quinta-feira, 19 de maio de 2016

MAIS SOBRE O “GOLPE” ― ou A FARSA DOS FARSANTES


MAIS SOBRE O “GOLPE” ― ou A FARSA DOS FARSANTES
Da mesma forma como Lula, à falta de argumentos sólidos contra as gritantes evidências dos malfeitos que o colocaram numa posição desconfortável perante a Justiça Penal, afirma simplesmente ser “a alma viva mais honesta do Brasil”, sua pupila insiste em dizer que é vítima de um “golpe”, talvez por recomendação dos esbirros e marqueteiros que a assessoram. Até porque, por ser curta e fácil de pronunciar, a palavra “golpe” caiu na preferência de sua insolência e vem sendo rosnada em entrevistas coletivas e discursos de palanque, embora nada tenha a ver com a crise política em que Dilma, seu predecessor e o PT estão atolados até os beiços, nem com o processo de impeachment que tramita no Senado.

Observação: Conforme a campanha pelo impedimento da anta petista crescia, e o juiz Sérgio Moro apertava o cerco em torno de Lula, a deplorável militância criava termos paradoxais, como “golpe constitucional”. Ora, se é golpe, não pode ser constitucional.

Classificar de golpe as investigações da Lava-Jato e o impeachment é pura manipulação, ainda que convença somente a militância ignara, e olhe lá. No âmbito da Lava-Jato, a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal vêm atuando de maneira coordenada e sem atropelos constitucionais. No processo de impeachment, a atuação dos deputados e senadores foi irreprochável ― com exceção da decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, que, mancomunado com José Eduardo Cardozo e outros esbirros da presidanta, tentou embolar o meio com uma decisão que o próprio Renan Calheiros ― aliado e defensor confesso de Dilma ― classificou de “brincadeira com a democracia”.

Dar por verdade o conto da carochinha do “golpe” é o mesmo que dizer que existe um conluio do STF para defenestrar Dilma. Até porque diversos ministros já rechaçaram essa bobagem. A prova provada da constitucionalidade do impeachment é o fato de seu rito ter sido estabelecido pelo próprio STF, com base naquele seguido contra Collor em 1992.
Por essas e por outras a asnice de golpe farsesco, que convence apenas os desinformados e ingênuos, serve aos mal-intencionados — esses, sim, golpistas — que desejam encobrir as provas e evidências da corrupção desbragada que envolvem Lula, seus familiares, ex-ministros, assessores, amigos e apaniguados petistas.

Dilma, por seu turno, não faz outra coisa além de posar de vítima, vociferar que “impeachment sem crime de responsabilidade é golpe”, afirmar que outros presidentes antes dela deram suas “pedaladas fiscais”, e que fez o que fez para sustentar políticas de supostos benefícios aos pobres.
Talvez isso funcionasse na Venezuela, em Cuba ou noutra republiqueta de bananas qualquer que ela tanto admira, mas, felizmente, a despeito dos esforços da petralhada, o Brasil ainda conta com instituições republicanas sólidas.

Vade retro, coisa ruim!

Para mais postagens sobre o cenário político tupiniquim, siga o link http://cenario-politico-tupiniquim.link.blog.br

QUE TAL UMA PARTIDA DE SINUCA ONLINE?

COMO POSSO ESCOLHER ENTRE O CÉU E O INFERNO SE TENHO AMIGOS NOS DOIS?

Tem vontade de jogar um bilharzinho, mas não está a fim de socializar com aquele pessoal tradicionalmente barulhento que cerca as mesas de sinuca dos botecos da vida? Então clique aqui e divirta-se.

Embora não seja indispensável, leia o tutorial... Eu apanhei umas cinco ou seis partidas até sacar a “mancada” do taco e a geometria das batidas nas bolas...

Boa diversão.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

HACKER DE MENTIRINHA

MADRUGA E VERÁS, TRABALHA E TERÁS.

Como você já deve ter reparado, filmes que envolvem hackers e assemelhados costumam mostrá-los batucando no teclado como se estivessem possessos, e conforme as letras verdes preenchem o negro da tela, seus sorrisos diabólicos vão se alargando até que... voilà, surge o escudo do FBI, da CIA, da Casa Branca ― ou seja lá do que for ― com a mensagem de acesso concedido.

Para simular esse efeito e impressionar a namorada ou o chato do seu cunhado, digite (dissimuladamente) o URL http://hackertyper.com/ na barra de endereços do navegador, tecle Enter e, em seguida, pressione F11 (para que a janela seja exibida em tela cheia). Aí é só digitar freneticamente qualquer frase que lhe vier à cabeça ou pressionar aleatoriamente quaisquer teclas e conferir o resultado.

Até a próxima.

terça-feira, 17 de maio de 2016

INFORMAÇÕES DETALHADAS SOBRE O PC COM O SYSTEMINFO

NEM TODO O PODER DO MUNDO PODE MUDAR O DESTINO.

Quer saber quando seu Windows foi instalado, há quanto tempo ele foi inicializado pela última vez e mais uma porção de detalhes interessantes sobre o computador sem precisar recorrer a aplicativos de terceiros? Então escreva prompt no campo de buscas da barra de tarefas, clique na opção “Prompt de Comando (Aplicativo da área de trabalho) ”, digite systeminfo, tecle Enter e aguarde (alguns segundos) até que as informações sejam preenchidas.

