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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

DE VOLTA À GUERRA DOS NAVEGADORES

NAVEGAR É PRECISO, MAS CONVENCER O INTERNAUTA A MUDAR DE NAVEGADOR É UMA BATALHA TRAVADA NÃO NO CÓDIGO, MAS NA PERCEPÇÃO. 

Em meio à Guerra Fria, o Departamento de Defesa dos EUA criou a Advanced Research Projects Agency Network, cujo objetivo era criar um sistema de comunicação descentralizado e resistente a ataques. 


Inicialmente, o acesso à ARPANET ficou restrito ao uso militar e acadêmico, mas logo se estendeu a instituições governamentais, grandes corporações e, mais adiante, ao público em geral, sobretudo por meio de provedores como AOL, CompuServe e Prodigy.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Ano eleitoral é sempre cheio de prognósticos quase sempre desmentidas pelos fatos, carrascos da reputação de adivinhos. Quem, em janeiro de 1989, cravaria que em dezembro a batalha final seria travada entre dois novatos no meio de duas dezenas de candidatos experientes tanto nas lides da ditadura quanto na trincheira de oposição ao regime? Mas Collor bateu Lula, deixando no ora veja gente como Ulysses Guimarães, Mário Covas, Paulo Maluf, Leonel Brizola e mais 16 outros concorrentes.

Cinco anos e um impeachment depois, seria eleito o ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, que começou a campanha com ínfimos índices de intenção de votos nas pesquisas, mas derrotou Lula no primeiro turno e repetiu o feito em 1998.

O tucano de plumas vistosas não conseguiu emplacar o sucessor no ano de 2002, que se iniciou com apostas em Roseana Sarney, cuja candidatura derreteu junto com a exibição de fotos de dinheiro apreendido no escritório do marido. No rebuliço político do mensalão, a reeleição parecia impossível, mas Lula não apenas conseguiu, como elegeu e reelegeu Dilma, que acabou impedida em 2016.

No início de 2018, o inexpressivo deputado do baixo clero Jair Bolsonaro era piada, o centro ainda apostava em Aécio Neves (PSDB) e ninguém sonhava que Lula seria preso para em 2022 voltar ao poder. Como se vê, vaticínios na política são produtos perecíveis.

 

A popularização da Internet entre os usuários domésticos se deveu em grande parte ao surgimento de navegadores amigáveis, como o Navigator, que foi lançado em 1994 pela Netscape Communications Corporation. Em 1995, a Microsoft criou o Internet Explorer, disponibilizou-o como parte de pacotes adicionais do Windows 95 e, mais adiante, integrou-o ao Windows 98. Graças a essa estratégia, o IE desbancou o rival e a manteve a liderança até maio de 2012, quando foi finalmente superado pelo Google Chrome.


Em julho de 2015, após esgotar todas as tentativas de revitalizar o IE, a empresa criou o Edge e o integrou-o ao Windows 10, que disponibilizou gratuitamente para usuários de máquinas compatíveis que rodavam versões 7 SP1 e 8.1 do sistema. Dessa vez, porém, a estratégia não funcionou. Muitos usuários ficaram incomodados com insistência da empresa em “empurrar” o software — “Dê uma chance ao Microsoft Edge”, lia-se em uma caixa de diálogo exibida de forma insistente — e com a dificuldade de configurar o Chrome como navegador padrão na nova versão do sistema. 

 

Apesar de ser inovador sob diversos aspectos, o Edge rodava somente no Windows 10 — ou seja, não era compatível nem mesmo com as versões anteriores do sistema. A baixa adesão desmotivou os desenvolvedores parceiros a criar extensões (plugins) para ele, desestimulando ainda mais sua popularização. A Microsoft adicionou suporte às versões anteriores do Windows e outras plataformas, inclusive móveis, e tentou criar um ecossistema saudável de extensões para o Edge, mas não funcionou, e a solução foi criar uma nova versão “do zero” baseada no Projeto Chromium (que serve de base para o Opera, o Vivaldi e o próprio Chrome, entre outros). 

