sábado, 25 de junho de 2016

LULA LÁ (NO COMPLEXO PENAL DE CURITIBA)


No esquema esquadrinhado pela força-tarefa do juiz Moro, a “alma viva mais honesta do Brasil” ― ou Sumo-Pontífice da Petelândia, Parteiro do Brasil Maravilha, Pai dos Pobres e Mãe dos Ricos, Exterminador do Plural e Redentor dos Miseráveis, Picareta dos Picaretas ― está no topo da cadeia de comando do petrolão. Sua atuação em favor das empreiteiras foi crucial para garantir a sobrevivência do partido no poder e para lhe proporcionar benefícios pessoais ― dentre os quais as reformas do sítio em Atibaia e do tríplex no Guarujá, bancadas pelas construtoras OAS e Odebrecht, e os mais de R$10 milhões repassados à LILS PALESTRAS por companhias envolvidas no propinoduto da Petrobras. As investigações estavam no STF até a semana passada, mas parte dos inquéritos foi devolvida ao juiz Sergio Moro, uma vez que o petralha não tem mais direito a foro privilegiado. Na semana passada, ele recorreu da decisão de Zavascki e ajuizou ação contra Moro, numa tentativa de fugir ao cadafalso de Curitiba.

Observação: Ontem (24), o ministro decidiu enviar para a Justiça do Distrito Federal a denúncia sobre a compra do silêncio de Cerveró, contrariando Janot, para quem o caso deveria ficar no Paraná. Zavascki entendeu que a ação é de responsabilidade da Justiça do DF porque o ato espúrio teria sido levado efeito na capital federal, mesmo tendo desdobramentos no Rio e em São Paulo. organizada na capital federal, mesmo tendo fatos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Há quem veja nisso uma tentativa de aliviar a situação do petralha. Eu, honestamente, já nem sei mais o que pensar.

A situação de Dilma também não é das melhores: além do processo de impeachment em andamento, sua campanha à reeleição está na mira da Justiça Penal. O STF deferiu recentemente o pedido feito por Janot para enviar a Moro o inquérito envolvendo Edinho Silva ― seu ex-ministro e ex-tesoureiro de campanha ―, que é investigado por oferecer facilidades contratuais no governo em troca de propinas. De acordo com Janot, “o pedido de pagamento de auxílio financeiro ao PT, notadamente para o custeio oficial e não oficial (caixa dois) das campanhas eleitorais, muitas vezes mediante cessação das facilidades proporcionadas ao núcleo econômico pelos núcleos político e administrativo da organização criminosa, revela-se como medida habitual, institucionalizada e centralizada, em parte, na pessoa de Edson Antonio Edinho da Silva”.

Segundo matéria publicada em IstoÉ, o arsenal de provas contra Lula será robustecido em breve pelo que os procuradores da Lava-Jato classificam de “bala de prata capaz de aniquilar o petralha”. O tiro de misericórdia deverá ser desferido pela delação premiada do empresário Léo Pinheiro, um dos sócios do grupo OAS, que já adiantou algumas das peças restantes do quebra-cabeças montado desde o surgimento das primeiras digitais da “jararaca” no esquema do petrolão. Pinheiro informa que, em troca das obras no sítio de Atibaia e no tríplex do Guarujá, o ex-presidente se ofereceu para traficar influência em favor da empreiteira no exterior ― o que se torna um crime ainda mais grave quando, em troca do auxílio, lhe foram ofertados favores privados provenientes de uma empresa implicada num dos maiores escândalos de corrupção da história recente do País.

Na opinião dos procuradores da Lava-Jato, as revelações de Pinheiro ferem Lula de morte: sua proposta de delação adianta que o petralha é o real proprietário dos imóveis retro citados, e o coloca a um passo de ser formalmente acusado, e um futuro julgamento, provavelmente conduzido pelo juiz Moro, poderá resultar em condenação superior a dez anos de reclusão.

Pinheiro prometeu detalhar o obscuro episódio do aluguel patrocinado pela OAS de 10 contêineres destinados a armazenar o acervo museológico do ex-presidente da República. O que se sabia até agora era que a empreiteira havia gasto R$ 1,3 milhão para guardar os objetos retirados do Planalto, do Alvorada e da Granja do Torto durante a mudança do ex-presidente. Parte dos itens foi acondicionada num depósito climatizado da transportadora Granero, e o restante, armazenado em outro galpão no bairro do Jaguaré, ambos em São Paulo. De lá, os itens foram transportados para o sítio em Atibaia.

Elaborado de forma dissimulada para escamotear seu real beneficiário, o contrato celebrado pela OAS com a transportadora, ao custo R$ 21.536,84 mensais por cinco anos, tratava da “armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativo de propriedade da Construtora OAS Ltda.”. Todavia, IstoÉ apurou que, além de confirmar mais um préstimo ao petralha, as negociações ocorreram em dezembro de 2010, quando Lula ainda ocupava a Presidência da República.

A se consumar o que foi esquadrinhado nesse acordo de delação, será possível estabelecer que Lula cultivou uma relação assentada na troca de favores financeiros com a OAS quando ainda era presidente, desmontando o principal argumento utilizado por advogados ligados ao PT quando confrontados com informações sobre a venda de influência política por Lula no exterior para empresas privadas nacionais: o de que não constitui ilícito o fato de um ex-servidor público viabilizar negócios de empresas privadas nacionais com governos estrangeiro.

