quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A DELAÇÃO DO FIM DO MUNDO

A edição desta semana da revista VEJA dá conta de que as revelações de 75 executivos da ODEBRECHT, distribuídas em mais de 300 anexos, prometem implodir o mundo político. 

Do pouco que já veio a público, sabe-se que, no panteão presidencial, vai sobrar para os ex-presidentes Lula e Dilma, para o atual presidente, Michel Temer, para o senador tucano José Serra ― duas vezes candidato derrotado à presidência ― e para os tucanos Aécio Neves ― derrotado por Dilma no segundo turno da eleição passada ― e Geraldo Alckmin ― cogitado para concorrer à presidência em 2018.

Fora da galeria presidencial, o estrago é bem mais abrangente, indo do senador peemedebista Romero Jucá ao prefeito carioca Eduardo Paes, do ministro Geddel Vieira Lima ao ex-governador fluminense Sérgio Cabral. Segundo um dos advogados que participaram das negociações ― que tem por objetivo não só reduzir a pena dos executivos da ODEBRECHT, mas também salvar a empresa, que pagará uma multa milionária para continuar operando ―, o conteúdo dos anexos “é avassalador”. A propósito, em conversa com um interlocutor de Brasília, o sempre comedido Sergio Moro afirmou que, pela extensão da colaboração, a turbulência será grande. “Espero que o Brasil sobreviva”, teria dito o magistrado.

Por tudo isso, o acordo que deverá ser assinado dentro dos próximos dias é conhecido como “a delação do fim do mundo”, que atingirá partidos, parlamentares e as maiores lideranças políticas do país.

A aproximação da empreiteira com o PT se deu por obra e graça do todo poderoso Emílio Odebrecht, que se tornou amigo de Lula quando este ainda era aspirante ao Planalto. Com a chegada do partido ao poder, a empresa ampliou seus negócios com o setor público, foi irrigada com bilhões de reais do BNDES e se tornou sócia da Petrobras na petroquímica Braskem (os investigadores da Lava-Jato descobriram mais adiante que esse modelo de corrupção se reproduziu praticamente em todas as estatais, e que somente a ODEBRECHT distribuiu algo em torno de 7 bilhões de reais em propinas (o equivalente a 1% do seu faturamento em uma década).

Desde que assumiu o comando da empresa, em 2008, Marcelo Odebrecht ― engenheiro metódico e organizado ― promoveu uma revolução. O faturamento, que era de 30 bilhões em 2007, pulou para 125 bilhões em 2015, quando a construtora já tinha um Banco (Meinl Bank) em Antígua ― paraíso fiscal caribenho ― apenas para administrar o pagamento de propinas no Brasil e no exterior, além de um departamento secreto ― batizado com o pomposo nome de Setor de Operações Estruturadas ― para gerenciar a lista dos “clientes famosos”. O dinheiro clandestino movimentado em contas secretas ajudou a eleger presidentes da República, deputados, senadores, governadores e prefeitos. Os políticos eram convertidos em servidores da empresa, recompensando-a com novas obras, que resultavam em novas propinas, que elegiam e reelegiam políticos. Em junho do ano passado, todavia, com a prisão do “Príncipe das Empreiteiras” no âmbito da Operação Lava-Jato, o “círculo virtuoso” foi interrompido.

A matéria conclui ponderando que, sem bem explorada ― já que, por regra, delatores precisam contar tudo que sabem para se beneficiar da redução da pena ― a delação da ODEBRECHT também deve ajudar a esclarecer esquemas de corrupção em países como a Venezuela, onde a empresa ajudou clandestinamente o projeto político de Hugo Chávez, e em Angola, onde o Clã Lula da Silva colheu milhões em parceria com a empreiteira.
Quando a Lava-Jato começou, Marcelo Odebrecht deu ordens para que todos os registros das operações clandestinas fossem destruídos, mas os dados foram recuperados pelos investigadores e serão apresentados quando o acordo de delação for assinado. Céus e terras, tremei.

ATUALIZAÇÃO: Políticos já começam a pensar num cenário que antes parecia remoto: e se Temer não resistir à tormenta provocada pela mãe de todas as delações? Afinal, é quase impossível que essa novela rocambolesca chegue ao final antes do final do ano, quando ainda seria viável, por lei, a realização de novas eleições diretas. E se uma eventual queda de Temer ocorrer no ano que vem, o novo presidente da Banânia seria escolhido por votação indireta (no Congresso, com os votos dos 81 senadores e 513 deputados federais). Na semana passada, o jornal Folha de S. Paulo especulou que entre os nomes mais cogitados estão o do ex-presidente do STF Nelson Jobim e o do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Pesa a favor do primeiro o fato de ele ter sido ministro de FHC, de Lula e de Dilma, mas nem tudo são flores: Além de ter sido consultor da Odebrecht, Jobim tornou-se sócio do BTG (igualmente enrolado na Lava-Jato) e teria embolsado cerca de R$ 60 milhões! Já FHC, além da oposição ferrenha que viria do PT e associados, tem 85 anos de idade, e, ao que parece, pouca ou nenhuma vontade de voltar à ao Palácio do Planalto. Por enquanto, tudo isso não passa de mera especulação, mas é impressionante a velocidade com que possibilidades se tornam realidade no âmbito da política ― haja vista o impeachment da anta petralha, que patinou, patinou, mas depois deslanchou num estalar de dedos. 