 

O Edge Chromium, lançado em 2020, é compatível com outras plataformas — como Android e iOS —, possui sua própria loja de complementos e aceita extensões da Chrome Web Store. Ainda assim, aparece em terceiro lugar no ranking de navegadores do StatCounter Global Stats, com apenas 4,5% de participação, atrás do Google Chrome (65%) e do Apple Safari (18%), que, vale lembrar, só roda no macOS e no iOS. O Mozilla Firefox ocupa a quarta posição, com 3%, seguido pelo Opera, com 2%, apesar de ser o único dos cinco navegadores que oferece VPN integrada gratuita.

 

A Microsoft vem tentando reduzir a migração de usuários do Edge para o rival. Em ocasiões anteriores, foram testadas pesquisas exibidas durante o download do Chrome e até mudanças no Edge que dificultavam encontrar o link de instalação do concorrente. Agora a abordagem é usar mensagens publicitárias diretamente nos resultados de busca.


Quem abrir o Edge e buscar pelo Chrome no Bing verá um aviso promocional com a frase “All you need is right here” (tudo que você precisa está aqui) destacando as qualidades do navegador da Microsoft, bem como uma tabela comparando os dois navegadores. Entre outros argumentos, a empresa afirma que “o Edge roda na mesma tecnologia que o Chrome, com a confiança adicional da Microsoft”, e oferece atalhos rápidos para serviços populares como YouTube, WhatsApp e Instagram.

 

O Edge recebeu diversas melhorias nos últimos anos. Ficou mais rápido, ganhou ferramentas integradas de IA e continuará recebendo suporte após o fim do ciclo de vida do Windows 10. Ainda assim, muitos usuários continuam preferindo o Chrome, e a intenção da Microsoft é convencê-los a usar o navegador nativo destacando semelhanças técnicas e reforçando a ideia de segurança por estar dentro do ecossistema da empresa. No entanto, práticas como essa podem produzir efeito oposto ao desejado se as pessoas enxergarem a ação não como sugestão, e sim como forma de pressão.

 

No fim das contas, a disputa entre navegadores não se resume a desempenho ou recursos, mas à confiança do usuário — e essa, como a história mostra, não se conquista com insistência, mas com consistência.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

WHATSAPP — DICAS

SER DE ESQUERDA OU DE DIREITA É O MESMO QUE SER IMBECIL, POIS AMBAS SÃO FORMAS DE HEMIPLEGIA MORAL.

Com mais de 2 bilhões de usuários — cerca de 170 milhões só no Brasil —, o WhatsApp é o aplicativo mensageiro mais popular do mundo. Mesmo assim, a maioria dos usuários subutiliza ou desconhece boa parte dos recursos que ele oferece. Talvez você não soubesse de que:

 

Para escolher quem pode ou não adicioná-lo a um grupo, acesse as configurações do WhatsApp, toque em Privacidade > Grupos e escolha entre todos, meus contatos e meus contatos, exceto...

 

É possível recuperar uma mensagem que você apagou para si mesmo em um bate-papo tocando no botão Desfazer, na parte inferior da tela, lembrando que essa opção é disponibilizada por apenas alguns segundos.

 

Para enviar mensagens individuais a mais de uma pessoa ao mesmo tempo, acesse as configurações do WhatsApp (os célebres três pontinhos), toque em nova lista e escolha os contatos a quem você deseja enviar a mensagem.

 

Para facilitar a comunicação, você pode pedir ao Gemini (no caso do Android) ou à Siri (no caso do iOS) que escreva a mensagem base no que você dita. Para isso, basta chamar o assistente e pedir a ele que envie uma mensagem para determinado contato de sua lista. 

 

Para economizar espaço no armazenamento interno de seu aparelho, apague ou salve no PC ou na nuvem quaisquer arquivos maiores que 5 MB. Isso pode ser feito na aba Armazenamento e dados, onde é possível gerenciar os conteúdos, selecioná-los e enviar para a lixeira.

 

Observação: Antes de começar a remover arquivos, é recomendável fazer um backup das conversas e mídias importantes. Isso garante que nenhuma informação valiosa seja perdida durante o processo de limpeza. Caso o aplicativo demore para processar as informações de armazenamento, reiniciar o dispositivo pode ajudar.

 

É possível usar o mesmo número de WhatsApp em até quatro dispositivos sem precisar manter o celular principal conectado à internet — lembrando que, para os demais dispositivos permanecerem conectados à sua conta, você deve acessar o app no celular principal a cada 14 dias. Para tanto, abra o WhatsApp Web no dispositivo que você deseja conectar à sua conta e use seu celular principal para escanear o QR code exibido na tela do dispositivo em questão.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

HORA DE TROCAR O COMPUTADOR?

