segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Navegadores, extensões e outros que tais...

Antes de passar ao assunto do dia, agradeço ao VEJABLOG (www.vejablog.com.br) a inclusão desta humilde página em sua seleção dos melhores e mais prestigiados Blogs/Sites do Brasil.
É com muito orgulho e satisfação que exibo o selo de distinção que me foi concedido por sua equipe (a todos, meu muito obrigado).
O surgimento dos browsers contribuiu de maneira decisiva para a popularização da Internet. As versões para Unix surgiram em 1991, mas foi o Netscape Navigator – lançado em 1994 e líder de mercado até 1997, quando foi desbancado pelo Internet Explorer 4 – o primeiro navegador a exibir textos e imagens postadas em websites.
Desde então, muita água rolou por debaixo da ponte: em 1998, a Netscape fundou a Mozilla (desenvolvedora do Firefox, que hoje é o principal concorrente do IE); em 2003, a Apple criou o Safari (que ganhou recentemente uma versão compatível com o Windows, mas cuja penetração ainda é inexpressiva); no ano retrasado, o Google lançou o Chrome, e a Microsoft, visando recuperar sua participação no mercado, atualizou o IE para a versão 8 – segundo a empresa, o navegador mais rápido, estável e seguro já construído.

Observação: É certo que, aos olhos da mãe, o filho é sempre mais bonito, mas igualmente certo é que a versão atual do IE embute diversos aprimoramentos e uma porção de novos recursos (mais detalhes nos posts dos dias 06, 07 e 08 de abril do ano passado). A propósito, você sabia que, em vez de abrir uma nova aba para pesquisar um termo qualquer, basta selecioná-lo, clicar sobre o ícone azul do acelerador e usar o menu de contexto para obter uma definição rápida?

Talvez o maior trunfo da Microsoft, na “guerra dos browsers”, tenha sido disponibilizar o IE como componente nativo do Windows, levando-o a “pegar carona” na popularidade desse festejado sistema operacional. Todavia, ser líder de mercado torna a Gigante do Software o alvo preferido dos hackers, crackers e assemelhados, razão pela qual muitos usuários vêm trocando o IE por navegadores “mais seguros” – que na verdade são apenas “menos inseguros”, mas isso já é uma outra história.
Passando ao que interessa, quando o assunto é add-ons para navegadores, logo nos vem à mente o Firefox – cujo vasto leque de opções é cantado em prosa e verso pelos seus “fãs de carteirinha” – e o Google Chrome – cuja nova versão traz cerca de 1.500 possibilidades. No entanto, o IE8 também oferece uma vasta gama de extensões, como você pode conferir clicando em Ferramentas / Gerenciar complementos / Localizar mais barras de ferramentas e extensões...
Observação: Falando no Chrome, não deixe saber mais sobre a versão atual no Blog do meu amigo Victor Faria (http://papodeinformatica.blogspot.com/2010/01/google-libera-versao-estavel-do-chrome.html).
Para encerrar, vale lembrar que o IE7PRO – que já compilava os melhores plug-ins do Firefox e os transportava para o IE 7 – disponibiliza vários recursos interessantes para o IE8, dentre os quais a navegação baseada em movimentos do mouse, o recuperador de crashes, o bloqueador de anúncios, e por aí vai (mais informações e download em http://www.ie7pro.com/).

Tenham todos uma ótima semana.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dicas práticas e humor de sexta-feira

A despeito da popularidade do mouse entre usuários de PCs, os atalhos de teclado continuam sendo uma maneira prática e funcional de executar um vasto leque de procedimentos (a propósito, confira a lista de atalhos na trilogia de postagens publicada a partir de 19 de Fevereiro de 2008).
No entanto, se você quiser ir mais além, saiba que é simples e prático criar atalhos para acionar aplicativos. Basta abrir o menu Iniciar, localizar o programa desejado, dar um clique direito sobre ele, escolher Propriedades e, no item de nome Tecla de atalho, definir um número, letra ou símbolo – que aparecerá na seqüência de teclas Ctrl+Alt (por exemplo, se o programa escolhido for o Word e a letra definida for W, é só pressionar simultaneamente as teclas Ctrl+Alt+W para convocar o processador de textos da Microsoft).
Passemos agora à nossa tradicional piadinha, que desta feita cede espaço a um fato verídico ocorrido num curso de Engenharia da Universidade São Judas Tadeu:

Quatro alunos resolveram esticar o final de semana e faltaram à prova que seria realizada na segunda-feira. Na terça, procuraram o professor:
- Na volta da viagem, o pneu furou, não conseguimos consertá-lo, tivemos mil problemas e, por conta disso tudo, acabamos perdendo a prova.
O professor permitiu que eles fizessem a prova e marcou-a para o dia seguinte; os rapazes correram para casa e “racharam” de estudar.
Na hora da prova, depois de colocar cada aluno numa sala diferente, sem qualquer comunicação, o mestre revelou as questões:
“Primeira pergunta, valendo 0,5 ponto: Escrevam algo sobre Lei de Ohm”.
Os quatro ficaram entusiasmados, pois haviam estudado exatamente esse assunto.
“Segunda e última pergunta, valendo 9,5 pontos: Qual dos pneus furou?"
Bom final de semana a todos.

Em tempo: Se você usa o Advanced System Care FREE, confira se no canto superior esquerdo da tela inicial, logo abaixo do nome, a versão exibida é 3. 4. 1. Caso negativo, visite www.iobit.com/advancedwindowscareper.html# e atualize o programa.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mais sobre segurança


