sábado, 4 de março de 2017

A DICOTOMIA PETISTA DO “NÓS X ELES”


A DICOTOMIA PETISTA DO “NÓS X ELES”

Lula e o PT não criaram a corrupção, embora a tenham institucionalizado e colocado a serviço de seu espúrio projeto de poder, embrulhada em falácias populistas que, durante algum tempo, engambelaram até os mais céticos. Na avaliação do sociólogo e cientista político Bolívar Lamounier, a era lulopetista feriu a democracia brasileira muito mais profundamente do que se tem admitido, não só com a corrupção sistêmica, cuja radioatividade está longe de terminar, e as insanidades do governo Dilma, que elevou para mais de 12 milhões o número de desempregados, mas também com o culto sistemático da mentira, a falsificação ideológica da história e o uso político de aberrações conceituais, que dividiram os brasileiros em “nós” e “eles”, fomentando a cizânia entre a esquerda e a direita e culpando a mídia, as “zelites”, os “coxinhas”, o Judiciário e sabe Deus quem mais por tudo que deu errado na sua imprestável administração.

Com efeito, desde sua fundação, há 36 anos, que o PT insiste em apresentar a história brasileira como obra de uma elite pequena, coesa, gananciosa, em permanente conspiração contra os trabalhadores e os pobres. Um país de verdade, onde todos tenham oportunidade, só a partir de Lula. Mas, ironicamente, o grande exemplo de país governado por uma elite conspiratória foi o próprio PT que nos ofereceu. Ao se associar umbilicalmente ao cartel das empreiteiras, Lula e seus acólitos conspiraram o quanto puderam, com requintes de profissionalismo a toda prova. E mais: dividiram o eleitorado de tal forma e tão passionalmente que as pessoas trocaram a civilidade e o respeito mútuo por agressividade, ódio e repulsa pelos adversários. Claro que as redes sociais também colaboraram, mas considerá-las a única responsável por essa polarização seria o mesmo que culpar a arma pelo homicídio e absolver quem a sacou, apontou e puxou o gatilho.

Anda difícil achar alguém que não tenha rompido uma antiga amizade, deixado de falar com parentes ou virado a cara para colegas de trabalho por conta de diferenças de “ideologia política” ― tema que o bom senso recomenda evitar em happy-hours, festas familiares e reuniões corporativas. Por outro lado, é preciso paciência de para aturar o proselitismo da militância petista e de seus apoiadores, que, a despeito de todas as evidências em contrário, insistem em dogmatizar as bazófias asininas do penta-réu chefe da ORCRIM e aplaudir os discursos azoratados que ele não perde a oportunidade de proferir, mesmo que isso signifique fazer de palanque o esquife da ex-primeira-dama Marisa Letícia, numa demonstração de vileza e de mau-caratismo à toda prova. No funeral da esposa, o pulha chegou ao cúmulo de atribuir sua morte à tensão decorrente das acusações na Lava-Jato, e a insinuar que o culpado seria Sergio Moro. E foi aplaudido pela patuleia ignara ― veja a que ponto chega o descolamento da realidade dessa confraria de “esquerdistas”.

Em plena era do pós-verdade, a mentira campeia solta e fatos objetivos têm menos influência do que apelos emocionais e crenças pessoais. É o mais desolador é que isso se verifica em todos os níveis, aí incluído o dos políticos, cuja função é nos representar. A título de ilustração, em março do ano passado, depois de Lula ser conduzido coercitivamente para depor na PF, Jandira Feghali gravou um vídeo para “tranquilizar a militância” (confira neste link). Enquanto ela diz que o molusco está “muito tranquilo”, vê-se ao fundo o dito-cujo falando ao celular ― ué, ela agora tem celular? ― com a nefelibata da mandioca, e, em determinado momento, ouve-se claramente ele esbravejar:  “Eles que enfiem no cu todo o processo”. Imagine o que ele diria se não estivesse sereno!

Mas o que mais causa espécie é ver pessoas que reputamos esclarecidas defenderem com unhas de dentes a “honestidade” desse um salafrário abjeto, prestigiarem uma agremiação criminosa travestida de partido ― onde, se alguém gritar pega ladrão, não fica um ― e prestarem vassalagem a uma ex-governante de merda, que destruiu a Economia para ficar mais 4 anos na presidência, embora nunca tenha sido capaz de gerenciar coisa alguma ― como comprova a falência de suas duas lojinhas de badulaques importados, em meados dos anos 1990, justamente quando a paridade entre o real e o dólar favorecia sobremaneira esse tipo de comércio.

Ainda que não sirva de consolo, esse descolamento da realidade ― ou tendência de negar incondicional e irracionalmente os fatos em sua obviedade ― não é privilégio da patuleia tupiniquim. Na primeira entrevista como presidente dos EUA, o parlapatão Donald Trump disse que sua posse reuniu a maior plateia de todos os tempos, ainda que a multidão fosse 70% menor do que na posse de Barack Obama, em 2009. Quando os jornais New York Times e Washington Post publicaram fotos aéreas comparativas (vide imagem), Trump os chamou de mentirosos e manipuladores. No dia seguinte à posse, a empresa de pesquisas YouGov mostrou as fotos a 1.388 americanos e perguntou qual posse era de quem. Entre os eleitores de Trump, 41% deram a resposta errada. E quando os pesquisadores reformularam a pergunta para “em qual dessas duas fotos tem mais gente”, 15% insistiram que havia mais pessoas na imagem vazia. Durma-se com um barulho desses!

Para entender melhor, vejamos alguns números: durante as eleições americanas, o site BuzzFeed monitorou o compartilhamento de notícias verdadeiras e falsas. As 20 Fake News mais bombadas tiveram 8,7 milhões de compartilhamentos, enquanto as verdadeiras, 7,3 milhões. No Brasil, esse quadro é ainda pior: no ano passado, o mesmo site analisou as 20 notícias que mais se destacaram nas redes sociais (10 verídicas e 10 falsas) e constatou que os posts mentirosos foram bem mais compartilhados do que os verdadeiros (3,9 milhões e 2,7 milhões de vezes, respectivamente).

Agora, a explicação: quando se depara com uma informação nova, nossa mente tende a tomá-la por verdade. A desconfiança e possível refutação, segundo o psicólogo Daniel Gilbert, da Universidade de Harvard, só acontece depois, porque desconfiar requer mais esforço cognitivo e, portanto, gasta mais energia. Assim, quanto mais informações nosso cérebro recebe, mais propenso ele se torna a aceitar cada uma delas. E como as redes sociais compartilham informações em quantidade e velocidade vertiginosas (só no Facebook, há mais de 5 bilhões de compartilhamentos por dia), a conclusão é óbvia. Para Márcio Moretto Ribeiro, professor da USP e criador do Monitor do Debate Político no Meio Digital, as redes permitem que os usuários escolham suas próprias versões dos fatos, e as pessoas tendem a compartilhar notícias que reforçam suas ideias preconcebidas, sejam elas verdadeiras ou não (as informações são da revista Superinteressante).

Por essas e outras, eu desisti de argumentar com a patuleia abilolada. Limito-me divulgar os fatos e oferecer a minha interpretação. Deixei de perder tempo com polêmicas que levam coisa alguma a lugar nenhum. Se leio algo que me chama a atenção, além de verificar se a origem confiável, checo também se a notícia foi divulgada por outras fontes fidedignas. Afinal, 13 anos e fumaça de lulopetismo propiciaram a disseminação de uma quantidade exorbitante de sites e blogs-mortadela, especializados em espalhar a desinformação, e muitos continuam ativos e operantes, mesmo depois de o governo atual lhes ter cortado o patrocínio.