HÁ MALES QUE VÊM PARA O BEM E MALES QUE VÊM PARA PIOR.

Com o fim do suporte ao Windows 10 e as exigências de hardware do Windows 11, a hora de substituir o velho PC de guerra pode ser agora. Para não ser pego no contrapé pela obsolescência programada, tenha em mente que:


O processador principal — também chamado de CPU e tido como o cérebro do computador — define a velocidade de resposta e a capacidade de executar tarefas simultâneas. Chips como o Intel Core Ultra 5 e o AMD Ryzen 5 atendem bem à maioria dos usuários, mas quem precisa de mais desempenho deve optar pelas versões Ultra 7, Ryzen 7, Ultra 9 e Ryzen 9, que são voltadas ao uso mais intenso.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


A Primeira Turma do STF definiu nesta terça-feira (18) as penas dos nove réus do Núcleo 3 que foram condenados pela trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro. Paralelamente, segue em cartaz o último capítulo do processo contra os réus do núcleo principal.

Dois espetáculos não cabem no mesmo palco — ou no mesmo evento histórico —, mas o show da democracia tem que continuar, e a contagem regressiva para as condenações definitivas e irrecorríveis impõe às Forças Armadas o lançamento do ritual da desonra de Bolsonaro, seus aliados de farda (Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira) e um almirante (Almir Garnier).

Os cinco membros do estado-maior do golpe precisam perder as patentes e ser expulsos também da folha de aposentados, mas, ainda que sejam punidos com rigor máximo pelo Superior Tribunal Militar, Bolsonaro e seus aliados de farda serão declarados "mortos fictos", e seus vencimentos passarão a ser pagos a familiares.

Há cerca de 600 defuntos de papel nas FFAA., com esposas, companheiras e filhas embolsando cerca R$25 milhões por ano, e tudo indica que a remuneração de zumbis golpistas por meio de familiares será mais uma afronta a quem paga impostos para sustentar essa aberração.


As unidades de processamento neural dos chips de última geração aceleram tarefas de IA, oferecem recursos sofisticados e consomem menos energia — o que é fundamental para usuários de notebooks. Se o orçamento estiver apertado, uma ou duas gerações de atraso não serão problema, desde que você evite modelos de entrada.


Notebooks com gabinete de alumínio ou liga de magnésio são preferíveis aos de plástico por serem mais leves, resistentes e por dissiparem melhor o calor. Teclados bem espaçados, com teclas de toque suave, reduzem o cansaço em longas digitações. A conexão Wi-Fi 6E garante internet rápida e estável, enquanto o Bluetooth 5.3 facilita o uso de fones, mouses e outros acessórios sem fio. Se você costuma usar o portátil em trânsito, priorize uma bateria com autonomia superior a seis horas.


Todo dispositivo computacional utiliza memória RAM (também chamada de física ou primária) para abrir aplicativos e arquivos. Com 16GB, é possível rodar vários programas ao mesmo tempo (multitarefa) sem que o sistema fique lento ou trave. 8GB mal dão conta de tarefas básicas, como navegar na internet, gerenciar e-mails e assistir a vídeos — mas vale lembrar que existem diferentes tipos de RAM, sendo a DDR5 a mais nova e rápida.


Os HDDs e os SSDs representam a memória secundária (ou de massa) do computador, onde o sistema operacional, os aplicativos e todos os arquivos criados e salvos pelo usuário são armazenados de forma persistente (não confundir com permanente). Com drives de memória flash, a máquina liga mais rápido e os aplicativos abrem instantaneamente — investimento que vale cada centavo. Os SSDs NVMe são mais rápidos que os SATA, e 512 GB costumam ser suficientes para guardar documentos, fotos, vídeos e programas. Já quem trabalha com arquivos grandes pode precisar de 1 TB ou mais.


A GPU (Unidade de Processamento Gráfico) é responsável por gerar as imagens exibidas na tela. A maioria das máquinas modernas traz placas de vídeo integradas (onboard), que usam parte da RAM principal como memória de vídeo. Modelos com placas de vídeo dedicadas (offboard) têm sua própria memória e são muito mais eficientes, mas tendem a custar mais caro. As GPUs dedicadas são ideais para quem precisa de desempenho gráfico avançado, mas aumentam o consumo de energia e o preço final do aparelho — e de nada adianta pagar mais por uma GPU mais potente se a ideia é navegar na internet e assistir a vídeos.


