quinta-feira, 18 de maio de 2017

O GOVERNO ACABOU - EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA

Depois que o dono da JBS ofereceu à Justiça a gravação em que Temer avaliza a compra do silêncio de Eduardo Cunha e indica o deputado Rodrigo Loures para resolver uma pendência do grupo, o governo que se arrastava passou a agonizar (veja mais detalhes na minha postagem desta manhã).

Temer não foi o único atingido por essa delação ― que, curiosamente, foi negociada, concluída e homologada em menos de 3 meses, enquanto a da Odebrecht levou 10 meses e a da OAS se arrasta há mais de um ano. A caca respingou também em Aécio Neves, que teria pedido (e recebido) R$ 2 milhões da JBS para pagar os advogados encarregados de sua defesa. Fala-se também que Joesley Batista teria injetado R$ 60 milhões na campanha do tucano à presidência, além de comprar o apoio de partidos políticos.

Hoje pela manhã, a irmã de Aécio e seu primo Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred ― que teria sido filmado recebendo o dinheiro da propina ― foram presos em BH. Aécio foi afastado pelo ministro Fachin, que não pediu sua prisão preventiva. O plenário do Supremo deve se pronunciar a qualquer momento sobre a situação do senador e presidente do PSDB.

Espera-se que Temer faça um pronunciamento à nação a qualquer momento. Ele está reunido desde cedo com assessores. Rodrigo Maia também foi chamado para essa reunião, e como é ele quem assume a presidência no caso de Temer renunciar ou ser afastado, há muita especulação (talvez Temer tenha a grandeza de renunciar, coisa que Dilma não fez, mas isso já é outra história).

O país entrou em convulsão. A Bovespa caiu quase 10 pontos, e o dólar subiu feito rojão. O Congresso está paralisado e as discussões sobre as reformas (da Previdência, Trabalhista, etc.) foram suspensas. Para a maioria dos analistas, o governo ruiu, e uma eleição indireta deveria ser feita no prazo de 30 dias, como manda a Constituição, para definir os nomes do presidente e do vice-presidente que assumiriam o comando do país até dezembro do ano que vem.

Em tese, nada disso deveria afetar o julgamento chapa Dilma-Temer pelo TSE, marcado para o próximo dia 6. Na prática, todavia, a decisão dos magistrados certamente será contaminada pelos fatos acachapantes que vieram à luz na noite de ontem ― e continuam brotando como merda de privada entupida. O jeito é acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. Volto a postar atualizações assim que houver novidades relevantes.

ATUALIZAÇÃO - 16h00:

TEMER ESTÁ PRONTO PARA ANUNCIAR SUA RENÚNCIA. ESPERA-SE QUE O FAÇA AINDA HOJE, NO INÍCIO DA NOITE. ELE JÁ CONVERSOU A RESPEITO COM ALGUNS MINISTROS DE ESTADO E ACOMPANHA PESSOALMENTE A REDAÇÃO DO PRONUNCIAMENTO QUE INFORMARÁ O PAÍS A RESPEITO.
 
RODRIGO MAIA JÁ FOI AVISADO E ASSUMIRÁ INTERINAMENTE A PRESIDÊNCIA, COMO PREVÊ A CONSTITUIÇÃO. 

MENOS MAL QUE SEJA ASSIM. O BRASIL NÃO SUPORTARIA MAIS UM LONGO E CONTURBADO PROCESSO DE IMPEACHMENT.

ISTO POSTO, TEREMOS ELEIÇÕES INDIRETAS ― PELO CONGRESSO. 

FICA AGORA A PERGUNTA: QUE SERÁ QUE IRÁ GOVERNAR O PAÍS ATÉ O FINAL DE 2018?
 
FAÇAM SUAS APOSTAS.


ATUALIZAÇÃO - 16h30

TEMER RESOLVEU NÃO RENUNCIAR

Ao falar à nação, o presidente disse que não irá renunciar e citou os avanços econômicos obtidos durante a sua gestão. 

— Meu governo viveu essa semana seu melhor e o seu pior momento. Ontem contudo, a revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada. Não podemos jogar no lixo da história e o avanço do País. Repito e ressalto, em nenhum momento autorizei e não comprei o silêncio de ninguém, pela razão que não temo nenhuma delação, nada tenho a esconder e sempre honrei meu nome.

O presidente concluiu dizendo que irá se defender no STF e que provará a sua inocência. 
 
Houve especulação sobre a renúncia. Temer pediu para ter acesso aos áudios entregues por Batista em sua delação, que foi homologada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato nesta quinta. 

Apesar de não ter tido acesso aos áudios, Temer optou por manter o seu pronunciamento e afastar a hipótese da renúncia. 

NOVOS CAPÍTULOS DESSA NOVELA A QUALQUER MOMENTO. 
 
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DE OLHO NO DESEMPENHO DO PC (PARTE III)

NO INÍCIO DA NOITE DESTA QUARTA-FEIRA, UM FURO JORNALÍSTICO DE O GLOBO CAIU COMO UMA BOMBA SOBRE O NÚCLEO DO PODER EM BRASÍLIA.

COMO SE JÁ NÃO BASTASSE A POSSÍVEL CASSAÇÃO DA CHAPA PELA QUAL FOI ELEITO VICE DA EX-PRESIDENTE PETRALHA, TEMER AGORA É ALVO DE UM PEDIDO DE IMPEACHMENT PROTOCOLADO PELO DEPUTADO ALESSANDRO MOLON ― QUE AINDA PENDE DE APRECIAÇÃO PELO PRESIDENTE DA CÂMARA, DEPUTADO RODRIGO MAIA.

O IMBRÓGLIO RESULTOU DO ACORDO DO COLABORAÇÃO DE JOESLEY E WESLEY BATISTA, DPMPS DA JBS

AINDA NÃO SABE SE O ACORDO JÁ FOI HOMOLOGADO PELO MINISTRO EDSON FACHIN, MAS SABE-SE QUE OS IRMÃOS BATISTA AFIRMAM TER UMA GRAVAÇÃO NA QUAL TEMER AUTORIZA A COMPRA DO SILÊNCIO DO EX-TODO PODEROSO DEPUTADO EDUARDO CUNHA. 

O DIÁLOGO TERIA ACONTECIDO ENTRE O PRESIDENTE E JOESLEY. NA CONVERSA, TEMER INDICA O DEPUTADO E COLEGA DE PARTIDO RODRIGO ROCHA LOURE PARA RESOLVER UM ASSUNTO DA J&F ― HOLDING QUE CONTROLA A JBS ― E, EM DETERMINADO TRECHO DA GRAVAÇÃO, O EMPRESÁRIO DIZ QUE ESTÁ PAGANDO UM VALOR MENSAL EM TROCA DO SILÊNCIO DE CUNHA E DO OPERADOR LÚCIO FUNARO. AO QUE TEMER RESPONDE: “TEM QUE MANTER ISSO, VIU?

POR ENQUANTO, É O QUE SE SABE. O RESTO É MERA ESPECULAÇÃO. VOLTAREI AO ASSUNTO PELA MANHÃ, NA MINHA COMUNIDADE DE INFORMÁTICA, MAS NÃO DEIXAREI DE ATUALIZAR TAMBÉM ESTE POST.

ATÉ LÁ, LEIA NA ÍNTEGRA O FURO DO JORNALISTA LAURO JARDIM. O LINK É https://oglobo.globo.com/brasil/dono-da-jbs-grava-temer-dando-aval-para-compra-de-silencio-de-cunha-21353935

ATUALIZAÇÃO 18/05 09h30min: http://cenario-politico-tupiniquim.link.blog.br/caderno/o-governo-que-se-arrastava-agora-agoniza-123689.html 

NÃO EXISTE MULHER MEIO GRÁVIDA NEM MORAL ELÁSTICA.

Sem embargo do que foi dito nas últimas postagens, veremos a seguir alguns conceitos simples e procedimentos idem, visando minimizar o impacto do tempo e do uso normal do computador no sistema.

