quinta-feira, 27 de agosto de 2015

COMPUTADOR À PROVA DE VÍRUS. SERÁ POSSÍVEL?

AS LEIS SÃO INSTRUMENTOS DO ESTADO PARA CONTROLAR A SOCIEDADE, AO PASSO QUE A CONSTITUIÇÃO É O INSTRUMENTO DA SOCIEDADE PARA CONTROLAR O ESTADO.

Ao contrário do que muita gente imagina, o vírus de computador não surgiu com a popularização da Internet. Os primeiros registros teóricos de programas capazes de seu auto-replicar (fazer cópias de si mesmos) remontam aos anos 50, conquanto o termo "vírus" só tenha entrado para o léxico da informática em 1983, quando um pesquisador da Universidade da Califórnia chamado Fred Cohen respaldou sua tese de doutorado no estudo de pragas eletrônicas criadas experimentalmente (para saber mais, acesse minha sequência de postagens Antivírus - A História).

Observação: Nem toda praga digital é um vírus, mas todo vírus é uma praga digital. Os programas maliciosos são diferenciados a partir de suas características (tipo, modus operandi, propósito, etc.) e divididos em vírus, worms, trojans, spywares, etc. e suas respectivas variações. Não existe consenso entre as empresas de segurança digital em relação ao número total de MALWARES (de MALicious sofWARE), já que as metodologia utilizadas para catalogá-los varia, mas as estimativas mais otimistas apontam centenas de milhares, enquanto que as mais pessimistas, dezenas de milhões.

Até alguns anos atrás, dispor de um antivírus responsável, ativo e atualizado era suficiente para proteger o computador, mas a diversificação das ameaças passou a exigir arsenais de defesa mais rebuscados, com aplicativos de firewall, antispyware e módulos capazes de emitir alertas contra sites inseguros, links maliciosos e inibir a ação de rootkits, keyloggers, hijackers e que tais. Para piorar, por mais eficaz que seja seu mecanismo de proteção, ele jamais será totalmente "idiot proof" (termo que significa "à prova de idiotas" numa tradução literal, mas é usado para definir algo que "proteja o usuário de si mesmo").

Para encurtar a conversa, desde meus primeiros escritos sobre TI que venho afirmando sistematicamente que segurança absoluta é história da Carochinha, mas isso porque eu não conhecia o DEEP FREEZE STANDARD, cujo funcionamento me faz lembrar um filme de que gosto muito, chamado "Feitiço do Tempo", no qual
um mal-humorado repórter meteorológico (Bill Murray) é encarregado, pela quarta vez consecutiva, de cobrir uma festividade interiorana chamada de "Dia da Marmota". Depois de pernoitar na cidadezinha devido a uma nevasca, o repórter se vê revivendo a cada manhã o mesmo dia da festa, como se o tempo tivesse deixado de passar (clique aqui para assistir).

Voltando ao programinha em tela, pode-se dizer que ele é uma versão aprimorada da restauração do sistema do Windows, mas com uma diferença importantíssima: ao invés de agir por demanda do usuário, o Deep Freeze cria uma "imagem congelada" das definições e configurações do computador e as recarrega a cada boot.

Observação: Para quem não sabe ou não se lembra, as versões 9x do Windows já contavam com o scanreg/restore, que permitia desfazer ações mal sucedidas e neutralizar suas consequências indesejáveis. No entanto, um número significativo de usuários desconhecia essa solução ou não se valia dela, até porque era preciso executá-la via prompt de comando. Quando desenvolveu o Win ME, a Microsoft criou a Restauração do Sistema, que foi mantida nas edições subsequentes do sistema é bem mais fácil de usar, pois pode ser acessada através da sua interface gráfica. Essa ferramenta cria backups das configurações do Registro e de outros arquivos essenciais ao funcionamento do computador em intervalos regulares e sempre que alguma modificação abrangente é detectada (note que esses "pontos de restauração" também podem ser criados manualmente pelo usuário). Assim, se o PC se tornar instável ou incapaz de reiniciar, o usuário pode comandar sua reversão para um ponto anterior ao surgimento do problema ─ mas é recomendável torcer para que tudo dê certo, já que em alguns casos o resultado não é exatamente o esperado.  

Além blindar o sistema contra a ação danosa de códigos maliciosos e desfazer eventuais reconfigurações levadas a efeito pelo usuário (ou usuários, se houver mais do que um), o Deep Freeze neutraliza eventuais atualizações e reconfigurações, desfaz instalações de aplicativos, anula a criação de novos arquivos e impede a edição dos pré-existentes. Em outras palavras, tudo volta a ser a ser como antes no Quartel de Abrantes toda vez que o usuário liga o computador.

Resumo da ópera: O Deep Freeze não é gratuito, mas pode ser testado por 30 dias sem custo algum. Embora ele seja particularmente útil em máquinas públicas (de escolas, bibliotecas, lanhouses, cibercafés, etc.), você pode instalá-lo no seu PC, mas tenha em mente que isso significa perpetuar o sistema nos moldes memorizados pelo aplicativo. Se ainda assim você quiser experimentar, crie uma nova partição no HD para poder salvar e editar novos arquivos (veja mais detalhes sobre como fazer isso na sequência de 5 postagens iniciada por esta aqui). Também será possível instalar novos softwares e atualizar o sistema e os apps pré-existentes, mas, para tanto, será preciso desabilitar a proteção. Fica a critério (e por conta e risco) de cada um.

Abraços, um ótimo dia a todos, e até a próxima, se Deus quiser.   

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

COMO CONFIGURAR O WINDOWS PARA EXIBIR ARQUIVOS OCULTOS.

A VELHICE É UMA ILHA CERCADA DE MORTE POR TODOS OS LADOS.

Muitas das opções de configuração do Windows não são acessíveis via ícones e menus da interface gráfica, miniaplicativos do Painel de Controle ou snap-ins do Gerenciamento do Computador, visando evitar que usuários inexperientes procedam a alterações que comprometam o bom funcionamento do computador. Com esse mesmo propósito, a Microsoft ocultou os principais arquivos do sistema, mas, por tabela, acabou favorecendo os malwares (vírus, trojans, spywares e assemelhados), que se valem dessa prerrogativa para dificultar sua identificação e remoção.

Claro que garimpar programinhas maliciosos no sistema é uma tarefa árdua e quase sempre inglória, a não ser, talvez, para usuários avançados. Então, se você não faz parte dessa seleta confraria, invista num arsenal de defesa responsável e cultive hábitos saudáveis de navegação (para mais informações, acesse essa postagem e a seguinte).