O que se tem até agora é apenas um aperitivo. O prato principal descerá ainda mais amargo para Lula, e virá a partir dos depoimentos propriamente ditos. Obviamente, é preciso que o delator comprove o que afirma para se credenciar à redução da pena. Mas Pinheiro afirma que está fornido de documentos e promete entregar todos eles aos investigadores, comprovado que tanto o sítio em Atibaia como o tríplex no Guarujá pertenceriam mesmo a Lula, a despeito de, no papel, figurarem como sendo dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, irmão de Kalil Bittar, sócio de Lulinha. Na prática, Lula e sua família usufruíam e ditavam as ordens nos imóveis.

Observação: Além de abundantes indicativos relacionando Lula ao apartamento, reunidos num processo pelo Ministério Público de São Paulo, há uma foto ― já tornada pública ― que registra um encontro do próprio Léo Pinheiro com o ex-presidente, tirada do hall de acesso aos apartamentos durante uma vistoria padrão de entrega de chaves (segundo depoimento prestado por Wellington Carneiro da Silva, à época o assistente de engenharia da OAS, responsável por fiscalizar as obras do Edifício Solaris). No depoimento, o engenheiro disse que o imóvel estava em nome da empresa, mas ele sabia que era a família de Lula que iria ocupa-lo.

Lula continua a entoar, como ladainha em procissão, a fábula da superioridade moral, insistindo que “não há ninguém mais honesto do que ele”. No entanto, no desenrolar das negociações para a delação, Pinheiro, simpatizante do PT e com quem Lula viveu uma relação de amizade simbiótica desde os tempos do sindicalismo, o fará descer do pedestal ético que ergueu com a contribuição dos seus fiéis seguidores.

O acordo ainda não está sacramentado, mas flui como mel. Para os investigadores, no não pairam dúvidas: Pinheiro provará que Lula se beneficiou pessoalmente dos esquemas que fraudaram a Petrobras e reforçar uma das denúncias de que a Lava-Jato pretende apresentar por pelo menos três crimes relacionados ao Petrolão.

Já haveria elementos comprobatórios para implicar o petista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por favores recebidos não só da OAS, mas também da Odebrecht. Resta saber o momento em que as denúncias seriam apresentadas, uma vez que elas podem resultar numa condenação superior a dez anos de cadeia. Há uma vertente da Lava-Jato que prefere aguardar o desfecho da tramitação do impeachment de Dilma no Senado, visando evitar uma possível convulsão social no país. Outro grupo, por ora majoritário, não admite que o critério político prevaleça sobre o técnico.
Mensagens apreendidas no celular de Léo Pinheiro já evidenciavam a influência de Lula em favor da OAS no exterior.

Constam do relatório de cerca de 600 páginas encaminhados pela PF à PGR no início deste ano. Nas mensagens, o empresário conversava com seus funcionários para decidir viagens do ex-presidente ao exterior e mencionava a contribuição dele em obras fora do Brasil. No capítulo “Brahma” ― codinome de Lula no esquema em questão ―, a PF listou pelo menos nove temas de interesse de Pinheiro que teriam sido abordados com o petista, dentre os quais os programas no Peru, na Bolívia, no Chile, no Uruguai e na Costa Rica. Um torpedo que Jorge Fortes, diretor da OAS, enviou para Leo Pinheiro, dias depois de a presidente da Costa Rica ter anunciado o cancelamento da concessão outorgada à empreiteira para a construção de uma estrada orçada em US$ 523,7 milhões, diz o seguinte: “Presidente Lula está preocupado porque soube que o Ministério Público vai entrar com uma representação por causa da Costa Rica”. Num SMS para Pinheiro, em novembro de 2013, César Uzeda, outro executivo da OAS, diz que colocou um avião à disposição para Lula embarcar rumo ao Chile ao meio dia: “Seria bom você checar com Paulo Okamotto (presidente do Instituto Lula) se é conveniente irmos no mesmo avião”. No mesmo conjunto de mensagens, o ex-presidente da OAS diz para um funcionário da empreiteira: “Lula está procurando saber sobre obras da OAS no Chile”. Na delação, o empresário promete confirmar que as trocas de mensagens se referiam mesmo à atuação de Lula em favor da OAS no exterior.

Interessa à Lava-Jato perscrutar os segredos mais recônditos de Lula, e Léo Pinheiro gozava de intimidade suficiente para isso. Eles se conheceram no início da década de 1980, e quando o petista ingressou na política, o empreiteiro logo marcou presença como um dos principais doadores de campanha. A ascensão de Lula ao Palácio do Planalto foi acompanhada da projeção da OAS no mercado interno. Dono de acesso irrestrito aos gabinetes do poder, Pinheiro se referia a Lula como “chefe”. A relação desandou quando o empreiteiro foi preso e viu frustradas suas expectativas de que Lula intercedesse para livrá-lo da Lava-Jato. Ameaçado de morte num diálogo cifrado com um carcereiro no Complexo Médico-Penal de Curitiba, Pinheiro decidiu fazer do testemunho sua principal arma de defesa e trilha para salvação.

Na semana passada, o ministro Teori Zavascki também encaminhou para o juiz Moro apurações envolvendo os ex-ministros Jaques Wagner (Chefia de Gabinete da Presidência), Ideli Salvatti (Direitos Humanos) e Edinho Silva (Comunicação Social), além de José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras.

