E para atrapalhar ainda mais o sono dessa senhora ― que, vale lembrar, perderá o direito a foro privilegiado quando for definitivamente defenestrada ―, o episódio GEMINI é alvo de denúncia formal nos EUA, onde já está sendo analisado pela Securities and Exchange Commission norte-americana.
UM BATE-PAPO INFORMAL SOBRE INFORMÁTICA, POLÍTICA E OUTROS ASSUNTOS.
sexta-feira, 27 de maio de 2016
SOBRE DILMA, O “CASO GEMINI” E OUTRAS CONSIDERAÇÕES
E para atrapalhar ainda mais o sono dessa senhora ― que, vale lembrar, perderá o direito a foro privilegiado quando for definitivamente defenestrada ―, o episódio GEMINI é alvo de denúncia formal nos EUA, onde já está sendo analisado pela Securities and Exchange Commission norte-americana.
sábado, 23 de janeiro de 2021
A HIPOCRISIA DA VESTAL
O governador João Doria programou para a próxima segunda-feira — aniversário da cidade de São Paulo — um evento com vistas a promover CoronaVac e incentivar o segmento da população mais refratário a se vacinar. Foram convidados a participar os macróbios José Sarney (90 anos) e Fernando
Henrique (89 anos), e os menos
vetustos Michel Temer (80 anos), Collor (71 anos), Lula (75 anos) e Dilma (73
anos).
Devido à escassez de vacinas e à possibilidade de uma
repercussão ruim, o plano havia sido cancelado, mas parece que foi retomado depois
que a Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses do imunizante produzido pela SinoVac em parceria com o Butantan.
O eterno donatário da
Capitania do Maranhão prometeu participar, mas de forma remota. O Grão Duque Tucano e o Vampiro do Jaburu aceitaram. O Caçador de Marajás de Araque agradeceu,
mas declinou do convite. A autodeclarada alma
viva mais honesta da galáxia — que ainda acusa o “carrasco de Curitiba” de “perseguição política, parcialidade
e condenação sem provas”, como se a condenação não tivesse sido confirmada em
segunda e terceira instâncias — disse que não vai participar, pois foi diagnosticado com Covid durante viagem
a Cuba (daí se vê que o Diabo detesta concorrência).
A mulher sapiens que, sem saber atirar virou modelo de guerrilheira; sem ter sido vereadora virou secretária municipal; sem passar pela Assembleia Legislativa virou secretária de Estado; sem estagiar no Congresso virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante fez posse de gerente de país; sem saber juntar sujeito e predicado virou estrela de palanque; e sem ter tido um único voto na vida virou presidanta, disse incialmente que tomaria a vacina, desde que em Porto Alegre. Agora, como que acometida de uma recaída do oportunismo cínico e hipócrita dos petistas, simula uma superioridade ética que jamais teve — nem quando ministra do ex-presidente ladrão, nem como quando lhe sucedeu no porto — ao refutar o convite, muito embora, segundo ela, Doria tenha concordado com a participação remota.
"Diante das
circunstâncias tenho o dever de recusar a oferta, por razões éticas e de
justiça", disse, através de nota, o poste de dois neurônios. “O Plano Nacional de Vacinação deve ser
respeitado e, se é certo que a vacinação já começou, não há montante de vacinas
disponível para que eu, agora, seja beneficiada. É inaceitável furar a fila,
que deve ser estritamente respeitada por todos os brasileiros. Por isso
aguardarei pacientemente a minha vez, e quero adiantar que já estou com o braço
estendido para receber a CoronaVac”, concluiu a estadista de festim.
Em resposta, a assessoria de imprensa do governo tucano
informou que o convite é para um evento
em defesa da vacinação, e não para vacinar os convidados.
Observação: Com a vacinação avançando lentamente e o aumento de casos e mortes significativo em todas as regiões paulistas, o governador anunciou que todas as regiões do Estado devem entrar na fase vermelha de segunda a sexta-feira, das 20h às 6h, e durante todo o dia nos finais de semana e feriados. As novas medidas começam a valer na próxima segunda-feira, 25, e têm como objetivo evitar o possível colapso no sistema de saúde. A fase vermelha, de alerta máximo no plano de combate à pandemia, permite apenas a realização de atividades consideradas essenciais.