Primeiramente, vale lembrar que o Windows precisa de espaço para trabalhar. Embora os discos rígidos dos PCs de fabricação recente sejam capazes de armazenar de 500 GB a 1 TB de dados, não é incomum os usuários, confiando na “infinitude” desse espaço, manterem centenas (ou mesmo milhares) de arquivos volumosos no HD, tais como imagens, músicas, clipes de vídeo, filmes, etc. Em sendo o seu caso, passe em revista seus guardados, mantenha apenas o que precisa mesmo ser armazenado localmente e despache o restante para a nuvem ou para um HD externo, ou então grave esse excedente (notadamente músicas e filmes) em mídia óptica.

Lembre-se de que é importante manter livres pelo menos 20% do espaço total do disco, e que o próprio sistema operacional e demais aplicativos já consomem uma boa parte da capacidade do drive. Para saber quanto espaço livre resta no seu HD, abra o explorador de arquivos do Windows, dê um clique direito no ícone que representa sua unidade de sistema, clique em Propriedades e analise o gráfico em forma de pizza.

Observação: Repare que, nessa mesma janela, você pode comandar a limpeza do disco. Para saber mais sobre essa ferramenta, clique aqui.

Se o espaço ocupado for maior que 60%, faça uma faxina em regra, começando pelos arquivos inúteis ou redundantes e seguindo pelos aplicativos ociosos (aqueles que você não usa ou usa muito raramente). A desinstalação de programas é um procedimento simples, mas você obterá melhores resultados com uma ferramenta dedicada, como o Revo Uninstaller ― mesmo a versão gratuita faz uma varredura profunda e elimina a maior parte dos resíduos que os desinstaladores nativos dos aplicativos costumam deixar para trás. Para saber mais sobre a desinstalação de programas, reveja esta postagem.

Amanhã tem mais. Até lá.

SOBRE LULA, DILMA E A CASSAÇÃO DA CHAPA DILMA-TEMER

Após analisar novas provas colhidas com lobistas investigados na Operação Zelotes, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Lula por suspeita de corrupção passiva em esquema envolvendo a compra de medidas provisórias, que teria movimentado R$ 6 milhões. A denúncia foi formalizada ontem, e, além do molusco, outras 12 pessoas serão alvo de investigação. E outro inquérito pode advir das contradições no depoimento do molusco ao juiz Moro, na última quarta-feira. Em sendo aceitas essas denúncias, o molusco passará de penta para hepta-réu. Vamos acompanhar.

Ter choramingado por ser tratado como figura decorativa, na carta que enviou no ano passado à então presidente Dilma, pode ser a salvação de Michel Temer no processo de cassação da chapa, cujo julgamento, segundo o sempre informativo ministro Gilmar Mendes, deve ocorrer no início do mês que vem. Na avaliação de Nicolao Dino, vice-procurador-geral Eleitoral, inexistem nos autos elementos que associem o atual presidente aos financiamentos ilegais da campanha revelados pelos executivos da Odebrecht, ou mesmo indicando que ele tivesse conhecimento da prática de qualquer ilícito. Portanto, Dino pede a cassação da chapa, mas com penas distintas: a anta vermelha ficaria inelegível por oito anos, e o peemedebista continuaria na presidência e com seus direitos políticos intactos. 

O julgamento, que foi adiado em abril, será retomado com dois novos ministros: Admar Gonzaga no lugar de Henrique Neves e Tarcísio Vieira de Carvalho no da ministra Luciana Lóssio. Mas nada garante que a coisa avance, já que qualquer um dos dois poderá pedir vista do processo, que tem 29 volumes com depoimentos de mais de 50 testemunhas. Por outro lado, fala-se que o TSE tem interesse em resolver a pendenga o quanto antes, devido à insegurança política que ela representa. À luz do conjunto probatório ― e dos depoimentos de João Santana e Monica Moura, que foram colacionados aos autos ―, salta aos olhos o abuso de poder econômico o uso de dinheiro desviado de obras públicas na campanha de 2014. Como a chapa é una e, em tese, indivisível, separar as punições seria uma decisão nada ortodoxa. Mas mais heterodoxo ainda seria não punir nenhum dos dois ― o que pode perfeitamente acontecer, bastando prosperar o entendimento de que, com o impeachment de Dilma, a ação perdeu o objeto. Em se tratando do Brasil, nada surpreende.

Ainda sobre a anta vermelha: fala-se que Dilma tenciona se candidatar ao Senado nas próximas eleições. Parece que ela herdou de seu mentor e predecessor não só a vocação para a comédia, mas também a tendência a devaneios. Ainda que a decisão do TSE mantenha seus direitos políticos ― que já deveriam ter sido cassados por ocasião do julgamento do impeachment ―, seria preciso combinar com os eleitores do RS, e 70% deles, segundo levantamento feito pelo Paraná Pesquisas, não votariam de jeito nenhum na aberração em forma de gente. Enfim, diz um velho ditado que, se desejos fossem cavalos, mendigos cavalgariam

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

DE OLHO NO DESEMPENHO DO PC ― PARTE II

A FORCA É O MAIS DESAGRADÁVEL DOS INSTRUMENTOS DE CORDA.


Antes de dar sequência ao assunto iniciado no post anterior, lembro a todos que o MEGA ATAQUE RANSOMWARE deflagrado na última sexta-feira continua dando pano pra manga (veja mais detalhes nesta postagem). 

Fala-se que o exploit que deu margem a esse imbróglio teria sido roubado da NSA (agência de segurança nacional americana), não se sabe se por russos ou por norte-coreanos, mas é certo que, até ontem, haviam sido contabilizadas mais de 200 mil vítimas em 150 países.

Do ponto de vista dos usuários, mais importante do que descobrir os culpados, ao menos é evitar que o computador corra o risco de ser alvo de essa praga, e para tanto é imperativo atualizar o sistema operacional e manter up-to-date o arsenal de segurança (antivírus, firewall, antispyware, etc.).

Embora o problema afete o Windows, a edição XP, que deixou de ser suportada pela Microsoft em abril de 2014, parece ser a mais visada. No entanto, como cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, mesmo quem usa o Windows Vista, 7, 8.1 deve pôr as barbichas de molho. Não ficou bem claro se o Windows 10 também é vulnerável, mas a Microsoft disponibilizou a atualização que fecha a brecha explorada pelo Wanna Crypt em março passado, bem como criou e liberou, em caráter extraordinário, uma correção focada no XP. Até onde se sabe, quem utiliza máquinas da Apple com sistema operacional Mac OS não tem com que se preocupar).


Para obter mais detalhes a partir da página da Microsoft, clique aqui

Passemos à postagem do dia:

Na primeira parte desta sequência, eu disse que a reinstalação do Windows costuma ser a melhor maneira de solucionar toda sorte de problemas de software no computador, mas salientei que, por ser uma medida extrema, ela deve ser aplicada somente quando e se todas as demais tentativas falharem.

Diante de anormalidades como lentidão, mensagens de erro, telas azuis e assemelhadas ― que não sejam decorrentes de problemas de hardware ―, os principais suspeitos, depois dos malwares, são a fragmentação excessiva dos dados gravados no disco rígido, o consumo exagerado de memória por alguns aplicativos, o excesso de programas que pegam carona na inicialização do sistema operacional, a existência de aplicativos conflitantes entre si, os famigerados erros no Registro, o acúmulo de arquivos desnecessários e as instabilidade dos drivers.

Felizmente, a maioria desses probleminhas é fácil de resolver. Mais fácil ainda quando se dispõe de uma boa suíte de manutenção ― o Windows traz alguns utilitários nativos, mas eles atuam somente em nível do HDD, excluindo arquivos desnecessários, corrigindo erros lógicos e desfragmentando arquivos; no mínimo, seria desejável que a Microsoft incluísse um otimizador do Registro (a “espinha dorsal” do sistema). Por outro lado ― e aí já não é culpa da Microsoft ―, usuários leigos e iniciantes não têm conhecimento da existência dessas ferramentas, e, quando têm, não sabem utilizá-las adequadamente.  

Pensando nisso, este humilde escriba já publicou centenas de postagens focando a manutenção preventivo-corretiva do computador. Para conferir, basta inserir os termos-chave correspondentes no campo de buscas do Blog (no canto superior esquerdo da página) e clicar no ícone da pequena lupa. 

Enquanto você faz isso, eu vou preparando a continuação desta matéria.