Costumo dizer que a audiência aqui do Blog é “rotativa”; ainda que alguns leitores nos acompanhem diariamente, a maioria tem hábitos, digamos, eventuais, e poucos (além de mim, evidentemente) leram todas as quase 1.000 postagens publicadas desde a inauguração do site. Por conta disso, embora seja um tanto aborrecido, tenho por hábito revisitar periodicamente alguns assuntos, notadamente aqueles relacionados à segurança digital. Até porque, embora nenhum software seja 100% livre de bugs e brechas de segurança, a popularidade do Windows o torna um alvo atraente para hackers, crackers e aparentados (ainda que a Microsoft faça a parte dela, cabe aos usuários fazer a deles, baixando e instalando as atualizações e correções destinadas a aprimorar a segurança do sistema).
Para os mais “esquecidos”, uma boa idéia ativar as atualizações automáticas – basta dar um clique direito em Meu Computador, selecionar Propriedades e clicar na guia Atualizações Automáticas, que oferece quatro opções. No modo “Automático” (recomendado), o Windows localiza, descarrega e instala as atualizações em segundo plano; o usuário não é notificado e nem interrompido em seu trabalho. Com a opção “Baixar atualizações, mas eu decidirei quando instalá-las”, o download é feito automaticamente e, ao final, basta clicar no ícone do Windows Update que aparece na área de notificação para completar o processo. “Notificar-me de atualizações, mas não baixá-las ou instalá-las automaticamente” faz com que o Windows se limite a verificar e informar a existência de atualizações (nesse caso, quando o ícone do Windows Update aparecer na área de notificação, você precisará comandar manualmente o download e a instalação). Finalmente, escolhendo “Desativar Atualizações Automáticas”, você terá de rodar o Windows Update regularmente, ou seu sistema ficará desatualizado e vulnerável a ameaças de segurança.
Note que as atualizações automáticas descarregam apenas correções críticas para o Windows e demais produtos Microsoft (os aplicativos da suíte Office, por exemplo); para obter soluções opcionais, rode o Windows Update – ou visite www.update.microsoft.com/microsoftupdate/v6/default.aspx?ln=pt-br – e pressione o botão “Personalizadas”.
Já para atualizar os demais programas (de terceiros), localize a opção correspondente no menu Ferramentas ou Ajuda; caso ela não exista, se você não quiser visitar o website de cada fabricante, recorra ao excelente serviço on-line oferecido pela Secunia (http://secunia.com/vulnerability_scanning/online/).
Para encerrar, vale lembrar que determinadas atualizações só surtem efeito após a reinicialização do sistema, o que é um aborrecimento quando estamos fazendo alguma coisa importante que não desejamos interromper, ou quando temos diversos programas em execução e uma porção de janelas abertas. Para minimizar esse inconveniente, uma boa idéia é instalar o freeware “CACHE MY WORK”, que restaura tudo do jeitinho que estava antes da reinicialização. Para mais informações, acesse a postagem que meu amigo Victor Faria publicou em seu Blog, no último dia 19 (http://papodeinformatica.blogspot.com/2010/01/reinicie-o-computador-sem-perder-o-que.html).
Bom dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Seguro morreu de velho…

Caso você compartilhe seu PC com outros usuários – familiares ou colegas de trabalho, conforme o caso – e queira manter seus arquivos pessoais e informações confidenciais longe de olhos curiosos, o XP permite fazer isso facilmente. Para tanto:

1- Crie uma nova pasta (dê um clique direito num ponto vazio do Desktop, selecione Novo > Pasta) e recolha para dentro dela todos os documentos que você deseja afastar dos olhos alheios.

2- Dê um clique direito sobre a nova pasta e escolha Enviar para... > Pasta compactada.

3- Abra a pasta compactada (dentro da qual estará a pasta com os documentos que você escolheu proteger) e, no menu Arquivo, escolha a opção Adicionar Senha.

4- Na janelinha que irá se abrir, digite e confirme a senha escolhida e clique em OK.

A partir daí, o conteúdo dessa pasta só poderá ser acessado por você ou por quem mais conhecer sua senha, mas não deixe de fazer um backup num CD-R ou pendrive – não só para o caso de você esquecer a senha, mas também porque essa proteção não impede que alguém simplesmente exclua a pasta e esvazie a lixeira.
Bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

De volta ao hardware


Uma das características mais interessantes da plataforma PC é a possibilidade de se abrir o gabinete e atualizar a configuração de sua máquina a qualquer momento; afinal, novidades não faltam, e atualizar componentes ou acrescentar novas funcionalidades através da instalação de elementos mais modernos é uma maneira relativamente econômica de prolongar a vida útil do equipamento.
Em vista disso, na hora de escolher a placa-mãe – coração do sistema computacional –, é preciso levar em conta desde o tipo de processador suportado até a memória utilizada, passando por funcionalidades como recursos gráficos e de som on-board.
Convém ter em mente que o soquete de CPU define a possibilidade de um eventual upgrade de processador, já que, para substituir um modelo antigo por outro mais novo e mais rápido, é preciso que ambos utilizem o mesmo encaixe. E a despeito de apenas duas empresas dominarem esse mercado (Intel e AMD), existem miríades de modelos diferentes de processadores - que no mais das vezes não são intercambiáveis entre si, devido ao número de pinos e outros detalhes técnicos que fogem ao escopo desta matéria.
Os modelos mais recentes de CPUs da Intel são os Core i7 (topo de linha), Core i5 (mainstream) e Core i3 (com GPU integrada), que requerem o soquete 1156, embora a família Core 2 – Duo e Quad, com dois ou quatro núcleos, respectivamente, que utilizam o soquete LGA775 – deva continuar ativa e operante durante mais algum tempo.
Já a AMD oferece as linhas Phenom, Athlon e Sempron – sendo esta última a de modelos de baixo custo, correspondentes aos Celeron da Intel. Processadores Phenom e Phenom II, de topo de linha, contam com modelos das séries 8000 e 9000 – com três e quatro núcleos, respectivamente –, que exigem soquetes AM2+ (ou AM3, quando o sistema requer suporte a memórias DDR3).

OBSERVAÇÃO: Conforme já comentamos, a escolha do processador reflete no tipo de memória a ser utilizada; o padrão DDR2 continua sendo o mais comum, mas CPUs de última geração, tanto da Intel quanto da AMD, já requerem memórias DDR3 (bem mais caras). Se seu processador for de 64 bit e sua versão do Windows oferecer suporte a esse padrão, será possível rechear sua máquina com até 24 GB de RAM, embora 6 GB sejam mais do que suficientes.

