quarta-feira, 25 de maio de 2016

MAIS SOBRE A NOVELA JUCÁ E O CALEIDOSCÓPICO CENÁRIO POLÍTICO TUPINIQUIM



MAIS SOBRE A NOVELA JUCÁ E O CALEIDOSCÓPICO CENÁRIO POLÍTICO TUPINIQUIM

Volto a dizer que está ficando cada vez mais complicado escrever sobre política, tantos são os fatos novos que se sucedem sem cessar. Na última segunda-feira, por exemplo, no instante em que eu publiquei um texto sobre o “caso Jucá” ― que, aliás, não foi exatamente uma surpresa, pois qualquer um que analisasse a trajetória política do dito-cujo veria que nomeá-lo ministro era armar uma bomba relógio sem ter como definir o momento da explosão (mais detalhes nesta postagem) ―, a postagem já era “matéria vencida” em vista da notícia sobre o “licenciamento” do ministro do Planejamento (que na verdade acabou sendo exonerado, conforme foi publicado no Diário Oficial da União de ontem, ainda que "a pedido", como é de praxe quando o governo quer evitar maiores desgastes a políticos que têm de deixar o Executivo).

Observação: Vale comentar rapidamente o que disse o ex-senador Delcídio do Amaral, cuja cassação foi acelerada por uma manobra de Jucá, referindo-se aos recentes grampos que tornaram públicas supostas tentativas de impedir o funcionamento da Justiça: "Depois da gravação do Mercadante, Lula, Dilma e essa agora do Jucá, com todo respeito, a minha conversa é uma Disney, uma grande brincadeira" (clique aqui para ler a íntegra da matéria publicada no Estadão). Merdandante foi flagrado pelo próprio assessor de Delcídio, quando oferecia vantagens para comprar o silêncio do senador; Dilma e Lula foram grampeados num diálogo rápido que sugeria que a nomeação do ex-presidente à Casa Civil era uma manobra para evitar a prisão de Lula pelo Juiz Moro; e Jucá, em conversas com Sérgio Machado, quando defendia a troca do governo e a criação de um “pacto para estancar a Lava-Jato”. Delcídio, vale lembrar, foi pego tramando um plano de fuga para o ex-diretor da área internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró.

Para complicar ainda mais esse já conturbado cenário, um dia depois do grampo que apeou Jucá, a PF deflagrou a 30ª etapa de investigações contra o petrolão, mirando, dentre outros alvos, os já condenados José Dirceu e Renato Duque por suposto envolvimento em contratos fraudulentos que somam mais de R$5 bilhões!
Com a saída de Jucá, restam ainda cinco ministros investigados pelo STF. Como Jucá, todos haviam sido questionados sobre possíveis pendências judiciais, e também como Jucá, todos afirmaram que não havia nada com que Temer devesse se preocupar (o presidente interino alertou cada um deles ― e reforçou na primeira reunião ministerial ― que não toleraria desvio moral de qualquer natureza, e que, se houvesse problemas, o titular da pasta seria afastado).

Mas a coisa não para por aí. Segundo matéria publicada na Folha desta quarta-feira, a merda espalhada pelas gravações feitas (supostamente) por Sérgio Machado ― e que derrubaram Jucá ― atingiu em cheio o peemedebista alagoano Renan Calheiros, presidente do Senado, apoiador confesso de Dilma, esbirro do PT e alvo do juiz Sérgio Moro. Em conversa mantida com o ex-presidente da Transpetro, Renan afirmou apoiar uma mudança na lei que regulamenta as delações premiadas ― procedimento responsável por grande parte do sucesso da Operação Lava-Jato ― e sugeriu que poderia "negociar" com membros do STF "a transição" de Dilma.

Em um dos diálogos com Renan, Machado sugeriu "um pacto", que seria "passar uma borracha no Brasil". Renan responde: "antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação". A mudança defendida pelo presidente do Senado poderia beneficiar Machado, que procurou Jucá, o próprio Renan e o ex-presidente Sarney, pois temia ser preso e virar réu colaborador. "Ele está querendo me seduzir, porra. [...] Mandando recado", disse Machado a Renan, referindo-se a Rodrigo Janot.

Para Renan, todos os políticos “estão com medo da Lava-Jato”. Segundo ele, Aécio [Neves] teria lhe pedido que “visse esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa”, e que uma delação da empreiteira Odebrecht “vai mostrar as contas”, em provável referência à campanha eleitoral de Dilma. Machado respondeu que “não escapa ninguém de nenhum partido; do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum”. Para ler os trechos mais relevantes da transcrição da gravação, siga o link http://zip.net/bqtlst.

