quinta-feira, 16 de junho de 2016

EIKE BATISTA, CUNHA, LULA E DILMA ― E VIVA O BRASIL!

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, no processo mais longo de sua história, decidiu aprovar, na última terça-feira, o parecer favorável à cassação do mandato de Eduardo Cunha, que presidia a casa até ser afastado pelo STF, no início do mês passado (vale salientar que ele só perderá definitivamente o mandato se pelo menos 257 dos 512 parlamentares que compõem o plenário da Câmara votar nesse sentido, daqui a 3 semanas, mas isso já é outra história).

A notícia em apreço teve grande repercussão na mídia, merecendo até mesmo destaque pelo “Plantão da Globo”, que interrompeu a novela das 19h para dar conta do voto decisivo, dado por Tia Eron, que assim conquistou seus 15 minutos de fama. Segundo a Folha, a deputada baiana atacou colegas que criticaram seu sumiço, afirmando não ter sido "abduzida", que estava se resguardando e que iria resolver “o problema que os homens não conseguiram resolver”.

Em seu discurso final, o relator ponderou que os parlamentares estavam diante do maior escândalo que aquele colegiado já julgou, uma trama para mascarar uma sucessão de crimes, uma verdadeira “laranjada”. Eduardo Cunha, por seu turno, continua alegando inocência, afirmando que vai recorrer da decisão, que as tais contas na Suíça não são dele e blá, blá, blá ― com uma cara-de-pau tão acintosa quanto a de Dilma, que se diz injustiçada e afirma que só “pedalou” para manter os projetos sociais do seu nefasto governo, e de Lula, que tempos atrás se autodeclarou “a alma viva mais honesta do Brasil”. Enfim, um acinte capaz de dar enjoo até mesmo a porcos da Tasmânia!

Como dito linhas atrás, esse assunto foi abordado pelos principais jornais ― e certamente terá desdobramentos que me levarão a retomá-lo nas próximas semanas ―, razão pela qual não vou perder meu tempo nem cansar o leitor com detalhes desnecessários. Em vez disso, vou relembrar um assunto que também mereceu destaque na mídia, no final do ano passado, protagonizada pela bancarrota de Eike Batista, que personificou de forma lapidar a ascensão e a queda da economia brasileira nos últimos anos.

A trajetória do criador do império EBX está umbilicalmente ligada ao desempenho da era Lula-Dilma, e seu fracasso espelha o modelo de gestão petista na condução das finanças públicas. Como o leitor deve estar lembrado, o empresário passou de aspirante a homem mais rico do mundo ― ao mesmo tempo em que o Brasil assomava como potencial gigante da economia mundial ― a um exemplo do que não fazer: mentir, esconder, mascarar.

O homem que chegou a ser chamado de “orgulho do Brasil” por Dilma hoje enfrenta, dentro e fora do país, cobranças de dívidas, denúncias de crimes contra o mercado financeiro, de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha. No início do ano passado, seu patrimônio negativa atingia a marca de R$1 bilhão, devido a manobras equivalentes às pedaladas da sacripanta afastada.

Mais do que apenas uma história malsucedida, a derrocada de Eike Batista entrará para os manuais de administração como uma lição a ser diariamente estudada. O tombo do antigo Midas tupiniquim causou prejuízos a milhares de investidores ― incluindo o BNDES ― e quebrou centenas de empresas fornecedoras. Somente o ITAÚ viu R$2,4 bilhões virarem fumaça com o derretimento do império EBX. No total, o estrago causado por Eike chegou a R$29,2 bilhões!

Se vivesse num país sério, o ex-bilionário estaria muito provavelmente atrás das grades. Como Lula e Dilma, vale lembrar. Mas isso já é outra história e fica para outra vez.

(Com informações extraídas de um artigo de Hugo Cilo, editor de negócios de IstoÉ Dinheiro).    

AINDA SOBRE TVs, RESOLUÇÕES E AFINS (CONCLUSÃO)

A GRANDEZA NÃO CONSISTE EM RECEBER HONRAS, MAS EM MERECÊ-LAS.

Para encerrar esta sequência, cumpre relembrar que a evolução tecnológica substitui aparelhos de ponta por modelos ainda mais avançados em intervalos de tempo cada vez mais curtos, e, consequentemente, provoca uma sensível redução no preço dos produtos no exato instante em que eles são “superados” pelas opções mais avançadas.

As TVs de altíssima resolução custam caro, mas já custaram bem mais. O primeiro modelo 4K no mercado nacional ― uma LG de 84” lançada em março de 2013 ― chegava a absurdos R$ 45 mil. Seis meses depois, a mesma LG lançou uma versão com tela “menor” (65 polegadas) por R$ 25 mil. Conforme a fila andou, o preço caiu, e hoje em dia já é possível encontrar televisores 4K com telas entre 40 e 50 polegadas por cerca de 10% desse valor. Aliás, o mesmo se deu com as TVs HD, que custavam mais de R$20 mil às vésperas da Copa de 2006 e hoje saem por pouco mais de R$1 mil. Com crise ou sem crise, a tendência é de queda, e, como de costume, os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito.

Se você não está disposto a esperar mais alguns meses ― e não se incomoda em pagar mais pela “novidade” ―, vá em frente. Até porque todo o seu conteúdo em HD, inclusive discos Blu-Ray, serão exibidos normalmente nesses aparelhos, já que eles redimensionam as imagens para fazê-las ocupar toda a tela ― embora isso acarrete certa perda de qualidade em relação ao conteúdo em formato 4K nativo. Todavia, nenhum disco ou player Blu-ray é capaz de operar em 4K, pelo menos por enquanto, já que novos padrões estão em desenvolvimento ― como o HEVC, que deve substituir o H.264 na transmissão de vídeo em TV aberta, Blu-ray ou via web e oferecer qualidade de imagens similar à do H.264, mas consumindo metade da largura de banda. Mas isso é uma história que fica para outra vez.

Observação: Não gaste dinheiro em discos Blu-Rayremasterizados em 4K”. Isso não passa de uma estratégia de marketing que visa iludir os incautos com conteúdo reeditado em 1080p, que nem de longe oferece a qualidade de um vídeo em 4K “de verdade”. Blu-Rays, DVDs, vídeos em streaming, enfim, nada disso, com raras exceções, é disponibilizado em 4K. E o mesmo se aplica a games para Xbox One e Sony PS4. Os próprios estúdios de Hollywood utilizam, em sua maioria, a resolução 2K (2048x1080 pixels), de modo que o HD e Full HD devem continuar dominando o mercado por um bom tempo.