Por outro lado, nada o impede de obter maior controle do sistema configurando-o para exibir os arquivos que permanecem ocultos por padrão. Para isso, no Seven:

·        Abra uma pasta qualquer (pode ser a do Explorer), clique em Organizar e selecione Opções de pasta e pesquisa;
·        Clique na aba Modo de Exibição, desça pela tela até a seção Pastas e arquivos ocultos e marque a opção Mostrar arquivos, pastas e unidades ocultas;
·        Demarque também as opções Ocultar arquivos protegidos do sistema operacional (recomendável) e Ocultar as extensões dos tipos de arquivo conhecidos;
·        Clique em Aplicar e confirme em OK.

No Windows 8:

·        Abra o Painel de Controle e clique em Mais Configurações.
·        Clique em Aparência e Personalização;
·        Na categoria Opções de pasta, clique em Mostrar arquivos ocultos e pastas;
·        Na seção Pastas e arquivos ocultos, pressione o botão Mostrar arquivos ocultos de rádio, pastas ou unidades e desmarque as caixas de seleção Ocultar as extensões dos tipos de arquivo conhecidos e Ocultar arquivos protegidos do sistema operacional (recomendado);
·        Clique em Aplicar e confirme em OK.
   

Abraços a todos e até mais ler.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

SAIBA COMO CONFIGURAR SEU PC PARA LIGAR SOZINHO EM DIA E HORÁRIO ESCOLHIDOS POR VOCÊ

UM HOMEM DE SUCESSO É O QUE GANHA MAIS DINHEIRO DO QUE SUA MULHER CONSEGUE GASTAR. UMA MULHER DE SUCESSO É A QUE CONSEGUE ENCONTRAR UM HOMEM DESSES.

Por mais que fizermos, jamais estaremos satisfeitos com o tempo de inicialização de nosso computador. Como dito alhures, bom seria ele fosse como uma lâmpada, que responde quase instantaneamente ao toque no interruptor, mas enquanto esse dia não chega, é bom saber que podemos programar o sistema para entrar em ação num horário específico tipo dez minutos antes da hora em que tencionamos começar a usá-lo, por exemplo.

Observação: Note que isso serve também para tornar menos aborrecidos aqueles procedimentos morosos como a atualização do sistema ou a desfragmentação do HD , que deixam o sistema lento e podem levar horas: mediante o recurso em questão, é só agendá-los para o meio da madrugada, por exemplo, enquanto dormimos o sono dos justos. 

Para fazer o ajuste, é necessário proceder a uma rápida incursão pelo SETUP. Para acessá-lo, ligamos ou reiniciamos o PC e pressionamos repetidamente a tecla Del ou EscF1F2F8F10, ou ainda combinações como Ctrl+Esc,Ctrl+Alt+Enter ou Ctrl+Alt+F2, conforme o modelo e a versão do programa (para saber o fazer no seu caso específico, consulte o manual do equipamento ou atente para as informações exibidas rapidamente no pé da tela durante a inicialização).
Movimentando-nos com auxílio das setas até o separador Power (ou Power Management, ou Power Management Setup), selecionamos Power up Control, teclamos Enter e, na janela Automatic Power Up, fazemos os ajustes desejados (por exemplo, definimos o horário em que o PC será ligado em Time Alarm e marcamos Everyday caso a ideia seja que isso se repita todos os dias). Ao final, salvamos as alterações e saímos do Setup. O computador será reiniciado e, a partir de então, religado no horário programado.

Abraços a todos e até mais ler.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

WINDOWS – MENSAGENS DE ERRO

A GRANDE TRAGÉDIA DA VIDA É QUE FICAMOS VELHOS CEDO DEMAIS E SÁBIOS TARDE DEMAIS.

DISSE A CIGANA AO JOÃOZINHO:
─ QUANDO CRESCER, MENINO, VOCÊ VAI ESCREVER COISAS QUE TODO MUNDO VAI LER, COISAS QUE IRÃO ATERRORIZAR AS PESSOAS.
JOÃOZINHO, QUE JÁ GOSTAVA DE HISTÓRIAS DE TERROR, SAIU DA TENDA SENTINDO-SE UM MISTO DE ALFRED HITCHCOCK E EDGAR ALLAN POE, CAPAZ DE OFUSCAR O PRÓPRIO STEPHEN KING. E COMO AS CARTAS NÃO MENTEM JAMAIS, ANOS DEPOIS ELE CONSEGUIU EMPREGO NA MICROSOFT, NO SETOR DE CRIAÇÃO DE MENSAGENS DE ERRO PARA O WINDOWS.

Brincadeira à parte, ainda que sejam desagradáveis e até certo ponto assustadoras, as mensagens de erro (e as próprias telas azuis da morte) oferecem pistas para a solução de diversos problemas. Com base nelas, é possível localizar a causa do travamento e, com um pouco de sorte, encontrar a respectiva solução, embora não exista uma receita mágica aplicável a todos os casos.

Os travamentos do Windows são chamados de interrupções quando causados por falhas de hardware ou pelo próprio sistema operacional, e de exceções quando decorrentes de aplicativos. Diante de uma mensagem de erro, tente primeiramente identificar seu tipo ou categoria, descobrir quando e por que ela ocorreu, quais as informações que ela oferece e onde obter ajuda.
Quando o problema é apenas software, a sua reinstalação ─ ou, em situações extremas, a formatação do disco rígido seguida de reinstalação do sistema ─ faz o PC voltar ao normal, mas se o culpado for o hardware, não adianta formatar e reinstalar o software. Para piorar, problemas de hardware podem ter as mais variadas causas, que vão do simples superaquecimento do processador a defeitos na placa-mãe, nas memórias, na fonte de alimentação, e assim por diante. Se você quiser tentar fazer um diagnóstico por conta própria, experimente o PC-CHECK.

Quando não consegue contornar um problema, o Windows pode reiniciar automaticamente, dificultando a obtenção de informações a partir da mensagem de erro. Para alterar essa configuração, abra o Painel de Controle, clique em Sistema > Configurações avançadas do sistema e, no campo Inicialização e Recuperação, pressione o botão Configurações. No caso de futuros travamentos, anote pelo menos os dois dígitos iniciais do código do erro exibido na mensagem antes de reiniciar o computador.

As mensagens de erro se dividem em quatro categorias principais: Exceções Fatais, Erros de Proteção, Páginas Inválidas e Kernel32.dll.

Observação: Uma exceção fatal, por exemplo, ocorre quando o processador depara com uma operação impossível de ser executada – devido a uma falha de programação, um código demasiadamente confuso, uma operação matemática que não pode ser resolvida, setores danificados na RAM, componentes mal instalados ou mal configurados, recursos incorretamente alocados, e por aí afora.

