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quinta-feira, 7 de maio de 2026

GANHANDO ESPAÇO NO CELULAR SEM DESINSTALAR APLICATIVOS

TUDO É FÁCIL PARA QUEM SABE.

A telefonia móvel começou a ser desenvolvida em meados do século passado, quando os Laboratórios Bell (EUA) criaram um sistema interligado por antenas (chamadas de “células”, daí o termo “celular”) e a sueca Ericsson apresentou o Mobile Telephony A, que pesava 40 kg e precisava ser acomodado no porta-malas dos carros. 


Em 1973, a americana Motorola lançou o DynaTAC 8000X, que media 25 cm x 7 cm e pesava cerca de 1 kg. Em 1979, a telefonia celular entrou em operação no Japão e na Suécia; em 1983, a americana AT&T implantou uma tecnologia na cidade de Chicago — que não prosperou devido ao gigantismo dos aparelhos e à baixa autonomia da bateria (que durava 30 minutos, mas levava mais de 10 horas para recarregar).


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Ser picado pela mosca azul e comprar a PEC da Reeleição não tornou Fernando Henrique menos parecido com um estadista (talvez o único da história desta republiqueta bananeira), mas seu mea culpa tardio não reverteu os efeitos nefastos do ato: da mesma forma que as flechas não voltam ao arco, as cagadas não voltam ao ânus do cagão, mesmo que, em alguns casos, devessem lhe ser enfiadas goela abaixo. Mas isso é outra conversa.

Durante a campanha de 2022, a exemplo do que fez Bolsonaro em 2018, Lula prometeu acabar com o instituto da reeleição. Bolsonaro entrou para a história como o primeiro presidente que não conseguiu se reeleger, e Lula, como o primeiro a conquistar o terceiro mandato.

Embora devesse pendurar as chuteiras chulezentas, Lula quer porque quer o quarto mandato (que Deus, o diabo ou ambos nos livrem dessa desgraça). Com a popularidade descendo pelo ladrão (sem trocadilho), o molusco de nove dedos tem feito o impossível para reconquistar o apoio da recua de muares que se contrapõe ao gado bolsonarista.

Rodeado por dois grupos desde que o Senado o humilhou, o demiurgo de Garanhuns é aconselhado pela turma do "vai pra cima" a retaliar Davi Alcolumbre — artífice da derrota histórica imposta ao xamã petista pela rejeição da indicação de Béssias para o STF — e pela turma do "deixa disso" a agir com calma e prudência para não botar fogo no pouco que resta de governabilidade palaciana.    

Lula segue a cartilha segundo a qual não há problema tão grande que não caiba no dia seguinte — dias depois da derrota inédita, sinalizou que não tardaria a tirar da cartola outro nome para o Supremo. Os operadores mais exaltados do governo querem que o pato-manco constranja Alcolumbre com a indicação de uma jurista negra, ao passo que os contemporizadores avaliam que ele deveria negociar o nome com o próprio Alcolumbre. 

Submetido à divisão interna, o pai dos pobres, mãe dos ricos e camelô de empreiteiros corre o risco de gastar mais tempo e energia falando do que enfrentando o problema. Ainda não se sabe qual será a solução, mas, como o capetão-golpista durante a pandemia de Covid, não existe nada tão ruim que não possa piorar.


O telefone celular desembarcou no Brasil em meados dos anos 1980, mas só se popularizou depois da privatização das TELES — até então, habilitar uma linha era trabalhoso, demorado e caro, faltavam células (antenas), sobravam “áreas de sombra”, o preço das ligações era proibitivo e o usuário era cobrado até pelas chamadas recebidas. Mas não há nada como o tempo para passar.


A livre concorrência propiciou a venda de aparelhos a preços subsidiados, a gratuidade nas ligações entre números da mesma operadora e as linhas “pré-pagas”. Com o lançamento do Apple iPhone, os fabricantes concorrentes tornaram seus produtos capazes de acessar a Internet e rodar aplicativos, e assim os telefoninhos inteligentes se tornaram verdadeiros microcomputadores de bolso.


A exemplo dos desktops e notebooks, os smartphones são controlados por um sistema operacional (Android ou iOS, embora haja outros menos expressivos) e precisam de fartura de memória RAM e espaço interno para funcionar adequadamente. 


