terça-feira, 11 de agosto de 2015

TECLADO - SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

COMO SÃO MARAVILHOSAS AS PESSOAS QUE NÃO CONHECEMOS BEM.

A tecnologia é algo fantástico, especialmente quando funciona. No entanto, como bem disse o velho Murphy, “se algo pode dar errado, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo a causar o maior estrago possível”. 

Então, vamos supor que um belo dia você liga o computador e seja brindado com os seguintes dizeres: “KEYBOARD ERROR OR NO KEYBOARD PRESENT”. Essa mensagem costuma ser exibida durante o boot no caso de o parâmetro HALT ON do Setup não ter sido ajustado para “ALL ERRORS, BUT KEYBOARD” ─ situação na qual o erro é ignorado e o Windows, carregado normalmente.  

Seja a mensagem em questão exibida ou não, o fato é que seu teclado está inoperante, e a menos que você não se importe em usar indefinidamente o teclado virtual, experimente primeiramente desconectar e reconectar o periférico (não deixe de desligar o PC se a conexão for padrão PS/2). Se não resolver, experimente conectar outro teclado ao computador.

Existe a possibilidade de a origem do mau funcionamento ter a ver com o driver. Abra o Gerenciador de Dispositivos, expanda o item Teclado, dê duplo clique sobre o modelo em uso, clique na aba Driver e pressione o botão Atualizar driver... (talvez seja necessário reiniciar o computador).

Se o problema estiver na interface PS/2 e você não dispuser de espertise e ferramental adequado para fazer os devidos reparos, o jeito será substituir a placa-mãe ou instalar um teclado USB (se ele não funcionar na primeira tentativa, conecte-o a outra porta). Caso dê certo, ótimo; modelos USB sem firulas, mas perfeitamente aceitáveis, podem ser adquiridos por cerca de R$50.

Observação: Se seu PC não tiver uma portinha USB disponível, saiba que existem adaptadores PS/2-USB e vice-versa (figura ao lado). Talvez eles não sejam lá muito fáceis de encontrar, mas um bate-pernas pelas lojas da Rua Santa Ifigênia (ou local equivalente na sua cidade) deve resolver.

Na improvável (mas não impossível) hipótese de nada disso funcionar, vale tentar reconfigurar o BIOS com os parâmetros default (opção “load default setup” ou coisa parecida; para mais informações, acesse minha sequência sobre BIOS/CMOS Setup iniciada por esta aqui).

Observação: Se o teclado problemático for um modelo sem-fio, verifique se a pilha/bateria que o alimenta está devidamente carregada.

Confira outras “pérolas” atribuídas a Edward Murphy (1918-1990):

·        Todo corpo mergulhado na banheira faz tocar o telefone;
·        A informação mais necessária é sempre a menos disponível;
·        A fila do lado sempre anda mais depressa;
·        Se a experiência deu certo na primeira tentativa, é porque tem alguma coisa errada;
·        Toda partícula que voa sempre encontra um olho;
·        A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo aumenta proporcionalmente ao valor do tapete;
·        Assim que você tiver esgotado todas as suas possibilidades e confessado seu fracasso, haverá uma solução simples e óbvia, claramente visível a qualquer outro idiota;
·        Dois monólogos não fazem um diálogo;
·        As variáveis variam menos que as constantes;
·        Se você é capaz de distinguir entre um bom e um mau conselho, então você não precisa de conselhos;
·        Se há mais de uma maneira de se executar uma tarefa ou trabalho, e se uma delas resultar em catástrofe ou em consequências indesejáveis, certamente ela será a escolhida.

Tenham todos um ótimo dia.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

WINDOWS 10 / DESKTOP, ALL IN ONE OU NOTEBOOK, QUAL A MELHOR OPÇÃO?

QUEM NÃO É COMUNISTA NA JUVENTUDE NÃO TEM CORAÇÃO, MAS QUEM CONTINUA COMUNISTA NA IDADE MADURA NÃO TEM CÉREBRO.

Conforme eu comentei recentemente na minha comunidade de informática, o upgrade gratuito para o Windows 10 é uma estratégia de marketing que visa agilizar a adoção do novo sistema. Todavia, segundo alguns analistas a coisa vai mais além. Até porque o upgrade é gratuito, mas o restante, do MS Office ao Cortana e ao Xbox, foi planejado para encher as burras da empresa. Isso sem mencionar que, se você não tem uma versão do Windows elegível para a atualização gratuita, terá de gastar, no mínimo, R$ 330 numa cópia selada do novo sistema (a menos que se valha do estratagema que eu sugeri nesta postagem, naturalmente, que evita a clandestinidade e reduz significativamente o desembolso). Para não estender demais este preâmbulo e passar de vez ao post do dia, o link que remete à minha comunidade, onde você poderá ler a íntegra da matéria, é http://vai.la/fHE5.  

Os notebooks já foram conhecidos como laptops e destinados quase que exclusivamente a um segmento de usuários composto por executivos que precisavam de mobilidade e novos ricos que buscavam notoriedade, mas de uns tempos a esta parte eles vêm se mostrando cada vez mais vocacionados a substituir o velho PC de mesa. Aliás, eu mesmo fui um dos precursores dessa prática, e como os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito, meu primeiro note, comprado em agosto de 2003, custou o equivalente a 22 salários mínimos!      

Portáteis de configuração mediana ainda custam mais do que desktops com recursos equivalentes, mas são excelentes para quem dispõe de pouco espaço e tem ojeriza àquela incomodativa macarronada de cabos e fios. Se dinheiro não é problema, não é preciso abrir mão do desempenho para ter mobilidade ─ e conforto: com um roteador Wi-Fi estrategicamente posicionado, é possível usar o aparelho enquanto toma a fresca da tarde na varanda ou mesmo enquanto atende um "chamado da natureza".

PCs "ALL IN ONE" também são excelentes alternativas aos modelos convencionais, pois trazem a placa-mãe e demais componentes internos embutidos na face posterior do monitor de vídeo, proporcionando um visual clean e uma significativa economia de espaço sobre a mesa de trabalho (onde, além do próprio monitor, será preciso manter somente o teclado e o mouse (de preferência wireless). Existem até modelos com telas de 27 polegadas, que podem ser pendurados na parede da sala e usados também para assistir a filmes em DVD ou streaming de vídeo, jogar games radicais, e por aí vai.

