laptops surgiram, recomendava-se não usá-los plugados na tomada o tempo todo, de modo a não comprometer a vida útil das baterias de Níquel-Cádmio. Isso mudou com os íons/polímeros de lítio, que não sofrem do efeito memória (redução da capacidade de armazenamento que as baterias antigas apresentavam quando eram recarregadas antes de se esgotarem totalmente). Com a bateria em 100% e o carregador conectado, os notebooks modernos passam a ser alimentados diretamente pela energia da tomada, de modo que a bateria não “vicia”. Ainda assim, notebooks e celulares desligam automaticamente quando o nível de carga atinge cerca de 5%. Se e quando for preciso “recalibrar” a bateria, carregue-a a 100%, deixe-a descarregar completamente e torne a carregá-la.


Adicionalmente:


Evite comer ou beber durante o uso do notebook, pois há risco de derramar líquidos nas frestas do teclado integrado e danificar os componentes internos.


Usar o portátil no colo, na cama ou sobre almofadas também é prejudicial, já que a obstrução das saídas de ventilação pode causar superaquecimento.


Pegar o aparelho pela tela pode causar danos significativos, pois a pressão excessiva compromete o display e a estrutura do gabinete — o certo é manusear a máquina pela base e usar uma mochila adequada para transportá-la.


Para limpar a tela e o gabinete do note, use um pano seco de microfibra ou 100% algodão (mais detalhes nesta postagem).


Mantenha o sistema, os aplicativos e os drivers sempre atualizados, evite abrir arquivos e baixar programas de fontes desconhecidas e proteja o aparelho com uma suíte de segurança confiável.


A Black Friday está chegando. Embora os maus comerciantes aumentem os preços antes de aplicar os descontos, quem pesquisar em sites como Zoom e Buscapé e acompanhar o histórico de preços e verificar se o desconto é real pode economizar um bom dinheiro.


Boas compras.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

UM POUCO DE HISTÓRIA E O MODO CORRETO DE DESINSTALAR APLICATIVOS

QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER.

Na pré-história da cibernética, os cérebros eletrônicos (como eram chamados os computadores de então) não tinham sistemas operacionais por um motivo muito simples: ainda não existiam sistemas operacionais. Operar aqueles jurássicos mastodontes era um suplício, pois exigia "abastecê-los" manualmente com as informações necessárias a cada tarefa.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


É criminoso o ritmo de toque de caixa adotado pela Câmara na tramitação da proposta sobre o hipotético aperfeiçoamento do combate ao crime organizado. Escolhido como relator do projeto, o deputado Guilherme Derrite, aliado de Tarcísio de Freitas, introduziu alterações no texto original mais ou menos como quem joga merda na parede. Se colar, colou, só que não colou.

Derrite foi anunciado como relator na noite da última sexta-feira. Duas horas depois, apresentou o seu relatório. Cedendo a uma obsessão da direita, equiparou ao terrorismo onze crimes típicos de facções como o PCC e o Comando Vermelho. Numa evidência de que há males que vêm para pior, remou contra a maré da unificação de esforços federativos, privilegiou as polícias estaduais e impôs restrições à atuação da Polícia Federal e do Ministério Público.

Crivado de críticas, Derrite produziu um segundo relatório — que também não colou. Vieram críticas do diretor-geral da PF, do ministro da Justiça, da Associação Nacional dos Procuradores da República e do promotor Lincoln Gakiya, uma das vozes mais respeitadas do país no enfrentamento do crime organizado. Após reuniões com os líderes partidários e com o ministro da Justiça, o presidente da Câmara adiou a votação que ocorreria na última terça-feira, mas não abriu mão de votar o projeto ainda esta semana. Vem aí o terceiro relatório de Derrite, preservando as prerrogativas da Polícia Federal e do Ministério Público.

O Brasil teve pelo menos dez planos de segurança pública nas últimas duas décadas. Os resultados foram pífios para o Estado, mas exuberantes para o crime, que se tornou ainda mais organizado. Nessa matéria, a pressa mais atrasa do que adianta. Um bom começo seria uma autocrítica coletiva. Algo que evitasse a confusão entre a celeridade necessária e o açodamento indesejável.


Um sistema computacional é formado por dois subsistemas distintos, mas interdependentes: o hardware, que é o conjunto de componentes "físicos" (gabinete, teclado, monitor, placa-mãe, placas de expansão, memórias etc.), e o software, que corresponde à parte lógica (sistema operacional, aplicativos, drivers de dispositivos, BIOS, etc.). Antigamente, usuários iniciantes ouviam dos mais experientes que o hardware era "tudo que se podia chutar", e o software, "o que só dava para xingar".

 

Atualmente, qualquer computador — seja de grande porte, de mesa, portátil ou ultraportátil — é controlado por um "software-mãe" conhecido como sistema operacional, sem o qual a máquina seria como um corpo sem vida. Os vetustos mainframes dos anos 1950/60 operavam com dois tipos de linguagem: a linguagem de máquina, a partir do qual toda a programação era feita, e a lógica digital, a partir da qual os programas eram efetivamente executados. Até que, um belo dia, alguém teve a ideia de criar um "interpretador" — software que lê código-fonte a partir de uma linguagem de programação interpretada e o converte em código executável.

 

Observação: Os compiladores, que traduzem o código-fonte inteiro da execução, foram particularmente importantes para a eficiência computacional da época, pois permitiram que o hardware passasse a executar somente um conjunto de microinstruções. Com isso, a quantidade de circuitos e, consequentemente, o tamanho dos aparelhos diminuiu, e o trabalho dos operadores/programadores ficou menos penoso.

 

Dentre outras funções essenciais ao funcionamento do computador, cabe ao sistema operacional gerenciar o hardware, atuar como elemento de ligação entre os componentes físicos e o software, prover a interface usuário/máquina, servir de base para a execução dos aplicativos e por aí afora. Por outro lado, em que pese sua relevância, ele é um programa como outro qualquer, e por mais "eclético" que seja, não é capaz de suprir todas as necessidades do usuário nas tarefas do dia a dia. Isso nos leva aos aplicativos — como são chamados os programas destinados à execução de tarefas específicas.

 

No âmbito da informática, um "programa" é um conjunto de instruções em linguagem de máquina que descreve uma tarefa a ser realizada pelo computador; "instrução" é cada operação executada pelo processador — que pode ser qualquer representação de um elemento num programa executável, tal como um bytecode —; e "conjunto de instruções", a representação do código de máquina em mnemônicos

 

Se um computador sem sistema operacional é como um corpo sem vida, um sistema sem aplicativos é um ser vivo sem alma — ou quase isso, já que diversos recursos introduzidos nas novas versões do Windows, macOS, Android, iOS e das distros Linux tornaram os sistemas capazes de realizar várias tarefas que até então dependiam de apps de terceiros.

 

Por falar em aplicativos, a quantidade de programas instalados em nossos dispositivos cresceu tanto que a maioria de nós nem sabe para que servem. É como se cada novo app fosse a solução para um problema que a gente nem sabia que tinha — se é que tinha. A questão é que instalar é fácil; difícil é se livrar do "bloatware" — e é aí que mora o perigo.

 

Continua...