A escolha da marca e modelo é uma questão de preferência pessoal, mas a configuração recomendada inclui um processador veloz de última ou penúltima geração, entre 8 GB e 12 GB de memória RAM e 256 GB a 512 GB de armazenamento interno (lembrando que o SO e os apps pré-instalados ocupam boa parte desse espaço) e bateria de 5 mil mAh ou superior.


Observação: Se você planeja ficar com o celular por 3 anos ou mais, escolha um modelo com 512 GB, já que as atualizações futuras do sistema e o cache dos aplicativos crescem exponencialmente ao longo do tempo. 


Quanto mais memória e espaço interno tiver o aparelho, mais caro ele será. Alguns modelos baseados no Android permitem ampliar a capacidade de armazenamento via cartão de memória, mas remendo é sempre remendo. Existem aplicativos que se propõem a recuperar espaço, mas a maioria deles simplesmente automatiza a limpeza do cache dos aplicativos (que o usuário pode fazer manualmente se souber o caminho das pedras).


No caso do Android, um recurso disponibilizado pela Play Store arquiva parte dos aplicativos pouco utilizados, reduzindo em até 60% o espaço que eles ocupam. Os ícones continuam sendo exibidos e, quando necessário, restauram os apps automaticamente em poucos segundos. 


Esse recurso é ideal quando se tem pouco espaço disponível, pois dispensa o usuário de remover os aplicativos ociosos e reinstalá-los manualmente quando e se precisar deles. Para ativá-lo, toque no ícone da Play Store, depois na sua foto de perfil, vá em Configurações, selecione Geral, habilite a opção Arquivar apps automaticamente e reinicie o celular.

segunda-feira, 30 de março de 2026

AS QUERELAS DO BRASIL

EXISTEM APENAS DOIS TIPOS DE PESSOAS: AS QUE CONCORDAM COMIGO E AS QUE ESTÃO ERRADAS.


A polarização na política sempre existiu, mas nunca foi tão desbragada quanto nas duas últimas disputas presidenciais. Depois que a "abertura lenta, gradual e segura" pôs fim a três décadas de jejum de urna, os brasileiros voltaram a escolher seu presidente.


Embora o cardápio da eleição solteira de 1989 listasse 22 postulantes — entre os quais Ulysses Guimarães, Mário Covas e Leonel Brizola —, o eleitorado tupiniquim, que repete a cada pleito o que Pandora fez uma única vez, enviou para o segundo turno um caçador de marajás demagogo e populista e um ex-metalúrgico populista e demagogo. 


Lula concorreu à Presidência em 1989, 1994 e 1998, foi eleito em em 2002 e reeleito em 2006, a despeito do escândalo do Mensalão. Em 2010, transformou uma nulidade em "gerentona de araque" para manter aquecida a poltrona que ele pretendia reconquistar em 2014, mas o "poste" gostou da brincadeira e insistiu em disputar a reeleição. Por motivos que agora não vêm ao caso, o criador se resignou a apoiar a criatura, que afundou o país e foi impichada em 2016 (pelo conjunto da obra; as folclóricas "pedaladas fiscais" foram apenas um pretexto para penabundar a incompetente insolente e arrogante). 


Com a deposição da "mulher sapiens", Michel Temer passou de vice titular, mas seu prometido ministério de notáveis se revelou de uma notável confraria de corruptos. O primeiro a cair foi Romero Jucá, com apenas uma semana no cargo. Na sequência, demitiram-se — ou foram demitidos — Fabiano Silveira, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima, entre outros ministros e assessores presidenciais investigados na Justiça ou acusados de corrupção por delatores na Lava-Jato


Para encurtar a história, quando a conversa de alcova nada republicana que manteve nos porões do Jaburu, em maio de 2017, com o dono da JBS, Temer pensou em renunciar, mas foi demovido da ideia pelo deputado Carlos Marun, seu fiel escudeiro, que também se encarregou de comprar votos das marafonas da Câmara em número suficiente para salvar o presidente das flechadas de Janot


Observação: O patético hipopótamo dançarino foi o relator da CPI da JBS, embora tivesse recebido R$ 103 mil em doações do frigorífico e sido acusado de beneficiar uma empresa de software em contratos de R$ 16,6 milhões.


Acabou que o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil concluiu seu mandato-tampão como um "pato manco" e transferiu a faixa presidencial para o combo de mau militar e parlamentar medíocre que derrotou o títere de Lula — que não tinha o mesmo carisma que o titereiro —, tornou-se o pior mandatário desde Tomé de Souza e foi sentenciado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.


