sábado, 1 de abril de 2017

JANETE, TÃO LEGÍTIMA QUANTO NOTA DE TRÊS REAIS

Pode-se enganar todo mundo por algum tempo e alguns por todo o tempo, mas não se pode enganar todos o tempo inteiro. Dilma, a Honesta, bem que tentou, mesmo quando já pipocavam os primeiros sinais do proverbial estelionato eleitoral que lhe garantiu o segundo mandato. Mas qualquer cidadão que não fosse um completo imbecil ― ou militante petista, o que não é muito diferente ― não demorou a farejar algo de podre no reino da anta vermelha.

Mesmo depois de ser penabundada da presidência da Banânia em que ela, seu antecessor e seu aziago partido transformaram este pobre país, a encarnação da insolência continuou vestindo sua fantasia de Ma’at (*), tecida por João Santana com finíssimos e caríssimos fios do ilusionismo. Mas não há nada como o tempo para passar, e o tempo passou, a casa caiu, o castelo ruiu, a roupa sumiu e o gênio malfazejo surgiu em sua forma nua e crua, talhada pelo cinzel de Marcelo Odebrecht, tanto na delação premida quanto no depoimento ao ministro Herman Benjamim, do TSE.

À mulher de César não basta ser honesta; tem de parecer honesta. Ao que tudo indica, Dilma não é nem uma coisa nem outra (vai ver é porque seu ex-marido não se chama César, mas Carlos Franklin Paixão Araújo). O fato é que sua ascensão meteórica sempre me pareceu suspeita: sem jamais ter disparado um tiro ― a não ser no próprio pé, ao se reeleger ―, o Pacheco de terninho virou modelo de guerrilheira; sem ter sido vereadora, virou secretária municipal; sem passar pela Assembleia Legislativa, virou secretária de Estado, sem estagiar no Congresso, virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante, virou projeto de gerente competente; sem saber juntar sujeito e predicado, virou estrela de palanque, sem ter tido um único voto na vida até 2010, virou presidanta do Brasil em 2010 e renovou o mandato por mais quatro em 2014 (felizmente, sua segunda gestão foi abortada após 16 meses e 12 dias, o que não a impediu de demolir pedra por pedra a nossa já claudicante economia). É mole?

Aboletada na presidência do conselho da fundação Perseu Abramo por obra e graça de Rui Falcão ― aliás, o carequinha chegou a convidar Dilma para a própria presidência ao ouvir dizer que vivia com os pouco mais de R$ 5 mil da aposentadoria, o que é mais uma deslavada mentira (**), mas houve resistência dentro do PT e o jeito foi indicá-la para a presidência do conselho curador ―, a imprestável não perde uma única oportunidade de envergonhar os brasileiros: em recente visita à Suíça, requentou seu batido ramerrão de “golpe” e louvou sua deletéria gestão e autodeclarada honestidade (?!), tudo no mais escorreito francês de galinheiro. Do alto de sua costumeira arrogância, fala como se não tivesse gerado e parido a maior crise da história deste país, com direito a 12 milhões de desempregados, que deixou de herança para Temer, a quem se refere como “o traíra”, “o golpista”, recusando-se a admitir que ele foi seu vice na chapa em 2010 e 2014, e, portanto, igualmente eleito pelo voto popular.     

Dilma parece viver em outro planeta, ou, quiçá, numa bolha de distorção da realidade. Às vésperas do primeiro aniversário da decisão do Congresso que a afastou do cargo, ela continua se recusando a reconhecer seus malfeitos ou admitir os (muitos) erros que cometeu em seu malfadado governo. Posa de vítima sempre que a oportunidade se lhe apresenta, a despeito de ocupar posição de destaque na Lista de Janot e de estar cada vez mais encalacrada na Justiça. Em delação premiada, Marcelo Odebrecht contou como participou pessoalmente da negociação do pagamento de uma montanha de dinheiro à campanha presidencial da sacripanta mentirosa, proveniente do caixa dois da empresa no setor de operações estruturadas ― nome pomposo para o departamento de propinas da Odebrecht. Disse ainda que tratou de propina com Dilma num encontro que tiveram no México, e que a alertou para o problema de os pagamentos a João Santana terem sido feitos com “dinheiro contaminado”. Ou seja: Dilma sabia do que estava acontecendo, embora continue negando com veemência (puxou a seu mestre e mentor, que nega de mãos postas e pés juntos a propriedade do triplex no Guarujá, do sítio em Atibaia, na cobertura em SBC, e por aí afora). As declarações de Odebrecht deixam claro o que muitos já suspeitavam, ou seja, que a suposta “lisura a toda prova da ex-presidente” sempre foi (mais uma) cantilena para dormitar bovinos.

Dentro de sua bolha de distorção da realidade, a estocadora de vento se recusa terminantemente a fazer qualquer tipo de autocrítica. Mais do que a rematada estupidez de seus minguados apoiadores, espanta o fato de a plateia estrangeira ainda levar a sério sua inverossímil história do golpe e supostas “tramas” urdidas pelo “golpista” para, através do adiamento das eleições de 2018 e a implementação do sistema parlamentarista no Brasil, tirar de Lula a chance de voltar à Presidência da República.

Difícil é saber de onde ela tira suas ideias sem pé nem cabeça, já que nenhuma dessas propostas habitam a agenda do Congresso ― só existem na agenda da própria Dilma, que a gente não sabe quem banca, embora não seja difícil teorizar a respeito. O que mais causa espécie, no entanto, é o fato de essa senhora e seu deplorável predecessor ainda não terem sido colocados em seus devidos lugares. Será problema de superlotação carcerária ou o quê?  

(*) Deusa egípcia da verdade, da retidão e da ordem.

(**) Segundo o jornal Gazeta do Povo, tanto a mulher sapiens quando os demais ex-presidentes ainda vivos (Sarney, Collor, FHC e Lula) gozam de benefícios que custam aos cofres públicos quase R$ 5 milhões por ano (ou quase R$ 1 milhão cada um) em salários de 40 assessores (8 para cada ex-presidente) e custeio de 10 veículos oficiais (dois para cada um), além de assistência médica e outros mimos, embora não prestem qualquer serviço útil à sociedade.

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sexta-feira, 31 de março de 2017

DÊ ADEUS AO CARREGADOR DO SEU CELULAR

DEUS ESTÁ NAS COINCIDÊNCIAS.

Não é de hoje que a telefonia móvel celular e os dispositivos que utilizamos para usufruir dessa tecnologia fazem parte do nosso dia a dia e dos apetrechos que levamos conosco a toda parte. E como a utilidade dos diligentes telefoninhos cresceu exponencialmente depois que eles se tornaram “inteligentes” ― e passaram a se chamar “smartphones” ―, a (baixa) autonomia da bateria se tornou uma fonte de aborrecimentos.
Se você utiliza seu smartphone como um computador em miniatura ― coisa que esses brinquedinhos realmente passaram a ser ―, já deve ter ficado sem bateria no meio do dia, mesmo que tenha deixado o aparelho na carga durante toda a noite anterior. 

Claro que as tomadas estão por toda parte ― em casa, na escola, no escritório, na sala de espera do dentista. Além disso, basta dispor de um carregador portátil e conectá-lo a uma saída 12v ― presente na maioria dos veículos de fabricação recente ― para você recarregar seu telefone enquanto se desloca de casa para o trabalho, por exemplo. Mesmo que o tempo de recarga seja bem maior (como quando carregamos o celular a partir de uma portinha USB do computador), essa é uma alternativa útil em determinadas situações ― como quando você está preso no trânsito e a bateria “morre” no exato momento em que você saca seu poderoso smartphone para enviar uma mensagem ou fazer uma chamada urgente.