Todas TVs de resolução maior são equipadas com processadores gráficos e algoritmos que criam os pixels “faltantes” na imagem original (recurso conhecido como upscaling), de modo a evitar que as imagens sejam reduzidas e exibidas entre bodas pretas, mas com algum prejuízo na qualidade, pois o ideal é o conteúdo ter a mesma resolução nativa do televisor.
Além do preço ― aspecto que já discutimos linhas atrás ―, outra questão que desestimula a substituição de uma TV Full HD por um modelo 4K é o fato de o ganho de qualidade ser quase imperceptível, diferentemente do que acontece quando se migra da resolução padrão (720x480) para a alta definição. Então, a despeito do apelo emocional que os fabricantes utilizam em suas campanhas de marketing, trocar seu aparelho Full HD por um 4K, a esta altura do campeonato, só faz sentido em caso de defeito cujo preço do conserto justifique a compra de um televisor novo. Fora isso, fique com sua TV Full HD, pois ela ainda tem muita lenha para queimar.

Era isso, pessoal. Espero ter ajudado.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

HD, FULL HD, ULTRA HD, 4K, 8K? O QUE REPRESENTAM ESSAS SIGLAS E COMO ESCOLHER A RESOLUÇÃO ADEQUADA NA HORA DE COMPRAR UMA TV (PARTE 3)

A JUVENTUDE NÃO É UMA ÉPOCA DA VIDA, MAS SIM UM ESTADO DE ESPÍRITO. 

Vimos no post anterior que o “p” das nomenclaturas 1080p, 2160p e 4320p remete a uma tecnologia conhecida como “progressive scan” ― ou “varredura progressiva” ―, mediante a qual as imagens são desenhadas na tela de uma só vez, diferentemente das antigas TVs de tubo, que exibiam as linhas pares e ímpares separadamente, ainda que numa transição tão rápida que a gente nem chegava a perceber.

Vale frisar que o “entrelaçamento” não foi aposentado junto com os monitores CRT. TVs modernas, com telas LCD, mas identificadas pelo número de linhas seguido da letra “i”, de “interlaced” (como em 1080i) se valem dessa tecnologia e, portanto, exigem imagens menos nítidas e com bordas mais irregulares do que utilizam a varredura progressiva (identificada, conforme já foi dito, pela letra “p”, como em 1080p). Embora ambas sejam resoluções de alta definição, o entrelaçamento faz com que somente metade dos frames seja desenhada na tela a cada varredura. Em outras palavras, a imagem é dividida em dois “quadros”, cada qual com 540 linhas de pixels, que são atualizados de maneira alternada, ou seja, primeiro as linhas pares e, em seguida, as linhas ímpares, ficando a cargo do cérebro do usuário o trabalho de unir os dois quadros e formar a imagem final.

O lado bom da história é que a maioria dos modelos de alta definição de gerações recentes são capazes de converter o sinal entrelaçado para o formato progressivo. Ainda assim, em cenas que envolvem velocidade, como corridas de automóveis e outros eventos esportivos, é possível visualizar um leve borrão durante a troca de cenas. Mas como você certamente assiste ao jogo do seu time ou o GP de F1 tomando uma breja gelada, talvez nem perceba esse detalhe ― a não ser em telas de grandes dimensões.

Em telas com menos de 42 polegadas, a maioria das pessoas nem nota diferença entre o 1080i e o 1080p, até porque, como dito, a formulação é tão rápida que a gente visualiza somente a imagem já pronta, e não as partes se unindo. No entanto, se a diferença de preço não for absurda, convém investir num modelo 1080p, que é considerado superior por apresentar maior nitidez na formação das imagens.

Vale salientar também que TVs Ultra HD (ou 4K) combinam melhor com aposentos amplos, até porque essas tecnologias são usadas quase que exclusivamente em aparelhos de grandes dimensões (também nesse caso os benefícios não são perceptíveis em modelos de 32 polegadas ou de tamanhos inferiores. Isso porque as imagens com essa resolução são compostas por mais de 8 milhões de pixels ― contra pouco mais de 2 milhões na resolução Full HD (1080 linhas), e quanto maior número de pontos, mais visíveis se tornam os detalhes. Isso nos leva a achar maravilhosas as TVs Ultra HD expostas nas prateleiras dos espaçosos hipermercados, mesmo quando olhamos as imagens bem de perto. Todavia, quem mora num imóvel acanhado (ou em apertamentos, que parecem estar na moda nas grandes metrópoles) dificilmente terá como acomodar um monstro desses e assistir à programação de uma distância que não o obrigue a virar a cabeça de um lado para outro, como se estivesse acompanhando de perto um jogo de tênis de mesa. Pense nisso antes de sacar seu poderoso cartão de crédito.

No que concerne à falta de conteúdo em 4K, é bem verdade que isso desestimula o consumidor, pois limita significativamente o aproveitamento das altas taxas de resolução disponibilizadas pelos caros aparelhos de topo de linha. E ainda que a oferta de vídeos em Full HD ― e mesmo em Ultra HD ― por serviços de streaming como os da Amazon, Hulu, Netflix e YouTube venha aumentando progressivamente, as emissoras e os serviços por assinatura deverão continuar a transmitir em HD por mais um bom tempo, pois a transmissão em 4K exige investimentos vultosos, e a coisa é ainda pior no caso da difusão do sinal via satélite.

A conclusão fica para a próxima postagem, pessoal. Abraços e até lá.

terça-feira, 14 de junho de 2016

HD, FULL HD, ULTRA HD, 4K, 8K? O QUE REPRESENTAM ESSAS SIGLAS E COMO ESCOLHER A RESOLUÇÃO ADEQUADA NA HORA DE COMPRAR UMA TV? (CONTINUAÇÃO)

QUANTO MAIOR O PODER, MAIS PERIGOSO É O ABUSO. 

Prosseguindo com o que eu dizia no post anterior, sobre a importância da resolução na escolha de um televisor, monitor de vídeo ou outro aparelho que exiba imagens a partir de um display digital, pagar caríssimo por um modelo com tecnologia Ultra HD, 4K ou 8K é apostar no futuro. E como toda aposta, essa também envolve riscos. Vejamos isso melhor.

O conteúdo que permite usufruir plenamente dessas altíssimas resoluções ainda é bastante escasso, e, se for para assistir à programação convencional (TV aberta, canais por assinatura e vídeos em DVD), não vale a pena gastar os tubos em aparelhos de ultimíssima geração, que podem custar mais de R$ 30 mil, quando modelos HD e Full HD de 40 ou mais polegadas ― alguns, inclusive, com tela curva ― saem por menos de R$2 mil.

