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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

VPN — EM RIO QUE TEM PIRANHA JACARÉ NADA DE COSTAS (FINAL)

NADA VAI FUNCIONAR A MENOS QUE VOCÊ FAÇA FUNCIONAR.

O mundo digital está repleto de perigos, da espionagem governamental a hackers e fraudadores. E isso vale especialmente para redes públicas — como a banda GSM ou LTE do seu provedor de serviços móveis —, de modo que usar uma VPN é uma decisão sábia e plenamente justificável.

Se o custo for um problema (o que não seria de estranhar nestes tempos bicudos), os principais navegadores de internet disponibilizam a navegação privada (ou in-private, ou anônima), que não armazena o histórico, os cookies e outros rastros que deixamos para trás em nossas “andanças virtuais” . Mas o Opera vai mais além. Ele não é tão popular quanto o Google Chrome, o Mozilla Firefox ou o Microsoft Edge Chromium, mas nem por isso deixa de ser um excelente navegador — e de embutir uma VPN nativa que é fácil de ser usada.

Depois de acessar baixar o Opera a partir do site do fabricante e proceder à instalação:

1) Abra o navegador, acesse o menu principal (basta clicar no “O” que é exibido no canto superior da janela, à esquerda da barra de endereços);

2) Selecione Configurações, clique em Privacidade e segurança

3) No campo VPN, marque a caixa de verificação ao lado de Habilitar VPN (se quiser saber mais, siga o link “saiba mais”, à direita da opção citada). 

Você verá então um botãozinho com a inscrição VPN no canto superior esquerdo da barra de endereços. Clique nele para navegar com mais privacidade (para desativar a VPN, clique no botão e faça o ajuste; para reverter a configuração, desmarque a caixa de verificação que ativou o recurso).

Par quem não abre mão do Chrome, existem extensões (plugins) que acrescentam VPNs a esse navegador. Entre as opões pagas, considere o NordVPN, o ExpressVPN e o Surfshark; no âmbito das gratuitas, o TunnelBear, o PureVPN e o ZenMate são boas opções.

Observação: O conceito da navegação privada surgiu inicialmente no Chrome e logo foi adotado por seus principais concorrentes. Mas a proteção oferecida por esse recurso não é tão eficaz quanto a de uma VPN, já que, durante uma sessão de navegação, para além do navegador, as informações passam pelo roteador e pelo sistema operacional, podendo inclusive ser gravadas pelos sites que o internauta visita. Além disso, o endereço de IP também permanece visível, o que dá margem a rastreamentos indesejáveis.

As extensões de VPN atuam de maneira semelhante à dos aplicativos de VPN (algumas chegam mesmo a ampliar os recursos dos apps que elas emulam), mas o fato é que funcionam basicamente como proxies e têm efeito apenas no tráfego de dados que passa pelo navegador. Assim, outros aplicativos que fazem uso da rede (a exemplo dos demais browsers que a gente utiliza) não são contemplados — ou seja, se instalarmos uma extensão de VPN para o Chrome e iniciarmos o Edge ou o Firefox, nossos dados não estarão protegidos.

Aplicativos VPN completos criptografam os dados que trafegam pelo sistema de cabo a rabo, protegendo o tráfego tanto no navegador quanto noutros aplicativos — e até no próprio sistema operacional. Devido a sua funcionalidade mais limitada, os proxies consomem menos recursos do sistema, e, ainda que as extensões de VPN do Chrome sejam tecnicamente extensões de proxy, a essência permanece a mesma: privacidade, segurança e velocidade.

Como diz um ditado, em situações assim é sempre melhor pingar do que secar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

VPN — EM RIO QUE TEM PIRANHA JACARÉ NADA DE COSTAS (PENÚLTIMA PARTE)

ALGUMAS COISAS SÃO DIFÍCEIS DE ENTENDER, MAS NEM POR ISSO DEIXAM DE SER VERDADEIRAS.

Para concluir esta sequência (e agora é sério), cumpre destacar que não há problema algum em utilizar uma VPN com dois ou mais navegadores, desde que ficar alternando entre eles não seja um problema para você. Mas esse desconforto pode ser minimizado com um serviço pago (confira antes se sua suíte de segurança já não oferece uma opção de VPN).

ExpressVPN é uma das opções mais bem contadas. Basta seguir o link e clicar em Assinar Agora para escolher o plano desejado e a forma de pagamento (o fabricante promete devolver seu dinheiro em até 30 dias caso você não fique satisfeito com o programa). Confirmado o pagamento, você recebe um código para ativar o aplicativo. Baixe e instale o programinha, insira o tal código no campo apropriado e escolha se deseja que a VPN seja iniciada automaticamente com o Windows e se quer compartilhar dados de desempenho. Ao final, um botão que liga e desliga a VPN será exibido e, abaixo dele, uma opção para especificar o país onde seu servidor estará localizado. Você pode escolher entre mais de uma centena de possibilidades e, se o excesso de tráfego causar lentidão em alguns momentos, mudar de servidor para acelerar a navegação. 

Os serviços de VPN confiáveis costumam oferecer um período de teste gratuito, ao final do qual o interessado pode escolher um plano ou simplesmente desinstalar o app — que, obviamente, deixará de funcionar. Uma vez ativado o serviço, acesse o IPLeak. Se o serviço estiver funcionando como manda o figurino, você verá as informações do servidor da VPN em vez de suas informações reais. Para testar a velocidade da VPN, use o SpeedTest (faça a medição antes e depois de se conectar ao servidor da VPN para ver a diferença de velocidade e latência).

