UM BATE-PAPO INFORMAL SOBRE INFORMÁTICA, POLÍTICA E OUTROS ASSUNTOS.
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
BACKUP E CANJA DE GALINHA NUNCA FIZERAM MAL A NINGUÉM
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
TEMPESTADES DE VERÃO — TERCEIRA PARTE (SOBRE ESTABILIZADORES DE TENSÃO E NOBREAKS)
Um estabilizador de tensão custa mais barato e também quebra o galho, pois é capaz de “compensar” as variações de tensão da rede (para mais ou para menos). Mas, volto a insistir, um pico de energia de grande amplitude pode burlar a proteção de seus varistores e atingir os aparelhos que eles deveriam proteger.
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
AINDA SOBRE COMO PROTEGER ELETROELETRÔNICOS DE DISTÚRBIOS DA REDE ELÉTRICA — CONTINUAÇÃO
CANDEIA QUE VAI À FRENTE ALUMIA DUAS VEZES.
Estabilizadores de tensão são capazes de “compensar” as variações de tensão da rede (para mais ou para menos) e custam menos que nobreaks, mas sempre há a possibilidade de um pico de energia de grande amplitude burlar a proteção de seus varistores e danificar os aparelhos que esses dispositivos se destinam a proteger. Mesmo assim, é sempre melhor pingar do que secar.
Se você pretende comprar um estabilizador, assegure-se de que o modelo seja certificado pelo INMETRO e conte com recursos como desligamento automático (que protege os eletroeletrônicos quando e se um pico de energia supera a tensão máxima de operação), proteção térmica adicional contra sobrecarga, aumento da faixa de tensão de entrada (45% em redes 127 V e 40% em 220 V) e sensor de potência (que desliga o aparelho caso os equipamentos superem sua capacidade de proteção).
Nem tudo que é caro é bom, mas o que é bom tende a ser mais caro. Portanto, além do preço, avalie o peso do estabilizador: modelos eficientes têm mais componentes internos, o que os torna mais pesados. Mas até o melhor estabilizador do mercado deixará você na mão durante um apagão (ocorrência bastante comum durante tempestades de versão).
Além de contar com um estabilizador nativo, o nobreak dispõe de baterias que alimentam o computador por um período que varia conforme o modelo e os dispositions a ele conectados, mas esse intervalo costuma ser suficiente para o usuário salvar seu trabalho, fechar os aplicativos de encerrar o Windows com segurança.
Nobreaks online, também conhecidos como UPS — sigla de "fonte de alimentação ininterrupta", em inglês —, dispõem de retificadores, inversores e bancos de baterias. O bloco retificador “corrige” a rede elétrica e carrega as baterias; a tensão, uma vez retificada, alimenta o bloco inversor, que alterna a tensão novamente para a carga. Quando há energia na tomada, as baterias são mantidas em carga lenta, e o computador é alimentado via inversor. Durante um apagão, as baterias passam a alimentar (também via inversor) o computador e os demais aparelhos conectados ao nobreak.
Da feita que
tensão é retificada e filtrada logo na entrada e a alimentação, provida através
do circuito inversor, as versões UPS eliminam a maioria dos distúrbios da rede
elétrica, já que suas baterias funcionam como um grande capacitor. Modelos offline custam mais barato, mas só proveem proteção eficiente quando
não há energia na tomada (situação em que o computador é alimentado diretamente
pelas baterias).
Quanto maior a autonomia, mais caro é o nobreak. De modo geral, 15 minutos são suficientes para você terminar seja lá o que estiver fazendo e desligar o computador com segurança. Modelos mais parrudos mantêm tudo funcionado por horas a fio (dependendo da quantidade de energia exigida pelo conjunto de dispositivos ligados a eles, naturalmente), mas o preço não costuma ser compensador para quem precisa do aparelho para uso doméstico.
sexta-feira, 4 de abril de 2025
QUEM AVISA AMIGO É
Um dos erros mais comuns é usar "réguas", "benjamins" e "filtros de linha" para conectar vários dispositivos a uma tomada projetada para lidar com uma carga específica. Portanto, instale tomadas adicionais e distribua a carga entre elas.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Organizações de esquerda e partidos simpáticos ao macróbio petista levaram cerca de 6 mil pessoas à Paulista no último domingo — pelas contas dos organizadores, foram 25 mil, superando as 18,3 mil reses que trotaram rumo a Copacabana e mugiram para Bolsonaro duas semanas antes.