Abraços e até a próxima.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

PGR NÃO TEM MAIS DÚVIDAS DE QUE LULA COMANDOU TRAMA CONTRA A LAVA-JATO. DEPOIMENTO DE DELCÍDIO E PROVAS COMO MENSAGENS ELETRÔNICAS E EXTRATOS TELEFÔNICOS REFORÇAM A CONVICÇÃO DE QUE O PETRALHA COORDENOU OPERAÇÃO PARA COMPRAR O SILÊNCIO DE UMA TESTEMUNHA QUE PODERIA COMPROMETÊ-LO


Em sua última aparição pública, na manhã da última quinta-feira, Lula estava abatido. Cabelos desgrenhados, cabisbaixo, olhar vacilante, entristecido. Havia motivos mais que suficientes para justificar o comportamento distante. Afinal, a sucessora escolhida por ele para dar sequência ao projeto de poder petista estava sendo apeada do cargo. O fracasso dela era o fracasso dele, e isso certamente fragilizou o ex-presidente. Mas não só.

Há dois anos, Lula vê sua biografia ser destruída capítulo a capítulo. Seu governo é considerado o mais corrupto da história. Seus amigos mais próximos e antigos companheiros de sindicado estão presos; seus filhos são investigados pela polícia; Dilma, sua invenção, perdeu o cargo, e o PT, sua maior criação, corre o risco de deixar de existir. E para ele, Lula, o futuro, tudo indica, ainda reserva o pior dos pesadelos. O outrora presidente mais popular da história corre o risco real de também se tornar o primeiro presidente a ser preso por cometer crimes.

A pregação petista sucumbiu às tentações, e a longa temporada do partido no poder afogou a esperança da ética num mar de corrupção. O “Pai dos Pobres e Mãe dos Ricos, o enviado pela Divina Providência para acabar com a fome, presentear a imensidão de desvalidos com três refeições por dia e multiplicar a fortuna dos milionários, o metalúrgico que aprendeu a falar com tanto brilho que basta abrir a boca para iluminar o mundo de Marilena Chauí, o filho de mãe nascida analfabeta que nem precisou estudar para ficar tão sabido que já falta parede para tanto diploma de doutor honoris causa, o Exterminador do Plural que inaugurou mais universidades que todos os antecessores juntos e misturados, o migrante pernambucano que se nomeou Redentor dos Miseráveis, o gênio da raça que proclamou a Segunda Independência ao reinventar a Petrobras e descobrir o pré-sal, o maior dos governantes desde Tomé de Souza” se aliou a antigos inimigos e elaborou um plano ambicioso de poder. Veio o mensalão. Veio Dilma. Veio o petrolão. E a era petista terminou melancolicamente. Lula agora trava uma batalha constrangedora para arrastada para a prisão pelas denúncias no âmbito da Lava-Jato.

VEJA teve acesso a documentos que embasam uma denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente. São mensagens eletrônicas, extratos bancários e telefônicos que mostram, segundo os investigadores, a participação do petista numa ousada trama para subornar uma testemunha e, com isso, tentar impedir o depoimento dela, que iria envolver a ele, a presidente Dilma e outros “cumpanhêros” no escândalo do Petrolão. Se comprovada a acusação, o ex-presidente terá cometido crime de obstrução da Justiça, passível de pena de até oito anos de prisão.

Além disso, Lula é acusado de integrar uma organização criminosa. Há dois meses, para proteger o ex-presidente de um pedido de prisão que estava nas mãos do juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato, Dilma nomeou seu antecessor ministro de Estado, com o propósito de lhe garantiu foro privilegiado. A nomeação foi cassada pelo STF, e ainda que coubesse recurso contra essa decisão, o afastamento da presidanta e a posse de Temer resultaram na exoneração de todo o ministério, de modo que, de um jeito ou de outro, a proteção acabou.

Há várias investigações sobre o ex-presidente. De tráfico de influência a lavagem de dinheiro. Em todas elas, apesar das sólidas evidências, os investigadores ainda estão em busca de provas. Como Al Capone, o mafioso que sucumbiu à Justiça por um deslize no imposto de renda, Lula pode ser apanhado por um crime menor. Após analisar quebras de sigilo bancário e telefônico e cruzar essas informações com dados de companhias aéreas, além de depoimentos de delatores da Lava-Jato, o procurador-geral concluiu que Lula exerceu papel de mando numa quadrilha cujo objetivo principal era minar o avanço das investigações do petrolão. Nas palavras de Janot: "Ocupando papel central, determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Esteves, Edson Ribeiro, Diogo Rodrigues, José Carlos Bumlai e Maurício Bumlai (...), Luiz Inácio Lula da Silva impediu e/ou embaraçou a investigação que envolve organização criminosa".

Vamos continuar acompanhando para ver que bicho vai dar.

WINDOWS 10 ― CORRIGINDO PROBLEMAS DE SOM

O EXAME DE TOQUE É UM EXAME ANALÓGICO, AINDA QUE FEITO DIGITALMENTE. QUE PROFUNDO ISSO!

Como dizem os gringos, “shit happens”. Então, se seu computador deixar de reproduzir qualquer tipo de som de uma ora para outra ― tanto os associados ao sistema quanto seus arquivos de música, multimídia, clipes de vídeo online, e por aí afora ―, veja primeiramente se suas caixas acústicas estão ativas e operantes (verifique a conexão com o computador e com a tomada, já que a maioria delas precisa estar ligada à rede elétrica para funcionar).

Não sendo esse o problema, localize na área de notificação o ícone que representa um alto-falante e dê um clique sobre ele para conferir se o volume não está baixo demais. Se também não for esse o problema, torne a clicar sobre o ícone ― desta feita com o botão direito ―, selecione Abrir o Mixer de Volume e veja se a reprodução não foi desativada (note que desativar o som no campo Dispositivo surte o mesmo efeito no campo Aplicativos, mas a recíproca não é verdadeira, e que o alto-falante da área de notificação só exibe o pequeno “X” quando ambos os campos estão mudos). Se nada disso resolver, torne a clicar com o botão direito no alto-falante, selecione Solucionar problemas de Som e veja que bicho dá.