A maioria das pessoas utiliza VPNs para resguardar sua privacidade, daí alguns provedores interromperem a conexão (kill switch) se a ligação entre o internauta e o servidor VPN for interrompida por algum motivo (para evitar que o IP real seja exposto quando a proteção não estiver disponível). Caso você prefira que a conexão permaneça ativa mesmo em situações que tais, consulte a ajuda para descobrir como desativar o kill switch.

Entre diversas opções gratuitas de VPN estão as fazem parte de suítes de segurança pagas, como a da Kaspersky. O problema é que a maioria delas limita o consumo de dados ou impõe outras restrições — quando mais não seja porque serviços gratuitos precisam se monetizar de alguma maneira. 

Amanhã concluímos.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

DE VOLTA À NAVEGAÇÃO PRIVADA E ÀS VPNs


VISITAS SEMPRE DÃO PRAZER. SE NÃO QUANDO CHEGAM, AO MENOS QUANDO PARTEM.

VPNs são redes virtuais privadas que direcionam nosso tráfego na internet através de servidores localizados em diversos lugares do mundo. Com isso, nossos computadores ficam mais seguros contra tentativas locais de rastreamento e hacks, e os sites por onde navegamos não conseguem registrar nosso endereço de IP (protocolo de internet).

Como eu já abordei esse tema em diversas postagens ― e a mais recente foi publicada há poucos dias ―, não faz sentido tecer longas considerações conceituais a propósito, mas vale relembrar que as VPNs pagas são mais eficientes, quando mais não seja porque contam com mais servidores espalhados mundo afora e não acarretam a incomodativa lentidão que notamos quando usamos um opção gratuita.

Observação: Sem mencionar que VPNs gratuitas podem esconder armadilhas: segundo o IDG Now!, o portal TheBestVPN, que reúne reviews de usuários, testou 115 serviços populares de VPN e constatou que 26 deles não cumprem o que prometem em suas políticas de privacidade ― caso do PureVPN, HideMyAss, HotSpot Shield, VPN Unlimited e VyprVPN (clique aqui para acessar a lista completa).

Também conforme já discutimos, os principais navegadores de internet oferecem atualmente um recurso conhecido como navegação privada (ou in-private, ou anônima), cuja utilização evita que histórico de navegação, cookies e outros rastros que deixamos para trás em nossas “andanças virtuais” sejam armazenados. Mas faltou dizer que o Opera ― browser que está longe de ser tão popular quanto o Chrome, do Google, ou o Firefox, da Fundação Mozilla ― possui uma VPN embutida no próprio programa, que é facílima de ser usada. Veja como proceder:

1) Acesse o site do fabricante, faça o download e instale o Opera

2) Abra o navegador, acesse o menu principal (basta clicar no “O” que é exibido no canto superior da janela, à esquerda da barra de endereços), selecione Configurações, clique em Privacidade e segurança.

3) No campo VPN, marque a caixa de verificação ao lado de Habilitar VPN (se quiser saber mais, siga o link “saiba mais”, à direita da opção retro citada).

Você verá então um botãozinho com a inscrição VPN no canto esquerdo da barra de endereços, no topo da tela, e poderá navegar com mais privacidade, pois o Opera manterá sua conexão protegida. Para desativar a VPN, clique no botão e faça o ajuste; para reverter a configuração, desmarque a caixa de verificação que ativou o recurso. Simples assim.

Não há problema algum em utilizar dois ou mais navegadores, mas pode ser chato ficar alternando entre eles, de modo que a melhor solução é contratar um serviço pago. Antes, porém, veja se a sua suíte de segurança embute sua próprias VPNs. Mesmo que seja preciso adquirir uma licença adicional, o desembolso será menor do que ser contratar um serviço separado.

Se a sua suíte de segurança não inclui uma VPN, acesse o site ExpressVPN (mude o idioma para Português, se necessário) e clique em Assinar Agora para escolher o plano desejado e a forma de pagamento. Feito isso, você receberá um código para ativar o aplicativo.

Baixe e instale o programinha, insira o tal código no campo apropriado e escolha se você deseja que a VPN seja iniciada automaticamente com o Windows e se quer compartilhar dados de desempenho. Ao final, você verá um botão de Power que liga e desliga a VPN, e abaixo dele uma opção para especificar o país onde estará localizado o seu servidor. São mais de 140 possibilidades, de modo que, se o excesso de tráfego causar lentidão em alguns momentos, basta você mudar de servidor para acelerar a navegação. 

Observação: O fabricante promete devolver seu dinheiro em até 30 dias, caso você não fique satisfeito com o programa.

Visite minhas comunidades na Rede .Link:

quarta-feira, 16 de junho de 2021

DE VOLTA ÀS VPNs

HÁ INFINITA COERÊNCIA, COINCIDÊNCIA E DISCREPÂNCIA ENTRE O SER SÁBIO E O SER TOLO.

VPNs são redes virtuais privadas que direcionam nosso tráfego na Internet através de servidores espalhados mundo afora, aprimorando a segurança do computador contra tentativas locais de rastreamento e hacks e impedindo os sites que visitamos de registrar nosso endereço de IP (protocolo de internet). 