Confira minhas atualizações diárias sobre política em www.cenario-politico-tupiniquim.link.blog.br/

terça-feira, 1 de novembro de 2016

HARDWARE, SOFTWARE, APLICATIVOS E WEBSERVICES

Um computador é composto por dois segmentos distintos, mas interdependentes: o hardware e o software. No alvorecer da computação pessoal, os geeks explicavam essa diferença dizendo que hardware é aquilo que o usuário chuta, software, aquilo que ele xinga. 

Brincadeiras à parte, um PC sem programas ― e aí inclui-se o sistema operacional, que também é um programa, ainda que tido e havido como o “software-mãe” do computador ― nada mais é do que uma caixa cheia de componentes inúteis.

Agora, uma notícia boa e outra, ruim: A boa é que oferta de aplicativos vem crescendo exponencialmente, sobretudo na modalidade freeware ― cujo grande atrativo é o custo zero, ainda que a gente acabe pagando por eles de uma forma ou de outra. A ruim é que isso nos leva a instalar uma quantidade absurda de programinhas inúteis, que se limitam a ocupar espaço no HD e consumir memória e ciclos de processamento sem oferecer qualquer contrapartida de ordem prática.

Claro que sempre é possível fazer “faxinas”, de tempos em tempos, e eliminar games que não jogamos mais, versões Trial de apps cujo prazo experimental expirou e outros “inutilitários” que tais. No entanto, a desinstalação de programas costuma “sobras indesejáveis” ― como pastas vazias, chaves inválidas no Registro e outros resíduos ― que acabam fatalmente comprometendo a estabilidade do sistema e o desempenho global da máquina, especialmente se promovida pelo desinstalador do próprio aplicativo ou via Painel de Controle > Programas e Recursos.  

Observação: Utilitários como o IOBit Uninstaller, que integra as ferramentas da suíte de manutenção Advanced System Care ― mas que também pode ser instalado isoladamente (para fazer o download, siga este link) ― ou o Revo Uninstaller costumam proporcionar remoções mais completas, até porque, depois de executar o desinstalador nativo do app, eles varrem o sistema em busca dos tais “resíduos”, permitindo que o usuário se livre deles com alguns cliques do mouse.

Por último, mas não menos importante: antes de instalar um aplicativo qualquer, especialmente se você for usá-lo esporadicamente, veja primeiro se não é possível utilizar um serviço online que execute as mesmas funções. Com isso, você não só se livra da instalação (que pode vir acompanhada de spyware e/ou crapware) e de uma eventual remoção do programinha, mas também poupa recursos do computador ― como os web services rodam a partir do navegador, o trabalho pesado fica a cargo dos servidores onde eles se encontram hospedados.

LULINHA FATURA R$5,2 MILHÕES ENTRE 2004 E 2014

Laudo da PF anexado ao inquérito da Lava-Jato dá conta de que o primogênito da “alma viva mais honesta do Brasil” teve um rendimento bruto de R$ 5,2 milhões entre 2004 2014 ― mais de R$ 43 mil por mês, desconsiderada a inflação do período, o que destoa da média salarial dos brasileiros, que não chega a R$ 2 mil por mês (em valores atuais).

Cerca de 73% dos ganhos do “menino de ouro” (R$ 3,8 milhões) provieram da distribuição de lucros da empresa G4 Entretenimento Tecnologia Ltda., da qual Lulinha é sócio dos irmãos Fernando e Kalil Bittar, filhos de Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas e amigo de Lula desde a fundação da PT. Fernando Bittar, aliás, é um dos “donos” do Sítio Santa Bárbara, que, segundo os investigadores, pertence ao ex-presidente petralha.

Os documentos anexados ao inquérito que apura a compra e a reforma do sítio em questão mostram que a G4 é a acionista majoritária da BR4 Participações ― empresa que tem como sócio a Gol Mídia Participações ― do empresário Jonas Suassuna, outro “dono do sítio” ―, que detém 65% da participação da Gamecorp, associada à Telemar Internet Ltda.

Toda a movimentação financeira dos filhos de Lula e seus sócios (Fernando e Kalil Bittar e Jonas Suassuna) estão sob suspeita. A PF vê indícios de negócios ilegais, ocultos em repasses e transações comerciais formais entre os sócios. Outra empresa foco de apurações é a Coskin Assessoria e Consultoria, do filho de Jacó Bittar. A empresa movimentou de 2009 a 2016 um total de R$ 9,98 milhões. Dos R$ 4,99 milhões recebidos pela Coskin no período, a maior parte proveio da Editora Gol, de Suassuna (R$ 2,28 milhões), e da Gamecorp (R$ 825 mil). Já a G4 tem como principais fontes de recebimentos a Gamecorp (R$ 4,24 milhões) e a Gol Mobile (R$ 2,05 milhões).

O Instituto Lula repassou no período R$ 1,4 milhão para a G4. Há recebimentos ainda da Coskin da LILS Palestras e Eventos, empresa de palestras do ex-presidente, e do Instituto Lula.