Quem se apressou a comprar DVD players com suporte ao Blu-Ray e televisores com suporte ao 3D investiu pesado e, de certo modo, acabou com um mico nas mãos, pois a “revolução” que essas tecnologias prometiam acabou por não se cumprir. Minha irmã, por exemplo, quando trocou seu velho desktop por um note de última geração, há alguns anos, adicionou à configuração que eu lhe havia sugerido uma leitora com capacidade de reproduzir vídeos em Blu-Ray, o que elevou significativamente o preço final da máquina. Por azar, o drive óptico veio com defeito, e a Dell levou mais de um mês para solucionar o problema. Nesse entretempo, ela comprou um iPad, e passou a usar o notebook em raríssimas ocasiões ― e não me consta que jamais tenha assistido um filme em Blu-Ray, com a possível exceção da amostra enviada pela Dell, para provar que o novo note estava em perfeitas condições.

Observação: No que concerne ao 3D, informações divulgadas pelo site coreano ET News (clique aqui para ler a matéria em inglês) dão conta de que a Samsung e LG estão abandonando a produção de TVs 3D, já que o recurso não teve grande aceitação e a quantidade de conteúdo nesse formato continua limitadíssima, sendo mais compensador, para os fabricantes, investir nas tecnologias 4K e de realidade virtual.

Voltando ao Ultra HD, 4K e 8K, as duas primeiras nomenclaturas são usadas indistintamente para designar a uma tecnologia que excede o HD (sigla em inglês de High Definition, ou alta definição) e o Full HD. Como você deve estar lembrado, caso tenha lido o post anterior, a resolução HD exibe os pixels em 1.280 colunas e 720 linhas, resultando em imagens formadas por quase 1 milhão de pontos, e o Full HD, em 1.920 colunas e 1.080 linhas, o que aumenta o número de pontos para pouco mais de 2 milhões. Já o Ultra HD (ou 4K) trabalha com 3.840 colunas e 2.160 linhas, o que equivale a quatro vezes mais pontos do que no Full HD.

Note que, embora a nomenclatura 4K seja usada como sinônimo de Ultra HD, o que ela designa na verdade é apenas uma das resoluções Ultra HD (mais exatamente a resolução mínima, também conhecida como 2160p). Tecnicamente, o 8K também é uma resolução Ultra HD, mas que tem 7680 colunas e 4320 linhas, perfazendo 4.320 pixels (daí ela ser conhecida como 4320p), o que corresponde ao dobro do que é oferecido pela tecnologia 4K. Devido ao custo elevado de produção, o 8K ainda não é disponibilizado em escala comercial, mas certamente virá a sê-lo dentro de algum tempo, daí a gente dizer que comprar a “cereja do bolo” é investir no futuro. E como o preço dos aparelhos de topo de linha tende a cair conforme modelos com tecnologias mais sofisticados vão sendo lançados, a conclusão é óbvia.

Por último, mas não menos importante, vale dizer que o “p” das nomenclaturas 1080p, 2160p e 4320p vem de “progressive scan” (ou "varredura progressiva), e significa que as imagens são exibidas na tela “de uma só vez”. Para entender isso melhor, basta lembrar que as TVs antigas, “de tubo”, desenhavam as imagens de maneira “entrelaçada”, ou seja, primeiro as linhas ímpares e depois as linhas pares, visando economizar largura de banda na transmissão. E como a varredura era feita em rápida sucessão, nosso cérebro se encarregava de “juntar” as imagens parciais, levando-nos a “enxergar” a imagem completa.

O resto fica para a próxima, pessoal. Abraços e até lá.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

NO BRASIL, A GRANDE DISCUSSÃO, NO MOMENTO, É SABER SE OS QUE NÃO FIZERAM VÃO VOLTAR AO GOVERNO PARA CONTINUAR NÃO FAZENDO.

Em mais um artigo magistral, J.R. Guzzo fecha a edição de Veja desta semana com uma análise imperdível do cenário político tupiniquim.

Segundo o jornalista, não faz o menor sentido comparar o Brasil com a Suíça ou esperar que os dois países fiquem parecidos, algum dia, em termos de conduta do poder público. Mas chama a atenção do leitor para uma “coincidência” interessante, que eu resumo a seguir (vale a pena ler a íntegra da matéria; a revista ainda está à venda, mas será possível acessar seu conteúdo através do acervo digital de VEJA depois que a próxima edição chegar às bancas).

O novo túnel do Monte São Gotardo, com quase 600 km perfurados na rocha bruta, é o mais longo do mundo, e sua construção tornou-se uma epopeia comparável à travessia subterrânea do Canal da Mancha, entre Inglaterra e França. Aberta ao público dias atrás, a obra foi entregue seis meses antes do prazo contratado e custou o que deveria custar ― o equivalente a pouco mais de 10 bilhões de dólares.

Por uma dessas coincidências da vida, a soma é praticamente igual aos 35 bilhões de reais de dívida que as empresas estatais responsáveis pela TRANSNORDESTINA têm a apresentar como resultado de seus avanços até agora. Daí se infere que, quando a Suíça resolve fazer uma estrada de ferro, as pessoas passam a andar de trem (e a 250 km/h), enquanto que no Brasil, ficam devendo: dez anos após anunciadas as obras, não existe ferrovia nenhuma; dos 1700 km de estrada, só há trilhos em 600 km, pelos quais não passa trem algum e cuja função, no momento, é serem deteriorados pelo tempo ou furtados e para a venda a peso do seu aço. Uma beleza!

Quanto mais a tecnologia avança no mundo desenvolvido, mais as obras públicas brasileiras demoram para ficar prontas. Numa época em que a ciência da engenharia é capaz de vencer os mais ingratos desafios da natureza, dentro dos prazos e orçamentos previstos, é como se o Brasil estivesse vivendo nos tempos da régua de cálculo e do trator a gasolina; no ritmo do trabalho seguido pelos dois últimos governos, a ponte Rio-Niterói ainda estaria em obras!

Para piorar, o governo que não faz é o mesmo que não deixa fazer, na sua paixão contra o resultado prático e no seu pânico diante de qualquer benefício público feito pela iniciativa privada.

Por aqui, a grande discussão é saber se os que não fizeram vão voltar ao governo para continuar não fazendo.

HD, FULL HD, ULTRA HD, 4K, 8K? O QUE REPRESENTAM ESSAS SIGLAS E COMO ESCOLHER A RESOLUÇÃO ADEQUADA NA HORA DE COMPRAR UMA TV?

SE FOSSE CORRUPTOR, O PODER SERIA MALDITO E PROSCRITO, O QUE ACARRETARIA A ANARQUIA. 

Por conta da crise que se instalou no país, fomentando o desemprego e a inflação e derrubando as vendas nos mais variados setores do comércio, pesquisar preços é fundamental. 

