quinta-feira, 4 de maio de 2017

O HABEAS CORPUS DE ANTONIO PALOCCI


O ex-todo-poderoso ministro dos governos de Lula e Dilma ― que, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, disse ter informações e provas que dariam pelo menos mais um ano de trabalho à Lava-Jato e chegou mesmo a contratar o escritório de advocacia ADRIANO BRETAS, em Curitiba, que é especializado em negociar delações premiadas ― parece ter desistido da colaboração, estimulado pela soltura do “cumpanhêro” Dirceu e, antes dele, Bumlai e Genu.

Só que o ministro Edson Fachin negou liminarmente seu pedido de habeas corpus e enviou o julgamento não para a 2ª Turma, mas para o Plenário da Corte. Seu despacho foi curto e não explicou os motivos dessa decisão, mas é fácil perceber que, diante das divergências entre as duas turmas, o magistrado preferiu apostar suas fichas nos demais ministros, dada a possibilidade de o “trio calafrio” que integra sua turma derrubar seu voto, como fez no julgamento do HC do guerrilheiro de araque.

Ainda não se sabe quando o STF vai apreciar a questão, mas a votação certamente será apertada.  

Gilmar Mendes certamente votará pela soltura de Palocci, no que provavelmente será seguido por Toffoli e Lewandowski.  

Marco Aurélio é conhecido por soltar todo mundo, inclusive o goleiro Bruno, condenado por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e sequestro de menor.  

Rosa Weber tem se inclinado a manter os criminosos na prisão, mas às vezes é simpática ao PT, e isso pode ser determinante na sessão em questão.  

Edson Fachin já negou o pedido de habeas corpus, no que deve ser acompanhado por Luís Roberto Barroso e Luiz Fux ― embora este último venha sendo pressionado pela imprensa petista.  

Alexandre de Moraes, o novato da Corte, sempre defendeu a Lava-Jato, sendo improvável que vá queimar sua carreira no STF libertando Palocci

O decano Celso de Mello é um poço de mistérios, de modo que a presidenta da Corte, ministra Cármen Lúcia, pode ser obrigada a dar o voto de Minerva.

TOC, TOC, TOC. 

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ADEUS, WINDOWS VISTA ― QUE A TERRA LHE SEJA LEVE

QUEM NÃO MUDA DE CAMINHO É TREM.

 Costumo dizer que a Microsoft sempre deu uma no cravo e outra na ferradura. Para não fazer como no julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE ― onde resolveu-se reabrir a fase de instrução do processo e convocar novas testemunhas (talvez queiram ouvir Adão, Eva e a Serpente, como salientou o relator Herman Benjamin), vou relembrar apenas que o Windows nasceu na década de 80 como uma interface gráfica que rodava sobre o DOS, foi promovido a sistema operacional autônomo em 1995 e se consagrou mundialmente na versão 98 ― que muitos saudosistas consideram a melhor de todos os tempos.

WinME foi um fiasco, mas o XP fez tanto sucesso que continua sendo usado até hoje, inclusive por caixas eletrônicos da rede bancária (um absurdo, considerando que seu suporte estendido foi suspenso em 2014). Seu sucessor ― o malfadado Windows Vista ― foi um fracasso de crítica e de público, a despeito do aparato publicitário (digno do nascimento de um príncipe) utilizado no lançamento oficial, em janeiro de 2006. Na sequência, veio o Seven, que não só "arrasou" como deixou saudades. O Eight foi outro mico (mesmo com a atualização que o transformou em 8.1) e o 9 foi abortado para dar lugar ao 10, que é a edição atual, encarregada da ambiciosa missão de conquistar 1 bilhão de usuários em tempo recorde. Ainda não chegou lá, mas está a caminho. E vem recebendo aprimoramentos significativos desde seu lançamento, em julho de 2015, como o update de aniversário (que deu um bocado de dor de cabeça para uma porção de gente, como este articulista que vos escreve). Neste mês, o TEN deve ganhar um novo e abrangente pacote de atualizações, pomposamente batizado de Windows 10 Creators Update (volto a ele mais adiante).  

Interessa mesmo é dizer que o Windows Vista saiu de cena de vez no último dia 11, quando a Microsoft suspendeu seu suporte estendido (o suporte básico já havia sido encerrado em 2012). Com isso, o que nunca foi grande coisa fica agora ainda pior, sem direito a updates de segurança, suporte assistido (pago ou gratuito), atualizações de conteúdo técnico on-line, etc. Se você faz parte dos 0,8% de usuários do Windows que ainda utilizam o Vista, está mais do que na hora de substituí-lo pelo 10. Embora o prazo para upgrade gratuito tenha expirado em meados do ano passado ― e só contemplava usuários das edições 7 e 8.1 ― ainda é possível fazer uma maracutaia para obter o “novo sistema” na faixa (para mais informações e download, siga este link).

Voltando ao Creators Update: não se apresse a instalá-lo. Vale lembrar que “os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito” ― como bem sabem os que se apressaram a instalar o update de aniversário do 10, conforme eu disse linhas atrás. Para saber por que você não deve ir com muita sede ao pote (por pote, leia-se Creators Update), veja o que este artigo diz a respeito.

SOBRE O VERGONHOSO JULGAMENTO DO HABEAS CORPUS DE JOSÉ DIRCEU

Depois de Bumlai, Genu e Eike Batista, chegou a vez de José Dirceu ser beneficiado pela ação laxante de alguns ministros do STF. Por 3 votos a 2, a segunda turma da Corte acolheu o habeas corpus impetrado pela defesa do petista.

Embora os ministros Edson Fachin e Celso de Mello tenham votado pela permanência do guerrilheiro de festim na cadeia, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski votaram pela soltura, no que foram prontamente seguidos pelo presidente da turma, ministro Gilmar Mendes, responsável pelo voto de minerva que culminou com o desempate. Como bem pontuou o professor Marco Antonio Villa, esses magistrados, que não têm moral para integrar o Supremo ― haja vista suas notórias ligações com a agremiação criminosa conhecida como Partido dos Trabalhadores ―, deveriam ter-se dado por impedidos de participar do julgamento.

Na véspera de mais esse episódio vergonhoso, a presidente do STF, Cármen Lúcia, participou da gravação da estreia do programa Conversa com Bial ― exibida pela Rede Globo na madrugada desta quarta-feira ―, e afirmou que: “A Lava-Jato não está ameaçada, não estará; eu espero que aquilo que cantei como hino nacional a vida inteira, nós, do Supremo, saibamos garantir aos senhores cidadãos brasileiros, de quem somos servidores: verás que um filho teu não foge à luta”. Questionada pelo apresentador sobre a possibilidade de Lula ser candidato à Presidência em 2018, a ministra, como boa mineira, saiu pela tangente: “Depende se ele for réu em primeira instância, se for em segunda instância, se o TSE, a Justiça Eleitoral, vai decidir sobre a Lei da Ficha Limpa… Não há como, abstratamente, dizer isto”, afirmou a ministra, ponderando, inclusive, que “a legislação eleitoral a ser aplicada em 2018 pode mudar até 16 de setembro”. Então tá.

Dirceu, que já passou férias compulsórias nos porões da ditadura militar, foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão no processo do Mensalão, mas obteve o benefício do regime semiaberto. Na época, como ainda não se havia cristalizado, no Supremo, o entendimento de que o réu deve começar a cumprir a pena logo após a confirmação da sentença pela segunda instância, o petralha permaneceu livre enquanto esgotava todas as possibilidades de recurso ― e acabou cumprindo somente parte da pena, pois foi indultado pela ex-presidanta Dilma Rousseff.