A Base de Conhecimentos da Microsoft é um verdadeiro manancial de informações, mas, ao pesquisar, você não deve inserir a mensagem de erro inteira, mas sim limitar-se ao tipo da mensagem e aos códigos eventualmente presentes. Por exemplo, para A fatal exception oE has ocurred at 028:Co282dBo in VxD IFSMGR(03) + oooo CF7C, escreva fatal exception oE VxD em sua pesquisa; se não obtiver resultados, tente remover uma palavra e/ou selecionar All Microsoft Search Topics em vez de um produto específico. Diante de múltiplos resultados, refine a pesquisa acrescentando outras palavras, expressões completas ou combinações de palavras, incluindo a expressão original. Alternativamente, você pode usar as informações reportadas na mensagem para pesquisar com o Google (ou outro buscador de sua preferência). Por exemplo, na mensagem A fatal exception XY has ocurred at xxxx:xxxxxxxx, o XY diz respeito ao tipo de exceção que ocorreu, e os dados subsequentes indicam a localização do erro na memória.

A ferramenta Visualizar Eventos é uma mão na roda para identificar erros que resultam em panes no Windows ou nos aplicativos. Para acessá-la, abra o Painel de Controle, clique em Ferramentas Administrativas e selecione o ícone Visualizar Eventos
O item Sistema, situado na árvore de diretório do utilitário, registra as atividades realizadas no Windows, e o item Aplicação, o que está relacionado a outros softwares (é possível que outros tipos de aplicativos criem mais itens na árvore de diretório). 

Observação: Os eventos são razoavelmente auto-explicativos, e as caixas de Erro e de Alerta são as que merecem maior atenção. Dando duplo clique sobre um evento, você abre a tela das Propriedades do Evento e encontra detalhes sobre o erro em questão e um link para o site de suporte da Microsoft. Para mais detalhes sobre os tipos de erros e o que eles significam, acesse o site http://eventid.net/ (copie o número do evento no campo eventID ou pesquise por palavras-chave que vêm na mensagem de erro usando o campo Source).

Vale lembrar que inúmeros problemas não geram mensagens de erro ou, quando geram, não oferecem informações suficientes para embasar uma pesquisa detalhada. O lado bom da história é que reiniciar o computador costuma ser suficiente para fazer tudo voltar a ser como antes no Quartel de Abrantes. Caso o problema que o atormenta seja recorrente e você não consiga identificar o culpado, reinicie o computador no modo de segurança (pressione repetidamente a tecla F8 durante a inicialização, antes que o logo do Windows seja exibido, e, na tela de opções de inicialização, selecione modo de segurança). Se o problema não voltar a ocorrer, o culpado deve ser algum programa, serviço ou driver que inicializa com o Windows. Para identificá-lo, dê um boot limpo e reabilite os programas e processos de terceiros, um de cada vez, e reinicie o computador em seguida. Quando o erro tornar a ocorrer, você saberá quem é o causador da anormalidade, e poderá removê-lo, se for o caso.

Observação: Para dar um boot limpo:
1. Feche todos os programas em execução;
2. Pressione o atalho Windows+R, digite msconfig na caixa do menu Executar e tecle Enter;
3. Na tela do Utilitário de Configuração do Sistema, clique na aba Geral, habilite a opção Inicialização Seletiva e desabilite a opção carregar itens de inicialização;
4. Na aba Serviços, habilite a opção Ocultar todos os serviços Microsoft, desabilite os serviços restantes e clique em Aplicar > OK e SIM quando perguntado se deseja reiniciar o Windows.

Após a reinicialização, verifique se o erro persiste. Caso afirmativo, crie uma nova conta de usuário com privilégios administrativos e veja se isso resolve de vez o problema (para saber mais sobre contas de usuário no Windows 7, inclusive como criá-las, acesse a trinca de postagens iniciada por esta aqui).

Abraços a todos e até a próxima.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

ABRA ARQUIVOS DESCONHECIDOS MAIS FACILMENTE COM O OPENWITH ENHANCED

QUEM TOMA CERVEJA SEM ÁLCOOL NÃO GOSTA VERDADEIRAMENTE DE BEBER, MAS SIM DE URINAR.

No jargão da Informática, o termo arquivo (ou ficheiro, como dizem os lusitanos) designa um conjunto de informações representadas por um ícone e identificadas por um nome, um ponto (.) e uma extensão (.DOC, .DOCX, .JPG, .EXE, e assim por diante).

Embora você possa nomear e renomear os arquivos como bem entender ─ de modo a diferenciá-los dos demais e facilitar sua organização no seu PC ─, é preciso tomar cuidado para não modificar suas extensões (ou formatos), pois são elas que determinam o aplicativo a ser usado para manipulá-los.

ObservaçãoQuando você clica com o botão direito sobre um arquivo que deseja renomear e escolhe a opção respectiva, só o nome aparece realçado, visando preservar o formato, mas se tiver certeza do que quer modificá-lo, basta estender a seleção aos caracteres exibidos depois do ponto. Note que, por padrão, o Windows não exibe extensões de arquivos conhecidos, mas é recomendável modificar essa configuração. Para tanto, abra uma pasta qualquer, clique no menu Organizar, selecione Opções de pasta e pesquisa e, na aba Modo de Exibição, desmarque a caixa de verificação ao lado de Ocultar extensões dos tipos de arquivos conhecidos e dê OK.

Via de regra, basta um duplo clique sobre um arquivo para fazer o Windows abri-lo com o aplicativo adequado (que geralmente é o mesmo com o qual o arquivo foi criado). No entanto, é possível explorar outras opções clicando com o botão direito e selecionando a opção Abrir com... > Escolher programa padrão (nesse caso, não deixe de desmarcar a caixinha de verificação ao lado de Sempre usar o programa selecionado para abrir esse tipo de arquivo, evitando com isso que uma associação indevida impeça a abertura de arquivos daquele formato enquanto a associação correta não for redefinida).

Por padrão, os ícones que representam os arquivos remetem aos programas com os quais eles foram criados (desde que ninguém tenha modificado essa configuração, naturalmente, mas isso já é outra história). Um ícone genérico ─ como uma folha em branco ou semelhante à imagem à direita ─ indica que o arquivo não está associado a qualquer dos programas instalados e, portanto, o Windows não será capaz de abri-lo. Nesse caso, o duplo fará exibir uma caixa de diálogo como a da figura à esquerda, através da qual você poderá selecionar o programa a partir da lista de aplicativos disponíveis ou recorrer à Web para
descobrir qual a associação adequada. Mas como isso nem sempre produz os resultados esperados, o melhor é recorrer ao site www.openwith.org/, que dá acesso a uma vasta gama de programas capazes de lidar com os mais diversos formatos. Se preferir, baixe e instale o OpenWith Enhancedque amplia a lista de opções do menu Abrir com... e destaca em vermelho as que não correspondem a aplicativos instalados no seu PC.

E como hoje é sexta-feira:



Bom f.d.s. a todos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

VOCÊ SABE O QUE É E COMO AJUSTAR (OU SUPRIMIR) A MEMÓRIA VIRTUAL DO SEU PC?