Vamos continuar acompanhando para ver que bicho dá.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

VOCÊ SABIA?


O MEDO É O CAMINHO PARA O LADO SOMBRIO.

Você já parou para pensar por que as coisas que perdemos estão sempre no último lugar em que procuramos? Ou por que o pão cai sempre com o lado da manteiga para baixo? Ou ainda por que aquela sua estimada taça de cristal se espatifou em mil pedaços, a passo que a repulsiva caneca plástica do Corinthians (ou do Palmeiras, dependendo do time para o qual você torce) que você atirou no seu cunhado durante o último jogo continuou inteirinha?

Bem, a primeira é fácil: porque deixamos de procurar o objeto perdido a partir do momento em que o encontramos, pouco importa se isso se dá na primeira ou na décima tentativa.

No que diz respeito ao pão, muita gente ache que é mito, que só reparamos nisso quando o lado da manteiga cai virado para o chão; quando não, a coisa passa despercebida, já que catamos a fatia e comemos, como se nada tivesse acontecido. Todavia, cientistas ingleses derrubaram cem torradas de uma mesa com 76 cm de altura e constataram que, em 81% dos casos, valeu a “Lei de Murphy”. A conclusão foi que a face besuntada com manteiga (ou geleia, ou requeijão, ou seja lá o que for) tem sua textura alterada, o que interfere na rotação durante uma eventual queda. Além disso, para a fatia poder girar 360 graus e, assim, cair com o lado besuntado virado para cima, a mesa teria de ser bem mais alta do que as convencionais (2,4 m em relação ao chão).

Já a história do vidro é ainda mais complexa: diferentemente dos outros sólidos ― como o plástico, para nos atermos ao nosso exemplo ―, as ligações do vidro são desordenadas, como se na verdade ele fosse um líquido. Aliás, por mais estranho que pareça, o fato de o vidro ser um material amorfo ainda causa discussão entre os cientistas, pois alguns os consideram um líquido de altíssima viscosidade e outros, um sólido sem estrutura cristalina.

Enfim, ao cair ou sofrer um impacto com energia maior do que a força das ligações que mantêm suas moléculas unidas, o vidro se parte ― ou estilhaça, na maioria dos casos. No entanto, as partes do material em que as ligações são mais resistentes podem resultar em cacos grandes, com bordas e pontas afiadas.

Para prevenir consequências piores do que o simples dano material, portas giratórias e boxes de banheiros são feitas de vidro temperado. Nesse caso, o material ainda mole é submetido jato de ar frio, para que sua superfície endureça mais rapidamente que seu interior. Isso cria uma tensão interna no objeto que, em caso de quebra, se parte em fragmentos minúsculos, evitando a formação de pontas.

Já o vidro usado nas telas de celulares é resfriado lentamente, de modo a evitar tensões internas entre as moléculas. Isso resulta em lâminas finas, leves e com a condutividade necessária para se tornarem sensíveis ao toque (função touch screen).

Os vidros blindados, por seu turno, são “sanduíches” formados a partir de diversas lâminas de vidro 
temperado, unidas por uma resina transparente, o que lhes permite absorver o impacto de alguns projéteis e também garantem que eles não se estilhacem.
Por último, mas não menos importante, a fibra óptica ― amplamente utilizadas nos cabos de transmissão de dados ― nada mais é do que vidro aquecido até o estado viscoso (o vidro não derrete totalmente nem entra em combustão) e espichado até adquirir a espessura de um fio de cabelo, o que é possível graças à sua grande resistência à tração. Quando esfria, o material pode ser dobrado sem quebrar.




Valeu, pessoal. Até a próxima.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

WINDOWS 10 - UPDATE DE ANIVERSÁRIO

VAI! E SE DER MEDO, VAI COM MEDO MESMO!

A liberação do build 14366, na terça-feira da semana passada, sugere que o update de aniversário do Windows 10 ― que por enquanto contempla somente os participantes do programa Windows Insider ― deve chegar em breve para o público geral. 

O build lançado na última terça-feira (14) ― que corrigiu mais de 40 vulnerabilidades em produtos Microsoft, abrangidas por nada menos que 16 boletins de segurança, 6 dos quais considerados como críticos pela empresa de Redmond ― indica um fim temporário da disponibilização de novos recursos para o Windows 10, segundo um post de Dona Sarkar, do Windows Insider Program.

Os usuários da versão beta poderão navegar por guias passo-a-passo dentro do sistema, testar os novos recursos e detectar eventuais bugs. Antes disso, a Microsoft já havia implementando novas soluções para problemas anteriores do Windows 10 Beta.

No geral, Sarkar destacou 21 soluções diferentes de bugs em seu post, e parece haver muito mais no horizonte.

(Com informações do IDGNOW!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

DICAS PARA APRIMORAR BUSCAS NO GOOGLE (CONTINUAÇÃO)


VOCÊ NUNCA VAI CHEGAR AO SEU DESTINO SE PARAR PARA ATIRAR PEDRAS EM CADA CÃO QUE LATE.