Ah, eu já ia me esquecendo: Quem substitui Jucá no ministério do Planejamento é Dyogo Henrique Oliveira ― um dos alvos da Operação Zelotes, citado por lobistas como um dos contatos dentro do governo para as negociações de MPsOliveira, é claro, nega ter cometido irregularidades (quem me contou foi a Velhinha de Taubaté ― personagem criada por Luiz Fernando Veríssimo durante o governo do General Figueiredo, famosa por sua incrível ingenuidade e capacidade de acreditar piamente em tudo que lhe era dito pelos militares durante os assim chamados “anos de chumbo”). 

EXTENSÕES DO NAVEGADOR - COMO EXCLUIR

MAS, AFINAL DE CONTAS, O QUE FAZIA DEUS ANTES DA CRIAÇÃO?

Um navegador sem extensões é como um barco sem motor. No entanto, tão importante quanto ter os plug-ins ― programinhas auxiliares destinados a adicionar funções aos aplicativos ― necessários às tarefas que executamos via browser é remover aqueles de que não precisamos (ou que foram instalados à nossa revelia), pois muitos deles consomem um bocado de memória e deixam a navegação devagar, quase parando.

Para remover extensões (ou plug-ins, ou snap-ins, ou ainda add-ons) no Google Chrome:

A. Clique no botão com três barrinhas horizontais superpostas, na extremidade superior direita da janela do navegador, logo abaixo do “X” que fecha o programa;
B. Clique em Mais ferramentas e, no menu suspenso, em Extensões.
C. A tela seguinte lista todas as extensões instaladas, ativas ou não. Clique no ícone da lata de lixo correspondente aos itens que você deseja remover e confirme a operação quando solicitado.

Se você usa o Mozilla Firefox, repita o procedimento descrito no item “A”, clique em Complementos e em Extensões, na coluna à esquerda (nesse caso, não aparece uma mensagem solicitando confirmação, mas a opção “desfazer” é oferecido, para reverter uma eventual exclusão acidental).

E como hoje é véspera de (+1) feriadão:



Bom feriadão, pessoal. Abraços e até a próxima.

terça-feira, 24 de maio de 2016

SOBRE O ENVOLVIMENTO DA BRUXA MÁ NOS CASOS PASADENA E GEMINI



SOBRE O ENVOLVIMENTO DA BRUXA MÁ NOS CASOS PASADENA E GEMINI
Brasília está "fervendo" devido ao “episódio Jucá” ― aliás, eu publiquei uma postagem sobre o passado nebuloso desse senador pernambucano (tinha de ser conterrâneo do sapo barbudo, né?) antes mesmo do afastamento da anta, quando o dito-cujo assessorava o (então futuro) presidente interino na composição do novo ministério. Mas nem só de Jucá vive o cenário político verde-amarelo, e ainda que eu deva voltar a esse assunto oportunamente, achei por bem manter o cronograma das postagens, pois esta dá continuidade ao que foi expendido na anterior. Dito isso, vamos ao que interessa.

DILMA não precisa de conselhos, muito menos dos meus, até porque é mestra em errar sozinha. Mas se eu pudesse lhe enviar um recado daqui do abismo da minha insignificância, diria a ela que pusesse as barbichas de molho, pois sua deposição definitiva implicará, dentre outras coisas, na perda do foro privilegiado, e assim, à semelhança do que já acontece com seu abominável predecessor e mentor, ela não só ficará ao alcance da Lava-Jato e do juiz Sergio Moro, mas também estará sujeita a processos (tanto aqui quanto nos EUA) por participação nos episódios espúrios da refinaria de PASADENA e da GÊNESIS.

Como o leitor deve estar lembrado, a Petrobras pagou US$360 milhões por metade de uma refinaria que um ano antes havia sido comprada pela empresa belga ASTRA OIL por US$40,5 milhões. Para piorar, uma decisão judicial condenou a estatal tupiniquim a comprar a outra metade da sucata, o que resultou num prejuízo de US$ 1,18 bilhão. Ressalte-se que, na ocasião, Lula era presidente da República, e Dilma, presidente do Conselho de Administração da Petrobras ― de 2003 a 2010, quando era ministra de Minas e Energia (2003-2005) e ministra-chefe da Casa Civil (2005-2010).

Como de costume, a dupla de petralhas negou conhecimento da maracutaia. Dilma, aliás, atribuiu o monumental prejuízo a “riscos subestimados e decisões equivocadas”, afirmou que o negócio só foi aprovado porque “cláusulas fundamentais lhe eram desconhecidas”, e botou a culpa em Nestor Cerveró, que, curiosamente, não foi punido, mas promovido a diretor financeiro da BR Distribuidora. Mais adiante, o “Lindinho” ― como Cerveró era chamado por seus comparsas devido à blefaroptose ― declarou aos investigadores da Lava-Jato que a campanha de Lula à reeleição teria sido financiada com propina paga pelo contrato dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000, que custaram US$1,2 bilhão (valor equivalente ao da compra da igualmente inútil refinaria de Pasadena).