Esse assunto já foi discutido aqui no Blog em outras oportunidades, mas sua relevância autoriza — ou mesmo recomenda — revisitá-lo de tempos em tempos, começando por relembrar que o papel da VPN é criar uma conexão segura entre nosso dispositivo e as informações que acessamos, onde quer que elas estejam, bem como proteger os dados mediante criptografia

Entende-se por criptografia (ou encriptação) a codificação dos dados através da aplicação de um algoritmo que os embaralha, impedindo que sejam lidos, de maneira a proteger informações confidenciais de ameaças como exploração por malware e acesso não autorizado por terceiros.

Há no mercado uma infinidade de produtos e serviços que prometem proteger nossos dados, mas as opções gratuitas tendem a ser menos eficientes e seguras que as pagas. Demais disso, estas últimas contam geralmente com mais servidores espalhados mundo afora, não reduzem sensivelmente a velocidade de navegação nem impõem limites de dados. Como dizem os gringos, não existe almoço grátis; quando não pagamos por um produto, quase sempre o produto somos nós.

ObservaçãoVPNs gratuitas podem esconder armadilhas: segundo o IDG Now!, o portal TheBestVPN, que reúne reviews de usuários, testou 115 serviços populares de VPN e constatou que 26 deles não cumprem o que prometem em suas políticas de privacidade caso do PureVPNHideMyAssHotSpot ShieldVPN Unlimited e VyprVPN (clique aqui ter acesso à lista completa).

Atualmente, qualquer browser (ou navegador de Internet, dá no mesmo) conta com um recurso conhecido como navegação privada (ou in-private, ou anônima), que inibe o armazenamento de cookies, histórico de navegação e outros “rastros” que o internauta deixa em suas “andanças virtuais”. No entanto, o Opera vai mais além.

Embora não seja tão popular quanto o Chrome, do Google, o Firefox, da Fundação Mozilla, ou o Edge, da Microsoft, o Opera é tão bom quanto eles e ainda conta com uma VPN embutida, que é facílima de usar. Basta abrir o navegador, clicar no “O” que é exibido no canto superior esquerdo da janela, clicar em Configurações e, na porção esquerda da janela, clicar em Avançado > Recursos, rolar a tela até o campo VPN e marcar a caixa de verificação ao lado de Habilitar VPN (clique no botão  

Feito isso, um botãozinho com a inscrição VPN será exibido no canto esquerdo da barra de endereços, dando conta de que sua conexão está protegida. Para desativar temporariamente a VPN, clique nesse botão e faça o ajuste na janelinha que será exibida; para desabilitar a VPN, refaça os passos indicados no parágrafo anterior e desmarque a caixa de verificação ao lado de Habilitar VPN.

Observação: Algumas suítes de manutenção e de “Internet Security” oferecem VPNs, mas essa função quase sempre se encontra bloqueada nas versões freeware.

Continua no próximo capítulo.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

VPN — EM RIO QUE TEM PIRANHA JACARÉ NADA DE COSTAS (PARTE V)

VISÃO SEM AÇÃO NÃO PASSA DE SONHO; AÇÃO SEM VISÃO É SÓ PASSATEMPO; VISÃO COM AÇÃO PODE MUDAR O MUNDO.

Para concluir esta sequência, resta dizer que usar um VPN em computadores de mesa ou portáteis (Windows ou Mac), smartphones e tablets (Android ou iOS) e roteadores (Linux) é muito simples. Na maioria dos casos, basta instalar o software e seguir as instruções — que podem ser extremamente detalhadas, embora tudo que você precise fazer após instalar o aplicativo seja digitar seu nome de usuário e senha e selecionar um servidor.

Há quem relute em usar VPNs por achar que elas degradam (ainda mais) a velocidade de uma conexão chinfrim. É fato que uma pequena desaceleração pode ocorrer, mas ela costuma ser quase imperceptível para quem dispõe de um aparelho de configuração de hardware aceitável e utiliza um serviço de boa qualidade. A lentidão, quando ocorre, se deve principalmente à criptografia dos dados, que exige muito do processador. Por óbvio, quanto maior for a frequência de operação da CPU, mais rápida será a criptografia e menor o impacto na velocidade de conexão.

A despeito de parecer contraditório, a VPN pode acarretar efeitos benéficos a uma conexão instável se o usuário escolher um serviço de primeira linha, que conte com redes bem estruturadas e provedores de largura de banda de qualidade superior. Ainda assim, é preciso levar em conta que a redução da velocidade será tanto maior quanto mais distante estiver o servidor ao qual você se conectar. Vale destacar também que usar uma VPN no celular não impede que os aplicativos aos quais você concedeu permissões de acesso invasivas coletem e enviem dados aos respectivos desenvolvedores.

Existe uma miríade de VPN disponíveis, tanto pagas quanto gratuitas. Muitas são fornecidas por empresas de segurança digital — como F-Secure, Kaspersky, Avira etc. Se você fizer uma busca no Google por “ofertas de VPN”, não só encontrará dúzias de opções como também passará a ser bombardeado por outras tantas toda vez que abrir seu navegador. No entanto, tenha em mente que serviços gratuitos de VPN estabelecem limites de dados pra lá de miseráveis, já que se destinam a estimular o usuário a migrar para um plano pago. Alguns deles podem inclusive esconder armadilhas: o portal TheBestVPN, que reúne reviews de usuários, testou centenas de serviços de VPNs e constatou que boa parte deles não cumpria o que prometia em suas políticas de privacidade — caso do PureVPNHideMyAssHotSpot ShieldVPN Unlimited e VyprVPN (clique aqui para acessar a lista completa).