O objetivo da Lava-Jato é buscar, nas movimentações financeiras das empresas, negócios que possam ter servido para ocultar propinas. Deu para entender ou quer que eu faça um desenhinho?

Bom feriado a todos e até mais ler.

Confira minhas atualizações diárias sobre política em www.cenario-politico-tupiniquim.link.blog.br/  

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

PT ― MAIS UMA RETUMBANTE DERROTA

Publico esta postagem em "edição extraordinária", pois deixar o assunto para outra oportunidade seria fazê-lo perder a desejável imediatidade:

Cerca de 33 milhões de eleitores voltaram ontem às urnas, nos 57 municípios onde houve segundo turno para prefeito. Desses, 14 elegeram candidatos do PSDB; o PMDB ficou segundo lugar, com 9, e o PT, como era esperado, não elegeu nenhum, nem mesmo no RECIFE ― capital do estado natal de certo molusco de nove dedos. Aliás, para quem ainda acha que esse indigitado tem chance de voltar ao Planalto em 2018, a resposta das urnas foi acachapante. Pelo andar da carruagem ― e das delações, notadamente a “delação do fim do mundo” da Odebrecht ―, não é difícil prever o futuro de Lula. Senão vejamos:

Em São Bernardo do Campo, berço do sindicalismo e do PT ― e onde o deus pai da petralhada não conseguiu sequer reeleger o filho adotivo para o cargo de vereador ―, quem conquistou a prefeitura foi Orlando Morando, do PSDB, que fala igual a Geraldo Alckmin (como eu disse nesta postagem, ao afirmar que não iria às urnas no domingo, Lula desperdiçava a chance de decidir a disputa entre Orlando Morando, do PSDB, e Alex Manente, do PPS: se quisesse mesmo impedir a vitória do tucano, bastaria ele apoiar publicamente seu adversário).

Desde 1982, quando estreou nas eleições municipais, o PT perdeu pela primeira vez em todo o ABCD paulista (o PSDB ficou com três prefeituras do conjunto e o PV, com Diadema). Santo André foi a única cidade do grupo que teve um petista no segundo turno ― que acabou derrotado pelo tucano Paulo Serra, com 78,2% dos votos. Em SBC, o PT sofreu dupla derrota: além de ficar fora do segundo turno, o candidato do PPS, que o partido apoiou no segundo turno, também foi derrotado. "Houve resgate do legado do presidente Fernando Henrique. Um contraste entre quem consertou o país e quem estragou", afirmou Morando ― o candidato vencedor ― ao jornal Folha de S. Paulo.

De todos os 39 municípios da região metropolitana de São Paulo, o PT teve uma única vitória (em Franco da Rocha). Em Mauá, única cidade da Grande São Paulo, além de Santo André, em que o PT foi ao segundo turno, o atual prefeito petista e candidato à reeleição Donizete Braga foi vencido por Atila Jacomussi (PSB), contrariando o histórico do município, onde o PT venceu quatro das sete eleições disputadas desde a redemocratização. O PSDB foi o partido que se saiu melhor na região metropolitana ― reelegeu 11 prefeitos ―, seguido pelo PR, com seis, pelo PSB, com cinco; e pelo PRB, com quatro.

O resultado do segundo turno reafirma a força de Geraldo Alckmin, como já havia acontecido aqui em Sampa com a vitória de João Doria no primeiro turno. Segundo O ANTAGONISTA, o “picolé de chuchu” demoliu Aécio Neves: dos cinco municípios paulistas em que disputou o segundo turno, o PSDB ganhou em quatro, contabilizando 13 prefeituras nas 28 cidades com mais de 200 mil eleitores no Estado. Em Minas, o desempenho do partido foi sofrível: das 8 cidades com mais de 200 mil eleitores, os tucanos capitaneados por Aécio só ganharam em Governador Valadares e Contagem.

De acordo com a Folha, Aécio fará o único discurso possível diante da terceira derrota consecutiva dentro de sua própria casa: dirá que, como presidente nacional do PSDB, conduziu o partido a uma vitória sem precedentes nas eleições municipais em todas as unidades da federação ― o que não deixa de ser verdade, mas não muda o fato de que, na disputa pelo poder na legenda com vistas à próxima eleição presidencial, Alckmin levou a melhor. Se lhe serve de consolo, entre as forças tradicionais em Minas ― PT, PSB e PSDB ― foi a dele que chegou mais longe, mas sua derrota aumenta a sensação de que Aécio continua perdendo força em seu berço eleitoral (em 2014, ele foi derrotado na disputa nacional e pelo governo do Estado; agora, vê seu patrimônio político minguar num último bastião ― a capital Mineira, onde ele havia vencido dois anos atrás).

E para não dizer que não falei das flores, no Rio deu o que eu previa há semanas, ou seja, a vitória de Marcelo (eu só não sabia se seria o Crivella ou o Freixo, mas agora sei que o candidato do PRB bateu o do PSOL por 59 a 40). Mas nem tudo foram flores: segundo O Globo, mais de 2 milhões votaram em branco, anularam o voto ou simplesmente não compareceram ― 41% dos eleitores aptos a votar, número superior ao 1,7 milhão dos que votaram em Crivella; só as abstenções (26,85%) superaram os votos recebidos pelo Marcelo derrotado (o Freixo).