A boa notícia é que uma solução que promete solucionar (ou minimizar) esse aborrecimento vem sendo desenvolvida por algumas empresas, dentre as quais a ENERGOUS. Trata-se de uma tecnologia mediante a qual a recarga (inclusive simultânea) de celulares, tablets e relógios inteligentes pode ser feita à distância e totalmente independente de conexões, fios e cabos fio, ou seja, dispensando tomadas e os tradicionais carregadores. O truque consiste no uso de um transmissor capaz de enviar energia por ondas de rádio, e promete recarregar os aparelhos a uma distância de até 1,5m.

Claro que ainda há dificuldades a vencer, uma das quais é o fato de a transferência de carga diminuir de maneira inversamente proporcional ao aumento da distância entre o transmissor e o receptor ― até cerca de 1 metro a eficiência é total; a partir daí, quanto maior a distância, menor a potência e maior o tempo que a bateria leva para ser recarregada. Isso sem mencionar que a Comissão de Comunicação Federal, que regula a indústria sem fio nos EUA, ainda precisa decidir se os carregadores sem fio de longa distância são ou não seguros.

Vale salientar que diversas alternativas “intermediárias” já foram, estão sendo e continuarão a ser lançadas no mercado enquanto os carregadores “wireless de verdade” não se tornam comercialmente viáveis. A partir do princípio da indução eletromagnética, foram desenvolvidas bases de carregamento que criam um campo eletromagnético quando a corrente elétrica passa por rolos de arame estrategicamente posicionados em seu interior. Um bom exemplo dessa tecnologia é o Qi, desenvolvido pela Wireless Power Consortium, que se popularizou pelo fato de a Nokia tê-lo utilizado no seu primeiro Windows Phone.

A transmissão de energia por indução alcança de 60% a 70% de eficiência em relação ao carregamento via cabo, e sua maior vantagem é a compatibilidade com diferentes dispositivos, já que você não precisa se preocupar com diferentes plugues e carregadores. Todavia, o telefone precisa ficar em cima da base, que, por sua vez deve, deve estar conectada a uma tomada da rede elétrica.

Observação: Pesquisando no Mercado Livre, é possível encontrar dezenas de carregadores “sem fio” por preços que partem de R$ 20 (dê uma olhada e depois veja quanto custaria substituir o carregador original do seu aparelho, no caso de ele vir a apresentar defeito).
Seja como for, as ações da Energous subiram 136% neste ano, a despeito de o produto final ainda não ter chegado às lojas. Isso sugere que a eliminação de fios e cabos caminha a passos de gigante, e que, em cerca de 5 anos, a tecnologia nos será tão familiar quanto a própria telefonia móvel celular.

Quem viver verá.

E como hoje é sexta-feira:

Um menino de 7 anos queria ganhar 100 reais. Rezou durante 2 semanas para Deus, mas nada aconteceu, e ele resolveu mandar uma carta para o Todo-Poderoso. O correio interpretou o destinatário ― DEUS-BRASIL ― como sendo o presidente da República, e entregou a missiva no Palácio do Planalto. Sensibilizado com o pedido do menino, Temer lhe enviou uma nota de 10 reais (por achar que 100 reais era muito dinheiro para uma criança de apenas 7 anos). O garotinho recebeu os 10 reais e, ao reparar que o envelope vinha de BRASÍLIA-DF, pegou papel e caneta e escreveu a seguinte carta de agradecimento: 

― Prezado Deus, muito obrigado por me mandar o dinheiro que pedi. Da próxima vez, vê se manda direto pro meu endereço, porque, quando passa por BRASÍLIA, aqueles filhos da puta ficam com 90%.


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quinta-feira, 30 de março de 2017

SOBRE AS BENDITAS DIETAS E COMO FAZER UMA LIPO VIRTUAL EM SEGUNDOS

E OS QUE FORAM VISTOS DANÇANDO FORAM JULGADOS INSANOS POR AQUELES QUE NÃO PODIAM OUVIR A MÚSICA. 

Numa sociedade regida pela Ditadura da Moda, é normal a gente se sentir desconfortável quando está com alguns quilinhos a mais. Entretanto, ganhar peso é uma consequência mais ou menos natural da combinação de diversos fatores ― idade, predisposição genética, sedentarismo, alimentação desregrada, e por aí vai.

Ainda que alguns privilegiados consigam se manter esbeltos comendo feito lobos e tomando dúzias de cervejas no final de semana, outros parecem engordar pelo simples fato de respirar. Mas preocupar-se exageradamente em manter o peso não é uma boa ideia ― haja vista os efeitos nefastos de alguns transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia, que, em situações extremas, podem levar à morte por desnutrição.

Dias atrás, li um texto onde o escritor, dramaturgo e autor de telenovelas Walcyr Carrasco faz diversas considerações (bem-humoradas, mas nem por isso menos verdadeiras) sobre as ditas terem sido criadas para atormentar as pessoas, e não para torná-las mais magras e felizes. Confira a seguir um breve excerto (e leia o texto na íntegra, se desejar, seguindo este link):

Tenho um amigo que faz o regime paleolítico. Está em moda. Realmente deixa o corpo sem 1 grama de gordura. Inspira-se em como o ser humano se alimentava no Paleolítico: carnes gordurosas grelhadas, assadas, bacon, galinha frita. Zero de carboidratos. Já vi esse amigo devorar travessas de cupim e torresmo. Mesmo assim, ele está sempre com fome. Outra invenção insuportável é o terror ao glúten. Evitá-lo é uma tarefa quase impossível. Ele está presente em quase tudo o que se pode encontrar numa gôndola de supermercado. Fui a uma loja especializada comprar pão sem glúten. Parecia um pedaço de isopor endurecido. Surpreso, descobri que a hóstia na Igreja tem glúten. Um hidratante corporal pode ter. E nem falar de macarrão, pizzas, bolachas, cervejas, uísque ou vodca. Raramente um restaurante oferece alimentos absolutamente sem glúten. As dietas são criadas para atormentar as pessoas. Não é para torná-las mais saudáveis nem mais felizes, e raramente mais magras. Mas para fazer da vida de quem as segue um suplício, pois elas não se divertem num bar, não comem bolo em festinha de aniversário. Eu me pergunto: por que a gente enlouquece por dietas? Às vezes a desculpa é que é saudável. Outras, que ficaremos em boa forma. Mas quilos perdidos a gente acha depressa. Dieta é que nem moda. Um dia os decotes são maiores, depois sobem. Cada ano, vem um novo regime, restritivo, como eu disse, de alguma associação de nutricionistas malvados. No ano retrasado, não foi o Ravenna?

Pessoalmente, acho que mais vale aceitar com resignação alguns quilinhos a mais do que se tornar candidato a manequim de pijama de madeira (ademais, quem gosta de osso é cachorro). Mas tudo tem limites: se a barriga do moço dobra a esquina quando ele ainda está no meio da quadra, ou se os seios da moça cobrem-lhe os tornozelos e ela pode usar a bunda como chapéu, aí já é outra história.

Passando ao que interessa, o site http://makeovr.com/weightmirror soluciona problemas de peso com um simples upload e alguns cliques do mouse: basta você mandar sua foto, definir quantas libras deseja perder (uma libra equivale a 0,453592 kg) e conferir o resultado. Afinal, de ilusão também se vive.

PELO BEM DA DEMOCRACIA E DO ESTADO DE DIREITO: LULA PRESO. JÁ!

Enquanto a Justiça dormita, Lula segue em campanha antecipada, encantando a patuleia ignara com sua versão personalíssima dos fatos que, se isto aqui fosse um país sério, já o teriam colocado atrás das grades. Nesse entretempo, DILMA, A HONESTA, envergonha o povo brasileiro, discursando na Suíça, em francês de galinheiro, seu batido ramerrão de "golpe".