Se você não for fanático por games radicais e não pretender trabalhar com aplicativos gráficos muito exigentes, uma placa com chipset gráfico on-board já estará de bom tamanho – embora seja recomendável escolher um modelo que inclua um slot PCI-E (para abrigar uma aceleradora gráfica dedicada, caso esta venha a ser necessária futuramente).
No que diz respeito ao áudio, praticamente todas as placas-mãe atuais contam com som on-board. Nos modelos mais acessíveis, é possível obter entrada e saída de sinal estéreo através dos conectores situados no painel traseiro e/ou nas portas de áudio que alguns gabinetes disponibilizam no painel frontal; já os modelos mais caros costumam incluir saída digital de som e recursos de processamento com suporte para configurações de som surround 5.1 ou 7.1.
Para concluir, não custa lembrar que o site da Intel oferece um vasto leque de noções e informações importantes, visando ajudar os usuários a escolher um modelo de computador mais adequado às suas necessidades e preferências pessoais. Para conferir, de uma olhadinha no post que meu amigo Victor Faria publicou no úlitmo sábado (http://papodeinformatica.blogspot.com/2010/01/escolha-o-computador-ideal-para-voce.html). 

Em tempo: Para mais dicas de hardware e assuntos correlatos, visite  http://hardwarexperience.blogspot.com/ (ou siga o link respectivo, na coluna à esquerda da nossa página inicial).

Uma ótima semana a todos!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Relatório de erros e humor de sexta-feira

Por padrão, sempre que ocorre um erro grave, o XP exibe uma telinha perguntando se o usuário deseja enviar um relatório para a Microsoft. Todavia, essa configuração parece incomodar muita gente – se for o seu caso, saiba que é possível desativá-la dando um clique direito em Meu Computador, clicando em Propriedades > Avançado > Relatório de Erros e fazendo os ajustes correspondentes.
Entretanto, embora ninguém negue que travamentos sejam ocorrências desagradáveis – e que o mais interessa, nessa hora, é fazer o computador voltar a funcionar –, os relatórios de erro são importantes para o aprimoramento dos softwares, pois sempre que um “pau” é relatado com frequência, a solução passa a ser prioritária para as equipes de desenvolvedores. Ademais, dependendo da natureza do erro, é possível que você receba uma resposta imediata com um link que ofereça informações detalhadas para a solução do problema.

Passemos agora à nossa piadinha de final de semana:

Um sujeito encontra um amigo que não via há muito tempo e, querendo ser simpático, inicia a conversa:
- E aí Fonseca, tudo bem?
- Péssimo.
- Mas como péssimo? Com aquela Ferrari que você tem?
- Deu perda total num acidente... E o pior é que o seguro tinha acabado de vencer.
- Bem, vão-se os anéis, mas ficam os dedos. E aquele filhão inteligente?
- Estava dirigindo a Ferrari... Morreu.
O cara tenta fugir daquele assunto tão trágico:
- E aquela sua filha que mais parecia uma modelo?
- Pois é... Estava junto com o irmão. Só a minha mulher não estava no carro.
- Graças a Deus! Como ela vai?
- Fugiu com o meu sócio.
- Bem... Pelo menos a empresa ficou só para você.
- Ela fugiu com ele porque me roubaram tudo. Deixaram a firma falida. Estou devendo milhões!
- Então vamos mudar de assunto. Como vai o teu time?
- Eu torço pelo Fluminense!
- Pelo amor de Deus, Fonseca! Você não tem nada de positivo?
- Tenho. O meu teste de HIV...


EM TEMPO: A Microsoft liberou ontem uma correção crítica (KB978207) envolvendo o Windows XP e o Internet Explorer. Segundo a empresa, esse pacote soluciona sete vulnerabilidades relatadas de forma privada e uma conhecida publicamente (a rigor, todas as aplicações que utilizam o TRIDENT – “motor” de renderização do IE – e permitem a execução de scripts estavam vulneráveis). Caso você não tenha configurado seu Windows para baixar e instalar atualizações críticas automaticamente, não deixe de visitar o site do Windows Update.

Bom fim de semana a todos, um ótimo feriadão aos paulistanos e até terça-feira, se Deus quiser.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Dica para WLM 2009

Usuários do Windows Live Messenger 2009 podem utilizar comandos para alterar seu status (disponível, ocupado, etc.) e executar tarefas como enviar mensagens instantâneas, abrir a caixa de entrada do Hotmail, a página do Windows Live, dentre outras mais. Basta clicar em Iniciar > Executar (ou teclar Windows+R), digitar “msnmsgr” (sem as aspas), dar um espaço, acrescentar o parâmetro desejado e pressionar “Enter”.
Seguem abaixo os parâmetros disponíveis:

/available : para definir o status como “disponível” (online).
/busy : idem para “ocupado”.
/away : idem para “ausente”.
/invisible : idem para “invisível”.
/sendim : para abrir a janela “Enviar uma Mensagem Instantânea”.
/msn : para abrir a página do MSN (www.msn.com).
/email : para abrir sua caixa de entrada (cliente de e-mails padrão).
/profile : para acessar a webpage com seu perfil Live
/signoutal : para sair do MSN.

Não sei até que ponto isso é útil, mas enfim...
Bom dia a todos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Já não era sem tempo...


Muitos usuários de telefones celulares já perderam seus carregadores e descobriram como é difícil encontrar uma opção de reposição que lhes sirva, especialmente quando o aparelho têm mais de um ano de uso (está "fora de linha", como dizem os fabricantes).
Pensando nisso, a ITU (International Telecommunication Union), órgão da ONU para assuntos de tecnologia da informação, decidiu padronizar o plugue dos carregadores, e a partir de 2012, a maioria dos modelos deverá utilizar um dispositivo universal (UCS, sigla Universal Charging Solution) com padrão micro-USB, como o que já vem sendo usado em modelos recentes da Nokia e da Motorola. É esperar para ver.
Falando em plugues, outra velha promessa está em vias de ser cumprida: a partir do ano que vem, todas as empresas de eletroeletrônicos e eletrodomésticos deverão comercializar apenas equipamentos com um padrão de plugues definido pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e normatizado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) através da norma NBR 14136, que difere do atual pelo tamanho e pelo pino adicional usado para aterramento. O assunto já vinha sendo estudado há vários anos e a possibilidade de se adotar o plugue americano – como o utilizado em computadores – chegou a ser cogitada, mas foi descartado porque a variação da tensão fornecida nos EUA é de 1%, enquanto aqui, pode passar dos 15%.
O novo padrão deverá propiciar uma conexão mais firme e oferecer dois tipos de plugues diferenciados pelo tamanho e capacidade, visando evitar que aparelhos que requerem maior potência sejam conectados a tomadas incapazes de fornecê-la. Também nesse caso, o jeito é esperar para ver.
Tenham todos um ótimo dia.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pesquisar é preciso


Embora já tenhamos abordado este assunto em outras oportunidades, nunca é demais lembrar alguns truques para agilizar e aprimorar suas pesquisas no Google. Confira:

-Não tente fazer perguntas ao buscador (exemplo: “como eu faço para mudar a fonte no Word?); procure ser conciso, específico, e digitar os termos chave por ordem de importância (exemplo: “mudar fonte Word”). Se você não obtiver o resultado desejado, tente substituir as palavras por outras com significado semelhante (exemplo: “emoticon que se mexe” por “emoticon animado” ou “figura animada”).