Somados os públicos dos dois atos, houve cerca de 25 mil participantes, mas o povo não foi à avenida, e o futuro da proposta da anistia depende da vontade do asfalto: no Brasil, a rua não costuma ficar de fora das crises quando elas se agravam, e no momento os sinais de que o povo está mais preocupado com o preço do ovo são eloquentes.
A manifestação de Copacabana era depositária da esperança de Bolsonaro em se livrar da cadeia, porém a multidão era apenas amostra do estrato mais radicalizado do eleitorado do "mito", e a anistia não interessava sequer à turma do carro de som. O governador de São Paulo, por exemplo, está de olho no espólio político do padrinho, não em clemência para golpistas.
O ato da Paulista foi um esforço da esquerda para impedir que a extrema-direita monopolize o asfalto, mas quem espera que as ruas consagrem as mumunhas brasilienses deveria se lembrar que o PT e seus satélites se uniram ao PL de Bolsonaro para alçar à chefia da Câmara Hugo Motta, que pertence ao Centrão e é o fiel da balança no debate sobre anistia. Falando nos diabos, a rejeição ao governo Lula subiu 13 pontos em oito meses. Segundo o mais recente levantamento da Quaest, 71% dos brasileiros acham que Lula não cumpre as promessas que fez durante a campanha, 53% avaliam que Lula 3 é pior do que Lula 1 e Lula 2, 56% que o país vai na direção errada, 43% declaram que a gestão do petista é pior do que a de Bolsonaro. Tudo somado e subtraído, são consideráveis as chances de o antilulismo chegar a 2026 como uma força política relevante. A corrosão da imagem não combina com o slogan "Brasil dando a volta por cima", e até aqui os esforços do marqueteiro Sidônio Palmeira para retirar a popularidade de Lula do vermelho foram ineficazes. Parece que tudo insiste em não querer nada com Lula.
Você pode usar um "benjamim" para não ter de desligar o telefone sem fio sempre que for carregar o celular, já que a demanda energética desses dois dispositivos não sobrecarrega a tomada. Mas jamais recorra a essa gambiarra para ligar a geladeira e o forno de micro-ondas. Mesmo que o disjuntor desarme (ou o fusível queime, no caso de instalações mais antigas), isso pode não acontecer a tempo de evitar que os aparelhos sejam danificados.
Apesar do nome, os filtros de linha (ou "réguas") não passam de extensões providas de um fusível (ou LED, conforme o modelo) que interrompe a passagem do corrente quando ocorre uma sobretensão. Mas também nesse caso a interrupção pode não acontecer a tempo de evitar danos aos aparelhos que o tal filtro deveria proteger. O melhor a fazer é conectar o PC, a impressora, o modem, o roteador etc. a um nobreak online (UPS), ou, na impossibilidade, a um bom estabilizador de tensão. Vale lembrar que ambos filtram eventuais distúrbios da rele elétrica, mas só o nobreak mantém os aparelhos funcionando durante um apagão.
Observação: Nobreaks offline (ou standby) custam mais barato, mas apenas filtram a corrente que direcionam ao equipamento protegido. Quando falta energia, suas baterias entram ação, mas o circuito responsável pelo chaveamento leva alguns milissegundos para "chavear" — razão pela qual eles não dever ser usados para proteger servidores, equipamentos hospitalares e outros que exerçam funções críticas. Já nos modelos online a alimentação é feita diretamente pela bateria, de modo que os aparelhos ficam "isolados" da rede elétrica e, portanto, protegidos das variações e surtos que possam ocorrer. Uma versão intermediária, conhecida como “interativa”, regula a tensão da rede antes de repassá-la aos equipamentos ou alimentar as baterias do próprio dispositivo. Nesse caso, o inversor fica permanentemente ligado, e um circuito de monitoramento se encarrega de verificar a tensão e usar a energia do inversor em caso de necessidade.