Em 2015, já como réu no âmbito da Lava-Jato, Dirceu foi preso preventivamente e acabou sendo condenado a mais de 30 anos pela 13ª Vara Federal de Curitiba (em dois processos). Como essas sentenças ainda não foram ratificadas pelo TRF-4, o habeas corpus lhe garantiu o “direito” de aguardar em liberdade o julgamento dos recursos. No mesmo dia do julgamento do HC, o MPF apresentou nova denúncia contra Dirceu, mas não tornou a pedir sua prisão preventiva, talvez para não dar a impressão de que estaria pressionando o Supremo ― só que estava, mas isso é história para uma próxima postagem. A questão é que, dentre outras consequências, a soltura dessa escumalha pode provocar uma enxurrada de pedidos de habeas corpus ao STF, além de desestimular importantes acordos de colaboração que já estão sendo negociados, como o de Antonio Palocci (aliás, prece que ele já dispensou os advogados especializados em delação premiada, que havia contratado semanas atrás).

Enfim, Dirceu será solto e poderá escolher onde irá aguardar a decisão do TRF da 4ª Região (fala-se em Vinhedo, em São Paulo, mas também se cogita que ele fique em Brasília ― onde não faltam picaretas para lhe fazer companhia). Qualquer que seja sua escolha, o petralha terá de usar tornozeleira eletrônica, não poderá manter contato com testemunhas e outros envolvidos nos processos em que é réu ― “a fim de preservar as investigações em andamento” ― e terá de entregar seu passaporte à Justiça. Segue trecho do despacho do juiz Sérgio Moro:

Considerando que José Dirceu de Oliveira e Silva já está condenado a penas totais de cerca de trinta e dois anos e um mês de reclusão, há um natural receio de que, colocado em liberdade, venha a furtar­-se da aplicação da lei penal. A prudência recomenda então a sua submissão à vigilância eletrônica e que tenha seus deslocamentos controlados. Embora tais medidas não previnam totalmente eventual fuga, pelo menos a dificultam. Assim, deverá o condenado utilizar tornozeleira eletrônica”.

Dirceu está apenas em “liberdade temporária” e, ao que tudo indica, não tarda a voltar para a prisão. Em face de todo o exposto, quanto antes, melhor.

Observação: Convém não confundir prisão preventiva com prisão temporária. Na primeira, não há prazo determinado; na segunda, o prazo é de 5 dias, podendo ser prorrogado por mais 5 ― e de 30 dias prorrogáveis por mais 30, em caso de crimes hediondos.

Falando em prisão, não deixem de assistir ao vídeo a seguir:

LUGAR DE LULA, O PSICOPATA, É NA CADEIA - POR MARCO ANTONIO VILLA


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quarta-feira, 3 de maio de 2017

AINDA SOBRE O FUNDO TRANSPARENTE...

TEMPO É DINHEIRO. PAGUEMOS, PORTANTO, AS NOSSAS DÍVIDAS COM O TEMPO.

Outro serviço online focado na remoção do fundo de imagens é o BACKGROUD BURNER. Sua vantagem sobre o ClippingMagic é gratuidade ― com ele, baixar a imagem editada não custa um tostão ―, e usá-lo não poderia ser mais simples: basta acessar o site, fazer o upload da foto ou figura cujo fundo se deseja eliminar, aguardar alguns segundos e fazer o download do resultado. Todavia, dependendo das características da imagem em questão, a porção remanescente (o que sobra depois da eliminação do fundo) exige alguns retoques ― que podem ser feitos com o próprio Paint do Windows (ou qualquer outro editor de imagens, naturalmente), embora à custa de algum trabalho.

Para quem prefere um aplicativo instalável, mas igualmente limitada, o CHROMAGIC pode ser uma boa pedida, mas é importante ter em mente que seus resultados dependem da imagem a ser tratada. Caso o fundo que se deseja remover seja de uma única cor, sopa no mel. Do contrário, pode ser necessário finalizar o trabalho com retoques manuais. Por outro lado, o programinha se destaca pela simplicidade no uso: basta clicar no botão "Open", selecionar a imagem desejada e clicar em algum ponto dela para escolher a cor a ser transformada automaticamente em área transparente. O problema é que, quando há mais de uma cor ― ou diversos tons da mesma cor ―, é preciso selecionar a cor predominante, executar o trabalho, salvar o resultado no formato .gif ou .png e dar os retoques finais com o Paint ou outro programinha de edição de imagens qualquer.

Achou trabalhoso? Seja bem-vindo ao clube. Pensando em chutar o pau da barraca e comprar créditos para o ClippingMagic? Calma... Daqui a alguns dias eu vou mostrar como retrabalhar imagens com o Photoshop sem ter o Photoshop. Até lá.

ALSO SPRACH ZARATHUSTRA

Apesar do título, o texto a seguir não é de Nietzsche, mas sim um excerto da coluna de Walcyr Carrasco, publicada na revista Época do último dia 24. Vale a pena conferir.

Tenho 65 anos e um profundo descrédito. Sou de uma geração que, certa ou errada, tinha um sonho. Era de esquerda, quando jovem (...). O mundo era mais simples: quem era de direita apoiava os militares. De esquerda, contra (...). Mas com o tempo meu lado escritor falou mais alto. À medida que a gente se profissionaliza, nem sempre pode participar de atos políticos.
Enfim, o governo militar caiu. Tecnicamente, fez uma passagem pacífica para a democracia. Veio uma nova constituição, e o país podia respirar.

Durante anos, votei nos partidos de esquerda. Simplesmente por acreditar em justiça social. Por duvidar que um país possa ser feliz com crianças passando fome, gente morrendo na rua (...). Mas quando Lula venceu, eu respirei fundo. Ele veio, ninguém pode negar, com um projeto de inclusão social. Fomos o último país a abolir a escravidão. Seremos os últimos em muitas coisas, parece. Porque veio junto essa roubalheira toda, pelo menos segundo o que está sendo denunciado abertamente, como nomes e quantias. É preciso passar por um tribunal. Mas as notícias são avassaladoras.

Pior que qualquer denúncia, porém, é a destruição absoluta dos sonhos. A maioria dos partidos não tem um projeto capaz de falar por si. Políticos mudam de sigla como trocam de sapatos. Vão do que era esquerda para a direita, e vice-versa. O PT arruinado pelas acusações. Restam o PSOL e a REDE, embora eu sempre fique com um pé atrás porque Marina Silva é evangélica. Tem posturas firmes, que nem sempre coincidem com as minhas, mas, se eu falo deles, pelo menos sei o que são. Os outros viraram uma omelete.

Grandes ícones da minha juventude ― não só Lula ― hoje estão envoltos em denúncias. Se me perguntarem em quem votarei nas próximas eleições, direi que não sei. Não tenho a menor ideia, porque nenhum partido me representa. Político, então...?

Muita gente briga quando ainda se fala de Lula, apesar das evidências. Dizem que é estar contra a classe trabalhadora. Uma coisa eu sei. Ser contra alguém não é duvidar de uma ideia. Todos, absolutamente todos que sejam a favor da inclusão social, de uma sociedade mais igualitária, podem ser presos por corrupção. Eu poderia ser o juiz a condená-los diante das provas, e mesmo assim continuaria a acreditar na possibilidade de um mundo melhor.

Meu descrédito não é com a política, mas com os políticos. Há um vácuo de poder, que pode até ser ocupado por um candidato messiânico tipo Fernando Collor. Mas também é a chance de aparecer alguém capaz de revigorar os ideais, não digo de uma esquerda antiga, mas de uma sociedade mais justa.

Se esse candidato aparecer, é nele que vou votar. Tenho esperança. Ainda vai aparecer alguém que fale por mim.

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terça-feira, 2 de maio de 2017

COMO REMOVER FUNDOS DE IMAGENS COM QUALIDADE E SEM PHOTOSHOP

POLÍTICOS NO BRASIL NÃO SÃO ELEITOS PELAS PESSOAS QUE LEEM JORNAIS, MAS PELAS QUE OS UTILIZAM PARA LIMPAR O RABO.

Depois que as câmeras digitais passaram a equipar os onipresentes smartphones, tirar fotos se tornou uma prática muito comum. Só que não basta uma câmera chinfrim para transformar um simples entusiasta em fotógrafo profissional, daí a importância de contar com um software de edição de imagem, ainda que apenas para corrigir as inevitáveis barbeiragens.