Voltando à vaca fria, cumpre relembrar que tão logo foi oficialmente notificada de sua deposição, Dilma, o obelisco da lisura, teve seu pedido
de aposentadoria deferido pela Previdência em menos de 24 horas, e pelo “teto” (que
então correspondia a R$ 5.189,82). Naquela época, o tempo médio que os mortais comuns teriam de esperar para ser atendidos
numa agência do INSS era de 74 dias — e de 115 em Brasília, onde a solicitação da mãezona
do país foi processada.
Um ano depois desse prodígio de magia, uma sindicância aberta pelo Ministério do Desenvolvimento Social concluiu
que a quintessência da moralidade se valeu da influência de servidores de
carreira do INSS para agilizar a tramitação de seu processo. Nessa
investigação interna, ficou constatado que, além de ter furado a fila, a
personificação da honestidade o benefício sem nem mesmo apresentar toda a
documentação necessária.
De acordo com uma extensa matéria publicada na revista Veja, no dia seguinte à deposição da chefa, o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas e uma secretária pessoal da ex-bedel da Esplanada entraram pela porta dos fundos do posto do INSS no DF, onde foram prontamente atendidos por um funcionário graduado que abriu o processo de aposentadoria no sistema e, menos de 10 minutos depois, o concluiu de forma sigilosa.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DAS MENTIRAS DE LULA, DILMA E COMPANHIA
Esse é apenas mais um dos muitos pontos em comum entre Lula e Dilma, criador e criatura, mentor e pupila, imprestável e incompetente, cujas biografias se entrelaçam desde os primórdios da funesta era PT.
As razões que levaram o molusco a escolher a nefelibata da mandioca para sucedê-lo são, no mínimo, nebulosas. No final do seu segundo mandato, ele estava no auge da popularidade, e poderia ter escolhido praticamente qualquer pessoa para preencher a lacuna aberta com a prisão de Dirceu (que seria a bola da vez) e de outros petralhas de grosso calibre, pegos de calças curtas no imbróglio do mensalão. Por que, então, escolher alguém que havia levado à falência duas lojinhas de badulaques importados do Panamá numa época em que a paridade entre o real e o dólar favorecia esse tipo de negócio (clique aqui para mais detalhes)?
Uma guerrilheira de araque que jamais disparou um tiro, a não ser no próprio pé ao se reeleger, devido ao tamanho da encrenca que herdou de si mesma? Um Pacheco de terninho que, sem saber atirar, virou modelo de guerrilheira; sem ter sido vereadora, virou secretária municipal; sem passar pela Assembleia Legislativa, virou secretária de Estado, sem estagiar no Congresso, virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante, faz posse de gerente de país; sem saber juntar sujeito e predicado, virou estrela de palanque? Enfim, o fato é que, sem ter tido um único voto na vida até 2010, Dilma virou presidente do Brasil em outubro daquele ano, e renovou o mandato quatro anos depois ― mandato esse que, cumpre salientar, foi suspenso no último dia 12 pelo Senado, devido a irregularidades administrativas, má gestão da economia e corrupção generalizada (que se tornou a marca registrada das administrações lulopetistas).
O que o Babalorixá da Banânia teria visto nessa estapafúrdia criatura é um mistério. Dizem as más-línguas que a escolha teve a ver com a cabulosa história da refinaria de Pasadena, que resultou num prejuízo de mais de 800 milhões de reais. Dilma, na época, era ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula e presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ambos, naturalmente, juram de pés juntos que não sabiam de nada, mas convenhamos: tanto rouba quem vai à horta quanto quem fica à porta, e eles realmente não sabia de nada que acontecia bem debaixo de seus narizes, jamais poderiam ocupar os cargos que ocupavam. Em outras palavras, vão fazer pouco caso da inteligência alheia na casa do chapéu!
Observação: Segundo informou o ex-esbirro petralha Delcídio do Amaral em sua delação premiada, Dilma sabia que havia um esquema de superfaturamento na compra da refinaria de Pasadena e que suas campanhas (tanto em 2010 quanto em 2014) foram bancadas com dinheiro sujo. Ela teve ainda participação direta na nomeação de Cerveró para o cargo de diretor financeiro da BR Distribuidora, que, em conluio com José Eduardo Cardozo, maquinou a libertação de empresários presos da Lava-Jato e que nomeou Marcelo Navarro para o STJ para que ele votasse pela soltura dos ditos-cujos (no julgamento, em dezembro passado, Navarro foi o único a votar pela prisão domiciliar). Já Lula, igualmente responsável pela nomeação de Cerveró, ordenou o pagamento de uma “mesada” para que o ex-diretor da estatal não mencionasse seu nome [de Lula] na delação, que comprou o silêncio de Marcos Valério na CPI dos correios ― que investigava mensalão e era presidida por Delcídio ―, que exerceu pressão para que lobistas investigados na Operação Zelotes que fizeram pagamentos para seu filho [Luiz Claudio] não fossem convocados para depor na CPI do CARF, e que teve participação direta na nomeação de executivos da Petrobras condenados, dentre os quais Jorge Zelada. É mole?