Não deu certo? Então assista a este vídeo e siga as instruções da Dona Microsoft. Caso seu inglês esteja “enferrujado”, os passos são os seguintes:  

― Digite gerenciador na caixa de buscas da barra de ferramentas e, na lista que será exibida, selecione Gerenciador de Dispositivos/Painel de Controle. Em Controladores de som, vídeo e jogos, selecione a placa, abra-a e clique na guia Driver e Atualizar Driver. Se o Windows não encontrar um novo driver, procure no site do fabricante e siga as instruções para instalar.
― Se não funcionar, desinstale o driver de áudio: Na tela do Gerenciador de Dispositivos, dê um clique direito no driver, selecione Desinstalar e reinicie o computador, para que o Windows tente reinstalar o driver.
― Se ainda não funcionar, use o driver genérico que vem com o Windows: no Gerenciador de Dispositivos, dê um clique direito sobre o driver de áudio, clique em Atualizar Driver... > Procurar software de driver no computador > Permitir que eu escolha em uma lista de drivers de dispositivo no meu computador. Selecione então Dispositivo de Áudio de Alta Definição, clique em Avançar e siga as instruções para instalar.
― Se ainda precisar de ajuda, fale com um Microsoft Answer Tech.

Espero ter ajudado. Abraços e até a próxima.

sábado, 14 de maio de 2016

IMPEACHMENT ― CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS

O (então) ministro Sydney Sanches presidiu o julgamento do impeachment de Collor, em 1992. Agora, 24 anos depois, Ricardo Lewandowski presidirá o julgamento do impeachment de Dilma.

Collor renunciou de véspera, mas acabou sendo condenado e teve os direitos políticos cassados. Dilma foi afastada pelo plenário do Senado (por 55 a 22), e tudo indica que, ao fim e ao cabo, será igualmente condenada. Infelizmente, sua insolência não tem a menor vocação para estadista, ainda que se veja como tal, e, portanto, em vez de renunciar, continuará vivendo às expensas do Erário até o julgamento final do processo.

Observação: Por incrível que pareça, mesmo afastada, a imprestável continuará morando no Palácio da Alvorada e recendo salário mensal superior a R$30 mil mensais, além de ter à sua disposição transporte aéreo presidencial, equipe a serviço do seu gabinete pessoal, cartão corporativo, plano de saúde, automóveis e motoristas. Sopa no mel para quem tenciona viajar pelo país para, juntamente com Lula e representantes da CUT, MST, MTST e grupelhos assemelhados, promover badernas em “defesa do seu mandato”. Um descalabro!   

Enfim, concluído o julgamento do impeachment de Collor no Senado, Sanches se declarou impedido de julgar recursos que a defesa do “caçador de marajás de araque” interpôs contra a decisão. Resta saber se Lewandowski também irá se declarar impedido de julgar eventuais recursos que venham a ser protocolados no STF contra a deposição definitiva da sacripanta petralha.

Isso porque, em dezembro passado, o STF decidiu que impeachment de Dilma deveria seguir as mesmas regras que as definidas para o caso Collor. O próprio Lewandowski votou nesse sentido e, por isso, poderá repetir a decisão de Sanches, declarando-se impedido e escusando-se de julgar possíveis recursos, inclusive contra o mérito das acusações, que a petralhada irresignada promete apesentar contra uma possível condenação por crime de responsabilidade. Note que, na condição de presidente do Supremo, Lewandowski preside o julgamento do impeachment, mas não lhe cabe votar nem julgar a presidente, apenas prolatar e assinar a sentença condenatória, caso seja essa a decisão de pelo menos 2/3 dos senadores.

Em 1993, quando o Supremo julgou o mandado de segurança impetrado pela defesa de Collor contra a cassação de seus direitos políticos, Sanches, notificado pela Corte para prestar informações, disse o seguinte: “Sr. Presidente, peço a palavra para declarar o meu impedimento, uma vez que presidi todos os atos do processo no Senado, lavrei e assinei, como manda a lei, a sentença que resultou do julgamento feito pelos Senhores Senadores. Além disso, prestei informações no processo, por solicitação do eminente Relator. De maneira que me sinto impedido de participar do julgamento, mas peço licença para permanecer no recinto porque acredito que devo assistir a uma lição histórica do Tribunal”.

Por mais de uma vez, Lewandowski sinalizou que o STF poderia analisar o mérito das acusações de crime de responsabilidade. No mês passado, no plenário da corte, ele disse: “Não fechamos a porta para uma eventual contestação no que diz respeito à tipificação dos atos imputados à senhora presidente no momento adequado”.

Isso é relevante porque, a despeito de o juízo no Senado ser político-jurídico, a defesa da petralha promete contestar o mérito do julgamento no Supremo. O entendimento do ministro Teori Zavascki é no sentido de que aquela Corte não pode julgar o mérito da decisão do Senado, ao contrário do que afirma Lewandowski. Para Zavascki, “não há base constitucional para qualquer intervenção do Poder Judiciário que, direta ou indiretamente, importe juízo de mérito sobre a ocorrência ou não dos fatos ou sobre a procedência ou não da acusação. O juiz constitucional dessa matéria é o Senado Federal, que, previamente autorizado pela Câmara dos Deputados, assume o papel de tribunal de instância definitiva, cuja decisão de mérito é insuscetível de reexame, mesmo pelo STF. Admitir-se a possibilidade de controle judicial do mérito da deliberação do Legislativo pelo Poder Judiciário significaria transformar em letra morta o art. 86 da Constituição Federal, que atribui, não ao Supremo, mas ao Senado Federal, autorizado pela Câmara dos Deputados, a competência para julgar o Presidente da República nos crimes de responsabilidade”.