Observação: A vantagem adicional do notebook é a possibilidade de desligá-lo da tomada a qualquer momento e levá-lo para um final de semana na praia ou alguns dias de férias no campo, por exemplo, evitando, dentre outros aborrecimentos, o risco inerente ao uso de máquinas públicas em lanhouses, cybercafés, etc. Por outro lado, se você é adepto do "faça você mesmo", convém pensar duas vezes antes de abandonar a plataforma desktop, já que, quando de trata de manutenção e eventuais upgrades de hardware, nos portáteis "o buraco é mais embaixo".

Embora a preferência dos usuários por máquinas menores, mais leves e fáceis de transportar venha se delineando, nem pense em usar smartphones ou tablets como substitutos do desktop (ou mesmo do notebook). Os smartphones são celulares "metidos a besta", que posam de computador de bolso, mas ficam sem energia assim que você se anima a utilizá-los como tal. Já os tablets não são nem uma coisa nem outra: como telefone, eles lhe dão a sensação de estar falando numa tábua de fatiar churrasco, e como computador... Bom, é de se convir que suas telas de dimensões maiores que as dos dumbphones facilitam a navegação, mas digitar mais do que uma ou duas palavras naqueles incômodos teclados virtuais já é outra história.       

Para concluir, cumpre dedicar algumas linhas aos netbooks e ultrabooks:

·        Os netbooks surgiram quando a popularização da Web 2.0 delineava um cenário onde os serviços online substituiriam os aplicativos residentes e os discos virtuais se tornariam a opção primária para armazenamento dos dados. Com o trabalho pesado sendo realizado na nuvem, os fabricantes cortaram custos suprimindo o drive óptico, reduzindo o número de portas para conexão de periféricos e restringindo ao mínimo indispensável a quantidade de memória de massa e de memória RAM, bem como do poder de processamento da CPU. Mais adiante, com o sucesso do iPad e a subseqüente disseminação dos tablets em geral, os netbooks se tornaram uma opção a ser evitada (da mesma forma que os carros 1.0; afinal, quem gosta de motorzinho é dentista).

·        Os ultrabooks são aparelhos que priorizam a mobilidade e a portabilidade, como os netbooks, mas oferecem desempenho compatível com o dos notebooks. Esse conceito, formulado pela INTEL em 2011, era de início um tanto impreciso, mas as definições mais recentes exigem explicitamente telas sensíveis ao toque compatíveis com o Windows 8, suporte a comandos de voz e ao Intel Wireless Display, autonomia de 6 horas de reprodução de vídeo em full HD e/ou 9 horas com o sistema carregado, mas ocioso, além da capacidade de "acordar" da hibernação em menos de 3 segundos (isso só é possível graças aos drives de estado sólido, cuja utilização também é obrigatória). Adicionalmente, todos os ultrabooks devem vir com uma solução antivírus e oferecer suporte às tecnologias antifurto e de proteção à identidade da Intel (é por isso que a empresa desembolsou mais de US$ 7 bilhões na compra da McAfee em 2010).

Fica a critério do freguês. Abraços a todos e até a próxima.  

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

DRIVES SSD ─ JÁ É HORA DE MIGRAR? (final)

SE TAMANHO FOSSE DOCUMENTO, O ELEFANTE SERIA DONO DO CIRCO.  

IMPORTANTE: Se você está estranhando o fato de a Microsoft ter se tornado tão generosa de repente, a ponto de disponibilizar o Windows 10 de graça para cerca de 1 bilhão de PCs selecionados em 190 países, saiba que isso nada mais é do que uma estratégia de marketing destinada a agilizar a adoção do novo sistema (como sabemos, o Eight não conseguiu desbancar o Seven, e o XP e as edições mais recentes do Windows Server continuam sendo amplamente utilizadas, especialmente no âmbito empresarial). Aproveitando o embalo, a empresa determinou ainda que, por ocasião da evolução para o Ten, o novo EDGE assuma automaticamente o status de navegador padrão. Mas você pode reverter facilmente essa configuração. Para saber como, acesse esta postagem.

Como vimos no post anterior, a popularização do solid state drive (SSD) é mera questão de tempo ─ e de preço, já que um modelo interno com capacidade de 1 TB custa em torno de R$2.800, ou seja, tanto quanto um notebook de configuração mediana.

Mas nem tudo são flores no jardim dos SSDs: embora não tenham componentes móveis e sejam menores, mais leves, econômicos, resistentes, silenciosos e milhares de vezes mais rápidos do que seus jurássicos predecessores, esses drives têm sua vida útil limitada pela quantidade de regravações que suas células de memória flash são capazes de suportar ─ que é de 10.000 ciclos no caso dos chips MLC, onde cada célula armazena 2 bits utilizando 4 níveis de tensão diferentes, o que permite criar chips com o dobro da capacidade dos SLC (tecnologia original de chips de memória flash NAND), embora mais lentos e menos duráveis.

Observação: Para evitar que as áreas mais usadas (como as de swap, por exemplo) falhem prematuramente, sistemas de wear leveling alteram os setores toda vez que arquivos são criados ou modificados, fazendo com que o bloco anterior só seja reutilizado depois que todos os demais sejam usados pelo menos uma vez.

Todavia, mesmo considerando que os SSDs atuais suportam um número de regravações menor do que os mais antigos (entre 3.000 e 5.000 ciclos), os primeiros sinais de que suas células estão perdendo a capacidade de reter os dados não costumam ocorrer antes de 4 ou 5 anos de uso intenso. Já os fabricantes adotam posturas mais conservadoras, estimando a vida útil de seus produtos em algo entre 5 e 10 anos ─ bem maior que a dos discos magnéticos, portanto.

Observação: Diante da possibilidade de uma ou outra célula de memória falhar antes do previsto, o controlador do drive é incumbido de remapear as páginas defeituosas (utilizado setores de uma área de armazenamento temporário chamada de spare área) à medida que os defeitos forem surgindo, concedendo, dessa maneira, uma "sobrevida" ao dispositivo, que só dará seus últimos suspiros quando as páginas problemáticas atingirem cerca de 7% do total.

O volume dos SSDs é medido em valores binários, mas, por uma questão de marketing, os fabricantes se valem da notação decimal. Assim, num drive de 250 GB, cuja capacidade deveria ser de 268.435.456.000 bytes, o usuário "perde" quase 19 GB (para entender melhor essa questão, reveja esta postagem e a complementação subsequente).

Para concluir, duas recomendações importantes:

1)      Ao adquirir um SSD, prefira um modelo cuja memória trabalhe de maneira síncrona ─ eles são um pouco mais caros, mas garantem melhor desempenho na manipulação músicas, fotos e vídeos;

2)      A forma como os arquivos são gravados nos SSDs não propicia a fragmentação dos dados ─ e ainda que assim não fosse, uma eventual fragmentação não acarretaria grande prejuízo para o desempenho, já que, como vimos, não há cabeças se movendo ao longo da superfície dos discos (e nem discos) para remontar os arquivos como num grande quebra-cabeça. Então, não os desfragmente (para evitar repetições desnecessárias, veja mais detalhes a respeito nesta postagem).