Observação: Ainda que realmente tivessem sido ludibriados, ― o que se admite apenas para efeito de argumentação ―, Lula e Dilma estariam reconhecendo sua total inadequação aos cargos que ocupavam. Por outro lado, acreditar nessa falácia, como parece ser o caso da abilolada militância petista, demonstra uma indescritível ingenuidade ou, para usar um termo mais adequado a esse grupelho, uma burrice a toda prova.

Alguns defendem que a responsabilidade pela desastrosa compra de uma refinaria sucateada deveria ser dividida entre todos os integrantes do Conselho de Administração da Petrobras, mas até mesmo esses reconhecem que a principal responsável foi Dilma, que comandava com mão-de-ferro o setor energético e não só sabia de tudo como também avalizava todas as ordens vindas do alto comando da Petrobras (leia-se José Sérgio Gabrieli) e do Palácio do Planalto (leia-se Luiz Inácio Lula da Silva).

Já a questão da GEMINI― nebulosa parceria entre a Petrobras e a White Martins para produzir e comercializar gás natural liquefeito (GNL) ― é ainda mais delicada, mas, por questão de espaço, vou deixar para abordá-la na próxima postagem (ou numa próxima postagem, melhor dizendo).

Em tempo: Acompanhar o verdadeiro caleidoscópio que que se transformou o cenário político nacional está ficando mais difícil a cada dia. Ontem mesmo pela manhã eu criei um texto sobre Jucá, mas outros compromissos me impediram de publicá-lo longo em seguida. No final da tarde, todavia, depois da repercussão das gravações envolvendo o indigitado, a postagem perdeu todo o sentido ― e eu perdi todo o trabalho que tive com sua elaboração. Coisas do Brasil. 

MAIS SOBRE A PRIVACIDADE NO WINDOWS 10

LER MUITO É UM DOS CAMINHOS PARA A ORIGINALIDADE.  UMA PESSOA SERÁ TÃO MAIS ORIGINAL E PECULIAR QUANTO MAIS CONHECER O QUE DISSERAM AS OUTRAS.

Uma novidade que desagradou muitos usuários que migraram do festejado Windows 7 para o malsinado Eight foi a grande quantidade de informações pessoais que essa edição passou a enviar para a Microsoft. Ah, você já usa o Ten e, portanto, acha que não tem com que seu preocupar? Então saiba que no novo sistema esse problema se tornou ainda mais grave. Não vou entrar no mérito das intenções da “mãe da criança” ― pelo menos, não nesta postagem ―, mas apenas lembrar que é possível desabilitar esse monitoramento (ou reduzir expressivamente o nível em que ele acontece).

Enfim, se você não se sente à vontade em escancarar sua privacidade (sem nem mesmo saber ao certo que destino será dado as informações), leia com atenção as informações e dicas a seguir:

― A Microsoft afirma que, para “criar uma experiência online mais personalizada”, alguns dos anúncios que você pode receber em sites e aplicativos da empresa ― inclusive aqueles onde você usa sua conta do Outlook ou Hotmail ― são adaptados às suas atividades, buscas e histórico de navegação, e, por essa razão, rastreia suas pesquisas online ― tanto via navegador quanto através da caixa de pesquisas da barra de tarefas do Windows 10. Se você acha esse procedimento inadequado ou invasivo demais, siga este link e desabilite as opções desejadas (ou indesejadas, melhor dizendo).

― O próximo passo é clicar em Iniciar, selecionar Configurações e, em Privacidade, desativar a opção “Deixar que os aplicativos usem minha ID de anúncio para experiências entre aplicativos”. Aproveite o embalo e examine as demais opções configuráveis; se alguma delas não lhe agradar ― como “Enviar à Microsoft informações sobre como eu escrevo para ajudar a melhorar os recursos de digitação e escrita no futuro” ― mova o botão respectivo de “Ativado” para “Desativado” (note que você pode rever esses ajustes a qualquer tempo, bastando para isso refazer os mesmos passos).

― Ainda segundo a Microsoft, o sistema de buscas BING foi aprimorado no Windows 10 (eu, particularmente, continuo usando o buscador do Google, aí já é uma questão de preferência pessoal, cuja discussão foge aos propósitos desta postagem). O fato é que o BING não só monitora suas buscas, mas também o seu histórico de pesquisas na Web. Para desligar esse acesso e limitar suas pesquisas aos arquivos presentes no seu PC, clique no botão "Pesquisar no Windows", na opção "Configurações", e então mude o switch correspondente à opção "Pesquisar online e incluir resultados da Web" de “Ativado” para “Desativado”.