O resto fica para a próxima, pessoal. Abraços e até lá.
segunda-feira, 19 de maio de 2025
O PAÍS DA CORRUPÇÃO — 6ª PARTE
Lula disputou a presidência três vezes até finalmente se eleger. Em 1989, perdeu para Collor no segundo turno, e em 1994 e 1998, para FHC, que foi o único mandatário eleito e reeleito no primeiro turno desde a redemocratização.
Em 2006, a despeito do escândalo do mensalão, o petista renovou seu mandato. Em 2010, jactando-se de ser capaz de "eleger até um poste", escalou Dilma Rousseff para manter aquecida a poltrona que pretendia voltar a disputar em 2014.
Até então, mesmo tendo sido ministra de Minas e Energia e ministra-chefe da Casa Civil nos (des)governos de seu criador, o "poste" de Lula não passava de uma ilustre desconhecida. Como bem sintetizou Augusto Nunes, crítico ferrenho das (indi)gestões petistas:
"Sem saber atirar, Dilma virou modelo de guerrilheira; sem ter sido vereadora, virou secretária municipal; sem passar pela Assembleia Legislativa, virou secretária de Estado, sem estagiar no Congresso, virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante, fez posse de gerente de país; sem saber juntar sujeito e predicado, virou estrela de palanque; sem jamais ter tido um único voto na vida até 2010, virou presidente do Brasil e renovou o mandato quatro anos depois, mediante o maior estelionato eleitoral da história" (lembrando que Bolsonaro veio depois).
Com a "mulher sapiens" na presidência de seu Conselho de Administração, a Petrobras pagou US$ 360 milhões por metade de uma refinaria que companhia belga ASTRA OIL havia comprado um ano antes por US$ 40,5 milhões. Mais adiante, uma decisão judicial obrigou a estatal a adquirir a outra metade da sucata, aumentando o prejuízo para US$ 1,18 bilhão.
Dilma disse que o negócio só foi aprovado porque "cláusulas fundamentais" lhe eram desconhecidas, e culpou Nestor Cerveró, que não só não foi punido como foi promovido a diretor financeiro da BR Distribuidora. Em delação premiada, ele revelou que a campanha de Lula à reeleição havia sido financiada com propina paga pelo contrato dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000, que custaram cerca US$ 1,2 bilhão (valor equivalente ao da compra da igualmente inútil refinaria de Pasadena).
Dilma fez o diabo para se reeleger — e conseguiu, mas foi impichada em 2016. A promoção de Temer (um caso curioso de vampiro que tem medo de assombração) pareceu uma lufada de vento numa catacumba, mas sua "ponte para o futuro" se revelou uma patética pinguela, e seu ministério de notáveis, uma notável confraria de corruptos.
Em maio de 2017, o vazamento de uma conversa de alcova com o dono da Friboi quase derrubou o governo, mas Temer foi demovido da ideia de renunciar por sua tropa de choque, que o escudou das "flechadas de Janot". Refém das marafonas da Câmara, o nosferatu concluiu seu mandato-tampão como "pato manco" e transferiu a faixa a Bolsonaro, o mau militar e parlamentar medíocre que sempre teve aversão à democracia e tendência ao golpismo. E deu no que deu.
Resumo da ópera:
Collor foi impichado em 1992 e Dilma, em 2016. O "caçador de marajás" de fancaria renunciou horas antes do julgamento, mas ficou inelegível por 8 anos. Dilma foi condenada e deposta, mas uma vergonhosa tramoia urdida por Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski (então presidentes do Senado e do Supremo) evitou que ela fosse inabilitada politicamente. Em 2018, a "mulher sapiens" disputou uma vaga no Senado por Minas gerais, mas terminou em quarto lugar.