Fazer reparos domésticos por conta própria para poupar dinheiro pode ser uma boa ideia, mas desde que o sapateiro não vá além das chinelas. Gambiarras ou "gatos" devem ser evitados. Circuitos com fiação inadequada ou acessórios instalados de maneira incorreta aumentam o risco de incêndio. Os fios têm bitolas (espessura) e classificações de isolamento projetadas para diferentes aplicações justamente para prevenir superaquecimento e curtos-circuitos. Na dúvida, consulte um eletricista de sua confiança.
Abajures e demais aparelhos de iluminação são projetados para suportar uma determinada potência. Exceder esse limite trocando as lâmpadas por outras mais fortes sobrecarrega a fiação. Verifique a potência máxima indicada no aparelho e use lâmpadas de baixo consumo de energia sempre que possível.
Por falar em lâmpadas, luzes que enfraquecem ou piscam quando o compressor da geladeira entra em funcionamento ou algum aparelho elétrico é ligado em outro cômodo da casa são sinais de fiação solta, circuitos sobrecarregados ou painel elétrico com defeito — lembrando que ferro de passar, secador de cabelos e outros utensílios vorazes não servem de parâmetro para essa avaliação. Na dúvida, peça a um eletricista de confiança para investigar esse problema antes que ele se torne um problemão.
A instalação elétrica dos imóveis é "aterrada" durante a construção, de modo que o terceiro ponto das tomadas (terra) é ligado a hastes metálicas introduzidas no solo.
Observação: As tomadas geralmente têm dois polos (fase + neutro nas monofásicas e fase + fase nas bifásicas). Para orientar a conexão dos fios, os orifícios são identificados como fase, neutro e terra. Segundo a norma ABNT 14136, o polo à esquerda é “neutro”, o polo à direita é “fase” e o central, “terra” (mais detalhes neste vídeo). Como a rede elétrica não é estabilizada, fugas de tensão são comuns, e a energia que escapa das tomadas fica armazenada nas carcaças metálica dos aparelhos (antigamente era comum a gente levar um choque quando abria a geladeira). O terceiro pino (terra) serve exatamente para descarregar essa energia excedente de forma segura, evitando choques, danos aos aparelhos e outros problemas.
Plugues e tomadas de três pontos se tornaram padrão no Brasil em 2011, mas muita gente ainda usa "adaptadores" — ou "castra" o terceiro pino — em vez de substituir as tomadas antigas. Há até quem ligue o polo terra da tomada a um cano metálico da rede hidráulica ou ao polo neutro da rede elétrica, que é aterrado na estação geradora de energia, mas isso se chama "gambiarra".
A maioria dos aparelhos elétricos/eletroeletrônicos funciona normalmente sem o terceiro pino e/ou com a polaridade invertida, mas isso implica riscos, e o menor deles é o de choque elétrico. Numa rede adequadamente aterrada, o terceiro pino protege os aparelhos, evita que o plugue seja conectado invertido e fornece um "caminho seguro" para o excesso de corrente elétrica ir da tomada para o solo.
Tomadas e interruptores sugerem que a fiação por trás deles também esteja solta, e isso pode causar mau contato e riscos de incêndio. Se não for possível fixá-los, substitua-os para garantir uma conexão segura. E se o disjuntor costuma desarmar com frequência, substitui-lo por outro de maior potencia só mascara o problema.
A fiação dos imóveis antigos não foi dimensionada para suportar a quantidade de aparelhos elétricos que usamos atualmente. E o mesmo se aplica aos painéis elétricos (também conhecidos como "quadro de força" ou "caixa de fusíveis"), que se tornaram insuficientes diante da crescente demanda elétrica dos novos gadgets e tecnologias de casa inteligente.