Observação: Temer chegou a ser preso em março de 2019, mas foi solto dias depois por ordem do desembargador Ivan Athié, do TRF-2 — que ficou afastado do cargo durante sete anos por suspeitas de corrupção.


A polarização esteve presente em todos os capítulos da nossa história, mas o quadro se agravou quando o Planalto passou a ser disputado pelo PT e pelo PSDB. Ainda assim, as campanhas eram relativamente civilizadas, pois mortadelas e coxinhas se tratavam como adversários políticos, não como inimigos figadais. Nas duas últimas disputas pelo Planalto, no entanto, o antagonismo exacerbado impediu que uma candidatura alternativa competitiva se consolidasse. 


Em 2018, Ciro Gomes acabou em terceiro lugar, com míseros 3,04% dos votos válidos no segundo turno. Em 2022, Henrique Mandetta, João Dória, Sérgio Moro, Eduardo Leite, Aldo Rebelo, Luciano Bivar e André Janones desistiram antes do início da corrida eleitoral. Simone Tebet ficou em terceiro lugar, com 4,16% dos votos. Soraya Thronicke, Sofia Manzano, Vera Lúcia e Padre Kelmon obtiveram resultados inexpressivos.


Como era esperado, a disputa ficou entre Lula e Bolsonaro, e o desempregado que deu certo venceu o mandrião aspirante a golpista pela menor diferença de votos desde a redemocratização (menos de 2%). Durante a campanha, o ex-presidiário "descondenado" tripudiou: "Agora quem acabou foi o PSDB". Em resposta, os tucanos disseram que o PT passou anos tentando reescrever a história, semeando o ódio, perseguindo adversários, dividindo a sociedade e montando uma usina de fake news.


No debate promovido pela Band em outubro de 2022, o Lula vociferou que "nomear amigo e companheiro para o Supremo é retrocesso" (referindo-se a Nunes Marques e André Mendonça, indicados por Bolsonaro). Eleito, indicou seu ministro da Justiça, Flávio Dino, e seu advogado particular Cristiano Zanin — e ainda teve o desplante de negar a relação de amizade com o causídico, que esteve em seu casamento com Janja e a quem chamou de "amigo" em entrevista à BandNews


Faltando pouco mais de seis meses para o primeiro turno das próximas eleições, o alto nível de rejeição popular ao xamã do PT e ao sobrenome Bolsonaro animou alguns partidos com a possibilidade de finalmente romper a polarização. O PSD de Gilberto Kassab apresentou três governadores como potenciais postulantes, mas Ratinho Jr — o mais competitivo dos três — desistiu de última hora.


A despeito da fama de bom gestor, de uma administração aprovada por cerca de 80% dos paranaenses e apoio de várias lideranças, Ratinho Jr voltou atrás, movido por uma conjunção de fatores, incluindo as investigações sobre a venda da subsidiária de telecomunicações da Copel e as conexões com Nelson Tanure —suposto sócio oculto de Vorcaro nas traficâncias do Master. Mas a filiação de Sérgio Moro ao PL também pesou: até então, o governador paranaense achava que faria seu sucessor com facilidade, mas o ex-herói nacional já aparece como franco favorito nas pesquisas. 


Os índices de desaprovação do governo federal e o derretimento da popularidade de Lula sugerem que ele é "bananeira que deu cacho", mas engana-se quem pensa que o pontifex maximus da Petelândia é carta fora do baralho. Segundo as pesquisas, cerca de 33% dos entrevistados não se declaram petistas nem bolsonaristas, 26% não votaram no em Lula nem em Bolsonaro na eleição passada — ou votaram e se arrependeram, —, 27% escolheram o macróbio mas não se identificam como de esquerda, e 18% dos que votaram no "mito" dos anencéfalos não se reconhecem como de direita.


Somados, esses grupos representam 71% do total de votos, e, pelo menos em tese, podem ser conquistados por qualquer candidato — o núcleo duro da polarização é formado por apenas 11% e 18% de esquerdistas e direitistas convictos, respectivamente, de modo que existe espaço para uma candidatura de terceira via.