Confira minhas atualizações diárias sobre política em www.cenario-politico-tupiniquim.link.blog.br/.

COMO REINICIAR SEU SMARTPHONE NO MODO DE SEGURANÇA

TUDO DEVERIA SE TORNAR O MAIS SIMPLES POSSÍVEL, MAS NÃO SIMPLIFICADO.

Já vimos o que é, para que serve e como acessar o modo de segurança no Windows, mas não me lembro de ter comentado que isso pode ser feito também no Android.  Aliás, vale lembrar que tablets e smartphones são computadores em miniatura (ultra portáteis), e, da mesma forma que seus irmãos maiores, estão sujeitos a problemas causados por apps malcomportados ou mal-intencionados (malwares). E como nem sempre é possível remover um programinha problemático com o sistema carregado, a solução é reiniciar o aparelho no modo seguro, que carrega somente os arquivos essenciais.

Na maioria dos smartphones com a interface nativa do Android, basta mantermos pressionado o botão power (como fazemos para desligar o aparelho), mas, em vez de tocarmos rapidamente na opção “desligar”, devemos manter o dedo sobre ela até que uma tela perguntando se desejamos reiniciar no modo de segurança seja exibida. Aí é só confirmar em OK e, depois de fazer os ajustes desejados, desligar o telefone normalmente e tornar a ligá-lo em seguida (ele voltará automaticamente ao modo de inicialização convencional).  

Se isso não funcionar no seu smartphone (caso dos modelos da Samsung), experimente desliga-lo normalmente, tornar a ligá-lo e, quando a primeira imagem surgir na tela, pressionar e manter pressionado o botão “volume –” (que geralmente fica à esquerda da tela). Boa sorte.

*****************************************************

CUNHA É PEIXE PEQUENO QUE O PT FAZ DE TUBARÃO PARA TERCEIRIZAR CULPA DOS GRANDES. TERÃO TEMPO PARA DISCUTIR A RELAÇÃO NO AQUÁRIO DE CURITIBA

CUNHA É PRESO EM BRASÍLIA A MANDO DE SÉRGIO MORO. UÉ, LAVA-JATO NÃO ERA PERSEGUIÇÃO AO PT? PETISTAS VÃO APLAUDIR AGORA? MORO VAI VIRAR HERÓI DELES? O IMPEACHMENT NÃO ERA “GOLPE” PARA SALVAR CUNHA? UÉ! ELE FOI PRESO PREVENTIVAMENTE E VAI PARA CURITIBA… ESTRANHO, NÃO É MESMO?

QUEM NÃO TEM BANDIDO DE ESTIMAÇÃO PODE PEGAR A PIPOCA PARA ASSISTIR AO FESTIVAL DE HIPOCRISIA PETISTA. EU JÁ SEPAREI A MINHA. A PRISÃO PREVENTIVA DE CUNHA DESMORALIZA TODAS AS MENTIRAS VITIMISTAS E DEMONIZATÓRIAS DO PT CONTRA A OPERAÇÃO QUE LAVA A JATO A ALMA DOS BRASILEIROS E QUEBRA PREVENTIVAMENTE A ACUSAÇÃO PETISTA DE SELETIVIDADE OU PARTIDARISMO POLÍTICO PARA O EVENTUAL MOMENTO EM QUE O TRIPLO RÉU LULA FOR PRESO.

AGORA SÓ FALTA O PT ALEGAR QUE A PRISÃO DE CUNHA, TÃO DESEJADA PELOS PETISTAS, É APENAS MAIS UMA ESTRATÉGIA DA LAVA-JATO PARA APARENTAR ISENÇÃO AO PRENDER LULA. SIM, ELES SÃO CAPAZES DE FAZER O DIABO PARA MANTER VIVA UMA NARRATIVA EMBUSTEIRA.

Confira minhas atualizações diárias sobre política em www.cenario-politico-tupiniquim.link.blog.br/

domingo, 30 de outubro de 2016

LULA LÁ (EM CANA!)


O Ministério Público Federal no Paraná denunciou na última sexta-feira, 28, o ex-ministro Antônio Palocci (Fazenda/Casa Civil – Governos Lula e Dilma) por corrupção e lavagem de dinheiro. Também foram acusados Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e outros 12 investigados por corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro relacionados à obtenção, pela Odebrecht, de contratos de afretamento de sondas com a Petrobrás.

Como decorrência das apurações realizadas na 35ª fase da operação Lava-Jato, identificou-se que, entre 2006 e 2015, Palocci estabeleceu com altos executivos da Odebrecht um amplo e permanente esquema de corrupção destinado a assegurar o atendimento aos interesses do grupo empresarial na alta cúpula do governo federal. Neste esquema, a interferência de Palocci se dava mediante o pagamento de propina, destinada majoritariamente ao PT.

Apurou-se que, atuando em favor dos interesses do Grupo Odebrecht, Palocci – no exercício dos cargos de deputado federal, ministro da Casa Civil e membro do Conselho de Administração da Petrobras – interferiu para que o edital de licitação lançado pela estatal petrolífera e destinado à contratação de 21 sondas fosse formulado e publicado de forma a garantir que o grupo não apenas obtivesse os contratos com a Petrobras, mas que também firmasse tais contratos com a margem de lucro pretendida. Palocci teria até mesmo consultado Marcelo Odebrecht antes da publicação do edital para se certificar se a licitação efetivamente se adequaria aos interesses da empreiteira.

Programa Especial Italiano – Durante o período em que interferiu nas mais altas decisões da administração federal, os valores relativos aos créditos de propina destinados a Palocci foram contabilizados pela Odebrecht numa planilha denominada “Programa Especial Italiano”, na qual eram registrados tanto os créditos de propina quanto as efetivas entregas dos recursos ilícitos relacionados à atuação do ex-ministro.

Dentre os créditos de propina contabilizados em favor de Palocci nessa planilha, apurou-se que mais de US$ 10 milhões foram repassados, por determinação do ex-ministro, aos publicitários Monica Moura e João Santana para quitar dívidas do PT com os marqueteiros. Identificou-se que, com o intuito de dissimular e ocultar o pagamento ilícito, os valores foram repassados mediante a realização de 19 transferências entre contas não declaradas, mantidas no exterior pela Odebrecht e pelos publicitários.

Outros denunciados – Na mesma denúncia, foram também acusados o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque; o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto; os ex-funcionários da Sete Brasil, João Ferraz e Eduardo Musa; e o executivo da Odebrecht, Rogério Araújo, devido aos crimes de corrupção ativa e passiva praticados para que a Odebrecht obtivesse, por intermédio da Sete Brasil, a contratação de seis sondas com a Petrobras. (…)

Confira minhas atualizações diárias sobre política em www.cenario-politico-tupiniquim.link.blog.br/

sábado, 29 de outubro de 2016

LULA COMPLETA 71 ANOS. E AINDA CÁ ― E NÃO “LÁ”, ONDE JÁ DEVERIA ESTAR HÁ TEMPOS.

Anteontem, 27, Lula arrancou mais um fiapo de capim do pântano pútrido em que sua trajetória política transformou o jardim da vida de um retirante nordestino de muita sorte, mas cujo projeto de poder, combinado com um ego de proporções astronômicas, transformou em réu de três processos e investigado em pelo menos mais três. Sua 71ª primavera entrou com jeito de outono macambúzio, sem festa, foguetório e palavrório para os puxa-sacos (isso publicamente, já que pode ter rolado um rega-bofe para “os íntimos”, quiçá no Sítio Santa Bárbara ou na cobertura tríplex do Ed. Solaris).

Observação: O Tribunal Regional Federal da 4ª Região rejeitou, na última quarta-feira, a exceção de suspeição contra o juiz Sérgio Moro, na qual a defesa do ex-presidente petralha havia argumentado que o magistrado ordenou conduções coercitivas e interceptações telefônicas ilegais, além de ter levantado ilegalmente o sigilo profissional dos advogados, ao grampear seus telefones. Para o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do caso, "a simples verificação dos pressupostos necessários à instauração de medidas cautelares não permite dizer que o julgador seja suspeito ou esteja impedido de continuar na lide". Para ele, a atuação de Moro está restrita ao cotidiano jurisdicional. Quanto aos grampos telefônicos, Gebran afirmou que o terminal estava registrado em nome da empresa Lils Palestras, pertencente à Lula, e não de um escritório de advocacia. A defesa do petista tentou invalidar a decisão do TRF apontando o próprio Gebran como suspeito, mas o recurso foi rejeitado pelo desembargador federal Victor Luiz dos Santos Laus.

Segundo o portal UOL, a assessoria do molusco abjeto disse que não havia previsão de eventos com ele para ontem, conquanto o PT permanecesse em stand-by, "em defesa" do imprestável. A propósito, versejou o “sempre centrado” Rui Falcão, presidente nacional da ORCRIM da estrela (cadente): “A militância de esquerda, não apenas do PT, está se organizando de maneira espontânea em defesa de Lula e não apenas por causa do seu aniversário. A injustiça que praticam contra Lula atinge o próprio estado de direito”. Um dia, esse bardo inspirado ainda será indicado para uma cadeira na ABL ― o que não chega a espantar, considerando que alguns militantes tresloucados afirmavam, tempos atrás, que Lula concorreria ao Prêmio Nobel... Só se fosse de Química, por seu “legado” ter sido transformada em merda pela incompetente que o sucedeu na presidência da Banânia.

Observação: De acordo com a Folha, a comemoração se deu no Instituto Lula, às portas do qual alguns militantes estavam reunidos para homenagear o homem de ouro, e como não passavam de 20, eles foram convidados a comer salgadinhos e pizza, que foi o cardápio da discreta festa. Amigos de Lula reforçaram o menu: o deputado federal José Mentor, por exemplo, levou sacos de batatas fritas, e Rui Falcão, presenteou o “capo di tutti i capi” com uma garrafa de uísque.

Considerando que haverá segundo turno de eleições em diversos municípios, e que alguns “Nostradamus” vermelhos continuam dizendo que o indigitado de nove dedos tem cacife para se eleger presidente em 2018, vale relembrar que no primeiro turno das eleições proporcionais (para vereador) em São Bernardo do Campo, berço político de Lula e do PT, o sapo barbudo não conseguiu sequer reeleger vereador o filho adotivo Marcos Cláudio, que teve míseros 1.504 votos ― o candidato do PT à prefeitura, Tarcísio Secoli, nem chegou ao segundo turno.

Na última quarta-feira, Lula afirmou que não deverá ir às urnas no próximo domingo, já que tem mais de 70 anos e, portanto, não está mais obrigado a votar. Alguém deveria lembrar sua insolência de que ele está desperdiçando a chance de decidir a disputa entre Orlando Morando, do PSDB, e Alex Manente, do PPS: se quiser impedir que o próximo prefeito seja o tucano, basta ele apoiar publicamente Morando, que até agora lidera com folga as pesquisas eleitorais. Tendo Lula como adversário, Manente poderia começar a preparar a festa da vitória.

E como diria a petralhada ignara: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

MENSURAR É PRECISO (CONCLUSÃO)

NÃO ACREDITO EM HONESTIDADE SEM ACIDEZ, SEM DIETA E SEM ÚLCERA.

A necessidade de medir remonta aos primórdios da humanidade, e como cada lugar utilizava um sistema de medida próprio ― formado por unidades imprecisas (palmo, pé, polegada, etc.) geralmente baseadas no corpo do rei local, o desenvolvimento do comércio entre os povos exigiu a criação de um padrão universal, fundamentado em “constantes naturais”. Mais adiante, esse padrão deu origem ao SISTEMA INTERNACIONAL DE MEDIDAS, que conta com sete unidades fundamentais - metro (m), quilograma (kg), segundo (s), ampère (A) kelvin (K), mol (mol) e candela (cd). Mesmo assim, alguns países ― notadamente os de colonização inglesa ― utilizam escalas diferentes: se você prestar atenção aos filmes da TV, verá que as placas das estradas americanas indicam a distância em milhas, que o combustível é vendido em galões, que a altura das pessoas é expressa em pés e polegadas, que os termômetros registram a temperatura em graus Fahrenheit (Fº), e que perfumes e bebidas trazem o volume em onças fluidas (fl.oz).

Observação: A título de curiosidade, um corresponde a aproximadamente 0,3 m; um palmo, a 0,22 m; uma milha (mi), a 1,6 km; uma polegada, a 2,5 cm; uma onça fluida, a 29,57 ml (nos EUA) ou a 28,41ml (na Inglaterra). E para quem não se lembra do que foi ensinado nas aulas de Ciências, a fórmula para converter graus Fahrenheit em Celsius é: (ºF – 32) : 1,8 = ºC.

Atente para a tabela de conversão a seguir:

1 Byte = 8 bits;
1 Kilobyte (ou kB) = 1024 bytes;
1 Megabyte (ou MB) = 1024 kilobytes;
1 Gigabyte (ou GB) = 1024 megabytes;
1 Terabyte (ou TB) = 1024 gigabytes;
1 Petabyte (ou PB) = 1024 terabytes;
1 Exabyte (ou EB) = 1024 petabytes;
1 Zettabyte (ou ZB) = 1024 exabytes;
1 Yottabyte (ou YB) = 1024 zettabytes.


Por uma questão de conveniência ― ou apelo mercadológico ―, os fabricantes de discos rígidos convertem os bytes de seus produtos usando a notação decimal, o que lhes garante ganhos bastante significativos: embora a diferença entre 1.000 e 1024 seja de apenas 2,4%, o percentual chega a quase 10% quando a capacidade do drive alcança a casa do Terabyte, “lesando” o consumidor em aproximadamente 100 GB (99.511.627.776 bytes, para ser exato).

Devido à pressão dos fabricantes de HDs, a IEC criou em 2005 um sistema alternativo que introduz o “bi” nos prefixos que remetem a grandezas binárias, dando origem ao kibibyte (kiB = 1024 bytes), ao mebibyte (MiB), ao gibibyte (GiB), ao tebibyte (TiB), ao pebibyte (PiB), ao exbibyte (EiB), ao zebibyte (ZiB) e ao yobibyte (YiB), onde cada qual multiplica por 1024 o valor do seu predecessor (vide figura que ilustra este post). A rigor, isso apenas nos deixa com dois padrões de medida conflitantes, cada qual com seus defensores, detratores e aplicações não raro tendenciosas.

Mutatis mutandis
, o que foi explicado aqui se aplica também a grandezas como largura de bandataxas de download e de upload. Para entender melhor, quando você contrata um pacote de banda larga de “1 Mega”, por exemplo, sua largura de banda (ou velocidade de navegação) teórica é de 1 Mb/s (megabits por segundo), mas sua taxa de download (expressa em kilobits por segundo) é de 128 kB/s ― como vimos, 1 Mb equivale a 1024 bits, e como 1 byte corresponde a 8 bits, é preciso dividir 1024 por 8 (tome cuidado para não confundir o b, de bit, com o B, de byte).

Observação: O bit é usado ainda para referenciar o “tamanho das palavras” processadas pelo PC ― ou seja, da sequência de bits de tamanho fixo que a CPU e o Sistema Operacional são capazes de manipular. O Seven popularizou as versões de 64-bits do Windows, cuja principal vantagem é gerenciar uma quantidade de RAM muito superior à das versões de 32-bits (que é limitada a pouco mais de 3 GB, ao passo que as versões 64-bits Home Basic e Home Premium alcançam 8 GB e 16 GB, respectivamente, e as versões Professional, Enterprise e Ultimate chegam a 192 GB).

Muitas operadoras fazem suas conversões usando a notação decimal, o que reduz ainda mais as velocidades reais, sem mencionar que muitos consumidores acreditam que os valores estejam expressos em megabytes, quando na verdade a grandeza usada é o megabit, oito vezes menor, pois, como vimos, o bit corresponde a 1/8 do byte. Considerando ainda que uma vasta gama de fatores pode reduzir a velocidade de navegação (tais como congestionamento da rede em horários de pico, lentidão nos servidores que hospedam as páginas que desejamos acessar, degradação do sinal distribuído pelo roteador wireless, etc.), a coisa até que melhorou um bocado.

Observação: Outra confusão bastante comum se dá com os pacotes de dados limitados oferecidos pelos serviços de banda larga móvel das operadoras de telefonia celular. Nesses casos, um plano de 1 Giga, por exemplo, não tem a ver com a velocidade (de transferência de dados), mas sim com a quantidade de dados que você poderá baixar por mês, antes de ser tarifado pelo tráfego excedente ou ter sua velocidade reduzida até o fechamento da fatura. Portanto, leia bem o contrato e esclareça todas as suas dúvidas com o serviço de suporte ao cliente do seu provedor.


SOBRE O INDULTO DO EX-GUERRILHEIRO DE ARAQUE

JOSÉ DIRCEU DE OLIVEIRA E SILVA, o ex-guerrilheiro petralha que era considerado mentor intelectual do Mensalão até que a histórica coletiva de imprensa da Lava-Jato colocou os pingos nos ii e atribuiu a Lula Lalau essa grande honraria, havia sido julgado e condenado pelo STF, em 2012, a mais de 10 anos de prisão em regime fechado. Em 2014, dois dias depois da reeleição da nefelibata da mandioca, por decisão do ministro Luís Roberto Barroso, ele passou a cumprir pena em regime de prisão domiciliar, mas tornou a ser preso em agosto de 2015 na fase Pixuleco da Lava-Jato e sentenciado por Sergio Moro a 23 anos e 3 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Dias atrás, com base no indulto natalino concedido a Dirceu em dezembro do ano passado pela ex-grande chefa toura sentada impichada, Barroso extinguiu a pena referente ao Mensalão com base nas ponderações do próprio juiz Moro ― de que petralha foi condenado por delitos praticados antes do início do cumprimento da pena do mensalão ― e do novo parecer de Rodrigo Janot, desta vez favorável ao perdão a Dirceu.

O ministro entendeu que o ex-todo-poderoso ministro do governo Lula tem direito ao indulto relativo à pena do mensalão, conquanto tenha criticado o sistema de progressão de regime, apontando que após cumprimento “pouco relevante” da pena é possível conseguir o indulto. “O excesso de leniência privou o direito penal no Brasil de um dos principais papeis que lhe cabe, que é o de prevenção geral. O baixíssimo risco de punição, sobretudo da criminalidade de colarinho branco, funcionou como um incentivo à prática generalizada de determinados delitos”, escreveu Barroso, em sua decisão, além de ressalvar que “o sentenciado continuará na prisão em que se encontra [em Curitiba], tendo em vista que permanece em vigor decreto de prisão preventiva expedido pelo Juízo da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná”.

Na quinta-feira passada, Teori Zavascki, ministro responsável pelos processos da Lava-Jato no STF, indeferiu um pedido da defesa de Dirceu para ele fosse solto. Vale lembrar que o petralha completou 70 anos em março passado, e mesmo com a extinção da pena anterior, dificilmente viverá o bastante para cumprir integralmente a pena remanescente.


E como hoje é sexta:





Era isso, pessoal. Espero que tenham gostado.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

MENSURAR É PRECISO

NÃO SE APRESSE EM PERDOAR. A MISERICÓRDIA TAMBÉM CORROMPE.

Não faz muito tempo, “monitor” era um termo usado somente em relação a televisores; “disco”, quando não era de pizza, era a bolacha de vinil que reproduzia música na vitrola; e “memória”, a capacidade do ser humano de guardar (e recordar) lembranças ao longo da vida. Hoje, no entanto, a associação desses vocábulos ao âmbito computacional é imediata: quase todo mundo sabe, por exemplo, que a tela de um monitor é medida pela diagonal e que seu tamanho é expresso em polegadas. Ou que discos ― tanto eletromagnéticos, como os HDs, quanto ópticos, como os CDs e DVDs ― são “dispositivos de armazenamento de dados”, cuja capacidade é expressa em múltiplos de bytes.