Sem prejuízo do que já foi publicado aqui no Blog acerca desse tema, seguem algumas dicas de pesquisa que eu reputo úteis e funcionais. Volto a lembrar, todavia, que os algoritmos usados pelos buscadores em geral ― e pelo Google Search em particular ― vem sendo constantemente aprimorados, de modo que basta você digitar a palavra chave apropriada para obter a informação desejada, ainda que, em determinados casos, isso exija filtrar manualmente dezenas de respostas. Dito isso, passemos ao que interessa:

Fazer uma busca a partir de duas ou mais palavras entre aspas (como “dicas de informática”, por exemplo) aumenta as chances de a resposta desejada estar entre as primeiras, pois o buscador irá procurar ocorrências que incluam todas as palavras na ordem em que você as digitou.

Observação: Colocar o sinal de adição (+) antes de uma palavra – sem separá-lo por um espaço – faz o mesmo efeito, ou seja, informa ao serviço que você está buscando resultados idênticos àquilo que digitou.

Para filtrar ocorrências que excluam determinado termo, você digitar antes desse termo (sem espaço) um sinal de subtração (-). Assim, dicas -informática irá lhe retornar sugestões de dicas as mais variadas, mas sem incluir aquelas que se relacionam com informática.

Observação: O sinal de menos deve ser precedido de um espaço, mas digitado imediatamente antes da palavra que você deseja excluir da busca. Assim, se você escrever “couve-flor”, por exemplo, o hífen não será interpretado como um símbolo de exclusão, mas se grafar couve -flor, o buscador levará em conta ocorrências de couve em páginas que não apresentam a palavra flor. Note que o sinal de menos pode ser usado para excluir mais do que palavras (você pode colocá-lo antes do operador "site:", por exemplo (sem espaço), para excluir um site específico dos resultados de pesquisa.

Embora o buscador não faça distinção entre letras maiúsculas e minúsculas (dá na mesma escrever JARDINAGEM, jardinagem ou Jardinagem), convém grafar as palavras no singular e com os respectivos acentos gráficos, pois o sistema se encarregará de oferecer também eventuais sugestões no plural e sem acentos.

O asterisco (*) é um recurso pouco conhecido, mas muito útil: incluí-lo numa consulta leva o Google a considerá-lo como um espaço reservado para termos desconhecidos e a exibir os resultados mais adequados (por exemplo, digitar “* ganhou Oscar de *”, por exemplo, retornará resultados sobre diferentes ganhadores do Oscar.

Outro aliado valioso, mas igualmente pouco utilizado, é o operador OR. Se você pesquisar, por exemplo, “campeão brasileiro 1994 OR 2005”, o serviço retornará resultados sobre qualquer um desses anos (note que OR deve ser digitado em letras maiúsculas), ao passo que se escrever simplesmente “campeão brasileiro 1994 2005” (sem o operador OR), os links ficarão restritos a ocorrências que incluam ambos os anos na mesma página.

O cifrão ($) é usado para indicar preços (“Nikon 400” e “Nikon $400” trarão resultados diferentes), e a união de duas palavras por hífen (-) pode sinalizar ao programa que elas estão intimamente relacionadas (desde que não haja espaço antes ou depois do hífen, pois, nesse caso, ele será interpretado como sinal de subtração).

Se você deseja pesquisar fones bluetooth, mas não sabe se termos similares ― como fone de ouvido, headphone, headset e tantos outros ― serão levados em conta, use o til (~), ou seja, digite bluetooth ~fone de ouvido e o Google incluirá os termos similares nos resultados.

Nem sempre a busca interna de determinados sites funciona direito (como é o caso do campo pesquisar aqui da nossa rede), mas você pode pedir ao Google para limitar as buscas a determinado site usando o termo desejado e a expressão site:endereço do site. Para buscar receitas de filé na nossa comunidade de culinária, por exemplo, digite filé site:acepipes-guloseimas-e-companhia.link.blog.br/.

Por hoje é só, pessoal. Amanhã tem mais.

terça-feira, 21 de junho de 2016

SEARCH ENGINE (ou COMO PESQUISAR NO GOOGLE)

TODA COERÊNCIA É, NO MÍNIMO, SUSPEITA.

Search Engines ― ou “mecanismos de busca”, numa tradução livre ― são sistemas destinados a auxiliar os internautas a localizar dados específicos na Web.

Até o surgimento do Google no final do século passado ― com a missão, segundo Larry Page e Sergey Brin, seus criadores, de “organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil” ―, essa função ficava a cargo de sites de busca, como o norte-americanos Altavista e Yahoo, o russo Yandex, o lusitano Sapo e o brasileiro Cadê, mas, de uns tempos a esta parte, a marca registrada da empresa de Mountain View, que se tornou sinônimo de buscador, conquistou a preferência de 90% dos internautas e hoje processa mais de um bilhão de solicitações e movimenta 20 petabytes de dados diariamente.

Embora o Google Search seja capaz de realizar pesquisas e apresentar milhares de resultados em milésimos de segundo, a enormidade da Web pode exigir que o internauta vasculhe dezenas de links até encontrar a resposta mais adequada aos seus propósitos, mas isso se deve, pelo menos em grande parte, à maneira como a pesquisa é comandada. Até porque, a despeito de terem evoluído significativamente nos últimos anos, os algoritmos usados pelo buscador partem dos termos-chave digitados, ou por outra, ainda não se tornaram capazes de ler pensamentos.

Por conta disso, as quase 2.600 postagens que eu publiquei aqui no Blog ao longo dos últimos 10 anos incluem inúmeros truques e macetes destinados a facilitar as buscas no Google. E a despeito de os constantes aprimoramentos do serviço terem tornado muitos deles desnecessários ― como digitar “define” antes do termo cuja definição se deseja localizar, por exemplo ― outros continuam proporcionando bons resultados.