Dias atrás, eu comentei que uma cabeça de erva-doce custava R$9 no Natural da Terra e R$3 no Assai, que ficam aqui no Jardim Marajoara, separados por menos de 2 km. Já o litro do álcool, vendido a R$2,99 num posto de bandeira Ipiranga, sai por R$1,99 no concorrente, de bandeira Petrobras, do outro lado da avenida. Centavos, dirá você. Talvez, mas considere um tanque de 60 litros e faça as contas ― com a diferença, dá para comprar 3 cabeças de erva-doce no sacolão e 10 no atacarejo.

No caso de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, a discrepância é ainda mais gritante ― daí minha recomendação no sentido de não sair às compras antes de fazer uma cuidadosa cotação de preços no Mercado Livre, Bondfaro ou Buscapé, dentre outros serviços similares que permitem filtrar os produtos de diversas maneiras, inclusive pelo preço).

Observação: Uma pesquisa feita pela Proteste ― associação não governamental voltada à defesa do consumidor ―, no final do ano passado, acusou variações de preço de mais de 70% num televisor Samsung de 32 polegadas, de 65% no smartphone LG OPTIMUS G2 D805, e de 60% na multifuncional CANON PIXMA MG3510 (e de inacreditáveis 200% no pãozinho francês, nos supermercados e padarias da região metropolitana do Rio, mas isso é outra história).

É importante ter em mente que a comparação de preços só faz sentido quando levamos em conta aparelhos idênticos (da mesma marca e modelo) ou similares (de marcas diferentes, mas com configurações e recursos equivalentes). Fazendo uma analogia com o universo automotivo, tanto um fusca da década de 70 quanto uma Porsche 718 Cayman levam a gente um ponto a outro, mas... bem, acho que é escusado explicar a diferença...

Passando ao mote desta postagem, vale dizer que na hora de comprar um aparelho de TV ― note que vou me restringir a esses eletrônicos, mas as considerações a seguir se aplicam também a monitores de computador, telas de notebooks, tablets e smartphones e outros aparelhos que exibem imagens através de um display ―, a característica que mais chama a atenção dos consumidores/usuários, ao lado da marca, modelo, dimensões e preço, é a resolução, notadamente após as telas LCD e, em menor escala, de plasma terem jogado uma pá de cal nos anacrônicos tubos de raios catódicos (CRT). Mas, afinal, o que é resolução? Qual a diferença entre HD, FULL HD, 4K, 8K, etc.? Bem, é isso que veremos a seguir, em linguagem simples e acessível a leigos e iniciantes ― para quem quiser se emaranhar em detalhes técnicos, o Google é sopa no mel.

Primeiramente, cumpre salientar que o termo resolução, no âmbito desta matéria, remete à quantidade de linhas e colunas de pixels que compõem as imagens. Em outras palavras, quanto maior o número de pixels, mais bem definidas serão as imagens exibidas na tela. Atualmente, a maioria dos aparelhos à venda nas lojas de utilidades domésticas e grandes magazines apresenta resolução HD, embora modelos mais sofisticados, com tecnologia “Full HD”, disputem espaço nas prateleiras. Já os “Ultra HD” e “4K”, são mais difíceis de encontrar ― a não ser em lojas voltadas a um público-alvo mais “seleto”, por assim dizer. Até porque a resolução reflete diretamente no preço do aparelho, que também varia conforme a marca, o modelo, o tamanho da tela e os recursos oferecidos. Em outras palavras, modelos HD são geralmente mais baratos que os Full HD, que, por seu turno, custam menos que os Ultra HD, e assim por diante.

A resolução HD exibe os pixels em 1.280 colunas e 720 linhas, resultando em imagens formadas por quase 1 milhão de pontos. No caso do Full HD, são 1.920 colunas e 1.080 linhas, o que aumenta o número de pontos para pouco mais de 2 milhões, ao passo que o Ultra HD trabalha com 3.840 colunas e 2.160 linhas, o que equivale a quatro vezes a resolução Full HD.

Observação: A diferença entre as resoluções é mais perceptível no caso do HD e do Full HD, notadamente em telas de grandes dimensões e por espectadores que se posicionam mais próximos do aparelho. Portanto, ao escolher um televisor, você deve cotejar o tamanho da tela com o do ambiente onde irá colocar o aparelho, bem como a distância que irá separá-lo da sua poltrona ou sofá. Nas TVs HD, converta a medida da tela expressa em polegadas para a escala métrica e multiplique por dezoito, e nas Full HD, por 21. Nas Ultra HD não é preciso fazer contas, pois quantidade de pontos torna quase impossível notar qualquer imperfeição na imagem ― daí essa tecnologia ser mais adequada a aparelhos com telas de grandes dimensões (a partir de 42 polegadas).

Via de regra, a resolução HD considerada suficiente para a programação da TV digital aberta, canais a cabo ou via satélite e DVDs, que em geral oferecem conteúdo com essa resolução. Já se você assiste a vídeos em Blu-Ray ou utiliza serviços como o Netflix e iTunes Store, convém gastar um pouco mais numa TV Full HD.

Quanto às resoluções Ultra HD, 4K e 8K, bem, vamos começar por dizer que as duas primeiras nomenclaturas são usadas indistintamente para designar a mesma coisa, e que aparelhos com essas tecnologias costumam ter grandes dimensões, telas curvas ― ou mesmo flexíveis ― e preços nas alturas, e que compra-los, atualmente é fazer um investimento no futuro, como será visto na próxima postagem, já a atual está ficando extensa demais. Abraços a todos e até lá.

domingo, 12 de junho de 2016

PRESENTES DA DISCÓRDIA

Desde meados de abril passado que os textos do jornalista Mario Viana substituíram os do californiano (radicado em Sampa) Matthew Shirts, que vinha se revezando com Ivan Ângelo na seção CRÔNICA da Vejinha.

Para quem não sabe, “Vejinha” é o nome pelo qual é conhecido informalmente o suplemento regional da revista VEJA distribuído em São Paulo, que ao longo dos anos nos brindou com crônicas imperdíveis de Walcyr Carrasco, Marcos Rey, Rubem Braga e tantos outros nomes estrelados. VEJA, por seu turno, é uma publicação semanal da Editora Abril, criada em 1968 pelos jornalistas Roberto Civita e Mino Carta, cuja tiragem semanal superior a 1.000.000 cópias faz dela a maior revista de circulação nacional (e, se não me engano, a segundo do mundo no seu segmento).