A maioria das câmeras (aí incluídas as dos celulares) oferece algum programinha para retocar as fotos, mas seus recursos costumam ser bastante limitados. Mesmo que ninguém precise do Adobe Photoshop para corrigir “olhos de vampiro” em suas selfies, montagens e edições mais rebuscadas demandam um editor de imagens “de verdade” ― que eu recomendo instalar no seu PC, que certamente dispõe de mais memória e poder de processamento do que o smartphone.

O MS Paint, que acompanha o Windows desde as mais priscas eras, oferece lápis, balde de tinta, borracha e outras ferramentas básicas de edição, e permite redimensionar, rotacionar, copiar, recortar e colar imagens com relativa facilidade. Todavia, para algo mais rebuscado ― como remover o fundo de uma imagem, por exemplo ― seus recursos deixam a desejar (até dá para fazer, mas o procedimento é trabalhoso e o resultado não costuma ser grande coisa).

A boa notícia é que editores de imagem para Windows existem aos montes, mas a má notícia é que os melhores são caros, e explorar a vasta gama recursos e funções que eles oferecem demanda tempo e dá trabalho. Então, sem embargo das alternativas que eu sugeri em outras postagens ― como o Gimp, o Paint.net, o Photo Pos Pro etc. ―, edições despretensiosas podem ser feitas tranquilamente através de serviços online, que são gratuitos e mais fáceis de usar do que aplicativos residentes.

No caso da remoção do fundo de imagens, o ClippingMagic é sopa no mel. Basta acessar o site, fazer o upload da imagem cujo fundo se deseja remover, marcar em verde o primeiro plano (a porção que será mantida) e em vermelho o segundo plano (a área que se quer fazer desaparecer) e conferir o resultado ― em caso de dúvidas, é só clicar em Examples ou em Tutorials.

Como nada é perfeito, esse serviço, que era gratuito durante a fase experimental, passou a cobrar pelos downloads ― o pacote de créditos mais em conta é o Light, que custa US$ 3,99 e dá direito a 15 fotos, e, detalhe: os créditos expiram em 30 dias. Claro que sempre se pode  “capturar” a imagem da tela com a foto editada, abrí-la no Paint (ou outro editor de imagens qualquer) e proceder manualmente ao acabamento, até porque é mais fácil recortar ou os quadradinhos cinzas e brancos (ou preenchê-los com as cores adequadas) do que fazer o trabalho de cabo a rabo com o próprio Paint. No entanto, existem alternativas online que podem não produzir resultados tão bons como o do ClippingMagic (que são de se tirar o chapéu), mas quebram bem o galho e não custam um tostão.

Interessado? Então não deixe de ler a próxima postagem.

O MOLHO DE TOMATE DE PALOCCI ― Num Brasil da Lava-Jato, um prefeito como ele teria sido abatido em 2001, quando avançou na merenda escolar

Elio Gaspari escreveu em O GLOBO: A dúvida é se Antonio Palocci fala ou não fala. Que ele tem o que falar, ninguém duvida. Afinal, foi ministro da Fazenda de Lula, chefe da Casa Civil de Dilma e queridinho da plutocracia nacional. Um petista do bem, para quem tinha horror à espécie. Espera-se que ele fale de Lula e teme-se que fale do naipe de atrevidos da banca. Não se podendo saber do que vai acontecer, fale-se do que já aconteceu.

Em 2001, o comissário Palocci era prefeito de Ribeirão Preto e sua administração licitou a compra de 12 produtos para abastecer 40.500 cestas dos programas sociais e da merenda escolar do município. Na lista constavam latas de “molho de tomate refogado e peneirado, com ervilhas”. Comerciantes locais reclamaram, pois no mercado não havia molho de tomate com ervilhas. A prefeitura poderia ter retirado a ervilha do molho e o problema estaria resolvido, mas sustentou que havia dois fabricantes e foi em frente. Falso. O único fabricante de molho de tomate com ervilha ficava no Rio Grande de Sul.

Fizeram-se duas compras emergenciais e, mais tarde, quatro empresas foram habilitadas. O fabricante gaúcho só vendia seu molho de tomate para uma empresa de São Caetano, a Cathita, uma das selecionadas. O depósito da Cathita ficava ao lado da sede da Thathica (outra das escolhidas). As mulheres dos donos da Thathica e da Cathita eram sócias na Gesa, a terceira habilitada, que forneceu as cestas emergenciais. Tanto a Thathica, como a Cathitha e a Gesa tinham o mesmo procurador que a quarta empresa escolhida, o supermercado Estrela de Suzano.

Quando a história do molho de tomate com ervilha estourou, Antonio Palocci tornara-se coordenador do programa de governo do candidato Lula à presidência da República. Seu antecessor, Celso Daniel, fora assassinado, num dos mais misteriosos casos da história do comissariado.

Um ano depois, com Palocci no ministério da Fazenda, o procurador-geral da República não viu indícios de que ele tenha participado das eventuais irregularidades ocorridas na compra do molho de tomate com as indispensáveis ervilhas.

Palocci é capaz de falar por mais de uma hora sobre um caso, andando em círculos, repetindo os mesmos argumentos. Sua calma, ajudada pela dicção e pela capacidade de dizer qualquer coisa sem trair emoção, ficou mais uma vez demonstrada durante sua última audiência com o juiz Sérgio Moro. Nela, foi capaz de exaltar sua sabedoria econômica informando que antes da crise de 2007 mostrava aos clientes de sua consultoria os riscos das operações com derivativos cambiais. Vendia o nascer do sol. A Sadia, por exemplo, meteu-se com derivativos, mas não quebrou por falta de informação, foi aposta mesmo.

Palocci tornou-se o queridinho do andar de cima porque foi o principal inspirador da guinada de Lula, jogando fora a fantasia de inimigo do mercado. Tudo bem, mas nesse namoro, Lula não despiu a farda de comissário-geral. Nessa conta já estavam o cadáver de Celso Daniel, as tramas de prefeitos petistas com fornecedores e concessionários de transportes. O molho de tomate de Palocci era o início de uma história na qual uma nova equipe de rapinadores associava-se às velhas guildas de larápios e da tolerância oportunista. O doutor tem o que contar.

Elio Gaspari é jornalista

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

O FIM DO FORO PRIVILEGIADO

Sui generis como quase tudo no Brasil, o foro privilegiado (ou foro especial por prerrogativa de função, que é o nome correto) também está presente em outros países, mas em nenhum deles é estendido a tantos indivíduos quanto no nosso.

Aqui, além dos presidentes do Executivo, Legislativo e Judiciário, ministros de Estado, senadores, deputados federais, membros dos tribunais superiores, do TCU, embaixadores, governadores, desembargadores, membros dos Tribunais de Contas estaduais e municipais e dos Tribunais Regionais, juízes federais, do Trabalho e de Tribunais Militares, prefeitos e integrantes do Ministério Público só podem ser julgados por cortes superiores.

O benefício em questão ― do qual usufruem mais de 40 mil indivíduos ― foi instituído para proteger o exercício de função ou mandato público e cessa quando o beneficiado deixa de exercer o cargo que o assegura. No entanto, se o cidadão já responde a processo quando se elege deputado federal, por exemplo, a ação é remetida ao STF; findo o mandato, caso sua excelência ainda não tenha sido julgada (situação mais comum), os autos baixam para a instância de origem, e tornam a subir para o Supremo se o réu conseguir se reeleger (o que também é bastante comum).

Essa situação absurda ― para dizer o mínimo ― retarda barbaramente a ação da Justiça, na medida em que, diferentemente dos juízos de primeira instância, o STF e as demais cortes superiores não têm estrutura para analisar provas de processos ou para receber denúncias, o que torna a tramitação das ações lenta e ineficaz e aumenta significativamente as chances de impunidade: segundo um levantamento feito pela revista Exame em 2015, dos 500 parlamentares que foram alvo de investigação ou ação penal no STF nos últimos 27 anos, apenas 16 foram condenados; destes, 8 foram presos, e destes últimos, apenas um continua no xadrez (os demais ou recorreram ou se beneficiaram da prescrição para se livrar dos processos).