Observação: A troca de um HDD por um SSD (ou por uma solução híbrida, como vimos na primeira parte desta matéria) tem mais chances de sucesso se levada a efeito quando da compra de um computador novo, configurado de fábrica e com o sistema operacional devidamente pré-instalado. Mas com alguma expertise, um pouco de paciência e este tutorial apresentado pelo Mestre Gabriel Torres, quem sabe você não se anima a fazer o transplante por sua conta (e risco)?



E como hoje é sexta-feira...

No caminho para sua fazenda nos cafundós de Joaíma (MG), um mineiro comprou um balde, um galão de tinta, dois frangos e um ganso, todos os animais vivos. Quando saiu da loja, ficou matutando como levar as compra para casa. Aí uma mulher apareceu e perguntou como chegar até a Fazenda Baluarte, nos encosto de Filisburgo (MG).
Minha fazenda fica pressas bandas memo. Eu podia te levá até lá, mas ainda não resolvi como vou carregá cum isso tudo aqui diz o mineiro.
Cê coloca o galão de tinta dentro do barde, carrega o barde numa mão, o ganso na outra mão e um frango debaixo de cada braço responde a mulher.
Partiram os dois pela estrada e, mais adiante, diz o mineiro:
Vamo cortá caminho e pegá este ataio pelo mato, que vamo economiza muito tempo.
A mulher, cismada, responde:
Eu tô sozinha e não tenho como me defendê. Como vou sabê se quando a gente entrá no mato ocê não vai avançá em cima de mim e levantá minha saia e abusá de mim?
Eu tô carregano um barde, um galão de tinta, dois frango e um ganso... Como eu ia fazê isso cocê com tantas coisa nas mão? Se eu sortá o ganso e os frango, eles foge tudo!
Muito simples, uai: Cê coloca o ganso no chão, põe o barde invertido em cima dele, coloca o galão de tinta prá pesá em cima do barde..
E os dois frango?
Eu siguro, uai!  

Boa sorte a todos e até a próxima.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

DRIVES SSD ─ O FIM DOS JURÁSSICOS HDDs ELETROMECÂNICOS ─ JÁ É HORA DE MIGRAR?

O PODER ABOMINA O VÁCUO.

A velocidade dos processadores cresceu milhões de vezes desde os anos 80, ao passo que a taxa de transferência dos HDDs (Hard Disk Drives) aumentou apenas alguns milhares de vezes e a rotação dos pratos (que é de importância fundamental para desempenho do drive), menos de quatro vezes. Somando a isso a capacidade astronômica de armazenamento dos drives atuais (que chega a inacreditáveis 10TB!) e o fato de o tempo de acesso ser inversamente proporcional ao volume de dados, fica fácil compreender porque o disco rígido disputa com o anacrônico BIOS o título de principal gargalo de desempenho do PC.

Observação: O primeiro HDD de que se tem notícia foi lançado pela IBM no final da década de 50 ─ um portento de US$ 30 mil, composto por 50 pratos de 24 polegadas de diâmetro, mas que era capaz de armazenar somente 4.36 MB (o que corresponde uma faixa musical de tamanho médio em MP3).

O BIOS deve ser substituído em breve pelo UEFI (que, dentre outras vantagens, reduz sobremaneira o tempo de inicialização do sistema), mas o HDD já vem sendo (lenta e progressivamente) substituído pelos drives de estado sólido (SSDs) ─ solução que ainda não se popularizou mais expressivamente devido ao preço elevado desses componentes, que chegam a custar de 10 a 15 vezes mais que seus correspondentes eletromecânicos.

Numa visão simplista, mas adequada aos propósitos desta matéria, o HDD tradicional é composto por uma câmara selada (carcaça), em cujo interior um ou mais pratos (discos) acionados por um motor giram em alta velocidade. A gravação dos dados fica a cargo de cabeças eletromagnéticas (heads) posicionadas na extremidade de um braço (arm) controlado por um atuador. Essas cabeças alteram a polaridade das moléculas de óxido de ferro do revestimento metálico que recobre os discos, gerando sinais elétricos que a placa lógica interpreta como imensos conjuntos de bits zero e um, que representam os arquivos digitais em linguagem de máquina.  

Observação: Todo HD é formatado fisicamente na fábrica, quando então as superfícies dos pratos são divididas em trilhas, setores e cilindros. As trilhas são "faixas concêntricas" numeradas da borda para o centro e divididas em (milhões de) setores de 512 bytes. Quando o drive é composto por dois ou mais discos, há ainda a figura do cilindro, que corresponde ao conjunto de trilhas de mesmo número dos vários pratos (o cilindro 1 é formado pela trilha 1 de cada face de cada disco, o cilindro 2, pela trilha 2, e assim por diante). O primeiro setor – conhecido como setor de boot, setor zero, trilha zero ou MBR – abriga o gerenciador de boot, as tabelas de alocação de arquivos usadas na formatação lógica (feita pelo próprio usuário quando da instalação do sistema) das partições inicializáveis e outros dados inerentes à inicialização do computador. Note que setor e cluster são coisas diferentes: O primeiro corresponde à menor unidade física do HDD, ao passo que o segundo, geralmente formado por um conjunto de setores, remete à menor unidade lógica que o SO é capaz de acessar para armazenar dados.

Já os SSDs não têm motor, discos, nem quaisquer outras peças móveis. Seus componentes básicos são a memória flash ─ que armazena os arquivos de maneira semelhante à da RAM, tornando o processo de leitura e gravação muito mais veloz ─ e o controlador ─ que gerencia o cache de leitura e gravação de arquivos, criptografa informações, mapeia trechos defeituosos da memória, e por aí afora. Embora já existam HDDs para PCs com até 10TB, os SSDs mal chegam a 10% desse espaço (convenhamos que não é pouco, pois 1TB corresponde a 1.099.511.627.776 bytes; para não se atrapalhar em conversões dessa natureza, é só recorrer a esta tabela).

Observação: Existem também os drives híbridos, que combinam uma unidade SSD de pequena capacidade com um HDD convencional e proporcionam desempenho melhor a preço menor. A memória flash funciona como cache, armazenando e garantindo acesso rápido aos arquivos utilizados com maior frequência (sistema e aplicativos), enquanto os discos magnéticos se encarregam dos demais dados (músicas, vídeos e arquivos pessoais). O processo é transparente e automático, e tanto o usuário quanto o SO "enxergam" o conjunto como se ele fosse um drive comum.