Concluídas as apresentações (talvez desnecessárias, mas enfim...), passo a transcrever o texto que Viana publicou na Vejinha desta semana, seguido de uma anedota que alguns podem achar de gosto discutível, mas que eu considero filosófica. Passemos à crônica, que segue ipsis litteris:

Entre os comerciantes, 26 de dezembro é o dia mundial da troca de presentes. Tamanho errado, gosto duvidoso, livro repetido, tudo justifica a troca. Não li nada sobre as estatísticas de outras datas comemorativas, mas deduzo que o Dia dos Pais também esteja na lista dos mais trocáveis. Gravatas, meias e cuecas com figuras do Homer Simpson são devolvidas em profusão. Ou, pelo menos, deveriam ser.
Dia das Mães ― é até feio reconhecer ― é outra data que deve render muitos escambos, já que muita gente nem imagina que número de sapato calça aquela que lhe deu a vida. Agora, a única ocasião em que o mínimo deslize na hora do presente se torna crime inafiançável é o Dia dos Namorados.
Errar no presente para a fofa ou o fofo por resultar numa dor de cabeça por muitos e muitos anos. Décadas, talvez. Em meio aos festejos de bodas de ouro, ela vai abrir o vidro de remédio para pressão e comentar com os netos: “O Adalberto nunca acertou meu número. Teve um 12 de Junho em que ele me deu uma blusa GG. Eu era P!”. É melhor não contestar. Muito menos lembrar que, atualmente, a blusa GG cairia como uma luva.
Ganhar presente “errado” de Dia dos Namorados realmente é bem chato. Não dá para disfarçar o desapontamento: “Será que ela pensa que eu gosto mesmo de charuto cubano? Eu sofro de asma!”. No caso de roupa para a namorada, a questão é ainda mais delicada. Se você dá um número grande, isso vai ser interpretado como “ele acha que eu estou um hipopótamo!”. Se der P e não servir, pior ainda. “Meu Deus, eu estou um hipopótamo!”.
Vamos partir do princípio de que os ofendidos têm razão. Namorados já desfrutam certa intimidade, mais que aquela entre pai e filho, por exemplo. Alguns casais já saboreavam a tal intimidade antes mesmo de namorar oficialmente. Um presente mal dado equivale a fazer gol contra na final do campeonato ― e sair comemorando.
Na verdade, presentear é quase uma ciência. Pressupõe aguçado senso de observação, sensibilidade para escolher o regalo certo e criatividade, para não dar nada repetido ― livro da moda é um clássico de presente trocável. Uma vez dei um uísque caríssimo como presente de casamento para noivos de uma religião que proibia o álcool. Só descobri na festa, em que serviram apenas guaraná. Sem gelo.
É claro que ninguém consegue saber tudo: enquanto eu não tenho a menor intimidade com a bola, certos craques do gramado só encontraram a língua portuguesa rapidamente em um churrasco na praia. Assim também há pessoas que simplesmente não sabem comprar nada. Pense em quantos homens você conhece que não sabem o tamanho da própria cueca (neste momento, todos os homens que me leem devem ter feito uma pausa e pensado: “Que tamanho eu uso mesmo?”).
Também não aconselho adaptar presentes ― aquele suéter comprado para o namorado anterior cairia bem no atual, caso este gostasse de peças de cores cítricas. Não gosta. Tenho um amigo (vamos chama-lo de Américo) que compra produtos genéricos ao longo do ano: pijamas, camisas, louças, tudo o que ele encontra em oferta e que pode agradar a algum aniversariante no futuro. Quando chega a ocasião, Américo corre ao armário e saca de lá um presente. Sempre dá certo com ele, mas não se anime. O método, que pode ser prático para agradar a amigos, não funciona em caso de namorados. Nem tente.

Passemos agora à tal anedota:

Às vésperas do Dia dos Namorados, dois amigos que há muito não se viam se encontraram e resolveram pôr a conversa em dia, e logo fica claro que, enquanto um só viu fracassos desde que deixou o colégio, o outro foi muito bem-sucedido em tudo que empreendeu. A certa altura, o fracassado pergunta ao afortunado:

― O que você vai dar à patroa de Dia dos Namorados?

― Um chuveiro de brilhantes e um BMW ― responde o outro.

― Não entendi bem o que uma coisa tem com a outra ― retruca o primeiro.

― Simples. Se o tamanho do aro não estiver certo, ela vai com o BMW até a  joalheria e manda ajustar. E você, o que comprou para a dona da pensão?

― Uma camiseta do PT e um vibrador

― Agora sou eu quem não entende.

― Simples. Se não gostar da camiseta, ela pode ir se foder!

BOM DOMINGO A TODOS, E UM FELIZ DIA DOS NAMORADOS!

sábado, 11 de junho de 2016

PINGA, AGUARDENTE E CAIPIRINHA

DEVIDO AO FRIO QUE ESTÁ FAZENDO NO SUL E EM BOA PARTE DA REGIÃO SUDESTE - AQUI EM SAMPA, A MÍNIMA NA MADRUGADA FOI DE 5ºC -, EU RESOLVI ENTREMEAR AQUI NO BLOG, NESTE SÁBADO, NÃO UMA DAS POSTAGENS QUE PUBLICO NA MINHA COMUNIDADE DE POLÍTICA, MAS SIM DA COMUNIDADE DE GASTRONOMIA. ESPERO QUE GOSTEM.
OS LINKS PARA AS DUAS COMUNIDADES - PARA AS TRÊS, MELHOR DIZENDO, QUE HÁ TAMBÉM A DE INFORMÁTICA, ONDE O LEITOR PODERÁ ENCONTRAR POSTAGENS DIFERENTES DAS PUBLICADAS AQUI NO BLOG - FICAM AÍ AO LADO, NO TOPO DA COLUNA À DIREITA. VISITAS E COMENTÁRIOS - QUE EXIGEM LOGIN, MAS BASTA INSERIR ALGUNS DADOS E EM POUCOS SEGUNDOS O INTERESSADO JÁ ESTARÁ PARTICIPANDO DA REDE .LINK, ONDE EU HOSPEDO MINHA COMUNIDADES - SERÃO MUITO BEM VINDOS. MAS CHEGA DE PAPO E VAMOS AO QUE INTERESSA:


PINGA, AGUARDENTE E CAIPIRINHA
Cerveja e caipirinha são unanimidades nacionais, embora, de uns tempos a esta parte, os brasileiros venham consumindo cada vez mais vinho ― aliás, há excelentes opções nacionais, ainda que a preços não raro superiores ao das importadas, mas isso já é outra história. O fato é que, segundo a Organização Mundial da Saúde, a parcela da população brasileira que é chegada num “birinaite” (cerca de 60%) consome, em média, o equivalente a15 litros de álcool por ano.

No que concerne à caipirinha, muitos acham que não tem segredo: basta esmagar limão com açúcar, acrescentar gelo e cachaça, mexer e pronto. Mas tudo tem sua ciência, e esse drinque não é exceção.
Comecemos pela origem, que remonta ao ano de 1918, época em que a gripe espanhola campeava solta. Dizem os estudiosos e curiosos de plantão que alguém resolveu unir o útil ao agradável ao criar uma receita de xarope, que levava limão, alho, mel e um pouco de cachaça ― antigamente, era comum usar álcool para acelerar o efeito dos medicamentos. Daí para “outro alguém” eliminar o alho e substituir o mel por açúcar (para reduzir a acidez do limão) foi um pulo.