- Para realizar uma busca mais precisa, coloque o texto-chave entre aspas (escrevendo “antivírus freeware”, por exemplo, o buscador levará em conta as palavras na mesma ordem em que foram digitadas, minimizando a incidência de programas pagos nos resultados). Se você colocar um sinal de menos (-) antes de um termo, o mecanismo irá excluir o temo em questão (antivírus -freeware, por exemplo, irá priorizar os softwares comerciais e deixar de lado as versões gratuitas).

- O asterisco serve como “curinga”: caso você não se lembre de uma das palavras que compõem um ditado popular, por exemplo, digite “mais vale um * na mão do que dois voando” e veja que as referências incluirão o termo ausente (pássaro).

- Para pesquisar o conteúdo de documentos em formatos .DOC, .PDF, etc., digite filetype seguido de dois pontos e da extensão do arquivo, sem espaços (se quiser localizar um arquivo .PDF que contenha o poema “Estrela da Manhã”, de Manoel Bandeira, digite Manoel Bandeira estrela da manhã filetype:pdf).

Bom dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

OneCare e informações desencontradas

O serviço gratuito Live OneCare, disponibilizado pela Microsoft em http://onecare.live.com/site/pt-br/default.htm, continua ativo e operante, mas sua versão resistente (e paga) foi descontinuada em meados do ano passado – conforme a gente já comentou em outras oportunidades.
Na condição de usuário do pacote de segurança em questão, ao final do prazo contratual eu fui agraciado com uma prorrogação gratuita (por mais seis meses, período esse que expirou recentemente), mas, às vésperas do “dia D”, o programa passou a exibir a informação de que minha assinatura tornaria a ser prorrogada automaticamente. Como o suporte do produto dá conta de que esse benefício é concedido uma única vez, entrei em contato com a Microsoft e fui informado de que não haveria outra “colher de chá”: com a cordialidade de praxe, a atendente me sugeriu fazer o download do Microsoft Essentials (http://www.microsoft.com/security_essentials/default.aspx) e reativar o Windows Defender e o Firewall do XP. No entanto, da feita que eu já havia adquirido uma licença do Norton 360, declinei da gentil oferta e removi o OneCare do meu sistema.
Curiosamente, algumas horas mais tarde me chegou um e-mail dando conta de que minha assinatura fora novamente prorrogada, mas a essa altura eu já havia “queimado as caravelas”: no momento em que ativei o Norton, os 366 dias de validade da assinatura começaram a ser contados, e ressuscitar o OneCare (que me serviu satisfatoriamente, é bom que se diga) implicaria perder seis meses de proteção de uma suíte indiscutivelmente mais completa e eficiente.
Enfim, faço esse relato apenas para alertar quaisquer leitores que utilizem o Live OneCare sobre uma possível segunda prorrogação gratuita da licença – como diz o ditado, quem tem pressa come cru; convém esperar até o final do prazo limite para remover o programa e partir para qualquer outra solução de segurança. Vale lembrar também que essa remoção deve ser procedida da maneira convencional, ou seja, via Painel de Controle > Adicionar ou Remover Programas. Caso a desinstalação não seja completada com êxito, visite http://download.microsoft.com/download/4/c/b/4cb845e7-1076-437b-852a-7842a8ab13c8/OneCareCleanup.exe, baixe o arquivo, salve-o em sua área de trabalho, dê duplo clique sobre ele, clique em Executar e em Continuar, aceite os termos do Contrato de Licença do Usuário Final, clique em Continuar e em Limpar. Quando a ferramenta de limpeza for concluída, clique em Reiniciar Agora, e tão logo o Windows torne a ser carregado, rode o CCleaner ou outro software de manutenção de sua preferência para eliminar possíveis resquícios indesejáveis.
Para finalizar, resta dizer que eu sempre tive em alta conta o suporte técnico e o atendimento ao cliente prestado pela Microsoft, de modo que me causou espécie essa disparidade de informações. No entanto, como dizia um velho conhecido meu, basta uma empresa estrangeira se estabelecer no Brasil para pegar os “vícios” de seus pares verde-amarelos.
Boa semana a todos e até amanhã, se Deus quiser.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

SSD e humor de sexta-feira

Já dissemos que os drives SSD (Solid State Drives) tendem a substituir, no médio prazo, os HDs eletromecânicos convencionais – aliás, eles já vêm sendo utilizados há algum tempo por diversos fabricantes de notebooks.
A quem interessar possa, existe um vídeo muito interessante no YouTube, publicado pela Intel, que exibe as principais vantagens dessa tecnologia.
Para acessá-lo, clique em http://www.youtube.com/watch?v=oZ_IsCe0Bhg.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha de sexta-feira:

Um índio vai ao bordel e diz:
- Índio qué mulhé. Índio tem dinheiro!
A dona do bordel pergunta:
- Índio tem experiência? Já fez sexo antes?
O índio responde:
- Primeira vez.
A dona do bordel pondera:
- Então, índio vai no mato, procura um buraco numa árvore, aprende como se faz e depois volta aqui.
Uma semana depois, o índio volta ao bordel:
- Índio qué mulhé. Índio tem dinheiro. Índio já aprendeu.
A dona do bordel manda o índio subir para um quarto, onde uma moça já está esperando. O índio manda-a tirar a roupa e ficar de quatro, pega um pedaço de pau e começa a espancar as nádegas dela.
- Índio tá maluco? O que você está fazendo?
Ele responde:
- Índio tá vendo primeiro se tem formiga no buraco!