Como bem salientou Guilherme Fiuza, criador e criatura à solta ― posando de inocentes e perseguidos ― legitima a narrativa de que a corrupção é um problema endêmico no Brasil; afinal, os políticos sempre roubaram, a diferença é que agora foram pegos. Na visão de seus incorrigíveis apoiadores, o bandido da história é o juiz Sergio Moro, um fascista que odeia o PT.

Tríplex no Guarujá, sítio em Atibaia, OAS / Odebrecht / Instituto Lula / Pasadena / Cerveró / Schahin / Bumlai / Vaccari e toda a caudalosa enxurrada de escândalos que a Lava-Jato trouxe à luz nos últimos três anos não passam de mera intriga da oposição. Até a cobertura em São Bernardo do Campo (que, claro, não é do Lula) já foi sequestrada pela Justiça. Mesmo assim, parece não haver enredo podre que impeça o flibusteiro eneadáctilo de desfilar como candidato a presidente. “Pelo amor de Deus, criem vergonha, não prejudiquem 204 milhões de brasileiros” ―, disse o parlapatão em recente discurso, aludindo à dimensão do prejuízo que, segundo ele, sua eventual condenação teria sobre o povo brasileiro.

Observação: No primeiro depoimento que prestou como réu, na 10ª Vara Federal de Brasília, Lula negou todas as acusações, exortou as pessoas a ler a Bíblia e parar de usar seu nome em vão e ― pasmem! ― disse não ter ideia de quanto ganha por mês, se R$ 30 mil ou R$ 50 mil, entre aposentadoria, pensão da finada esposa (?!) e repasses feitos pelo LILS e pelo Instituto Lula.

Para a petralhada, a alma viva mais honesta da galáxia deveria depor em Curitiba, no próximo dia 3 de maio, já na condição de pré-candidato, de maneira a inibir o juiz Moro (?!) e reforçar a falácia de perseguição política. No entanto, a carreata da vergonha foi um ato tão descarado de campanha antecipada que até Rui Falcão, presidente nacional da facção criminosa travestida de partido político, achou melhor oficializar a candidatura do chefe num “momento mais oportuno” ― a pretexto de que o partido pretende buscar o apoio de outras forças políticas, embora a verdadeira intenção seja evitar que Lula e o PT sejam multados pela Justiça Eleitoral.

Lula, que de trouxa não tem nada, sabe perfeitamente que sua condenação em primeira instância são favas contadas, e que a confirmação da sentença em segundo grau (estima-se que no primeiro semestre do próximo ano), torná-lo-ia “ficha-suja” e, portanto, impedido de concorrer nas próximas eleições, ainda que não fosse para a cadeia. Por essas e outras, o colunista de IstoÉ Antonio Carlos Prado entende que a prisão de sua insolência é providência para ontem.

Segundo o jornalista, respeitar o Estado de Direito não significa que a Justiça caminhe a passos de tartaruga, e a prisão do molusco abjeto é justamente a proteção maior que se pode dar ao Estado de Direito diante das evidências incontestáveis de seu envolvimento no maior esquema de corrupção da história deste país, que tornam impossível a construção de uma defesa consistente.

Nesse entretempo, Lula faz da candidatura um escudo: na semana retrasada, ensaiou um discurso “queremista”, afirmando ser candidato porque a população assim o quer (o “queremismo”, que defendia a permanência de Getúlio Vargas no governo, foi mentira em 1945 e é mentira atualmente). Será que a sociedade tupiniquim, que ainda nem se recuperou da ladainha demagógica de que o impeachment era “golpe”, terá de ouvir que Lula foi preso porque ganharia a eleição?

Lula chegou a ser nomeado ministro da Casa Civil por Dilma, no ano passado, numa tentativa desesperada de fugir do juiz Sergio Moro; agora, sua ideia é encastelar-se no Planalto para se homiziar da Justiça ― parafraseando Cícero (103 – 46 A.C.), até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?

Seus advogados procuram ganhar tempo arrolando testemunhas inimagináveis e recorrendo a toda sorte de artimanhas para empurrar com a barriga a condenação ― que eles têm como líquida e certa ―, mas isso é dever de ofício; afinal, eles precisam justificar seus nababescos honorários (cobrados em dólares por minuto). Mas tudo tem limite.

Para o bem do Estado de Direito e da democracia, urge julgar, condenar e prender sua insolência petista. E isso é para ontem!

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quarta-feira, 29 de março de 2017

COMO PROIBIR A INSTALAÇÃO DE PROGRAMAS NO SEU PC (Conclusão)

A MORAL DOS POLÍTICOS É COMO ELEVADOR: SOBE E DESCE. MAS EM GERAL PARA POR FALTA DE ENERGIA OU ENTÃO SIMPLESMENTE NÃO FUNCIONA, DEIXANDO DESESPERADOS OS INFELIZES QUE CONFIAM NELES. 

Por menos que a ideia nos agrade, há casos em que precisamos compartilhar o computador com outros usuários, e como é sempre preferível prevenir a remediar, não custa bloquear a instalação de novos aplicativos (afinal, os spywares ― programinhas espiões que atuam sub-repticiamente para capturar dados confidenciais, como senhas bancárias, de login, e números de cartões de crédito) andam à solta por aí, e aplicativos gratuitos são um dos meios de transporte preferidos por essas pragas.

O roteiro que eu publiquei no post anterior, baseado no Editor de Diretiva de Grupo Local, não funciona em todas as versões do Windows. Se você tentar acessar o Editor via menu Executar e receber uma mensagem de erro, tente o plano B (ou instale uma ferramenta de terceiros que bloqueie a instalação programas, se quiser, mas aí já é outra história).

Observação: Como a dica de hoje exige a edição manual do Registro do Windows, e considerando que esse importante banco de dados é a espinha dorsal do sistema ― pois qualquer alteração indevida ou malsucedida pode torná-lo instável ou, em casos extremos inoperante ―, convém você criar um ponto de restauração e fazer um backup do Registro (clicando neste link, você acessará a postagem inicial de uma sequência que trata em detalhes do Registro e explica como criar backups totais ou parciais).

Passemos ao tutorial:

― Abra o Editor do Registro (digite regedit na caixa de diálogo do menu Executar e pressione Enter) e navegue pelas pastas HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Classes\Msi.Package\DefaultIcon;

― Na lista à direita, você verá um arquivo chamado Padrão. Na coluna Dados, haverá um caminho terminado em 0 (zero). Dê duplo clique sobre o arquivo Padrão e, em Dados do Valor, mude o valor de 0 para 1 e reinicie o computador.

A partir daí o Instalador do Windows estará bloqueado. Para reativá-lo, basta seguir os mesmos passos e desfazer a alteração do valor.
(Dica publicada originalmente no site de tecnologia CANALTECH).

ENTRE O CÉU E O INFERNO ― Por Mentor Netto

Lula morreu e foi para o céu. Lá chegando, apresentou-se a São Pedro, que depois de consultar seu livro dourado, grosso como uma versão impressa do Google, disse-lhe em tom cordial:

– Então, Lula, meu anjo, veja… existem muitos processos em andamento lá na Terra. Vamos rever a situação antes de permitir sua entrada.

– Mas como assim? Justo eu que tirei milhões da miséria!

– Na verdade, existem algumas controvérsias, e o Chefe mandou o Milton Friedman revisar as planilhas. Você entende, né? Uma segunda opinião, fazer uns gráficos, apresentar um power point.

– Mas São Pedro, meu governo fez o maior combate à corrupção da história!

– E deu no que deu, né? Pegaram você.

– Nada foi provado!

– Estamos averiguando isso também. Pedimos ao Thomas para dar uma olhada no processo todo.

– O Márcio Thomaz Bastos? – Lula não conseguiu conter o sorriso, lembrando de seu ex-ministro da Justiça.

– Não, né, Lula? O Thomas Jefferson.