Quanto à tela, modelos com tecnologia IPS oferecem cores precisas e bons ângulos de visão, enquanto o OLED proporciona melhor contraste e tons de preto mais profundos. A resolução mínima recomendada é a Full HD (1.920 × 1.080) — QHD e 4K exibem imagens mais nítidas, mas a diferença dificilmente compensa o aumento no consumo de energia. No que tange à taxa de atualização, 60Hz são suficientes para o uso geral e 120Hz para gamers e profissionais. Já um brilho acima de 300 nits garante boa visibilidade mesmo sob luz direta.


Quando os primeiros laptops surgiram, recomendava-se não usá-los plugados na tomada o tempo todo, de modo a não comprometer a vida útil das baterias de Níquel-Cádmio. Isso mudou com os íons/polímeros de lítio, que não sofrem do efeito memória (redução da capacidade de armazenamento que as baterias antigas apresentavam quando eram recarregadas antes de se esgotarem totalmente). Com a bateria em 100% e o carregador conectado, os notebooks modernos passam a ser alimentados diretamente pela energia da tomada, de modo que a bateria não “vicia”. Ainda assim, notebooks e celulares desligam automaticamente quando o nível de carga atinge cerca de 5%. Se e quando for preciso “recalibrar” a bateria, carregue-a a 100%, deixe-a descarregar completamente e torne a carregá-la.


Adicionalmente:


Evite comer ou beber durante o uso do notebook, pois há risco de derramar líquidos nas frestas do teclado integrado e danificar os componentes internos.


Usar o portátil no colo, na cama ou sobre almofadas também é prejudicial, já que a obstrução das saídas de ventilação pode causar superaquecimento.


Pegar o aparelho pela tela pode causar danos significativos, pois a pressão excessiva compromete o display e a estrutura do gabinete — o certo é manusear a máquina pela base e usar uma mochila adequada para transportá-la.


Para limpar a tela e o gabinete do note, use um pano seco de microfibra ou 100% algodão (mais detalhes nesta postagem).


Mantenha o sistema, os aplicativos e os drivers sempre atualizados, evite abrir arquivos e baixar programas de fontes desconhecidas e proteja o aparelho com uma suíte de segurança confiável.


A Black Friday está chegando. Embora os maus comerciantes aumentem os preços antes de aplicar os descontos, quem pesquisar em sites como Zoom e Buscapé e acompanhar o histórico de preços e verificar se o desconto é real pode economizar um bom dinheiro.


Boas compras.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

UM POUCO DE HISTÓRIA E O MODO CORRETO DE DESINSTALAR APLICATIVOS

QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER.

Na pré-história da cibernética, os cérebros eletrônicos (como eram chamados os computadores de então) não tinham sistemas operacionais por um motivo muito simples: ainda não existiam sistemas operacionais. Operar aqueles jurássicos mastodontes era um suplício, pois exigia "abastecê-los" manualmente com as informações necessárias a cada tarefa.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


É criminoso o ritmo de toque de caixa adotado pela Câmara na tramitação da proposta sobre o hipotético aperfeiçoamento do combate ao crime organizado. Escolhido como relator do projeto, o deputado Guilherme Derrite, aliado de Tarcísio de Freitas, introduziu alterações no texto original mais ou menos como quem joga merda na parede. Se colar, colou, só que não colou.

Derrite foi anunciado como relator na noite da última sexta-feira. Duas horas depois, apresentou o seu relatório. Cedendo a uma obsessão da direita, equiparou ao terrorismo onze crimes típicos de facções como o PCC e o Comando Vermelho. Numa evidência de que há males que vêm para pior, remou contra a maré da unificação de esforços federativos, privilegiou as polícias estaduais e impôs restrições à atuação da Polícia Federal e do Ministério Público.