Lula foi preso em abril de 2018, solto em novembro de 2019, descondenado e reabilitado politicamente por togas camaradas, visando evitar mais quatro anos sob o pior mandatário desde Tomé de Souza. A despeito de vir amargando os piores índices de popularidade de sua trajetória politica, o macróbio petista se recusa a largar o osso. Dilma, que mal consegue juntar sujeito e predicado numa frase que faça sentido, foi agraciada com presidência do Brics (salário de R$ 2,13 milhões por ano).
Durante a campanha de 2018, Bolsonaro prometeu pegar em lanças contra a corrupção petista. Eleito, facilitou a vida de corruptos — começando pelo filho, que lavava dinheiro em loja de chocolate. Em 2022, tentou vender aos comandantes das FFAA um golpe de Estado travestido de medida constitucional. Deu com os burros n'água e devolveu o Brasil ao PT. Inelegível até 2030 e na bica de ser condenado por tentativa de golpe, insiste que disputará novamente a Presidência em 2026.
Como desgraça pouca é bobagem, a polarização política segue firme e forte. Mesmo que o Sun Tzu de Atibaia e o refugo da escória da humanidade despertem de seus devaneios, é provável que o esclarecidíssimo eleitorado tupiniquim despache para o segundo turno um par de sacripantas indicados por seus bandidos de estimação.
Como um país assim pode dar certo?
sábado, 29 de julho de 2017
POPULARIDADE DE MICHEL TEMER CAI ABAIXO DO C* DO CACHORRO
A capital da República tupiniquim merece mesmo o epíteto de Brasilha da Fantasia. Fisicamente localizado no planalto central, o Distrito Federal mais parece um exoplaneta, de onde é impossível enxergar o que se passa no resto do país. Veja o leitor que nosso conspícuo presidente, em sua recente viagem à Alemanha, chegou a dizer que não existe crise econômica no Brasil (?!), a despeito dos quase 14 milhões de desempregados contabilizados nas últimas pesquisas.
Falando em pesquisas, a mais recente, realizada ANTES DO AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS, dá conta de que a avaliação do governo Temer vai de mal a pior. Seus índices de impopularidade superam os de Sarney no ápice da hiperinflação e rivalizam com os de Dilma às vésperas do julgamento do impeachment. Uma proeza invejável, mas que não surpreende, até porque, com os políticos que estão aí, não há nada tão ruim que não possa piorar.
Falando em Temer e sua desditosa antecessora, as semelhanças entre ambos estão cada vez mais evidentes. Quando estava cai-não-cai, a anta vermelha tentou comprar votos dos parlamentares para escapar da cassação ― na verdade, Lula montou um balcão de trocas de cargos e verbas por votos ― mas não funcionou, e ela levou um merecido pé na bunda. Temer se valeu do mesmo expediente no mês passado, quando liberou quase R$ 2 bilhões em emendas parlamentares, para comprar o apoio das marafonas da Câmara ― políticos que se vendem como damas da noite em zonas de baixo meretrício. É certo que conseguiu votos suficientes para mudar seu destino na CCJ, mas nada garante que conseguirá o mesmo resultado no próximo dia 2, quando o quórum necessário para iniciar a votação é de 342 deputados.
Observação: Nunca é demais lembrar que Michel Temer afirmou enfaticamente que o inquérito no STF seria o território onde ele provaria sua inocência, e que iria determinar agilidade nas apurações, e coisa e tal, mas o que vem fazendo desde então é mover mundos e fundos (principalmente fundos) para sepultar a denúncia.
Dilma chegou à presidência de carona com a popularidade de Lula, que a escolheu para manter o trono aquecido até poder se candidatar novamente. Isso porque José Dirceu e Antonio Palocci já não “estavam disponíveis” (por motivos que todos nós conhecemos), e Marina Silva dificilmente se deixaria manobrar como a anta vermelha.
Assim, Dilma, que sem saber atirar virou modelo de guerrilheira, sem ter sido vereadora virou secretária municipal, sem passar pela Assembleia Legislativa virou secretária de Estado, sem estagiar no Congresso virou ministra, sem ter inaugurado nada de relevante fez pose de gerente de país, sem saber juntar sujeito e predicado virou estrela de palanque, adicionou a seu invejável currículo o fato de, sem ter tido um único voto na vida, virar candidata a presidente da República e, pior, ser eleita em 2010 e reeleita em 2014 (isso é o que acontece quando um país não prioriza a educação).