Os extremos fazem barulho nas redes sociais, pautam a cobertura da mídia, alimentariam o algoritmo. Há “avenida enorme” para uma candidatura de centro (não confundir com o Centrão adesista) neste ano, mas cabe aos interessados priorizar a defesa da democracia, a reorganização dos programas sociais e um plano de desenvolvimento centrado nas novas tecnologias e novas relações de trabalho.


A questão é que quase todo tema polêmico — como a “taxa das blusinhas”, a PEC da Segurança Pública e até a CPMI do INSS — se torna refém da polarização no Congresso. Ainda não se sabe o que o PSD pretende fazer nas áreas da economia e da segurança pública. O MDB, dividido como sempre em alas, se preocupa mais com querelas paroquiais e a disputa para a Câmara dos Deputados — cujo resultado é decisivo para a divisão dos bilionários fundos eleitoral e partidário. Já o PSDB, que governou o país por dois mandatos com FHC, perdeu quadros, capilaridade nacional e capacidade de dialogar com o eleitorado. 


Observação: Geraldo Alckmin, que foi quatro vezes governador de São Paulo pelo PSDB, disputou a Presidência em 2006 — e foi derrotado por Lula no segundo turno — e em 2018 — quando amargou um vexatório quarto lugar. Apesar de ter dito que eleger o petista era o mesmo que reconduzir um criminoso à cena do crime, filiou-se ao PSB para concorrer à vice na chapa encabeçada pelo ex-adversário — talvez achando que essa seria sua única de aboletar na poltrona mais cobiçada do Palácio do Planalto. Só que faltou combinar com O Ceifador, sem falar que que o diabo detesta concorrência.


A maioria dos analistas políticos estima que a eleição deste ano será decidida pelos eleitores considerados independentes. No escrete eleitoral de Lula, nunca houve uma preocupação com a hipótese de uma candidatura de centro ganhar corpo a ponto de chegar ao segundo turno, mas, há apreensão com a possibilidade de os escândalos de corrupção sob investigação — especialmente do caso do Banco Master e da roubalheira contra aposentados e pensionistas do INSS — alterarem esse cenário.


Flávio Bolsonaro trabalha para que o centro e a direita não apresentem concorrentes — além de sugerir Ratinho Jr como seu vice, o filho do pai mandou emissários sondarem Ronaldo Caiado e Romeu Zema para o posto. Contrariando a tradição familiar de verborragia, o senador das rachadinhas tem economizado nas palavras, deixando Lula se desgastar sozinho com os problemas da administração federal. Nos últimos dias, defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública — ideia que foi sugerida por petistas, mas rejeitada por Lula


Na semana passada, Xandão autorizou a prisão domiciliar humanitária para o atual presidiário mais famoso desta banânia por um prazo inicial de 90 dias. Mesmo obrigado a usar tornozeleira eletrônica e proibido de acessar redes sociais e de gravar áudios ou vídeos, o condenado estará mais à vontade para ajudar na organização da campanha do primogênito, que tenta se vender com a roupagem de "moderado".


Resumo da ópera: No início deste século, ainda predominava a crença de que, na democracia, os moderados prevalecem — e moderam os radicais. Houve até quem acreditasse na possibilidade de juntar os melhores quadros do PT e do PSDB para contribuir com um governo capaz de modernizar o país. Hoje, mesmo os quadros reconhecidamente ponderados se mantêm abrigados sob os guarda-chuvas da polarização para continuarem relevantes no xadrez político, e, em determinadas situações, os extremistas estão conseguindo radicalizar os moderados.


Caberá ao eleitor decidir qual caminho irá seguir, e a exemplo do que ocorreu nas últimas campanhas, o caminho do centro continua acidentado e sem uma liderança clara. 

domingo, 22 de março de 2026

PANELA DE PRESSÃO E RECEITA DE CARNE LOUCA

GAIVOTAS EM TERRA, TEMPESTADE NO MAR.

A panela de pressão — um dos utensílios mais práticos e revolucionários da cozinha moderna — foi idealizada em 1679 pelo físico e matemático francês Denis Papin, que buscava uma maneira de gastar menos lenha e acelerar o cozimento de carnes e outros alimentos duros.

A ideia era elevar o ponto de ebulição da água acima de 100 °C e aproveitar o vapor em alta pressão. O modelo de ferro fundido foi apresentado em 1681 à Royal Society de Londres, mas era pesado, caro e sujeito a explosões, de modo que o conceito só ressurgiu com força no início do século XX, quando versões de alumínio e válvulas de segurança mais confiáveis se popularizaram. 