VIVER É UM BARATO, O POBRE É QUE ACHA CARO!

Tanto o sistema operacional quanto os programas em execução e os arquivos que acessamos e editamos no computador são carregados na RAM (memória física do sistema). Quando a RAM se torna insuficiente, o Windows recorre a uma porção pré-definida do disco rígido, conhecida como memória virtual ou arquivo de troca, para suprir essa lacuna e evitar o "congelamento" do sistema.

A RAM é determinante para o desempenho do computador. Quando executamos um processador de textos, um cliente de e-mail e um navegador da Internet, por exemplo, a CPU copia os executáveis do disco rígido para memória (física), juntamente com algumas DLLs (bibliotecas de ligação dinâmica) e arquivos de dados com os quais iremos trabalhar. Considerando que o próprio sistema operacional já ocupa boa parte da RAM instalada, a execução simultânea dessas tarefas pode resultar em mensagens de "memória insuficiente" (comuns nas versões mais antigas do Windows) e impor o encerramento de alguns aplicativos para que os demais continuem sendo executados.

Observação: Esse recurso foi implementado pela Intel em seus processadores 386, juntamente com a capacidade de operação tanto no modo real quando no protegido, sendo que este último trouxe o benefício da multitarefa – ou seja, a execução simultânea de vários aplicativos. No entanto, embora fosse um aprimoramento louvável, logo se notou que a multitarefa levava a RAM a se esgotar rapidamente e obrigava o usuário a encerrar alguns programas para poder continuar trabalhando com os demais. Como o MB de memória custava os olhos da cara naquela época, a solução foi criar um arquivo temporário no disco rígido (Swap File, ou arquivo de troca) para funcionar como extensão da RAM. Como isso, sempre que vários programas são executados simultaneamente e a memória física do sistema se torne insuficiente para comportá-los, o Gerenciador de Memória Virtual (VMM) localiza as seções que não são prioritárias naquele momento e as remete para esse arquivo (e traz de volta quando necessário).

Note que a memória virtual é apenas um paliativo, e não um substituto eficiente da RAM. Isso porque ela utiliza uma parte do espaço disponível no disco rígido para emular memória e possibilitar a execução simultânea de mais programas e dados, e como o HDD é milhares de vezes mais lento que a RAM, a constante troca de arquivos acarreta uma morosidade considerável: se seu PC tiver pouca memória física e o VMM fizer um intercâmbio de dados constante, você notará uma sensível degradação no desempenho global do PC.

Ainda que o Windows seja capaz de gerenciar automaticamente a memória virtual, também é possível ajustá-la manualmente. Se você ainda usa o XP, acesse esta postagem para ver como fazer esse ajuste; se usa o Seven, o caminho é o seguinte:

Observação: Por padrão, o Windows 7 define o tamanho mínimo inicial do arquivo de paginação como a quantidade de memória RAM instalada no computador, e o tamanho máximo, como o triplo dessa quantidade.

·        Clique em Iniciar, dê um clique direito em Computador e selecione Propriedades;
·        No painel esquerdo, clique em Configurações avançadas do sistema (se você for solicitado a informar uma senha de administrador ou sua confirmação, digite a senha ou forneça a confirmação);
·        Na guia Avançado, em Desempenho, clique em Configurações.
·        Clique na guia Avançado e, em Memória virtual, clique em Alterar.
·        Desmarque a caixa de seleção Gerenciar automaticamente o tamanho do arquivo de paginação de todas as unidades.
·        Selecione a unidade que contém o arquivo de paginação que você deseja alterar, clique em Personalizar Tamanho e digite um novo tamanho em megabytes na caixa Tamanho inicial (MB) e/ou Tamanho máximo (MB). Em seguida, clique em Definir e em OK.

Observação: Aumentos no tamanho geralmente não requerem reinicialização para sua validação, mas as reduções, sim. Note que, seguindo o roteiro acima, é possível também desabilitar o arquivo de paginação. Embora a Microsoft não recomende esse procedimento, computadores com 8 ou mais GB de RAM ficam mais rápidos sem o arquivo de paginação ─ desde que o usuário não trabalhe com programas pesados, como edição de vídeos ou manipulação de gráficos em alta resolução, por exemplo.

Com o barateamento do hardware, abastecer o PC com fartura de RAM ainda é a melhor solução. Note, porém, que o gerenciamento dessa memória é um compromisso conjunto do processador e do sistema operacional (CPUs de 32-bit são limitadas pelo VAS (Virtual Address Space) a endereçar algo entre 2,8 e 3,5GB de RAM, de modo que não compensa pagar mais caro por um PC com mais de 4GB, a menos que ele integre uma CPU de 64-bit e conte com uma versão do Windows que suporte essa tecnologia (no Seven Pro, o limite é 192GB).

Era isso, pessoal. Abraços e até a próxima.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

COMO REDUZIR O CONSUMO DE MEMÓRIA DO GOOGLE CHROME


É MUITO PERIGOSO VIVER. AQUELE QUE VIVE MORRE.

A dica de hoje provém do Blog da minha amiga Andrea, que sempre aborda assuntos de grande interesse, embora venha espaçando suas postagens, ultimamente, devido à lufa-lufa cotidiana que apoquenta a maioria de nós.

Observação: Neste contexto, o termo lufa-lufa remete à agitação, pressa, correria, e nada tem a ver com uma das casas da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts ─ fundada pela bruxa Helga Hufflepuff, dirigida por Pomona Sprout e habitada pelo fantasma do Frei Gorducho ─, cujas cores são o amarelo e o preto e animal símbolo, o texugo (se você não é fã de Harry Porter, repare na imagem que capeia esta matéria).

Como a maioria dos usuários do Chrome pode atestar, uma das idiossincrasias desse excelente navegador é a lentidão decorrente do seu alto consumo de memória, notadamente quando a gente resolve abrir várias abas simultaneamente. Visando minimizar esse aborrecimento, o Google disponibiliza uma extensão gratuita chamada THE GREAT SUSPENDER, que monitora em tempo real as abas abertas e coloca em animação suspensa as que estão ativas. Quando quiser que a aba seja reativada, é só clicar novamente sobre ela e escolher a opção respectiva (também é possível adicioná-la à Whitelist, para que não seja mais afetada pela extensão enquanto você não reverter essa configuração).

Observação: Trata-se (e aqui vai uma opinião minha) de um recurso semelhante ao proporcionado pela excelente suíte de manutenção AVG PC TUNEUP ─, que reduz a prioridade e o consumo de recursos dos aplicativos abertos que não estejam sendo utilizados intensamente.