Quanto a editoriais e colunas, é preciso ter em mente que eles expressam a opinião do jornal/revista ou do colunista, conforme o caso. Mas opinar é uma coisa, vender gato por lebre é outra bem diferente. Ainda assim, alguns tem a cara de pau de publicar como verdade qualquer coisa que provenha do departamento de propaganda do Partido dos Trambiqueiros, mesmo que seja capaz de enrubescer santo de pedra. Tem quem afirma que Lula foi o melhor presidente do Brasil, que Dilma fez um excelente governo, que o impeachment foi um “golpe”, que Temer é um “traíra” sem legitimidade para ocupar a presidência, que a aprovação da PEC do teto foi uma calamidade, que Previdência não está falida, que a reforma da Legislação Trabalhista vai prejudicar os trabalhadores, que privatização é entreguismo, e por aí segue essa lamentável procissão de bobagens. Houve até quem que afirmasse ― pasmem! ― que o nove-dedos teria sido indicado para o Prêmio Nobel... Vão sonhando. Quem sabe um dia a academia sueca resolva laurear os que mais se destacam no campo da desfaçatez, do cinismo, da corrupção...

Enfim, o jeito é deixar pra lá. Depois de meia dúzia de réplicas e tréplicas, se você perceber que o interlocutor continua impermeável à argumentação, desencane, mude de assunto ― ou de interlocutor. Fuja dos haters, ou você acabará se tornando igual a eles.

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sexta-feira, 3 de março de 2017

POST-IT VIRTUAL

A POLÍCIA ANDA DIZENDO QUE PRENDE UM BANDIDO DE MEIA EM MEIA HORA, ENTÃO A GENTE FICA DESCONFIADO QUE ELES ASSALTAM DE 15 EM 15 MINUTOS.

O Post-it (aquele papelzinho amarelo e auto-aderente, patenteado pela 3M) costuma ser largamente utilizado para anotações, lembretes, etc., visto que pode ser facilmente colado, removido e recolocado sem deixar marcas ou resíduos. Mas quando a moldura do monitor já não tem mais espaço para grudar recadinhos, uma alternativa mais eficiente é o ATNotes 9.5.

O programinha é freeware e funciona com um gerenciador de notas capaz de substituir o post-it com vantagens. Depois de instalá-lo, basta dar duplo clique no ícone em forma de bilhete que aparece na área de notificação do Windows para abrir uma caixinha amarela pronta para digitação. Feito isso, é só escrever a nota e clicar fora da caixa para complementar o lembrete, que pode ser arrastado e reposicionado com auxílio do mouse. E se você clicar sobre ele com o botão direito, poderá ainda modificar diversos atributos (como cor de fundo, transparência, tipo de fonte, e muito mais).

MARCELO ODEBRECHT DIZ QUE DILMA SABIA DE TUDO ― NOSSA, QUE SURPRESA!!!

O ANTAGONISTA teve acesso ao depoimento bombástico de Marcelo Odebrecht ao ministro Herman Benjamin, do TSE. Segundo o site, o depoente afirmou que Dilma sabia de todo o esquema de financiamento ilícito de campanha que a empreiteira armou com o PT. Cá entre nós: será possível que alguém tivesse dúvida disso, como de que Lula, o maior beneficiado pelo Mensalão e pelo Petrolão, não sabia de nada que acontecia bem debaixo da sua napa? Nem mesmo a Velhinha de Taubaté, se viva fosse, seria ingênua o bastante para engolir tamanha intrujice.

Marcelo informou que foi Dilma quem fez de Guido Mantega o sucessor de Antonio Palocci como interlocutor do governo com a Odebrecht nas questões pecuniárias; que, com a saída de Palocci da Casa Civil, a empreiteira encerrou a conta “Italiano” e abriu a “Pós-Italiano”; que 80% de um total de R$ 150 milhões, destinados pelo grupo para a campanha da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014, foram pagos mediante caixa 2; que a petista tinha pleno conhecimento da contribuição e dos pagamentos, também feitos com recursos não registrados ao então marqueteiro do PT João Santana (pagos em espécie, na maioria das vezes), e que parte desse valor era a contraprestação pela edição da medida provisória 470, em 2009 ― que beneficiou a Braskem, empresa controlada pela Odebrecht e que atua na área de química e petroquímica. Disse ainda que era ele [Marcelo] que tratava das doações de campanha ao PT diretamente com o marqueteiro João Santana (o “Feira”), que foi ele quem se reuniu com o então vice-presidente Michel Temer durante tratativas para a campanha eleitoral de 2014, mas negou ter acertado diretamente com o peemedebista a doação de R$ 10 milhões ao PMDB (segundo ele, os acertos foram feitos entre Eliseu Padilha e o então executivo da empreiteira Cláudio Melo Filho, e parte dos pagamentos se deu via caixa 2).

Observação: Marcelo citou também um encontro com Dilma no México, ocasião que, segundo ele, alertou a presidente de que os pagamentos feitos ao marqueteiro do PT estavam “contaminados”, pois tinham origem em offshores utilizadas por empresários do grupo para o pagamento de propinas.

Quem tem pelo menos um par de neurônios ativos e operantes nunca teve dúvidas de que a eleição de Dilma foi bancada com dinheiro roubado da Petrobrás (para reler publicações antigas de O ANTAGONISTA a esse respeito, clique aqui, aqui e aqui), como também não tem dúvidas de que, pela lei que regulamenta os partidos políticos, o registro do PT tem de ser cancelado (veja mais detalhes nos vídeos https://youtu.be/Frl7JVJqHm8 e https://youtu.be/0DheJO2KDZE).

Para saber mais, assista aos vídeos https://youtu.be/Frl7JVJqHm8 e https://youtu.be/0DheJO2KDZE.

E como hoje é sexta-feira:

Programa radiofônico no Nordeste. Locutor: 
- Quem ligar agora e fizer uma frase com uma palavra que não exista no dicionário ganha duas entradas para o cinema. Alô! Quem é? 
Ouvinte: 
- Sérgio, da Vila Rezende. 
- Olá Sergio... Já conhece a brincadeira? Qual a sua palavra? 
- Ah! A palavra é vaice!
- Vaice? Como se escreve?
- V - A - I - C - E.
- Espera um pouco... Deixa eu consultar o dicionário... É, realmente esta palavra não existe. Agora faça uma frase com essa palavra e, se a frase fizer sentido e descobrirmos o que significa a palavra, você ganha!
- Ok, lá vai... Vaice f.o.d.e.r ! 
E nesse momento desliga a ligação. 
Locutor:
- Que é isso pessoal! Vamos colaborar... Afinal existem crianças ouvindo... Vamos tentar outra ligação. Alô! Quem é? 
Ouvinte: - Joselito, da Santa Terezinha.
- Olá Joselito... já conhece a brincadeira? Qual é a sua palavra?
- Eudi!
- Eudi? Como se escreve? 
Ouvinte: - E - U - D - I. 
O Locutor pede para o ouvinte esperar um pouco.
- Deixa eu consultar o dicionário... Deixa eu ver... Deixa eu ver... Eudesmano... Eudesmol... Eudésmia... Eudiapneustia... Eudiapnêustico. É! Realmente esta palavra não existe. Agora faça uma frase com essa palavra e, se a frase fizer sentido e descobrirmos o que sig nifica a palavra, você ganha!
- Ok, lá vai... Sou EUDI novo e VAICE f.o.d.e.r! 
- Pô galera. Assim fica difícil né? Vamos pro intervalo!!! Passa-se o intervalo... Locutor: 
- Vamos lá galera. Vamos de novo. Quem fala? 
Ouvinte: José de Jaboatão (com voz de criança).
- Oi José. Que bonitinho! Quantos anos você tem? 
- 10 anos. 
- Que legal! Então. Qual a palavra?
- CÔTRA.
- É... Côtra não existe mesmo. Manda a frase!
- EUDI novo, CÔTRA voz. Vaice f.o.d.e.r...


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quinta-feira, 2 de março de 2017

ATUALIZAÇÃO DO FLASH PLAYER (Continuação)

EU ODEIO A POLÍTICA E OS PARTIDOS POLÍTICOS. AS PESSOAS NÃO DEVERIAM PERTENCER A PARTIDOS. QUALQUER PESSOA QUE PERTENÇA A UM PARTIDO PARA DE PENSAR.