Temer formou-se advogado, especializou-se em Direito Constitucional e iniciou a carreira política como secretário de Segurança Pública de São Paulo, em 1985. No ano seguinte, elegeu-se deputado constituinte pelo PMDB, foi reeleito deputado federal, presidiu a Câmara por três vezes e o partido durante mais de 15 anos. Foi escolhido por Lula para ser vice de Dilma quando Henrique Meirelles ― que era presidente do Banco Central e hoje, por uma dessas ironias do destino, comanda a pasta da Fazenda ― enfrentou forte resistência dentro do próprio PMDB. Permaneceu como vice ― um vice decorativo, como ele próprio costumava dizer ― durante os quase 2.000 dias em que a mulher sapiens ocupou a presidência, compactuando com todos os seus malfeitos e se beneficiando do dinheiro sujo que irrigou ambas as campanhas, notadamente a de 2014.
Com Eduardo Cunha ― então presidente da Câmara e hoje hóspede involuntário do complexo médico penal de Pinhais, em Curitiba ―, Temer articulou o impeachment da presidenta. Com o afastamento dela, em maio de 2016, assumiu interinamente o comando da nação. Foi efetivado cerca de 3 meses depois, quando a desinfeliz acabou sendo devida e definitivamente expelida do Planalto, e foi esse o momento em que perdeu sua primeira grande chance de renunciar.
Amanhã eu conto o resto.
Confira minhas atualizações diárias sobre política em www.cenario-politico-tupiniquim.link.blog.br/
domingo, 31 de julho de 2022
O DESEMPREGADO QUE DEU CERTO (OITAVA PARTE)
Sobre o "Pacheco de terninho" (vide capítulo anterior), Augusto Nunes anotou em sua coluna que "a impostura não resistiu à transcrição, sem retoques, das respostas a um punhado de perguntas não combinadas". Segue uma versão condensada do texto:
"Publicada pela Folha em 20 de setembro de 2009, a entrevista concedida por Dilma ao jornalista Valdo Cruz desencadeou a implosão da farsa concebida para vender uma irremediável mediocridade com a embalagem de superministra onisciente. Dilma é outra reencarnação, em forma de mulher, de um grande personagem criado por Eça de Queiroz no livro A correspondência de Fradique Mendes. É um Pacheco de terninho.
Depois de afirmar em entrevista a Veja que 'Marco Aurélio Garcia é o Pacheco das relações internacionais', o historiador e youtuber Marco Antonio Villa fez uma concisa e claríssima descrição da figura:
'Era um sujeito tido como brilhante. No primeiro ano de Coimbra, as pessoas achavam estranho um estudante andar pela universidade carregando grossos volumes. No segundo ano, ele começou a ficar mais calvo e se sentava na primeira carteira. Começaram a achar que ele era muito inteligente, porque fazia uma cara muito pensativa durante as aulas e, vez por outra, folheava os tais volumes. No quarto ano, Portugal todo já sabia que havia um grande talento em Coimbra. Virou deputado, ministro e primeiro-ministro. Quando morreu, a pátria toda chorou. Os jornalistas foram estudar sua biografia e viram que ele não tinha feito nada. Era uma fraude'.
Não deixou nenhum livro, discurso, anotações em agenda, nada que prestasse. Apenas um punhado de frases tolas, ocas ou óbvias e meia dúzia de platitudes, todas pronunciadas com voz grave, expressão severa e o tom solene de quem anuncia o 11º mandamento. E então ficou claro que Pacheco era de poucas palavras e muita pose não porque passava o tempo todo pensando, mas por falta do que dizer. Caprichava nos maneirismos por entender que não é preciso ser uma sumidade; basta parecer que é.
A farsa do colosso intelectual começou a tomar forma na aula de Direito Natural em que se ouviu pela primeira vez um enunciado do aluno caladão: "O século XIX é um século de progresso e de luz". Estreou no Parlamento com um aparte ao orador que discorria sobre a liberdade. "Ao lado da liberdade deve sempre existir a autoridade", ponderou. Alguns meses de silêncio depois, enquadrou um parlamentar da oposição que criticava a política educacional do governo que chefiava, resumida em outra lição famosa: "Um povo sem o curso dos liceus é um povo incompleto".
Injuriado com o que ouvia, Pacheco aparteou o orador para a réplica tremenda: "Ao ilustre deputado que me censura só tenho a dizer que enquanto, sobre questões de Instrução Pública, Sua Excelência, aí nessas bancadas, faz berreiro, eu, aqui nesta cadeira, faço luz!". Mais três ou quatro afirmações semelhantes e Pacheco foi dispensado de falar. Bastava a contemplação da testa, "uma superfície escanteada, larga e lustrosa", para imaginar o tamanho do cérebro que guardava.