Não é de hoje que se fala em pôr um fim a essa aberração. Existem dezenas de propostas para retirar o foro de deputados e senadores. A mais antiga, de 2005, ficou parada por mais de uma década na CCJ, à espera da designação de um relator. O assunto voltou à baila com a Lava-Jato, notadamente depois de Dilma ter nomeado Lula ministro-chefe da Casa Civil, em março do ano passado, para tirá-lo do alcance do juiz Sérgio Moro (felizmente, o impeachment da mulher sapiens fez o petralha dar com os burros n’água).

Considerando que 30% dos senadores e 10% dos deputados federais figuram na “Lista de Fachin” ― e isso por enquanto, pois a Lava-Jato continua cumprindo seu papel, a despeito das recorrentes tentativas de “estancar essa sangria” ―, seria ingenuidade esperar que os parlamentares movessem uma palha para moralizar o antro que se tornou o Congresso Nacional. Todavia, diante da perspectiva de o Supremo avocar para si a missão de colocar ordem no galinheiro ― a ministra Cármen Lúcia pautou para o início do mês que vem o exame de uma proposta interna do ministro Luís Roberto Barroso para acabar com o foro especial ―, os senadores acharam por bem jogar para a plateia, aprovando por unanimidade, no primeiro de dois turnos, a proposta de emenda constitucional que restringe a prerrogativa de foro aos presidentes da República, da Câmara Federal, do próprio Senado e do Supremo Tribunal Federal. Afinal, 54 dos 81 senadores e todos os 513 deputados federais terão de sair em campanha, no ano que vem, para garantir mais quatro aninhos de mamata no Congresso Nacional.

Observação: Num momento em que o Legislativo carece de credibilidade e o Executivo, de respaldo popular, o Judiciário se nos apresenta como a tábua de salvação. No entanto, por vezes isso é frustrante: em fevereiro, o ministro Marco Aurélio mandou soltar o ex-goleiro do Flamengo e assassino condenado Bruno Fernandes de Souza; ontem, Gilmar Mendes acolheu o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Eike Batista e mandou soltar essa vergonha nacional travestida de megaempresário. Como diz um velho ditado, “em barriga de criança e cabeça de juiz a gente não pode confiar”.

Daí se infere que a iniciativa dos parlamentares não se deu devido a um inusitado surto de altruísmo. Como naquele ditado enjoadinho que sugere fazer limonada com os limões que a vida dá, suas insolências acharam uma maneira de aproveitar o inevitável para vender uma imagem de lisura, de sintonia com os desejos da população, que, com exceção da patuleia incorrigível, não aguenta mais tanta corrupção. Demais disso, como o alcance dessa PEC se estende aos integrantes do Judiciário ― dos ministros do STF a juízes de primeira instância, promotores, procuradores e assemelhados, que também entra na “suruba”, para usar a expressão do senador Romero Jucá ―, a ideia de vendeta é nítida.

Em política, meus caros, as coisas quase nunca são o que parecem ― aliás, vou mais além: política e honestidade são conceitos mutuamente excludentes. Mas isso já é outra história e fica para uma outra vez.

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domingo, 30 de abril de 2017

O ADIAMENTO DO DEPOIMENTO DE LULA EM CURITIBA

O adiamento do depoimento de Lula ao juiz Moro tem a ver com as manifestações que a petralhada tenciona realizar em Curitiba ou sinaliza que o molusco pode ser preso a qualquer momento? Eis aí uma boa pergunta. Oficialmente, a audiência foi remarcada para o próximo dia 10 porque o final de semana prolongado pelo feriado do dia do trabalhador contribuiria para que mais arruaceiros atendessem à convocação dos líderes vermelhos, o que dificultaria o trabalho dos agentes da PF e da SSP encarregados de garantir a segurança do evento. Por outro lado, há quem veja nisso uma maneira de ganhar tempo para coletar mais provas contra o réu.

Considerando que a audiência foi marcada em meados de março, não há que se falar em falta de tempo para a adoção das medidas preventivas por parte das autoridades policiais. E a despeito de a tigrada de sinapse estreita afirmar que Moro amarelou e até comemorar a desmoralização da Lava-Jato, qualquer um que tenha olhos, ouvidos e um par de neurônios funcionais percebe que a situação do molusco abjeto se agrava a cada dia que passa ― basta rever os depoimentos dos marqueteiros João Santana e Monica Moura e do empreiteiro Leo Pinheiro, que foram ouvidos pelo juiz Sergio Moro na semana passada.

Assim como os demais delatados pelos 77 da Odebrecht, o ex-presidente protesta inocência e nega as acusações com um fervor que beira ao fanatismo. Diz que o testemunho de Leo Pinheiro não merece crédito, pois o empreiteiro está negociando um acordo de colaboração com a Justiça. Por alguma razão não muito clara, o molusco desconsidera o fato de que o colaborador perde os benefícios avençados no acordo de delação se restar comprovado que mentiu em seu depoimento. Aliás, segundo o procurador Deltan Dallagnol, pode até ter havido omissões nas da Lava-Jato, mas jamais se registrou um único caso em que o colaborador tenha mentido.

O fato de Leo Pinheiro ter sido instruído por Lula a eliminar as provas que o ligassem ao pagamento de propinas envolvendo o tríplex do Guarujá foi narrado pelo depoente com todas as letras, mas não constitui prova suficiente para justificar a prisão do molusco abjeto no próximo dia 10. A menos que Lula perca o controle e afronte o magistrado ― ou que surjam provas robustas, Lula deve ser preso somente depois que a sentença de Moro for confirmada pelo TRF da 4ª Região, o que, pelo andar da carruagem, deve ocorrer entre o final deste ano e o início do próximo.

Moro tem mantido a fleuma, mesmo quando a defesa do molusco tenta tirá-lo do sério. Aliás, arrolar nada menos que 87 testemunhas é um acinte, mais uma chicana com fins eminentemente protelatórios. Em contrapartida, exigir que Lula compareça a cada um dos interrogatórios foi uma resposta à altura ― só não sei até que ponto isso têm amparo legal; se o magistrado insistir nessa condição, será acusado de perseguir o ex-presidente, como seus defensores vêm dizendo sempre que a oportunidade se lhes apresenta.

Para o sapo barbudo, ser condenado em segunda instância no ano que vem, a tempo de ser impedido de concorrer à presidência, seria sopa no mel para posar de vítima e evitar correr o risco de ser derrotado. Segundo Merval Pereira, ninguém sério leva a sério as pesquisas pra lá de tendenciosas da CUT/Vox Populi, que apontam o petralha como vencedor em primeiro turno. Isso não passa de pressão política contra sua prisão, e ainda que assim não fosse, é preciso ser muito ingênuo para acreditar que Lula, com todas essas acusações, especialmente depois das delações dos executivos da Odebrecht, conseguirá manter essa pretensa popularidade numa campanha presidencial acirrada como a que se aproxima. O que é grave é o ambiente de confronto que está sendo armado para o dia do interrogatório. Afinal, Lula é intocável? Está acima das leis?   

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sábado, 29 de abril de 2017

O MITO DESNUDADO ― PARTE II

A novela do triplex de Lula começou em 2009, com a quebra da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, que deixou na mão centenas de famílias ― mas não a Famiglia Lula da Silva, que tinha comprado a unidade 141. Para não prejudicar o capo di tutti i capi, o então presidente da cooperativa, João Vaccari, transferiu para a OAS a incumbência de concluir as obras do Edifício Solaris, e Leo Pinheiro destinou a Lula a cobertura 164-A, assumindo a diferença de R$ 1,15 milhão e bancando os quase R$ 900 mil cobrados pela Tallento Construtora para fazer alterações no projeto original ― que incluíram até mesmo um elevador privativo ― e decorar luxuosamente o tríplex.