Nem tudo que é caro é melhor, mas o que é melhor geralmente custar mais caro. No geral, quando mais caro for o plano que você contratar, melhor será o serviço prestado. Algumas VPNs têm interfaces tão ruins que é quase impossível as utilizar — portanto, não contrate um plano de três anos de olho no desconto sem antes ter certeza de que o serviço é adequado a seu perfil de usuário. Lembre-se de que, quanto mais locais de servidor o provedor tiver, mais opções você terá e maior será a probabilidade de sua conexão ser rápida e estável. E se sua intenção for contornar restrições geográficas — para acessar o conteúdo da Netflix dos EUA, por exemplo —, de nada adianta você economizar alguns trocados contratando um provedor de VPN que não disponha de servidores nos EUA ou não lhe ofereça a possibilidade de escolher a localização dos servidores. Demais disso, se sua preocupação é com segurança, vale a pena investir um pouco mais num serviço que não grave logs de navegação dos usuários. Provedores de VPN que mantêm registros podem se transformar facilmente em bombas de efeito retardado.

Conclui no próximo capítulo.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

SEGURO MORREU DE VELHO

HÁ MUITAS RAZÕES PARA DUVIDAR E UMA SÓ PARA CRER.

Navegar na Web é como atravessar um campo minado. É preciso “confiar desconfiando”. Aliás, o conceito “Zero Trust” — “Confie, mas verifique” —, introduzido em 2010 pela consultoria Forrester Research, passa a ser agora “Jamais confie, sempre verifique”.

Há tempos que cibervigaristas se valem da engenharia social (ou vigarice 2.0) para disseminar spywares (programinhas espiões) visando capturar dados sigilosos, como senhas e números de documentos e cartões de crédito. Alguns fraudadores chegam mesmo a criar webpages falsas ou “sequestrar” páginas legítimas para de induzir os visitantes a declinar suas credenciais de acesso ou informações de conta.

O elo mais fraco da corrente somos nós, pois ainda está por nascer — ou ser criado, melhor dizendo — uma ferramenta de segurança capaz de proteger os usuários deles mesmo. Assim, segurança absoluta é mera cantilena para dormitar bovinos (e, en passant, vender softwares de proteção).

As dicas que eu elenco a seguir não são milagrosas, mas podem ajudar um bocado. A maioria é velha conhecida dos habitués  deste humilde Blog, mas a rotatividade dos visitantes justifica revisitas eventuais a temas abordados nas quase 5,5 mil postagens, de modo que vamos a elas.

Antes de clicar em algum link, pouse o cursor sobre ele e veja o que aparece no canto inferior esquerdo da tela. Para engabelar potenciais vítimas, phishers  tentam agregar autenticidade à aparência dos URLs, mas basta observá-los atentamente para identificar o dígito 1 (um) no lugar da letra l (ele) ou .net em vez de .com, por exemplo. Portanto, esquadrinhe o endereço antes de clicar e, principalmente, antes de inserir qualquer informação pessoal, como seu nome de usuário e senha.

A letra “s” após a sigla de Hypertext Transfer Protocol tem a ver com a maneira como os dados trafegam pela Internet. Em tese, um URL iniciado por “https” (combinado com o ícone do cadeado) atesta que o site criptografa os dados e têm um certificado SSL confiável. Em outras palavras, existe uma conexão segura entre o site e o navegador. Mas não se fie apenas nesses detalhes. Até porque não é difícil (para quem sabe) burlar essa camada de segurança.

Ajuste os níveis de privacidade e segurança de seu navegador. Na maioria das vezes, as configurações-padrão são exageradamente permissivas. Recomenda-se bloquear pop-ups, inibir downloads automáticos e impedir o rastreamento. Isso pode impedir o acesso a determinadas páginas (se você confia na página em questão, configure uma exceção). Tanto as opções como a maneira de acessá-las variam de um navegador para outro, mas no mais das vezes basta abrir a página de configurações do seu browser localizar uma sessão identificada como “segurança”, “privacidade” ou coisa parecida.

Se você seguir essas dicas e ainda assim desconfiar de um website, verifique se a página oferece um “fale conosco” ou um telefone para contato. Caso negativo, recorra ao VirusTotal, que checa arquivos e URLs com mais de 60 ferramentas de segurança de diferentes fabricantes. O serviço é gratuito e o resultado é exibido em poucos segundos. Vale também pesquisar o site no WHOIS, que oferece informações sobre o site, quem o registrou e quando o registro foi feito (para saber mais, clique aqui).

Assegure-se de que seu antivírus tenha um certificado antiphishing. O Avast Free Antivirus, o Avast Secure Browser e o CCleaner Browser são excelentes opções gratuitas para você aprimorar sua segurança. O Avast Secureline VPN não tem versão gratuita, mas o fabricante permite testar o produto gratuitamente por 7 dias sem que para isso seja necessário informar os dados do seu cartão de crédito.