Vimos no post anterior o que são plugins e porque é importante mantê-los atualizados. Vimos também que o Flash Player é o plugin que garante ao navegador a capacidade de manipular conteúdo desenvolvido em “Flash” ― software criado em meados de 1990 pela Macromedia, que foi encampada pela Adobe em 2005).

Por padrão, sempre que você visita uma página que tenha conteúdo em Flash (como vídeos, animações e jogos), o Chrome pergunta se você deseja executar o Adobe Flash. Caso ache aborrecido autorizar a execução do plugin, abra o menu de configurações (no canto superior da tela, clique nos três pontinhos), selecione Configurações e, na parte inferior da janela, clique em Mostrar configurações avançadas. Clique então em Privacidade, em Configurações de conteúdo, localize a seção Flash e marque a opção Permitir que sites executem Flash.

Observação: Note que é mais seguro deixar marcada a opção Detectar e executar conteúdos em Flash importantes, ou então limitar a execução somente em websites que você repute confiáveis; para tanto, clique em Gerenciar exceções, digite um website e defina o comportamento dele para “Permitir”. Note também que o Flash não é compatível com o Chrome para smartphones e tablets Android, iPhones e iPads.

No que concerne à atualização, o Chrome atualiza automaticamente a versão do Flash quando o próprio navegador é atualizado, de maneira a incrementar a segurança dos usuários. Para conferir se seu browser está up to date, abra o menu de configurações, pouse o mouse sobre a opção Ajuda e clique em “Sobre o Chrome”.


ALADILMA E A LÂMPADA NADA MARAVILHOSA

Em nota publicada na seção SEMANA da revista ISTOÉ, Antonio Carlos Prado relembra que muita gente aplaudiu quando a anta vermelha reduziu as tarifas de energia, mas que houve também quem visse naquilo uma “pedalada da luz” (caso deste humilde articulista que vos fala). Agora, veio a notícia ― ou a conta, melhor dizendo: as transmissoras receberão indenizações de 62,2 bilhões de reais. Ou seja, as tarifas ficarão mais caras, pois, como sempre, caberá a nós pagar pela “não genialidade” da gênia.

Em atenção os mais esquecidos, segue a transcrição do pronunciamento ― ou discurso eleitoreiro, para ser mais exato ― feito pela nefelibata da mandioca em janeiro de 2013, em rede nacional, para anunciar a redução das tarifas de energia, mostrar que a economia ia de vento em popa e concitar os apedeutas ignaros a reelege-la no ano seguinte (os destaques são meus).

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Acabo de assinar o ato que coloca em vigor, a partir de amanhã, uma forte redução na conta de luz de todos os brasileiros. Além de estarmos antecipando a entrada em vigor das novas tarifas, estamos dando um índice de redução maior do que o previsto e já anunciado. A partir de agora, a conta de luz das famílias brasileiras vai ficar 18% mais barata.

É a primeira vez que isso ocorre no Brasil, mas não é a primeira vez que o nosso governo toma medidas para baixar o custo, ampliar o investimento, aumentar o emprego e garantir mais crescimento para o país e bem-estar para os brasileiros. Temos baixado juros, reduzido impostos, facilitado o crédito e aberto, como nunca, as portas da casa própria para os pobres e para a classe média. Ao mesmo tempo, estamos ampliando o investimento na infraestrutura, na educação e na saúde e nos aproximando do dia em que a miséria estará superada no nosso Brasil.

No caso da energia elétrica, as perspectivas são as melhores possíveis. Com essa redução de tarifa, o Brasil, que já é uma potência energética, passa a viver uma situação ainda mais especial no setor elétrico. Somos agora um dos poucos países que está, ao mesmo tempo, baixando o custo da energia e aumentando sua produção elétrica. Explico com números: como acabei de dizer, a conta de luz, neste ano de 2013, vai baixar 18% para o consumidor doméstico e até 32% para a indústria, a agricultura, o comércio e serviços. Ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia, e ela irá crescer ainda mais nos próximos anos.

Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo. No ano passado, colocamos em operação 4 mil megawatts e 2.780 quilômetros de linhas de transmissão.

Este ano, vamos colocar mais 8.500 megawatts de energia e 7.540 quilômetros de novas linhas. Temos uma grande quantidade de outras usinas e linhas de transmissão em construção ou projetadas. Elas vão nos permitir dobrar, em 15 anos, nossa capacidade instalada de energia elétrica, que hoje é de 121 mil megawatts. Ou seja, temos contratada toda a energia que o Brasil precisa para crescer, e bem, neste e nos próximos anos.

O Brasil vive uma situação segura na área de energia desde que corrigiu, em 2004, as grandes distorções que havia no setor elétrico e voltou a investir fortemente na geração e na transmissão de energia. Nosso sistema é hoje um dos mais seguros do mundo porque, entre outras coisas, temos fontes diversas de produção de energia, o que não ocorre, aliás, na maioria dos países.

Temos usinas hidrelétricas, nucleares, térmicas e eólicas, e nosso parque térmico, que utiliza gás, diesel, carvão e biomassa foi concebido com a capacidade de compensar os períodos de nível baixo de água nos reservatórios das hidrelétricas. Praticamente todos os anos as térmicas são acionadas, com menor ou maior exigência, e garantem, com tranquilidade, o suprimento. Isso é usual, normal, seguro e correto. Não há maiores riscos ou inquietações.

Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento, quando os níveis dos reservatórios baixaram e as térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. O Brasil não deixou de produzir um único quilowatt que precisava, e agora, com a volta das chuvas, as térmicas voltarão a ser menos exigidas.

Cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor do que o índice que havíamos anunciado.

Hoje, além de garantir a redução, estamos ampliando seu alcance e antecipando sua vigência. Isso significa menos despesas para cada um de vocês e para toda a economia do país. Vamos reduzir os custos do setor produtivo, e isso significa mais investimento, mais produção e mais emprego. 
Todos, sem exceção, vão sair ganhando.

Aproveito para esclarecer que os cidadãos atendidos pelas concessionárias que não aderiram ao nosso esforço terão, ainda assim, sua conta de luz reduzida, como todos os brasileiros. Espero que, em breve, até mesmo aqueles que foram contrários à redução da tarifa venham a concordar com o que eu estou dizendo.

Aliás, neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda. Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média. Estamos vendo como erraram os que diziam, meses atrás, que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia, e que tentavam amedrontar nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário. Os juros caíram como nunca, o emprego aumentou, os brasileiros estão podendo e sabendo consumir e poupar. Não faltou comida na mesa, nem trabalho. E nos últimos dois anos, mais 19 milhões e 500 mil pessoas, brasileiros e brasileiras, saíram da extrema pobreza.

O Brasil está cada vez maior e imune a ser atingido por previsões alarmistas. Nos últimos anos, o time vencedor tem sido o dos que têm fé e apostam no Brasil. Por termos vencido o pessimismo e os pessimistas, estamos vivendo um dos melhores momentos da nossa história. E a maioria dos brasileiros sente e expressa esse sentimento. Vamos viver um tempo ainda melhor, quando todos os brasileiros, sem exceção, trabalharem para unir e construir. Jamais para desunir ou destruir. Porque somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos nossos interesses políticos ou pessoais.

Muito obrigada e boa noite.

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quarta-feira, 1 de março de 2017

ATUALIZAÇÃO DO FLASH PLAYER

A CORRUPÇÃO É O FRUTO PODRE DA NOSSA INDIFERENÇA POLÍTICA.

Plugins, como sabemos, são programas que agregam aos navegadores a capacidade de utilizar recursos e executar funções não presentes linguagem HTML, com a qual são criadas as webpages. Um bom exemplo é o Flash Player, que, em última análise, consiste num visualizador de programas escritos em flash ― tecnologia que permite a criação animações vetoriais de pouco peso, isto é, facilmente carregadas e exibidas pelo navegador.