AINDA SOBRE AS PROVAS CONTRA LULA

Ao contrário do que afirmam Lula e seus apoiadores, provas contra o molusco existem aos montes. Claro que a militância petista e seus seguidores atávicos são incapazes de reconhecê-las. Até porque essa gente não veria provas contra seu amado líder nem se elas desfilassem na Sapucaí. E Lula, que é iletrado, mas tem uma mente brilhante e uma retórica invejável, explora essa fidelidade canina com maestria, vendendo a imagem de “perseguido injustiçado”, usando e abusando da tese de que é vítima de um complô para impedi-lo concorrer novamente à presidência em 2018.

Só mesmo sendo muito fanático ― ou muito burro, o que dá no mesmo ― para crer que um réu em cinco ações penais (três delas no âmbito da Lava-Jato) e acusado 17 vezes por crime de corrupção, 211 por lavagem de dinheiro, 4 por tráfico de influência, 3 por organização criminosa e 1 por obstrução da Justiça é a “alma viva mais honesta do Brasil” e vítima de “conspiração”. Conspirador foi Lula, quando, depois de ser derrotado quatro vezes, resolveu abraçar a responsabilidade fiscal, a inclusão social e outros anseios da população, contrariando o discurso de seu partido e seguindo o caminho traçado por FHC. E foi assim que se elegeu presidente.

O problema é que Lula nunca teve um projeto de governo, apenas um projeto de poder (ou melhor, de se perpetuar no poder), e não se furtou a pô-lo em prática comprando a peso de ouro o apoio dos rufiões da pátria e proxenetas do parlamento ― como o senador Roberto Jefferson tão bem definiu a escumalha política tupiniquim ao denunciar o esquema do Mensalão. Curiosamente, passou ao largo da ação penal 470 (vulgo “julgamento do mensalão), embora Dirceu, Genoino, Delúbio e outros próceres do panteão lulopetista não tenham tido a mesma sorte. Mas aí veio a Lava-Jato e a coisa mudou de figura. E agora, conforme ele próprio afirmou no primeiro depoimento que prestou como réu, acorda todas as manhãs receando dar de cara com a PF na sua porta.

Na última quarta-feira, depois de passar quase 5 horas reconhecendo o que não era possível negar, mas negando tudo que podia; alegando não saber (em 82 vezes, sua resposta ao magistrado foi “não sei”) ou não se lembrar daquilo que pudesse comprometê-lo, mas demonstrando ter memória de elefante na hora de atribuir a culpa a terceiros ― como fez com a falecida ex-primeira dama ―, Lula confidenciou a aliados que sua condenação são favas contadas. Claro que ao discursar no comício armado a poucas quadras da JF de Curitiba, onde políticos petistas, figurantes pinçados nas fileiras da CUT, MST e outros imprestáveis que tais esperavam ansiosos para beber suas palavras e reverenciar suas bazófias como se estivesse diante de uma epifania, o petralha mudou o discurso. Mas nem precisou caprichar, pois a patuleia ignara engole qualquer coisa que emane de sua santidade vermelha. Se, ao subir no palanque, o sacripanta tivesse tropeçado e proferido um sonoro “merda”, seriam necessários dias para a limpeza pública limpar a praça.

Observação: Dos 100 mil manifestantes que Rui Falcão pretendia despachar para Curitiba, apenas 5.000 desembarcaram por lá. Os mais humildes (cerca de 3.000) ficaram num acampamento improvisado, e muitos se queixaram à boca miúda de estarem ali obrigados pela direção dos movimentos e do valor irrisório (R$ 15) que haviam recebido para passar 3 dias cidade (só não passaram fome porque uma cozinha foi improvisada entre as barracas de lona, que também vendia marmitas por R$ 12 a quem não fosse do MST).      

Voltando à questão das provas, a corrupção acontece e prospera nas sombras, assim como a lavagem de dinheiro, que normalmente a acompanha. Corruptores e corruptos fazem de tudo para apagar os rastros de seus atos espúrios, valendo-se de contratos verbais, no “fio do bigode”, e de pagamentos feitos em cash ― como dizem os mafiosos, “o silêncio não comete erros”. Não fosse pela obstinação dos procuradores do MPF, pelo papel da PGR sob a batuta de Rodrigo Janot, pela postura do juiz Moro e, principalmente, pelos acordos de colaboração firmados entre os corruptores e a Justiça (vulgarmente chamados de “delações premiadas”), é provável que Lula estivesse gozando tranquilamente seus finais de semana no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, e veraneando no luxuoso triplex do Ed. Solaris, no Guarujá.

Como bem salientou a revista Época na matéria cuja leitura eu recomendei duas postagens atrás, a força jurídica de cada evidência depende de sua relação com os fatos que ela pretende provar. Os delatores da Odebrecht forneceram uma quantidade significativa de planilhas internas com registros de pagamentos a políticos, e-mails em que os funcionários da empresa combinavam a entrega das propinas (quase sempre em dinheiro vivo), e por aí vai. As evidências mais avassaladoras vieram do Setor de Operações Estruturadas da empresa ― o tal departamento de propina ― e apontam também pagamentos feitos a políticos mediante contas secretas no exterior ― a Odebrecht chegou até a comprar um Banco num paraíso fiscal para se proteger das autoridades. Uma cópia completa dos dados desse sistema, que estava na Suíça, foi entregue recentemente ao MPF, e deve facilitar (ou tornar “menos difícil”) o rastreamento da origem do dinheiro da propina e a identificação de quem recebeu os pagamentos.

Depoimentos são provas testemunhais. Em determinadas circunstâncias, eles têm valor idêntico ao das provas documentais. Claro que tudo depende da credibilidade da testemunha, da materialidade dos documentos e das exigências da lei para a imputação de cada crime. E ainda que haja gradação entre a força das provas em cada caso, nenhum político aparece tão encalacrado quanto Lula ― que nega todas as acusações, mas cujo nome aparece de maneira recorrente nos depoimentos de Emílio e Marcelo Odebrecht e de Alexandrino Alencar. E dizer que todos eles mentem não anula a capacidade probatória dos delatores, embora seja uma estratégia de que tanto Lula quanto Dilma e outros integrantes da “Lista de Fachin” se valem de maneira recorrente, até porque não têm alternativa ― afinal, é difícil defender o indefensável.

Lula posa de perseguido, “politiza” as investigações, rosna para a turba de bajuladores que nada tem a temer ou a esconder e que vai comparecer sempre que a Justiça o convocar. Nos bastidores, porém, sua defesa recorre a todo tipo de chicana para adiar as audiências, retardar o andamento processual com embargos nitidamente protelatórios. O que Lula fez na última quarta-feira foi tripudiar da Justiça, menosprezar a inteligência do povo e abusar da paciência de um segmento da sociedade que não aguenta mais tanta mentira, tanta corrupção. Sua retórica ― invejável, repito ― pode até convencer seus incorrigíveis apoiadores ― mas, desses débeis mentais, sua insolência já tem apoio; resta-lhe granjear simpatia entre os demais, e muitos que se lembram com saudades das conquistas obtidas no primeiro mandato do petralha, quando realmente as coisas melhoraram por aqui, embora sopradas pelos ventos benfazejos do cenário internacional e de outras questões que fogem ao escopo desta análise.

Pode-se enganar a todos por algum tempo, alguns por todo o tempo, mas não a todos o tempo todo. E o juiz Moro parece já não ter mais paciência para ouvir bobagens. Na manhã de ontem, ele resolveu negar o pedido de oitiva de novas testemunhas e abrir prazo para acusação e defesa apresentarem suas alegações finais. Pelo andar da carruagem, a sentença deve sair até o final do mês que vem. E como se não bastasse, o encontro com Renato Duque no aeroporto de Congonhas e o relato de Léo Pinheiro ― de que Lula o mandou destruir provas ― podem render mais um inquérito para o petralha e, consequentemente, mais uma denúncia criminal (Lula passará, então, à condição de hexa-réu).

Na última quarta-feira, Lula disse ao juiz Moro: “quando um político comete um erro, ele é julgado pelo povo, não pelo Código de Processo Penal”. Convém ele tomar cuidado com o que deseja. Vai que alguém resolva investigar mais a fundo os assassinatos de Celso Daniel e de Toninho do PT e ele acaba sendo realmente julgado pelo povo, mas através de um júri popular.