Sem saber atirar, Dilma foi promovida a musa da luta armada. Sem ter feito nada de relevante, sem produzir nenhuma ideia original, sem consumar qualquer obra notável, virou secretária municipal exemplar, secretária estadual cinco estrelas, ministra brilhante e, desde o despejo de José Dirceu, a superchefe da Casa Civil que todo presidente Lula pediu a Deus. Transformada em candidata à presidência sem ter disputado sequer uma eleição de síndico, até que foi bem enquanto fez de conta que falava pouco porque agia muito. Falavam por ela os óculos de primeira da classe, a sisudez de professora de Física disposta a reprovar meio mundo, o jeitão de quem não tem paciência com incompetentes. Só abria a boca a serviço da pátria.
Acusada de transformar a Casa Civil numa fábrica de dossiês malandros, por exemplo, revidou com uma frase que Pacheco teria subscrito: 'Isso é a espetacularização do nada!'. É ela!, deslumbrou-se a companheirada. É ela!, concordou a base alugada depois de ouvi-la resumir a fórmula mágica do programa federal de casas populares: 'Quem não puder pagar nada não pagará nada. Mas haverá um esforço para todo mundo contribuir, nem que seja simbolicamente, com a prestação'.
Convidada a confirmar a candidatura ao Planalto, saiu-se com esta: 'Hoje em dia o Brasil pode ter tudo. Já teve um presidente metalúrgico, pode ter um presidente negro, pode ter uma presidenta. A sociedade brasileira é madura o suficiente para saber que a sua multiplicidade pode ser representada de todas as formas'. Mas que crânio!, emocionou-se Lula, que já se cumprimentava pela vitória arrasadora quando veio a entrevista. E à discurseira sem nexo seguiram-se declarações indecifráveis, frases sem pé nem cabeça, afirmações interrompidas no meio. Um desastre."
Triste Brasil!
Continua...
quinta-feira, 26 de abril de 2018
UM PAÍS QUE NÃO PODIA DAR CERTO E O PT NA LATA DO LIXO DA HISTÓRIA
sábado, 10 de julho de 2021
POLÍTICA É COMO NUVEM: VOCÊ OLHA E ELA ESTÁ DE UM JEITO. OLHA DE NOVO E ELA JÁ MUDOU
A CPI ouviu ontem o consultor técnico do Ministério da Saúde William Santana, que disse ter notado erros e pedido correções na invoice da Covaxin. Essas inconsistências já haviam sido apresentadas à Comissão e despertado suspeitas de irregularidades no contrato. A negociação, de R$ 1,6 bilhão, é alvo de investigações por parte da CPI, do MPF, da PF e do TCU, e o contrato foi suspenso pelo governo em razão dos indícios de irregularidades. Omar Aziz, presidente da Comissão, informou que a convocação de Onyx Lorenzoni ― que, segundo o relator, cometeu crime ao tentar confundir a investigação ― será votada na terça-feira, e que "está chegando a hora" de promover uma acareação entre Luis Miranda e Lorenzoni.
Por volta das 16h30, em resposta aos comentários de Bolsonaro
sobre o processo eleitoral brasileiro, o presidente do Senado, Rodrigo
Pacheco, disse à imprensa que "o
Congresso não aceitará 'retrocesso' nem 'frustração das eleições'". Bolsonaro chamou o ministro do STF e presidente
do TSE de "idiota"
e "imbecil" e voltou a ameaçar a realização das eleições
de 2022. Barroso disse que não vai bater boca e que garante que vai haver eleição. Os ministros do STF
avaliam que está na hora de o
TSE dar uma resposta enfática a Bolsonaro. Ontem à tarde, por meio de nota, Barroso disse que qualquer atuação no sentido de impedir as eleições
viola princípios constitucionais e configura crime de responsabilidade.
Sobre o imbróglio criado pela nota da alta cúpula militar, Renan disse que a Comissão "não
tem medo de quarteladas" e prosseguirá com a investigação, haja o que
houver. Na tentativa de apaziguar os ânimos, Braga Netto e Rodrigo Pacheco conversaram
por telefone e o senador publicou em suas redes sociais que "o
episódio foi um 'mal-entendido' e que o assunto estava 'encerrado'".