Pelo visto, muita água ainda deve rolar por baixo da ponte até que encerremos mais esse capítulo da nossa história. A conferir.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O ADEUS DE DILMA E O OLÁ DE TEMER

Para encerrar esta sequência de inserções sobre política neste Blog de informática, seguem o discurso de despedida da "chefa" afastada e o primeiro pronunciamento oficial de Michel Temer depois de ter assumindo a presidência. A postagem original pode ser lida e comentada na minha comunidade de informática, cujo link para acesso se encontra na coluna à direita desta página.
Obrigado a todos pela paciência.


O FIM E O INÍCIO



O FIM E O INÍCIO

Na postagem desta sexta-feira, 13 de maio de 2016, segundo dia da era pós-Dilma e data em que, coincidentemente, comemora-se a libertação dos escravos, limito-me a transcrever, ipsis litteris, o primeiro discurso do ora presidente Michel Temer ― a quem desejo toda a sorte do mundo, até porque seu sucesso será o sucesso da nação brasileira, esse povo sofrido que já não suportava viver sob a égide da cleptocracia petralha. Acompanhem:

Meus amigos, eu quero cumprimentar todos os ministros empossados, os senhores governadores, senhoras e senhores parlamentares, familiares, amigos, senhoras e senhores. Eu pretendia que esta cerimônia fosse extremamente sóbria e discreta, como convém ao momento que vivemos. Entretanto, eu vejo o entusiasmo dos colegas parlamentares, dos senhores governadores, e tenho absoluta convicção de que este entusiasmo deriva, precisamente, da longa convivência que nós todos tivemos ao longo do tempo. Até pensei, num primeiro momento, que não lançaria nenhuma mensagem neste momento. Mas percebi, pelos contatos que tive nestes dois últimos dias, que indispensável seria esta manifestação.
E minha primeira palavra ao povo brasileiro é a palavra confiança. Confiança nos valores que formam o caráter de nossa gente, na vitalidade da nossa democracia; confiança na recuperação da economia nacional, nos potenciais do nosso país, em suas instituições sociais e políticas e na capacidade de que, unidos, poderemos enfrentar os desafios deste momento que é de grande dificuldade.
Reitero, como tenho dito ao longo do tempo, que é urgente pacificar a Nação e unificar o Brasil. É urgente fazermos um governo de salvação nacional. Partidos políticos, lideranças e entidades organizadas e o povo brasileiro hão de emprestar sua colaboração para tirar o país dessa grave crise em que nos encontramos. O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos os desafios para avançar e garantir a retomada do crescimento. Ninguém, absolutamente ninguém, individualmente, tem as melhores receitas para as reformas que precisamos realizar. Mas nós, governo, Parlamento e sociedade, juntos, vamos encontrá-las.
Eu conservo a absoluta convicção de que é preciso resgatar a credibilidade do Brasil no concerto interno e no concerto internacional, fator necessário para que empresários dos setores industriais, de serviços, do agronegócio, e os trabalhadores, enfim, de todas as áreas produtivas se entusiasmem e retomem, em segurança, com seus investimentos. Teremos que incentivar, de maneira significativa, as parcerias público-privadas, na medida em que esse instrumento poderá gerar emprego no País.
Sabemos que o Estado não pode tudo fazer. Depende da atuação dos setores produtivos: empregadores, de um lado, e trabalhadores de outro. São esses dois polos que irão criar a nossa prosperidade. Ao Estado compete – vou dizer, aqui, o óbvio -, compete cuidar da segurança, da saúde, da educação, ou seja, dos espaços e setores fundamentais, que não podem sair da órbita pública. O restante terá que ser compartilhado com a iniciativa privada, aqui entendida como a conjugação de ação entre trabalhadores e empregadores.
O emprego, sabemos todos, é um bem fundamental para os brasileiros. O cidadão, entretanto, só terá emprego se a indústria, o comércio e as atividades de serviço, estiverem todas caminhando bem.
De outro lado, um projeto que garanta a empregabilidade, exige a aplicação e a consolidação de projetos sociais. Por sabermos todos, que o Brasil lamentavelmente ainda é um País pobre. Portanto, reafirmo, e o faço em letras garrafais: vamos manter os programas sociais.  O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni, o Minha Casa Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo, e, portanto, terão sua gestão aprimorada. Aliás, aqui mais do que nunca, nós precisamos acabar com um hábito que existe no Brasil, em que assumindo outrem o governo, você tem que excluir o que foi feito. Ao contrário, você tem que prestigiar aquilo que deu certo, completá-los, aprimorá-los e insertar outros programas que sejam úteis para o País. Eu expresso, portanto, nosso compromisso com essas reformas.
Mas eu quero fazer uma observação. É que nenhuma dessas reformas alterará os direitos adquiridos pelos cidadãos brasileiros. Como menos fosse sê-lo-ia pela minha formação democrática e pela minha formação jurídica. Quando me pedirem para fazer alguma coisa, eu farei como Dutra, o que é diz o livrinho? O livrinho é a Constituição Federal.
Nós temos de organizar as bases do futuro. Muitas matérias estão em tramitação no Congresso Nacional, eu até não iria falar viu, mas como todo mundo está prestando atenção, eu vou dar toda uma programação aqui. As reformas fundamentais serão fruto de um desdobramento ao longo do tempo. Uma delas, eu tenho empenho e terei empenho isso, porque eu tenho nela, é a revisão do pacto federativo. Estados e municípios precisam ganhar autonomia verdadeira sobre a égide de uma federação real, não sendo uma federação artificial, como vemos atualmente.
A força da União, nós temos que colocar isso na nossa cabeça, deriva da força dos estados e municípios. Há matérias, meus amigos, controvertidas, como a reforma trabalhista e a previdenciária. A modificação que queremos fazer, tem como objetivo, e só se este objetivo for cumprido é que elas serão levadas adiante, mas tem como objetivo o pagamento das aposentadorias e a geração de emprego. Para garantir o pagamento, portanto. Tem como garantia a busca da sustentabilidade para assegurar o futuro.