Para não espichar demais esta postagem, o resto fica para amanhã. Abraços e até lá.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

COMO MIGRAR PARA O WINDOWS 10 GASTANDO MENOS DE R$ 20

AS PESSOAS QUEREM TUDO O QUE NÃO TÊM, ENJOAM QUANDO CONSEGUEM E SÓ VALORIZAM QUANDO PERDEM.

De uma semana para cá, por motivos óbvios, diversas postagens aqui no Blog remeteram ao Windows 10.

Dentre outras coisas, a gente viu que o upgrade gratuito vale por um ano (contado a partir do lançamento oficial do sistema), que os arquivos de instalação estão sendo distribuídos “paulatinamente” (para não congestionar os servidores da Microsoft e evitar comprometer o tráfego de dados da própria Internet; afinal, são mais de 1 bilhão de PCs em 190 países, esperando “de boca aberta” pela novidade), que os eleitos que atualizarem seus sistemas têm 30 dias para reverter à edição anterior, e que, apesar das informações um tanto confusas da mãe da criança, pode ser possível migrar a partir de cópias ilegais do Seven SP1 e do Eight.1 (se o programa continuará funcionando após a instalação das futuras atualizações, aí já é outra história).

Mas faltou dizer que existe uma maneira barata (embora um tanto trabalhosa) de obter o Windows 10 sem recorrer à clandestinidade ou gastar R$ 330 numa cópia de varejo da versão Home (ou a R$ 560, no caso da Professional). Então, se a compra de uma máquina nova com o sistema pré-instalado não esteja nos seus planos (opção sempre recomendável num upgrade dessa magnitude) e você ainda usa o XP ou o Vista, basta comprar uma licença do Eight 8.1, fazer a respectiva instalação e, em seguida, a atualização. Simples assim.

Observação: Mediante uma busca no Mercado Livre - que eu empreendi enquanto redigia esse texto -, encontrei licenças da versão 8.1 PRO por apenas R$ 18,98 (confira na imagem que ilustra esta postagem). Interessado? Então siga este link e veja se ainda restam unidades disponíveis.

Abraços e até mais ler.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

WINDOWS 7 – DESEMPENHO – ARQUIVOS DLL - MITO OU VERDADE?

A TRAGÉDIA DA VIDA É QUE FICAMOS VELHOS CEDO DEMAIS E SÁBIOS TARDE DEMAIS.

Computador lento, claudicante, que demora uma eternidade para iniciar e outro tanto para abrir aplicativos tem jeito? Sem dúvida: Basta instalar esse ou aquele programinha "milagroso" ou fazer alguns ajustes prodigiosos para a máquina voltar ao que era nos primeiros dias de uso. Mas será mesmo? Infelizmente, a resposta é não. Embora existam procedimentos capazes de melhorar o desempenho do sistema e suítes de manutenção que cumprem o que promete, é preciso saber separar o joio do trigo para não ir buscar lã e voltar tosquiado. Por isso, veremos a seguir alguns exemplos de dicas populares que, além de não surtirem o efeito desejado, podem tornar a emenda pior do que o soneto.

Costuma-se dizer que, quando um aplicativo é encerrado, os arquivos DLL que ele utiliza permanecem carregados na memória, diante da possibilidade de o usuário tornar a abrir o programa mais adiante, e que, com o passar do tempo, resulta num desperdício significativo de memória. Então, a solução consiste abrir o programa de configuração do Registro (ou regedit, para os mais íntimos), navegar até HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Microsoft\ Windows\ CurrentVersion\Explorer, adicionar o valor DWORD "AlwaysUnloadDLL" e configurá-lo para 1 (um), de maneira a forçar a remoção das DLLs e liberar espaço na memória.

Antes de prosseguir, vale lembrar que a sigla "DLL" (de Dynamic Link Library) remete a uma solução mediante a qual a maioria das funções utilizadas pelos aplicativos não é codificada no corpo de cada programa, mas sim armazenada em "bibliotecas" pré-compiladas e compartilhadas pelos executáveis, dando origem a arquivos menores e mais fáceis de atualizar. Para gerar o executável, o programador informa ao compilador a localização dessas bibliotecas e combina o código das funções com o do programa propriamente dito.

Observação: No alvorecer da computação, um programa era constituído apenas pelo executável, que continha todas as instruções necessárias ao seu funcionamento. Mais adiante, com a adoção generalizada da interface gráfica e o aumento de tamanho dos softwares, a simples divisão de um aplicativo em múltiplos executáveis deixou de ser uma solução viável, já que os respectivos códigos não podiam ser compartilhados.

Numa analogia rudimentar, as DLLs estariam para o para o software assim como os drivers para o hardware: enquanto estes últimos fazem uma “ponte” entre os dispositivos e o SO, as primeiras fazem o mesmo em relação ao sistema e aplicativos. Toda DLL tem sua função específica: algumas tratam da entrada e saída de arquivos no disco (salvar, abrir etc.), outras cuidam do desenho das janelas na tela ou do tráfego de internet, e assim por diante. De certa forma, o próprio Windows é uma vasta coleção DLLs, já que sua função precípua (como a de qualquer SO) é garantir que as demais aplicações funcionem sem que tenham de "se preocupar com os detalhes de suas tarefas rotineiras". O kernel32.dll, por exemplo, é encarregado de salvar arquivos e gerenciar o uso da memória RAM, enquanto o user32.dll gerencia a área de transferência do sistema e cuida dos menus exibidos na tela, do papel de parede e do ponteiro do mouse. As DLLs podem ter diversas versões, e um software compilado para operar com uma delas nem sempre funciona corretamente com uma versão mais nova, mais antiga, ou mesmo de idioma diferente. Embora os desenvolvedores incluam em seus programas de instalação todas as DLLs necessárias ao aplicativo – e elas possuam informações sobre suas versões, de maneira a prevenir que as mais antigas sobrescrevam as mais recentes –, sempre existe a possibilidade de programas que rodavam sem problemas passarem a apresentar comportamento errático ou mesmo deixar de funcionar.

Voltando à vaca fria, a dica retrocitada funciona ─ ao menos no que diz respeito a liberar espaço na memória ─, mas daí a otimizar o desempenho do PC já é outra história, pois as bibliotecas terão de ser recarregadas a partir do HD quando algum aplicativo precisar delas, e como o HD é milhares de vezes mais lento que a RAM, a conclusão é óbvia. Ainda assim, a reconfiguração sugerida não causa malefício algum, e em determinadas situações pode até proporcionar resultados positivos. Implementá-la, ou não, fica a critério de cada um.