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

De volta ao upgrade (final)

Realizados (ou descartados) os procedimentos sugeridos nas postagens anteriores, convém ter em mente que um PC lento e com um HD entupido de arquivos pode ganhar novo fôlego e lhe servir por mais algum tempo sem que você precise gastar um centavo sequer.
Comece dando uma geral no sistema com Advanced System Care, da Iobit (http://www.iobit.com/), que varre PC em busca de spywares, elimina arquivos desnecessários, identifica (e corrige) problemas no Registro do Windows e muito mais. Alternativamente (ou adicionalmente), baixe e instale Glary Utilities (http://www.glaryutilities.com/gu.html), que tem um bom limpador de Registro e de HD, além de reparador de atalhos, gerenciador de inicialização e de menu de contexto, dentre outros recursos interessantes.
Embora os softwares retro citados atuem também sobre o Registro do Windows, existem programas dedicados especificamente a essa delicada tarefa – como o excelente MV RegClean, desenvolvido pelo brasileiro Marcos Velasco (mais informações e download em http://www.velasco.com.br/mvregclean_informations.php).

Observação: À medida que componentes e programas são instalados e desinstalados, o Registro tende a acumular resquícios que acabam minando o desempenho do sistema. Todavia, ainda que essas ferramentas realizem uma faxina responsável e desobriguem o usuário de fazer perigosas modificações manuais, é recomendável criar um ponto de restauração e fazer um backup do registro antes de implementar qualquer modificação nesse importante banco de dados.

Se você tem uma grande quantidade aplicativos instalados em seu computador, é bem provável que muitos deles estejam configurados (desnecessariamente) para pegar carona na inicialização do Windows, deixando o boot mais lento e ocupando espaço na memória. Embora seja possível redefinir essa configuração com o MSConfig, o Autoruns faz um trabalho melhor, já que oferece detalhes sobre cada entrada (mais informações e download em http://technet.microsoft.com/pt-br/sysinternals/bb963902.aspx). Note, porém, que desmarcar ou deletar entradas é um procedimento delicado, de maneira que convém criar um backup e um ponto de restauração do sistema antes de sair apagando tudo o que você vir pela frente.

Observação: Entradas como iTunesHelper.exe ou QTTask.exe, por exemplo, podem ser desmarcadas sem problema algum, mas o mesmo não se aplica ao executável do seu antivírus ou de outros programas que precisam ser iniciados automaticamente junto com o sistema. Então, caso tenha dúvidas sobre o que alguns deles fazem, use o Google ou outro buscador de sua preferência para descobrir o impacto que sua desativação ou retardo na carga podem acarretar.

Além dos programas que rodam na inicialização, uma porção de processos e serviços também interferem no desempenho do computador, e ainda que vários deles precisem ser iniciados automaticamente, alguns podem ser desabilitados ou reconfigurados para inicialização manual. Para visualizar a lista completa, clique em Iniciar > Executar, digite “services.msc” (sem as aspas) e pressione a tecla Enter. Para identificar o que pode ou não ser desativado, visite www.blackviper.com/WinXP/servicecfg.htm - caso seu sistema seja o XP x86 (32-bit) SP3; se você utiliza outra versão do Windows, clique em Home e selecione a opção correspondente em “Features”, na coluna à esquerda da página.
Não custa relembrar (embora nossos leitores habituais já estejam cansados de saber) a importância de se manter o sistema e os demais aplicativos devidamente atualizados. Para o Windows, seus componentes e outros produtos Microsoft, você tanto pode rodar o Windows Update regularmente quanto recorrer às atualizações automáticas (clique com o botão direito em Meu computador, escolha Propriedades, abra a guia Atualizações automáticas e faça os ajustes desejados). Já os demais programas requerem atualizações manuais individualizadas a partir dos websites de seus respectivos fabricantes; para facilitar, você pode pesquisá-los de uma tacada só com o serviço de varredura online oferecido pela Secunia (http://secunia.com/vulnerability_scanning/).
Por falar nisso, além das correções de segurança que a Microsoft disponibilizou no Patch Tuesday de anteontem, a Adobe corrigiu uma vulnerabilidade do Reader que vinha sendo explorada desde as festas de fim de ano; caso você utilize esse leitor gratuito de PDF (e quem não o faz?), atualize-o para a versão mais recente (disponível em http://www.adobe.com/br/).
Cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

De volta ao upgrade (2ª parte)

Uma vez que o processador é o “cérebro” do computador, é comum os usuário imaginarem que basta substituí-lo por um modelo mais poderoso para obterem uma expressiva melhoria no desempenho global da máquina – o que faz sentido, pelo menos em tese (na prática, todavia, a teoria é outra).
Para entender isso melhor, seria interessante recuarmos no tempo até a década de 70 – quando surgiram os jurássicos 4040, 8008, 8080 e 8086 – e retornarmos paulatinamente, dedicando algumas linhas aos 286, 386, 486, e assim por diante, até chegarmos aos sofisticados modelos atuais, com seus dois, três e quatro núcleos. No entanto, considerando o escopo e as possibilidades desta postagem, vamos deixar essas firulas para outra oportunidade.
Nos primórdios da computação pessoal, a CPU vinha soldada nos circuitos da placas-mãe; mais adiante, os projetistas de hardware resolveram conectá-la à placa através de um soquete, e com isso abriram as portas para o upgrade – que se tornou extremamente popular na década de 90, com o festejado “socket7”, que suportava uma vasta gama de processadores, inclusive de fabricantes diferentes.

Como “não há mal que sempre dure ou bem que nunca termine”, o acirramento da disputa entre a Intel e a AMD propiciou o surgimento de novas arquiteturas e tecnologias que deram origem a chips cada vez mais velozes. Por outro lado, essa evolução fez aumentar expressivamente a interdependência entre o processador, o chipset e o subsistema de memória (o “trio-calafrio”, como diz meu parceiro e amigo Robério), limitando, conseqüentemente, as possibilidades de upgrade.

Observação: Lá pela virada do século, quando a Intel lançou o P4 para combater os Athlon da arqui-rival AMD, o único chipset que lhe oferecia suporte era o i850, da própria Intel, que exigia módulos de memória RIMM (da malfadada e cara tecnologia RAMBUS) e elevava consideravelmente o preço final do produto.