Segundo a Andy, os ganhos são representativos e, portanto, justificam a instalação do add-on, cujo download você pode fazer simplesmente clicando no botão que convoca o menu de configurações do browser (no canto superior direito da janela e é representado por três barras horizontais "empilhadas"), selecionando a opção Mais ferramentas > Extensões > Obter mais extensões e pesquisando por great suspender.

Localizada a extensão em questão, clique sobre ela e em Usar no Chrome. Concluída a instalação (que não demora mais do que alguns segundos), reinicie o navegador e clique no ícone que será exibido à esquerda da barra de endereços. No menu suspenso que se abre em seguida, clique em configurações e ajuste o tempo de inatividade da página (que, por padrão, é de 1 hora, pode ser alterado para o mínimo de 20 segundos o máximo de 3 dias ─ eu, particularmente, sugiro algo entre 30 segundos e 1 minuto).

Um bom dia a todos e até amanhã.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

SISTEMA LENTO, DESLIGAMENTO DEMORADO.... (conclusão)

SEM ABUSO, O PODER PERDE O ENCANTO.

Dando sequência ao tema abordado nas duas postagens anteriores, veremos a seguir alguns truques para agilizar o desligamento do computador. Claro que usuários mais apressados podem preferir simplesmente puxar o cabo de energia da tomada ou desligar o estabilizador de tensão, mas isso não é recomendável.

Ainda que os HDDs atuais não sejam tão susceptíveis a interrupções abruptas no fornecimento de energia quanto os modelos mais antigos, desligar o computador pelo caminho convencional permite que o Windows faça o logoff do usuário, encerre adequadamente os programas, processos e serviços, salve as alterações/reconfigurações realizadas durante a sessão, e assim por diante. Para tanto, como qualquer usuário iniciante já sabe, o caminho é acessar o Menu Iniciar e clicar na opção Desligar, embora o mesmo resultado possa ser obtido em qualquer PC fabricado nesta década mediante um simples toque no botão liga/desliga (Power), desde que essa configuração não tenha sido alterada ─ para conferir, abra o Painel de Controle, clique em Opções de Energia > Escolher a função dos botões de energia (no caso dos notebooks, é possível também escolher a ação a ser adotada quando do fechamento da tampa).

Observação: Se o encerramento travar, mantenha o botão liga/desliga pressionado por cerca de 5 segundos para desligar o computador "na marra", mas só o faça em caso de real necessidade, já que, no mínimo, você perderá as alterações que não tiverem sido salvas.

Para acelerar o desligamento do PC (nas experiências que fiz, o tempo de encerramento caiu pela metade), uma das maneiras consiste em criar um atalho na área de trabalho com um comando que :

1. Dê um clique direito num ponto vazio da sua área de trabalho e selecione Novo > Atalho.
2. Digite "%windir%\system32\shutdown.exe -s –t 0" (sem aspas) na caixa sob "Digite o local do item" e clique em Avançar.
3. Nomeie o atalho como DESLIGAR ou SHUTDOWN, por exemplo ─ ou deixe a opção padrão, tanto faz ─ e clique em Concluir.
4. Salve seu trabalho, feche os aplicativos, dê duplo clique sobre o ícone recém-criado e veja como o encerramento do computador se dá mais rapidamente do que de costume.

Antes de concluir, veremos ainda outra maneira de apressar o encerramento do sistema, que requer a edição manual do Registro do Windows e, portanto, exige a criação de um ponto de restauração do sistema e de um backup do registro.

Observação: Para quem não sabe (ou não se lembra), o Registro é um banco de dados dinâmico que o Windows consulta a cada inicialização, modifica no decorrer da sessão e salva ao final, com as respectivas alterações. No Seven, ele é composto por 5 chaves principais e milhares de subchaves, seções e entradas de valor organizadas hierarquicamente. Sua edição manual permite promover profundas alterações no sistema, mas qualquer deslize pode comprometer a estabilidade do computador, é imprescindível adotar as precauções retrocitadas ─ afinal, seguro morreu de velho.

Tomadas tais providências, faça o seguinte:

1. Digite "regedit" (sem aspas) na caixa de pesquisas do Menu Iniciar, dê um clique direito sobre o item regedit.exe, selecione Executar como administrador e autorize a execução do programa;
2. Pela coluna à direita da janela do Editor do Registro, navegue até a chave HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Control;
3. No painel da direita, localize e dê duplo clique na chave WaitToKillServiceTimeout e altere o valor padrão para 2000 (que corresponde ao tempo, em milissegundos, que o Windows passará a esperar para forçar o encerramento de um serviço) e confirme em OK.
4. Navegue agora até a chave HKEY_CURRENT_USER/Control Panel/Desktop, localize a chave com o mesmo nome da anterior e repita o procedimento anterior. Se a chave não existir, você pode criá-la dando um clique direito num ponto vazio do painel, selecionando a opção Novo > Valor da Cadeia de Caracteres e, na caixa Nome do valor, digite WaitToKillServiceTimeout;
5. No mesmo painel, localize a chave HungAppTimeout (se ela não existir, basta seguir as instruções do item anterior), dê duplo clique sobre ela e, como nos passos anteriores, mude o valor para 2000 e clique em OK para confirmar;

Observação: Para evitar que, durante o encerramento, o sistema pergunte se você deseja desativar um aplicativo travado, mude o valor de AutoEndTasks para 1.

No XP, o valor-padrão das chaves que eu sugeri configurar como 2000 é 20000, e no Seven, 14000 (ou 20 e 14 segundos, respectivamente). Eu convivi confortavelmente com 1000 milissegundos no XP e 2000 milissegundos no Seven, mas cada caso é um caso (sem mencionar que algumas ferramentas de manutenção podem desfazer as modificações e reimplementar os valores-padrão). Embora seja possível, não é recomendável reduzir esses valores para zero, ou o encerramento ocorrerá antes que o sistema e os aplicativos tenham tempo de salvar devidamente as alterações.

Era isso, pessoal. Abraços e até a próxima.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

SISTEMA LENTO, INICIALIZAÇÃO EMPACADA... ─ COMO RESOLVER? (continuação)

PARA ROUBAR MILHARES, ARRUÍNAM-SE MILHÕES.

Como vimos ontem, remover inutilitários e substituir aplicativos por serviços baseados na Web libera espaço no HDD (lembre-se de desfragmentar o drive depois da faxina), reduz a quantidade programas iniciados com o Windows e de processos rodando em segundo plano e torna o sistema mais rápido, inclusive na inicialização e no desligamento.