Abraços e até mais ler.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

MIGROU PARA O WINDOWS 10 E NÃO GOSTOU? ENTÃO VEJA COMO DESFAZER O UPGRADE

O ARREPENDIMENTO É INEFICAZ QUANDO A REINCIDÊNCIA É RECORRENTE.

A mais nova edição do mais popular sistema operacional para PC de todos os tempos vem merecendo destaque aqui no Blog desde a última quarta-feira, quando foi lançada oficialmente em 190 países. E hoje não será diferente, pois essa “novela” mal começou. Mas como nem só de Windows 10 se faz um Blog de informática, amanhã a nossa pauta retornará ao trivial variado de costume, embora possa ser interrompida a qualquer momento por novos fatos sobre o mais novo rebento da Microsoft.

Passando ao mote desta postagem, a gestação do Windows 10 foi pródiga em situações inusitadas e informações desencontradas, a começar pelo nome atribuído à nova edição – ou número, melhor dizendo (para relembrar essa história, siga este link) –, que dá margem a uma especulação interessante, até porque há tempos que a Microsoft “dá uma no cravo e outra na ferradura”.
Depois da festejada edição 95 – que guindou o que até então era uma simples interface gráfica baseada no MS-DOS à condição de sistema operacional autônomo –, o Windows só voltou a emplacar na edição 98 (SE), considerada por muitos como a melhor de todos os tempos, que, aliás, o Win ME – lançado a toque de caixa para aproveitar o apelo mercadológico da “virada” do século –, não conseguiu desbancar – tarefa que o XP cumpriu com maestria. Depois de novo fiasco de público e crítica (Windows Vista), a Microsoft tornou a dar a volta por cima com o Seven, mas o Eight não decolou, nem mesmo na versão 8.1. Seguindo essa cadência, o Nine teria grandes chances de ser um natimorto, mas como quem nasceu foi o Ten, vamos esperar para ver.

Exercícios de futurologia, mesmo quando baseados em fatos cíclicos, são sempre temerários. Prova disso é que, para não deixar sua cria à própria sorte, a mamãe Microsoft resolveu “dar uma mãozinha” para incentivar os usuários a adotá-la mais rapidamente, o que fez contemplando mais de 1 bilhão de “candidatos” com o upgrade gratuito e concedendo para tanto o confortável prazo de um ano, contado a partir do último dia 29, data do lançamento oficial da nova versão em âmbito mundial. No entanto, como os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito e cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, a prudência recomenda aguardar a poeira baixar antes de se aventurar a servir de “boi de piranha” – mais detalhes na postagem da última sexta-feira (31).

Voltando ao que eu dizia sobre informações desencontradas, as próximas linhas vão para os usuários de versões “capitão gancho” do Windows 7 SP1 e 8.1 – que, num primeiro momento, teriam direito à evolução gratuita, mas, mais adiante, acabaram excluídos da lista dos contemplados. A “boa notícia” é que as medidas de segurança implementadas pela Microsoft parecem não ter funcionado lá muito bem, pois não faltam relatos de atualizações feitas a partir de cópias piratas, que além de conceder acesso ao novo sistema, torna seus usuários “proprietários legítimos” sem gastar um tostão.

Observação: Até onde eu consegui apurar, esses “felizardos” não recorreram a prodígios de magia ou medidas esotéricas afins para “esquentar” seus sistemas; apenas baixaram os arquivos, procederam à instalação e assim ganharam acesso a todos os recursos do TEM, à respectiva loja virtual e ainda uma chave de ativação (nas propriedades do sistema, consta que essas cópias estão regularmente ativadas).

Convém ter em mente que a Microsoft deve bloquear as atualizações do novo sistema para cópias ilegais, e quem sabe aí a “porca torça o rabo”. Então, como eu sempre dito quando o assunto é pirataria de software, fica a critério (e na consciência) de cada um.  Para mais detalhes, acesse a sequência de postagens iniciada por esta aqui.

Ah, eu já ia me esquecendo: quem fizer a migração e não gostar do resultado terá 30 dias para reverter seu PC ao status quo ante. Eu estava justamente matutando se bastaria criar um ponto de restauração (ou usar o ponto que é criado automaticamente quando da instalação de patches via Windows Update ou através das atualizações automáticas) para desfazer o upgrade, quando vi que essa dúvida foi contemplada na seção de perguntas e respostas da Microsoft sobre o Windows 10, onde a mãe da criança afirma textualmente o seguinte: "Sim. Apesar de nós acharmos que você vai amar todas as novidades do Windows 10, você terá um mês depois do upgrade para voltar atrás à versão anterior do Windows do seu dispositivo". E o procedimento é extremamente simples: basta clicar no Menu Iniciar, acessar Configurações > Atualizações e segurança > Recuperação e pressionar o botão "Introdução" do item "Voltar para o Windows 7/8/8.1. Em seguida, você deve definir uma opção que justifique sua regressão para disparar o downgrade. Mas é bom ficar esperto: findo o prazo de 30 dias, esse recurso se limitará a reverter a uma build anterior do próprio Windows 10.


Abraços a todos e até mais ler.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

WINDOWS 10 - MAIS SOBRE O MAIS NOVO REBENTO DA MICROSOFT

O BOM GENERAL SABE QUANDO RETROCEDER PARA ESTAR VIVO NA PRÓXIMA BATALHA.

Como dizia Vinicius de Moraes, não há nada como o tempo para passar, e depois de longa espera e um bocado de informações desencontradas, a nova edição do SO para PCs mais usado em todo o mundo finalmente chegou ao mercado. Comercialmente falando, sua grande diferença em relação às edições anteriores é a gratuidade do upgrade para usuários de cópias licenciadas do Seven, do Eight e de smartphones com a versão móvel do sistema – desde que o façam no prazo de um ano contado a partir do lançamento oficial (29/07).

Conforme eu adiantei em outras oportunidades, a evolução será disponibilizada gradualmente para os eleitos (“em ondas”, nas palavras da Microsoft), até porque atender simultaneamente cerca de 1 bilhão de computadores via download exigiria muuuuuuita largura de banda. Então, se você ainda não recebeu os arquivos de instalação, seja paciente. Eu já recebi os meus, mas ainda não instalei – e se você também tenciona esperar mais um pouco, não deixe de acessar as atualizações automáticas (Painel de Controle > Sistema e Segurança > Windows Update > Alterar configurações) e, em Atualizações importantes, selecionar a opção “Baixar atualizações, mas permitir que eu escolha quando instalá-las”.