Hoje em dia, muita gente substitui o tradicional limão por outras frutas, como abacaxi, caju, kiwi, maracujá, morango, e por aí afora, além de, em vez da tradicional cachaça, usar destilados “mais nobres”, como gim, rum, saquê, tequila, uísque, vodca, e assim por diante.

Outro detalhe que merece menção: pinga, cachaça e aguardente são termos largamente utilizados como sinônimos, embora aguardente seja o nome que se dá a qualquer bebida obtida a partir da fermentação de vegetais doces, e cachaça, à aguardente de cana-de-açúcar. Já o termo pinga é usado vulgarmente como sinônimo de cachaça, e sua origem remonta ao tempo dos engenhos (século XVI). Naquela época, os escravos eram encarregados da destilação da aguardente, e como o vapor condensava no teto pingava sobre eles... Enfim, interessa mesmo dizer é que toda cachaça é aguardente, mas nem toda aguardente é cachaça.

No que diz respeito à receita perfeita de caipirinha, bem, fazendo uma analogia com o futebol (outra preferência nacional), a coisa é como a escalação da seleção ― ou seja, cada um tem a sua. Importante mesmo é seguir algumas regrinhas básicas, dentre as quais:

― Embora o limão galego e o siciliano apresentem excelentes resultados, a receita tradicional leva mesmo o tahiti. Mas é importante escolher os de casca lisa e fina (que geralmente são mais sumarentos) e evitar os “muito moles”, que provavelmente estão “passados”.

Descascar ou não o limão é uma questão de preferência pessoal, até porque o amargor não provém da casca, mas da columela (o “miolo branco da fruta). Então, o importante é cortar o limão ao meio, mas não de forma transversal, como fazemos quando cortar laranjas para espremer, e sim longitudinal (ao comprido). Depois, deve-se cortar as metades pela metade, de modo a facilitar a remoção da parte branca. Se preferir, corte o limão em rodelas e remova o miolo de cada uma delas, que também fica bom.

― Segundo os especialistas, é importante macerar a fruta no próprio copo (evite, pois, usar coqueteleiras). Coloque as quatro bandas da fruta com a polpa virada para cima (para não macerar demais a casca, que aí, sim, pode resultar num indesejável gosto amargo), cobri-las com açúcar e então socá-las com o pilão (mas soque apenas o suficiente para liberar o sumo, pois socar demais irá fatalmente resultar em amargor, mesmo que você tenha tomado as precauções anteriores). Ah, procure usar copos baixos e de boca larga, como os do tipo “Ilhabela”.

― Se você está de dieta, o melhor a fazer é não tomara caipirinha, pois substituir o açúcar por adoçante, embora não haja problema algum nisso, não fará grande diferença, já que as calorias provêm mesmo é do álcool (como sabemos, bebidas destiladas são extremamente calóricas; uma dose de cachaça chega facilmente a 150kcal).

Gelo é essencial ― caipirinha morna, ninguém merece! Mas convém usar água mineral ou filtrada e colocar o gelo no copo depois de macerar o limão com o açúcar (em cubos, mas você pode adicionar um pouco de gelo picado, se quiser, já que ele derrete mais rapidamente e “enfraquece” um pouco a bebida), e só então acrescentar a cachaça ou o destilado de sua preferência.

― Se for para servir várias pessoas (como num churrasco com amigos, por exemplo), o preparo individual se torna por demais trabalhoso. Nesse caso, você pode adiantar o expediente preparando a bebida numa coqueteleira, transferindo-a para uma jarra e completando com gelo. Mas o resultado nunca fica igual.

― Já a escolha da cachaça também vai da preferência de cada um. O importante é usar um produto de boa qualidade ― ou seja, fugir daquelas cachaças “mata-pinguço”, que cheiram como o álcool que você usa para abastecer o carro. E ao contrário do que muita gente pensa, pode-se perfeitamente usar aquela pinguinha de alambique, dita “artesanal”. O problema é o “custo benefício”, já que uma aguardente dessas pode custar tanto quanto ― ou até mais que ― um bom uísque.

Receitas mais “rebuscadas” podem agradar muita gente, mas convém ter em mente que algumas combinações são mais bem-sucedidas do que outras. Prefira misturar hortelã com frutas cítricas ou ácidas, e pimenta com as mais doces (maracujá, caju, carambola). E tome cuidado para não abusar de ervas muito aromáticas, como manjericão e alecrim, que podem deixar o sabor do drinque “intenso” demais.

Vale lembrar que destilados como cachaça, vodca e saquê, por exemplo, têm características distintas, e combinam melhor com determinadas frutas. A pinga vai muito bem com limão, lima-da-pérsia e jabuticaba, por exemplo. O saquê deve ser reservado para frutas mais delicadas e menos ácidas, como kiwi, uva verde e morango, também por exemplo. Já a vodca é versátil e combina com quase tudo, com a possível exceção de frutas mais cremosas, como mamão ou banana ― mas quem é que vai fazer caipirinha de mamão ou banana?

Para concluir, confira as receitas abaixo:
  • Macere a polpa de 1/2 maracujá azedo com dois talos de capim-limão e açúcar. Complete com gelo e rum branco e decore com folhas de capim-limão.
  • Macere de 8 a 12 jabuticabas com casca e caroço (mas deixe algumas inteiras). Complete com gelo e cachaça e mergulhe um picolé de limão no copo.
  • Congele 6 bagos de uva Itália (verde) e oito de uva niágara (roxa). Macere 4 colheres (sopa) de graviola fresca (com as sementes) com uma de açúcar. Junte as uvas congeladas e complete com gelo e cachaça.
  • Macere uma carambola fatiada e alguns pedaços de abacaxi com açúcar. Acrescente 1 cravo da índia inteiro e folhas de manjericão (sem amassar). Complete com gelo e vodca.
Consuma com moderação (se resistir).  

sexta-feira, 10 de junho de 2016

COMO EXCLUIR SUA CONTA NO FACEBOOK

PODE PARECER QUE NÃO ESTOU FAZENDO NADA, MAS, EM NÍVEL CELULAR, ATÉ QUE EU ESTOU BASTANTE OCUPADO.

Você pode ter "n" motivos para abrir uma conta no Facebook e outros tantos para excluí-la depois de algum tempo ― tarefa que, infelizmente, não é tão simples e intuitiva quanto seria de se esperar. Mas o propósito desta postagem não é discutir esse mérito, e sim mostrar o passo a passo que você deve seguir para se livrar de vez do imbróglio.