Crivado de críticas, Derrite produziu um segundo relatório — que também não colou. Vieram críticas do diretor-geral da PF, do ministro da Justiça, da Associação Nacional dos Procuradores da República e do promotor Lincoln Gakiya, uma das vozes mais respeitadas do país no enfrentamento do crime organizado. Após reuniões com os líderes partidários e com o ministro da Justiça, o presidente da Câmara adiou a votação que ocorreria na última terça-feira, mas não abriu mão de votar o projeto ainda esta semana. Vem aí o terceiro relatório de Derrite, preservando as prerrogativas da Polícia Federal e do Ministério Público.

O Brasil teve pelo menos dez planos de segurança pública nas últimas duas décadas. Os resultados foram pífios para o Estado, mas exuberantes para o crime, que se tornou ainda mais organizado. Nessa matéria, a pressa mais atrasa do que adianta. Um bom começo seria uma autocrítica coletiva. Algo que evitasse a confusão entre a celeridade necessária e o açodamento indesejável.


Um sistema computacional é formado por dois subsistemas distintos, mas interdependentes: o hardware, que é o conjunto de componentes "físicos" (gabinete, teclado, monitor, placa-mãe, placas de expansão, memórias etc.), e o software, que corresponde à parte lógica (sistema operacional, aplicativos, drivers de dispositivos, BIOS, etc.). Antigamente, usuários iniciantes ouviam dos mais experientes que o hardware era "tudo que se podia chutar", e o software, "o que só dava para xingar".

 

Atualmente, qualquer computador — seja de grande porte, de mesa, portátil ou ultraportátil — é controlado por um "software-mãe" conhecido como sistema operacional, sem o qual a máquina seria como um corpo sem vida. Os vetustos mainframes dos anos 1950/60 operavam com dois tipos de linguagem: a linguagem de máquina, a partir do qual toda a programação era feita, e a lógica digital, a partir da qual os programas eram efetivamente executados. Até que, um belo dia, alguém teve a ideia de criar um "interpretador" — software que lê código-fonte a partir de uma linguagem de programação interpretada e o converte em código executável.

 

Observação: Os compiladores, que traduzem o código-fonte inteiro da execução, foram particularmente importantes para a eficiência computacional da época, pois permitiram que o hardware passasse a executar somente um conjunto de microinstruções. Com isso, a quantidade de circuitos e, consequentemente, o tamanho dos aparelhos diminuiu, e o trabalho dos operadores/programadores ficou menos penoso.

 

Dentre outras funções essenciais ao funcionamento do computador, cabe ao sistema operacional gerenciar o hardware, atuar como elemento de ligação entre os componentes físicos e o software, prover a interface usuário/máquina, servir de base para a execução dos aplicativos e por aí afora. Por outro lado, em que pese sua relevância, ele é um programa como outro qualquer, e por mais "eclético" que seja, não é capaz de suprir todas as necessidades do usuário nas tarefas do dia a dia. Isso nos leva aos aplicativos — como são chamados os programas destinados à execução de tarefas específicas.

 

No âmbito da informática, um "programa" é um conjunto de instruções em linguagem de máquina que descreve uma tarefa a ser realizada pelo computador; "instrução" é cada operação executada pelo processador — que pode ser qualquer representação de um elemento num programa executável, tal como um bytecode —; e "conjunto de instruções", a representação do código de máquina em mnemônicos

 

Se um computador sem sistema operacional é como um corpo sem vida, um sistema sem aplicativos é um ser vivo sem alma — ou quase isso, já que diversos recursos introduzidos nas novas versões do Windows, macOS, Android, iOS e das distros Linux tornaram os sistemas capazes de realizar várias tarefas que até então dependiam de apps de terceiros.

 

Por falar em aplicativos, a quantidade de programas instalados em nossos dispositivos cresceu tanto que a maioria de nós nem sabe para que servem. É como se cada novo app fosse a solução para um problema que a gente nem sabia que tinha — se é que tinha. A questão é que instalar é fácil; difícil é se livrar do "bloatware" — e é aí que mora o perigo.

 

Continua...

terça-feira, 11 de novembro de 2025

ANDROID OU iOS? A ESCOLHA É SUA (CONTINUAÇÃO)

MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM TEM JUÍZO.

Os primeiros "cérebros eletrônicos" surgiram nos anos 1940. No final da década seguinte, a IBM lançou os primeiros computadores totalmente transistorizados. 


Mais adiante, a TEXAS INSTRUMENTS revolucionou o mundo da tecnologia com os circuitos integrados (conjuntos de transistores, resistores e capacitores), que a Big Blue usou com total sucesso no IBM 360, lançado em 1964. 