Esta agenda, difícil, complicada, não é fácil, ela será balizada, de um lado pelo diálogo e de outro pela conjugação de esforços. Ou seja, quando editarmos uma norma referente a essas matérias, será pela compreensão da sociedade brasileira. E, para isso, é que nós queremos uma base parlamentar sólida, que nos permita conversar com a classe política e também com a sociedade.
Executivo e legislativo precisam trabalhar em harmonia e de forma integrada. Até porque no Congresso Nacional é que estão representadas todas as correntes da opinião da sociedade brasileira, não é apenas no executivo. Lá no Congresso Nacional estão todos os votos de todos os brasileiros. Portanto, nós temos que governar em conjunto.
Então, nós vamos precisar muito da governabilidade e a governabilidade exige – além do que eu chamo de governança que é o apoio da classe política no Congresso Nacional – precisam também de governabilidade, que é o apoio do povo. O povo precisa colaborar e aplaudir as medidas que venhamos a tomar. E nesse sentido a classe política unida ao povo conduzirá ao crescimento do País. Todos os nossos esforços estarão centrados na melhoria dos processos administrativos, o que demandará maior eficácia da governança pública.
A moral pública será permanentemente buscada por meio dos instrumentos de controle e apuração de desvios. Nesse contexto, tomo a liberdade de dizer que a Lava-Jato se tornou referência e como tal, deve ter (falha no áudio) e proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la.
O Brasil, meus amigos, vive hoje sua pior crise econômica. São 11 milhões de desempregados, inflação de dois dígitos, déficit quase de R$ 100 bilhões, recessão e também grave a situação caótica da saúde pública. Nosso maior desafio é estancar o processo de queda livre na atividade econômica, que tem levado ao aumento do desemprego e a perda do bem-estar da população.
Para isso, é imprescindível, reconstruirmos os fundamentos da economia brasileira. E melhorarmos significativamente o ambiente de negócios para o setor privado. De forma que ele possa retomar sua rotação natural de investir, de produzir e gerar emprego e renda.
De imediato, precisamos também restaurar o equilíbrio das contas públicas, trazendo a evolução do endividamento no setor público de volta ao patamar de sustentabilidade ao longo do tempo. Quanto mais cedo formos capazes de reequilibrar as contas públicas, mais rápido conseguiremos retomar o crescimento.
A primeira medida, na linha dessa redução, está, ainda que modestamente, aqui representada, já eliminamos vários ministérios da máquina pública. E, ao mesmo tempo, nós não vamos parar por aí. Já estão encomendados estudos para eliminar cargos comissionados e funções gratificadas. Sabidamente funções gratificadas desnecessárias. Sabidamente, na casa de milhares e milhares de funções comissionadas.
Eu quero, também, para tranquilizar o mercado, dizer que serão mantidas todas as garantias que a direção do Banco Central hoje desfruta para fortalecer sua atuação como condutora da política monetária e fiscal. É preciso, meus amigos, – e aqui eu percebo que eu fico dizendo umas obviedades, umas trivialidades, mas que são necessárias porque, ao longo do tempo, eu percebo como as pessoas vão se esquecendo de certos conceitos fundamentais da vida pública e da vida no Estado.
Então, quando eu digo “é preciso dar eficiência aos gastos públicos”, coisa que não tem merecido maior preocupação do Estado brasileiro, nós todos estamos de acordo com isso. Nós precisamos atingir aquilo que eu chamo de “democracia da eficiência”. Porque se, no passado, nós tivemos, por força da Constituição, um período da democracia liberal, quando os direitos liberais foram exercitados amplamente. Se, ao depois, ainda ancorado na Constituição, nós  tivemos o desfrute dos chamados direitos sociais, que são previstos na Constituição, num dado momento aqueles que ascenderam ao primeiro patamar da classe média, começaram a exigir eficiência, eficiência do serviço público e eficiência nos serviços privados. E é por isso que hoje nós estamos na fase da democracia da eficiência, com o que eu quero contar com o trabalho dos senhores ministros, do Parlamento e de todo o povo brasileiro.
Eu quero também remover – pelo menos nós faremos um esforço extraordinário para isto – a incerteza introduzida pela inflação dos últimos anos. Inflação alta – vai mais uma trivialidade – atrapalha o crescimento, desorganiza a atividade produtiva e turva o horizonte de planejamento dos agentes econômicos. E sabe quem sofre as primeiras consequências dessa inflação alta? É a classe trabalhadora e os segmentos menos protegidos da sociedade, é que pagam a parte mais pesada dessa conta.
Nós todos sabemos que, há um bom tempo, o mundo está de olho no Brasil. Os investidores acompanham, com grande interesse, as mudanças no nosso país. Havendo condições adequadas – e nós vamos produzi-las -, a resposta será rápida, pois é grande a quantidade de recursos disponíveis no mercado internacional e até internamente, e ainda maior as potencialidades no nosso País. E com base no diálogo, nós adotaremos políticas adequadas para incentivar a indústria, o comércio, os serviços e os trabalhadores. E a agricultura, tanto a familiar quanto o agronegócio. Precisamos prestigiar a agricultura familiar, que é quase um micro empreendimento na área da agricultura, especialmente apoiando e incentivando os micros, pequenos e médios empresários. Além de modernizar o País, estaremos realizando o maior objetivo do governo: reduzir o desemprego. Que há de ser, os senhores percebem, estou repetindo esse fato porque eu tenho tido – e os senhores todos têm tido -, contato em todas as partes do País, com famílias desempregadas. E nós vemos o desespero desses brasileiros, que contam com um País com potencialidades extraordinárias e que não consegue levar adiante uma política econômica geradora de empregos para todos os brasileiros.