― A Sincronização de Senhas, implementada no Eight, ficou ainda mais invasiva no Windows 10. Para reconfigurá-la, clique no botão Iniciar, selecione Configurações, clique em Contas, em seguida em Sincronizar Configurações e faça os ajustes desejados (para mais informações, clique em “Como funciona a sincronização”).

― Torne a clicar no botão Iniciar e em Configurações, selecione a opção Rede e Internet e, na aba Wi-Fi, mude para a posição “Desativado” os switches referentes a Conectar a hotspots abertos sugeridos e Conectar a redes compartilhadas por meus contatos. A primeira opção conecta o seu PC a qualquer sinal de internet aberta que ele conseguir captar, e a segunda o conecta a qualquer rede de internet que um de seus contatos tenham acesso, ignorando o fato de você não dispor de uma senha.

― Se você usa o Windows Defender em vez de uma suíte de segurança de varejo e é “paranoico” no que concerne a questões de segurança, clique em Iniciar > Configurações > Atualização e Segurança > Windows Defender e mova para “Desativado” o switch correspondente à opção Envio de exemplo. Se habilitado, esse recurso envia para análise qualquer possível ameaça detectada pelo Defender ― ou seja, o arquivo suspeito é literalmente copiado e enviado para a Microsoft. Até aí, nada de mais, a menos que o item em questão não seja um arquivo malicioso, mas sim algo pessoal, com informações confidenciais que você não deseja compartilhar.

Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas. Abraços e até a próxima.  

segunda-feira, 23 de maio de 2016

MAIS SOBRE GOLPES E GOLPISTAS E AS MORDOMIAS DA PRESIDANTA AFASTADA



MAIS SOBRE GOLPES E GOLPISTAS E AS MORDOMIAS DA PRESIDANTA AFASTADA

Mesmo afastada por irregularidades administrativas, má gestão e corrupção generalizada, Dilma insiste na tresloucada versão de que teria sido vítima de um “golpe” orquestrado pelas elites, pela mídia, pelo juiz Sergio Moro e sabe-se lá por mais quem.

Em recente entrevista ao canal em espanhol do RUSSIA TODAY, a mulher sapiens acusou Temer (a quem trata por “golpista” e “traidor”) de reduzir “ao máximo” programas sociais, fazer uma política “antinacional”, cometer “violação nacional” ― ao fechar o Ministério da Cultura ― e, pasmem, de “só falar "absurdos". Absurda mesmo é essa falácia, especialmente vindo de quem se ficou famosa pelos pronunciamentos tresloucados e sem sentido proferidos ao longo dos últimos 5 anos ― muitos dos quais foram motivo de chacota, tanto local quanto internacionalmente.

A postura da nefelibata da mandioca afronta não só o Legislativo ― que determinou sua suspensão e autorizou o prosseguimento do processo de impeachment ―, mas também o Judiciário, que reconheceu expressamente a constitucionalidade do processo. Assim, por conta da teimosia, petulância, arrogância e inconsequência que lhe são peculiares, a mulher sapiens deve se explicar ao STF. Aliás, vários ministros e ex-ministros dessa Corte já atestaram a legalidade do processo de afastamento e a lisura com que ele vem sendo conduzido, tanto na Câmara quanto no Senado.

Claro que o amontoado de asneiras vociferado aos quatro ventos pela nefelibata da mandioca não passa de jus sperniandi diante da possibilidade de perder definitivamente o cargo e seus direitos políticos e de foro privilegiado ― que a colocará ao alcance da Lava-Jato e a tornará passível de responder a processos contra a Petrobras nos Brasil e nos EUA.

Na tentativa de se eximir de responsabilidade sobre a criminosa compra da refinaria de Pasadena, Dilma alega que só autorizou a negociata porque foi induzida a erro pelo então diretor Nestor Cerveró. No entanto, isso não passa de conversa mole para boi dormir, porque uma decisão daquela magnitude jamais seria tomada sem que fossem ouvidos o Presidente da República e o Conselho de Administração da Petrobras ― conselho esse que Dilma presidiu de 2003 a 2010, quando foi ministra de Minas e Energia (2003-2005) e ministra-chefe da Casa Civil (2005-2010).