O relator também fez menção à
resposta de Bolsonaro à carta enviada pela cúpula da CPI. Na live da
última quinta-feira, com a finesse que lhe é peculiar, o presidente disse que
sua resposta ao ofício é: "caguei
para CPI". Na próxima terça-feira a Comissão deve ouvir Emanuela
Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos. Na quarta será
a vez do reverendo Amilton Gomes de Paula. Nos próximo dias devem ser ouvidos também o coronel Marcelo Blanco, ex-diretor-substituto de
Logística do Ministério da Saúde, e José Ricardo Santana, ex-diretor da Anvisa.
Sempre atribuí à récua de muares (leia-se “eleitorado”) a culpa pela desgraça nacional. Afinal, quem jejua de urna por 29 anos e, quando dispõe de candidatos como Mario Covas e Ulysses Guimarães, escala Collor e Lula para disputar o segundo turno tem mais que se enforcar num pé de cebola. Como não há nada tão ruim que não possa piorar (Murphy), ao caçador de marajás de araque sucederam um sociólogo emproado, um retirante analfabeto (mais tinhoso que o Cão), uma anta fantasiada de gerentona e — a cereja do bolo — o dublê de mau militar e parlamentar medíocre que superou minhas (piores) expectativas.
Dizia Jobim
que o Brasil não é para amadores e Churchill,
que a democracia é a pior forma de governo, à exceção de todas as outras
e que a melhor argumento contra a democracia é cinco minutos de conversa com
um eleitor mediano. Figueiredo
(que era um sábio e não sabia) sentenciou que um povo que não sabe sequer
escovar os dentes não está preparado para votar. Deu para entender ou eu
preciso desenhar?
Mas não seria justo culpar (somente) o esclarecidíssimo eleitorado tupiniquim por suas mazelas. Até porque, sem ajuda externa, essa matula não é capaz sequer de encontrar o próprio rabo usando as duas mãos e uma lanterna. E é aí que entra a polarização político-ideológica: sem o lulopetismo corrupto, o bolsonarismo boçal não existiria, já que ambas as facções se retroalimentam. Mas não há mal que sempre dure nem bem que nunca termine.
Somadas aos 530 milhões de mortes por Covid, as suspeitas de corrupção que pairam sobre um presidente que "acabou com a Lava-Jato porque não tem mais corrupção no governo" e sua total inadequação ao cargo para o qual foi eleito por absoluta falta de opção, fizeram o núcleo compacto do bolsonarismo minguar para 15% — a título de comparação, no auge de sua derrocada, Dilma, a inolvidável, contava com 20% de popularidade.
A rejeição a Bolsonaro atinge o maior índice desde janeiro de 2019. Levantamento divulgado pelo Datafolha na última quinta-feira dá conta de que 51% dos brasileiros reprovam o presidente — a pior marca registrada desde janeiro de 2019. Apenas 24% o aprovam e os que o consideram regular caíram de 30% em maio para 24%. A maioria dos entrevistados considera o capitão "despreparado", "incompetente", "desonesto", "pouco inteligente", "falso", "indeciso" e "autoritário"; 55% dizem nunca confiar no que ele diz e 70% acreditam que há corrupção no governo.
A política é a arte do possível (Bismarck), mas aturar as aleivosias bolsonarianas é quase impossível. O problema é que ninguém quer expeli-lo do cargo. Os que tencionam enfrentá-lo em 2022 acham melhor deixá-lo sangrar até as eleições. Só que pode não funcionar, como não funcionou com Lula em 2006. Com o ambiente socioeconômico favorável, o assassinato de Celso Daniel, o Mensalão, o Petrolão, a Máfia dos Sanguessugas, a CPI dos Correios, o "Mais Médicos", o Bancoop, o Gamecorp e tantos outros escândalos de corrupção foram relativizados pelo "eleitor mediano", e a "alma viva mais honesta do Brasil" não só se reelegeu como se fez suceder por um "poste" em 2010.
Observação: Uma das especialidades do picareta dos
picaretas foi inventar "postes" e, por intermédio deles, continuar mandando
e desmandando no país. Certa feita, durante um jantar com comparsas, entre
goles de Romanée Conti e baforadas de cigarrilhas cubanas, o molusco disse ser capaz de eleger até um poste para governar o Brasil. E elegeu
mesmo: a mulher sapiens, que sem saber atirar virou modelo de
guerrilheira; sem ter sido vereadora virou secretária municipal; sem passar
pela Assembleia Legislativa virou secretária de Estado; sem estagiar no
Congresso virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante fez posse de
gerente de país; sem saber juntar sujeito e predicado virou estrela de
palanque; e sem ter tido um único voto na vida virou presidanta.