Observação: A política de atualizações do sistema, que era feita mediante pacotes de correções lançados toda segunda terça-feira de cada mês (Patch Tuesday) ou sempre que uma vulnerabilidade especialmente preocupante fosse descoberta (mais informações em Patch Tuesday e Atualizações Automáticas) deve se tornar mais dinâmica. Demais disso, a Microsoft informa que não será mais possível gerenciar as atualizações automáticas (pelo menos de maneira direta, através da interface do novo sistema, que virá configurado, por padrão, para baixar e instalar os remendos à medida que eles forem sendo disponibilizados – aliás, essa estratégia pode “eternizar” o Windows 10, pois dispensa o lançamento de novas edições em intervalos regulares, como vem sendo feito desde sempre.

Costumeiramente, eu recomendaria esperar o lançamento do SP1 (primeiro Service Pack, que corrige todos os bugs identificados desde o lançamento do programa), porém, como dito parágrafos atrás, o Windows 10 não terá Service Packs, de modo que fica difícil dizer a partir de quando a migração será considerada “segura”. Mas uma coisa é certa: os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito.

Observação: A Microsoft treinou mais de 100 mil varejistas e preparou dezenas de milhares de revendedores em todo o mundo para ajudar as pessoas na atualização para o Windows 10 (a mídia de instalação estará disponível a partir de meados do mês que vem, e os preços sugeridos são de R$ 329,99 para a versão Home e R$ 559,99 para a PRO). As lojas participantes do programa (Microsoft, FNAC e FAST SHOP, dentre outras), fornecerão a seus clientes um serviço técnico especializado de atualização, pelo qual cobrarão apenas uma “pequena taxa”.

Mesmo que você tenha recebido os arquivos de instalação (ou que venha a recebê-los dentro dos próximos dias), segure sua onda e mantenha-se informado sobre o “andar da carruagem”. Embora seja possível – e até provável – que alguns usuários enfrentem problemas na transição, isso deve ser a exceção, não a regra. Se você estiver mesmo disposto a arriscar, veja se o seu equipamento atende às exigências do novo sistema (pode ir se preparando para substituir impressora, escâner ou multifuncional, a menos que o modelo em uso seja recente e conte com drivers adequados), se você é capaz de viver sem o WMC e se aplicativos que usa no dia a dia continuarão funcionando, ou, na pior das hipóteses, que já existam substitutos capazes de preencher as lacunas. E não deixe de providenciar um backup dos seus arquivos pessoais e uma imagem do sistema atual (isso pode ser feito tanto com os recursos nativos do Seven quanto com apps de terceiros, como o MacriumReflectFree).

Observação: Tenha em mente que a Microsoft continuará disponibilizando correções e atualizações para o Seven SP1 e para o Eight.1 até janeiro de 2020 e de 2023, respectivamente, e mesmo quem usa a malfadada edição Vista terá suporte até abril de 2017. Então, para que a pressa?

Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira:

Homem descasado procura:

Homem de 40 anos, que só gosta de mulher, (kkk), após casamento de sete anos, mal sucedido afetivamente, vem, através deste anúncio, procurar mulher, que só goste de homem, (hehe) para compromisso duradouro, desde que esta preencha certos requisitos:
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE tenha idade entre 28 e 40 anos, não descartando, evidentemente, aquelas de idade abaixo do limite inferior, descartando as acima do limite superior.
Devem ter um grau razoável de escolaridade, para que não digam, na frente de estranhos: 'menas vezes', 'quando eu si casar', 'pobrema no úter', 'eu já si operei de apênis', 'é de grátis', 'vamo de a pé', 'môo, adoro tar com ocê', vou te amostrar, devia ter trago, e outras pérolas gramaticais.
Os olhos podem ter qualquer cor, desde que sejam da mesma e olhem para uma só direção.
Os dentes, além de extremamente brancos, todos os 32, devem permanecer na boca ao deitar e nunca dormirem mergulhados num copo d'água.(essa pegou pesado)
Os seios devem ser firmes, do tamanho de um mamão papaia, cujos mamilos olhem sempre para o céu, quando muito para o purgatório, nunca para o inferno. (putz, fodeu).
Devem ter consistência tal que não escapem pelos dedos, como massa de pão.
Por motivos óbvios, a boca e os lábios devem ter consistência macia, não confundir com beiço.
A barriga, se existir, muito pequena e discreta e não um ponto de referência.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE seja sexualmente normal, isto é, tenha orgasmos, se múltiplos melhor, mas, mesmo que eventuais, quando acontecerem, que ela gema um pouco ou pisque os olhos, para que ele se sinta sexualmente interessante. Independentemente da experiência sexual do PRETENDIDO, este exige que durante o ato sexual a PRETENDENTE não boceje, não ria, não fique vendo as horas no rádio relógio, não durma ou cochile.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE não tenha feito nenhuma sessão de análise, o que poderia camuflar, por algum tempo, uma eventual esquizofrenia.
A PRETENDENTE deverá ter um carro que ande, nem que seja uma Brasília, ou que tenha dinheiro para o táxi, uma vez que, pela própria idade do PRETENDIDO, ele não tem mais paciência para levar namorada de madrugada para casa.
Enviar cartas com foto recente de corpo inteiro, frente e costas da PRETENDENTE para a redação deste jornal, para o codinome: 'CACHORRO MORDIDO DE COBRA TEM MEDO ATÉ DE BARBANTE'.

Resposta da Pretendente, publicada dias após, no mesmo periódico Cearense:


Prezado HOMEM DESCASADO.
Li seu anúncio no jornal e manifesto meu interesse em manter um compromisso duradouro com o senhor, desde que (é claro) o senhor também preencha outros 'certos' requisitos que considero básicos! Vale lembrar que tais exigências se baseiam em conclusões tiradas acerca do comportamento masculino em diversas relações frustradas, que só não deixaram marcas profundas em minha personalidade porque, 'graças a Deus', fiz anos de terapia, o que, infelizmente, contraria uma de suas exigências!
Quanto à idade convém ressaltar que espero que o senhor tenha a maturidade dos 40 anos e o vigor dos 28 e que seu grau de escolaridade supere a cultura que porventura tenha adquirido assistindo aos programas do 'Show do Milhão'...!
Seus olhos podem ser de qualquer cor desde que vejam algo além de jogos de futebol e revistas de mulher pelada. E seus dentes devem sorrir mesmo quando lhe for solicitado que lave a louça ou arrume a cama. Não é necessário que seus músculos tenham sido esculpidos pelo halterofilismo, mas que seus braços sejam fortes o suficiente para carregar as compras. Quanto à boca, por motivos também óbvios, além de cumprir com eficiência as funções a que se destinam, as bocas no relacionamento de um casal devem servir, inclusive, para pronunciar palavras doces e gentis e não somente: 'PEGA MAIS UMA CERVEJA AÍ, MULHER!'. A barriga, que é quase certo que o senhor a tenha, é tolerável, desde que não atrapalhe para abaixar ao pegar as cuecas e meias que jamais deverão ficar no chão. Quanto ao desempenho sexual espera-se que corresponda ao menos polidamente à 'performance' daquilo que o senhor 'diz que faz' aos seus amigos! E que durante o ato sexual não precise levar para a cama livros do tipo: 'Manual do corpo humano' ou 'Mulher, esse ser estranho'!
No que diz respeito ao item alimentação, cumpre estar atualizado com a lista dos melhores restaurantes, ser um bom conhecedor de vinhos e toda espécie de iguarias, além de bancar as contas, evidentemente. Em relação ao carro, tornam-se desnecessários os trajetos durante a madrugada, uma vez que, havendo correspondência nas exigências que por ora faço, pretendo mudar-me de mala e cuia para a sua casa... meu amor!!!
Assinado: A COBRA.