Diante do exposto, fica fácil entender por que a troca da CPU pode requerer, concomitantemente, a substituição da placa-mãe e dos módulos de memória (que dependem essencialmente do FSB do processador e das opções suportadas pelo chipset da placa). E como todo upgrade que se preze deve ser economicamente viável, quem estiver pensando em adequar uma máquina antiga às exigências do Windows 7, por exemplo, deve ter em mente que “o molho pode sair mais caro do que o peixe”.
Embora pareça um contra-senso, os melhores candidatos a upgrade de processador não são os PCs mais antigos, mas sim os de fabricação relativamente recente. Se você montou (ou comprou) seu computador há uns dois ou três anos, com uma CPU na casa dos 1.5 GHz, obterá ganhos consideráveis de performance simplesmente substituindo o chip por outro da mesma “família”, mas com o dobro da velocidade; na época, talvez ele custasse os olhos da cara, mas agora deve estar bem mais barato, face ao constante lançamento de novas versões.
Por outro lado, uma máquina fabricada lá pela virada do século – época áurea dos Pentium – fica limitada aos PIII da última safra (com freqüência de 1 GHz, ou um pouco mais). Dentro da mesma arquitetura – como a dos Intel Celeron/Pentium II e III e AMD Duron/Athlon, por exemplo – CPUs diferentes, mas de séries vizinhas, costumam utilizar o mesmo soquete. Todavia, caso sua idéia seja migrar de um PIII para um P4, as modificações serão bem mais abrangentes, sem mencionar que talvez não seja fácil encontrar os componentes e, se você os encontrar, o preço pode não ser nada razoável.

Observação: Embora ainda existam PCs 286/386 ativos e operantes, essas “relíquias” são como carros de coleção: bonitos de se ver numa exposição, mas totalmente e inadequados ao uso quotidiano.

Para concluir, vale dizer que o upgrade de processador segue basicamente os mesmos passos sugeridos para o de memória (postagem anterior): além de saber qual a CPU que equipa seu aparelho, você precisará identificar a marca e modelo da placa-mãe e as opções que o respectivo chipset permite instalar.
Além do preço do chip – e do cooler, já que o mercado informal geralmente não comercializa versões “boxed” –, considere também o custo da mão de obra do técnico (a menos que você seja um usuário avançado e se sinta capacitado a fazer esse delicado serviço por conta própria). Feito isso, compare o resultado com o preço de uma máquina nova: se a coisa passar de 40%, o melhor é esquecer o assunto.
Amanhã a gente conclui.
Abraços e até lá.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

De volta ao upgrade

Houve um tempo em que montar pessoalmente um computador (integração caseira) proporcionava uma expressiva economia em relação à aquisição de uma máquina de grife; hoje, a maior vantagem desse procedimento consiste na possibilidade de escolher “a dedo” os componentes, de acordo com as preferências, necessidades e possibilidades do usuário.
Na esteira desse raciocínio e diante da considerável redução no preço das máquinas prontas, o upgrade de hardware meio que caiu em desuso, já que o investimento necessário para uma evolução abrangente nem sempre justifica os benefícios resultantes. Mesmo assim, há casos em que compensa dar uma recauchutada na máquina, especialmente se você não estiver em condições de substituí-la no curto prazo.
Conforme a gente já disse em outras oportunidades, um upgrade relativamente fácil e barato – mas que apresenta bons resultados – é o de memória, já que os sistemas e programas estão cada vez mais exigentes, e um computador projetado e construído quatro ou cinco anos atrás dificilmente veio de fábrica com mais de 512 MB de RAM.
Então, depois de verificar – no manual do aparelho, no site do fabricante ou com auxílio de programas como o Hwinfo (http://www.hwinfo.com/) ou o PC Wizard (http://www.cpuid.com/pcwizard.php) – qual o tipo de memória apropriado e a quantidade suportada, é só comprar os módulos e instalá-los nos soquetes vagos (ou substituir os pré-existentes, se for o caso) seguindo os passos que já apresentamos em outras postagens.
Outro upgrade que pode resultar em benefícios expressivos tem a ver com a placa gráfica. Mesmo que você não seja adepto de games radicais, PCs com alguns anos de estrada não são capazes de exibir filmes em alta definição com fluidez, por exemplo. Mas vale lembrar que, embora não seja preciso gastar rios de dinheiro numa aceleradora gráfica de topo de linha – para assistir a vídeos em full HD, existem excelentes opções na faixa de 200 reais - é importante comprar a placa nova somente depois de ter certeza de que ela é compatível com seu equipamento, já que os modelos mais recentes requerem slots PCI-E 16x, e o padrão utilizado em máquinas anteriores a 2005 é o AGP (mais detalhes no post do último dia 05).
Na sequência, falaremos do ugrade de processador (CPU) - que, por questões de espaço, ficará para o post de amanhã.
Abraços e até lá.

EM TEMPO: Hoje, segunda terça-feira do mês, teremos o primeiro PATCH TUESDAY da Microsft em 2010. Caso você não tenha configurado as atualizações automáticas para seu Windows, não deixe de rodar o Microsoft Update (preferencialmente no finalzinho da tarde ou início da noite, já que antes disso as atualizações podem ainda não estar disponíveis).

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Viva o povo brasileiro!

Depois de mais de uma década discutindo medidas para aprimorar a segurança dos nossos plugues e tomadas, o Conselho Nacional de Metrologia definiu um novo padrão a ser utilizado por todos os aparelhos elétricos e eletroeletrônicos fabricados no Brasil. Após analisar os terminais elétricos utilizados em diversos países, os “pilotos de prova de escrivaninha” - como dizia o saudoso Ferreira Netto - resolveram criar um novo e inusitado formato, que já vem sendo jocosamente chamado de “jabuticaba”.

Observação: Até alguns anos atrás, tínhamos apenas tomadas de dois pontos, adequadas à maioria dos aparelhos utilizados aqui por estas bandas, mas a popularização dos PCs levou o mercado a oferecer opções compatíveis com plugues 2P+T (fase e neutro + terra). Entretanto, ou invés de providenciar tomadas de três pontos e ligá-las adequadamente, muitos usuários simplesmente utilizam adaptadores ou “castram” o terceiro pino do plugue com um alicate de corte. Para piorar, alguns “curiosos” ligam o pólo terra da tomada a um cano metálico da rede hidráulica ou fazem uma "ponte" para aproveitar o aterramento da própria rede elétrica, acarretando o risco de um belo curto-circuito.