A maioria das VPNs gratuitas que eu testei oferecem uma franquia de dados miserável, e algumas escondem armadilhas. O portal TheBestVPN testou 115 serviços populares de VPN e constatou que muitos deles não cumprem o que suas políticas de privacidade prometem  caso do Pure VPN, do HideMyAss, do HotSpot Shield, do VPN Unlimited e do VyprVPN (clique aqui para ter acesso à lista completa).

Sem embargo de voltar a essa questão num próximo artigo, deixo aqui uma dica importante: o navegador Opera é gratuito e conta com VPN integrada. Para ativá-la pela primeira vez, abra o browser e clique em Menu > Configurações > Privacidade > VPN. A partir daí, a barra de endereços passa a exibir um ícone que informa o status da VPN. Clique nele para ativar e desativar o recurso, selecionar o local virtual desejado e conferir o consumo de dados (apenas para referência, pois não há limite de tráfego). Essa VPN pode ser usada em conjunto com a navegação privada, e também está presente na versão do Opera para smartphone Android

ObservaçãoAlgumas suítes de manutenção e de “Internet Security” oferecem VPNs, mas essa função quase sempre vem bloqueada nas versões freeware.

domingo, 25 de junho de 2023

WEB, DEEP WEB E DARK WEB (CONCLUSÃO)

VOCÊ PENSA QUE PENSA. QUEM PENSA POR VOCÊ É A REDE SOCIAL.

 

Navegadores como Chrome, Edge e Firefox estão cada vez mais "parecidos" em recursos e funções, mas cada um deles sempre oferece alguma coisa que os outros não têm — aspecto que, por si só, justifica instalar os três. 

No tocante à privacidade, todos eles permitem navegar anonimamente — de modo a evitar que o histórico de busca e de navegação, os arquivos temporários, os dados de formulários, os cookies e as informações de login não sejam armazenadas.
 
Avast Secure Browser bloqueia todos os anúncios dos sites visitados e conta com as funções "Não monitorar" e "Navegação VPN" (a primeira bloqueia os rastreadores dos sites e a segunda criptografa pesquisas no navegador e downloads de arquivos). 

O Brave Browser vem com bloqueio de anúncios, proteção contra tracking e HTTPS Everywhere integrados, garantindo uma navegação rápida, sem pop-ups, malwares e aborrecimentos que tais. 

Firefox Focus, que é compatível somente com sistemas Android e iOS, está constantemente em modo de navegação anônima — você pode fechar a janela ou apagar o histórico de navegação deslizando e tocando sobre a notificação que aparece na barra de tarefas do smartphone. Ele não permite abrir mais de uma guia por vez, mas bloqueia publicidade de maneira automática, o que garante uma navegação mais confortável e rápida.
 
O Opera vem com VPN gratuita, Bloqueador de Anúncios e de Rastreador integrados, sem inscrição, login, limite de dados ou pagamentos de qualquer tipo. Depois baixar o app, execute-o, acesse o menu principal, clique em ConfiguraçõesPrivacidade e segurança e, no campo VPN, marque a opção Habilitar VPN. Feito isso, um botãozinho com a inscrição VPN aparecerá no canto superior esquerdo da barra de endereços; clique nele para navegar com mais privacidade e torne a clicar quando e se quiser desativar a proteção. 

DuckDuck Go (disponível para Android e iOS) anonimiza as pesquisas, permite excluir todos os dados de uma vez (tocando no ícone de fogo ao lado do endereço do site) e bloqueia automaticamente os rastreadores e a publicidade exibida pelos sites (há também uma extensão para o Chrome). 
 
Navegação sigilosa como manda o figurino é com o Tor (detalhes nos capítulos anteriores). Para usá-lo, basta acessar a página de download, escolher a versão compatível com o sistema do seu computador ou smartphone, proceder à instalação, iniciar o navegador e conectar-se à rede Tor para ocultar o endereço IP e sua atividade de navegação mediante o redirecionamento do tráfego mediante uma série de roteadores (nós) e a encriptação dos dados por
 uma técnica desenvolvida pela Marinha dos EUA. 

ObservaçãoTor não foi projetado visando a atividades criminosas; trata-se de uma ferramenta legítima e eficaz, usada por quem valoriza a privacidade online e a segurança de dados. Servidores proxy atuam como intermediários entre o computador e os sites e ocultam o endereço IP e a localização do dispositivo, mas não criptografam o tráfego — o que significa que os dados ainda serão expostos em trânsito. O Tor é mais seguro graças ao roteamento onion e à criptografia multicamada, que anonimiza a localização do usuário e protege os dados de hackers, rastreadores da Web e outros bisbilhoteiros. 

Para usar o Tor com segurança, você pode combiná-lo com uma VPN, que oferece criptografia de ponta a ponta — a rede onion é vulnerável nos nós de entrada e saída; como o tráfego da internet não é criptografado nesses pontos, seus dados podem ser interceptados e o endereço IP, exposto. 

A exemplo do Tor, as VPNs criptografam e redirecionam o tráfego, mas, enquanto elas são operadas por um provedor de serviços central, a rede do Tor é descentralizada e administrada por voluntários. A VPN envia o tráfego para um servidor, que o redireciona para a Internet, ao passo que a rede onion do Tor redireciona os dados através de uma série de nós independentes (o que torna o processo mais lento, mas dificulta a identificação do usuário). 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

VPN — EM RIO QUE TEM PIRANHA JACARÉ NADA DE COSTAS

AOS 40, VOCÊ ESPERA PELOS 50, E AOS 50, PELOS 60. MAS OS 30 MARCAM O FIM DA JUVENTUDE E OS 40, O MOMENTO EM QUE VOCÊ PARA DE SE ENGANAR.