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terça-feira, 16 de maio de 2017

DE OLHO NO DESEMPENHO DO PC

FAZER O MAL EM NOME DO BEM É UM DOS EQUÍVOCOS MAIS TERRÍVEIS DA HISTÓRIA. 

No alvorecer da computação pessoal, poucos felizardos podiam ter um microcomputador em casa ― e muitos não viam sentido em investir “uma nota preta” numa geringonça que emulava funções da máquina de escrever e da calculadora e, eventualmente, do tradicional baralho de cartas. Com o passar do tempo e o avanço da tecnologia, no entanto, essas máquinas maravilhosas foram se tornando mais acessíveis, e hoje estão à venda até mesmo em supermercados ― até os notebooks (ou laptops, como eram chamados antigamente os modelos portáteis), que durante anos foram um sonho de consumo inacessível à maioria dos cidadãos comuns, tiveram o preço reduzido, a despeito da obscena carga tributária que encarece tudo que é comercializado no Brasil.

Preços mais palatáveis, combinados com maior rapidez na substituição de produtos de ponta por modelos ainda mais avançados, estimulam os usuários de PCs a modernizar seu equipamento com uma regularidade impensável até não muito tempo atrás. E se antes essa modernização era feita mediante upgrades de hardware (acréscimo de memória RAM, substituição da placa gráfica embarcada por um off-board e do processador por uma versão mais poderosa, apenas para citar os exemplos mais comuns), hoje troca-se o aparelho inteiro, especialmente os portáteis, cuja arquitetura restringe as possibilidades de upgrade, exige ferramental especializado e demanda conhecimento técnico que transcende as possibilidades dos “fuçadores de plantão”.

Computador lerdo, que nem carroça carregada subindo ladeira, ninguém merece. A boa notícia é que sempre se pode “dar um gás” no PC velho de guerra mediante alguns procedimentos simples e eficazes. Claro que você não deve esperar milagres, mas uma faxina nos aplicativos obsoletos e outros ajustes fáceis de implementar ― que podem ser feitos com ou sem o auxílio de suítes de manutenção especializada ― ajudam a resgatar boa parte da performance que a máquina apresentava em suas primeiras semanas de funcionamento. Isso porque o desempenho do Windows (por razões discutidas em diversas oportunidades) tende a se degradar com o passar do tempo e o uso normal do computador ― o que não é exatamente um problema, mas uma característica do produto que pode se tornar um problema se a gente não mantiver a saúde do sistema nos trinques.

Em situações extremas, só mesmo uma reinstalação a partir do zero produz bons resultados, mas “meias-solas” aplicadas regularmente podem postergar esse procedimento ― que nem é tão trabalhoso, mas leva tempo e envolve o risco de perda de dados, sobretudo para quem não cultiva o saudável hábito de manter backups de arquivos pessoais e de difícil recuperação.

Quer saber mais? Então confira a próxima postagem. Abraços e até lá.

AINDA A QUESTÃO DAS PROVAS CONTRA LULA

Conforme eu comentei na postagem anterior, provas contra Lula existem aos montes. Só que nem todo mundo consegue enxergá-las ― e o pior cego, diz um velho ditado, é aquele que se recusa a ver. Mesmo assim, arrisco-me a fazer mais algumas considerações sobre essa questão, começando por dizer que seria muita inocência (ou burrice, em português claro) acreditar que o molusco insolente é réu em cinco ações penais (três delas no âmbito da Lava-Jato), acusado 17 vezes por crime de corrupção, 211 por lavagem de dinheiro, 4 por tráfico de influência, 3 por organização criminosa e 1 por obstrução da Justiça simplesmente por obra e graça de uma suposta “conspiração” para desconstruir sua imagem de migrante nordestino pobre que entrou para a política pelas portas do sindicalismo e acabou presidente e impedi-lo de concorrer de disputar a presidência nas próximas eleições.

Depois tomar quase 5 horas do tempo do juiz Moro negando as acusações ― ora dizendo “não sei” (em 82 oportunidades), ora atribuindo a culpa à dona Marisa, que era corré no processo, mas cujo trágico falecimento impediu que ela contasse sua versão dos fatos ―, o próprio Lula disse em off a aliados que considera favas contadas a sua condenação. Claro que mudou o discurso ao se dirigir à malta de militantes petistas, políticos da mesma agremiação criminosa, figurantes egressos das fileiras da CUT, MST e distinta companhia, que, num picadeiro improvisado nas proximidades, aguardavam ansiosamente para aplaudir qualquer coisa que seu idolatrado líder lhes dissesse. Aliás, se, ao subir no palanque, Lula tivesse tropeçado e proferido um sonoro “merda”, seria preciso um caminhão-pipa para lavar o local do comício. Enfim, sigamos adiante.

Crimes de “colarinho-branco” dificilmente são comprovados e, portanto, raramente são punidos. A corrupção, por sua própria natureza, acontece e prospera nas sombras, assim como a lavagem de dinheiro, que normalmente a acompanha. Corruptores e corruptos fazem de tudo para apagar os rastros de seus atos espúrios; os acertos são verbais, no “fio do bigode”, e os pagamentos, feitos em cash ― como dizem os mafiosos, “o silêncio não comete erros”. Não fosse pela obstinação dos procuradores do MPF, pelo papel da PGR sob a batuta de Rodrigo Janot, pela postura do juiz Sergio Moro e, principalmente, pelos acordos de colaboração firmados entre os corruptores e a Justiça (vulgarmente chamados de “delações premiadas”), é provável que Lula estivesse gozando tranquilamente seus finais de semana no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, e veraneando no luxuoso tríplex do Ed. Solaris, nas Astúrias ― uma das praias mais badaladas do Guarujá.

A quebra de silêncio da Odebrecht foi fundamental para o avanço da Lava-Jato, e a partir do momento em que trechos da delação da empresa começaram a vir a público (ainda há dezenas de casos sob sigilo), os vídeos estarreceram a população pelo requinte dos detalhes desse monumental esquema de corrupção. As confissões dos delatores descortinaram um cenário que demoliu pedra por pedra as ilusões vendidas por marqueteiros nas campanhas eleitorais ― que, em última análise, são a essência da política brasileira.

Como bem salientou a revista Época em recente matéria (cuja leitura eu sugeri duas postagens atrás), a força jurídica de cada evidência depende de sua relação com os fatos que ela pretende provar. Para ter valor, a informação precisa corroborar, em algum grau, que o suposto pagamento de propina de fato transcorreu como narrado ou que o político agiu em favor da empresa. Em outras palavras, sua relevância está subordinada à comprovação do crime em questão.

Os delatores da Odebrecht forneceram uma quantidade significativa de planilhas internas com registros de pagamentos a políticos, e-mails internos em que os funcionários da empresa combinavam a entrega das propinas (quase sempre em dinheiro vivo), enfim, uma vasta coleção de documentos que realmente podem servir como prova. Os mais avassaladores vieram do Setor de Operações Estruturadas da empresa ― o tal departamento de propina ― e apontam também pagamentos feitos a políticos mediante contas secretas no exterior ― a Odebrecht chegou até a comprar um banco num paraíso fiscal para se proteger das autoridades, e uma cópia completa dos dados desse sistema, que estava na Suíça, foi entregue recentemente ao MPF, o que deve facilitar (ou tornar “menos difícil”) o rastreamento da origem do dinheiro da propina e a identificação de quem recebeu os pagamentos. As delações demonstram, em alguns casos, a relação próxima e constante com os beneficiários através de documentos que comprovam reuniões, contatos telefônicos e viagens, sempre envolvendo os dois lados: executivos da empreiteira e políticos suspeitos de beneficiá-la.

Os depoimentos dos delatores são provas testemunhais e, em determinadas circunstâncias, têm o mesmo valor de provas documentais. Claro que tudo depende da credibilidade da testemunha, da materialidade dos documentos e das exigências da lei para a imputação de cada crime. E ainda que haja gradação entre a força das provas em cada caso, nenhum político aparece tão encalacrado quanto Lula ― que nega todas as acusações, mas cujo nome aparece de maneira recorrente nos depoimentos de Emílio e Marcelo Odebrecht e de Alexandrino Alencar. Dizer que eles mentem não anula a capacidade probatória de seus depoimentos, embora seja uma estratégia que tanto Lula quanto Dilma e vários outros integrantes da “Lista de Fachin” utilizam de maneira recorrente, até porque é difícil defender o indefensável.