Voltando agora à situação atual da “mãe de todas as crises”: Segundo a assim chamada Lei do Impeachment, o único direito assegurado a um presidente afastado do cargo num processo de impeachment é o recebimento de metade do salário. Assim, Dilma deveria receber R$15,4 mil mensais até que o Senado decida destituí-la em caráter definitivo (coisa que, queira Deus, deve acontecer o quanto antes, pois um eventual retorno da sacripanta seria uma tragédia de proporções épicas).

Mas a lei em questão é de abril de 1950, e a atual Constituição (de 1988)  instituiu a “irredutibilidade dos salários dos servidores”, o que deu brecha à concessão de salário integral e mais um verdadeiro festival de mordomias que a bruxa má deve usufruir até que o Senado decida seu destino. Dentre outras benesses, ela continuará recebendo salário e terá moradia, transporte aéreo e terrestre, seguranças, assessores, plano de saúde ilimitado e cartão de crédito corporativo pagos com o suado dinheiro dos contribuintes.

Observação: Ex-presidentes têm direito a seis servidores para sua segurança e apoio pessoal ― quatro com salários de até R$ 8,5 mil e dois com salários de até R$ 11,2 mil ―, além de dois motoristas com carros oficiais, tudo custeado pelo Erário. Quanto à moradia, a lei não proíbe expressamente um presidente afastado de usar o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto, embora alguns juristas entendam que Temer, na condição de presidente interino, tem controle sobre imóveis e bens da União e pode suspender esse benefício (mas eu acho que ele dificilmente o fará). Certo mesmo é que Dilma não poderá mais ocupar o gabinete presidencial do Palácio do Planalto, que é o local de trabalho do presidente em exercício.

O juiz Bruno Brum Ribas, da 4ª Vara federal de Porto Alegre, negou o pedido de liminar na ação movida contra a manutenção desses benefícios pelo advogado Felipe Alvarez Madeira, segundo o qual os custos para manter a equipe que assessora a presidente durante o afastamento são “enormes” e que não há interesse público e nem base legal que os justifique (ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

Segundo o jornal O GLOBO, a área jurídica da Casa Civil pretende regulamentar as prerrogativas que Renan Calheiros concedeu a Dilma quando do afastamento da petista ― consta que ela já nomeou nada menos que 35 assessores, isso sem contar os 120 profissionais que continuam à disposição no Alvorada, entre cozinheiros, garçons, equipe médica, seguranças, piscineiros, arrumadeiras, e por aí afora. Além disso, ela deverá escolher entre o Alvorada e a Granja do Torto ― residência de campo localizada a cerca de 15 km da Esplanada dos Ministérios.

Outra questão a ser esclarecida é o uso dos aviões da FAB nas viagens que a mulher sapiens tenciona fazer para destilar seu fel contra o processo de impeachment e o governo de transição. Nas campanhas eleitorais, aeronaves da FAB são usadas, mas o presidente é obrigado a reembolsar os gastos. Na noite de sexta-feira, Dilma usou um jato da FAB para participar de um ato político de blogueiros simpatizantes (mortadeleiros) em Belo Horizonte.

A conferir.

GOOGLE CONVIDA USUÁRIOS PARA ESCOLHER O NOME DO SEU NOVO SISTEMA PARA DISPOSITIVOS MOBILE



ESCAVA O POÇO ANTES QUE VENHA A SEDE.

O ANDROID vai mudar de nome. A nova versão desse festejado sistema operacional para dispositivos mobile deve ser anunciada oficialmente em breve, e a empresa de Mountain View lançou uma campanha de crowdsource (pesquisa de opinião pública, numa tradução aproximada) para definir o "nome de sobremesa" que usará para batizar a plataforma.

Observação: As versões do Android costumam ter nomes de guloseimas populares, como Jelly Bean, KitKat e Lollipop, e já se cogita a possibilidade de o N ser batizado de Nutella.

Se você quiser participar, clique aqui e envie sua sugestão. E se tiver um Nexus 5X, 6, 6P, 9, ou Pixel C, visite https://developer.android.com/preview/index.html para receber o mais novo beta do Android N (nome provisório da nova versão) como uma atualização, mas tenha em mente que versões de teste costumam ser instáveis, pois servem exatamente para o desenvolvedor do programa identificar e sanar eventuais problemas a partir da experiência dos usuários. Como diz um velho ditado, “os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito”.

Dentre outras novidades esperadas para o Android N, estão o sistema de economia de bateria Doze++ ― que promete poupar carga sempre que a tela do smartphone for bloqueada ―, respostas rápidas de mensagens nas notificações, modo multi janelas; economia do pacote de dados; emojis com figuras mais humanas e gráficos mais aprimorados. Além disso, é esperada uma nova interface para a plataforma.