Confira algumas sugestões usando o mecanismo de buscas do próprio Blog, digitando google pesquisa numa das duas caixas de buscas disponíveis, que ficam no canto superior esquerdo da página e na coluna à direita, logo acima do meu avatar. Note que, por alguma razão que eu desconheço, a segunda opção costuma funcionar melhor do que a primeira.

Observação: Outra maneira ― ainda mais eficaz ― de pesquisar o Blog é digitar na caixa de endereços do próprio navegador o termo desejado (vírus, por exemplo), seguido do operador site: e do URL do Blog (vírus site:fernandomelis.blogspot.com.br). Mas não inclua o “http” ou o “www”, que, também por alguma razão que eu desconheço, limitam significativamente os resultados da pesquisa.

Amanhã a gente continua, pessoal. Abraços e até lá.  

segunda-feira, 20 de junho de 2016

O QUE FAZER SE VOCÊ DERRAMAR LÍQUIDOS NO SEU GADGET (FINAL)

DEVE-SE TEMER MAIS O AMOR DE UMA MULHER DO QUE O ÓDIO DE UM HOMEM.

No post anterior, eu disse que muita gente cultiva o mau hábito de comer e beber enquanto usa o computador, e que isso pode resultar em acidentes, como o derramamento da bebida sobre o aparelho (sem falar nas migalhas de biscoitos e salgadinhos, que se acumulam no espaço entre as teclas, mas isso já é outra história). 

No entanto, a maioria das dicas que eu sugeri então tem mais a ver com o derramamento de água. No caso de café, sucos, refrigerantes ou bebidas alcoólicas ― que o açúcar torna pegajosas ―, o buraco é mais embaixo, e a solução, quase sempre, exige recorrer a um computer guy de confiança ou a uma assistência técnica competente, que tem know-how e ferramental que permitem realizar uma limpeza mais profunda e, com sorte, salvar o aparelho de um destino funesto. 

Ainda assim, dependendo do líquido derramado, você pode tentar resolver o problema ― por sua conta e risco ― usando álcool isopropílico e água deionizada ― que, ao contrário da água de torneira, evapora sem deixar resíduos minerais indesejáveis (jamais use gasolina, acetona, thinner ou qualquer outro solvente).

Vale lembrar que maioria das placas de circuito podem ser limpas com água, desde que não estejam energizadas, mas o mesmo não se aplica às ventoinhas e drives de HD e de mídia óptica. E não use mais água do que o necessário nem deixe de secar bem os componentes que você lavou. Lembre-se de que os danos não acontecem quando o notebook molha, mas sim quando a umidade provoca um curto-circuito. Portanto, assegure-se de que o aparelho esteja absolutamente seco antes de liga-lo novamente.

Se você insiste em "beliscar" enquanto opera o computador, considere a aquisição de uma capa protetora. Existem diversos tipos no mercado, mas as mais caras costumam oferecer melhor proteção. Outra providência recomendável é configurar as opções de energia para “Nada a fazer” quando você baixar a tampa do seu note. Assim, você poderá degustar seu café ― ou seja lá o que for ― sem correr grandes riscos no caso de derramamento, e tampouco precisará esperar o sistema despertar e digitar sua senha quando tornar a erguer a tampa.

Volto a salientar que você só deve desmontar seu portátil se dispuser de expertise e ferramental que lhe permitam fazê-lo. Do contrário, o melhor é procurar ajuda especializada. Até porque abrir a carcaça da maioria desses aparelhos é um trabalho delicado, que demanda a remoção de dezenas de parafusinhos minúsculos e a manipulação de frágeis encaixes plásticos (quanto mais tempo de uso tiver a máquina, mais frágeis eles se serão, devido ao ressecamento decorrente do calor). Se ainda assim você quiser arriscar, obtenha mais informações no site do fabricante, faça uma 
pesquisa no Google informando a marca e o modelo do aparelho e, antes de começar a desmontagem, desenhe o layout em papel, anote a posição de cada componente que você remover e prenda com fita adesiva cada parafuso à figura correspondente, de maneira a facilitar a posterior remontagem.

Mutatis mutandis, o que foi dito aqui em relação a notebooks se aplica também a celulares, tablets e afins, embora a maioria destes gadgets seja equipada com telas sensíveis ao toque e, portanto, não traz teclas nem espaço entre as elas por onde os líquidos possam se infiltrar. Além disso, muitos deles integram tampinhas de borracha ou silicone, destinadas a evitar a contaminação do conector de energia e da portinha USB por poeira e umidade, razão pela qual elas não devem ser descartadas.

Boa sorte a todos e até a próxima, se Deus quiser. 

domingo, 19 de junho de 2016

ARNALDO JABOR: SE A DILMA VOLTAR


O Brasil virou uma piada internacional. Outro dia, vi um programa na CNN sobre nós. Tive vontade de chorar. Segundo a imprensa estrangeira, nós somos incompetentes até para sediar a Olimpíada, a economia está quebrada e o impeachment pode impedir os jogos, pois somos desorganizados, caem pontes e pistas, os mosquitos estariam esperando os atletas, a baía de Guanabara é só bosta boiando e o crime campeia na cidade, onde conquistamos brilhantemente o recorde de estupros. Até um programa humorístico famoso, o Saturday Night Live, fez uma sátira – Dilma fumando charuto e tomando caipirinha, numa galhofa insultuosa que sobrou para o país todo. Mas, Dilma sabe defender o país. Seus discursos revelam isso. Senão, vejamos, suas ideias:

“Antes de Lula, o Brasil estava afunfunhado. Mas, o presidente Lula me deixou um legado, que é cuidar do povo brasileiro. Eu vou ser a mãe do povo brasileiro. O Brasil é um dos países mais sólidos do mundo, que, em meio à crise econômica mundial, das mais graves talvez desde 1929, é o país que tem a menor taxa de desemprego do mundo.