Era isso, pessoal. Bom final de semana e até mais ler.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

FIREFOX - SOLUÇÃO DE PROBLEMAS (continuação)

NÃO É POLIDO CALAR UM IDIOTA, MAS É CRUEL DEIXÁ-LO PROSSEGUIR.

Como esperado (e antecipado aqui no Blog), o Windows 10 finalmente chegou. Ou quase, porque, também como já foi dito, ele será distribuído “em ondas”, o que levará muitos usuários a esperar mais algumas semanas (ou até meses) pra tê-lo em seu PC. A propósito, vale lembrar que a atualização gratuita abrange usuários de 190 países, e contempla usuários que tenham cópias licenciadas do Windows 7, Windows 8.1 e Windows Phone 8.1.
Num primeiro momento, a atualização será liberada para os 5 milhões de usuários que testaram a versão beta do sistema, bem como para quem adquirir novos computadores (algumas empresas, como a Dell, asseguram que já dispõem de notes com o novo sistema pré-instalado para pronta entrega). Na sequência, o upgrade será liberado para os usuários que fizeram reserva de atualização do sistema nos seus computadores. Segundo a Microsoft, a atualização deve levar entre 30 a 45 minutos (tempo que não considera o download dos arquivos de instalação). 
Curiosamente, ao verificar as atualizações disponíveis para o meu PC, constatei que já posso dar andamento ao upgrade, pois o download de 2.640.6 MB já está concluído – para não ser pego com as calças na mão, eu configurei minhas atualizações automáticas para fazer o download, mas me deixar escolher o momento da instalação.

Amanhã eu volto com mais uma prévia sobre o W10, pessoal. Passemos agora à postagem do dia:

Nem sempre a reinstalação de um aplicativo mal-comportado é a melhor solução para recolocar o bonde nos trilhos, embora costume ser a mais rápida e prática ─ até porque analisar criteriosamente os sintomas visando identificar a origem da anormalidade costuma levar tempo e dar um bocado de trabalho. Em alguns casos (como o do Windows, p. ex.), essa medida é trabalhosa e leva um bocado de tempo, notadamente devido aos indefectíveis procedimentos "pós-reinstalação" (atualizações, reconfigurações, personalizações, etc.).

Voltando ao Firefox, se as ações previamente sugeridas não forem suficientes para domar a raposa, não parta para uma solução radical sem antes reverter o programa a suas configurações originais. Para isso, encerre e reabra o navegador, digite "about:support" (sem aspas) na barra de endereços e pressione a tecla Enter. Na tela Dados para suporte, no campo Faça uma limpeza no seu Firefox, clique em Restaurar o Firefox.

Esse procedimento irá remover extensões e temas, permissões de webpages, preferências modificadas, mecanismos de pesquisa (com exceção da opção padrão), histórico de downloads, armazenamento DOM, configurações de segurança, ações ao baixar arquivos, configurações de plug-ins, personalizações da barra de ferramentas, estilos do usuário e recursos sociais, ms manterá intocados os seus Favoritos, Histórico de navegação, senhas memorizadas, janelas, abas e grupos de abas abertas, cookies, informações de autocompletar e dicionário pessoal.

Observação: Será criada também a pasta "OLD FIREFOX DATA", que você pode excluir se a restauração for bem sucedida, ou usar para recuperar algumas informações que não tenham sido salvas.  

Abraços a todos e até amanhã.   

quarta-feira, 29 de julho de 2015

MOZILLA FIREFOX - SOLUÇÃO DE PROBLEMAS


O PREÇO DA LIBERDADE É A ETERNA VIGILÂNCIA.


É provável que alguns de vocês esperassem que este post trouxesse novidades sobre o Windows 10, até porque hoje é o (tão esperado) dia em que ele chega ao mercado – e de uma forma inusitada, considerando que as edições anteriores tinham de ser adquiridas no varejo, através de um DVD com os arquivos de instalação, ou pré-carregadas pelo fabricante, no caso de um computador novo (OEM). No entanto, como a gente já discutiu o upgrade gratuito e os pré-requisitos estabelecidos pela Microsoft para concedê-lo a usuários das edições 7 SP1  e 8.1, e tendo em vista que ainda é cedo para dizer qualquer coisa além do que já foi dito, vamos deixar para retomar esse assunto quando a poeira começar a baixar. Passemos agora à postagem do dia:

MS Internet Explorer foi o navegador mais usado em todo o mundo até ser destronado pelo Chrome, em meados de 2012. Hoje, segundo a STATCOUTER GLOBALSTATS, o browser do Google lidera o ranking mundial (com quase 50% da preferência dos internautas), seguido de longe pelo IE (18,3%) e pelo Firefox (16,8%). No Brasil, as posições são as mesmas, mas os números são outros: 64,37% para o Chrome, 20,97% para o IE 9,98% para o Firefox.   

Observação: Eu, particularmente, sempre fui fã do IE, e embora ainda o mantenha em QAP para qualquer eventualidade, venho usando o Chrome como navegador padrão desde meados de 2011 (devido a sua maior compatibilidade com o Blogger) e browser da Fundação Mozilla como segunda opção.

O fato de a "raposinha" carregar a lanterninha (Safári e Opera são bem menos cotados e, portanto, não foram considerados neste comparativo) não a torna menos simpática aos meus olhos. Aliás, ela vem melhorando a cada nova versão (a mais recente, no memento em que eu estou escrevendo este texto, é a 37.0.2), embora por vezes seu apetite por memória se torne voraz, sem mencionar outros probleminhas igualmente incomodativos e difíceis de solucionar quando não se conhece o caminho das pedras.