– Ô, meu Deus…

– Olhaaaaa. Não complique ainda mais sua situação.

Lula procurava algum argumento.

– Foi no meu governo que aconteceu o maior programa de transferência de renda já realizado no mundo!

– Então…o Marx está examinando isso. Ficou de apresentar uma análise, mas você sabe como ele é prolixo… da última vez que cobrei, o relatório já tinha mais de 600 páginas. A verdade é que essas coisas levam tempo.

Lula recorreu à sua infância sofrida, ao pau de arara, às greves no ABC, mas São Pedro tinha resposta para tudo. Depois de muita negociação, uma proposta:

– Olha, Lula, vamos fazer o seguinte: você pega ali o elevador e desce até o terceiro subsolo. Dá uma espiada lá no Inferno. Você vai ver que não é assim tão ruim. Eu peço que deem a você tratamento VIP. Vai ter um City Tour bacana, com champanhe francesa e tudo. Aí você revê uns amigos, e assim que sair o veredito aqui em cima, eu chamo. Que tal?

Lula pensou em todas as imagens do inferno que já tinha visto nos livros.

– Sabe o que é São Pedro, eu agradeço a proposta… mas vai que me esquecem lá embaixo? Ou pior! Imagina se descobrem que eu fiz o Bolsa Família e tantas outras boas ações…

– Bom, eu preciso resolver esse impasse e vou fazer uma última proposta: você volta lá para a Terra como se nada tivesse acontecido e continua sua vida até a gente resolver por aqui. Que tal?

– Continuo a vida? Assim… do ponto em que eu parei?

– Claro… do ponto que em parou.

– Com o Moro no meu pé, igualzinho?

– Igualzinho.

Lula pensou, cofiou a barba, andou para lá e para cá e finalmente decidiu.

– Ô, São Pedro?

– Diga Lula.

– Explica aí de novo o que está incluído naquele City Tour, vai.

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terça-feira, 28 de março de 2017

COMO PROIBIR QUE INSTALEM PROGRAMAS NO SEU PC

PASSEI ANOS CONSTRUINDO MINHA REPUTAÇÃO. AGORA CHEGOU A HORA DE VENDÊ-LA A QUEM PAGAR MELHOR.

Tudo bem, o “computador da família” é coisa do passado, daqueles tempos em que o hardware custava os olhos da cara, não existiam tablets e os celulares eram apenas telefones móveis. Hoje, os membros da família compartilham apenas o sinal de internet distribuído pela casa por roteadores wireless, e cada um navega a partir de seu próprio dispositivo.

Mesmo assim, há situações em que podemos ser obrigados a compartilhar nosso PC com outras pessoas, ainda que eventualmente, é não é exatamente incomum que esses usuários eventuais instalem aplicativos que não gostaríamos de ter em nosso PC. E ainda que a política de contas de usuário do Windows seja uma mão na roda, não custa saber impedir a instalação de novos aplicativos sem nossa expressa permissão.

O próprio Windows oferece duas maneiras de proibir a adição de novos softwares, que funcionam em todas as edições recentes do sistema. À primeira vista, ambas parecem trabalhosas, mas são bem simples e, o que é melhor, podem ser facilmente revertidas. Note que a primeira opção pode não funcionar nas versões de entrada do Windows (Home ou Basic), mas não custa nada você testá-la antes de partir para o “plano B”. Para tanto:

― Pressione as teclas Win+R para convocar o menu Executar;

― Digite gpedit.msc na caixa de diálogo e pressione a tecla Enter.

― Na tela do Editor de Diretiva de Grupo Local, navegue pelas pastas Configuração do Computador > Modelos Administrativos > Componentes do Windows > Windows Installer, dê um clique duplo sobre Windows Installer e, na lista à direita, localize a opção Desabilitar o Windows Installer.

― Dê duplo clique sobre essa opção, selecione Habilitar e confirme em OK.

Observação: Nem seria preciso dizer, mas vamos lá: para reverter o sistema ao status quo ante, ou seja, liberar novamente a instalação de novos softwares, basta seguir os mesmos passos selecionar a opção Desabilitar.

Supondo que você receba uma mensagem de erro ao tentar abrir o editor em questão, o jeito será recorrer ao plano B, que requer uma alteração na configuração do Registro do Windows. Mas isso e assunto para a próxima postagem. Abraços e até lá.

MANIFESTAÇÕES

O povo voltou às ruas no último domingo, mas a adesão foi bem inferior à esperada. Um ano atrás, quando os manifestantes pediam a cabeça da ex-grande chefa toura sentada, mais de 500 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista. Ontem, havia cerca de 15 mil. E o mesmo (baixo índice de participação) se verificou nos mais de 100 municípios brasileiros onde protestos haviam sido programados.

Para alguns palpiteiros, isso se deveu à pulverização da pauta. E faz sentido. Afinal, o impeachment da anta vermelha desmiolada era uma questão bem mais relevante do que o fim da contribuição sindical obrigatória ou da (a meu ver intempestiva) intervenção militar que alguns participantes defendiam, embora o mote do movimento fosse o apoio à Lava-Jato e o repúdio ao caixa 2, ao foro privilegiado, ao financiamento público de campanha e ao sistema de lista fechada nas eleições. Aliás, havia até pautas opostas, com discursos em prol da reforma da Previdência e grupos com cartazes contrários às mudanças.

Outro aspecto que “esfriou” os ânimos da população foi a repercussão negativa da Operação Carne Fraca. Deflagrada no dia em que a Lava-Jato completou 3 anos, a ação movimentou 1100 policiais ― mais preocupados com os holofotes do que com o cuidado na divulgação das informações ―, mas capturou apenas 33 pessoas, entre fiscais e intermediários de alguns frigoríficos. Para piorar, a divulgação irresponsável das irregularidades manchou reputação de mais de 5 mil empresas e acarretou um prejuízo bilionário ao país, que é um dos maiores exportadores de carne do mundo e cujo setor frigorífico movimenta R$ 400 bilhões por ano.

Não se nega que há fiscais corruptos e empresas problemáticas, mas daí a generalizar e espalhar o terror no mercado interno e externo? Se a PF queria pirotecnia, por que não prendeu o Lula? Afinal, já está mais que na hora! Aliás, não faltaram protestos contra o santo-do-pau-oco e sua pupila (a honesta de araque), embora muitos criticassem o presidente Michel Temer, o PMDB, os presidentes da Câmara e do Senado, os tucanos Aécio, Alckmin e Serra, o ministro Gilmar Mendes, e por aí afora.

A verdade é que os cidadãos de bem já não se sentem estimulados em passar boa parte do seu dia de folga nesses protestos, mas isso não significa que não apoiam a causa, e sim que têm outros planos para o domingo. Diferentemente dos que engrossam os movimentos orquestrados pela patuleia atávica, geralmente convocados através de sindicatos e entidades como o MST e o MTST para marcar presença em troca do proverbial sanduíche de mortanga com tubaína, transporte grátis e uma graninha para a cachaça, que ninguém é de ferro, a maioria dos brasileiros precisa trabalhar (ou procurar emprego) nos demais das da semana. Daí ser importante não medir o humor da população somente pelo número de pessoas que atendem ao chamado para participar dessas manifestações.

O site Sensacionalista tem outra teoria a respeito: bilhões no ralo da corrupção, carne adulterada, febre amarela avançando e vacina faltando, alto índice de desemprego, aposentadoria adiada servidores sem receber e direitos trabalhistas ameaçados é muita tragédia para pouca reação. Ou os brasileiros terceirizaram sua capacidade de contra-ataque, ou a água nacional estaria contaminada por Rivotril.

Enfim, era isso. Quem tiver algo acrescentar, que deixe seu comentário. Afinal, essa seção anda mesmo às moscas.