Anos depois, a INTEL agrupou múltiplos CIs numa única peça, dando origem os microchips, e dali até o advento dos computadores de pequeno porte foi um pulo. Nas pegadas do ALTAIR 8800, vendido sob a forma de kit, o PET 2001, lançado em 1977, entrou para a história como o primeiro computador pessoal.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Conhecido por ter a língua mais frouxa que o esfíncter, Lula condenou-se no último domingo à meia palavra, ao discursar num evento esvaziado — dos 60 chefes de estado convidados, apenas nove compareceram — na cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, a Celac, na Colômbia.

Tendo a presença militar dos EUA nos mares do Caribe e na costa da Venezuela como pano de fundo, o petista recorreu à sugestão, às entrelinhas, ao subentendido, como se temesse uma reação de Trump. Afirmou que "velhas manobras retóricas são recicladas para justificar intervenções ilegais", mas não dedicou um mísero garrancho verbal às embarcações venezuelanas afundadas, às execuções extrajudiciais e à alegação não comprovada de que transportavam drogas.

As meias palavras de Lula contrastaram com o discurso de palavras inteiras do anfitrião colombiano Gustavo Petro. Ele chamou de "barbárie" e "assassinatos" os ataques americanos. Vê-lo medir as palavras e o chanceler Mauro Vieira enfiar a régua da diplomacia em local incerto e não sabido — ao dizer que a Celac daria "um apoio, uma solidariedade regional à Venezuela” — gerou o receio de o Sun-Tzu de Atibaia fazer um bate-volta à Colômbia e produzir improvisos de indignação com o propósito de alisar o pelo da esquerda latino-americana.

A melhor maneira de exorcizar um demônio é falar nele. A reticência a que recorreu Lula para suprimir o nome de Trump se explica pela prudência, mas aí é preciso explicar a prudência: Lula manteve a língua no cabresto para não correr o risco de contaminar as negociações para rever o tarifaço, algo prioritário para o interesse nacional, mas, se estava condenado pelas circunstâncias a fazer um discurso de meias palavras, por que decidiu na última hora voar para a Colômbia se a prudência recomendava a ausência? 

Ou ele dizia tudo ou não dizia nada. Ao dizer apenas a metade, reforçou a noção de que o demônio laranja dá as cartas.


Depois que Apple revolucionou o mercado de celulares com seu icônico iPhone (2007), os fabricantes concorrentes se viram forçados a promover seus dumbphones a smartphones; depois que os smartphones se tornaram verdadeiros microcomputadores de bolso, cada vez menos pessoas usam desktops e notebooks — salvo quando a tarefa requer tela de grandes dimensões, teclado e mouse físicos e mais poder de processamento, memória e armazenamento que os "pequenos notáveis" são capazes de proporcionar.

 

Curiosamente, Thomas Watson — que presidia a IMB em meados do século passado — profetizou que "haveria mercado para talvez cinco computadores", referindo-se aos gigantescos e caríssimos mainframes de então. Nas décadas seguintes, as previsões continuaram equivocadas. Ken Olsen, presidente e fundador da Digital Equipment Corp., vaticinou em 1977 que "não havia razão para alguém querer um computador em casa" — e viveu por tempo suficiente para se arrepender de sua falta de previsão, mas isso é outra conversa.

 

Até a virada do século, muita gente torcia o nariz para os microcomputadores, achando que não fazia sentido pagar caro por um mero substituto digital da máquina de escrever, da calculadora e do baralho de cartas. Mas não há nada como o tempo para passar. Nos anos seguintes, os PCs venderam feito pão quente. Escolas de informática e cursos de montagem e manutenção de "micros" se reproduziram como coelhos. Revistas sobre TI vendiam mais que o jornal do dia, sobretudo quando traziam disquetes (e, mais adiante, CDs) com os arquivos de instalação de programinhas demo ou freeware. 

 

Observação: Embora esses arquivos pudessem ser "baixados" por qualquer pessoa que dispusesse de um PC e de um modem analógico, a conexão discada era lenta e encarecia consideravelmente a conta do telefone — a não ser nos feriados e finais de semana, quando as operadoras cobravam um pulso por chamada, independentemente do tempo de ligação. 