Se, como eu, você simpatiza com o Firefox, mas está pensando em desinstalá-lo devido a problemas de lentidãoerros ou travamentos recorrentes, experimente seguir as dicas abaixo:
   
1. Atualize seu navegadorO Firefox é programado para buscar e instalar atualizações automaticamente, mas você pode conferir se a versão em uso é a mais recente pressionando o botão Abrir menu (com três tracinhos horizontais, na extremidade superior esquerda da janela), clicando no pequeno ponto de interrogação exibido ao lado de Personalizar e selecionando a opção Sobre o Firefox. Além de exibir a versão do programa, esse procedimento fará com que ele seja atualizado para a versão mais recente (caso haja uma versão mais recente, naturalmente).

2. Reinicie o Firefox ─ Como qualquer outro software, o Firefox tende a se tornar "pesado" quando utilizado por longos períodos. Então, encerrar e reabri-lo em seguida pode restabelecer seu frescor inicial. Note que, se houver abas abertas no momento em que você fechar o navegador, você poderá resgatá-las pressionando o botão Restaurar sessão anterior que será exibido na página inicial padrão (oriente-se pela figura que ilustra esta postagem).

3. Desabilite os complementos ─ Se as sugestões anteriores não resolveram o problema, repita os passos da primeira dica, mas, em vez de selecionar a opção Sobre o Firefox, clique em Reiniciar com extensões desativadas e confirme em Reiniciar. Se a melhora for significativa, torne a pressionar o botão Abrir menu, clique em Complementos e reabilite os itens desativados, um de cada vez. Quando o problema tornar a se manifestar, você terá encontrado o responsável (que, obviamente, deverá ser novamente desativado).

4. Instale o Flashblock e o NoScript ─ Algumas páginas da Web exibem conteúdos totalmente dispensáveis, mas cuja visualização faz com que o navegador consuma mais memória. Clique nos links acima para conhecer melhor (e instalar, se for o caso) esses dois valiosos complementos.

Abraços a todos e até a próxima.

terça-feira, 28 de julho de 2015

COMO AUMENTAR O CACHE DO PROCESSADOR E APRIMORAR O DESEMPENHO DO SISTEMA

PROGRAMAÇÃO É COMO SEXO: BASTA UM ERRO PARA VOCÊ ESTAR IRREMEDIAVELMENTE COMPROMETIDO.

O PC utiliza memórias de diversos tipos, formatos e tecnologias, mas para não descer a detalhes técnicos que mais complicam do que esclarecem, vou transcrever abaixo uma analogia de que gosto muito, e que publiquei pela primeira vez no saudoso Curso Dinâmico de Hardware, em dois mil e bolinha. Confira:

Imagine o PC como um escritório e o processador como um funcionário extremamente diligente, mas sem iniciativa própria. Durante o expediente, nosso hipotético funcionário atende telefonemas, recebe e transmite informações e instruções, elabora cartas e relatórios, responde emails, etc. (tudo quase que simultaneamente), mas quando algum item indispensável às suas tarefas não se encontra sobre a mesa, ele perde um bocado de tempo escarafunchando gavetas e estantes bagunçadas (quem mandou você não desfragmentar seu disco rígido?). Pior é quando ele se vê obrigado a abrir espaço para acomodar novos livros, pastas e afins sobre a mesa já abarrotada, e depois arrumar tudo de novo antes de retomar a tarefa interrompida. Dito isso, fica fácil associar a escrivaninha à memória cache, as gavetas à RAM, as estantes ao HD e a ‘abertura de espaço’ à memória virtual, não é mesmo?

Entendidos esses conceitos, vejamos agora como aumentar o cache do processador, lembrando que, como em qualquer outra reconfiguração/personalização do sistema envolvendo o Registro, é fundamental criar um ponto de restauração e um backup do Registro (ou da chave que será modificada).

1. Para criar um ponto de restauração do sistema no Seven, clique em Iniciar, digite criar ponto na caixa de pesquisas e, no alto da lista que será exibida, dê duplo clique em Criar ponto de restauração. Informe sua senha de administrador se lhe for solicitado e, na telinha das Propriedades do Sistema, pressione o botão Criar..., dê um nome ao ponto que será criado e clique em Criar > Aplicar > OK. Se for preciso restaurar o sistema a esse ponto (ou a outro criado em outra oportunidade), repita os mesmos passos para acessar a tela das Propriedades do Sistema, pressione o botão Restauração do sistema... e siga as instruções do assistente.

2. Para fazer um backup do Registro, pressione o atalho Windows+R, digite “regedit” (sem as aspas) na caixa do menu Executar e tecle Enter (ou clique em OK, tanto faz). Na tela do Editor, clique no menu Arquivo e selecione Exportar; em “Intervalo de exportação”, marque TODOS (caso queira efetuar backup de todo o Registro), ou em RAMIFICAÇÃO SELECIONADA (se quiser criar um backup somente de uma determinada chave) e digite o nome da chave que você deseja exportar. Dê então um nome ao arquivo, indique o local onde ele deverá ser salvo (Área de Trabalho, por exemplo) e clique em Salvar.

Observação: Caso você precise desfazer as modificações implementadas no Registro, dê um clique direito sobre o arquivo de backup (que é salvo com a extensão .reg), escolha a opção “Mesclar” e confirme a restauração.

Tomadas essas providências, siga os passos do item 2 para acessar o Editor do Registro, e então:
  • Na janela do Editor, expanda a chave HKEY_LOCAL_MACHINE e navegue até SYSTEM\CurrentControlSet\Control\Session Manager\Memory Management.
  • Clique em Memory Management e, no painel à direita, dê duplo clique em LargeSystemCache.
  • Na janelinha Editar Valor DWORD (32 bits) que se abrirá em seguida, altere o valor da caixa Dados do valor para 1, mantenha selecionada a opção Hexadecimal e pressione o botão OK, reinicie o computador e avalie o resultado.
Observação: Há quem afirme que aumentar o tamanho do cache implica em reduzir a oferta de RAM para os aplicativos. No XP, esse ajuste podia ser levado a efeito através da interface do sistema, mas, segundo a Microsoft, o modo de cache do sistema foi projetado para aprimorar o desempenho de servidores baseados no Windows, e a alteração da configuração padrão (Programas) em desktops, especialmente se com pouca memória física, acabaria estimulando o uso da memória virtual e, consequentemente, deixando a máquina mais lenta. Como a reversão é simples, você pode experimentar e, se não gostar, voltar ao status quo ante restabelecendo o backup do registro (conforme explicado na observação anterior).

Abraços a todos e até amanhã.