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segunda-feira, 27 de março de 2017

AINDA SOBRE A AGONIA DOS ANTIVÍRUS - FINAL

O FATO MAIS FUNDAMENTAL SOBRE AS IDEIAS DA ESQUERDA POLÍTICA É QUE ELAS NÃO FUNCIONAM. PORTANTO, NÃO DEVEMOS FICAR SURPRESOS AO ENCONTRAR A ESQUERDA CONCENTRADA NAS INSTITUIÇÕES ONDE AS IDEIAS NÃO TÊM DE TRABALHAR PARA SOBREVIVER.

Conforme eu venho comentando nas últimas postagens, os antivírus estão desacreditados, havendo até quem os considere obsoletos e até inúteis, mas quando se trata de segurança, é sempre melhor pingar do que secar.

Como eu também já disse, além da opinião polêmica de John McAfee ― que é visto por uns como um gênio da computação e por outros como um doido varrido ―, há que se levar em conta o que diz gente “mais centrada”, como Brian Dye e Ted Schlein. O primeiro, que é vice-presidente da Symantec, calcula que o índice de proteção dos antivírus atuais não chega a 50%. O segundo, um dos criadores do Norton, diz que os antivírus são “necessários, mas ineficientes”.

Eu, particularmente, acredito que os desenvolvedores de aplicativos de segurança não vão abrir mão facilmente do filão que eles representam, e com alguns aprimoramentos ― como heurística, análise comportamental na nuvem e outros que tais ―, tornarão o peixe novamente atraente para os consumidores sem precisar recorrer a penduricalhos úteis (como limpadores de arquivos, atualizadores de aplicativos, módulos para criação de backups, etc.), mas que fogem à finalidade precípua das ferramentas de segurança propriamente ditas.

Em última análise, os antivírus são necessários, mas insuficientes. Na verdade, há muito tempo que é assim. Por mais diligentes que sejam essas ferramentas, elas não são idiot proof, ou seja, capazes de protegê-lo de si mesmo, de evitar que você tome decisões erradas. Por isso, o futuro delas depende em grande medida de aprimorar seu canal de comunicação com o usuário, de maneira a aprender com ele e, concomitantemente, ensiná-lo a se proteger.

Então, não ser que você seja um hacker habilidoso, que conheça profundamente os meandros usados pelas pragas digitais em seus ataques, ou que seja experiente o bastante para abandonar a plataforma Windows e usar o Linux (não porque não existe vírus para essa plataforma, pois isso é mito, mas sim porque quem tem habilidade para dominar os sistemas operacionais abertos saberá igualmente neutralizar qualquer tipo de ataque e/ou desfazer facilmente seus efeitos), ou que use o PC apenas offline (para redigir textos, jogar Paciência ou realizar outra atividade qualquer que dispense conexão com a internet), você precisa de uma suíte de segurança. E ponto final.

Alguns dos antivírus mais bem avaliados pela crítica especializada: Kaspersky, Bitdefender, F-Secure, ESET, Norton/Symantec. Clique nos links, avalie as características dos produtos disponíveis, compare os preços e condições de pagamento, faça a sua escolha e boa sorte.

O CASTIGO VEM A CAVALO

Na última quarta-feira (22), o ministro do TSE Herman Benjamin encaminhou a seus pares o relatório parcial sobre a ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico. No documento, constam trechos dos depoimentos dos 77 da Odebrecht, com destaque para o de Marcelo Odebrecht, que se encontram sob segredo de Justiça. Como era de se esperar, boa parte das informações “sigilosas” vazou para a imprensa.

O ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, culpou integrantes do Ministério Público Federal pelo “vazamento seletivo” e acenou com uma possível anulação de provas “obtidas legalmente, mas divulgadas ilegalmente”. Em resposta, o Procurador Geral de República classificou as acusações de disenteria verbal: “É uma mentira, que beira a irresponsabilidade, afirmar que realizamos, na PGR, coletiva de imprensa para 'vazar' nomes da Odebrecht. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios, mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e desvirtuar instrumentos legítimos de comunicação institucional”, disse Rodrigo Janot no discurso mais contundente de sua carreira à frente do MPF.

Como dizia o poeta, não há nada como o tempo para passar. Na última sexta-feira, novas informações sigilosas chegaram ao conhecimento da imprensa, desta feita vazadas por integrantes do próprio TSE, cujo atual presidente é... o ministro Gilmar Mendes, que manteve o discurso ―"deploro vivamente, seriamente, e exijo que façamos a investigação desse vazamento agora lamentavelmente ocorrido. Acho que isso fala mal das instituições. É como se o Brasil fosse o país de trambiques, de infrações. Assim como nós não podemos praticar vazamentos aqui, ninguém pode fazê-lo, nem procuradores, nem juízes, nem ninguém" ―, mas, diante do problema no seu próprio quintal, baixou o facho quanto a uma possível anulação de provas (como diz um velho ditado, quem tem telhado de vidro não joga pedras no do vizinho).

A celeuma parece estar longe do final. Deltan Dallagnol, procurador do MPF e coordenador da Lava-Jato, criticou a tese defendida pelo ministro (de que as delações cujo conteúdo tenha vazado podem ser anuladas). Na sua visão, ainda que os vazamentos sejam condenáveis, "a ideia de anular provas não tem pé nem cabeça, e afirmar que colaborações são ilícitas porque houve vazamentos posteriores significa rasgar a lei e os livros". Cá entre nós, bastaria acabar com esse “segredo de Polichinelo” e dar nomes aos bois para pôr fim nos “indesejáveis vazamentos seletivos”, mas parece que, no Judiciário, nenhum gênio chegou a essa singela conclusão.

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domingo, 26 de março de 2017

E O QUE VOCÊS FIZERAM JUNTOS?

No editorial da revista IstoÉ desta semana, o jornalista Carlos José Marques fala sobre a alma viva mais honesta do Brasil e sua estrambótica pupila e sucessora ― para conferir, clique aqui ―, inspirado no qual eu escrevi o texto a seguir:

Dilma e Lula continuam insultando a inteligência dos brasileiros. Enquanto o comandante máximo da ORCRIM elege como picadeiro para suas intrujices o banco dos réus e palanques nos cafundós do nordeste (tradicional reduto petista devido à profusão de eleitores menos favorecidos do ponto de vista socioeconômico e, portanto, menos esclarecidos), sua pupila e sucessora faz um tour pela Europa e elege os grandes salões para praticar seu francês de galinheiro em pronunciamentos que fazem corar de vergonha não só seus compatriotas, mas também platéia nativa que se dá ao trabalho de aparecer para ouvi-la desfiar uma coletânea de asnices, tais como atribuir a maior crise da história do Brasil à sua deposição, e esta, ao “golpe desfechado pelos traidores contra uma presidenta eleita democraticamente pelo voto popular”. Foi nauseante ouvir essa senhora perorar asnices baseadas em sua tortuosa linha de raciocínio, deturpar os fatos,  reconhecer que o caos econômico, político e moral que nos aflige se deve às escolhas erradas que ela e sua imprestável equipe de assessores levaram a efeito nos 5 anos 4 meses e 12 dias em que estiveram à frente do governo. A mulher chegou mesmo a dizer literalmente: “vocês acham que alguém investe em um país em que parte da oposição pede o impeachment da presidenta? Eles [os responsáveis pelo impeachment] construíram algo irresponsável, a insegurança do Brasil. Hoje a economia se deteriora”.