Embora sejam redondos, os três pinos dos novos plugues não se encaixam nos orifícios das tomadas de três pontos convencionais; para complicar, o formato sextavado dos conectores exige que as tomadas sejam compatíveis (a pretexto de prevenir choques decorrentes de inversão na conexão); para piorar, o tamanho dos pinos e orifícios varia conforme a amperagem: tomadas de 10 A, menos potentes, têm diâmetro de 4 mm, ao passo que as de 20 A, utilizadas em aparelhos como micro-ondas, têm 4,8 mm.
A substituição de todos os conectores por modelos do novo padrão deve ser um processo dispendioso e aborrecido – sem mencionar que o INMETRO tenciona proibir a venda de adaptadores dentro de três anos! Demais disso, os resultados pretendidos só serão alcançados se as instalações elétricas dos imóveis passarem por uma reforma completa e bem planejada, já que, além de um aterramento responsável (com introdução de hastes metálicas no solo), a fiação e as tomadas devem ser adequadas ao consumo dos aparelhos conectados a cada terminal.
Na prática, é provável que essa nova regra estimule gambiarras e favoreça marreteiros e fabricantes de fundo de quintal: na opinião do presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Material Elétrico, Eletrodomésticos e Iluminação no Estado de São Paulo, “a NBR 14 136 causa prejuízos ao consumidor e não traz benefício algum em relação ao padrão universal em uso há décadas no Brasil”.
Daqui a pouco, algum luminar da nossa tecnocracia vai achar que é melhor rosquear lâmpadas no sentido anti-horário, obrigando-nos todos a substituir os soquetes dos pontos de luz de nossas casas.
E viva o povo brasileiro!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

FREAKONOMICS e humor de sexta-feira

O título esta postagem deriva da combinação de “freak” (esquisitice) com “economics” (economia) e remete ao nome do livro escrito há alguns anos pelo economista Steven Levitt em parceria com o jornalista Stephen Dubner (que vendeu mais de 3 milhões de exemplares, 200 mil deles no Brasil).
No final do ano passado, essa bem sucedida dupla voltou à baila - ou às bancas, melhor dizendo - com o SuperFreakonimics, que deve repetir o sucesso da obra anterior. Desta feita, dentre outras colocações interessantes, os autores refutam a ameaça do aquecimento global, definindo tal fenômeno como o efeito positivo do controle ambiental que vem sendo aprimorado nos últimos 30 anos - segundo eles, a atividade humana é responsável por apenas 2% da emissão de dióxido de carbono na atmosfera (aspecto comumente apontado como um dos vilões do “efeito estufa”); os outros 98% vêm de atividades naturais, como a decomposição das plantas.
Assim como no livro original, a relevância de SuperFreakonomics está em desafiar o senso comum, cruzando dados recentes e históricos e colocando em sua devida perspectiva fenômenos tão distintos quanto a prostituição nas ruas de Chicago, o altruísmo, o terrorismo, a crise no sistema de saúde americano e a morte de militares.
Ao ler o livro (editado aqui no Brasil pela CAMPOS/ELSEVIER), descobre-se que os congestionamentos de cavalos e diligências em Nova York representavam um inconveniente maior do que o causado hoje pelos automóveis – além das pilhas de esterco malcheiroso que se acumulavam nos becos, havia mais vítimas de trânsito naquele tempo do que agora.
Outro dado surpreendente: de 2002 a 2008, com as guerras no Afeganistão e no Iraque, morreram em média 1643 militares americanos; nos anos 80, quando o país não combatia em nenhum grande conflito, a média de mortes foi de 2100 (durante treinamentos, no mais das vezes). Para finalizar, uma pergunta interessante proposta pelos autores: por que temos tanto medo de tubarões, se eles matam, em média, 6 pessoas por ano - menos de 5% das 200 mortes causadas por elefantes?
Vale a pena ler.
(Postagem criada a partir de uma matéria publicada na edição 2135 da Revista VEJA).

Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira (que os lusitanos nos perdoem a brincadeira):

Lançaram em Portugal um novo serviço por telefone, o Disk-Finados.
Você telefona e ouve um minuto de silêncio!

Um avião caiu no cemitério em Portugal. O acidente foi horrível, já retiraram 35.000 mortos!

O português estava dirigindo em uma estrada, quando viu uma placa que dizia:
“Curva Perigosa à Esquerda”. Ele não teve dúvidas: virou à direita!

Manoel entra em um bar, com duas mulheronas maravilhosas, e pede ao garçom:
- Uma coca-cola, por favor.
O garçom pergunta ao Manoel:
- Família?
Ao que ele responde:
- Não, são putas, mas estão morrendo de sede.

O português vê uma máquina de Coca Cola e fica maravilhado. Coloca uma fichinha e cai uma latinha. Coloca 2 fichinhas e caem 2 latinhas. Coloca 10 fichas e caem 10 latinhas. Então ele vai ao caixa e pede 50 fichas.
- Desse jeito você vai acabar com as minhas fichas.
- Não adianta, eu não paro enquanto estiver ganhando.

O português passava em frente a um chaveiro quando viu uma placa:
"Trocam-se segredos". Parou abruptamente, entrou na loja, olhou para os lados e cochichou para o balconista:
- Eu sou gay, e você?!

Sabe por que os portugueses usam somente a letra 'T' em suas agendas de telefone?
Telefone do Antonio, telefone do Joaquim, telefone do Manoel...

Sabe por que sociedade entre portugueses sempre dá certo?
Porque um rouba do outro e deposita na conta conjunta!

Sabe quantos portugueses são necessários para afundar um submarino?
Dois. Um bate na porta, o outro abre!

NO SEXO
- Manuel, você gosta de mulher com muito seio?
- Não, pra mim dois já bastam.

NO TRABALHO
Conversa entre o empregado e o chefe, ambos portugueses:
- Chefe, nossos arquivos estão super lotados, posso jogar fora os que têm mais de 10 anos?
- Sim, mas antes tire uma cópia.

NO CHUVEIRO
Manuel está tomando banho e grita para Maria:
- Ô Maria, me traz um xampu.
E Maria lhe entrega o xampu. Logo em seguida, grita novamente:
- Ô Maria, me traz outro xampu.
- Mas eu já te dei um agorinha mesmo, homem!!!
- É que aqui está dizendo que é para cabelos secos e eu já molhei os meus.