Posar de perseguido, “politizar” as investigações, rosnar para a turba de bajuladores que nada tem a temer ou a esconder, que vai comparecer sempre que a Justiça o convocar e, nos bastidores, recorrer a todo tipo de chicana para adiar as audiências, retardar o andamento processual com embargos nitidamente protelatórios ― e, responder às perguntas do magistrado e dos procuradores dizendo que “não sabe, não se lembra, nunca viu nem ouviu nada a respeito”... é muita cara de pau do molusco eneadáctilo. O que ele fez foi tripudiar da Justiça, menosprezar a inteligência do povo e abusar da paciência de um segmento da sociedade que não aguenta mais tanta mentira, tanta corrupção. Sua retórica ― invejável, diga-se ― pode até convencer a patuleia ignara que, como dito, lhe presta vassalagem incondicional e ouve seus discursos populistas como se testemunhasse uma epifania.

No entanto, desses débeis mentais sua insolência já tem apoio. Resta-lhe granjear simpatia entre os muitos que se lembram com saudades das conquistas obtidas em seu primeiro mandato, quando o petista abraçou os principais anseios da sociedade civil brasileira ― responsabilidade fiscal e inclusão social ―, mesmo contrariando o discurso do seu partido e seguindo o caminho traçado por FHC (que o derrotou em dois pleitos seguidos). Mas o fato é que Lula jamais teve um projeto de governo; o que havia era um projeto de poder, ou por outra, de se perpetuar no poder comprando a peso de ouro o apoio de rufiões da pátria e proxenetas do Parlamento ― como o senador Roberto Jefferson tão bem definiu a escumalha política tupiniquim, quando denunciou o esquema do Mensalão.

Pode-se mentir a todos por algum tempo e a muitos durante algum tempo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo. Ainda assim, Lula escapou de ser julgado pelo STF na ação penal 470 (vulgo “processo do mensalão), embora José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e outros ícones do panteão lulopetista não tenham tido a mesma sorte. Mas aí veio a Lava-Jato e a coisa mudou de figura. O deus pai da petelândia naufragou no mar de lama da corrupção, juntamente com a coligação que apoiava seu espúrio governo. Para piorar, fez-se suceder por uma gerentona de araque que, inexplicavelmente, teve uma carreira meteórica na política tupiniquim: depois de quebrar duas lojinhas do tipo R$1,99 ― e isso quando a paridade entre o real e o dólar favorecia a importação e revenda de badulaques ―, a anta vermelha, sem saber atirar, virou modelo de guerrilheira; sem ter sido vereadora, virou secretária municipal; sem passar pela Assembleia Legislativa, virou secretária de Estado, sem estagiar no Congresso, virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante, virou estrela de palanque, sem jamais ter tido um único voto na vida até 2010, virou presidente da Banânia.

Para piorar ainda mais, a guerrilheira de festim pegou gosto pelo poder. Em algum momento do seu primeiro mandato, ela deixou de governar para se dedicar em tempo integral a “fazer o diabo” (segundo ela própria) para se reeleger. Usou e abusou despudoradamente da máquina pública, abasteceu sua campanha com centenas de milhões dólares oriundos do propinoduto da Petrobras e protagonizou o maior estelionato eleitoral da história do Brasil. Com uma vocação inata para fazer as piores escolhas, a mulher sapiens não obteve êxito com seu pacote de maldades, mas nadou de braçada na arrogância, na teimosia, e com sua inigualável incompetência administrativa gerou e pariu a maior crise político-econômica pós-ditadura militar.

Felizmente, depois de 16 meses e 12 dias contados do início de seu segundo (e ainda mais funesto) mandato, Dilma foi afastada da presidência e acabou penabundada definitivamente no último dia do mais memorável mês de agosto da nossa história recente. Mesmo deposta do cargo, a aberrativa pupila de Lula continuou ― e continua ― insistindo na história do golpe de estado e defendendo a falácia de reputação ilibada honestidade inatacável, tanto local quanto internacionalmente. Isso já lhe garantiu invertidas notórias, como quando o entrevistador do canal de TV Al-Jazeera, do Catar, interrompeu suas tergiversações sem pé nem cabeça para perguntar se ela alegava não ter conhecimento do esquema do Petrolão por ser cúmplice ou por ser incompetente (relembre esse momento imperdível clicando neste link).

Mas isso já é outra história e fica para uma próxima postagem ― até porque os depoimentos do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, cujo conteúdo veio a público há poucos dias, sugerem para nefelibata da mandioca um futuro não muito diferente daquele que se descortina diante de seu antecessor e mentor. Vade retro, Satanás!

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

ATAQUE CIBERNÉTICO EM ESCALA MUNDIAL

CERTAS PESSOAS SÃO COMO NUVENS: BASTA QUE ELAS SUMAM PARA O DIA FICAR LINDO.

Devido à importância do tema em assunto, resolvi interromper a sequência sobre o desempenho do computado para publicar o texto a seguir. Amanhã volto com mais uma capítulo daquela novela.

Na última sexta-feira, 12, um “ataque hacker” de proporções preocupantes atingiu diversas companhias de infraestrutura da Europa, com destaque para a Espanha, mas também afetou empresas em uma centena países, ainda que em menor grau. No Brasil, um bom exemplo é Telefónica-Vivo, que depende da infraestrutura holding espanhola ― a qual teve 85% de seus computadores afetados no país sede. Também foram afetados os Bancos Santander e BBVA.

Em essência, trata-se de um mega ataque ransomware ― modalidade de ataque digital na qual os cibercriminosos pedem resgate (neste caso específico, o valor é de 300 bitcoins por máquina) para liberar os sistemas bloqueados, sob pena de apagar definitivamente os dados criptografados (o pagamento deve ser feito até o próximo dia 19).

O software usado no ataque ― uma versão do ransomware WannaCrypt ― se aproveita de vulnerabilidades no Windows e é executado remotamente. A Microsoft liberou uma correção de emergência no Microsoft Security Advisory e recomenda aos usuários a pronta atualização de seus sistemas.

O ataque assumiu proporções tamanhas que a Intel publicou uma página onde se pode acompanhar em tempo real a disseminação da praga. Ainda não se sabe que são os autores do ataque, mas a imprensa internacional já divulgou que eles teriam relacionamentos com a China.

Fonte: Canaltech 


SOBRE LULA E A SUPOSTA FALTA DE PROVAS 

O que a mídia e as redes sociais chamaram de “embate do século” ― algo como um Fla-Flu em decisão de campeonato ― foi apenas uma audiência, um rito processual normal. Por outro lado, não se nega a indiscutível projeção que o evento adquiriu, até porque envolve uma figura emblemática (ou duas, se considerarmos como tal o juiz Sergio Moro).

Lula, em sua megalomania patológica, se acha um semideus, alguém acima do bem e do mal, idolatrado pela patuleia ignara e visto como o salvador da pátria por uma parcela expressiva da população. Mas alguns o veem como ele realmente é: um corrupto cínico, mentiroso e parlapatão, cuja única esperança de escapar da Justiça Penal consiste em tornar a se eleger presidente da Banânia. Nem mesmo sua admirável consegue atenuar o fato de que ele é réu em cinco ações penais (três delas no âmbito da Lava-jato) e acusado de crimes como corrupção (17 vezes), lavagem de dinheiro (211 vezes), tráfico de influência (4 vezes), organização criminosa (3 vezes) e obstrução da Justiça (1 vez) ― se condenado por todos esses crimes, Lula precisaria reencarnar diversas vezes cumprir integralmente as penas.

Enquanto os apoiadores atávicos reverenciam os discursos populistas do petista como fossem uma epifania, o juiz Moro ― que na analogia criada pela mídia e pelas redes sociais ocupa o campo adversário ou o corner oposto do ringue, conforme o caso ― segue o princípio socrático segundo o qual um juiz deve ouvir cortesmente, responder sabiamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente. Logo no início da audiência, o magistrado procurou tranquilizar o réu ― que mal conseguia disfarçar seu nervosismo ― prova disso foi ele abrir e fechar sistematicamente as hastes dos óculos ao longo das quase 5 horas de depoimento, mesmo depois de Moro deixar claro que nada tinha de pessoal contra ele, que iria julgá-lo com a devida isenção e à luz dos elementos probatórios ― além de descartar a hipótese de pedir sua prisão ao final da audiência (possibilidade que ganhou vulto nas redes sociais e foi largamente especulada por jornalistas e blogueiros mal informados).