Lula passou míseros 580 dias na cadeia, embora tenha sido condenado a mais de 20 anos em dois processos — por 10 magistrados de três instâncias do Judiciário —, e teve a ficha-suja lavada pelo mesmo STF que, em 2019, com o voto de minerva do Dias Toffoli, mudou a jurisprudência acerca da prisão em segunda instância, num julgamento sob medida para, mais adiante, anular as condenações e devolver ao jogo político aquele que lhe cobriu os ombros com a suprema toga e que ora se vende como a "esperança democrática", o fiador da "pacificação". Mi fa schifo!
Dizem as más-línguas que o petralha está eleito, que o capetão é carta fora do baralho e que não há espaço nem tempo hábil para uma "terceira via". Pode ser, mas também pode não ser. Além de não serem infalíveis, os institutos de pesquisa produzem apenas "instantâneos" do cenário atual (por atual, entenda-se o momento em que a pesquisa é realizada).
Embora ainda seja improvável, o impedimento do morubixaba da tribo vem se tornando uma possibilidade mais real, sobretudo depois que a CPI passou a expor as entranhas pútridas do governo. E ainda há muito a ser investigado, descoberto e revelado. Parafraseando o saudoso Teori Zavascki, que precedeu Edson Fachin na relatoria da Lava-Jato no STF, "puxa-se uma pena e surge uma galinha".
O impeachment é um processo eminentemente político, e o fiel da balança é a pressão popular. O povo nas ruas foi determinante para a queda de Collor, em 1992, e de Dilma, em 2016. Há mais de 120 pedidos de abertura de processo no gavetão da presidência da Câmara, trancada a sete-chave pelo deputado-réu e primeiro-ministro informal do governo. Bolsonaro também conta com o apoio do Centrão — que alugou a peso de ouro para blindá-lo dessas "inconveniências". Se o clamor das multidões continuar crescendo, mais dia, menos dia, as marafonas do Parlamento terão de rever sua posição, pois cada qual tem que pensar na própria reeleição.
Se a disputa presidencial fosse hoje, talvez o senador Omar Aziz, presidente da CPI do Genocídio, escanteasse o "mito" e disputasse o segundo turno contra o petralha ex-corrupto. O detalhe — e o diabo mora nos detalhes — é que faltam 15 meses para as eleições, e até lá muita coisa pode mudar. Como dizia Magalhães Pinto, política é como nuvem: você olha e ela está de um jeito; olha de novo e ela já mudou.
sábado, 20 de agosto de 2016
O IMPEACHMENT E A IMPICHADA
Foi Dilma quem
criou o inferno astral que ora a atormenta ― não só pelas pedaladas fiscais e decretos
de suplementação orçamentária sem
aval do Congresso, mas, principalmente, pelo conjunto de sua calamitosa gestão, felizmente
interrompida pela Câmara Federal aos 5 anos, 4 meses e 12 dias. Também foi
ela (e não Temer, Aécio, FHC, a mídia em geral e
a revista Veja e
a Rede Globo em
particular) a grande responsável pela maior crise econômica e política da
história recente deste país, e como tal será julgada pelo plenário do Senado, numa sessão que começa na
próxima quinta-feira e, como o velho programa do Chacrinha, “acaba quando termina”.Segundo a militância petralha, Dilma não cometeu crime algum, apenas fez o que outros fizeram ― e nem por isso foram cassados, apedrejados ou crucificados. Para essa súcia de apedeutas aleivosos, sua amada chefa é vítima de um “golpe” orquestrado por desafetos inconformados com o resultado das urnas (dentre outras supostas e absurdas razões, pelo fato de Dilma ser mulher), e, capitaneada pela dita-cuja carcará, rincha esse despautério aos quatro ventos, esperando que uma mentira repetida muitas vezes assuma ares de verdade.
Cada vez menos gente continua apoiando Dilma, mesmo entre as alas petistas. Até seu abjeto predecessor e mentor parece ter jogado a toalha ― embora, em público, pose de apoiador incondicional da afastada ―, até porque não é prudente lutar duas batalhas ao mesmo tempo, e, para, ele, mais importante que defender sua abominável cria é escapar da Lava-Jato e do juiz Sergio Moro.
Haja saco, barnabé!