Por convenção, o bit e seus múltiplos indicam velocidade ― como na transferência de dados entre dois dispositivos computacionais, por exemplo ―, ao passo que o byte e seus múltiplos expressam tamanho ― de um arquivo, por exemplo ― ou capacidade ― de armazenamento de dados, como nos módulos de memória, discos rígidos, etc.). Entretanto, por estarmos mais habituados com o sistema decimal do que com o binário, costumamos associar o prefixo quilo a 1.000 (1 kg de carne = 1.000 g de carne, por exemplo). Só que esse raciocínio nem sempre se aplica no âmbito da informática: 8 bits (e não 10) formam 1 Byte; 1 kB (kilobyte ou quilobyte) equivale a 1024 bytes (e não a 1000); 1 MB (megabyte) corresponde a 1024 kB, e assim por diante.

Observação: Tanto os múltiplos do bit quanto do byte são representados pelos prefixos Kilo, Mega, Giga, Tera, Peta Exa, Zetta e Yotta, e correspondem, respectivamente, a 210, 220, 230, 240, 250, 260, 270 e 280. Ao abreviar essas grandezas, use sempre o “b” minúsculo para representar o bit e o “B” maiúsculo para representar o byte, e tenha em mente que a abreviação correta do prefixo quilo é “k” (minúsculo), já que “K” (maiúsculo) remete a Kevin (medida de temperatura criada por William Thomson, conhecido como Lord Kelvin).

Amanhã eu conto o resto. Abraços e até lá.

TROCA NO COMANDO DO PT AMEAÇA RACHAR O PARTIDO

O grupo Muda PT ― que reúne as cinco maiores correntes de esquerda do partido ― anunciou que pretende realizar uma série de plenárias em algumas das principais cidades do país, com o objetivo mobilizar militantes descontentes e pressionar a corrente majoritária ― Construindo um Novo Brasil, a não adiar para o ano que vem a renovação da direção petista. Em resposta, a CNB, que se mostra irredutível quanto ao calendário e à forma de escolha da nova direção, divulgou no último sábado um texto onde reitera a defesa da manutenção das eleições diretas. Diante da pior crise da história do partido ― que perdeu a Presidência após 13 anos, sofreu uma das mais significativas derrotas nas eleições municipais e tem alguns de seus principais líderes presos ou na mira da Justiça por acusações de corrupção ―, dirigentes admitem uma nova debandada, agora de parlamentares que receiam não se reeleger devido ao desgaste da legenda (alguns avaliam que metade da bancada petista na Câmara pode deixar o partido).

Uma das poucas esperanças de manutenção da unidade do PT seria Lula aceitar presidi-lo por um ano e comandar sua reconstrução, mas o petralha rejeitou categoricamente essa possibilidade, talvez porque o aperto no cerco promovido pela Lava-Jato tenha calado mais fundo do que ele deixa transparecer, notadamente após Emílio Odebrecht, pai do príncipe das empreiteiras (e hoje presidiário) Marcelo Odebrecht, ter reconhecido que o “amigo” no esquema de propinas da construtora é mesmo Lula ― pelo visto, não há multa bilionária e perspectiva de prisão que não faça amizades serem revistas.

Observação: Você pode conferir no site O Antagonista o saldo que o trio da propina ainda tinha a receber da Odebrecht, mas eu adianto aqui que a cota-parte que tocava ao “amigo” [Lula] era de R$ 23 milhões; ao “italiano” [Palocci], R$ 6 milhões, e ao “Pós-Itália” [Mantega], R$ 50 milhões. Para a Lava-Jato, o trio recebia um percentual sobre os contratos da empreiteira. Os créditos eram depositados no Setor de Operações Estruturadas, em nome de cada um deles, como se fossem contas correntes, das quais eles sacavam de acordo com suas necessidades. Nos últimos dias, o esquema foi confirmado por Emílio Odebrecht e por outros delatores da empresa. Lula lá!
Voltando à novela do PT: Segundo o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência no governo 

Lula, Gilberto Carvalho, em vez de se digladiarem pelo controle da direção petista, as principais correntes do partido deveriam manter o foco em problemas maiores que o partido enfrenta hoje: “Amanhã o Lula pode ser condenado, pode ser preso, e ter processo de eleição direta ou congresso é o que menos neste momento. Me assusta que o tema dominante esteja sendo este”, disse Carvalho, que é dos petistas mais próximos do molusco abjeto. Para ele, o foco do PT deveria ser a mobilização contra a agenda de reformas do governo Michel Temer.

Carvalho afirma ainda achar inadequado que, em um momento tão grave como o que a sigla está atravessando ― “em que o país está sendo atropelado por medidas do governo Temer” ―, próceres petistas darem mais importância à renovação da direção do que a uma união fundamental da legenda”. Para ele, é preciso “dar força para esta direção ficar de pé porque; quer queira, quer não, esta direção vai levar o partido no mínimo até março ou abril ― seis meses fundamentais para a gente depois deste massacre eleitoral”. Quando nada, o cara mostra que tem os pés no chão e, ao contrário da militância abilolada, reconhece a carraspana que as urnas infligiram ao PT.

Com informações de O Estado de S. Paulo.