Sobre essa estapafúrdia pantomima: Não foi “parte da oposição” que gerou o seu impeachment. A quase totalidade do Congresso, apoiada por milhões de brasileiros que foram às ruas ― em maioria ensurdecedora, cujos panelaços e buzinaços não deixariam negar ―, que afastou a anta vermelha do poder por obra e graça de improbidades administrativas notórias. Mas ela parece ter deletado da memória os números devastadores de PIBs negativos sob sua gestão, os 12 milhões de trabalhadores que empurrou para o desemprego, os repiques da inflação, o descontrole nas contas públicas, a destruição das empresas e o caos, fruto de suas inconsequentes escolhas. A pergunta é: com seu habitual “modo de negação”, Dilma pretende enganar a quem? Na Suíça, que prima pela rigidez de princípios e qualidade de vida, disse a estocadora de vento, para assombro geral: “duvido que vão continuar chamando o PT de corrupto daqui para frente”. E ainda falou em risco de adiamento das eleições do ano que vem e ameaça de mudanças de regras para condenar Lula.

Difícil saber de onde essa senhora tira as ilações com que difama o Brasil, afronta a democracia, escarnece das instituições e tripudia da inteligência alheia (e só poderia ser da alheia, pois inteligência, ao que parece, é um dos muitos atributos que faltam à ex-grande-chefa-toura-sentada. Mas, convenhamos: embora esteja longe de superar o mestre, o pouco que aprendeu, ela aprendeu com o melhor. Senão vejamos:

Na primeira audiência em que depôs como réu por tentar atrapalhar investigações da Lava-Jato, Lula fez da sessão um espetáculo. Disse ser vítima de perseguição, tripudiou de indagações, atribuiu à intriga da oposição os favores que teria ganho em um triplex, nas reformas do sítio (que não é dele) e nos gordos dividendos recebidos por palestras a empresas que, em troca, lhe pediam favores pouco republicanos. Afirmou que não existe organização criminosa no PT ― trata-se apenas de uma definição de juízes da mais alta corte, o que o ofende ―, negou qualquer influência na indicação daqueles que saquearam as empresas do Estado, fez troça quando indagado sobre seus rendimentos ― põe aí R$ 50 mil; afinal, com a profusão de amigos a socorrê-lo quando precisa, ele não saberia mesmo dizer de onde vem seu sustento e reclamou de levantar todo dia com medo de ser preso.
O molusco abjeto não reconhece seus malfeitos. A seu ver, bom seria mesmo se tudo isso fosse esquecido.

Dias após o interrogatório, como se nada tivesse acontecido, lá estava ele novamente no palanque, rinchando contra a reformas da Previdência ― como se o rombo no caixa do Estado não tivesse crescido espantosamente em pouco mais de uma década de PT no poder. Valem mesmo as promessas eleitoreiras a arrebanhar massa de manobra para colocá-lo mais uma vez no comando da farra. Lula aspira ao papel de “salvador da pátria” contra o “governo ilegítimo”. Não toma jeito. E a culpa de quem ainda acredita nele.
Sua insolência é ré em cinco ações penais, duas das quais na 13ª Vara Federal de Curitiba, a cargo do juiz Sérgio Moro, e outras mais estão por vir, a julgar pelo que já vazou acerca dos pedidos de abertura de inquérito que Janot encaminhou ao ministro Fachin, atual relator da Lava-Jato no STF.

ObservaçãoLista de Janot, segundo o jornalista José Simão, não é lista, é excesso de bagagem. Aliás, diz o “Macaco Simão” que a Lava-Jato agora se chama Lava-Rabo (entenda porque neste vídeo; dura poucos minutos, mas vale cada segundo).   

Em recente entrevista a Ricardo Boechat, no jornal da Band News, o procurador Deltan Dallagnol, um dos principais operadores da Lava-Jato, disse que pelo menos uma dessas ações deverá ser julgada ainda neste semestre (confira a íntegra aqui ou assista a uma versão resumida seguindo este link).

Torçamos para que não demore. Afinal, já está mais do que na hora.

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sábado, 25 de março de 2017

LADROAGEM NO SÃO FRANCISCO CONFIRMA: LULA É O PAI DA CRIANÇA (Ou: Quem sai aos seus não degenera; Ou: O fruto nunca cai muito longe do pé)

TODA NULIDADE TEM OUTRA, AINDA MAIOR, QUE A ADMIRA.

No dia 10 de março, Michel Temer inaugurou o eixo leste da transposição das águas do Rio São Francisco. Enciumado, Lula baixou por lá no último domingo para reivindicar a paternidade da obra. Na discurseira que abrilhantou mais um comício ilegal, garantiu que é o pai da transposição. A mãe é Dilma Rousseff, esclareceu.

Nem precisa perder tempo com exame de DNA. Pelo menos cinco marcas de nascença confirmam aos berros que o filhote é a cara de Lula:

1. CRONOGRAMA VIGARISTA: Em 2007, quando as obras começaram, o então presidente jurou que seriam concluídas em 2010. Na conta de quem deve ser debitado o atraso de sete anos?

2. ORÇAMENTO FALSIFICADO: O custo original do projeto foi orçado em R$ 8,5 bilhões (em dinheiro de hoje). A gastança subiu para R$ 9,6 bilhões. Ninguém explicou até agora a diferença multimilionária.

3. SUPERFATURAMENTO: Apenas em licitações, o Tribunal de Contas da União já identificou um sobrepreço que vai chegando a R$ 720 milhões. Quem embolsou a fortuna?

4. INDENIZAÇÕES ILEGAIS: Só em desapropriações, o TCU calculou em 2012 que as indenizações totalizavam R$ 69 milhões, quantia que ultrapassa amplamente limites fixados como referência pelo Incra.

5. DESVIO DE VERBAS: As obras envolveram 90 empreiteiras. Ninguém sabe dizer por que foram tantas. A Delta, a OAS e a Galvão Engenharia lideraram um grupo de empresas (todas atoladas no Petrolão) que engoliu mais de R$ 200 milhões em dois lotes das obras do eixo leste.

No palavrório de domingo, o candidato a Dom Pedro III repetiu que Michel Temer não tem nada a ver com a obra que inaugurou. Cabe a Lula, portanto, esclarecer os casos de polícia em que se meteu às margens do São Francisco. O pai da transposição é também o parteiro da ladroagem fluvial.

Com Augusto Nunes em Veja.com

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sexta-feira, 24 de março de 2017

AINDA SOBRE A OBSOLESCÊNCIA DO ANTIVÍRUS (Parte 3)

A POLÍTICA É SIMPLESMENTE UMA FARSA DOS CORRUPTOS.

Ruim com eles, pior sem eles: embora não garanta 100% de eficiência, o uso do antivírus é fundamental ― sem essa camada de proteção, mesmo mantendo o sistema e os aplicativos atualizados, usando senhas fortes e tomando os devidos cuidados com sites links e anexos de email suspeitos, nenhum internauta navegaria ileso por muito tempo. Traçando um paralelo com a segurança no trânsito, atravessar a rua pela faixa de pedestres não elimina os riscos de ser atropelado, mas torna-os significativamente menores.

Felizmente, não faltam opções de antivírus e suítes de segurança para download na Web, tanto shareware quanto freeware (para saber mais sobre distribuição de software, leia esta postagem). E a despeito de não garantirem proteção total ― e nem serem idiot proof a ponto de proteger o usuário de si mesmo ―, eles são a solução que temos e teremos até que uma alternativa melhor desponte no horizonte. Então, obsoletos ou não, com os dias contados ou não, os antimalwares e afins continuam indispensáveis (para mais detalhes, clique aqui e aqui).