Ainda não há previsão de lançamento da nova versão para usuários do Brasil, mas especula-se que ela deva estar disponível para smartphones Nexus em meados do segundo semestre deste ano. Já em aparelhos de outras marcas, o update depende da liberação dos respectivos fabricantes.

(Postagem criada a partir de informações do site de tecnologia http://www.techtudo.com.br/).  

sábado, 21 de maio de 2016

MAIS SOBRE JOSÉ DIRCEU, SUA CONDENAÇÃO E OS FRUTOS DA PARCERIA COM LULA

MAIS SOBRE JOSÉ DIRCEU, SUA CONDENAÇÃO E OS FRUTOS DA PARCERIA COM LULA
Conforme eu mencionei recentemente, o guerrilheiro de araque José Dirceu, em sua terceira condenação (a primeira ocorreu durante a ditadura militar, em 1968, e a segunda, por ocasião do julgamento do mensalão, em 2012), recebeu a maior pena aplicada até agora pela Lava-Jato: 23 anos 3 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Até aí, nenhuma surpresa; o que causa espécie é o chefão da cleptocracia lulopetista continuar livre leve e solto ― embora tudo indique que a farra esteja com os dias contados, mas essa já é uma história que fica para outra vez.

O “cumpanhêro” Dirceu está preso no complexo penitenciário de Pinhais, em Curitiba, desde agosto do ano passado. Ele já havia sido condenado na ação penal 470 ― mais conhecida como “processo do mensalão” ― e vinha cumprindo pena em regime de prisão domiciliar, mas, segundo os investigadores da Lava-Jato, continuava mamando nas tetas do petrolão.

Observação: Diante da magnitude do “escândalo da Petrobras”, o mensalão foi rebaixado a “golpe de amadores”, e “Esquema PC”, que resultou na deposição de Collor, a coisa de “punguista de feira-livre” (vejam vocês a que ponto o trinômio diabólico LULA-DILMA-PT levou esta pobre nação!).

A sentença condenatória proferida pelo juiz Moro aponta o petralha como peça central da “profissionalização” do esquema de desvios e lavagem que abasteceu a petelândia e outros partidos, além de políticos e agentes públicos. Por seu papel de liderança no esquema, a força-tarefa ainda apresentará novas acusações formais contra Dirceu – inclusive em outras áreas, fora da Petrobras. Todavia, nenhuma passagem das 266 páginas da decisão define o petralha como “comandante do grupo criminoso” que sangrou os cofres da Petrobras nos últimos anos. Os procuradores da Lava-Jato sustentaram na denúncia que ele “ocupava papel de destaque, que foi beneficiário final de valores desviados, além de um dos responsáveis pela criação do complexo esquema criminoso praticado em variadas etapas e que envolveu diversas estruturas de poder, público e privado”. O chefão, mesmo, todo mundo sabe quem é, mas isso também é outra história e fica para outra vez.

A quem interessar possa, a trajetória política do cofundador do PT, ex-braço direito de Lula e ministro-chefe da Casa Civil durante o primeiro mandato do molusco de nove dedos é detalhada neste acervo. Quando da prisão petralha em 2015, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima comemorou a chegada da Lava-Jato a um dos "instituidores do petrolão”. Segundo o MPF, Dirceu foi um dos principais líderes desse mega escândalo, beneficiou-se dele mesmo após a sentença que o mandou para a cadeia e era o responsável por definir os cargos no governo de Lula. No momento em que ele nomeou Renato Duque para a Petrobras, deu-se início ao trabalho de captação das empreiteiras. Mas, diferentemente do que fez no mensalão, o gatuno não usou o dinheiro do petrolão para comprar apoio de parlamentares, mas sim em benefício próprio ― quando da prisão de Dirceu em 2015, estimava-se que seus atos de corrupção lhe teriam rendido mais de R$60 milhões.

Depois de sua trajetória no governo Lula ter sido abreviada pela Justiça em 2005 ― quando seu nome era o mais cotado para a sucessão “capo di tutti i capi” na presidência da Banânia ― o petralha passou atuar como consultor, valendo­-se da vasta influência que exercia sobre companheiros instalados nas mais diversas engrenagens do governo. Lula, por seu turno, desceria anos mais tarde a rampa do Planalto com a popularidade nas alturas e ganharia rios de dinheiro proferindo “palestras” ― regiamente remuneradas, em sua maioria, pelas empreiteiras que se beneficiavam do propinoduto da Petrobras).