Quero falar um pouco sobre a atuação nas linhas interna e externa do Brasil. E esses princípios estão consagrados na Constituição de [19]88, senador Mauro Benevides, que nós ajudamos a redigir, não é? Eu indico, porque esses preceitos indicam caminho natural para definição das linhas da atuação interna e externa do Brasil. Os senhores veem que eu insisto muito no tema da Constituição porque, ao meu modo de ver, toda vez que nós nos desviamos dos padrões jurídicos, e o Direito existe, exata e precisamente, para regular as relações sociais, quando nós nos desviamos as (incompreensível) dos limites do Direito, nós criamos a instabilidade social e a instabilidade política. Por isto eu insisto sempre em invocação do texto constitucional. 
Muito bem, nesta Constituição, a independência nacional, a defesa da paz e da solução pacífica de conflitos, o respeito à autodeterminação dos povos, a igualdade entre os estados, a não-intervenção, a centralidade dos direitos humanos e o repúdio ao racismo e ao terrorismo, dentre outros princípios, são valores profundos da nossa sociedade. E traça uma imagem de um País pacífico e ciente dos direitos e deveres estabelecidos pela nossa Constituição.
São, meus amigos, esses elementos de consenso que nos permite estabelecer bases sólidas para a política externa que volte a representar os valores e interesses permanentes no nosso País. A recuperação do prestígio do País e da confiança em seu futuro serão tarefas iniciais e decisivas para o fortalecimento da inserção internacional da nossa economia.
Agora em agosto o Brasil estará no centro do mundo com a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro. Bilhões de pessoas assistirão jogos, jornalistas de vários países estarão presentes para reportar o país-sede das competições. Muito além dos esportes, sabemos disso, as pautas se voltaram para as condições políticas e econômicas do País. Tão cedo não voltaremos oportunidade como esta de atrair a atenção de tanta gente, ao mesmo tempo, em todos os cantos do mundo.
Nesta tarde de quinta-feira, porém, e desde já pedindo desculpas pelo possível, para usar um refrão, pelo possível alongado da exposição, eu quero dizer, reiterar, que a minha intenção era realizar essa cerimônia, digamos assim, com a maior sobriedade possível. Estamos fazendo porque, sem embargo do entusiasmo de todos os senhores, todos nós compreendemos o momento difícil, delicado, ingrato que estamos todos passando.
Por isso, nessa tarde de quinta-feira não é momento para celebrações, mas para uma profunda reflexão: é o presente e o futuro que nos desafiam e não podemos olhar para frente com os olhos de ontem. Olhamos com olhos no presente e olhos no futuro.
Faço questão, e espero que sirva de exemplo, e declarar meu absoluto respeito institucional à senhora presidente Dilma Rousseff. Não discuto aqui as razões pelas quais foi afastada. Quero apenas sublinhar a importância do respeito às instituições e a observância à liturgia nas questões, no trato das questões institucionais. É uma coisa que nós temos que recuperar no nosso País. Uma certa cerimônia não pessoal, mas uma cerimônia institucional, uma cerimônia em que as palavras não sejam propagadoras do mal-estar entre os brasileiros, mas, ao contrário, que sejam propagadoras da pacificação, da paz, da harmonia, da solidariedade, da moderação, do equilíbrio entre todos os brasileiros.
Tudo o que disse, meus amigos, faz parte de um ideário que ofereço ao País, não em busca da unanimidade, o que é impossível, mas como início de diálogo com busca de entendimento. Farei muitos outros pronunciamentos. E meus ministros também. “Meus ministros” é exagero, são ministros do governo. O presidente não tem vice-presidente, não tem ministro, quem tem ministro é o governo. Então, os ministros do governo farão manifestações nesse sentido, sempre no exercício infatigável de encontrar soluções negociadas para os nossos problemas. Temos pouco tempo, mas se nos esforçarmos, é o suficiente para fazer as reformas que o Brasil precisa.
E aí, meus amigos, eu quero dizer, mais uma vez, da importância dessa harmonia entre os Poderes, em primeiro lugar. Em segundo lugar, a determinação, na própria Constituição – e eu a cumprirei – no sentido de que cada órgão do Poder tem as suas tarefas: o Executivo executa, o Legislativo legisla, o Judiciário julga. Ninguém pode interferir em um ou outro poder por uma razão singela: a Constituição diz que os poderes são independentes e harmônicos entre si.
Ora, bem, nós não somos os donos do poder, nós somos exercentes do poder. O poder, está definido na Constituição, é do povo. Quando o povo cria o Estado, ele nos dá uma ordem: “Olha aqui, vocês, que vão ocupar os poderes, exerçam-no com harmonia porque são órgãos exercentes de funções”. Ora, quando há uma desarmonia, o que há é uma desobediência à soberania popular, portanto há uma inconstitucionalidade. E isso nós não queremos jamais permitir que se pratique.
Dizia aos senhores que a partir de agora nós não podemos mais falar em crise. Trabalharemos. Aliás, há pouco tempo, eu passava por um posto de gasolina, na Castelo Branco, e o sujeito botou uma placa lá: “Não fale em crise, trabalhe”. Eu quero ver até se consigo espalhar essa frase em 10, 20 milhões de outdoors por todo o Brasil, porque isso cria também um clima de harmonia, de interesse, de otimismo, não é verdade? Então, não vamos falar em crise, vamos trabalhar.
O nosso lema – que não é um lema de hoje -, o nosso lema é Ordem e Progresso. A expressão da nossa bandeira não poderia ser mais atual, como se hoje tivesse sido redigida.
Finalmente, meus amigos, fundado num critério de alta religiosidade. E vocês sabem que religião vem do latim religio, religare, portanto, você, quando é religioso, você está fazendo uma religação. E o que nós queremos fazer agora com o Brasil, é um ato religioso, é um ato de religação de toda a sociedade brasileira com os valores fundamentais do nosso País.
Por isso que eu peço a Deus que abençoe a todos nós: a mim, à minha equipe, aos congressistas, aos membros do Poder Judiciário e ao povo brasileiro, para estarmos sempre à altura dos grandes desafios que temos pela frente.
Meu muito obrigado e um bom Brasil para todos nós.