Antes de qualquer outra coisa, embora seja facultativo, é recomendável você fazer um backup dos dados que publicou no Face. Para tanto, acesse sua conta, faça o logon, clique no ícone da engrenagem, escolha a opção Configuração de conta e clique em Baixe uma cópia dos seus dados no Facebook.

Feito isso, digite http://www.facebook.com/help/delete_account na barra de endereços do seu navegador. Quando surgir uma caixa de diálogo como a da figura que ilustra esta postagem, clique no botão azul ― Excluir minha conta. Surgirá então uma nova tela, onde você deverá informar a senha cadastrada e escolher algumas imagens aleatórias (para comprovar que a solicitação não está sendo feita por um robô).

Na sequência, será exibida nova caixa de diálogo confirmando a solicitação e informando que o encerramento definitivo ocorrerá no prazo de 14 dias (até lá, se você poderá cancelar a requisição caso venha a se arrepender de tê-la feito).

Observação: Se você deseja simplesmente “dar um tempo”, faça logon no serviço, clique no ícone da engrenagem, escolha Configurações de Conta, selecione Segurança e clique no link Desativar Sua Conta, no pé da página. Dentre as razões disponíveis, marque a opção desejada ou clique em Outro e dê mais detalhes na caixa de diálogo. Marque também a caixa que cancela o envio de emails, e então clique em Confirmar, digite sua senha, clique em Desativar Agora e aguarde o processamento da solicitação. Desse modo, a conta permanecerá suspensa por um prazo pré-definido, dentro do qual a reativação será feita de forma automática se você tornar a se logar no serviço.

E como hoje é sexta-feira:



Era isso, pessoal. Abraços e até a próxima. 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

EM BREVE, NO BRASIL, A BANANA VAI COMER O MACACO. A CADA DIA MAIS UMA AGONIA. AS SURPRESAS NÃO ACABAM).

No início deste mês, a Folha deu conta de que a delação de Leo Pinheiro havia empacado, pois os investigadores não engoliram a lorota de que as obras que a OAS realizou no famoso tríplex do Guarujá e no sítio de Atibaia teriam sido uma forma de agradar a Lula ― e não contrapartidas a algum benefício que o grupo tenha recebido ―, que o petista não desempenhou papel algum nas reformas, e blá, blá, blá. 
 
Mas não há nada como o tempo para passar, e não demorou muito para que o amigão de Lula revisse sua posição e mudasse a cantilena: segundo Reinaldo Azevedo, o empresário reconheceu que o petralha era mesmo lobista da empreiteira, que tratou da reforma do sítio de Atibaia e do apartamento do Guarujá diretamente com ele, e que sua empresa arrumou um emprego para o marido de Rosemary Noronha ― maldosamente chamada de “primeira amante” quando Lula era presidente e ela, chefe do “Planaltinho” (escritório da Presidência da República em São Paulo).

Observação: Dizem as más-línguas que Rose e Lula “trocavam figurinhas” desde 1993. A moçoila foi incorporada à equipe de campanha na corrida presidencial de 1994, promovida posteriormente a secretária de José Dirceu, lotada mais adiante como "assessora especial" no braço do Palácio do Planalto em São Paulo e, por decisão do próprio Lula, empossada chefe do gabinete, quando então passou a ter direito a três assessores e carro e motorista. O relacionamento do casal foi escondido do público durante décadas, mas Rose integrava a comitiva oficial sempre que a primeira-dama não acompanhava o ex-presidente em viagens internacionais, muito embora sua presença causasse constrangimento no Itamaraty e de ela viajar “clandestinamente” (ou seja, sem figurar na lista oficial) no avião presidencial. Na chefia do gabinete, Rose era conhecida pelo temperamento difícil, e ainda que fosse discreta e evitasse contato com a imprensa, funcionários do alto escalão do governo e amigos do ex-presidente não negam o relacionamento de ambos (a propósito, vele a pena ler esta matéria).

Léo Pinheiro contou ainda que doou dinheiro de forma ilegal para as campanhas presidenciais do PT de 2006, 2010 e 2014, e que as propinas foram negociadas com Guido Mantega e Luciano Coutinho. Além disso, disparou acusações contra Aécio, Jucá, Geddel, Renan Calheiros e Eduardo Cunha. Segundo a petralhada, teria sobrado também Michel Temer, mas até agora não há sinais disso, e sim de que PT é que sai ainda mais destroçado dessa nova cachoeira de imputações.

Paralelamente, Marcelo Odebrecht ― que até pouco tempo atrás criticava duramente os delatores ― acabou revendo seus conceitos depois que todos os recursos jurídicos e as maracutaias de bastidores que visavam livrá-lo da cadeia falharam. O conteúdo de sua delação vem tirando o sono de um bocado de figurões da República, dentre os quais Lula, Dilma, 13 governadores e 36 senadores (tanto do PT quanto do PMDB e de outros partidos).

A Lava-Jato descobriu que a Odebrecht tinha um setor específico para pagamento de propinas que abastecia os partidos, tanto governistas quanto de oposição. O “Príncipe das Empreiteiras”, que sempre encheu o ex-presidente Lula de elogios e cifrões, já confirmou que uma conta do marqueteiro João Santana no exterior recebeu US$3 milhões da Odebrecht, que outros US$22,5 milhões foram repassados em dinheiro vivo, e que o uso dessa dinheirama (financiamento de campanha não declarado) foi coordenado por Giles Azevedo e Anderson Dorneles, pessoas de estrita confiança de Dilma, “a injustiçada”.

Na lista da Odebrecht ― cujo faturamento saltou de R$17,3 bilhões para R$107,7 bilhões em 12 anos de governo petista ― também estariam Romero Jucá, os atuais ministros Geddel Vieira Lima e Eduardo Alves, e o senador Aécio Neves. E a situação dos ex-ministros petistas Antonio Palocci e Guido Mantega é igualmente delicada: o primeiro, apelidado de “Italiano”, aparece ligado a um pagamento irregular de R$6 milhões; o segundo, cuja alcunha é “pós-italiano”, de R$50 milhões.

Entre 2008 e 2012, os pagamentos irregulares da Odebrecht ao PT teriam chegado R$ 200 milhões.
Como disse a ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do segundo mandato de Dilma, a senadora peemedebista Kátia Abreu, “EM BREVE, NO BRASIL, A BANANA VAI COMER O MACACO. A CADA DIA, MAIS UMA AGONIA. AS SURPRESAS NÃO ACABAM”.

SENHA 100% SEGURA É CONVERSA PARA BOI DORMIR. AINDA ASSIM...

A PROCTOLOGIA É A ÁREA DA MEDICINA ONDE MAIS SE VÊ A INCLUSÃO DIGITAL.