Curiosamente, Lula se comportava como se sofresse de transtorno dissociativo de identidade (não confundir com esquizofrenia), alternando entre diversas personalidades ao responder perguntas do magistrado e dos membros do ministério público. E ainda que tenha aberto mão do direito de permanecer calado, o petista usou e abusou de evasivas e mentiras (vale frisar que, na condição de réu, o depoente não pode ser acusado de perjúrio se faltar com a verdade, até porque ninguém está obrigado a produzir prova contra si mesmo). A frase “eu não sei” foi repetida 82 vezes, e respostas como “me parece”, “quem sabe”, “talvez”, “não me lembro” se sucederam com irritante regularidade. Aliás, ele disse não se lembrar de uma porção de fatos, mas sua memória de elefante aflorava sempre que a pergunta remetia a situações que não o comprometiam diretamente. Outro expediente de que se valeu largamente foi atribuir a terceiros as acusações que lhe são imputadas ― ao culpar a finada esposa pela compra e reformas do tríplex, Lula demonstrou absoluta falta de sensibilidade e um oportunismo que só não chegou a espantar porque, meses atrás, ele já havia transformado o caixão da mulher em palanque e seu funeral em comício.

Sem argumentos para contestar as acusações (afinal, os fatos não mentem, e é praticamente impossível defender o indefensável), sua insolência adotou como estratégia de defesa negar sempre e nunca se explicaratacar o ministério público, encenar o papel de vítima, reclamar de uma suposta perseguição por parte da mídia e tentar desacreditar todos que não seguem sua cartilha. Mesmo assim, caiu em contradições primárias, chegando a dizer que as reformas da cozinha pagas pela OAS não se referiam ao tríplex, mas ao sítio de Atibaia (cuja propriedade ele sempre negou). À turba de admiradores, o petralha se dizia pronto a comparecer sempre que a Justiça o chamasse a depor, já que nada tinha a esconder. Entretanto, nos bastidores, seus advogados trabalhavam febrilmente para tentar adiar a audiência e retardar o andamento do processo com recorrentes pedidos de habeas corpus protelatórios ― que foram todos devidamente barrados pelo TRF-4 e pelo STJ.

Mesmo após a divulgação dos depoimentos de Renato Duque e, mais recentemente, do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, o molusco eneadáctilo insiste em não reconhecer a existência de provas contra si. Afirma que seus acusadores são mentirosos e que tudo não passa de um complô para impedi-lo de concorrer novamente à presidência. E a patuleia vassala se curva reverencialmente a essa inominável aleivosia, como se estivesse diante de uma epifania ― o que também não chega a espantar, já que militantes incorrigíveis, seguidores e compinchas de rolo do petralha não veriam provas contra seu amado líder nem que elas desfilassem diante de seus olhos como um bloco carnavalesco.

Mas provam não faltam, e o conjunto probatório deverá ser robustecido pela delação de Palocci, que, em depoimento ao juiz Moro, disse ter conhecimento de fatos e dispor de recibos, extratos bancários, emails e outros documentos que dariam à Lava-Jato mais um ano de trabalho. Ele até havia contratado um escritório de advocacia especializado em negociar acordos de colaboração com a Justiça, mas recuou quando o trio assombro do STF soltou José Dirceu, a pretexto de uma pretensa cruzada contra as prisões preventivas excessivamente longas da Lava-Jato ― que vêm se mostrando fundamentais para estimular as delações e sem as quais o ministério público ainda estaria engatinhando no esclarecimento do maior escândalo de corrupção da nossa história. Aliás, antes de Dirceu, o mesmo trio calafrio havia despachado para casa o pecuarista José Carlos Bumlai, ex-consiglieri do Clã Lula da Silva, e o empresário Eike Batista, tido por Lula e Dilma como “a cara do Brasil”, mas que deverá pagar fiança de R$ 52 milhões se quiser continuar respondendo aos processos em liberdade.

ObservaçãoConforme eu já disse em outras oportunidades, colocar o guerrilheiro de araque em liberdade provisória foi uma afronta à sociedade. Primeiro, porque a presunção de inocência fica fragilizada pela sentença condenatória (Dirceu já foi condenado em primeira instância a penas que, somadas, passam de 30 anos de prisão); segundo, porque representa um grave risco, tanto pela gravidade quanto pela reiteração dos crimes praticados, sem mencionar a influência que o “cumpanhêro” tem no sistema político-partidário.

Fato é que Palocci parece ter repensado o assunto depois que o ministro Fachin negou liminarmente seu pedido de habeas corpus e encaminhou o assunto ao plenário do STF (em vez de submetê-lo à segunda turma). Consta que o escritório de Adriano Brettas, em Curitiba, está encarregado de negociar o acordo de colaboração, que para o PT é uma “pá de cal”, pois pode confirmar informações da Odebrecht e, principalmente, do casal João Santana e Mônica Moura. A própria agremiação acredita que Palocci irá colaborar, já que ele é tido como um “homem de negócios”, diferentemente de Mantega e Vaccari, que são considerados “homens do partido”.

Volto a dizer que provas contra Lula existem aos montes, como veremos em detalhes numa próxima postagem. Se você acha que não, uma extensa matéria publicada na semana passada pela revista Época pode fazê-lo rever seus conceitos ― a não ser que você faça parte daquela seleta confraria que bebe as palavras de sua insolência; aí não há o que fazer, é caso perdido e ponto final.

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Atualização (10h15)

O juiz Sérgio Moro negou o pedido de oitiva de novas testemunhas no processo em que Lula foi ouvido na última quarta-feira. Assim, depois que as partes interessadas ― MPF, Petrobras e advogados de defesa ― apresentarem suas alegações finais, os autos ficarão conclusos para sentença (ou seja, a decisão pode sair antes ainda do que se previa. Diferentemente do que esbravejou para a plateia de apoiadores ao final da audiência em Curitiba, o molusco asqueroso confidenciou a aliados estar convicto de que será condenado. Quando lhe convém, sua insolência sabe das coisas. 

domingo, 14 de maio de 2017

PETELÂNDIA, TREMEI! PALOCCI DISPENSA BATOCHIO E PARTE PARA DELAÇÃO

Depois de algumas idas e vindas, o ex-ministro petista da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci resolveu negociar um acordo de colaboração com Justiça ― e já comunicou sua decisão a José Roberto Batochio, que o vinha defendendo desde sua prisão e que desaprova acordos de delação (talvez porque não seja ele quem está preso).

O “pentito” ― termo que originalmente designa delatores da Máfia ― está detido na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi deflagrada a Omertà ― 35ª fase da Operação Lava-Jato. As negociações serão conduzidas pelo Escritório Bretas Advogados, que Palocci havia contratado no final de abril e dispensado uma semana depois, supostamente motivado pela soltura de Dirceu pelo trio calafrio do Supremo.

Batochio ― que também integra a estrelada equipe de defensores de Lula ― protocolou na tarde de ontem (sexta, 12) a renúncia à defesa de Palocci. Na petição encaminhada ao juiz Moro, a alegação é de que sua equipe deixa o patrocínio da causa devido à mudança de orientação da defesa técnica por parte do constituinte

Em seu depoimento na 13ª Vara Federal de Curitiba, Palocci disse a Moro que tem informações sobre datas, nomes, números de contas e que tais que dariam pelo menos mais um ano de trabalho para os procuradores do MPF. Sua delação deixa a situação capo di tutti i capi ainda mais nebulosa (para não dizer desesperadora).

Enfim, Lula disse que já estava mesmo disposto a se mudar para Curitiba...

Com informações de VEJA.com

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sábado, 13 de maio de 2017

LIBERDADE PARA OS HERÓIS DO PETROLÃO ― GUILHERME FIUZA

Os dias eram assim: José Carlos Bumlai, o laranja da revolução, o amigo fiel do chefe da gangue progressista e solidária que arrancou as calças do povo, é solto pelo STF. José Dirceu foi o próximo da lista da alforria, identificado como maestro do mensalão e do petrolão, ou seja, um guerreiro do povo brasileiro pelo direito sagrado de garfar os cofres públicos sem perder a ternura.