Via de regra, os plugins não são desenvolvidos pelos fabricantes dos browsers, mas por outras empresas, como a Adobe Systems, no caso do Flash Player. Assim, para manter a segurança em dia, além de atualizar o navegador à medida que novas versões são lançadas (na maioria deles, essa atualização é automática, embora também possa ser feita por demanda do usuário, bastando para isso abrir o menu de configurações, clicar em “Sobre” e seguir as instruções na tela), é fundamental atualizar também os plugins, que, por serem programas, também estão sujeitos a bugs e brechas de segurança que tanto podem minar a estabilidade do browser quanto abrir as portas para malwares e outras ameaças de segurança.

No Firefox, você pode chegar a situação dos plugins clicando no link https://www.mozilla.org/pt-BR/plugincheck/ e seguindo as instruções na tela. Para conferir quais plugins estão instalados, abra o menu de configurações, selecione Complementos e clique na aba Plugins. Se quiser desativar algum deles, clique na setinha ao lado do dito-cujo e, na lista de opções, clique em Nunca ativar. Note, porém, que desativar um plugin pode implicar a perda de capacidade do navegador de realizar determinadas tarefas. Se desabilitar o Flash, por exemplo, talvez você não consiga mais assistir a vídeos transmitidos por determinados sites.

OS FATOS A RESPEITO DO PT E DE LULA SÃO INCONTESTÁVEIS

O Estadão, em editorial, trata do desespero do PT, manifestado pela entrevista de Gilberto Carvalho ao Valor. O Seminarista prometeu uma "guerra", caso Lula seja condenado e não possa ser candidato em 2018. Leia um trecho:

O PT sabe que, se os processos contra Lula forem tratados somente no âmbito jurídico, a derrota do petista é certa, e não porque a Lava-Jato 'persegue' Lula, mas sim porque, ao que tudo indica, sobram provas contra ele. Não é à toa que a equipe de advogados destacados para defender Lula, em vez de dedicar-se a refutar as acusações, foi até a ONU para denunciar a suposta perseguição política que estaria sendo empreendida pelo juiz Sérgio Moro contra seu cliente. Além disso, usa as audiências com Moro para irritar o magistrado, tentando fazê-lo sair do sério, o que daria argumentos para sustentar a tese de que ele age contra Lula por motivações pessoais. 

Para essa gente, a democracia e suas instituições ― especialmente a Justiça e a imprensa livre ― são inimigas, pois trabalham com fatos, e os fatos a respeito do PT e de Lula são incontestáveis: o partido e seu demiurgo não apenas são os responsáveis pela pior crise econômica da história brasileira, mas também são as estrelas do maior escândalo de corrupção que já se viu no País. Logo, os petistas empenham-se em criar os chamados 'fatos alternativos' ― nome que se dá a mentiras e distorções criadas para embaralhar a realidade."

Com O Antagonista

Em tempo: Se não me falha a memória, a patuleia ignara prometeu o mesmo na época do impeachment da anta vermelha, aos brados de "é golpe, não vai passar" e o escambau. "Surpreendentemente", o país sobreviveu à "irreparável perda", como sobreviverá  e festejará  à prisão desse pulha asqueroso, digam o que disserem os sevandijas que o bajulam.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A ALMA VIVA MAIS QUERIDA DO BRASIL... SQN!

NÃO ENTENDO COMO É QUE ALGUNS OPTAM POR CORRUPÇÃO QUANDO HÁ TANTAS MANEIRAS LEGAIS DE SER DESONESTO.

A militância vermelha exultou com o resultado da pesquisa CNT/MDA, divulgado no último dia 15, onde o Bode das Mil Cabritas aparece em primeiro lugar nas intenções de voto para presidente da Banânia. Enfim, como dizia Saramago, “a cegueira é um assunto particular entre as pessoas e os olhos com que nasceram; não há nada que se possa fazer a respeito”.

Não vou abusar da paciência do leitor (e muito menos da minha) repetindo o que já disse a respeito dessa aleivosia nesta postagem, mas apenas frisar que a sigla CNT, no caso em tela, remete à Confederação Nacional do Transporte ― uma entidade que é unha e carne com o entulho lulopetista ―, e que seu parceiro, o MDA Pesquisas, formulou as perguntas de uma maneira um tanto capciosa (para não dizer tendenciosa). A propósito, confira o vídeo que eu inseri no finalzinho da minha postagem do último dia 19 e, tendo tempo e jeito, dê uma olhadinha também neste aqui.
Se nem assim esse obelisco da aleivosia lhe saltar aos olhos, de duas uma: ou você é petista, ou é um caso perdido. Na primeira hipótese, não há nada que eu possa fazer, mas na segunda, bem, vamos tentar mais uma vez, desta feita com um excerto de uma postagem publicada no Opinião sem Medo, do mineiro Ricardo Kertzman. Confira:  

Lula não tem 23% dos votos. Na verdade, tem 45%. É tão popular e tão querido, que foge do povo.

Quando a imprensa seletiva noticiou escandalosamente o favoritismo do penta-réu criminal, uma invasão de quadrúpedes tomou forma neste blog. Os zurros publicáveis foram publicados. Os impublicáveis seguiram direto para a lixeira virtual, local apropriado para os comedores de alfafa mal-educados (...)

Hoje ficamos sabendo de um outro índice pesquisado sobre o cretino. Nele, o chefe de quadrilha não possui 23%, esta merrequinha eleitoral qualquer. Possui, sim, estrondosos 45%. De rejeição! (...)
Aécio e Michel Temer possuem 49%. Juntos!!! Bobeia e o futuro hóspede de Curitiba será mais detestado que argentino em final de Copa do Mundo, hehehe. A taxa de rejeição deste crápula safado é impeditiva para qualquer pretensão eleitoral mais alta. Arrisco dizer que o sapo barbudo não venceria nem para Senador. Por isso escrevi aqui e aqui que não tenho qualquer receio deste traste governar o país novamente.

Brasileiro é burro, sim. Sem memória também. E moralmente frouxo. Capaz de eleger uma criatura do nível intelectual e cognitivo de Dilma Rousseff. Ocorre que brasileiro é igualmente egoísta, ingrato e infiel. Se não está mamando sem chorar, fica todo revoltadinho. E pouco se importa com quem lhe deu algum agrado. Se alguém lhe prometer algo melhor, bye-bye. Nem olha para trás. E o corrupto imundo ficou para trás. Aliás, muito para trás.

Alô, quadrilheiro-chefe e animador de auditório bovino, te refaço meu desafio: pegue seus 23% e saia às ruas. Vamos ver o que os 45% têm guardados para você!

Deu pra entender ou quer que eu faça um PowerPoint?

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

MAS É CARNAVAL...

O PODER CORROMPE, E O PODER ABSOLUTO CORROMPE ABSOLUTAMENTE.

Eu pretendia ficar na encolha nesta segunda de Carnaval, já que a audiência cai barbaramente em feriadões que tais, mas achei por bem relembrar que:

Para prevenir ressacas cruéis – daquelas que combinam dor de cabeça com boca seca, fadiga, tremores e outros desconfortos afins –, a solução é não encher a cara. Na impossibilidade, evite misturar destilados com fermentados e beber de barriga vazia (o álcool é absorvido mais lentamente quando existe alimento no estômago, mas tome cuidado para não errar na quantidade e colocar tudo para fora no meio da festa).

Comer frutas ou algo gorduroso antes de beber (como miolo de pão besuntado com manteiga ou embebido em azeite) também ajuda, da mesma forma que tomar suco, refrigerante ou água entre as biritas (para manter o organismo hidratado e reduzir a concentração do álcool).