Em seu depoimento, Pinheiro declarou também que Lula o mandou destruir qualquer documento que evidenciasse o pagamento do imóvel por Vaccari com dinheiro de propinas (segundo a ISTOÉ, o “presente” fez parte dos R$ 87,6 milhões que a OAS pagou ao PT em troca dos R$ 6,7 bilhões em obras realizadas entre 2003 e 2015).

Ao perguntar ao depoente se o réu havia deixado algum objeto pessoal no apartamento ― buscando provocar uma resposta negativa que, na sua concepção, comprovaria a tese da defesa (embora o bom senso sugira que ninguém deixa objetos pessoais num imóvel inacabado, ainda em fase de construção) ―, Cristiano Zanin, advogado de Lula, acabou involuntária e indiretamente robustecendo a prova de que o sítio de Atibaia era mesmo do ex-presidente, dada a profusão de objetos pessoais de Lula encontrados na propriedade, da adega de vinhos trazida de Brasília a canecas com o logo do Corinthians, time do coração do molusco mentiroso. Em outras palavras, o causídico foi buscar lã saiu tosquiado.

Em determinado momento, como Pinheiro insistisse que Lula era o proprietário do imóvel, Zanin perguntou: O senhor entende que deu a propriedade do apartamento para o presidente? A resposta: Eu não dei nada. O apartamento era do presidente Lula. Desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop já foi me dito que era do presidente Lula e sua família, e que eu não comercializasse e tratasse aquilo como propriedade do presidente. Perguntado se Lula havia conversado com ele sobre o pagamento das obras, Pinheiro foi didático: nunca conversou com Lula sobre o assunto, mas sim com Vaccari, que era o tesoureiro do PT. E Vaccari, depois de conversar com Lula, disse que o custo poderia ser descontado da conta do PT: Usei valores de pagamento de propinas para poder fazer encontro de contas. Em vez de pagar X, paguei X menos despesas que entraram no encontro de contas. Só isso. Houve apenas o não pagamento do que era devido de propina.

Outras colaborações que desconstruíram a fábula petista foram a de Marcelo Odebrecht ― sobre a qual eu já tratei aqui ― e a dos marqueteiros João Santana e Monica Moura, que detalharam como Lula, a Odebrecht e a OAS se juntaram numa agremiação criminosa que saqueou os cofres públicos e comprou o poder tanto no Brasil quanto em Angola, El Salvador, Panamá e Venezuela. Aliás, o casal de publicitários confirmou também que a reeleição de Lula em 2006, a eleição Dilma em 2010 e sua reeleição em 2014 foram bancadas com dinheiro sujo, e que ambos os petistas tinham pleno conhecimento desse fato ― tanto Lula quanto Dilma negam os malfeitos, naturalmente, como todos os integrantes da extensa lista de Fachin, que repudiam as acusações e acusam os colaboradores de mentir (só não deixam claro qual seria o propósito dessa mentira, pois é público e notório que os delatores perdem o direito aos benefícios caso não a veracidade dos fatos delatados não seja comprovada).

Para quem tem olhos para e um par de neurônios funcionais, Lula jamais passou de um oportunista disposto a se dar bem, e isso desde os tempos do sindicalismo e dos protestos contra o regime militar. Segundo o jornalista Rodrigo Constantino, os fatos trazidos à tona pela videoteca da Lava-Jato mostram como as pessoas foram ingênuas, como preferiram acreditar nas aparências em detrimento da caudalosa enxurrada de evidências contrárias.

Para a imensa maioria, porém, ficou claro quem é Lula e quem ele sempre foi. Muitos dos que nele acreditaram se sentem traídos e, como os que desde sempre enxergaram o lobo que se escondia sob a pele do cordeiro, querem vê-lo exemplarmente punido por todo o mal que causou ao país.

O fato de Lula estar desmoralizado não significa que outro Lula não possa surgir das cinzas: enquanto houver gente disposta a sacrificar os fatos em prol de suas ilusões, sempre haverá um oportunista de plantão, pronto para explorar demagogicamente essa característica tão intrínseca ao pouco esclarecido eleitorado tupiniquim.

Para concluir, seguem atualizações sobre a audiência em que Lula e o juiz Sergio Moro ficarão face-to-face pela primeira vez:

― A PF e a SSP do Paraná pediram o adiamento do interrogatório, “tendo em vista notícias de possível deslocamento de movimentos populares para a capital paranaense em virtude da semana de comemoração do Dia do Trabalhador, o que pode gerar problemas de segurança pública, institucional e pessoal”
 (mais detalhes neste vídeo). Não há até o momento [em que eu estou redigindo este texto] qualquer informação sobre a nova data.

Em despacho publicado na última segunda-feira, Moro afirmou que irá rever a decisão de exigir a presença de Lula nas audiências de oitiva das 87 testemunhas arroladas por sua defesa, mas desde que seja igualmente revisto o rol de testemunhas arroladas e discriminadas circunstanciadamente as razões pelas quais sua oitiva é mesmo necessária, pois poderiam ser aproveitados os depoimentos por elas já prestados. O magistrado ressaltou que é dever do acusado comparecer a todas as audiências, apesar do pedido da defesa do ex-presidente afirmar que isso não é necessário.

Na verdade, Lula montou duas estratégias: uma política, que é enviar milhares de petistas e outros baderneiros (recrutados nas fileiras da CUT, do MST, do MTST e por aí afora) para cercar o local do depoimento; outra, jurídica, de convocar um número astronômico de testemunhas, visando, obviamente, atrasar o julgamento (e se o juiz Moro se recusar a ouvir essa renca, os advogados do petralha certamente alegarão cerceamento de defesa). Cá entre nós, como é quase impossível defender o indefensável, os advogados de sua insolência lutam com as armas que têm. Afinal, cobram caro e precisam mostrar serviço.

O resto fica para a próxima. Até lá.

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sexta-feira, 28 de abril de 2017

MANUTENÇÃO DO PC COM O STEGANOS TUNING PRO

QUANDO A POLÍTICA ENTRA NO RECINTO DOS TRIBUNAIS, A JUSTIÇA SAI POR ALGUMA PORTA.

Complementando o que eu disse no post anterior, segue uma breve descrição do Tuning Pro, da Steganos ― empresa alemã que está no mercado há mais de 20 anos e é reconhecida pelo esmero que dedica ao desenvolvimento de softwares focados na segurança digital ― alguns dos quais já foram alvo de reviews aqui no Blog, como você pode conferir a partir dos campos de buscas, na coluna à direita ou na parte superior esquerda da página, tanto faz.

Para o CEO da Steganos, agregar uma ferramenta de otimização ao seu portfólio de produtos para a plataforma Windows oferece ao usuário de seus produtos uma opção simples e eficaz de otimizar o computador e mantê-lo seguro, que, por dispensar conhecimentos técnicos, pode ser facilmente utilizada por leigos e iniciantes.

A janela principal do programa, além dos 3 blocos principais (falaremos deles a seguir), exibe a temperatura do PC e o percentual de utilização do processador, permite ligar/desligar o modo de alta velocidade e dá acesso a configurações, restauração, ajuda (apenas um sucinto resumo online das funções do aplicativo) e informações sobre o produto.

O modo Autopilot (piloto automático) monitora automaticamente o sistema e propõe soluções para aprimorar seu desempenho. Você pode realizar a otimização com um clique ou ativar o modo de alta velocidade, que ajusta automaticamente as opções de energia, finaliza serviços e processos desnecessários e otimiza as prioridades para proporcionar um melhor rendimento do sistema como um todo.