Voltando a Dirceu, o fato de sua carteira de clientes incluir algumas das principais empreiteiras envolvidas no petrolão lhe garantiu ótimos resultados: de 2006 a 2013, o ex-ministro faturou R$29,3 milhões em contratos de consultoria com empresas de todos os tamanhos e atuantes nos mais variados setores da economia ― de cervejaria a laboratório farmacêutico, de escritório de advocacia a concessionária de automóveis. Para fazer valer os gordos “honorários”, o petralha contava com parceiros ocasionais importantes ― dentre os quais o próprio Lula. Em 2011, por exemplo, a dupla dinâmica viajou ao Panamá, onde, sem esconder a condição de lobista ― e com o beneplácito de auxílio logístico de altos funcionários da embaixada brasileira ― teve lucrativos encontros com o presidente do país e ministros de Estado. E esse é apenas um exemplo de muitos que eu poderia listar, mas resolvi não o fazer, para não estender demasiadamente este texto e torná-lo cansativo para os leitores.

Como não poderia deixar de ser, o estrondoso sucesso do dublê de ex-guerrilheiro e ex-ministro acabou por torna-lo alvo da Lava-Jato e culminou com o fato que eu mencionei no parágrafo de abertura desta postagem. Explicando melhor: No mesmo dia em que o ministro Ricardo Lewandowski alegou não existir previsão de quando o STF julgará a ação que pede o impeachment do presidente interino Michel Temer, a chamada República de Curitiba produziu uma condenação que levou a petelândia ao terror, notadamente porque o juiz Moro desconheceu o papel de liderança de Dirceu na organização criminosa que detonou a Petrobras ― e se ele não era o comandante em chefe, o verdadeiro “chefão” terá de acertar contas com a Justiça. Para bom entendedor...

Resumo da ópera: Diante de tudo isso, é estarrecedor, para se dizer o mínimo, que a militância petista continue defendendo esses imprestáveis, que tanto mal causaram ― e continuam causando ― à nação com seu projeto de poder. Dirceu, na opinião desses apedeutas, não passa de um preso político condenado sem provas ― pasmem! E o mesmo se aplica a João Vaccari Neto, igualmente preso pela Lava-Jato e igualmente considerado pela petralhada como “injustiçado”. Para quem não se lembra, em novembro do ano passado um grupo de petistas e sindicalistas chamado “Amigos do Vaccari” realizou um ato em apoio do ex-tesoureiro do PT. Para essa cambada “defender Vaccari é defender o legado da esquerda do PT e da democracia, pois sua condenação pelo juiz Sérgio Moro criminalizou as doações oficiais de um único partido, sendo um inadmissível atentado à democracia". Como bem disse o escritor português José Saramago, Nobel de literatura em 1998, “a cegueira é um assunto particular entre as pessoas e os olhos com que nasceram; não há nada que se possa fazer a respeito”.

Sorte da “valorosa militância petista” que burrice não dói. Ou sorte nossa, pois, se doesse, os gemidos desses aldrabões seriam ainda mais ensurdecedores do que seu alarido em defesa de Lula, Dilma, PT e tudo mais que não presta no cenário político tupiniquim. Todavia, esse povo vota, e é aí que mora o perigo!  

O resto fica para a próxima. Abraços e até lá.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DAS MENTIRAS DE LULA, DILMA E COMPANHIA



No auge de seus devaneios, Dilma se diz defensora incondicional da democracia ― algo tão absurdo quanto Lula posar de quintessência da honestidade, a menos, é claro, que o conceito de “democracia” da gerentona exista apenas nos dicionários de “dilmês”, já que agarrar-se ao poder quando mais de dois terços da sociedade pedem o fim do governo mais corrupto da nossa história é uma atitude no mínimo antidemocrática, notadamente num regime de governo onde “todo o poder emana do povo” (artigo 1º, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988).

Esse é apenas mais um dos muitos pontos em comum entre Lula e Dilma, criador e criatura, mentor e pupila, imprestável e incompetente, cujas biografias se entrelaçam desde os primórdios da funesta era PT.

As razões que levaram o molusco a escolher a nefelibata da mandioca para sucedê-lo são, no mínimo, nebulosas. No final do seu segundo mandato, ele estava no auge da popularidade, e poderia ter escolhido praticamente qualquer pessoa para preencher a lacuna aberta com a prisão de Dirceu (que seria a bola da vez) e de outros petralhas de grosso calibre, pegos de calças curtas no imbróglio do mensalão. Por que, então, escolher alguém que havia levado à falência duas lojinhas de badulaques importados do Panamá numa época em que a paridade entre o real e o dólar favorecia esse tipo de negócio (clique aqui para mais detalhes)?