Nós não quebramos, esse é um país que tem… tem aquilo que vocês sabem o que é. Por isso, não vamos colocar uma meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta. Ajuste fiscal? Coisa rudimentar. Gasto público é vida. Eu posso não ter experiência de governar como eles governaram; agora, governar gerando emprego, distribuição de renda, tirando 24 milhões da pobreza elevando a classe média, eu sei muito bem fazer.

Entre nossos projetos, nós vamos dar prioridade a segregar a via de transporte. Segregar via de transportes significa o seguinte: não pode ninguém cruzar rua, ninguém pode cruzar a rua, não pode ter sinal de trânsito, é essa a ideia do metrô. Ele vai por baixo, ou ele vai pela superfície, que é o VLT.

A mesma coisa nós vamos fazer com o Seguro Defeso, por exemplo. Nós somos a favor de ter Seguro Defeso para o pescador, sim. Agora, não é possível o pescador morar no semiárido nordestino e receber Seguro Defeso, por um motivo muito simples: lá não tem água, não tendo água não tem peixe. Também não seremos vencidos pela zika e dengue; quem transmite a doença não é o mosquito, é a mosquita.

Antes, também os índios morriam por falta de assistência técnica. Hoje não, pois temos muitas riquezas. E aqui nós temos uma, como também os índios daqui e os indígenas americanos têm a dele. Nós temos a mandioca. E aqui nós estamos comungando a mandioca com o milho. E, certamente, nós teremos uma série de outros produtos que foram essenciais para o desenvolvimento de toda a civilização humana ao longo dos séculos. Então, aqui, hoje, eu estou saudando a mandioca. Acho uma das maiores conquistas do Brasil.

Vocês, dos jogos indígenas, estão jogando com uma bola feita de folhas e por isso eu acho que a importância da bola é justamente essa, o símbolo da capacidade que nos distingue como… Nós somos do gênero humano, da espécie Sapiens. Então, para mim essa bola é um símbolo da nossa evolução. Quando nós criamos uma bola dessas nos transformamos em Homo sapiens ou ‘mulheres sapiens’.

Eu ouço muito os prefeitos – teve um que me disse assim: ‘Eu sou o prefeito da região produtora da terra do bode’. Então, é para que o bode sobreviva que nós vamos ter de fazer também um Plano Safra que atenda os bodes que são importantíssimos e fazem parte de toda tradição produtiva de muitas das regiões dos pequenos municípios aqui do estado.

Aqui tem 37 municípios. Eu vou ler os nomes dos municípios… Eu ia ler os nomes, não vou mais. Por que não vou mais? Eu não estou achando os nomes. Logo, não posso lê-los.

A única área que eu acho que vai exigir muita atenção nossa, e aí eu já aventei a hipótese de até criar um ministério, é na área de… Na área… Eu diria assim, como uma espécie de analogia com o que acontece na área agrícola.

A Zona Franca de Manaus, ela está numa região. Ela é o centro dela porque ela é a capital da Amazônia. Aliás, a Zona Franca evita o desmatamento, que é altamente lucrativo – derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo.

Eu quero adentrar agora pela questão da inflação, e dizer a vocês que a inflação foi uma conquista desses 10 últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo. Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder. A autossuficiência do Brasil sempre foi insuficiente.

Os homens não são virtuosos, ou seja, nós não podemos exigir da humanidade a virtude, porque ela não é virtuosa. Se os homens e as mulheres são falhos, as instituições, nós temos de construí-las da melhor maneira possível, transformando… aliás, isso é de um outro europeu, Montesquieu. É de um outro europeu muito importante, junto com o Monet.

Até agora, a energia hidrelétrica é a mais barata, em termos do que ela dura com a manutenção e também pelo fato da água ser gratuita e da gente poder estocar. O vento podia ser isso também, mas você não conseguiu ainda tecnologia para estocar vento. Então, se a contribuição dos outros países, vamos supor que seja desenvolver uma tecnologia que seja capaz de na eólica estocar, ter uma forma de você estocar, porque o vento ele é diferente em horas do dia. Então, vamos supor que vente mais à noite, como eu faria para estocar isso? O meio ambiente é sem dúvida nenhuma uma ameaça ao desenvolvimento sustentável.

Aliás, hoje é o Dia das Crianças. Ontem, eu disse que criança… o dia da criança é dia da mãe, do pai e das professoras, mas também é o dia dos animais. Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás, o que é algo muito importante.

Por isso, afirmo que não há a menor hipótese do Brasil, este ano, não crescer. Eu estou otimista quanto ao Brasil. Eu sou algo que a humanidade desenvolveu quando se tornou humana”.

sábado, 18 de junho de 2016

QUERIDA, DEU ERRADO!