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Não há organizações criminosas no país do futuro que nunca chega porque tem um imenso passado pela frente. O Brasil se tornou uma organização criminosa de dimensões continentais.
Como se disputassem quem presta mais desserviços aos contribuintes, o Legislativo e o Executivo andam às turras. Mas o motivo é o avanço das investigações sobre o Caso Master, que fazem lembrar a canção Reunião de Bacana, cujo estribilho é: "se gritar pega ladrão, não fica um…"
Vorcaro assinou um acordo de confidencialidade e foi transferido da Papudinha para a Superintendência da PF no DF. As informações que ele deve revelar em seu acordo de delação premiada vêm aumentando a tensão entre os parlamentares (com destaque para os expoentes do Centrão).
Para tentar baixar a fervura entre os senadores, Davi Alcolumbre não deve instalar uma CPI para investigar o Master — na verdade, ele chegou mesmo a pressionar as duas comissões já instaladas para tentar frear a ofensiva e atribuir a Lula responsabilidade pela investigação feita pela PF. 
Um dia antes de a PF deflagrar uma operação no Amapá — que é governado por Clécio Luís, aliado de Alcolumbre, e tem ex-tesoureiro da campanha do senador como diretor da Amprev e alvo da operação no mês passado — Lula falou da importância de investigar os investimentos feitos no Master por fundos de previdência do Amapá e do Rio de Janeiro. 
Candidatíssimo ao quarto mandato a despeito da queda de popularidade, o molusco move montanhas para evitar que o mau humor dos parlamentares contamine o restante da pauta, como a PEC da Segurança Pública e indicações para cargos-chave. Os vazamentos referentes ao caso Master são ruins e prejudicam sua relação com a classe política, mas ele não tem ingerência sobre a PF, que costuma atuar de maneira autônoma. 
Boatos sobre um armistício entre Lula e Alcolumbre vêm circulando desde o final do ano passado — para o senador, é mais interessante manter o petista por perto e tentar conter danos, já que o apoio do PT é imprescindível para sua reeleição. O problema é que, sem uma repactuação, o Congresso não votará nada de interesse do governo ou, pior, imporá derrotas à agenda do Executivo. 
Na expectativa do tsunami que está por vir, interessa mais aos políticos corporativistas, fisiologistas, clientelistas, venais e sujos como pau de galinheiro blindarem-se uns aos outros e seguir de mãos dadas nessa ciranda da corrupção.

Introduzida no Brasil pela empresa paulista Panex em 1948, a panela de pressão se tornou sinônimo de rapidez no preparo de alimentos como feijão, carnes e grãos mais duros. No entanto, o receio de vazamentos — e até explosões — sempre preocupou — ou mesmo afugentou — os usuários. Daí a popularização da versão elétrica, que oferece mais controle e, sobretudo, segurança, pois permite ajustar automaticamente a pressão e a temperatura do cozimento.

Atualmente, as panelas de pressão convencionais e as versões elétricas de última geração disputam espaço nas cozinhas, mas o princípio físico é essencialmente o mesmo de mais de 300 anos atrás: vapor confinado aumentando a temperatura e reduzindo o tempo de cozimento em até um terço. Quando bem utilizadas, ambas as versões transformam alimentos duros, que exigem cozimento prolongado — como carne de panela, rabada, frango caipira, acém e músculo — em pratos macios e suculentos.

As panelas elétricas custam mais caro, mas o investimento compensa: modelos multiuso permitem refogar, fritar, cozinhar no vapor e até manter os alimentos aquecidos na temperatura ideal para consumo, enquanto sensores inteligentes de pressão e temperatura monitoram o cozimento em tempo real e o interrompem em caso de falhas, eliminando o risco de explosões. Sem falar que elas permitem cozinhar com pouco ou nenhum óleo e oferecem a função de preparo a vapor, além de contarem com revestimento interno antiaderente, que facilita a limpeza. 

Com a panela convencional, o custo varia conforme o tempo de chama acesa e a eficiência do fogão, enquanto o impacto da panela elétrica na conta de energia depende do tempo de uso ao longo do mês. Em preparos longos, a versão elétrica é mais vantajosa, pois mantém a pressão estável sem fogo alto. Por outro lado, se combinada com um fogão potente, a versão convencional atinge pressão rapidamente e reduz o uso de gás, tornando-se mais vantajosa em regiões onde a energia elétrica é mais cara que o GLP.