Os programas que usamos nas tarefas do dia a dia (processador de textos, cliente de correio eletrônico, navegador de Internet, etc.) são apenas a ponta visível do iceberg. Nos bastidores do sistema, dezenas de processos e serviços rodam em segundo plano, "invisíveis" aos nossos olhos (a não ser quando abrimos o Gerenciador de Tarefas do Windows), mas consumindo cada qual o seu quinhão de memória RAM e de ciclos de processamento da CPU

Observação: Numa definição despretensiosa, mas adequada aos propósitos desta matéria, os aplicativos são os programas que instalamos no PC para os mais variados fins. Já os processos e serviços são conjuntos de instruções em linguagem de máquina que rodam nos bastidores para executar uma miríade de tarefas específicas. Alguns aplicativos se subdividem em diversos processos, mas alguns processos não correspondem a programas, como é o caso dos serviços, cuja função é dar suporte ao sistema operacional e seus componentes. Para obter mais detalhes sobre os processos, clique aqui ou recorra ao FILEINSPECT (basta digitar o nome do processo para descobrir qual programa o ativou e qual a sua utilidade).

Fato é que, dependendo do perfil do usuário, alguns serviços são totalmente desnecessários, mas o Windows os carrega assim mesmo, embora permita modificar a respectiva modalidade de inicialização. Isso pode ser feito via Gerenciador de Tarefas, mas, segundo a Dona Microsoft, a ferramenta administrativa Serviços, que você pode convocar via Painel de Controle ou pressionando o atalho Windows+R, digitando services.msc na caixa de diálogo e clicando em OK.

A tela Serviços apresenta cinco colunas configuráveis (via menu Exibir > Adicionar/Remover colunas) que exibem o nome, o status, a descrição resumida da função, o tipo de inicialização e o tipo de logon dos serviços, estejam eles carregados ou não (inicializados ou em branco na coluna Status). Um serviço em execução aparece como Iniciado na coluna Status (ou seja, se o status estiver vazio, é porque o serviço não está rodando). No mais das vezes, a coluna Fazer Logon como exibe a informação Sistema Local, indicando que o serviço foi convocado pelo próprio Windows – e assim roda com todos os privilégios habilitados, o que pode comprometer a segurança do computador, mas detalhar essa questão foge aos propósitos desta postagem, de modo que fica para outra vez.

Antes de modificar a modalidade de inicialização de um serviço, pouse o cursor sobre ele e leia o resumo exibido à esquerda (se precisar de mais informações, clique aqui; se seu sistema não for o Seven SP1, clique na aba HOME e selecione a versão correta). Se for realmente fazer alterações, crie um ponto de restauração do sistema e exporte a lista das configurações atuais (para isso, abra o menu Ação, clique em Exportar Lista e salve a dita-cuja na sua área de trabalho). Tomadas essas precauções, dê um clique direito sobre o serviço desejado e selecione Propriedades para ter acesso a mais opções e em Tipo de Inicialização para escolher a mais adequada.

Observação: Note que Automático (Atraso na Inicialização) retarda a inicialização do serviço por um tempo pré-definido, visando agilizar o boot, ao passo que Automático convoca o serviço assim que o Windows é inicializado. A opção Manual faz com que o serviço seja iniciado e parado por iniciativa do sistema ou demanda do usuário, e Desativado impede que ele seja executado.

Se as modificações que você implementar impedirem a reinicialização do computador, acesse o modo de segurança e restaure a configuração padrão. Caso se sinta inseguro para fazer os ajustes, clique aqui ou instale o freeware PURAN SERVICE MANAGER (para mais informações e download, clique aqui).

E com isso o espaço se foi e não tratei do desligamento, que era para ser o mote desta postagem. Mas acho que foi por uma boa causa. Além disso, amanhã será outro dia. Abraços e até lá.

sábado, 15 de agosto de 2015

SOBRE OS PROTESTOS DE AMANHÃ

As manifestações ocorridas em junho de 2013, cujo gatilho foi supostamente o aumento de R$ 0,30 nos preços do transporte público, levaram milhões de pessoas às ruas para cobrar providências do governo – aliás, uma parcela minoritária pugnava pela gratuidade do transporte, como se esse serviço não tivesse custos (atender um pedido dessa natureza levaria o erário a bancar integralmente a conta, ou seja, a despesa com transporte seria rateada entre todos os ”contribuintes”, independentemente de eles usarem ou não o serviço). Mas é importante salientar que, além da questão do transporte (que de certa forma foi gota que levou o copo a transbordar), a população exigia do governo mais educação, saúde e segurança pública, buscando consertar problemas criados pelo Estado mediante um fortalecimento ainda maior do próprio Estado.

De uns tempos a esta parte, porém, a coisa mudou de figura. O principal anseio da população (ou o que mais se evidencia) passou a ser a diminuição do Estado, consubstanciada na redução da carga tributária, da burocracia, do número de ministérios e do funcionalismo. O “ajuste fiscal”, da maneira como vem sendo implementado, transfere o ônus do governo para o cidadão. Não dá mais para suportar tantos encargos, nem – muito menos – tanta corrupção, já que uma parte substancial dos recursos arrecadados é mal versada, como deixam claras as maracutaias trazidas à tona pela Operação Lava-Jato.

Mas nem só de impostos vive o intervencionismo do governo. Desde a promulgação da Carta Magna de 1988, foram criadas quase 5 milhões de novas leis, medidas provisórias, decretos e emendas constitucionais para reger a vida do cidadão, e algumas, de tão absurdas, viraram piada: em Vila Velha (ES), um vereador propôs uma lei para impedir que as noivas se casem na igreja sem calcinha?! Aliás, foi também no Espírito Santo que outra “sumidade” resolveu proibir a presença do saleiro nas mesas de restaurantes, lanchonetes e afins, como forma (pasmem), com o fito de prevenir a hipertensão arterial, como se os cidadãos fossem incapazes ou perfeitos idiotas (talvez alguns sejam, já que votaram em políticos como esses).

Mudando de pato para ganso, a corrupção institucionalizada, o fato de o país ter sob investigação Eduardo Cunha e Renan Calheiros (presidentes, respectivamente, da Câmara e do Senado), de os desdobramentos revelados pelos agentes da PF levarem a crer que a caca não tardará a respingar no Macunaíma dos pobres e no poste que sua (então) invejável popularidade lhe permitiu nos impingir reto acima – que também estão sob suspeita – é que deve levar, mais uma vez, milhões de pessoas às ruas de todo país neste domingo (16). 

Como ponderou o festejado jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog, na postagem deste sábado, “As pessoas sensatas deveriam torcer para que, neste domingo, houvesse nas ruas muitos e muitos milhões, um troço realmente acachapante, a indicar para Dilma que não dá mais. Isso também poderia evidenciar aos políticos que é chegada a hora (...) A pior coisa que poderia acontecer seria o insucesso do protesto. A presidente não teria o que fazer com ele. Seria um indicador não de otimismo, mas de desalento e de descrença, o que costuma anteceder decisões coletivas desastradas. Não há como o povo na rua, neste domingo, ser o problema. Ele só pode ser a solução. É a continuidade do governo que nos lança no escuro, não a sua interrupção.”