Para não dizerem que não falei “das flores” transcrevo também o discurso de despedida que a gerentona de araque proferiu logo após ter sido notificada do seu afastamento ― ramerrão no qual manteve o tom dos últimos pronunciamentos e a pedir às pessoas continuem defendendo a manutenção de seu mandato ― embora seja difícil entender por que ela se agarra à possibilidade de voltar a nos assombrar ― como se já não bastasse o fato de termos de custear suas (muitas) mordomias durante o período de afastamento, assunto que discutiremos em outra oportunidade. Enfim, cada louco com sua mania. Com a palavra a nefelibata da mandioca:

Bom dia. Bom dia senhores e senhoras jornalistas, bom dia — aqui tem parlamentares, ministros, bom dia a todos aqui. Eu vou fazer uma declaração à imprensa, portanto, não é uma entrevista, é uma declaração.
Queria, primeiro, dizer a vocês e dizer, também, a todos os brasileiros e a todas as brasileiras, que foi aberto pelo Senado Federal o processo de impeachment e determinada a suspensão do exercício do meu mandato pelo prazo máximo de 180 dias.
Eu fui eleita presidenta por 54 milhões de cidadãs e de cidadãos brasileiros e é nesta condição, na condição de presidenta eleita pelos 54 milhões, que eu me dirijo a vocês nesse momento decisivo para a democracia brasileira e para nosso futuro como Nação.
O que está em jogo no processo de impeachment não é apenas o meu mandato. O que está em jogo é o respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e à Constituição. O que está em jogo são as conquistas dos últimos 13 anos: os ganhos das pessoas mais pobres e da classe média, a proteção às crianças, os jovens chegando às universidades e às escolas técnicas, a valorização do salário mínimo, os médicos atendendo a população, a realização do sonho da casa própria, com o Minha Casa Minha Vida. O que está em jogo é, também, a grande descoberta do Brasil, o pré-sal. O que está em jogo é o futuro do País, a oportunidade e a esperança de avançar sempre mais.
Diante da decisão do Senado, eu quero, mais uma vez, esclarecer os fatos e denunciar os riscos para o País de um impeachment fraudulento, um verdadeiro golpe.
Desde que fui eleita, parte da oposição, inconformada, pediu recontagem de votos, tentou anular as eleições e depois passou a conspirar abertamente pelo meu impeachment. Mergulharam o País em um estado permanente de instabilidade política, impedindo a recuperação da economia com um único objetivo: de tomar à força o que não conquistaram nas urnas.
Meu governo tem sido alvo de intensa e incessante sabotagem. O objetivo evidente vem sendo me impedir de governar, e, assim, forjar o meio ambiente propício ao golpe. Quando uma presidente eleita é cassada, sob a acusação de um crime que não cometeu, o nome que se dá a isto, no mundo democrático, não é impeachment: é golpe.
Não cometi crime de responsabilidade, não há razão para um processo de impeachment. Não tenho contas no exterior, nunca recebi propinas, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é um processo frágil, juridicamente inconsistente, um processo injusto, desencadeado contra uma pessoa honesta e inocente. É a maior das brutalidades que pode ser cometida contra qualquer ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu.
Não existe injustiça mais devastadora do que condenar um inocente. Injustiça cometida é mal irreparável. Esta farsa jurídica de que estou sendo alvo deve-se ao fato de que, como presidenta, nunca aceitei chantagem de qualquer natureza.
Posso ter cometido erros, mas não cometi crimes. Estou sendo julgada injustamente por ter feito tudo o que a lei me autorizava a fazer. Os atos que pratiquei foram atos legais, corretos, atos necessários, atos de governo. Atos idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles, e também não é crime agora.
Acusam-me de ter editado seis decretos de suplementação, seis decretos de crédito suplementar e, ao fazê-lo, ter cometido crime contra a Lei Orçamentária. É falso. É falso, pois os decretos seguiram autorizações previstas em lei. Tratam como crime um ato corriqueiro de gestão. Acusam-me de atrasar pagamentos do Plano Safra. É falso. Nada determinei a respeito. A lei não exige a minha participação na execução deste Plano. Meus acusadores sequer conseguem dizer que ato eu teria praticado, que ato? Qual ato? Além disso, nada restou para ser pago, nem dívida há.
Jamais, em uma democracia, um mandato legítimo de um presidente eleito poderá ser interrompido por causa de atos legítimos de gestão orçamentária. O Brasil não pode ser o primeiro a fazer isto.
Queria me dirigir a toda a população do meu País dizendo que o golpe não visa apenas me destituir, destituir uma presidenta eleita pelo voto de milhões de brasileiros, voto direto em uma eleição justa. Ao destituir o meu governo querem, na verdade, impedir a execução do programa que foi escolhido pelos votos majoritários dos 54 milhões de brasileiros e brasileiras. O golpe ameaça levar de roldão não só a democracia, mas também as conquistas que a população alcançou nas últimas décadas.
Durante todo esse tempo tenho sido, também, uma fiadora zelosa do Estado Democrático de Direito. Meu governo não cometeu nenhum ato repressivo contra movimentos sociais, contra movimentos reivindicatórios, contra manifestantes de qualquer posição política.
O risco — o maior risco para o país nesse momento —, é ser dirigido por um governo dos sem-voto, um governo que não foi eleito pelo voto direto da população brasileira. Um governo que não terá a legitimidade para propor e implementar soluções para os desafios do Brasil. Um governo que pode ser ver tentado a reprimir os que protestam contra ele. Um governo que nasce de um golpe, de um impeachment fraudulento, nasce de uma espécie de eleição indireta, um governo que será ele próprio a grande razão para a continuidade da crise política em nosso País.
Por isso, quero dizer a vocês, a todos vocês que eu tenho orgulho de ser a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. Tenho orgulho de ser a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. Nestes anos, exerci meu mandato de forma digna e honesta. Honrei os votos que recebi. Em nome desses votos e em nome de todo o povo do meu País, vou lutar com todos os instrumentos legais de que disponho para exercer o meu mandato até o fim. Até o dia 31 de dezembro de 2018.
O destino sempre me reservou muitos desafios, muitos e grandes desafios. Alguns pareciam intransponíveis, mas eu consegui vencê-los. Eu já sofri a dor indizível da tortura; a dor aflitiva da doença; e agora eu sofro mais uma vez a dor igualmente inominável da injustiça. O que mais dói, neste momento, é a injustiça. O que mais dói é perceber que estou sendo vítima de uma farsa jurídica e política.
Mas não esmoreço. Olho para trás e vejo tudo o que fizemos; olho para a frente e vejo tudo o que ainda precisamos e podemos fazer. O mais importante é que posso olhar para mim mesma e ver a face de alguém que, mesmo marcada pelo tempo, tem forças para defender suas ideias e seus direitos.
Lutei a minha vida inteira pela democracia, aprendi a confiar na capacidade de luta do nosso povo. Já vivi muitas derrotas e vivi grandes vitórias, confesso que nunca imaginei que seria necessário lutar, de novo, contra um novo golpe no meu País. Nossa democracia jovem, feita de lutas, feita de sacrifícios, feita de mortes não merece isso.
Nos últimos meses, nosso povo foi às ruas, foi às ruas em defesa de mais direitos, de mais avanços. É por isso que tenho certeza de que a população saberá dizer ‘não’ ao golpe. O nosso povo é sábio e tem experiência histórica. Aos brasileiros que se opõem ao golpe, independentemente de posições partidárias, faço um chamado: mantenham-se mobilizados, unidos e em paz. A luta pela democracia não tem data para terminar: é luta permanente, que exige de nós dedicação constante. A luta pela democracia não tem data para terminar.
A luta contra o golpe é longa. É uma luta que pode ser vencida e nós vamos vencer. Esta vitória, esta vitória depende de todos nós. Vamos mostrar ao mundo que há milhões de defensores da democracia em nosso País.
Eu sei e muitos aqui sabem, sobretudo nosso povo sabe que a história é feita de luta e sempre vale a pena lutar pela democracia. A democracia é o lado certo da história. Jamais vamos desistir, jamais vou desistir de lutar.
Muito obrigada a todos.