No âmbito da segurança digital, uma das recomendações mais comuns é a criação de senhas seguras”, assim compreendidas as que integram pelo menos 8 caracteres e combinam letras maiúsculas e minúsculas com algarismos e caracteres especiais (tipo #, *, &, etc.). Todavia, isso costuma ser complicado quando usamos smartphones sem teclados físicos, tablets ou outros dispositivos em que é preciso alternar entre as várias formas de exibição do teclado virtual para grafar letras maiúsculas, algarismos, sinais gráficos e outros símbolos.

Para evitar esse “desconforto”, muita gente se vale de frases-senhas ou das primeiras sílabas de um verso ou de uma canção, por exemplo ― como oudoiasmarpla, de “ouviram do Ipiranga as margens plácidas”), já que essa permite criar palavras-chave relativamente seguras e fáceis de memorizar. Mas vale lembrar que é desconfortável digitar senhas longas em telas sensíveis ao toque (Touch Screen), e que, hoje em dia, é mais comum a bandidagem digital capturar as senhas através do phishing scam do que de programinhas que as descobrem por “força-bruta” (testando exaustivamente todas as combinações possíveis) ― situação em que uma senha especialmente longa ou complexa não oferece mais proteção do que outra mais simples e com menos caracteres.

Algumas empresas aconselham seus funcionários a trocar as senhas mensalmente, mas isso não aprimora a segurança, já que, no mais das vezes, os usuários acrescentam ou substituem um ou dois caracteres. Os gerenciadores de senhas também são bastante utilizados, mas quase sempre resultam apenas em mais uma palavra ou frase secreta a ser memorizada. Uma solução cada vez mais adotada por diversos sites, inclusive de bancos, é a autenticação em duas etapas, na qual uma delas é realizada a partir do telefone celular. Isso garante uma camada adicional de segurança, mas os usuários nem sempre a veem com bons olhos, já que dá mais trabalho e retarda o processo de autenticação.

Convém jamais utilizar senhas que dão acesso a serviços importantes ― como a do banco online, por exemplo ―  no webmail ou em foros de discussões, também por exemplo, até porque nem todos os sites protegem os dados como deveriam. Demais disso, não custa seguir algumas regrinhas simples ― mas funcionais ― que a gente já discutiu em dezenas de postagens aqui no Blog (para saber mais, digite senha na caixa de pesquisa e confira os resultados). Dentre outras sugestões importantes, vale evitar criar senhas a partir da data de nascimento, placa do carro, número do telefone ou de documentos, nomes de familiares ou animais de estimação, bem como trocar as senhas periodicamente e, como dito, não recorrer à mesma senha para múltiplos fins ― e por mais trabalhoso que seja, optar sempre que possível pela autenticação em duas etapas. Afinal, ainda que não existam senhas 100% seguras, quanto mais você dificultar a ação dos malfeitores, melhor.

Por hoje é só, pessoal. Até a próxima.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

POR QUE LULA AINDA NÃO FOI PRESO?

VEJA COMO LIMPAR ADEQUADAMENTE DISPLAYS TOUCH SCREEN

QUANDO POBRE COME VITELA, UM DOS DOIS ESTÁ DOENTE.

Um dos grandes inconvenientes das telas sensíveis ao toque é a sujeira que elas acumulam com o uso normal do dispositivo. E nos smartphones o problema é ainda maior, já que esses gadgets são nossos companheiros de todas as horas. 

Mesmo com aquela película transparente, destinada a evitar riscos e outros danos ao display, basta que a gente atenda uma chamada ou leia uma mensagem de texto para a gordura natural da pele (do rosto ou dos dedos) deixar nódoas no visor. Isso sem mencionar a poeira que, inexplicavelmente, consegue se acumular debaixo da tal película. E o pior é que, uma vez removida essa película para eliminar o pó, dificilmente conseguiremos reaproveitá-la.

Durante a fabricação, a maioria das telas desses aparelhos ― e aí se incluem também os tablets e laptops mais modernos ― é submetida a uma série de processos químicos que visam maior resistência e as deixa-las eletricamente carregadas para que respondam aos toques. Por outro lado, isso deixa as superfícies mais sensíveis a determinadas substâncias, e usar um produto inadequado para a limpeza pode resultar numa emenda pior que o soneto. Mas alguns cuidados básicos podem ajudar um bocado. Confira:

― Seja qual for o método de limpeza que você pretenda utilizar, desligue primeiro o aparelho. Se for estender a faxina ao interior do gabinete ― que acumula um bocado de poeira ―, remova a bateria e sopre o compartimento usando um spray de ar comprimido, um aspirador de pó reversível, ou mesmo um secador de cabelos (ajuste a chave seletora de temperatura para “frio” ou “desligado”).

― Para uma limpeza básica do display, use um pano macio e antiestático (como aqueles de microfibras, que vêm nas caixinhas de óculos, mas, na falta deles, uma camiseta de algodão quebra o galho). Não faça movimentos circulares; passe o pano delicadamente de dentro para fora.  

― Se houver manchas ou marcas mais “teimosas”, umedeça levemente o paninho numa solução fraca de água destilada (ou filtrada, já que o cloro pode propiciar o surgimento de manchas de difícil remoção) e álcool isopropílico ou ácido acético. Note que umedecer não é encharcar ― torça bem o pano antes de colocá-lo em contato com a tela do aparelho, e prefira o álcool ao vinagre, pois ele evapora mais depressa e reduz o risco de danos, no caso de penetrar no aparelho.

Observação: Jamais utilize produtos destinados à limpeza doméstica de vidros, tais como Veja, Vidrex e afins. Suas fórmulas contêm amônia e outros elementos capazes de danificar as delicadas touch screens. Melhor mesmo seria recorrer a soluções de limpeza próprias para esse tipo de tela, como o kit iKlenz, que é homologado pela Apple.

Para tirar (ou suavizar) riscos, esfregue gentilmente uma borracha escolar (daquelas brancas, que são mais macias) sobre a região afetada, limpe com um pano seco e, se necessário, repita o procedimento. Se não resolver, aplique uma gota de vaselina líquida num chumaço de algodão (ou umedeça a ponta de um cotonete), passe sobre o risco e remova o excesso com um pano limpo. Alternativamente, use óleo de cozinha ou creme dental (não abrasivo), embora esses produtos não sejam tão eficazes nem seguros quanto a vaselina.

Por fim, mas não menos importante, evite esfregar a tela na roupa ou usar lenços, papel higiênico, toalhas umedecidas ou assemelhados para a limpeza, e jamais lave o aparelho sob água corrente ou por imersão, mesmo que ele seja supostamente impermeável (alguns modelos se dizem à prova d’água, mas, na prática, a teoria costuma ser outra).

Abraços a todos e até a próxima.