Dilma caiu porque pedalou contra o Tesouro, fez um governo desastroso e perdeu apoio político. Quer voltar por pouco tempo, preocupada apenas com sua biografia. “Querida, deu errado. Você só tem de escolher por qual porta sair”, ensinou Lula, no dia em que ela se despediu do Palácio do Planalto. Hoje, refugiada no Palácio da Alvorada, a bruxa má espera que a sorte mude seu destino.

Primeiramente... Se Dilma tivesse chances de voltar ao cargo do qual foi afastada, ela não acenaria, como o fez em entrevista à TV Brasil, com a proposta de convocação de um plebiscito para que os brasileiros digam se são favoráveis a uma eleição presidencial antecipada. Caso ocorresse, a eleição serviria à escolha de um presidente para completar o mandato de Dilma. O que significa…

Que Dilma tem plena consciência de sua impossibilidade de governar até o dia 31 de dezembro de 2018, como deveria. O impeachment passou na Câmara com os votos de 71,5% dos 513 deputados, obrigando-a a se afastar do cargo. Foi admitido no Senado com os votos de 67,9% dos 81 senadores. Esse percentual tem tudo para ser maior no ato final do julgamento dela.

Para ela, bem que os brasileiros poderiam se encantar outra vez com a ideia de Diretas, já! Ou seja: nem Dilma, nem Temer, mas um terceiro. E já! E assim, devolvida temporariamente ao poder, Dilma sairia mais tarde dali pela porta de quem abdicou de direito adquirido pensando acima de tudo no país – Dilma, a generosa; Dilma, a abnegada; Dilma, a estadista.

Haveria outra porta pela qual a ex-presidente poderia sair: a do rotundo fracasso do governo provisório de Temer. Ela nunca admitirá que torce pelo fracasso do presidente interino, mas não faz outra coisa, não deseja outra coisa. Dane-se o país se esse for o preço a pagar para dar um lustro no que se dirá de Dilma no futuro. Golpeada, Dilma caiu, mas o golpista-mor, também. Vítima e algoz. Lorota!

Temer é visto com muita desconfiança, e é natural que seja. Ele é do PMDB, partido tão encrencado na Lava-Jato quanto o PT. Por duas vezes foi vice de Dilma, responsável, assim como Lula, pela dramática situação econômica, política e moral que o país atravessa. Temer é uma esfinge. Mas Dilma, não. Decifrada, a maioria dos brasileiros deu-lhe as costas.

Lula está perdido. E disso dão testemunho os que convivem com ele, e os que o escutam falar nos raros atos públicos a que comparece. No da última sexta-feira, que lotou apenas quatro quadras da Avenida Paulista, no centro de São Paulo, nem Lula nem ninguém perdeu tempo em comentar a proposta de plebiscito com diretas, já. Daqui a dois anos haverá diretas. Antecipá-las para quê? Para o PT perder?

Agora a derrota seria certa. Este ano ou em 2018, não se sabe se o PT contaria com Lula como candidato. Sérgio Moro deve saber. Ou o ministro Teori Zavascki. Lula poderá escapar de ser preso para que não se dê ao PT um aspirante a mártir. Não mais uma jararaca de vida curta, talvez um São Sebastião flechado. Mas livrar-se da Lava-Jato, esqueça. Ele não se livrará.

Se Temer não for alvejado por uma bala perdida ou, pior, certeira (*), dessas que ultimamente produziram severo estrago na imagem de influentes caciques do PMDB, seguirá capengando na direção do seu Santo Graal – um ajuste nas contas públicas e a aprovação de algumas reformas econômicas. É pouca ambição? Não, não é. Nas atuais circunstâncias, é muita. (Para ler a íntegra dessa postagem e outras mais no Blog do Noblat, clique aqui).

(*) ― Como dito alhures, anda cada vez mais difícil acompanhar a velocidade com que o cenário se altera na conturbada política nacional. Em questão de poucos dias, a ideia da bala perdida (ou certeira), consubstanciada no parágrafo final do texto de Noblat, assumiu novas nuanças: a delação de Sergio Machado, que envolve dúzias de políticos do alto escalão do governo, acabou conspurcando o presidente em exercício ― que, como todos os demais incriminados, mostrou-se indignado e protestou veementemente contra as acusações “mentirosas e totalmente criminosas”. Mas até aí morreu Neves, e mais um de seus ministros pediu o boné para evitar o constrangimento da exoneração compulsória.

O demissionário da vez é, Henrique Alves, ministro do Turismo e velho amigo e aliado do presidente interino. É o terceiro ministro a cair em apenas 35 dias de governo ― antes dele, Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência) deixaram as respectivas pastas devido a citações ou declarações relativas à Lava-Jato (em sua delação, Machado afirmou que Alves era insistente na busca de doações).

Temer sentiu o golpe. Afinal, Eduardo Alves é um dos peemedebistas mais próximos a ele, e há muitos anos integra o mesmo grupo dentro do partido. Na conversa definitiva, durante à tarde, o presidente interino se mostrou “abaladíssimo” e comentou que estava perdendo amigos no governo, o que lamentava muito. Agora, do núcleo político que há anos o acompanha, restam apenas três em cargos estratégicos: os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Governo), e o ex-governador Moreira Franco, coordenador do programa de privatizações.