Se as medidas profiláticas não foram suficientes, a ressaca irá castigá-lo no dia seguinte, e não existem fórmulas milagrosas para combatê-la - a menos que você esteja em Las Vegas, onde existe o Hangover Heaven (paraíso da ressaca, numa tradução livre). Criado pelo médico Jason Burke, o serviço promete acabar com a ressaca: basta um telefonema para ser atendido por um ônibus que funciona como clínica itinerante e, a bordo do veículo, receber uma solução intravenosa com soro fisiológico, vitaminas B1 e B12, anti-inflamatórios, anti-náuseas e outras substâncias destinadas a ajudar na desintoxicação do organismo. O tratamento dura 45 minutos e custa de 90 a 150 dólares. 

Não sendo o caso, o jeito é deixar o corpo processar naturalmente – ou regurgitar – o excesso de álcool. Nesse entretempo, evite comidas ácidas, gordurosas ou de difícil digestão, e não caia naquela conversa de que ressaca se cura com mais bebida (isso pode até amenizar os sintomas no curto prazo, mas uma hora qualquer o nível de álcool no seu organismo terá de baixar).

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domingo, 26 de fevereiro de 2017

MAIS UM CARECA A MENOS NUMA ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS CADA VEZ MAIS ENROLADA

Na noite da última quinta-feira, José Serra entregou sua carta de demissão ao presidente Michel Temer, que, pego de surpresa, tentou convencê-lo a optar por uma licença. Mas o ministro foi irredutível. Segundo ele, o pedido se deve a uma “instabilidade segmentar vertebral e estenose foraminal” ― um problema na coluna cervical ― e requer um tratamento intensivo de quatro meses, durante os quais ele não poderia fazer os longos voos internacionais, indispensáveis ao exercício das funções de chanceler, sob pena de lesão na medula.
Assim, a “equipe de notáveis” do governo abre mais uma vaga a ser preenchida. Fala-se que a pasta será mantida sob o controle do PSDB, e o principal cotado ― até o momento ― é o líder do governo no Senado Federal, Aloysio Nunes Ferreira. Serra reassumirá suas funções no Senado, na vaga ocupada hoje pelo suplente José Aníbal, e assim terá mais tempo para dedicar também à sua defesa, já que ele é um dos mais de 100 citados na Delação do Fim do Mundo.

Observação: Com a aprovação de Alexandre Moraes para substituir Teori Zavascki no Supremo, restou a Temer escolher um novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Meio que a contragosto e a despeito das críticas públicas do vice-presidente da Câmara, o presidente convidou o deputado Osmar Serraglio, que não só aceitou o cargo como se comprometeu a “manter distância” da Lava-Jato. Resta ainda definir que ocupará a secretaria nacional da Segurança Pública, hoje sob o comando do Ministério da Justiça. Fala-se no criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, amigo de Temer, que chegou a ser cotado para comandar o próprio Ministério quando o PMDB chegou ao poder, mas acabou sendo descartado devido a declarações que deu com críticas à Lava-Jato.

Falando em delações e que tais, Eliseu Padilha, o todo-poderoso ministro-chefe da Casa Civil e amigo pessoal de Michel Temer, pediu afastamento do governo na última quinta-feira (23), a pretexto de fazer uma cirurgia de retirada de próstata. O pedido se deu um dia após as declarações do ex-assessor especial da Presidência da República José Yunes, de que teria intermediado o recebimento e a entrega de um envelope ao ministro, em setembro de 2014 (pouco antes da eleição presidencial na qual a chapa Dilma-Temer foi reeleita), pelo doleiro Lúcio Funaro, apontado pela Lava-Jato como operador do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

A matéria de capa da revista Veja com a informação de que Yunes afirma ter sido “mula” de Padilha também alimentou, no início da noite da quinta-feira, as teorias de que o ministro estaria sendo “rifado”. Fontes próximas a Yunes e Temer disseram ter sido “surpreendidas” com as declarações do ex-assessor, enquanto auxiliares de Padilha afirmaram, em caráter reservado, que a declaração de Yunes parecia ser uma estratégia de “fogo amigo” para tirar o ministro da Casa-Civil. Para O ANTAGONISTA, é mais do que evidente que a manobra foi combinada com o presidente: Yunes entrega Padilha, que deixa o governo para tratar da saúde e não vota mais, sacrificando-se em benefício de Temer.

Volto a lembrar que o time de notáveis ― prometido por Temer quando assumiu interinamente a presidência com o afastamento da mulher sapiens, em maio do ano passado ―, revelou-se um notável time de enrolados com a Justiça. Tanto que seu ministério teve sucessivas baixas desde então, fechando o ano passado com a média uma por mês. Agora, com a confirmação de Moreira Franco para a Secretaria Geral da Presidência da Banânia e a saída de Serra e de Padilha, o primeiro escalão do governo ainda conta com quatro integrantes citados na Lava-Jato (dentre os quais o próprio Michel Temer), sem prejuízo de outros nomes que podem surgir depois do Carnaval, por conta da recém-homologada delação dos 77 da Odebrecht.

Para evitar uma degradação ainda maior da sua já escassa popularidade, Temer disse, no último dia 13, que “meras citações” não bastam para provocar demissões, mas que afastará temporariamente qualquer auxiliar que venha a ser denunciado pela PGR (situação em que o direito a salários e ao foro privilegiado são mantidos) e definitivamente se e quando o STF aceitar a denúncia (antes, portanto, da sentença condenatória, caso o réu seja declarado culpado). Aparentemente, trata-se de uma medida saneadora; na prática, porém, ela concede sobrevida aos delatados na Lava-Jato ― mantido o atual ritmo de tramitação dos processos no Supremo (detalhes nesta postagem), não há a menor possibilidade de alguém ser denunciado antes do final do mandato do presidente, em dezembro do ano que vem.

Para a oposição, a regra estabelecida por Temer, visando amenizar um previsível desgaste futuro, pode não funcionar depois que o conteúdo das delações e todos os seus detalhes forem revelados. Mas, convenhamos, todo esse desgaste poderia ter sido evitado se o presidente tivesse sido mais seletivo na escolha de seus “notáveis”: Maurício Quintella, por exemplo, jamais deveria ter sido nomeado ministro (dos Transportes), já que havia sido condenado pela Justiça Federal de Alagoas em 2014. E o mesmo vale para Blairo Maggi (da Agricultura), que réu em um processo que trata do uso de dinheiro público para suposta compra de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado; para Gilberto Kassab (de Ciência, Tecnologia e Comunicações), réu em diversas ações de improbidade administrativa na Justiça de São Paulo (além de citado na Lava-Jato); José Serra (que, como dito nesta matéria, acabou de se demitir do Ministério das Relações Exteriores), por ser réu em um processo de improbidade administrativa na Justiça Federal do Distrito Federal; e para Eliseu Padilha (também citado linhas atrás), que é réu desde 2014 em um processo de improbidade administrativa na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, além de ser citado também na Lava-Jato.

Será que, como Lula no Mensalão e no Petrolão, nosso ilustre presidente também “não sabia de nada”? Conversa! Ele sabia de tudo desde 2014 (e Lula também, mas isso já é outra história). Temer e Yunes são amigos desde a década de 60. No ano passado, essa amizade rendeu a este último a presidência do diretório municipal do PMDB em Sampa e a chefia do gabinete adjunto de agenda do presidente, de onde passou para assessoria especial da Presidência. Em dezembro, porém, afirmando que seu nome havia sido “jogado no lamaçal de abjeta delação por irresponsáveis denúncias” (leia-se a delação de Cláudio Mello Filho, um dos 77 da Odebrecht), ele se afastou do governo, embora tenha mantido a direção do PMDB ― e o comando do Yacht Club de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo.

Temer vê com preocupação o imbróglio que arrasta seu principal ministro para o olho do furacão da Lava-Jato e coloca seus dois velhos amigos em rota de colisão. Ele sabia que Yunes havia prestado depoimento ao Ministério Público e também sobre a entrevista à revista Veja ― onde Yunes afirma que Padilha o usou como “mula” na campanha de 2014. “Contei tudo ao presidente em 2014. “O presidente sabe que é verdade isso. Ele não foi falar com o Padilha. Reagiu com aquela serenidade de sempre (risos). Eu decidi contar tudo a ele porque, em 2014, quando aconteceu o episódio e eu entrei no Google e vi quem era o Funaro, fiquei espantado com o “currículo” dele. Nunca havia conhecido o Funaro”, afirmou ele, segundo o jornal O Globo.