 

Meu primeiro desktop foi um AT 286, presenteado por um primo que trabalhava na IBM. Por vias tortas, o presente deu azo ao primeiro artigo que publiquei sobre vírus de computador. A matéria não rendeu muito dinheiro, mas me estimulou a continuar escrevendo sobre TI — na sequência, publiquei meus ensaios em revistas como In-Hardware, Curso Dinâmico de Hardware, INFO, PC WORLD, PC Magazine e PC&Cia. Mais adiante, a parceria com um amigo e editor gráfico resultou em dezenas de livrinhos da saudosa Coleção Guia Fácil Informática. 

 

Observação: Foi justamente para embasar a edição Blogs & Websites que criei este espaço em 2006. A ideia era tirá-lo do ar assim que o livrinho chegasse às bancas, mas o carinho dos leitores (que o viam como um canal de comunicação para tirar dúvidas e fazer consultas) me levou a seguir adiante. E cá estamos nós, 19 anos e 7.394 postagens depois.

 

Se você está se perguntando o que isso tem a ver com assunto em pauta, a resposta é: nada. Fi-lo porque qui-lo (como teria dito Jânio Quadros quando lhe perguntaram por que renunciou à Presidência em 1961 — lembrando que o correto é "fi-lo porque o quis". Ou talvez por mero saudosismo; afinal, a idade torna as pessoas nostálgicas — daí eu ter dedicado nove parágrafos (sem contar o atual) a estas divagações. Dito isso, passemos ao que interessa.

 

A exemplo dos PCs do final da década de 1990, os primeiros celulares traziam manuais com centenas de páginas. O uso básico dos telefoninhos era mais intuitivo que o dos PCs, já que a maioria servia para fazer e receber ligações de voz e SMS. Mas para usar a agenda, a calculadora e o cronômetro, programar o despertador e jogar os games rudimentares que eles ofereciam, era necessário consultar o manual do usuário — que quase ninguém se dava ao trabalho de ler e, consequentemente, acabava subutilizando o dispositivo. Isso sem falar que quem trocava um aparelho da Ericsson por um modelo da Motorola, por exemplo, passava semanas reaprendendo a usar o celular.

 

Atualmente, quem migra de um smartphone Samsung para um Motorola — também por exemplo — não enfrenta maiores dificuldades, pois ambas as fabricantes utilizam o sistema operacional Android, desenvolvido pelo Google. Mesmo que cada uma crie sua própria UI (interface de usuário), e que ícones, botões, menus, layouts e informações na tela possam variar, a adaptação é bem mais rápida e intuitiva do que na era dos dumbphones, já que a maioria dos recursos não é fornecida pelo aparelho em si, mas pelo sistema operacional. Mas isso não significa que cada UI não tenha suas peculiaridades. 

 

A One UI da Samsung oferece a suíte de aplicativos Good Lock, que permite alterar a aparência do painel de notificações, o gerenciador de tarefas, a tela de bloqueio e muito mais. A Pasta Segura oferece um espaço privado para armazenar aplicativos, arquivos e dados sensíveis, protegidos por senha ou biometria. O Dual Audio possibilita a reprodução de áudio em dois fones de ouvido simultaneamente — ideal para compartilhar música ou vídeos com outra pessoa —, além de captura de tela por gestos, de fotos por comando de voz, e filtros para videochamadas.

 

A Hello UI da Motorola conta com o Moto Display, que exibe informações importantes na tela bloqueada de forma discreta e permite interações rápidas, como visualizar notificações e controlar a reprodução de músicas. O Gestos Moto oferece atalhos práticos para ações como abrir a câmera, lanterna, capturar a tela e acessar outras funções do celular por meio de gestos com as mãos ou movimentos. A Bateria Adaptável otimiza o uso da bateria com base no perfil do usuário, visando prolongar a autonomia do aparelho, e o Moto Actions permite personalizar gestos para ações rápidas, como abrir a câmera girando o pulso ou ligar a lanterna balançando o celular. 

 

A Motorola se destaca pela interface mais próxima da versão pura do Android, com menos modificações e personalizações, o que pode agradar usuários que preferem uma experiência mais clean e leve. Mas alguns recursos estão presentes em aparelhos de ambas as marcas, ainda com implementações diferentes, enquanto outros podem ser exclusivos de modelos específicos de cada marca. 

 

O resto fica para o próximo capítulo.