Já falamos sobre VPNs aqui no Blog, mas a relevância do tema recomenda revisitá-lo de tempos em tempos. Dito isso, começo por relembrar que as Virtual Private Network são redes virtuais privadas que criptografam os dados e redirecionam o tráfego através de servidores espalhados mundo afora, impedindo que os sites visitados registrem nosso endereço de IP (protocolo de internet). Em outras palavras, elas ajudam a nos proteger de tentativas locais de rastreamento e hacks.

A maioria das VPNs oferece diversas opções de localização, permitindo inclusive, contornar restrições geográficas — alguns provedores de conteúdo restringem o acesso em determinadas regiões, como é o caso da Netflix, que muda o cardápio de títulos conforme a localização geográfica dos assinantes —, o que ajuda também a contornar a censura de conteúdo imposta em alguns países (e a lista não para de crescer).

Observação: Governos e Provedores de Serviços de Internet que não primam pela lisura costumam monitorar a navegação dos internautas e, no caso dos ISPs, vender os históricos de navegação para agências de publicidade e marketing e publicidade.

Numa conexão "normal", o computador roteia a solicitação através do servido ISP, que então o conecta ao site; numa conexão VPN, o computador se conecta diretamente ao servidor da VPN, ignorando o servidor ISP. Guardadas as devidas diferenças, isso funciona mais ou menos como um firewall, que protege a conexão por meio de servidores privados e fluxos de dados criptografados.

Na conexão VPN, todos os dados que enviamos e recebemos são criptografados. Quando fazermos uma compra online, por exemplo, as informações do cartão de crédito precisam ser passadas à loja; quando acessamos nosso provedor de webmail, nossas credenciais de login são enviadas ao servidor para autenticação. Assim, se alguém tentar interceptar esses dados, a criptografia os manterá seguros (ou mais seguros do que eles estariam se trafegassem sem criptografia).

Um endereço IP com VPN e um tráfego criptografado não bastam para impedir o restreamento, embora o dificultem sobremaneira. Mas é bom ter em mente que, para além do endereço IP, outras técnicas de rastreamento incluem o doxing, uso de malwareengenharia social e por aí vai. Para quem realmente se importa com privacidade, o ideal é usar uma VPN combinada com um navegador anônimo, como o TOR, e tomar muito cuidado com o que faz online, especialmente no que tante ao compartilhamento de informações.

Continua...

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

DE VOLTA À SEGURANÇA DIGITAL

MEIO PÃO É MELHOR QUE PÃO NENHUM, MAS, EM UM MUNDO DE NECESSIDADES, ATÉ UMA FATIA É MELHOR QUE PÃO NENHUM. 

Navegar na Web é como atravessar um campo minado. O conceito “Zero Trust” — "confie, mas verifique" —, introduzido em 2010 pela consultoria Forrester Research, evoluiu para algo como "jamais confie, sempre verifique", mas, mesmo assim, segurança absoluta é conto da Carochinha, e o elo mais fraco da corrente é sempre o usuário, já que não existe uma ferramenta de segurança 100% idiot proof. 

Um URL iniciado por “https” (combinado com o ícone do cadeado) atesta que a conexão entre o site e o navegador é segura, mas não é difícil (para quem sabe) burlar essa camada de segurança. Portanto, instale uma suíte antimalware responsável e ajuste os níveis de privacidade e segurança do seu navegador — já que as configurações-padrão costumam ser exageradamente permissivas.

 

Use e abuse da navegação sigilosa, que inibe o armazenamento de cookies, histórico de navegação e outros "rastros" que você deixa quando surfa na Web — e, se possível, combine-a com uma VPN, que direciona o tráfego através de servidores espalhados mundo afora, dificultando o rastreamento e ocultando seu endereço IP (protocolo de internet). Há várias opções de VPNs, tanto pagas como gratuitas, mas o Opera Browser oferece uma versão nativa — para ativá-la, clique em ConfiguraçõesAvançado > VPN e deslize para a direita o botãozinho ao lado de Habilitar VPN. 

 

O Google Chrome lidera o ranking dos navegadores mais utilizados pelos internautas, mas os especialistas em segurança digital recomendam evitá-lo (cerca de 80% da receita da empresa de Mountain View provém da venda de anúncios, e suas fontes de dados, além do browser, são o famoso buscador, o YouTube, o Android e as ferramentas analíticas usadas pela maioria dos sites e aplicativos.

 

O Google pode ver praticamente tudo o que os usuários do Chrome fazem online, e não há nada que se possa fazer sobre isso. Mesmo que você exclua os cookies e o histórico e use a navegação anônima, a empresa ainda conseguirá coletar dados sobre seu comportamento de navegação na Internet. Isso sem falar que centenas de outras empresas além do Google também rastreiam suas ações no ciberespaço. E o Chrome não se esforça para impedir isso. Mas há navegadores que coletam menos dados e os vinculam de forma menos rígida a uma identidade concreta. 