Observação: Claro que existem soluções radicais, como o Deep Freeze Standard, cujo modus operandi lembra de certa maneiro o filme Feitiço do Tempo no qual um repórter meteorológico mal-humorado (Bill Murray) cobre pela quarta vez consecutiva uma festa interiorana (Dia da Marmota), é obrigado a pernoitar na cidadezinha devido a uma nevasca e acaba revivendo a cada manhã o mesmo dia da festa, como se o tempo tivesse deixado de passar. Trata-se (o aplicativo, não o filme) de uma versão mais sofisticada da restauração do sistema do Windows, mas que, em vez de agir por demanda do usuário, cria uma “imagem congelada” das definições e configurações do computador e as recarrega a cada boot. O problema é que, além blindar o sistema contra a ação danosa de códigos maliciosos e desfazer eventuais alterações levadas a efeito pelo usuário (ou usuários, se houver mais que um), o programinha desfaz eventuais atualizações, reconfigurações e instalações de aplicativos, torna inócua a criação de novos arquivos e impede a edição dos preexistentes. Em outras palavras, tudo volta a ser a ser como antes sempre o computador é reiniciado.

Se você não está satisfeito com seu arsenal de segurança ― ou se a licença está para vencer ―, confira a seguir algumas opções que vale a pena conhecer. Mas lembre-se de que é possível testar a segurança oferecida pelo aplicativo que você utiliza com o EICAR (detalhes nesta postagem). Também nesse caso seria ilusão imaginar que o resultado seja inquestionável, mas vale a curiosidade. Dito isso, vamos ao que interessa.

Por anos a fio o AVG e o AVAST disputaram focinho a focinho (ou instalação a instalação, melhor dizendo) a preferência dos internautas, notadamente entre as opções freeware, embora também sejam disponibilizados em versões comerciais (para saber mais sobre distribuição de software, leia esta postagem). Mas a AVAST encampou a AVG, e ainda que produtos de ambas as marcas continuem coexistindo no mercado ― tanto para PC quanto para MAC e mobile ―, a tendência é de que a marca AVG acabe desaparecendo. 

Tempo houve também em que antivírus gratuitos eram oferecidos apenas com interface em inglês (e na língua natal da empresa desenvolvedora; aliás, os russos produzem excelentes ferramentas de segurança), mas a maioria deles já inclui o português (às vezes com sotaque lusitano) na lista de idiomas disponíveis. Sorte nossa, pois de nada adianta ter um antivírus e não compreender o que significam as mensagens que ele exibe quando identifica algo suspeito. Se, mesmo com informações em português, muita gente se confunde a ponto de autorizar uma ação que deveria impedir ― ou simplesmente clica em qualquer coisa que feche a “incomodativa” caixa de diálogo ―, a tendência de fazer besteira é ainda maior quando existe a barreira do idioma.

Outra boa notícia é que, de uns tempos a esta parte, as suítes de segurança ― que, além do antivírus propriamente dito, costumam integrar aplicativos de firewall, antispyware e outras funções interessantes ― passaram a ser disponibilizadas gratuitamente, embora os fabricantes bloqueiam alguns recursos (como a atualização automática das definições de vírus, a varredura em segundo plano sem intermediação do usuário, o suporte 24/7 por telefone e outras facilidades) como estratégia para estimular o usuário a licenciar o produto.

Dando por findo este preâmbulo, cumpre salientar que a Microsoft nunca obteve grande sucesso com as ferramentas de segurança que resolveu desenvolver, de modo que a maior vantagem do Defender, que é um componente nativo do Windows, é dispensar o acréscimo de uma ferramenta de terceiros. Para alguns analistas, se combinado com o Windows Firewall, o programinha fornece proteção satisfatória, sobretudo nas encarnações mais recentes, tanto na proteção em tempo real quanto na verificação por demanda. Eu, particularmente, acho que ele é um excelente quebra-galho, mas nada além disso.

O Avira Free Antivirus é uma ótima alternativa gratuita, pois oferece proteção abrangente contra a maioria das ameaças e conta com o Protection Cloud. Mediante a análise de arquivos desconhecidos feita “na nuvem”, essa tecnologia provê proteção em tempo real contra ameaças zero day ataques que se valem de falhas de segurança recém-descobertas e, portanto, não documentadas ou corrigidas ―, além de identificar malwares contra os quais ainda não existe vacina (ou, no jargão da segurança digital, cuja “assinatura” ainda não é conhecida). Mesmo assim, eu não deixaria de conferir (nesta página) os recursos adicionais oferecidos pelas opções pagas do Avira, cujos preços vão de R$ 39,99 a R$ 96,99.

O Avast Free Antivirus também é gratuito e igualmente eficiente. A versão 2016 trouxe alguns aprimoramentos, como o escaneamento inteligente, que aumenta ainda mais o nível de proteção. Mas não deixe de visitar o site da Avast para conferir as soluções pagas que o fabricante oferece. Os preços são palatáveis, o pagamento pode ser parcelado, e você ainda escolhe se quer licenciar o produto por 1 ou 2 anos, contratar a renovação automática e/ou estender a proteção para outro PC, smartphone ou tablet.

Eu uso o Avast Internet Security Premier na minha máquina de trabalho, mas fiquei tão bem impressionado com o Avast Antivírus Nitro Update que resolvi mantê-lo no meu note. Segundo o fabricante, essa opção foi projetada para melhorar a velocidade, o tempo de reinicialização, a agilidade dos downloads e o desempenho do computador com Windows 10, além de contar com o navegador SafeZone, que isola as sessões de navegação para proteger a privacidade do internauta. Ainda de acordo com a mãe da criança, o Nitro reduz em 11%, em média, o tempo de boot em relação às versões anteriores do Avast Antivírus que já se destacavam por ser leves e rápidas. Para economizar ciclos de processamento da CPU, a ferramenta mantém parte do processo de identificação e análise de ameaças na nuvem, reduzindo em 50% o impacto sobre a performance do sistema (em comparação com o Windows Defender).

O resto fica para a próxima, pessoal.


QUEM PRECISA DO PT?


Não o Brasil, segundo o escritor e historiador Marco Antonio Villa, para quem é “incompreensível” que a constante violação de leis ainda não tenha levado à suspensão do registro partidário dessa facção criminosa e à prisão de seu comandante. Reza o artigo 28 da lei 9096, de 19 de setembro de 1995, que regulamenta o funcionamento dos partidos políticos:

O Tribunal Superior Eleitoral, após trânsito em julgado de decisão, determina o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado:
I – ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira;
II – estar subordinado a entidade ou governo estrangeiros;
III – não ter prestado, nos termos desta Lei, as devidas contas à Justiça Eleitoral;
IV – que mantém organização paramilitar
”.

No mínimo, o PT violou os incisos I e III, o que nos leva à pergunta: por que até hoje o TSE não tomou nenhuma providência? Cabe lembrar às suas excelências que omissão também é crime.
Ainda segundo Villa, o PT é incorrigível. Mais ainda seu chefe, Luís Inácio Lula da Silva, “o comandante máximo da organização criminosa”, de acordo com o Ministério Público Federal. Não reconhecem nenhum dos crimes cometidos contra o Brasil. Pelo contrário, insistem que nada fizeram que violasse a lei. Pior: dizem agora que o Brasil precisa do PT e de Lula. Precisa?

Desde a posse de Lula na Presidência da República, a 1º de janeiro de 2003, durante longos treze anos e cinco meses, o Palácio do Planalto foi transformado em escritório central de uma organização criminosa. De lá partiram ordens que possibilitaram organizar o maior desvio de recursos públicos da história da humanidade, o petrolão. A bem da verdade, o petrolão foi o ápice da corrupção orquestrada pelo PT, mas outros esquemas criminosos foram estabelecidos, como o que ficou conhecido como mensalão, alvo da Ação Penal 470. Isso, vale registrar, do que conhecemos até o momento. E, a julgar pela criatividade delituosa de Lula e seus acólitos, não causará estranheza se o País ficar estarrecido com revelações de novos escândalos.

O Brasil precisa é de verdadeiros partidos políticos, com funcionamento democrático, enraizados na sociedade e que tenham ideologia. Partido é parte, não é o todo. A não ser, excepcionalmente, nas ditaduras de partido único. Na democracia, o partido elabora uma visão de mundo, busca o bem comum e não o saque do Estado, como fez o PT.