Sem comentários.

SEGURANÇA NO WINDOWS 10 - WINDOWS FIREWALL E WINDOWS DEFENDER

COMO SABER SE A TERRA NÃO É O INFERNO DE OUTRO PLANETA?


Por qualquer razão incerta e não sabida, a Microsoft, tida e havida como a “Gigante do Software”, nunca foi muito feliz ao desenvolver aplicativos de segurança, tais como antivírus, antispyware, anti-spam, firewall e correlatos. Mas é inegável que o Windows Firewall e o Windows Defender venham evoluindo a cada nova edição, embora não a ponto de desobrigar usuários precavidos de recorrer a suítes de segurança de terceiros ― as chamadas “Internet Security”.

Considerando que eu já publiquei dúzias de postagens sobre esse assunto e abordei dezenas de opções ― tanto pagas quanto gratuitas ― para o leitor criar um arsenal de defesa responsável (a quem interessar possa, basta inserir o termo “segurança” na caixa de buscas do Blog e escarafunchar os resultados), descer a detalhes seria chover no molhado, de modo que vou me limitar a dedicar algumas linhas aos recursos nativos do próprio sistema, que, segundo a Microsoft, são mais que suficientes para proteger usuários domésticos comuns.

O Windows Defender é um componente nativo do Windows e, no Ten, vem habilitado por padrão e configurado para ser desativado automaticamente quando e se o usuário instalar um antivírus de varejo. Ele oferece proteção em tempo real para examinar tudo que você baixa ou executa em seu computador, e pode ser desligado temporariamente, se necessário, bastando para tanto que você clique no botão Iniciar e selecione Configurações > Atualização e segurança > Windows Defender. Note que as definições de vírus são atualizadas automaticamente via Windows Update, mas você pode comandar o processo manualmente pressionando o botão Atualizar, que é exibido na parte superior da janela do programa (em destaque na figura que ilustra esta matéria).

Para examinar pastas ou arquivos específicos, você precisa apenas selecioná-los, clicar com o botão direito sobre eles (um de cada vez, naturalmente) e clicar em Examinar com o Windows Defender. Se algum item mal-intencionado for identificado, você será notificado e receberá uma recomendação sobre o que deverá fazer em seguida para manter o computador seguro.

Já o Firewall do Windows filtra os dados que seu PC recebe da Internet e bloqueia programas potencialmente prejudiciais. Para desativá-lo, digite firewall na caixa de pesquisas da barra de ferramentas e selecione Windows Firewall e faça a modificação desejada em Ativar ou desativar o Firewall do Windows. Note que a maioria das suítes de segurança de terceiros que integrem um aplicativo de firewall tomam para si essa responsabilidade, tornando indisponíveis os ajustes manuais do firewall nativo do sistema.



Era isso, pessoal. Volto na segunda  ou a qualquer momento em edição extraordinária.