 

Se você usa o Windows ou macOS/iOS, migre para o Microsoft Edge ou para o Safari, conforme o caso. A segurança e a privacidade dos usuários são prioridade para a empresa da Maçã, que foi a primeira a adotar providências contra o rastreamento de usuários do Safari por terceiros. As versões mais recentes desse navegador bloqueiam rastreadores em sites por padrão, além de serem capazes de ocultar o endereço IP e relatar quantos elementos de monitoramento foram bloqueados nas páginas visualizadas (não é preciso configurar nada nem ativar o modo privado).

 

O MS Edge (navegador padrão do Windows) também roda no Android, no iOS, no macOS e no Linux, e conta com ferramentas integradas que ajudam a impedir monitoramento online. Nesse caso, porém, os recursos, embora sejam nativos, precisam ser ativados pelo usuário. Por outro lado, o Edge envia muitos dados para os servidores da Microsoft, o que não é bom. E, no modo básico padrão, o browser não faz nada para deter os rastreadores da Web (para combatê-los é preciso habilitar o modo de privacidade estrita nas configurações, coisa que poucos usuários se dão ao trabalho de fazer). 

 

O Mozilla Firefox roda nas plataformas Windows, Android, macOS, iOS e Linux, e se destaca por seu mecanismo Web interno. A Mozilla obtém a maior parte de sua receita dos mecanismos de pesquisa do Google, Yandex e Baidu (dependendo da região), além de não vender dados dos usuários nem dificultar a troca do buscador padrão por outro. Mesmo no modo básico, a raposinha oferece proteção contra rastreamento online — se você aumentar o controle de privacidade ao máximo, ele se tornará um dos browsers mais seguros do mercado. E mais: a versão Firefox Focus, disponíveis para Android e iOS, é ainda mais focada em privacidade.

 

O Vivaldi, que também roda no Windows, Android, iOS, macOS e Linux, foi desenvolvido por Jon Stephenson von Tetzchner, criador do Opera (considerado um dos navegadores mais seguros, não só, mas também por ter uma VPN integrada). Ele permite definir diferentes mecanismos de pesquisa para janelas normais e privadas, possibilitando alternar rapidamente entre Bing, Google e DuckDuckGo, por exemplo, e seu bloqueador integrado de anúncios e rastreadores da Web faz um ótimo trabalho. Assim como a Mozilla, a Vivaldi Technologies tem sua monetização baseada nas buscas dos usuários através dos mecanismos de pesquisa, mas também se vale da inserção de links para diversos serviços da internet em sua tela inicial. 

 

Para quem se preocupa (muito) com privacidade, o buscador DuckDuckGo e os navegadores Tor e Mullvad são sopa no mel. Sem falar no navegador DuckDuckGo, desenvolvido pela mesma empresa que criou o mecanismo de pesquisa privado homônimo. A empresa se monetiza com anúncios, mas informa que o faz com base no conteúdo das pesquisas, sem rastrear ou traçar o perfil dos usuários.

 

O Tor Browser (abordado em detalhes nesta postagem) foi baseado no Mozilla Firefox, só que é muito mais seguro, tanto por se extremamente eficiente no bloqueio de rastreadores quanto por seu mecanismo de buscas padrão ser o DuckDuckGo (embora isso possa ser alterado nas configurações). Mas o pulo do gato é que todo o tráfego é roteado pela rede Tor (The Onion Router), o que grante anonimato máximo e proteção contra monitoramento — embora reduza a velocidade de navegação. Ele está disponível para Windows, macOS, Linux e Android; para iOS, o fabricante recomenda o Onion Browser.

 

Por último, mas não menos importante, o Mullvad Browser é um "clone" do Tor Browser que não usa a rede The Onion Router, mas conta com a Mullvad VPN — serviço VPN anônimo que, em nome da privacidade, permite até mesmo que os usuários paguem em dinheiro enviado pelo serviço postal tradicional —, oferece excelente proteção contra rastreadores online na configuração padrão e permite aprimorar a privacidade e a segurança mediante ajustes personalizados. Espera-se para breve uma versão compatível com o Android.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

MAIS SOBRE REDES VIRTUAIS PRIVADAS

DEMOCRACIA SÃO DOIS LOBOS E UMA OVELHA VOTANDO SOBRE O CARDÁPIO PARA A JANTA. LIBERDADE É UMA OVELHA BEM ARMADA.

Já discutimos o assunto em tela em outros posts (para conferir, clique aqui e aqui), mas não custa relembrar que uma rede virtual privada (VPN) é um canal seguro entre dois ou mais computadores na internet, ou seja, um recurso que permite que um acesse o outro como se ambos estivessem em uma rede local.

No passado, essas redes eram mais usadas no âmbito corporativo ― para conectar de forma segura ramais remotos ou ligar funcionários em roaming à rede do escritório ―, mas tornaram-se importantes também para usuários comuns, na medida em que ajudam a prevenir ataques virtuais, além de permitirem contornar suspensões do WhatsApp por determinação judicial (como as que ocorreram no início deste ano).

Vale frisar que redes wireless abertas representam um sério risco para os internautas, já que os cibercriminosos se valem de diversas técnicas para invadir o tráfego na web e até mesmo sequestrar contas em sites que não usam o protocolo de segurança HTTPS. Isso sem mencionar que algumas operadoras de redes Wi-Fi injetam intencionalmente anúncios na web, que podem levar a rastreamentos indesejados.