Observação: O Autopilot costuma perguntar, ao final de cada sessão de navegação, se você deseja excluir os rastros (cookies, histórico de navegação, etc.). Isso é útil do ponto de vista da privacidade, mas pode ser incomodativo em algumas situações. Eu, por exemplo, acesso meu Blog, minha página na rede .Link, no Facebook e no Pinterest dezenas de vezes por dia, e se clicar em OK sempre que fechar o navegador e a janelinha se abrir, serei obrigado a refazer o logon novamente em todas aquelas páginas (e assim sucessivamente, pois não tenho o hábito de deixar o navegador aberto sem necessidade). No entanto, basta ignorar a mensagem para que ela desapareça após alguns segundos, ou então clicar no canto superior esquerdo da caixa de diálogo e, no menu de configurações, alterar esse comportamento do programinha.

Voltando aos 3 blocos principais:

O primeiro ― SmartCleaner ― faz uma faxina inteligente no sistema, que vai da eliminação de arquivos desnecessários à limpeza e otimização do Registro do Windows (veja mais detalhes sobre esse importante banco de dados na postagem anterior). Note que, antes de prosseguir com a limpeza, você poderá acessar informações detalhadas sobre as otimizações sugeridas pelo programa, tanto no modo automático quanto no manual. 

O segundo ― SmartTurbo ― ajusta diversas configurações com vistas a aprimorar a performance e agilizar a inicialização e o desligamento do computador (também nesse caso há opções que podem ser executadas automaticamente e no modo manual). 

Por último, mas não menos importante, o SmartUpdate varre o computador em busca de drivers e aplicativos desatualizados ― causa frequente de instabilidades e mensagem de erro do Windows ―, além de contar com assistentes para desinstalação de aplicativos, recuperação de dados apagados acidentalmente, exclusão de rastros de navegação e apagamento definitivo de arquivos confidenciais/pessoais/comprometedores, prevenindo a recuperação por ferramentas dedicadas (o que, conforme a gente já discutiu em outras oportunidades, é importante quando passamos o computador adiante) e por aí vai.

O Tuning Pro pode ser testado gratuitamente durante 7 dias. Findo esse prazo, é preciso comprar uma licença ― que custa R$ 99,90 para 1 PC e R$ 159,90 para 3 máquinas e vale por um ano ― para continuar usufruindo dos benefícios dessa excelente ferramenta de manutenção.

Era isso, pessoal. Espero ter ajudado.


DIA DO PELEGO

O Estadão, em editorial, diz que a greve desta sexta-feira explora a vagabundagem de muitos trabalhadores:

"Uma greve geral marcada para coincidir com a véspera de um feriado prolongado, encompridando-o um pouco mais, traduz bem o espírito dos organizadores desse movimento. Os chefes das centrais sindicais que convocaram a paralisação certamente esperam que a adesão seja alta, entre outras razões, porque muita gente vai considerar a greve uma oportunidade de antecipar a folga. Como ergofóbicos que são, esses sindicalistas conhecem o valor de uma boa desculpa para não ir trabalhar.

E a desculpa da vez são as reformas promovidas pelo governo de Michel Temer, especialmente a trabalhista e a previdenciária.

A desonestidade dessa campanha sindical, orquestrada pelo PT, é evidente por si mesma. O partido que governou o Brasil por mais de uma década e é diretamente responsável pelo colapso da economia - sem falar do colapso moral - lidera um movimento destinado justamente a sabotar as únicas soluções possíveis para a crise que os próprios petistas criaram.

Para que o deboche seja completo, o PT, ao mesmo tempo que está organizando a tal greve, tratou de lançar um 'plano econômico', batizado de Seis Medidas Emergenciais para Recuperação da Economia, do Emprego e da Renda. Lá estão, uma a uma, as mesmíssimas medidas que condenaram o Brasil a três anos de profunda recessão, que quase levaram o Estado à bancarrota e que criaram mais de 13 milhões de desempregados".

E como hoje é sexta-feira:

Um jornalista do Correio Brasiliense descobre que existe um puteiro em Brasília, frequentado em peso pelos políticos, e resolve investigar. Lá chegando, pergunta à cafetina:

- FHC vinha aqui?

- Sim, claro! Dava gosto, um cavalheiro! As melhores meninas, o melhor champanhe, as melhores gorjetas. Cada vez que vinha, era uma festa.

- Guido Mantega vem?
- Sim, mas não é a mesma coisa. Sempre pede desconto, nunca pede champanhe, nunca está de acordo com a conta, sempre se queixa e nos ameaça com mais impostos.

- Gabeira, também vem?

- Sim, mas não procura meninas, só meninos.

- E a Dilma?

- Bem, esta é o contrário; procura meninas e não meninos.

- E o Lula?

- Também vem, mas fica só um pouquinho. Entra, dá um beijo na mãe e vai embora.   

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quinta-feira, 27 de abril de 2017

DE VOLTA À MANUTENÇÃO PREVENTIVA

O VOTO NULO É INÚTIL APENAS PARA OS POLÍTICOS CORRUPTOS, POIS É A VOZ DO POVO TENTANDO SE MOBILIZAR CONTRA O SISTEMA.

Toda máquina depende de manutenções regulares para funcionar adequadamente, e o computador não é exceção. O hardware é menos exigente, embora seja importante manter a tela do monitor sempre limpa, as ranhuras de ventilação do gabinete desobstruídas e o teclado livre de poeira, cabelos, farelos de bolacha e outros elementos “estranhos” (segundo o Dr. Bactéria, diretor técnico da Microbiotécnica, teclados de computador tendem a acumular mais germes do que tampas de vasos sanitários). Mouses ópticos dispensam maiores cuidados; os modelos antigos, de esfera, costumavam ficar erráticos devido ao acúmulo de sujeira na cavidade da bolinha. Mas nem por isso devemos deixar de limpar o diligente ratinho com um pano seco, ou levemente umedecido, se necessário.

Claro que uma faxina em regra vai bem além disso. O lado bom da história é que você não precisa se dar a esse trabalho mais que uma ou duas vezes por ano, e que, no caso dos tradicionais desktops (PCs de mesa), basta um pouco de habilidade, um pincel de cerdas antiestáticas e um micro aspirador de pó (para mais detalhes, clique aqui). Nos notebooks, todavia, a coisa é mais complicada, já desmontar esses aparelhos requer ferramental adequado e expertise que transcende a esfera de conhecimentos da maioria dos usuários, razão pela qual o trabalho deve ser feito numa assistência técnica ou um computer guy de confiança). Mesmo assim, você fazer uma meia-sola responsável seguindo as dicas desta postagem.

O software, por sua vez, requer manutenções bem mais frequentes, mas que (felizmente) podem ser levadas a efeito pelo próprio usuário. O problema é que, embora ofereça ferramentas nativas para limpeza, correção de erros e desfragmentação do HDD, o Windows não conta com um utilitário que atue sobre o Registro (a “espinha dorsal” do sistema), e manter saudável esse formidável banco de dados é fundamental para a estabilidade e a performance do computador. Faxiná-lo manualmente seria inconcebível, e desfragmentá-lo “na unha”, impossível, de modo que o jeito é recorrer a ferramentas de terceiros.

Além de eliminar arquivos inúteis e traços da navegação, facilitar o gerenciamento da inicialização do sistema e dos plugins do navegador, desinstalar aplicativos, e ― o que eu acho muito importante ― permitir a exclusão de pontos de restauração individualmente, o renomado CCleaner, da Piriform, analisa o Registro e apaga chaves inválidas, entradas desnecessárias e coisa e tal. Pena que não complemente o serviço com uma desejável desfragmentação (pelo menos na versão freeware). Para saber mais sobre esse excelente programa, leia a sequência de postagens iniciada por esta aqui.

O Advanced System Care, da IOBit, também é pródigo em funções (e como!). Seu desinstalador de aplicativos é excelente, pois, faz uma varredura no sistema e remove a maioria dos resíduos que a ferramenta nativa do Windows deixa para trás. Quanto ao Registro, a versão gratuita faz a desfragmentação, mas o módulo de limpeza só está disponível na opção paga. Por conta disso, o Glary Utilities é uma das minhas suítes de manutenção preferidas: ele conta com 39 funções, distribuídas em 11 categorias ― como você pode conferir neste artigo ―, dentre as quais módulos que tanto limpam quanto desfragmentam o RegistroMesmo assim, eu não abro mão do Wise Registry Cleaner, que considero imbatível. Ele integra a excelente suíte Wise Care 365, mas também é disponibilizado separadamente (e de graça, como você pode conferir seguindo este link).