Para completar: diz Sérgio Pardellas, em artigo publicado na revista IstoÉ, para não se tornar um inocente útil, é bom você saber que:

PT nunca gostou de Dilma; aturou-a enquanto lhe convinha e, no fim, torceu por sua queda.

PT não quer derrubar Temer, pois prefere que seu governo desembarque no ano eleitoral chamuscado, carregando o peso das reformas impopulares (como a da Previdência e a Trabalhista).

PT sabe muito bem que não houve golpe ― como tampouco houve em 1992, quando os petistas tramaram e apoiaram a deposição de Collor.

Lula nunca foi de esquerda ― e nem se declarou como tal; o próprio Dirceu o considerava acima de tudo um conservador.

PT é tão de esquerda quanto o PSDB ― foi Lula quem criou essa dicotomia, pois os tucanos são essencialmente de esquerda, embora o partido possua correntes conservadoras. Quem considera o PSDB de esquerda não entende patavina de política.

Volto amanhã com mais considerações sobre a alma viva mais honesta do Brasil. Até lá. 

E como hoje é sexta-feira:




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quinta-feira, 23 de março de 2017

AINDA SOBRE A OBSOLESCÊNCIA DO ANTIVÍRUS (Parte 2)

CONSCIÊNCIA É COMO VESÍCULA, A GENTE SÓ SE PREOCUPA COM ELA QUANDO DÓI.

Se quiser saber mais sobre a história do antivírus, siga este link e leia a sequência de três postagens que eu publiquei a propósito há alguns anos. Talvez muita coisa tenha mudado desde então, mas as informações conceituais continuam plenamente válidas.

Voltando a John McAfee, que considera o antivírus obsoleto, o cara pode ser um gênio, mas também é doido de pedra. Filho de um suicida, ele chegou a trabalhar como programador para a NASA, mas consumia grandes quantidades de cocaína, vendia o excedente a colegas de trabalho, dormia sobre a mesa e passava as manhãs bebendo whisky. Foi expulso da Northeast Louisiana State University por transar com uma de suas alunas, e da Univac de Bristol, no Tennessee, depois de ser flagrado vendendo maconha. Em 1986, quando soube que dois paquistaneses haviam criado aquilo que poderia ser considerado o primeiro vírus de computador, JM fundou a McAfee Associates, pensando, inicialmente, em desenvolver ferramentas antivírus e distribuí-las gratuitamente. Mas o sucesso foi tamanho que, em 1991, todas as maiores empresas dos EUA usavam seu programa (pelo qual já era cobrada uma pequena taxa de licenciamento, que lhe rendia US$ 5 milhões por ano).

Em pouco tempo, o valor da McAfee Associates alcançou impensáveis US$ 80 milhões, e John passou a figurar entre os grandes nomes da indústria tecnológica nos anos 90. Em 2011, ele vendeu a companhia para a Intel por US$ 7,7 bilhões. No ano seguinte, fundou uma fábrica de cigarros, uma companhia de distribuição de café e um serviço de táxi marítimo. Mais adiante, foi preso por criar um exército privado e traficar drogas em Belize; solto sob fiança, voltou a morar em companhia de cinco mulheres (com idades entre 17 e 20 anos). Suspeito do assassinato de um vizinho, JM fugiu para a Guatemala, de onde foi extraditado para os EUA. No ano passado, já como CEO da MGT Capital Investments, resolveu mudar o nome da companhia para John McAfee Global Technologies, contrariando o contrato celebrado com a Gigante dos microchips por ocasião da venda de sua empresa (o imbróglio aguarda decisão judicial).

Para alguns, McAfee é um homem perigoso, um dos chefes de um cartel de drogas na América Central. Para outros, é apenas alguém que perdeu contato com a realidade e tenta convencer os outros de seus delírios. Em seu blog oficial, ele alimenta histórias mirabolantes, como a de que é líder de um grupo de espiões que descobriu uma célula terrorista do Hezbollah em plena América Central. No início do ano, em entrevista concedida ao site de tecnologia Tecmundo, afirmou que “deveríamos jogar fora nossos smartphones”, pois eles podem ser hackeados, independente da marca, do modelo e dos aplicativos de segurança instalados para protegê-los. E o pior é que faz sentido. Semanas atrás, o Wikileaks vazou arquivos confidenciais da CIA que revelam a existência de ferramentas de espionagem sofisticadas, capazes de quebrar a criptografia de sistemas operacionais e obter acesso remoto a computadores, smartphones, automóveis, e até Smart TVs (voltaremos a esse assunto numa futura postagem).

McAfee afirma que os antivírus são inúteis porque se baseiam numa tecnologia ultrapassada, que as soluções desenvolvidas pelos crackers para burlar a proteção são bem mais criativas e avançadas, e que usa celulares sem GPS. Se, por algum motivo, precisa acessar a Internet a partir de um smartphone, ele compra um aparelho (da Samsung), que troca por um novo a cada duas semanas.

Mas não é só esse desvairado que acredita na morte eminente dos antivírus. Brian Dye, vice-presidente da Symantec ― uma das mais conceituadas empresas de segurança digital do mundo ― compartilha da mesma opinião. Para ele, se os antivírus não são totalmente inúteis, no mínimo são insuficientes.

De acordo com um estudo da FireEye, 82% dos malwares desaparecem por completo depois de uma hora. Em média, 70% só existem uma vez. Assim, os gigantescos bancos de dados dos fabricantes dos antivírus são cemitérios de malwares que jamais afetarão os usuários. Daí a popularização da heurística na detecção de softwares mal-intencionados, que permite identificá-los a partir de seu comportamento, mas que, em contrapartida, consomem muitos recursos e apresentam resultados difíceis de interpretar.

Talvez os antivírus tenham se transformado em coisas monstruosas e lentas. Ao longo dos anos, foram adicionando às suas janelas uma grande quantidade de funções extras, como cópias de segurança ou limpadores de arquivos ― recursos úteis, mas que nada têm a ver com a proteção antimalware; são apenas uma estratégia de marketing para aliciar os consumidores e convencê-los da utilidade das ferramentas.

A conclusão fica para a próxima postagem. Até lá.

RODRIGO JANOT E A DISENTERIA VERBAL DE GILMAR MENDES

Depois que a Folha divulgou uma suposta “coletiva em off” para vazar seletivamente nomes de políticos que figuram na “Lista de Janot”, o grandiloquente ministro Gilmar Mendes teceu críticas incisivas aos procuradores. 
No pronunciamento mais contundente desde que assumiu a Procuradoria Geral da República, Rodrigo Janot rebateu: “Não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação do palácio do planalto, congresso nacional e supremo tribunal federal. só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios. mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e instrumentos legítimos de comunicação institucional”. Ainda que não tenha citado Mendes nominalmente, o PGR não deixou dúvidas sobre quem era o alvo das suas críticas.

Disse Janot que magistrado preferiu atacar o Ministério Público e omitir, de forma deliberada, as menções ao uso do off no Palácio, no Congresso e no Supremo, que a informação de que houve uma coletiva para a divulgação de uma lista de políticos investigados é mentirosa, que Mendes estaria tentando nivelar todas as autoridades ao atribuir aos procuradores conduta que, na prática, seria dele, qual seja chamar jornalistas para conversas reservadas e divulgar informações sigilosas.

Ainda assim, meus amigos, em projeção mental, alguns tentam nivelar todos a sua decrepitude moral e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se, não raras vezes, da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no estado” — completou Janot. E não deixou por menos: “procuramos nos distanciar dos banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder público e repudiamos a relação promíscua com a imprensa”, em patente reprovação à suposta conduta promíscua do ministro, que estaria participando com frequência de jantares no Palácio do Planalto.

A bola está com o ministro. Aguardemos, pois, o próximo lance.

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