O ideal é que a Justiça dê liberdade logo a todos esses heróis da história recente, para que eles possam começar tudo outra vez. Caminhando e cantando e seguindo o cifrão. Vamos parar de perseguir esses revolucionários estoicos. Ligue a TV e veja como eles eram lindos. E românticos. O fato de terem chegado ao poder e acabado todos em cana por ladroagem é um detalhe. Ninguém quer ficar lembrando notícia ruim. Se Hollywood pode cultivar Hugo Chávez como salvador do Terceiro Mundo (a Venezuela sangrenta e arrasada não coube no roteiro), por que não podemos continuar envernizando os anos de chumbo? A revolução de Jim Jones também foi linda. Por que ficar lembrando aquele incidente no final, com a morte de uns 900 seguidores por suicídio e assassinato? Mania de botar defeito em tudo.

A libertação de Bumlai e Dirceu é um episódio emocionante, se você imaginar quanto os amigos deles lutaram por liberdade nos anos 1960. Quem disse que utopia não vira realidade? Valeu a pena sonhar: depois da ditadura vem a abertura (da porteira). Eles até já se compararam a Nelson Mandela ― ou seja, estão com a maquiagem em dia. Basta dar uma retocada quando o carcereiro chegar e correr para os braços do povo como ex-presos políticos. O Brasil adora esse tipo de herói. A cama de Lula está feita.

Intervalo comercial: a Advocacia-Geral da União está cobrando o ressarcimento de R$ 40 bilhões dos condenados na Lava Jato. Observando o sistema montado pelos governos Lula e Dilma para desfalcar o Erário, e notando a exuberância das cifras em cada uma das incontáveis transações reveladas, você já tinha feito suas contas: nossos doces guerreiros do povo estão bilionários. E deve ter dinheiro escondido até em casinha de cachorro.

Voltando à narrativa da gloriosa revolução socialista contra a direita malvada, a conta fecha de forma comovente. Faça a estimativa do custo de todos os advogados contratados a peso de ouro por nosso batalhão de heróis enrolados com a polícia por anos a fio e conclua sem medo de errar: estão podres de ricos. E é com esses advogados, com essa fortuna e com a boa vontade que esse charme todo suscita nos bons amigos do Judiciário que eles estão articulando a abertura (das celas).

Talvez você se lembre que Dirceu, em pleno julgamento como réu do mensalão, continuava faturando com o petrolão ― conforme constatou a Lava-Jato. Talvez você tenha registrado que já em 2014, com a força-tarefa de Curitiba a todo vapor desvendando o escândalo, as engrenagens do esquema continuavam em marcha, como se sabe agora, inclusive para abastecer a reeleição de Dilma, a presidenta mulher revolucionária do bem. Parece incrível, mas os dias eram assim.

Diante de uma quadrilha virtuosa como essa, que parece ter como característica especial a desinibição, é providencial que o STF comece a soltar os seus principais integrantes. Afinal, os fatos mostram que eles não vão fazer nada de mais, fora girar sua fortuna, reciclar os laços de amizade e voltar a irrigar seus negócios – que tiveram 13 anos de esplendor e ultimamente deram uma caída, prejudicados por fascistas invejosos.

Contratar pesquisas de opinião mostrando que Lula já é o próximo presidente e manifestos de intelectuais à la carte está pouco. É preciso que a Justiça tire os revolucionários do xadrez, para que Lula não tenha mais de ficar zanzando por aí de jatinho sem saber direito onde pode pousar. Chega de constrangimento.

Que a perseguição a esses homens de bem termine de vez e Lula possa chegar cheio de moral diante de Sergio Moro para dizer que não é nada dele. E depois comemorar com um churrasco no tríplex de Guarujá, que ninguém é de ferro.

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

GOOGLE EARTH

A CORRUPÇÃO POLÍTICA É APENAS UMA CONSEQUÊNCIA DAS ESCOLHAS DO POVO.

Graças a uma monstruosa coleção de imagens capturadas por satélite, o Google Earth permite visitar virtualmente qualquer lugar do planeta e, com o concurso do Street View (recurso que permite andar por ruas) e do Google Maps, rever a casa onde você nasceu, a pracinha onde beijou sua primeira namorada e por aí afora (algumas imagens têm mais de dez anos, mas até aí morreu Neves).

Até recentemente, “viajar” pelo mundo com o Google Earth exigia a instalação do respectivo aplicativo, mas isso deixou de ser necessário, ao menos para quem utiliza um browser compatível com a tecnologia WebGL (requisito que, por enquanto, só é atendido pelo Google Chrome).

Sendo esse o seu caso ― o que é bem provável, já que o navegador do Google é utilizado por quase 82% dos internautas tupiniquins ― acesse earth.google.com/web a partir do Chrome e repare que, no menu do canto superior esquerdo da página do Google Earth, você pode acessar a busca, usar o modo Voyager, ver os seus locais salvos, mudar o estilo do mapa e mais.

Com o Voyager, veja sugestões de locais e pontos turísticos para explorar. Logo abaixo, escolha um tipo de local que você quer visitar ― natureza, cultura, viagens ou monumentos históricos, por exemplo ― ou use a opção Estou com sorte para visitar um local aleatório. Para salvar um local, clique sobre dele no mapa. As informações serão carregadas em um card, na lateral direita da tela. Nele, basta clicar sobre o ícone do marcador. Em Meus lugares, você pode ver a lista de localidades salvas, bem como visualizá-los ou apagar da sua biblioteca.

No canto inferior direito, estão as opções de visualização. Você pode acessar a sua posição, entrar no modo Street View, alternar entre modo 3D e 2D, redefinir a posição do mapa e ajustar o zoom. Para compartilhar um local, basta clicar sobre o último ícone do painel lateral e escolher em seguida se deseja copiar o link, enviar no Facebook, Twitter ou G+.

Com TechTudo.

O BRASIL NÃO SUPORTA MAIS TANTA CORRUPÇÃO ― NEM TANTA MENTIRA!

Confesso a vocês que já estou “por aqui” de ouvir o depoimento de Lula, e mais ainda de ver a patuleia comemorando o “desempenho” de seu ídolo ― e defendendo caninamente sua candidatura a um terceiro mandato. Pior mesmo é ver “Janete” discursar de improviso, especialmente quando ela arrisca um pavoroso francês de puteiro nordestino do século passado. Mas o que é de “Iolanda” ― um nome tão bonito para uma criatura tão desprezível (*) ― está guardado. Agora, com a retirada do sigilo das delações de João Santana e Mônica Moura, a petralha não perde por esperar.

(*) Um dos endereços de email usados para vazar dados sigilosos sobre a Lava-Jato ao casal de marqueteiros era iolanda2606@gmail.com, que teria sido criado na biblioteca do Palácio da Alvorada. Leia trecho do relato de Dona Xepa, publicado em O GLOBO e reproduzido no site O ANTAGONISTA:  

Mônica Moura combinou com Dilma Rousseff um meio seguro de ser avisada sobre o andamento da Operação Lava Jato, em especial no que se referia a ela e João Santana. Mônica Moura, então, criou ali mesmo, no computador da presidente (notebook), na biblioteca do Palácio da Alvorada, um e-mail do Google (Gmail), com nome e dados fictícios, cuja senha era de conhecimento de Mônica Moura, da presidente Dilma e de seu assessor Giles Azevedo, que acompanhou essa parte da conversa (criação do e-mail).

Voltando a Lula, sua candidatura ao ambicionado terceiro mandato deve ir esgoto abaixo juntamente com o que resta de sua reputação ― coisa que a militância cega e de sinapses estreitas parece ser incapaz perceber. Mesmo que sejam ouvidas mais testemunhas no processo que trata do tríplex (3 pela acusação e mais uma porção pela defesa), espera-se que Moro dê a sentença até o final do mês que vem. Em advindo a esperada condenação, o recurso do petista ao TRF-4 deve ser apreciado até junho do ano que vem, a julgar pelo tempo médio que aquela corte tem levado para julgar os apelos impetrados contra decisões em ações no âmbito da Lava-Jato. Pelo andar da carruagem e à luz da lei da ficha-limpa, Lula pode não conseguir se candidatar ao pleito de 2018, já que o prazo para os partidos indicarem oficialmente seus candidatos se inicia daqui a 14 meses.