Após entregar a Temer a carta de desligamento, o peemedebista deixou o Planalto abatido, às 18h15m, pela garagem privativa de autoridades. Ele não quis comentar o pedido de demissão: "Agora sou ex-ministro". (Para mais detalhes sobre mais esse episódio, siga o link http://zip.net/bjtmT8).
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sexta-feira, 17 de junho de 2016

O QUE FAZER SE VOCÊ DERRAMAR LÍQUIDOS NO SEU GADGET

A VERDADE POSSUI TRÊS ESTÁGIOS: NO PRIMEIRO, É RIDICULARIZADA; NO SEGUNDO, REJEITADA COM VIOLÊNCIA; NO TERCEIRO, ACEITA COMO SENDO EVIDENTE POR SI MESMA.

Ainda que alguns smartphones, tablets, e-readers, notebooks e até teclados para PCs exibam a informação de que são “à prova d’água”, basta ler atentamente a documentação que os acompanha para descobrir que, na maioria dos casos, essa propalada “impermeabilidade” se limita a míseros respingos. Então, pense duas vezes antes de levar seu tablet à praia ou deixar o smartphone dando sopa enquanto toma sol à beira da piscina.

Guardadas as devidas proporções, o mesmo se dá com relógios de pulso: modelos classificados como WR 3 ATM (ou 30m), supostamente capazes de mergulhar a 30 metros de profundidade, suportam apenas contatos rápidos com a água (como quando são expostos a chuva leve ou quando o usuário lava as mãos, por exemplo). 5 ATM (ou 50m) até resistem a banhos de chuveiro ou de banheira (embora não seja recomendável mergulhá-los em água quente ou, pior, tomar sauna com um deles no pulso). Já para usar na praia, na piscina, ou em mergulhos sem tanque de ar, um modelo classificado como WR 10 ATM (ou 100 m/300 ft) estará de bom tamanho, desde que você não puxe a coroa ou acione os botões de controle debaixo d’água.     

Voltando ao âmbito da computação, tenha em mente que aparelhos eletrônicos não se dão bem com líquidos, pois, além do risco de choque elétrico, a umidade pode danificar seus delicados circuitos. No entanto, ninguém está livre de derrubar o celular no vaso sanitário ou derramar um copo de água ou suco no teclado do notebook, por exemplo.

Observação: Conforme eu sugeri numa postagem de 2009, caso seu celular caia na privada ou fique encharcado durante um temporal, remova a bateria (para evitar que um curto-circuito danifique os frágeis componentes eletrônicos), enxugue delicadamente o aparelho, coloque-o dentro de um pote ou vasilha cubra-o com arroz cru e deixe assim por 24 horas. Por ser hidrófilo, o arroz absorverá a umidade, e, com um pouco de sorte, seu telefone voltará a funcionar normalmente.

Embora não seja recomendável comer ou beber o que quer que seja enquanto opera o computador, quase ninguém segue essa regra, e acidentes acontecem. Nessa eventualidade ― ou seja, se você derramar água ou outro líquido qualquer no seu note ― vire o aparelho “de ponta cabeça” (ou seja, com o teclado para baixo), de modo a evitar que o líquido escorra para o interior da máquina. Feito isso, seque rapidamente o botão de energia (Power) e mantenha-o pressionado por cerca de 5 segundos. Esse procedimento desliga o computador bem mais rapidamente do que o desligamento por software, via menu Iniciar; talvez você perca algumas informações que não tenham sido salvas, mas, dentro do contexto, essa é uma questão de relevância menor.

Em seguida, desligue a fonte de alimentação da tomada (caso ela esteja sendo utilizada), enxugue-o o aparelho com toalhas de papel ou pano limpo que seja absorvente e não solte fiapos, retire a bateria e cubra-a com arroz cru (como foi explicado linhas atrás). Desconecte também quaisquer periféricos removíveis (HD externo, pendrive, mouse, teclado, etc.) e, se possível, remova os módulos de memória RAM e o HD e o teclado ― mas só o faça em caso de real necessidade e se realmente souber o que está fazendo.

O próximo passo é estender uma toalha seca sobre a mesa, abrir o note ao máximo, de modo que o teclado e a tela fiquem no mesmo plano, e deixa-lo assim assim por várias horas ― nesse entretempo, reze para o seu santo de devoção. Mas não tente ganhar tempo expondo o note diretamente ao sol ou recorrendo a um secador de cabelos, já que o calor excessivo pode deformar ou derreter alguns frágeis componentes plásticos. E mesmo que seu secador seja capaz de soprar ar morno ou frio, a ventilação forçada tende a levar o líquido a entranhar ainda mais e, no médio prazo, causar oxidação ou corrosão dos dispositivos internos do note. Se quiser apressar a secagem, posicione um desumidificador próximo ao computador e deixe o tempo fazer seu trabalho.

Observação: É possível apressar a secagem usando um micro aspirador para sugar a umidade acumulada nos compartimentos internos (da bateria, das memórias e do drive de HD) e nos espaços entre as teclas. Além de agilizar o processo, isso proporciona melhores resultados do que a secagem natural, pois evita que qualquer oxidação ocorra entre, sobre e sob os pequenos componentes de montagem e ligações.

Depois que toda a umidade visível tiver evaporado, reinstale os componentes e ligue o aparelho. Com um pouco de sorte, ele voltará a funcionar sem maiores problemas, e o próprio calor gerado durante o funcionamento se encarregará de evaporar o que sobrou.

O resto fica para a próxima postagem, pessoal. E como hoje é sexta-feira: