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domingo, 31 de julho de 2016
DILMA E SUA INUSITADA VOCAÇÃO PARA COMEDIANTE
sexta-feira, 20 de maio de 2016
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DAS MENTIRAS DE LULA, DILMA E COMPANHIA
Esse é apenas mais um dos muitos pontos em comum entre Lula e Dilma, criador e criatura, mentor e pupila, imprestável e incompetente, cujas biografias se entrelaçam desde os primórdios da funesta era PT.
As razões que levaram o molusco a escolher a nefelibata da mandioca para sucedê-lo são, no mínimo, nebulosas. No final do seu segundo mandato, ele estava no auge da popularidade, e poderia ter escolhido praticamente qualquer pessoa para preencher a lacuna aberta com a prisão de Dirceu (que seria a bola da vez) e de outros petralhas de grosso calibre, pegos de calças curtas no imbróglio do mensalão. Por que, então, escolher alguém que havia levado à falência duas lojinhas de badulaques importados do Panamá numa época em que a paridade entre o real e o dólar favorecia esse tipo de negócio (clique aqui para mais detalhes)?
Uma guerrilheira de araque que jamais disparou um tiro, a não ser no próprio pé ao se reeleger, devido ao tamanho da encrenca que herdou de si mesma? Um Pacheco de terninho que, sem saber atirar, virou modelo de guerrilheira; sem ter sido vereadora, virou secretária municipal; sem passar pela Assembleia Legislativa, virou secretária de Estado, sem estagiar no Congresso, virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante, faz posse de gerente de país; sem saber juntar sujeito e predicado, virou estrela de palanque? Enfim, o fato é que, sem ter tido um único voto na vida até 2010, Dilma virou presidente do Brasil em outubro daquele ano, e renovou o mandato quatro anos depois ― mandato esse que, cumpre salientar, foi suspenso no último dia 12 pelo Senado, devido a irregularidades administrativas, má gestão da economia e corrupção generalizada (que se tornou a marca registrada das administrações lulopetistas).
O que o Babalorixá da Banânia teria visto nessa estapafúrdia criatura é um mistério. Dizem as más-línguas que a escolha teve a ver com a cabulosa história da refinaria de Pasadena, que resultou num prejuízo de mais de 800 milhões de reais. Dilma, na época, era ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula e presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ambos, naturalmente, juram de pés juntos que não sabiam de nada, mas convenhamos: tanto rouba quem vai à horta quanto quem fica à porta, e eles realmente não sabia de nada que acontecia bem debaixo de seus narizes, jamais poderiam ocupar os cargos que ocupavam. Em outras palavras, vão fazer pouco caso da inteligência alheia na casa do chapéu!
Observação: Segundo informou o ex-esbirro petralha Delcídio do Amaral em sua delação premiada, Dilma sabia que havia um esquema de superfaturamento na compra da refinaria de Pasadena e que suas campanhas (tanto em 2010 quanto em 2014) foram bancadas com dinheiro sujo. Ela teve ainda participação direta na nomeação de Cerveró para o cargo de diretor financeiro da BR Distribuidora, que, em conluio com José Eduardo Cardozo, maquinou a libertação de empresários presos da Lava-Jato e que nomeou Marcelo Navarro para o STJ para que ele votasse pela soltura dos ditos-cujos (no julgamento, em dezembro passado, Navarro foi o único a votar pela prisão domiciliar). Já Lula, igualmente responsável pela nomeação de Cerveró, ordenou o pagamento de uma “mesada” para que o ex-diretor da estatal não mencionasse seu nome [de Lula] na delação, que comprou o silêncio de Marcos Valério na CPI dos correios ― que investigava mensalão e era presidida por Delcídio ―, que exerceu pressão para que lobistas investigados na Operação Zelotes que fizeram pagamentos para seu filho [Luiz Claudio] não fossem convocados para depor na CPI do CARF, e que teve participação direta na nomeação de executivos da Petrobras condenados, dentre os quais Jorge Zelada. É mole?
O resto fica para a próxima, pessoal. Abraços e até lá.
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
DA PRAGA DA CASERNA AO CAPITÃO CAVERNA — DUODÉCIMA PARTE
João Fernandes Café Filho — que era vice de Getúlio Vargas e figura em nossa lista de ex-presidentes que não concluíram seus mandatos (os anteriores foram abordados nos posts dos dias 21 e 22) — ascendeu ao cargo em agosto de 1954, quando o titular ”saiu da vida para entrar na história”, mas se afastou em novembro do ano seguinte, a pretexto de tratar um mal cardíaco, e jamais reassumiu o posto. Mas vamos por partes.
Em 3 de outubro de 1955, quando Juscelino Kubitschek se elegeu presidente, a ala conservadora (sobretudo ligada à UDN) e os militares, inconformados com o resultado das urnas, urdiram um golpe de Estado para impedir a posse de JK. Eles contavam com o apoio tanto de Café Filho quanto do presidente da Câmara, Carlos Luz, que assumiu interinamente quando do afastamento de Café — vale lembrar que, com o "suicídio" de Vargas e a promoção de Café a titular, os próximos na linha sucessória, segundo a Carta Magna de 1946, art.79, § 1º, eram os presidentes da Câmara Federal, do Senado e do STF (da mesma forma que acontece atualmente, à luz da CF de 1988).
Assim que subiu de posto, Luz substituiu o general Henrique Lott pelo também general Álvaro Fiúza de Castro no comando do Ministério da Guerra. Sentindo o cheiro do golpe, Lott depôs Luz (que ficou apenas 4 dias no cargo e foi impichado em 11 de novembro) e empossou Nereu Ramos, então presidente do Senado. E assim, pela primeira vez na história, o Brasil teve três presidentes numa única semana.
Visando evitar que Café Filho, àquela altura "miraculosamente restabelecido", reclamasse o posto e somasse forças com a ala que queria impedir a posse de JK, Lott mandou tanques de guerra cercarem a casa do desafeto, em Copacabana, e agilizou junto aos parlamentares o julgamento de seu impeachment, que foi aprovado em 22 de novembro. E para impedir novas tentativas de golpe, Nereu governou sob estado de sítio pelos dois meses seguintes, até entregar a faixa presidencial a JK, em 31 de janeiro de 1956.
Observação: Para que dois presidentes fossem impichados
a toque de caixa no final de 1955, a Constituição precisou ser “rasgada”
algumas vezes (a pretexto de salvar a democracia). Não fosse isso, JK
não teria assumido a Presidência. Aliás, talvez fosse o caso de Maia e Alcolumbre
relembrarem o que aprenderam (ou deveriam ter aprendido) nas aulas de história.
Antes que o mal cresça, corta-se a cabeça.
Ao final de sua gestão — em que prometeu realizar “cinquenta
anos de progresso em cinco de governo” — JK, mui mineiramente, mudou
a capital federal do Rio de Janeiro para o meio do nada, digo, para o centro do
país, e transferiu a faixa para o presidente eleito Jânio Quadros, que
tomou posse em 31 de janeiro de 1961 e renunciou 6 meses e 25 dias depois.
Como as consequências da renúncia de Jânio já foram esmiuçadas (e voltarão a sê-lo em momento oportuno), resta dizer apenas que depois de João Goulart — que foi vice de JK e de Jânio, acabou cassado pelo golpe de ’64, exilou-se no Uruguai e morreu na Argentina em 1976 —, o Brasil só voltou a ter um presidente civil em 1985, após um colégio eleitoral formado por deputados, senadores e governadores eleger Tancredo Neves, no apagar das luzes do governo Figueiredo.
Quis o
destino que a raposa mineira fosse
internada 12 horas antes da posse e viesse a falecer 38 dias e
sete cirurgias depois — ironicamente, no dia 21 de abril, feriado que
homenageia Tiradentes, o Mártir da Independência, levando para o túmulo
Coube a Sarney pilotar a Nau dos Insensatos até 1989, quando, na primeira eleição direta para presidente da República em 29 anos, diante de um cardápio composto por 22 candidatos — teriam sido 23 se Jânio não desistisse de participar por motivos de saúde —, o eleitorado tupiniquim descartou Ulisses Guimarães, Mario Covas, Ronaldo Caiado (e mais 17 postulantes que, juntos, não valiam dois mirreis de mel coado) e escalou para o segundo turno um caçador de marajás de araque e um sindicalista picareta.
No dia 17 de dezembro, o engomado almofadinha populista de
direita derrotou o mal-ajambrado e semianalfabeto populista de esquerda (dono de um carisma que
lhe rendeu o honroso apelido de “encantador de burros”),
e assim Fernando Affonso Collor de Mello entrou para a História não
só como o primeiro presidente da Nova República eleito pelo voto direto,
mas também como o primeiro
presidente da Nova República condenado num processo de impeachment.
Observação: Obviamente, nenhum dos cinco generais
que presidiram o Brasil durante os anos de chumbo (Castello Branco,
Costa e Silva,
Médici,
Geisel
e Figueiredo)
foi deposto, renunciou ou morreu no exercício do cargo, mas isso é assunto para
outra sequência.
Em 1992, Collor (clique
aqui para acessar um breve resumo de seu atabalhoado governo), em meio
a grandes manifestações populares pedindo sua cabeça, foi afastado do cargo e
renunciou dois meses depois, às vésperas do julgamento de seu impeachment no Senado. Com a renúncia, a ação perderia o objeto (como cassar o
mandato de alguém que já renunciou a ele?), mas o julgamento prosseguiu mesmo assim
e o réu foi considerado culpado e condenado a oito anos de inelegibilidade (Collor
recorreu, mas perdeu).
O segundo impeachment desde a redemocratização foi o de Dilma — a tragédia
anunciada com que Lula empalou a brava gente brasileira em
2010 — que, mesmo sendo a pior presidente desde que Cabral aportou na
costa da Bahia, conseguiu se reeleger em 2014, ser afastada em maio de 2016 e
penabundada em 31 de agosto.
Discorrer sobre a trajetória política da gerentona de festim (que levou à falência duas lojinhas de badulaques importados) de seu tempo de guerrilheira de arque até o definitivo “tchau, querida”, passando pelo monumental estelionato eleitoral que resultou em sua reeleição (ela própria havia dito com todas as letras que “em ano eleitoral a gente faz o Diabo”) seria abusar da paciência do leitor. Mas basta retornar pelo blog até o ano de 2016 para encontrar posts sobre os detalhes sórdidos que abrilhantaram os 5 anos 4 meses e 12 dias em que essa senhora, verdadeiro rascunho do mapa do inferno em forma de gente, demoliu tijolo a tijolo a economia do país. Mesmo assim, não descarto a possibilidade de retomar esse assunto numa próxima oportunidade. De momento, limito-me a relembrar uma síntese inspirada, da lavra do jornalista Augusto Nunes:
“Dilma, sem saber atirar virou modelo de guerrilheira; sem ter sido vereadora virou secretária municipal; sem passar pela Assembleia Legislativa virou secretária de Estado sem estagiar no Congresso virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante fez posse de administradora pública; sem saber juntar sujeito e predicado virou estrela de palanque e sem ter tido um único voto na vida, virou candidata à Presidência, foi eleita em 2010 e reeleita em 2014 e só não destruiu totalmente a economia tupiniquim porque foi providencialmente apeada do cargo em 2016.
Observação: O artigo 52 da Constituição de 1988 reza que “Nos casos previstos nos incisos I (processo contra presidente da República) e II (processo contra STF), funcionará como Presidente o do STF, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis” (o grifo é meu). Em outras palavras, a Lei não separa a inabilitação da perda do cargo.
Coube ao eleitorado mineiro terminar nas urnas o que o Congresso
começou (isso comprova a teoria de que até um burro cego consegue eventualmente
encontrar a cenoura). A despeito das expectativas da mídia “cumpanhêra” e dos
institutos de pesquisa, que tinham como líquida e certa a
vitória do egun mal despachado na disputa por uma vaga no Senado, a petista amargou um vergonhoso quarto lugar.
terça-feira, 16 de maio de 2017
DE OLHO NO DESEMPENHO DO PC
No alvorecer da computação pessoal, poucos felizardos podiam ter um microcomputador em casa ― e muitos não viam sentido em investir “uma nota preta” numa geringonça que emulava funções da máquina de escrever e da calculadora e, eventualmente, do tradicional baralho de cartas. Com o passar do tempo e o avanço da tecnologia, no entanto, essas máquinas maravilhosas foram se tornando mais acessíveis, e hoje estão à venda até mesmo em supermercados ― até os notebooks (ou laptops, como eram chamados antigamente os modelos portáteis), que durante anos foram um sonho de consumo inacessível à maioria dos cidadãos comuns, tiveram o preço reduzido, a despeito da obscena carga tributária que encarece tudo que é comercializado no Brasil.
Preços mais palatáveis, combinados com maior rapidez na substituição de produtos de ponta por modelos ainda mais avançados, estimulam os usuários de PCs a modernizar seu equipamento com uma regularidade impensável até não muito tempo atrás. E se antes essa modernização era feita mediante upgrades de hardware (acréscimo de memória RAM, substituição da placa gráfica embarcada por um off-board e do processador por uma versão mais poderosa, apenas para citar os exemplos mais comuns), hoje troca-se o aparelho inteiro, especialmente os portáteis, cuja arquitetura restringe as possibilidades de upgrade, exige ferramental especializado e demanda conhecimento técnico que transcende as possibilidades dos “fuçadores de plantão”.
Quer saber mais? Então confira a próxima postagem. Abraços e até lá.
quinta-feira, 26 de abril de 2018
UM PAÍS QUE NÃO PODIA DAR CERTO E O PT NA LATA DO LIXO DA HISTÓRIA
domingo, 3 de janeiro de 2021
TCHAU, BELLO!
Bolsonaro não é louco, nem irracional, nem inconsequente, embora pareça ser tudo isso e mais um pouco. Tivesse um mínimo de classe e poderia ser qualificado como estrategista. Ainda que um estrategista 100% irresponsável. Aliás, a esperteza, quando é muita, vira bicho e engole o dono.
A irresponsabilidade é a marca registrada desse governo caótico, onde tudo vem sendo feito nas coxas, à base de improvisos, a começar pela escolha de um ministério patético.
Em meio à maior pandemia sanitária dos últimos 100 anos, o ministro da Saúde é um general tido como expert em logística, mas que gerencia a pasta como se administrasse o Quartel dos Trapalhões.
A ministra da Agricultura caiu no ridículo com a falácia do “boi bombeiro”, enquanto seu colega da Infraestrutura encarna Odorico Paraguaçu (prefeito de Sucupira no folhetim O Bem Amado) ao descerrar placas em inaugurações de bicas, canais sem água e obras concluídas em governos anteriores.
Pelo andar da carruagem, o ministro da Tecnologia — o único astronauta brasileiro que foi ao espaço — não tarda a convocar uma coletiva de imprensa para comunicar oficialmente que a Terra é plana.
Da pastora Damares e do general Heleno, então, é melhor nem
falar.
Diante da enxurrada de protestos por deixar a CoronaVac — justamente a vacina mais acessível — de fora de seu mal ajambrado plano de vacinação, o obediente e subserviente general Pazuello concedeu que compraria o imunizante chinês “se houvesse demanda” (como se fosse possível não haver).
Como se não bastasse, o logístico ilógico incluiu em seu plano sem lógica a vacina da Pfizer, que precisa ser armazenada a –75º C. Antes descartada de modo precipitado — o general não se informou se alguém teria os congeladores adequados (laboratórios particulares, que cobrem mais de 30% da população do país, têm), nem se o próprio laboratório ofereceria alguma saída (sim, oferece), nem se fabricantes brasileiros teriam condições de produzi-los — o imunizante foi incluído sem que se esclareça como se resolverá a refrigeração.
Élcio Franco, o imediato que desconhece o significado da palavra “meta”, disse que seria uma “irresponsabilidade” fixar datas. Mas não disse se foi irresponsabilidade não ter encomendado previamente seringas e agulhas.
Forçado pelo STF, o bambambã da logística garantiu que vai começar a vacinar em até cinco dias após a aprovação pela Anvisa, mas não explicou como será a distribuição.
Já o contra-almirante que dirige a agência, burocrata
até a medula e unha e carne com Bolsonaro, prefere procurar erros de
preenchimento que lhe permitam negar aprovação à CoronaVac a acelerar o
processo de aprovação das vacinas e cumprir seu dever de defender a saúde.
Em conversa com apoiadores no último dia 28, Bolsonaro — “um parvo que, devido a uma conjuntura muito especial, alcançou a Presidência da República”, na irreprochável definição do professor e historiador Marco Antonio Villa — escarneceu da tortura imposta pela ditadura à gerentona de araque (quando ela ainda era guerrilheira de festim):
“Dizem
que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio-X para a
gente ver o calo ósseo. Olha que eu não sou médico, mas até hoje estou
aguardando o raio-X”, afirmou o presidente.
Não tenho procuração para defender a pior presidanta que já governou esta banânia, e se tivesse, eu a rasgaria, Mas acho inaceitável a atitude do capitão-sem-noção.
Por outro lado, vindo de alguém que endeusa Donald Trump e o coronel Ustra, exigir de uma torturada a exibição de sequelas que comprovem a tortura não deveria causar estranheza. Ao contrário do fato de a mídia, Rodrigo Maia, Gilmar Mendes e outras vestais ofendidas fazerem tamanho carnaval por conta dessa bobagem.
Não é preciso ser um sherlock para deduzir que essa falastrice não passa de uma estratégia usada pelo general da banda sempre que se vê numa posição adversa — como agora, diante da indisfarçável incompetência do incompetente que comanda a Saúde no combate à pandemia.
Será que dois anos assistindo a esse teatrinho não foram suficientes para cair a ficha desses luminares, que parecem não se dar conta de que o capitão-conversa-mole cria factoides para tirar o foco de questões que o atingem negativamente ou a alguém da sua família? De que tenta mudar de assunto para fugir de perguntas sobre sua péssima gestão em meio à pandemia, sobre as reuniões realizadas no Palácio do Planalto para orientar a defesa do senador Flávio “Rachadinha” Bolsonaro, entre outros temas "sensíveis"?
Enquanto o capitão-mefistofélico desconversa, o Brasil observa com perplexidade barbaridades que saltam aos olhos. Mas uma hora a cortina de fumaça vai deixar de funcionar.
O povo quer saber o que será feito para acabar com a pandemia, por que a vacinação já começou em outros países (e não no Brasil) e até quando a primeira-família continuará sendo blindada.
E, se calhar, quando seu presidente vai começar a governar, que não estamos exatamente num momento de calmaria política, econômica ou sanitária que permita empurrar com a barriga os graves problemas nacionais.
Vivemos a pior crise sanitária dos últimos cem anos
numa década que registrou o pior crescimento do PIB da história
republicana, a maior taxa de desemprego já contabilizada e um isolamento
diplomático que transformou o Brasil numa África do Sul da época do apartheid.
Estamos sendo “governados” por um lunático que é ridicularizado no mundo inteiro. Por sua causa, o Brasil se tornou um pária. Quando esse alienado assumiu o governo, éramos a oitava economia do mundo; hoje somos a décima segunda. Estamos chegando a 200 mil mortos — número dramático e que poderia ser maior não fosse à ação corajosa de prefeitos e governadores, que enfrentaram a conspiração urdida contra o Brasil e sua população.
Até quando vamos suportar esse doidivanas na Presidência da República? Quantos crimes de responsabilidade ele adicionará à interminável lista dos que já cometeu enquanto Rodrigo Maia espera “o momento político adequado” para penabundá-lo do cargo?
Bolsonaro
banalizou a barbárie. Os brasileiros não podem se acostumar às ações
antinacionais e antirrepublicanas. Já passou da hora de conclamar: fora Bolsonaro!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
ATÉ QUANDO, CATILINA, ABUSARÁS DA NOSSA PACIÊNCIA? (CAPÍTULO III)
Bolsonaro já foi filiado a nove partidos — PDC, PDC, PP (duas vezes), PPR, PPB, PTB, PFL, PSC e PSL —, todos do "Centrão", daí ele “se sentir em casa” no PL, a despeito de já ter chamado o dono da casa de “corrupto e condenado”, de tê-lo mandado à puta que pariu e de ouvir dele um sonoro "vá tomar no cu" extensivo a seus ilustres rebentos.
Quando se
trata de política, o desafeto de hoje pode ser o aliado de amanhã e vice-versa.
Em novembro, depois de um noivado tão curto quanto conturbado, a DR do Sultão do Bolsonaristão com o partido do mensaleiro e ex-presidiário Valdemar Costa Neto foi superada e o
casório, que
havia sido suspenso, celebrado com pompa, circunstância, juras
de amor eterno e votos de fidelidade imorredoura.
Resta saber se a lua de mel vai durar até março ou se o
coração do “mito” mudará de dono pela 11ª vez, lembrando que ele precisa estar
filiado a uma legenda para disputar a Presidência — ou uma cadeira no Senado ou
na Câmara que lhe assegure foro privilegiado. Afinal, Bolsonaro é
investigado em 6 inquéritos, e o relatório final da CPI do Genocídio lhe
atribuiu pelo menos 9 delitos (entre crimes
comuns, de responsabilidade e contra a humanidade).
O então deputado federal que aprovou dois projetos e foi alvo de mais de 30 processos ao longo de sete mandatos cresceu o olho para o Planalto em 2014, ano da reeleição do Pacheco de terninho que sem jamais ter disparado um tiro virou modelo de guerrilheira; sem ter sido vereadora virou secretária municipal; sem passar pela Assembleia Legislativa virou secretária de Estado; sem estagiar no Congresso virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante virou projeto de gerente competente; sem saber juntar sujeito e predicado virou estrela de palanque; sem ter tido um único voto na vida até 2010 virou presidenta do Brasil.
Na época, o capetão disse ao jornal O GLOBO que pretendia disputar a Presidência e que a página "Jair Bolsonaro Presidente 2014", criada no Facebook por "militantes da direita e apoiadores", já contava com mais de 12 mil seguidores. Em 2015, ele já aparecia nas pesquisas com 4% das intenções de voto. Em 2016, subiu para 7%, e no ano seguinte, para 15%.
Em 2017, ao saber que o então pré-candidato à Presidência
estaria num clube de golfe no Rio, o advogado Gustavo Bebianno correu
para encontrá-lo, levando consigo cópias impressas de centenas de emails (que jamais foram
respondidos) como prova da antiguidade de sua admiração. Mais adiante, o causídico defendeu seu ídolo em diversos processos — entre os quais a
folclórica ação por incitação
ao estupro movida pela deputada petista Maria do Rosário, que
poderia ter inviabilizado a candidatura do capetão —, sem lhe cobrar um tostão
de honorários.
Depois de trocar o PP pelo PSC, Bolsonaro teve um breve affair com o PEN (que virou Patriota para acolhê-lo). A lua de mel terminou quando ele descobriu que o partido havia patrocinado uma ação no STF questionando a prisão em segunda instância (tema que interessava sobretudo a Lula e ao PT e feria de morte seu discurso antipetista).
Em março de 2018, o já pré-candidato foi aconselhado por Bebianno a juntar trapos com o nanico PSL. Foi Bebianno quem coordenou a campanha presidencial e quem presidiu o PSL durante as eleições. De acordo com o empresário Paulo Marinho, que abrigou na própria casa o comitê de campanha, houve três grandes responsáveis pela vitória do sociopata: Bebianno, o publicitário Marcos Carvalho e o esfaqueador inimputável Adélio Bispo de Oliveira, nessa ordem. O resto é folclore.
Bolsonaro explorou politicamente a facada que
quase lhe custou a vida e, valendo-se da condição de
convalescente, fugiu dos debates televisivos, que inevitavelmente
exporiam seu acachapante despreparo. Impulsionado pelo antipetismo, acabou
sendo eleito e levando a reboque 52 deputados federais, 4 senadores e 3
governadores.
Observação: Vale lembrar que em 2018 a parcela pensante do eleitorado
votaria no demônio em pessoa para evitar que o país fosse presidido por um
presidiário. Como o Tinhoso não se candidatou, o jeito foi apoiar seu preposto —
um político tosco, polêmico, oportunista, populista, parlapatão, admirador
confesso dos anos de chumbo da ditadura militar e defensor de opiniões
peculiares, digamos assim, sobre tudo e todos. E deu no que deu.
Continua...
sábado, 1 de abril de 2017
JANETE, TÃO LEGÍTIMA QUANTO NOTA DE TRÊS REAIS
Dentro de sua bolha de distorção da realidade, a estocadora de vento se recusa terminantemente a fazer qualquer tipo de autocrítica. Mais do que a rematada estupidez de seus minguados apoiadores, espanta o fato de a plateia estrangeira ainda levar a sério sua inverossímil história do golpe e supostas “tramas” urdidas pelo “golpista” para, através do adiamento das eleições de 2018 e a implementação do sistema parlamentarista no Brasil, tirar de Lula a chance de voltar à Presidência da República.
Difícil é saber de onde
ela tira suas ideias sem pé nem cabeça, já que nenhuma dessas propostas
habitam a agenda do Congresso ― só existem na agenda da própria Dilma, que a gente não sabe quem banca, embora não seja difícil teorizar a respeito. O que mais causa espécie, no entanto, é o fato de essa senhora e
seu deplorável predecessor ainda não terem sido colocados em seus devidos
lugares. Será problema de superlotação carcerária ou o quê? sábado, 12 de janeiro de 2019
LULA LÁ — CONCLUSÃO
É certo que a “grande chefa” jamais foi política ou demonstrou vocação para gerir o que quer que fosse. Prova disso é que levou à falência duas lojinhas de badulaques importados em apenas 17 meses, na década de 1990 — justamente quando a paridade entre o real e o dólar favorecia esse tipo de negócio. Dilma foi um arremedo de guerrilheira que jamais disparou um tiro ― a não ser no próprio pé, ao se reeleger, devido ao tamanho da encrenca que herdou de si mesma. Nunca passou de um Pacheco de terninho, que sem ter sido vereadora virou secretária municipal; sem passar pela Assembleia Legislativa virou secretária de Estado, sem estagiar no Congresso virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante posou de gerente de país; sem saber juntar sujeito e predicado virou estrela de palanque; sem ter tido um único voto na vida até 2010 virou presidente do Brasil. Não podia mesmo dar certo.
Lula foi condenado a oito anos e quatro meses pelo crime de corrupção passiva e a três anos e nove meses por lavagem de dinheiro. Se o STJ aceitar o pedido de redução, a somatória das penas cairia para cinco anos (dois anos de corrupção passiva e três por lavagem de dinheiro), o que garantiria a prisão domiciliar. Mas o julgamento iminente das duas ações que tramitam na 13ª Vara Federal do Paraná (detalhes no capítulo anterior) deve resultar em novas condenações, inviolabilizando a redução da pena e, consequentemente, a prisão domiciliar.