Outra suíte muito bacana é o Tuning Pro, da conceituada empresa alemã Steganos, que otimiza o computador de maneira simples e eficiente e mantém o desempenho nos trinques. Mas isso já é assunto para a próxima postagem.

O MITO DESNUDADO

A autodeclarada alma viva mais honesta do Brasil não passa de um mentiroso contumaz, mas com uma capacidade de enganar digna dos melhores ilusionistas do planeta. Daí se ter transformado num mito ― aura que ainda conserva perante esquerdistas de sinapses estreitas e fidelidade canina, para quem sua recondução ao Palácio do Planalto é a única maneira de salvar do “fogo do inferno” a que fomos condenados pelas nefastas gestões petistas. Para essa caterva de admiradores insensatos, a retórica populista grassa sem trela, enquanto a mente permanece imune aos fatos e impermeável a argumentos racionais. Como bem disse o cantor e compositor Lobão, discutir política com petista é como jogar xadrez com pombo: ele derruba as peças, caga por todo o tabuleiro e ainda sai de peito estufado, cantando vitória.

Nem mesmo a narrativa de Lula sobre o acidente que o tornou eneadáctilo resiste a uma análise mais detalhada. Resumidamente, as chances de alguém perder o dedinho operando um torno mecânico são inexpressivas, mas ficam próximas de zero no caso de um operador destro ― e Lula é destro ―, perder justamente o dedo mínimo da mão esquerda. Vale a pena conferir o que diz a respeito o ex-engenheiro sênior da CSN e especialista em metalurgia de produção Lewton Verri, que conheceu os ex-metalúrgico na década de 70 e o tem na conta de um sindicalista predador e malandro, que traía os “cumpanhêros” começando e encerrando greves para ganhar dinheiro em acordos espúrios (se quiser mais detalhes, clique aqui para acessar uma postagem que revolve mais a fundo as vísceras desse caso espúrio).

Golbery do Couto e Silva ― ex-chefe da Casa Civil em dois governos militares e arquiteto da “abertura lenta e gradual” ― teria dito a Emílio Odebrecht que Lula nada tinha de esquerda e que não passava de um “bon vivant”. E o tempo demonstrou quão acurada foi era essa avaliação: Lula jamais foi o que a construção de sua imagem pretendia que fosse, e sim alguém avesso ao trabalho, que vive de privilégios e mordomias conquistados através de contatos proveitosos e a poder da total ausência daquele conjunto de valores éticos e morais que permitem distinguir o aceitável do inaceitável.

Só que está cada vez mais difícil ― até mesmo para um embusteiro do quilate do petralha ― vender a imagem do retirante nordestino que virou metalúrgico, tornou-se sindicalista e entrou para a política para combater as injustiças e desigualdades e lutar pelos fracos e oprimidos. Parafraseando Rodrigo Constantino, o Lula que iluminava o mundo quando abria a boca era o fantasma de Marilena Chauí ― “filósofa” para quem Moro foi “treinado” pelo FBI, a Lava-Jato tem a missão de “tirar o pré-sal dos brasileiros”, o mar de lama em que o PT mergulhou não passa de miragem e outras asnices que eu prefiro nem mencionar.

O Lula que emerge das delações da Odebrecht, desnudado da roupagem de mito, de pai dos pobres, de salvador da pátria, é um prestador de serviços a corporações corruptas de todos os matizes e origens em troca dos prazeres da boa vida, entre os quais a delícia de desfrutar do poder de maneira indecorosa e ainda se passar por político habilidoso, honesto e provido de um senso de justiça social sem paradigma na história deste país. A mais recente de suas fábulas é a candidatara à presidência em 2018 ― para o Brasil “voltar a ser feliz”, segundo ele e seus acólitos. Como bem disse Dora Kramer, isso seria puro delírio, não fosse fruto da tentativa de emprestar cunho político ao que pertence ao universo criminal.

O truque é velho e não chega a surpreender, mas causa espécie pela facilidade com que, mais uma vez, Lula consegue vender seu peixe: seus incorrigíveis admiradores, defensores, baba-ovos e assemelhados falam a candidatura como se ela fosse perfeitamente possível do ponto de vista legal e factível sob o aspecto político-eleitoral. Mesmo depois do depoimento de Leo Pinheiro, que costumava privar da intimidade do molusco abjeto e sentar-se com ele para degustar uma cachacinha, tomar umas cervejas (daí o codinome de Lula na OAS ser “Brahma”) e ouvir ― e testemunhar ― suas histórias mais íntimas. Na última quinta-feira, o empreiteiro disse ao juiz Moro que a cobertura tríplex do Ed. Solaris ― cuja propriedade Lula nega de mãos postas e pés juntos ― permaneceu em nome da construtora a pedido dos asseclas Okamoto e Vaccari; que a transferência seria feita posteriormente “para alguém que o presidente determinasse ou para a família dele mesmo”; que Lula o mandou destruir qualquer tipo de documento que evidenciasse o pagamento do imóvel pelo ex-tesoureiro petista João Vaccari com dinheiro proveniente de propinas (segundo a ISTOÉ, o “presente” fez parte dos R$ 87,6 milhões que a OAS pagou ao partido de Lula em troca dos R$ 6,7 bilhões em obras realizadas entre 2003 e 2015). Demais disso, Pinheiro deixou claro sua disposição de apresentar fatos e provas que dariam à Lava-Jato mais um ano de trabalho (vale lembrar que o acordo de colaboração do empresário com o MPF foi suspenso por Rodrigo Janot, no final do ano passado, depois que Veja noticiou um suposto envolvimento da OAS numa reforma executada na casa do ministro do Supremo Dias Toffoli).

O resto fica para a próxima; abraços e até lá.

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quarta-feira, 26 de abril de 2017

APAGAR ARQUIVOS CONFIDENCIAIS ― OU: CAUTELA E CANJA DE GALINHA NÃO FAZEM MAL A NINGUÉM

ESCREVO POR AMOR À ARTE, MAS O AMOR NÃO PAGA AS CONTAS.

Todo arquivo digital é uma imensa sequência de bits. O bit é a menor unidade que um dispositivo computacional consegue manipular, e pode assumir somente dois valores ou estados (zero e um, aberto e fechado, ligado e desligado, etc.). Na notação binária ― que é utilizada pelos computadores ―, 1 bit corresponde a 8 bytes, e as grandezas não são expressas em múltiplos de 10, mas na base 2 elevada ao expoente “x”. Assim, 1 kB não são 1000 bytes, mas 1024 bytes (para mais detalhes, reveja esta postagem).

Computadores armazenam na memória física (RAM) os programas em execução e as informações em processamento (desde o próprio sistema operacional até um simples documento de texto). Nenhum dispositivo computacional atual, de um grande mainframe a uma simples calculadora de bolso, funciona sem uma quantidade mínima dessa memória. O problema é que a RAM é volátil, ou seja, incapaz de reter os dados quando o fornecimento de energia é cortado. Então, para que não tenhamos de realimentar toda vez com as informações de que precisa para funcionar (drivers, bibliotecas, sistema operacional, aplicativos, etc.), um HD (ou um SSD, nos modelos de topo de linha mais recentes) faz o papel de memória de massa, salvando as informações de maneira persistente ― não confundir com permanente.

Devido a uma série de fatores relacionados com segurança e privacidade, convém tomarmos muito cuidado com dados pessoais/confidenciais/comprometedores que salvamos no PC, no tablet, no smartphone, etc., pois, como sabemos ― ou deveríamos saber ―, arquivos digitais só são apagados definitivamente depois que são sobrescritos.