Ao usar uma VPN, todo o seu tráfego pode ser direcionado de maneira segura por meio de um servidor localizado em outro local do mundo, protegendo seu computador de tentativas locais de rastreamento, de hacks, e até mesmo impedindo que os sites por onde acessem seu endereço IP (Protocolo de Internet). Demais disso, as VPNs permitem acessar conteúdo online eventualmente indisponível localmente ― embora isso dependa de como os donos do conteúdo imponham suas restrições. Os provedores de serviços de VPN costumam contar com servidores em muitos países pelo mundo e oferecer a possibilidade de alternância entre eles, permitindo, por exemplo, que você se conecte em um servidor baseado no Reino Unido para acessar conteúdo restrito da BBC, ou em algum servidor baseado nos EUA para acessar conteúdo da Netflix que não está disponível no Brasil.

As empresas configurarem suas próprias VPNs usando aplicações especiais de redes, mas, para usuários domésticos, é bem mais prático e fácil escolher entre as inúmeras opções disponíveis, tanto gratuitas quanto pagas. As primeiras costumam exibir anúncios e oferecer um leque mais limitado de servidores, além de acarretar redução nas velocidades de conexão, ainda que isso não chegue a incomodar (muito) um usuário doméstico eventual. Outro ponto negativo dos servidores gratuitos é que existem mais chances de os endereços IP que eles utilizam ser bloqueados ou filtrados em diversos sites (até porque crackers, spammers e outros usuários mal-intencionados costumam se valer desses serviços para seus propósitos pouco recomendáveis). Já as opções comerciais funcionam mediante assinatura e se diferenciam por não reduzir a velocidade dos download ou limitar o tráfego de dados, além de não armazenar logs que possam ser utilizados para identificar os usuários (ou pelo menos é o que ele afirmam).

É bom saber que diversos fabricantes de aplicativos de segurança oferecem serviços VPN que funcionam como um meio-termo entre as soluções gratuitas e as comerciais. Via de regra, quando o preço não está embutido na licença do pacote de ferramentas, o valor cobrado em separado costuma ser bem mais camarada. Além disso, essas soluções já possuem configurações razoavelmente seguras, desobrigando os usuários de ajustá-las por conta própria (o que nem sempre é uma tarefa fácil para quem não tem conhecimento avançado de redes e seus intrincados protocolos).

A título de colaboração, seguem algumas sugestões interessantes:

― O Private Internet Access e o TorVPN suportam Windows, OS X, Linux, iOS e Android (o plano gratuito tem limite de 1GB por mês).
― O ProXPN suporta Windows, OS X e iOS.
― O Baixaki inclui mais de 70 opções de VPN, boa parte delas gratuita para uso doméstico. É só clicar, conferir e escolher a que mais lhe agradar.

(Com conteúdo do portal de tecnologia IDGNOW!)

E como hoje é sexta-feira:






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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

EXTENSÃO DE VPN PARA SAFARI

O VERDADEIRO OTÁRIO SEMPRE ENCONTRA UMA MANEIRA DE CONVENCER A SI MESMO.

Ao longo das últimas 3 décadas, tive breves relacionamentos (prevaricações motivadas por dever de ofício) com o Linux e o Mac, mas continuei fiel ao Windows até o ano passado, quando o upgrade para o Win11 transformou meu Dell Inspiron numa carroça.


Bastou uma semana com o Mac Pro para eu me apaixonar pelo macOS. Para não dizer que não sinto falta do Windows, tenho saudades do MS Paint  que usava desde o tempo em que ele ainda se chamava Paintbrush


A pré-visualização que o macOS integra é espartana. A oferta de editores de imagem para o sistema da maçã é mais limitada do que para Windows e as opções disponíveis na App Store custam os olhos da cara. Webservices como Pixlr e FotoFlexer até cumprem o que prometem, mas não chegam a empolgar.


Passando ao mote desta postagem, a muralha inexpugnável que os macmaníacos cantam em verso e prosa não passa de folclore. O Windows sempre foi mais visado pelos cibercriminosos devido a sua enorme popularidade, mas o crescimento da base de usuários dos produtos da Apple vem chamando a atenção dos crackers e distinta companhia. 


Diferentemente do Windows, o macOS não dispõe de antivírus e firewall nativos, e não há muitas soluções de varejo desenvolvidas especificamente para essa plataforma (a quem interessar possa, eu uso e recomendo o Kaspersky Internet Security, que mudou de nome ganhou novos recursos, mas continua provendo proteção responsável a preços módicos).

 

Usar uma VPN é recomendável, mas há bem menos opções para Safari do que para Chrome, FirefoxOperaBrave, MS Edge etc., mas a boa notícia é que todos esses browsers têm rodam no macOS


Diferentemente das redes virtuais privadas, as extensões VPN são basicamente servidores proxy que redirecionam o tráfego e criptografam os dados, mas só funcionam com o navegador ao qual estão associadas — ou seja, qualquer tráfego proveniente de outro browser ou aplicativo continuará exposto. 


A vantagem de usar uma VPN é que ela criptografa todo o tráfego enviado ou recebido por qualquer navegador ou aplicativo — cada bit é redirecionado através de um ou mais servidores, num processo conhecido como tunelamento de VPN. Para mais detalhes, leia a sequência iniciada nesta postagem.