Bom fim de semana a todos e que Deus nos ajude.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

SISTEMA LENTO, INICIALIZAÇÃO EMPACADA E DESLIGAMENTO DEMORADO – COMO RESOLVER?

O SOL NASCE PARA TODOS; A SOMBRA, PARA QUEM MERECE. 

Talvez a queixa mais recorrente entre usuários de computador seja a lentidão do sistema, a inicialização empacada e o desligamento demorado. No primeiro caso, suítes de manutenção como o AVG TUNEUP PC ou o ADVANCED SYSTEM CARE, por exemplo, reduzem o impacto negativo que o passar do tempo e o uso normal da máquina infligem ao Windows, e postergam a inevitável reinstalação do sistema.

Se o que lhe incomoda é a "eternidade" que o computador leva para iniciar, leia esta sequência de postagens. Aliás, a Web está atopetada de soluções mirabolantes, mas você não deve colocá-las em prática sem antes esta postagem - que foca algumas delas e explica o que funciona e o que não funciona (para localizar mais artigos sobre esse tema, digite acelerar inicialização no campo de pesquisas do Blog e pressione a tecla Enter).

O tempo que um PC leva para iniciar varia conforme sua configuração de hardware, o software instalado, o estado do Registro, o índice de fragmentação dos dados no HDD, a quantidade de aplicativos que pegam carona com o Windows, e por aí vai.

Observação: Não é pelo fato de haver pencas de freewares disponíveis para download que você deve instalar tudo que vê pela frente. Primeiro, porque o consumo de recursos do sistema e as chances de incompatibilidades, travamentos e que tais aumenta proporcionalmente ao número de programas instalados. Segundo, porque cada vez mais softwares embutem programinhas indesejados em seus arquivos de instalação (para mais detalhes, leia esta sequência de postagens).

Revise de tempos em tempos a sua lista Todos os Programas (recorra ao SlimComputer ou ao PCDecrapfier, se necessário) e remova aqueles que você não usa com o Revo Uninstaller ou o IObit Uninstaller (essa ferramentas fazem um trabalho mais primoroso que o desinstalador nativo dos aplicativos). E como não faltam webservices capazes de substituir com vantagens uma vasta gama de programas residentes, habitue-se a utilizá-los sempre que possível, já que eles dispensam instalação, não disseminam PUPs nem malwares e rodam a partir do navegador, o que os faz consumir menos recursos do sistema (para saber mais, clique aqui e aqui).

Soluções como o StartupDelayer e o Bootvis prometem agilizar a inicialização, mas não deixe de conhecer o Soluto, que se destaca pela capacidade de reduzir o tempo de boot gerenciando os aplicativos e reorganizando a sequência em que eles são carregados.

Já se a pedra no seu sapato é a demora no encerramento da sessão, que faz você se sentir tentado a arrancar o cabo de energia da tomada toda vez que abre o menu Iniciar e clica em Desligar, não perca a próxima postagem.

E.T.: Para quem é novo no pedaço, cumpre esclarecer que os links acima (grafados em azul) remetem a páginas que disponibilizam o download dos programinhas sugeridos e/ou a postagens em que eu detalhei o tema em questão (valho-me desse artifício apenas para não espichar desnecessariamente este texto, de modo que você pode clicar nos links sem receio).

E como hoje é sexta-feira:

A Madre Superiora acordou radiante:
- Bom dia, Irmã Josefa. Você está com uma ótima aparência! E que bela camisola está a tricotar!
- Obrigada, Madre. A senhora também está muito bem, mas parece que se levantou do lado errado da cama, não?
Sem entender a razão do comentário, a Madre seguiu adiante e logo encontrou outra freira.
- Bom dia, Irmã Maria! Você parece muito bem! E o seu bordado está lindo. Parabéns!
- Obrigada, Madre. A senhora também está com bom aspecto. Mas vê-se que hoje se levantou do lado errado da cama...
A Madre estranhou, mas seguiu seu caminho. Como cada freira que encontrou e cumprimentou lhe disse a mesma coisa, ela resolveu tirar a história a limpo.
- Bom dia, Irmã Leonor. Por favor, seja sincera. Eu estou com ar de quem se levantou hoje do lado errado da cama?
- Sim, Madre.
- E posso saber por quê?
- É que a senhora está calçando as sandálias do Padre Antônio... 

Bom final de semana a todos e até segunda, se Deus quiser.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

VELÓRIO EM CÂMERA LENTA

POR QUE REINICIAR O COMPUTADOR?

VENCE DUAS VEZES QUEM, NO MOMENTO DA VITÓRIA, VENCE A SI MESMO.

Nos primórdios da computação pessoal, Bill Gates teria dito que se a Microsoft fabricasse carros, eles custariam 25 dólares e seriam capazes de rodar 1.000 milhas com um galão de gasolina. Em defesa das montadoras, a GM asseverou que o motor dos "MS-Cars" morreria frequentemente, obrigando o motorista a descer do carro, trancar as portas, destrancá-las e tornar a dar a partida para poder seguir viagem, fazendo uma analogia jocosa com os constantes travamentos das antigas edições do Windows (clique aqui para ler a íntegra da resposta).

É certo que a coisa melhorou muito a partir do lançamento do XP, que herdou o kernel (núcleo) do Windows NT, mas isso não significa o fim das instabilidades, travamentos e aborrecimentos que tais, até porque em muitos casos a culpa nem é do sistema, mas de drivers de hardware inadequados, aplicativos mal-comportados, conflitos entre programas e assim por diante. O lado bom da história é que uma saudável reinicialização geralmente repõe o bonde nos trilhos (e o mesmo vale para celulares, smartphones, tablets, modems, roteadores, impressoras, decodificadores de TV por assinatura e dispositivos eletrônicos assemelhados).

Observação: Reiniciar o computador também é fundamental para a correta instalação de uma vasta gama de aplicativos, para o reconhecimento de novos componentes de hardware, para a validação de atualizações de software e para uma vasta gama de tarefas de manutenção.

Vamos ver a seguir por que isso ocorre, mas numa abordagem elementar, livre de detalhes técnicos que fogem ao escopo e às possibilidades desta matéria. Ao final, se pairarem dúvidas sobre o assunto, deixe um comentário e volte amanhã ou depois para ler minha resposta.

1. Alguns dos principais arquivos do sistema (dentre eles o Registro) não podem ser alterados quando o Windows está carregado, de maneira que procedimentos como os mencionados dois parágrafos atrás são validados somente após a reinicialização do computador.

2. Na hipótese de problemas meramente pontuais, reiniciar o aparelho é mais prático e rápido do que tentar descobrir as causas das anormalidades ─ aliás, se o aborrecimento não se repetir de forma contumaz, saber o que o causou é irrelevante; erros recorrentes, no entanto, devem ser investigados a fundo ─ mas isso já outra história e fica para outra vez.

3. Tanto o sistema quanto os aplicativos e arquivos que manipulamos são carregados na memória RAM. Mesmo que o Seven 64-bits seja capaz de gerenciar até 192 GB de RAM, e que máquinas top de linha tragam algo entre 6 GB e 8 GB dessa memória, ela sempre será finita. E à medida que a RAM se esvai, a memória virtual entra em ação para impedir as aborrecidas mensagens de memória insuficiente (muito comuns nas edições antigas do Windows), mas como ela é baseada no disco rígido (que é muito mais lento que a memória física), o resultado é uma significa redução do desempenho global do sistema. Então, para restabelecer o status quo ante, reinicie seu computador.

4. Qualquer programa em execução ocupa espaço na memória, mas alguns não liberam esse espaço quando são encerrados. Outros, ainda, tornam-se gulosos durante a sessão e vão se apoderando de mais e mais memória. O resultado é lentidão generalizada e, em casos extremos, travamentos com direito à exibição de uma tela azul da morte. A boa notícia é que geralmente basta reiniciar o computador para tudo voltar a ser como dantes no Quartel de Abrantes.

5. Costuma-se dizer que reinicializar frequentemente o PC reduz a vida útil do HD, embora esse componente seja dimensionado para suportar um número de ciclos liga/desliga capaz de suportar improváveis 20 reinicializações diárias por mais de seis anos. Então, muita gente prefere deixar o sistema em stand-by ou em hibernação. Ambas as alternativas são válidas, naturalmente, mas somente porque fazem a máquina "despertar" bem mais rapidamente do que um boot convencional. O problema é que prolongar uma sessão do Windows por dias a fio (mesmo que ela seja seccionada por suspensões e/ou hibernações) irá fatalmente implicar em lentidão ou instabilidades que podem levar a um crash total. Portanto, não deixe de reiniciar a máquina ao menor sinal de problemas iminentes.

Observação: Vale também fazer logoff e tornar a se logar, ou então esvaziar o cache do sistema (como vimos numa postagem publicada no último dia 23). Se o problema persistir, reinicie o computador e um abraço.

6. Conforme foi explicado em outras postagens, DLL é a sigla de Dynamic Link Library e remete a uma solução (desenvolvida pela Microsoft) mediante a qual as principais funções utilizadas pelos aplicativos são armazenadas em "bibliotecas" pré-compiladas e compartilhadas pelos executáveis. Assim, quando um programa é encerrado, os arquivos DLL que ele utiliza permanecem carregados na memória, já que existe a possibilidade de ele voltar a ser aberto ou de o usuário executar outros programas que compartilham as mesmas bibliotecas. Com o passar do tempo, no entanto, isso acarreta num desperdício significativo de RAM e, consequentemente, aumenta o uso do swap-file (arquivo de troca da memória virtual). Como a RAM é uma memória volátil ─ ou seja, capaz de reter os dados somente enquanto está energizada ─, a reinicialização "zera" os dados nela gravados e faz com que o sistema ressurja lépido e fagueiro (ou nem tanto, dependendo do tempo de uso e da execução ou não dos procedimentos de manutenção que eu sugiro regularmente aqui no Blog, mas isso também é outra história e fica para outra vez).

Resumo da ópera: Mesmo não sendo tão suscetível a crashes quanto seus antecessores, há situações que o Seven só consegue contornar mediante uma oportuna reinicialização ─ que tanto pode ser levada a efeito pelo próprio sistema quanto pelo usuário, conforme a configuração vigente. Com um pouco de sorte (e alguma oração, se você tem fé), isso fará com que o aparelho volte a funcionar normalmente.

Observação: Reiniciar um aparelho consiste basicamente em desligá-lo e tornar a ligá-lo logo em seguida. O termo reinicializar não significa exatamente a mesma coisa, mas o uso consagra a regra e não é minha intenção encompridar este texto discutindo questões semânticas. Convém ter em mente, todavia, que desligar o computador interrompe o fornecimento da energia que alimenta os circuitos da placa-mãe e demais componentes, propiciando o "esvaziamento" das memórias voláteis. Já se recorremos à opção "Reiniciar" do menu de desligamento do Windows, o intervalo entre o encerramento do sistema e o boot subseqüente pode não ser suficiente para permitir que os capacitores esgotem totalmente suas reservas de energia. Então, para não errar, desligue o computador e torne a ligá-lo depois de um ou dois minutos sempre que uma reinicialização se fizer necessária.

Boa sorte a todos e até mais ler.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

QUER MANTER SEUS ARQUIVOS CONFIDENCIAIS FORA DE ALCANCE DOS CURIOSOS? ENTÃO VEJA COMO OCULTAR UMA PASTA NO WINDOWS 7

AOS 20 ANOS VOCÊ TEM A CARA QUE PEDIU A DEUS; AOS 40, A QUE DEU LHE DEU, E AOS 60, A QUE MERECE.

Segundo um velho ditado, a melhor maneira de esconder alguma coisa é deixá-la bem à vista. Isso pode parecer um contrasenso, mas, no Seven, funciona. Acompanhe:

1. Dê um clique direito num ponto vazio da sua área de trabalho;
2. No menu suspenso, aponte para Novo e clique em Pasta;
3. Substitua o nome padrão (Nova pasta) por outro de sua escolha (opcional, mas recomendável);
4. Arraste para dentro da pasta os arquivos que você que deseja proteger dos curiosos de plantão;
5. Dê um clique direito sobre a pasta e selecione Propriedades;
6. No campo Atributos, marque a opção Oculto;
7. Abra o Windows Explorer, clique no menu Organizar e em Opões de pasta e pesquisa;
8. Clique na aba Modo de Exibição, role a telinha até localizar o campo Pastas e arquivos ocultos, marque a opção Não mostrar arquivos, pastas ou unidades ocultas e clique em Aplicar e em OK.

Concluído esse passo a passo, a nova pasta e os arquivos que ela contém não serão mais visíveis em sua área de trabalho. Quando você quiser acessá-los, refaça as etapas 7 e 8 do tutorial e marque a opção Mostrar arquivos, pastas e unidades ocultas. Para reverter essa configuração e manter sua pasta visível, refaça as etapas 5 e 6 e desmarque a caixa ao lado de Oculto.

Observação: Há diversas maneiras de proteger pastas e arquivos, mas a que eu sugeri nesta postagem é uma das mais simples. Voltaremos ao assunto oportunamente com outras dicas a propósito. E mesmo que você seja o único usuário do seu PC, não deixe de conferir minhas matérias sobre política de contas de usuário do Windows, criptografia, senhas, pastas protegidas e arquivos ocultos; se quiser saber mais sobre privacidade, digite o termo em questão no campo de buscas do Blog e pressione Enter.

Até mais ler.