Quando deletamos uma foto que havíamos gravado no HDD do PC ou na memória do smartphone, por exemplo, o espaço que ela ocupava fica disponível para regravação, mas, até que isso aconteça, pode ser possível recuperá-la com o auxílio de ferramentas dedicadas ― como o Restoration. Isso nem sempre dá certo, mas há grandes chances de sucesso, especialmente se rodarmos o programinha logo depois que o arquivo que desejamos recuperar foi deletado.
O lado ruim da história e que, quando passamos adiante nosso PC, tablet ou smartphone, sempre existe a possibilidade de algum curioso se valer desse tipo de ferramenta para vasculhar o que foi apagado, mas ainda pode ser recuperado. E mesmo que formatemos o HDD, no caso do PC, ou revertamos os gadgets às configurações de fábrica ― procedimento que limpa a memória interna e desfaz as alterações aplicadas ao sistema operacional desses aparelhinhos, há grandes chances dos abelhudos lograrem êxito em seu intento.

Observação: No caso de tablets e smartphones baseados no Android, acesse Configurações, selecione Backup e reset e escolha redefinir dados de fábrica. Nas versões anteriores a 4.0, pressione Menu a partir da tela inicial, selecione Configurações > Privacidade > Restaurar configurações de fábrica, role a tela de aviso até o final e selecione Redefinir telefone. Nas versões mais recentes, acesse Configurações, selecione Backup e reset e, na tela seguinte, escolha redefinir dados de fábrica. No iOS, selecione Configurações > Geral > Redefinir > apagar todo conteúdo e configurações.

A boa notícia é que o Restoration também apaga definitivamente os dados (outras boas opções são o Advanced System Care, o Eraser e o DBAN). Talvez seja desnecessário você se dar a esse trabalho se está seguro de que não mantém arquivos comprometedores em seus aparelhos, mas até mesmo os nomes, telefones e endereços de email de seus contatos podem ser usados indevidamente por alguém mal-intencionado. Então, procure sempre armazenar esses dados no próprio cartão SIM ou configurar seu aparelho para que os salve no SD Card (caso ele ofereça suporte a cartões de memória). Assim, se você transferir o SIM e/ou o SD Card para o telefone, terá prontamente à disposição seus contatos, músicas, emails, fotos e outros arquivos pessoais, além da segurança de que eles não cairão em mãos erradas.

2.527 ANOS DE PRISÃO

Se a “alma viva mais honesta do planeta” fosse condenada pelo vasto leque de crimes de que é acusada, pegaria de 519 a 1.795 anos de cadeia. Pelo mesmo critério, o Cangaceiro das Alagoas e ex-presidente do Congresso poderia amargar 247 atrás das grades (sua pena mínima seria de 60 anos). E o líder do governo no Senado ― Caju, ou Jucá ―, de 39 e 170 anos. 

O levantamento feito pela reportagem de IstoÉ inclui o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Quadrilha, um dos principais auxiliares do presidente Michel Temer. Se implicado por todos os crimes, sua insolência correria o risco de pegar uma pena de 67 anos. O mesmo cálculo se aplica ao presidente da Câmara, Rodrigo Mamata. Já a pena para o presidente do Senado, Estrupício de Oliveira, seria de 5 a 25 anos. E é esse Congresso que vai votar as reformas de que o Brasil tanto precisa para retomar o caminho do crescimento E ― valei-nos Deus ―  é esse Congresso que vai votar as medidas contra abuso de autoridade ― cuja aprovação a toque de caixa os imprestáveis Renan Caralheiros e Roberto Requeijão vêm defendendo caninamente, enquanto negam candidamente tratar-se de mera retaliação a juízes, procuradores, delegados federais e outras autoridades. Uma barbaridade!

OBSERVAÇÃO: Se aprovado fosse, esse absurdo provocaria uma interminável enxurrada de ações, pois investigados, denunciados e réus processariam os agentes que os investigaram, os procuradores que os denunciaram, os magistrados que os condenaram. E aquela asnice de hermenêutica, então, um verdadeiro descalabro: se a lei não fosse interpretativa, toda decisão do STF seria unânime. Aliás, falando no Supremo, o ministro Marco Aurélio já deu sinais de que, se aprovada semelhante excrescência, a decisão final certamente caberá àquela Corte, o que de certa forma nos tranquiliza, mas não desobriga de pressionar o Legislativo para que essa merdeira não passe.

O levantamento de IstoÉ, baseado em inquéritos policiais e denúncias do Ministério Público, mostra que, quanto mais maduros estão os processos, maiores sãos os riscos de temporadas mais longas na prisão. Como Lula tem mais ações penais que os outros, está bem à frente dos colegas. O cálculo não considerou todas as investigações do petista e de Renan Caralheiros, ambos com mais de dez procedimentos criminais na Justiça, mas apenas as denúncias ou os inquéritos derivados das delações da Odebrecht.

Voltando a Lula, o depoimento do casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura, somado às informações com que Antonio Palocci acenou, ontem, ao juiz Sergio Moro ― as quais, disse o ex-ministro de Lula e Dilma, devem render pelo menos mais um ano de investigações à Lava-Jato ―, o dia D está chegando e a hora H não tarda.

Lula Lá! E com Dilma na rabeira!

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terça-feira, 25 de abril de 2017

O MEDONHO JOGO DA BALEIA AZUL

A CRIANÇA DIZ O QUE FAZ, O VELHO, O QUE FEZ E O IDIOTA, O QUE VAI FAZER.

Por vezes, é a vida que imita a arte. Um bom exemplo é o sinistro “jogo da Baleia Azul”, que mais parece ter saído de um conto do Mestre do Terror Stephen King, mas é real, surgiu na Rússia ― ou pelo menos foi de lá que vieram os primeiros relatos de adolescentes terem dado cabo da própria vida, atirando-se do alto de um prédio ou se jogando debaixo de um trem ― e vem avançando mundo afora com a velocidade vertiginosa das Redes Sociais.

Mensagens enviadas por “curadores” a grupos fechados do WhatsApp e outros aplicativos afins desafiam as vítimas a cumprir 50 tarefas, que vão de desenhar uma baleia azul numa folha de papel à automutilação e até o envenenamento de outras pessoas. A derradeira missão é o suicídio, e os participantes são instados a seguir fielmente as instruções, pois, se desistirem do jogo, bloquearem o remetente das mensagens ou simplesmente ignorarem as tarefas, serão rastreados, e seus familiares, punidos.

Em contrapartida aos desafios macabros propostos pelo jogo da Baleia Azul, surgiram variações como a “Baleia Verde” ― que desafia os participantes a realizar 35 tarefas que estimulam sua autoconfiança e autoestima ― e a “Baleia rosa” ― que conta com mais de 200 mil seguidores e propõe desafios como “escreva na pele de alguém o quanto você a ama”, “poste uma foto usando a roupa que te faz sentir bem” e “faça carinho em alguém”.

Segundo o portal G1, jogos com apelos de riscos letais têm virado moda entre os adolescentes. Um exemplo é o jogo da asfixia, que gerou vítimas no Brasil. Outros são o “Desafio do Sal e Gelo” ― no qual, para serem aceitos no grupo, os adolescentes devem queimar a pele e compartilhar as imagens nas redes sociais ― e o “Jogo da Fada”, que incita crianças a inalar o gás do fogão de madrugada, enquanto os pais dormem.

As recomendações para as famílias são: monitorar o uso da internet, frequentar as redes sociais dos filhos, observar comportamentos estranhos e, sobretudo, conversar e conscientizar os adolescentes a respeito das consequências de práticas que nada têm de brincadeira. Atenção redobrada com os jovens que apresentem tendência a depressão, pois eles costumam ser especialmente atraídos por jogos como o da Baleia Azul.

Cautela e canja de galinha...

Sobrando tempo e dando jeito, assista a este vídeo: https://youtu.be/XEqjB8XPkWE

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