NO SUPERMERCADO
Por que o português, cada vez que compra uma caixa de leite, abre-a, ali mesmo, no supermercado?
Porque na caixa está escrito: "Abra aqui."


Abraços a todos e um ótimo final de semana.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Recado ao iniciar

Na postagem do dia 05 de setembro do ano passado, vimos como editar o Registro para modificar o nome exibido na Barra de título da janela do IE. Pegando um gancho nessa dica, aqui vai mais uma - lembrando que, antes de proceder a essas alterações, é importante criar um backup da chave envolvida e/ou um ponto de restauração do sistema. Feito isso:

1- Abra o Editor do Registro (veja como fazer isso no post anterior, se necessário) e navegue até HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Microsoft\WindowsNT\CurrentVersion\Winlogon.
2-Localize e dê duplo clique sobre o ícone LegalNoticeCaption (caso ele não exista, basta criá-lo, conforme também foi explicado na postagem anterior), digite o texto da mensagem que você quer que apareça quando seu PC for ligado e dê OK.

3- Em seguida, faça o mesmo em LegalNoticeText.

Observações: Se a mensagem for muito longa, você pode escrevê-la em outro editor de textos qualquer (como o Bloco de Notas, por exemplo) e depois copiá-la e colá-la no campo reservado na caixa de diálogo Editar Seqüência. Para alterar ou remover o lembrete, retorne até a chave em questão, entre com um novo texto ou semplesmente exclua os valores dos ícones envolvidos, conforme o caso.

Bom dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sutilezas

Dias atrás, um conhecido me contou que trouxe uma placa de vídeo de última geração do Paraguai, mas o “burro” do técnico não foi capaz de instalá-la – afinal, seu PC era off-board, bastava substituir a placa antiga pela nova, e blá, blá, blá... Entretanto, o "burro" da história não é bem o técnico: ainda que o PC do moço seja realmente off-board, as placas-mãe da época em que ele foi fabricado ainda não disponibilizavam slots PCI-E, sendo impossível, portando, o upgrade pretendido.

Observação: O PCI Express é um padrão de slots desenvolvido pela Intel para substituir o AGP e o PCI. No caso das placas gráficas, um slot PCI Express 16x pode ser de duas a quatro vezes mais rápido que um AGP 8x.

Esse exemplo mostra claramente que, a despeito da versatilidade da plataforma PC, existem “sutilezas” de hardware que podem pegar usuários desavisados no contrapé. Meu conhecido certamente não pagaria esse mico se, antes de viajar, tivesse procurado o técnico para saber qual a melhor opção de placa gráfica aplicável ao seu sistema.
Vale lembrar que, nos primórdios da computação pessoal, os microcomputadores utilizavam um único barramento geral, pois a convivência entre componentes rápidos (CPU e memória) e lentos (periféricos) não causava grandes prejuízos à performance do sistema. De uns tempos a esta parte, todavia, o desenvolvimento mais expressivo dos dispositivos rápidos propiciou o surgimento de novos barramentos (frontal bus, local bus, backside, de i/O, etc.).
Vale lembrar também que não devemos confundir barramento com slot. Os barramentos são conjuntos de trilhas elétricas que interligam todos os componentes do PC, e os slots, os conectores onde as placas de expansão (vídeo, som, modem, rede, etc.) são fixadas. Cada slot deve pertencer a um barramento, embora uma placa-mãe possa manter barramentos sem associá-los a slot algum – como era o caso do barramento ISA, anos atrás, que continuou existindo porque o controlador de drive de disquetes, alto-falante, portas seriais, paralelas e OS/2 ainda dependiam dele.
Até mais ler.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Captchas

Os Captchas (Completely Automated Public Turing Test to tell Computers and Humans Apart) são “testes” que visam diferenciar internautas “de verdade” dos “robôs” que vasculham a Web. Via de regra, eles são utilizados em pesquisas online, criação de contas de e-mail gratuitas, venda de ingressos, publicação de comentários em Blogs e outros serviços que tais, e exigem que o interessado digite seqüências de letras distorcidas, trace com o mouse formas representadas em imagens ou repita mensagens faladas (modalidade muito útil para usuários que tenham algum tipo de deficiência visual).
Embora não seja difícil criar um Captcha, você não precisa ter esse trabalho: basta escolher uma das opções disponíveis na Web (muitas delas são gratuitas) e introduzi-la em seu Blog ou website (no Blogger, é só selecionar “Configurações”, clicar em “Publicação” e fazer os ajustes desejados).
Os Captchas se valem de diversos métodos para distorcer as palavras – esticar linhas, inclinar letras ou ocultar o texto atrás de barras ou cores diferentes, por exemplo –, mas o propósito final é sempre o mesmo: impedir que um programa de computador identifique e reproduza o conteúdo exibido numa tela. Por outro lado, blogueiros e webmasters devem ficar espertos: embora a complexidade dos testes deva acompanhar a evolução dos computadores, exigir que os visitantes solucionem equações matemáticas ou respondam perguntas complexas pode ser um tiro no pé (ou um pé no saco, dependendo do ponto de vista), razão pela qual eu achei melhor abrir mão desse recurso aqui no nosso humilde Blog - embora alguns comentários esquisitos em chinês e outros idiomas "estranhos" possam me fazer rever essa decisão.
Abraços e até mais ler.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Pega ladrão!

Se Papai Noel lhe trouxe aquele tão sonhado notebook e, Deus o livre, alguém surrupiou o aparelho enquanto você tomava uma gelada com os amigos para comemorar a virada do ano, saiba que é possível rastreá-lo – e até recuperar seus dados – com o auxílio de softwares pagos como o LoJack (www.absolute.com/products/lojackforlaptops) e o Gadget Trak (www.gadgettrak.com/), ou com o open-source gratuito Prey (http://preyproject.com/). Basta acessar o site do fabricante, inserir as informações sobre o aparelho roubado e seguir as instruções do painel de controle do programa. E se seu note estiver conectado à Internet, você poderá obter um relatório com o respectivo endereço IP, gravar uma imagem da área de trabalho e – caso ele disponha de uma webcam – até tirar um instantâneo do “mão-leve”.
Bom dia e um FELIZ 2010 a todos.