Observação: Para priorizar a segurança, deixe a pressão sair naturalmente. Se necessário, apresse o processo erguendo cuidadosamente o pino da válvula principal com um garfo (no caso da panela convencional). Jamais coloque a panela diretamente sob água fria nem ultrapasse o tempo ideal de cozimento, sob pena de deixar a carne gelatinosa (isso vale para ambas as tecnologias).

Há quem ainda faça como as nossas bisavós, que temperava a carne, douravam-na num refogado à base de alho e cebola, acrescentavam extrato de tomate, louro e outros temperos, juntavam água quente suficiente para cobrir metade da carne, tampavam a panela (sem pressão) e cozinhavam em fogo baixo por horas a fio, adicionando mais água quente quando necessário, de modo a deixar a carne macia e suculenta, mas não seca e esturricada.

Para encerrar, segue uma receita de carne louca, que é típica das festas juninas, mas funciona bem como lanche no dia a dia. A escolha da carne fica a gosto do freguês, mas eu recomendo coxão duro ou lagarto, que são mais indicados por serem serem fibrosos. Você vai precisar de:

— 1 kg de coxão duro ou lagarto, limpo de nervos e gorduras, cortado em cubos de cerca de 3 cm; 

— 1/2 xícara (120 ml) de vinho branco; — 2 cebolas grandes cortadas em fatias finas; — 2 dentes de alho picadinhos; 

— 1/2 pimentão verde sem sementes, em tirinhas finas; 

— 1/2 pimentão amarelo sem sementes, em tirinhas finas; 

— 1/2 pimentão vermelho sem sementes, em tirinhas finas; 

— 4 tomates maduros sem sementes, em cubinhos; 

— 1/2 xícara de azeitonas verdes em lascas; 

— 1 maço de cheiro-verde (salsinha e cebolinha), folhas de louro, orégano fresco (ou tomilho), sal e pimenta-do-reino a gosto; 

— Óleo de girassol e azeite extravirgem.

Aqueça bem a panela de pressão, regue o fundo com um fio de azeite, doure a carne de todos os lados em fogo alto, tempere com sal e pimenta, transfira para uma travessa e reserve. Despeje o vinho na panela e mexa com uma colher de pau (ou de silicone) para soltar os grudadinhos do fundo. Deixe ferver por 1 minuto e despeje esse líquido sobre a carne reservada.

Acrescente mais um fio de azeite na panela e refogue a cebola, o alho e os pimentões. Acerte o ponto do sal  e deixe cozinhar por cerca de 5 minutos, até murchar. Junte o tomate,  misture bem e volte com a carne e todo o caldo para a panela. 

Faça um amarrado de ervas com o louro, a salsinha, a cebolinha e o orégano, coloque-o na panela, cubra com água até cobrir totalmente a carne, acrescente 2 colheres (chá) de sal e 1 de pimenta-do-reino e tampe. Quando a válvula começar a liberar vapor, baixe o fogo, cozinhe por aproximadamente 1 hora, desligue, espere a pressão sair completamente e abra a panela. Se a carne ainda não estiver se desfazendo, recoloque a tampa e leve a panela de volta ao fogo por mais 15 minutos, testando depois (e adicionando um pouco de água quente, se necessário).

Quando a carne estiver "no ponto", desligue o fogo, descarte o amarrado de ervas, deixe amornar por cerca de 5 minutos, desfie — eliminando eventuais pedaços de gordura ou peles mais grossas que não se desmancharam —, volte a panela ao fogo alto e deixe cozinhar por mais 10 minutos ou até o excesso de líquido evaporar e o molho encorpar.

Acerte o sal e a pimenta, junte o restante das ervas picadas e as azeitonas, desligue o fogo, deixe amornar por 30 minutos, transfira para uma travessa, cubra com filme plástico, leve à geladeira por aproximadamente 6 horas. Monte os sanduíches apenas na hora de servir.

ObservaçãoNa panela elétrica, sele a carne com o azeite, o alho e a cebola na função "Refogar", adicione molho de tomate e os demais ingredientes e temperos, acrescente um pouco de água, cozinhe na pressão por 40-60 minutos, desfie e misture o molho restante antes de servir no pão. 

Bom apetite.