Lula é réu em cinco ações penais ― três pela Lava-Jato, uma pela Operação Janus e outra pela Zelotes ―, além de investigado em diversos inquéritos em andamento. Além do processo que tramita na 13ª Vara Federal de Curitiba ― no qual o petista prestou depoimento na última quarta-feira ―, a ação que versa sobre obstrução da Justiça e corre na 10ª Vara Federal do DF também pode ser decidida há qualquer momento, já que os autos estão conclusos para sentença desde março passado.  

Vale lembrar também que, conforme entendimento do STF, réus em ações penais devem ser afastados da linha sucessória presidencial. Em dezembro do ano passado, o ministro Marco Aurélio concedeu liminar para afastar Renan Calheiros da presidência do Senado ― terceiro posto na sucessão presidencial e segundo no contexto atual, já que estamos sem vice-presidente da República. Para minimizar a crise entre os Poderes, o Supremo pariu uma jabuticaba que criou a figura do “meio-senador”, ao preservar o mandato do cangaceiro das Alagoas e mantê-lo na presidência do Senado e do Congresso Nacional.

Antes disso, em maio de 2016, o ministro Teori Zavascki determinou o afastamento de Eduardo Cunha do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Casa ― decisão mantida pelo plenário da corte. Em seu despacho, o magistrado afirmou que “além de representar risco para as investigações penais sediadas neste Supremo Tribunal Federal, [a permanência de Cunha] é um pejorativo que conspira contra a própria dignidade da instituição por ele liderada”, e que o deputado não tinha “condições pessoais mínimas” para ser presidente da Câmara, pois “não se qualifica” para eventualmente substituir o presidente da República. Se tal entendimento for mantido e a isonomia aplicada, Lula não poderá oficializar sua candidatura, pois será difícil o Supremo definir que réu não pode estar na linha sucessória da presidência, mas pode ser presidente da República.

Por outro lado, estamos no Brasil, e ministros que mantiveram a prisão preventiva de réus condenados somente em primeira instância ― ou seja, sem a confirmação da sentença pela instância superior, que, pela lei, determina o início do cumprimento da pena ― votaram recentemente a favor da soltura de Dirceu, Bumlai e companhia. Então...

Como hoje é sexta-feira, enquanto aguarda o desenrolar dos acontecimentos (e a próxima postagem), não deixe de assistir a este vídeo. (Qualquer semelhança é mera coincidência!).


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quinta-feira, 11 de maio de 2017

PHUBBING ― NOVA CONTRIBUIÇÃO DA TECNOLOGIA PARA NOSSA VELHA LISTA DE NEOLOGISMOS

BASTA UM COMPUTADOR E UMA CONEXÃO COM A INTERNET PARA SE TER ACESSO AO CONHECIMENTO DA HUMANIDADE.

Neologismo que poderia ser traduzido por “falta de educação”, o termo PHUBBING combina o “ph” de phone (telefone) com “ubbing” de snubbing (esnobar), e remete a um comportamento cada vez mais comum nos nossos dias: o sujeito (ou a sujeita) dedicando sua total atenção ao que se passa na telinha de seu smartphone e ignorando solenemente quem está e o que acontece no seu entorno ― esteja ele(a) à mesa do restaurante com a(o) namorada(o), assistindo à cerimônia religiosa do casamento de um amigo, acompanhando o funeral de um parente, enfim...

Observação: O termo foi criado pela Macquarie Dictionary para descrever o ato de ignorar alguém usando como desculpa um telefonema ou mensagem recebido através de um smartphone.
Diante desse comportamento, digamos, pouco apropriado, o australiano Alex Haigh alerta para um futuro próximo em que os casais se sentarão em silêncio, as relações serão baseadas em atualizações de status nas redes sociais e a habilidade para falar ou se comunicar face-to-face será completamente erradicada.

Assim, anote o novo verbete no seu caderninho, mas procure evitar participar desse círculo vicioso. Adquirir hobbies e praticar atividades que façam sentido e tragam prazer a você, ou achar um momento individual que não precise ser compartilhado com mais ninguém, seriam, provavelmente, boas opções.

Fonte: Dr. Cristiano Nabuco ― Ciência e Saúde

LULA LÁ ― EM CURITIBA

O depoimento de Lula ao juiz Moro, na tarde de ontem, durou quase cinco horas e foi recheado de evasivas, mentiras e imputação de responsabilidades a terceiros, com destaque para a ex-primeira dama, que faleceu há poucos meses e, portanto, não pode ser chamada para uma acareação (a não que se convocasse uma sessão espírita, mas aí já é outra história).

Lula reafirmou sua falácia de perseguição pela Lava-Jato e pelo Ministério Público (diferentemente do que vem fazendo fora da sala de audiências, ele tomou o cuidado de não mencionar expressamente o magistrado) e defendeu sua trajetória com o ramerrão de sempre, mesmo depois de Moro lhe pedir que não usasse o depoimento para fazer um apanhado do seu governo. Aliás, rebateu enfaticamente que está sendo julgado pelo que fez na presidência, pela construção de um power point mentiroso ― feito por quem não entende de política e se baseia numa tese preconcebida de que o PT é uma organização criminosa e ele, o chefe ― e que as acusações contra ele não passam de pura ilação.

Sobre o tríplex no Guarujá, o petralha negou todas as acusações. Segundo ele, foi sua finada quem decidiu a compra do terreno do Instituto Lula, quem comandou as obras no tríplex, quem queria o apartamento etc. Ela comandava tudo, ele não sabia de nada. E mais: disse o molusco que dona Marisa “nem mesmo gostava de praia” ― o que foi prontamente desmentido por uma enxurrada de fotos publicadas nas redes sociais, nas quais o ex-primeiro-casal aparece em cenas descontraídas à beira-mar.

Quando Moro perguntou sobre a rasura no documento de compra da unidade no prédio (o número 144, da unidade pela qual o casal Lula pagou, aparece escrito sobre o número 174, o do tríplex), disse não saber quem seria o responsável pela rasura, mas que também gostaria de saber.

Ao dizer que prefere ser julgado pelo povo, não pela Justiça, Lula deixou implícito seu propósito de se reeleger presidente pelo voto dos apedeutas desinformados que (espantosamente) ainda o apoiam, para não ser julgado ― nem pelo povo, nem (muito menos) pela Justiça. Leda pretensão.

Como bem destacou o jornalista Augusto Nunes, um trecho particularmente relevante do depoimento de sua insolência parece ter escapado aos redatores de manchete da imprensa brasileira: Ao mentir sobre o pequeno apartamento de três andares no Guarujá, o petralha confessou que é o dono do sítio em Atibaia. Aos 13 minutos do vídeo sete do depoimento, Lula admite que Léo Pinheiro e Paulo Gordilho, os dois bambambãs da OAS, estiveram no seu apartamento em São Bernardo do Campo, mas nega que tenham conversado sobre o tríplex.

― E o que eles discutiram com o senhor nessa oportunidade? ― quis saber o representante do Ministério Público.
― Eu acho que eles tinham ido discutir a questão da cozinha lá do sítio de Atibaia, que também não é assunto para discutir agora.

Tarde demais. Ao tentar esconder a ossada de um crime, Lula tirou do armário o cadáver de outro. 

Em suma: seu depoimento foi provavelmente a maior sequência de mentiras desfiadas por um réu culpado desde a criação do primeiro tribunal. Para tanto, basta a reprodução de três frases ditas pelo chefão do bando de corruptos do petrolão: Você acha que quando seu filho tira nota baixa na escola ele chega pulando de alegria para contar? Se puder, ele vai esconder até o senhor saber. Você acha que alguém que começou a roubar vai contar para alguém que ele está roubando?

Alguém aí achava que Lula chegaria à sala de Sérgio Moro feliz e ansioso por revelar tudo que fez? Um criminoso que se preze morre jurando que é a alma viva mais pura do mundo. Mesmo que morra na cadeia.

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