Uma guerrilheira de araque que jamais disparou um tiro, a não ser no próprio pé ao se reeleger, devido ao tamanho da encrenca que herdou de si mesma? Um Pacheco de terninho que, sem saber atirar, virou modelo de guerrilheira; sem ter sido vereadora, virou secretária municipal; sem passar pela Assembleia Legislativa, virou secretária de Estado, sem estagiar no Congresso, virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante, faz posse de gerente de país; sem saber juntar sujeito e predicado, virou estrela de palanque? Enfim, o fato é que, sem ter tido um único voto na vida até 2010, Dilma virou presidente do Brasil em outubro daquele ano, e renovou o mandato quatro anos depois ― mandato esse que, cumpre salientar, foi suspenso no último dia 12 pelo Senado, devido a irregularidades administrativas, má gestão da economia e corrupção generalizada (que se tornou a marca registrada das administrações lulopetistas).

O que o Babalorixá da Banânia teria visto nessa estapafúrdia criatura é um mistério. Dizem as más-línguas que a escolha teve a ver com a cabulosa história da refinaria de Pasadena, que resultou num prejuízo de mais de 800 milhões de reais. Dilma, na época, era ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula e presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ambos, naturalmente, juram de pés juntos que não sabiam de nada, mas convenhamos: tanto rouba quem vai à horta quanto quem fica à porta, e eles realmente não sabia de nada que acontecia bem debaixo de seus narizes, jamais poderiam ocupar os cargos que ocupavam. Em outras palavras, vão fazer pouco caso da inteligência alheia na casa do chapéu!

Observação: Segundo informou o ex-esbirro petralha Delcídio do Amaral em sua delação premiada, Dilma sabia que havia um esquema de superfaturamento na compra da refinaria de Pasadena e que suas campanhas (tanto em 2010 quanto em 2014) foram bancadas com dinheiro sujo. Ela teve ainda participação direta na nomeação de Cerveró para o cargo de diretor financeiro da BR Distribuidora, que, em conluio com José Eduardo Cardozo, maquinou a libertação de empresários presos da Lava-Jato e que nomeou Marcelo Navarro para o STJ para que ele votasse pela soltura dos ditos-cujos (no julgamento, em dezembro passado, Navarro foi o único a votar pela prisão domiciliar). Já Lula, igualmente responsável pela nomeação de Cerveró, ordenou o pagamento de uma “mesada” para que o ex-diretor da estatal não mencionasse seu nome [de Lula] na delação, que comprou o silêncio de Marcos Valério na CPI dos correios ― que investigava mensalão e era presidida por Delcídio ―, que exerceu pressão para que lobistas investigados na Operação Zelotes que fizeram pagamentos para seu filho [Luiz Claudio] não fossem convocados para depor na CPI do CARF, e que teve participação direta na nomeação de executivos da Petrobras condenados, dentre os quais Jorge Zelada. É mole?   

O resto fica para a próxima, pessoal. Abraços e até lá.

NOVIDADES NAS ATUALIZAÇÕES AUTOMÁTICAS DO WINDOWS 10

INFERNO CRISTÃO, FOGO; INFERNO PAGÃO, FOGO; INFERNO MAOMETANO, FOGO; INFERNO INDU, AS CHAMAS. POR AQUILO QUE AS RELIGIÕES FAZEM CRER, DEUS NASCEU UM ASSADOR.

Quando lançou o Windows 10, a Microsoft fez alterações na sua política de atualizações, e isso pode confundir quem migrou para o novo sistema a partir das edições anteriores. Agora, o download e a instalação dos patches críticos e de segurança transcorre sem a intervenção do usuário, mas é possível “atrasar” esse processo em relação às demais atualizações (“opcionais”). Para tanto, abra o menu de configuração, clique no botão Iniciar, selecione Configurações > Atualização e segurança > Windows Update > Opções avançadas e marque a caixa Adiar atualizações. Para mais detalhes, clique no link “Saiba mais” e acesse as informações disponibilizadas pela Microsoft.

Note  que agora é possível também configurar o computador para obter as correções via P2P (peer-to-peer). Ainda na tela das opções avançadas, clique em Escolher como as atualizações serão obtidas e, no campo Atualizações de mais de um local, mude o botão de Desativado para Ativado e escolha uma das duas opções disponíveis ― Computadores na minha rede local e Computadores na minha rede local e na Internet

A primeira opção só terá efeito se a máquina estiver interligada a uma rede local, naturalmente, mas a segunda pode ser vantajosa para quem tem um serviço de banda larga de baixa velocidade (clique em Saiba mais para obter informações adicionais sobre esse assunto). Com esse ajuste, em vez de descarregar os arquivos de um servidor central, o Windows recorre a múltiplas fontes, agilizando o processo.

Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira:





Por hoje é só, pessoal. Volto na segunda-feira ― ou a qualquer momento, em edição extraordinária.