Vamos continuar de olho nessa Casa de Noca para ver que bicho dá.

Bom Carnaval a todos.

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sábado, 25 de fevereiro de 2017

LULA PRESIDENTE EM 2018??? SÓ SE FOR PRESIDENTE BERNARDES(*)

No vídeo que eu publiquei no post do último domingo, Joice Hasselmann expõe as entranhas de uma recente pesquisa do instituto CNT/MDA, na qual Lula aparece como favorito em 2018. Mas há mais a dizer sobre o tema, até porque causa estranheza, nos cidadãos de bem deste país, a perspectiva de o molusco abjeto, réu em cinco ações na Justiça Penal (e contando...), vir a se candidatar novamente à presidência da Banânia e, pior, acabar sendo eleito. Mas o fato é que, em se tratando de Brasil, tudo é possível. A incapacidade de o brasileiro aprender com o passado é um caso a ser estudado por sociólogos ou antropólogos. O problema é que esses sociólogos e antropólogos costumam ser parte do problema.

O “americano” que melhor representaria o brasileiro médio seria Bart Simpson: O queijo que dá choque é a esquerda, e Bart é o eleitor brasileiro, sempre levando choque, mas insistindo em busca da “justiça social”, do “messias salvador da Pátria”, do “governante poderoso que vai acabar com a miséria”. Logo, começamos por essa parte: sim, seria possível até mesmo Lula vencer em 2018! A probabilidade e remota, mas isso não basta para nos tranquilizar totalmente.

Enfim, temos outros nomes que são Lula com roupagem diferente, como Marina Silva e Ciro Gomes, com chances reais. Seria trocar seis por meia dúzia. Esquerda radical por esquerda radical. E esses dois possuem mais chances do que Lula.

O molusco aparece em primeiro, é verdade, mas há uma pegadinha: 70% dos entrevistados são indecisos (e propensos, portanto, a engrossar a ala dos votos brancos e nulos). Lula é líder apenas entre os 30% restantes. Seu eleitorado é fanático; sempre existirá uma parcela da população ― cerca de 25% ― disposta a votar em sua insolência, aconteça o que acontecer, mesmo que divulguem um vídeo com o nove-dedos estuprando criancinhas. Mas a proporção de votos que ele teria é a mesma de outras pesquisas, ou seja, não houve aumento. Para se eleger, Lula precisaria dos não-fanáticos, mas seu índice de rejeição é muito alto (45%, segundo o Datafolha de dezembro, que certamente deu uma amenizada nesse número, dado o histórico do instituto). Demais disso, incluíram na pesquisa mais de um candidato do PSDB, o que divide os votos. No dia do pleito, haverá apenas um ― que pode não ser nenhum dos pesquisados ―, sem mencionar que há candidatos ainda desconhecidos fora de suas bases (Bolsonaro, por exemplo), mas que ficarão em evidência quando campanha começar de fato.

Portanto, não há motivo para pânico ― pelo menos por enquanto. A pesquisa é furada e a chamada é sensacionalista, praticamente uma propaganda do Lula. Isso não significa que os brasileiros decentes não tenham o direito de ficar assustados com o simples fato de alguém como Lula ainda ter votos ― o que retrata nosso atraso, nossa vocação para o fracasso, para a bandidagem, para a malandragem. E Ciro Gomes? Cruzes! Como esse projeto de caudilho nordestino consegue enganar tanta gente? É preciso ser muito estúpido mesmo. Mas, como sabemos, a estupidez tem um passado glorioso e um futuro promissor em nosso país. Especialmente no nordeste, onde pulula a ignorância. O Antagonista mostra como esses votos ainda estão à venda, pelo visto:

A popularidade de Lula na pesquisa em apreço mostra que, mais uma vez, a compra de votos no Nordeste pode determinar o nome do próximo presidente do Brasil. Lula continua popular também entre os eleitores menos alfabetizados, aí incluídos os que mais sofreram com a ruína provocada por Dilma. Ainda assim, aqueles que falam que a educação é uma panaceia, a solução para todos os nossos males, ignoram que a questão fundamental é: qual educação? Temos “doutores” aos montes por aí pregando o socialismo, defendendo o PT e o PSOL. Essa gente é causa dos nossos males, não solução.

No caminho de Lula, há ainda a Lava-Jato. O sujeito é réu em cinco processos (e os efeitos da Delação do Fim do Mundo se farão sentir depois do Carnaval). Não será tão simples para ele, portanto. O problema maior deve ser mesmo Ciro, que encanta a massa de alienados bancando o machão (lembra Collor com a história do “homem macho de colhão roxo”), e que migrou seu discurso sempre oportunista mais para a esquerda, para ocupar o espaço deixado pela crise petista. Ele é perigoso, e deve ser alvo de ataques constantes daqueles cientes do perigo.

Bolsonaro também esbarra nos altos índices de rejeição. Um nome de fora, como João Dória, teria mais chances de levar. Resta saber se os tucanos, sempre divididos, vão se entender com base no desejo real de vencer, ou se as disputas de ego falarão mais alto, levando um dos três caciques da velha guarda à disputa, somente para ser derrotado outra vez.

Falta muito para a eleição de 2018, mas a batalha já começou. E como podemos ver pela pesquisa, a esquerda não morreu. Está ferida, mas viva. E o Brasil só vai melhorar mesmo quando enterrar essa praga de vez!


(*) Referência à penitenciária de segurança máxima Silvio Yoshihiko Hinohara, no município paulista de Presidente Bernardes, onde estão “hospedados” os chefões do tráfico Marcola e Fernandinho Beira-Mar.


ALEA JACTA EST...
Com um sorriso de 60 dentes e a careca refulgente ― que, como bem ressaltaram José Simão e Ricardo Boechat, lembra um Kinder Ovo, um desodorante roll-on ou... um vibrador (confiram o vídeo; é de mijar de rir), Alexandre de Moraes foi aprovado pelo plenário do Senado na última quinta-feira quinta-feira, para ocupar a vaga aberta no STF com a morte de Teori Zavascki, no mês passado. 
Na sessão plenária, o “protégée” do presidente da Banânia precisava de maioria absoluta (41 votos), mas o placar foi 55 a 13. Na véspera, a Comissão de Constituição e Justiça da Casa ― composta por 27 parlamentares, 13 dos quais investigados pela Lava-Jato, inclusive seu presidente, o peemedebista maranhense Edison Lobão ― avalizaram  o candidato por 19 votos a 6 (inexplicavelmente, a petralha Gleisi Hoffmann se declarou impedida de votar).
Para o bem ou para o mal, a sorte está lançada. A cerimônia de posse no STF deve acontecer em até 30 dias.


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CIBERSEGURANÇA EXPLICADA

A DIFERENÇA ENTRE O RELIGIOSO E O CAROLA É QUE O PRIMEIRO AMA A DEUS, O SEGUNDO, TEME. 

A despeito do nome intimidante, a cibersegurança é, na verdade, muito simples. Em linhas gerais, trata-se de você proteger a si mesmo e blindar suas informações online. Claro que é impossível prevenir todas as ameaças ― online ou na vida real ―, mas sempre se pode minimizar significativamente os riscos usando o velho bom senso.

Hackers “do mal” se valem dos mais variados tipos de truque para acessar e explorar seus dados pessoais. Um deles, bastante comum e, infelizmente, muito eficaz, é o phishing (como um e-mail falso, aparentemente enviado pelo seu banco, por exemplo, que pede confirmação ou atualização de dados pessoais). Convém ter em mente que instituições financeiras e órgãos como Receita Federal, Justiça Eleitoral, Serasa e outros que tais não mandam emails orientando o destinatário a clicar num determinado link para atualizar seus dados ou solucionar uma pendência qualquer. Em outras palavras: no que diz respeito ao phishing, o ceticismo é sua melhor arma.

Já os malwares ― acrônimo formado a partir de “malicious software” (programa malicioso) para referenciar, indistintamente, qualquer praga digital, aí incluídos os próprios vírus ― visam infectar o computador das vítimas, causar danos, roubar informações confidenciais, e por aí afora. Eles são disseminados de várias maneiras, mas as mais comuns são os velhos e eficientes anexos de email e links mal-intencionados. Naturalmente, eles não dizem algo como “olha, abra o arquivo em anexo (ou clique no link abaixo) e seja infectado”. Pelo contrário. A bandidagem digital costuma ser bastante criativa, e se vale da engenharia social para explorar a ingenuidade, a curiosidade ou a ganância das vítimas.  
Fique atento, portanto, a tudo em que você clica ― anexos de emails, links, arquivos de instalação de programas freeware, etc. E redobre os cuidados se a mensagem incluir promessas mirabolantes e irrecusáveis (como “fotos reveladoras” de artistas, cracks para “esquentar” programas comerciais caros, e por aí vai) ou algo como “repasse para todos os seus contatos”. Fique esperto.

Observação: Infelizmente, ainda existe gente que não estranha uma mensagem informando que foi sorteado num concurso para o qual não se inscreveu, ou que um ditador nigeriano vai depositar um milhão de dólares em sua conta se ele lhe enviar os dados bancários (aí incluída a senha), mas também tem quem acredita na fada do dente, no coelho da páscoa e na honestidade de Lula, fazer o quê?

 Fique atento também aos sites que você acessa. Páginas web são vulneráveis a ataques, dos mais simples ao mais sofisticados, e essa é uma ameaça particularmente difícil de neutralizar, pois até mesmo sites legítimos e acima de qualquer suspeita podem ser “sequestrados” ou “contaminados” pelos criminosos. Às vezes, nem é preciso aceitar uma “varredura antivírus” gratuita que é oferecida numa janelinha pop-up, por exemplo, ou seguir um link que a webpage disponibiliza para seja lá o que for; basta acessar a página para ser infectado por algum código malicioso.

Se um link ou download lhe parecer suspeito, provavelmente ele é. Só instale aplicativos a partir do website dos respectivos fabricantes ou de fontes confiáveis, e não clique em nada que pareça remotamente suspeito ― mesmo que a origem seja aparentemente segura. Habitue-se a salvar os arquivos de instalação dos softwares na sua área de trabalho e fiscalizá-los com seu antivírus antes de dar prosseguimento à instalação. Se, a despeito do “nada consta” do seu app de segurança, você continuar cismado, obtenha uma segunda opinião sobre o anexo suspeito com o VirusTotal ― serviço gratuito que utiliza dezenas de ferramentas diferentes para checar se o arquivo está infectado.

Ao instalar programas, notadamente freeware, atente para eventuais penduricalhos que costumam vir “no pacote”. Se não houver como impedir a instalação dos acessórios, interrompa a instalação do software principal (você certamente encontrará outro que faça o mesmo trabalho sem lhe enfiar goela abaixo uma barra de ferramentas para navegador mais que suspeita ou outros PUPs, que, depois de instalados, podem ser difíceis de remover).

Observação: O NINITE e o UNCHECKY também podem salvar sua pele. O primeiro é um serviço baseado na Web e, portanto, dispensa instalação; basta acessar o site, marcar as caixas correspondentes aos programas desejados e clicar em Get Installer para baixar os respectivos instaladores sem eventuais penduricalhos indesejados. O segundo é um aplicativo residente que permite desmarcar as caixas de verificação que resultam em “instalações casadas”, além de alertar para possíveis "armadilhas" que levam o usuário a instalar os PUPs por engano.

SOBRE O (DESA) FORO PRIVILEGIADO

Numa sessão extremamente longa, monótona e cansativa, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, por 19 votos contra 7 (surpreendentemente, a senadora Gleisi Hoffmann deu-se por impedida e, portanto, não votou), a indicação de Alexandre de Moraes para a vaga aberta no STF com a morte de Teori Zavascki. Na manhã da última quinta-feira (menos de 24 horas depois, portanto), o plenário ratificou a nomeação do Kinder Ovo, por 55 votos a 13. 

Observação: Dos 27 parlamentares que compõem a CCJ, 10 são investigados na Lava-Jato, aí incluído seu presidente, o senador maranhense Edison Lobão. É enojante, mas o  Brasil é isso: uma Banânia governada por corruptos, onde o povo, ignorante, é constantemente manipulado por uma asquerosa patuleia proselitista.

Passemos ao post de hoje:

Dias atrás, a guerra de liminares envolvendo a nomeação de “Angorá” (que guarda indiscutível semelhança com a nomeação de Lula por Dilma, em março do ano passado, para tirar o petralha do alcance da República de Curitiba) reaqueceu o velho debate sobre o foro privilegiado ― que, no Brasil, contempla mais de 20 mil indivíduos, do presidente da República a ministros de Estado, passando por congressistas, magistrados, procuradores e até membros do Ministério Público.

O STF não foi pensado ou estruturado para analisar provas ou receber denúncias, mas para julgar recursos e questões constitucionais. Desvirtuar suas funções contribui significativamente para a impunidade: segundo levantamento feito pela revista Exame em 2015, de 500 parlamentares que foram alvo de investigação ou ação penal no Supremo, nos últimos 27 anos, apenas 16 foram condenados, 8 foram presos e somente um continua no xadrez (os demais ou recorreram foram beneficiados pela prescrição para se livrar dos processos).

O ministro Luiz Roberto Barroso sugeriu recentemente limitar o foro privilegiado. Com a homologação da delação dos 77 da Odebrecht, mais de uma centena de deputados, senadores, ministros, ex-ministros, governadores e ex-governadores ― aí incluídos o presidente da Banânia e boa parte de seus assessores de primeiro escalão ― serão investigados pelo Ministério Público e pela Justiça Federal. Se essa enxurrada de processos desaguar no Supremo, nenhum de nós viverá o bastante para ver o resultado.

Para o decano Celso de Mello, “enquanto a Constituição mantiver essas inúmeras hipóteses de prerrogativa de foro, a Corte deveria interpretar a regra constitucional nos seguintes termos: a prerrogativa de foro seria cabível apenas para os delitos cometidos em razão do ofício. Isso significa que atuais titulares de cargos executivos, judiciários ou de mandatos eletivos só teriam prerrogativa de foro se o delito pelo qual eles estão sendo investigados ou processados tivessem sido praticados em razão do ofício ou no desempenho daquele cargo”.

Observação: O foro especial por prerrogativa de função ― esse é o nome correto do que chamamos comumente de foro privilegiado ― foi instituído para proteger o exercício de função ou mandato público, de modo que o “benefício” cessa no exato momento em que o beneficiado deixa de exercer o cargo que o garante. Nos moldes atuais, um investigado só tem foro privilegiados enquanto ocupa um cargo que lhe assegura essa prerrogativa. No entanto, se o indivíduo já responde a processo quando se elege deputado federal, por exemplo, o processo é remetido ao Supremo. Findo o mandato de sua excelência, caso ainda não tenha sido julgado (situação mais comum), a ação volta para a instância de origem, mas torna a ser enviada para o STF no caso de o sujeito ser reeleito.

A discussão ganhou novas nuances com a entrada de Edson Fachin e Gilmar Mendes. O primeiro considera que a exceção “incompatível com o princípio republicano” e defende a realização de um debate para determinar se o mecanismo pode ser alterado por uma nova interpretação constitucional, como sugere Barroso, ou se depende de uma ação do Legislativo, já que seria necessária uma mudança na Constituição. Já o segundo pondera que, pelo fato de o Supremo ser a última instância, os processos demoram mais para ser julgados, além de criticar a criação de uma Vara Especial para cuidar apenas das ações contra políticos, tirando-os ao STF, pois isso “criaria uma casta de superjuízes todo-poderosos”.

Barroso entende que um parlamentar ou ministro só deveria ser investigado, processado e julgado pelo Supremo por atos praticados no exercício do cargo que lhe garante prerrogativa de foro ― ações anteriores deveriam continuar nas instâncias ou tribunais em que começaram. Ele encaminhou a Carmen Lucia um pedido formal para que seja debatida uma proposta de restrição, mas a presidente não tem prazo para colocar o assunto na pauta. Na última sexta-feira, 17, o ministro Fachin, atual relator da Lava-Jato no STF, avalizou as opiniões do colega, mas ponderou que a proposta deve ser analisada com cuidado para não invadir competências do Legislativo, a quem compete alterar apresentar e votar Propostas de Emenda Constitucional (PECs). 

A OAB defende a redução do amplo quadro de agentes públicos beneficiados pelo foro privilegiado. Em nota pública, Claudio Lamachia, afirmou, na última terça-feira, que “é preciso reduzir o número de agentes públicos beneficiados pelo foro privilegiado e redefinir urgentemente os critérios para que essa proteção não sirva de salvaguarda para quem tenha cometido irregularidades”. Na sua avaliação, “entre as consequências negativas das atuais regras está a sobrecarga dos tribunais superiores, obrigados a julgar os privilegiados. Outro efeito péssimo é a impunidade, uma vez que a estrutura do Judiciário fica congestionada e não consegue julgar as ações, resultando em prescrições e morosidade”.

Resta saber como ficará o caso do “trio calafrio”, agora que a PF (finalmente) chegou à conclusão de que, ao nomear Lula para a Casa Civil, em março do ano passado, Dilma buscava tirar seu mentor do alcance da “República de Curitiba” ― felizmente, não conseguiu; a nomeação foi barrada pelo ministro Gilmar Mendes e se tornou inócua depois que a anta vermelha foi impichada e os petralhas que compunham seu ministério, exonerados ―, numa clara tentativa de “embaraçar o avanço das investigações da Lava-Jato” (para mais detalhes, siga este link, pule os 3 primeiros minutos e assista ao restante do clipe). A PF entende que o conjunto probatório é suficiente para a abertura de inquérito, mas não vai indiciar os envolvidos enquanto o STF não definir se a competência de foro. O relatório enviado pela PF ao Supremo sugere que Dilma, Lula e Merdandante sejam denunciados criminalmente na Justiça Federal, uma vez que nenhum deles tem foro privilegiado, e recomenda que a parte que toca ao ministro do STJ seja desmembrada, já que ele só pode ser processado no Supremo.

Observação: No caso de Merdandante, sobre o crime de tráfico de influência, a PF se baseou em conversas gravadas por Eduardo Marzagão, assessor de Delcídio do Amaral, numa das quais o então ministro teria oferecido ajuda em troca do silêncio de Delcídio, ou seja, para evitar que ele acordasse uma delação premiada. Contra Dilma pesa ainda a indicação do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o STJ, em 2015, com o fito de facilitar a soltura de empresários presos na Lava-Jato (notadamente Marcelo Odebrecht).

Continuamos numa próxima oportunidade, pessoal. Abraços e até lá.

E pra quem acha que o Bode dos Mil Cabritos está com essa bola toda:



E como hoje é sexta-feira:


Continuamos depois do Carnaval. Abraços e até lá.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SEGURANÇA É COISA SÉRIA, TANTO NO MUNDO REAL QUANTO NO “VIRTUAL”

NEM TODO GORDO É BOM, MUITOS SE FINGEM DE BONZINHOS PORQUE SABEM QUE CORREM MENOS.

Como a Saúde e a Educação, a Segurança Pública está falida no Brasil. Um bom exemplo disso foram as rebeliões e chacinas que pipocaram no início do ano, em presídios de diversos Estados brasileiros, deixando um rastro de centenas de mortos. Outro exemplo ― talvez ainda mais preocupante ― eclodiu em Vitória no começo deste mês, quando familiares de PMs capixabas resolveram acampar na porta dos batalhões, impedindo que as viaturas patrulhassem a cidade, espalhando o terror, sitiando os munícipes em suas casas e levando o comércio a baixar as portas e as escolas a suspender as aulas. Em uma semana, o número de assaltos, homicídios e outros crimes cresceu em progressão astronômica, e ninguém, absolutamente ninguém, teve colhões para dispersar os “manifestantes” e restabelecer a ordem pública.

Observação: Não pretendo discutir aqui o mérito dessa “greve” ou o cabimento das reivindicações salariais dessa categoria, mas não posso me furtar a comentar que de nada adianta fazer o que fez (preventivamente) o governador do Rio ― ou seja, prometer aumento quando o Estado não tem recursos sequer para pagar os salários atrasados. No domingo, mulheres de policiais fluminenses já montavam acampamento diante de 29 batalhões, enquanto o saldo de mortos nas cidades capixabas atingidas pela paralisação da polícia atingia quase 150.

Há muito que navegar na Web deixou de ser um “bucólico passeio no parque”, tantos são os perigos que espreitam os internautas em cada esquina sombria da Rede (para quem confunde alhos com bugalhos, a internet é “o meio físico” da rede mundial de computadores, ao passo que a Web é sua porção multimídia). Atualmente, abrir o navegador é como empreender um safari na Jângal ― ou dar um passeio noturno pelos morros cariocas ou pela periferia paulistana, por exemplo.

Infelizmente, não existe uma solução mágica para o problema. Entretanto, como eu venho dizendo há mais de uma década no meu Blog (e já dizia antes, na mídia impressa, considerando que o primeiro dos muitos trabalhos que publiquei sobre Tecnologia da Informação focava a insegurança digital), o conhecimento, aliado à prevenção, é a nossa melhor arma ― ou mesmo a única que temos.

A figura do “computador da família” ficou no passado, da mesma forma que a conexão discada e outras práticas comuns nos tempos de antanho. Os próprios notebooks, que já foram o sonho de consumo de 10 entre 10 usuários de PCs, foram superados pelos “portáteis de verdade” (tablets e smartphones, não necessariamente nessa ordem, e que, vale lembrar, não substituem o velho PC, embora funcionem como um “complemento”) e os roteadores wireless tornaram-se artigos de primeira necessidade em casa, no escritório, na sala de espera do médico, do dentista, do barbeiro, enfim... Aqui em Sampa, as redes sem fio já chegaram a praças e outros logradouros públicos ― como estações do Metrô (embora não funcionem dentro dos vagões) ―, e umas poucas linhas de ônibus também oferecem essa facilidade (o que é um contrassenso, pois contemplam uns poucos privilegiados, enquanto o grosso da população amarga ônibus lotados, com higiene e segurança abaixo da crítica e motoristas de uma descortesia à toda prova). Não obstante, conforme eu disse nesta postagem, para o bem ou para o mal, o poder da tecnologia depende de quem a controla.  

Conectar seu smartphone, tablet ou note a redes públicas ― como as oferecidas gratuitamente em restaurantes, aeroportos, agências bancárias, grandes magazines e assemelhados ― é uma prática comum, já que os planos comercializados pelas operadoras de telefonia móvel celular costumam ser bastante restritivos (em termos de franquia de dados) e as conexões, lentas e instáveis. Mas o que é de todos não é de ninguém, e compartilhar routers Wi-Fi pode ser tão perigoso quanto dividir a cama com estranhos. Portanto, use o recurso com moderação e evite fazer compras online, realizar transações financeiras via netbanking ou mesmo acessar sua conta de email ou qualquer outro webservice que exija login (nome de usuário e senha). Caso seja realmente inevitável, troque as senhas com a possível urgência. Lembre-se: “as paredes têm ouvidos”, e a gente nunca sabe quem pode estar escutando por trás delas.

Continuamos na próxima postagem. Até lá, assista a este clipe de vídeo.



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