Verifique regularmente se há sinais de ferrugem, marcas de queimadura ou ruídos estranhos e, se notar algum problema, lembre-se de que os eletricistas também têm bocas para alimentar e boletos para pagar.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
AINDA SOBRE BATERIAS, REDE ELÉTRICA E QUE TAIS — CHUVAS DE VERÃO
BASTA PRESTAR
ATENÇÃO AO QUE AS PESSOAS FAZEM PARA NÃO SER ENGANDO PELO QUE ELAS DIZEM.
Tempestades de verão costumam vir acompanhadas de descargas elétricas e ventos fortes. Além de alagamentos, quedas de árvore sobre os fios da rede elétrica e outros aborrecimentos, eles podem causar interrupções no fornecimento de energia e sobretensões com potencial para torrar (literalmente) a fiação dos imóveis e os aparelhos a ela conectados. Como os filtros de linha não filtram coisa nenhuma e os estabilizadores de boa qualidade não garantem proteção satisfatória contra picos de tensão, eu recomendo o uso de um bom nobreak UPS.
As fontes de alimentação dos PC são "bivolt", ou seja, capazes de operar entre 90 V e 240 V e, consequentemente, de suportar sobretensões de até 100% e subtensões de mais de 20% (quando ligadas a uma tomada de 127 V, evidentemente). Assim, a única vantagem do filtro de linha é facilitar a substituição do fusível (ou do próprio filtro), já que substituir os varistores internos da fonte dá bem mais trabalho.
Também chamados de relâmpagos ou coriscos,
os raios resultam da perda de capacidade do ar de isolar cargas
elétricas opostas que se acumulam no interior de nuvens como cumulonimbus. Uma
única descarga pode atingir 1 bilhão de volts, 200 mil ampères e
temperatura cinco vezes superior à da superfície do Sol. Já os trovões são fenômenos
acústicos resultantes do aquecimento do ar pela corrente elétrica do raio, e
podem chegar a 120 decibéis (o som mais alto que pode ser produzido não vai além de 194dB).
Costumamos dizer que os raios “caem”, mas eles também podem “subir” do solo em direção à nuvem, ocorrer dentro da nuvem ou passar de uma nuvem para outra. A quantidade de energia produzida por uma tempestade elétrica chega a superar a de uma bomba atômica — a diferença é que a bomba libera tudo de uma só vez, ao passo que a tempestade leva de muitos minutos a algumas horas.
Ao atingir a rede elétrica (direta ou indiretamente), o raio provoca sobretensões — elevações da tensão máxima permitida pela rede em 10% ou mais, por tempo igual ou superior a três ciclos (embora durem milésimos de segundo, elas podem facilmente elevar a tensão a 500V). Para proteger a instalação elétrica dos imóveis e os aparelhos a ela conectados, os quadros de força dispõem de fusíveis (que, como o nome sugere, se fundem) ou disjuntores (que se desarmam). Mas é recomendável desligar a chave geral em caso de tempestades severas, pois o desconforto temporário será menos impactante do que os aborrecimentos que a borrasca pode causar.
Na eventualidade de um apagão, o nobreak fornece energia por tempo suficiente para o usuário salvar seu trabalho, encerrar o Windows e desligar o computador — note que o religamento só deve ser feito depois que o fornecimento de energia for restabelecido e estabilizado.
Apagões intermitentes, nos quais "a luz acaba, volta e torna a acabar sucessivas
vezes", potencializam o risco de danos. Aliás, é justamente quando a energia
retorna que ocorrem as quedas de fase (situação em que as
lâmpadas acendem, mas ficam fraquinhas) e as sobretensões.
Continua...
quarta-feira, 29 de maio de 2019
AINDA SOBRE AS SUTILEZAS DA BARRA DE TAREFAS E A AUTONOMIA DA BATERIA EM NOTEBOOKS COM WINDOWS 10
2) Clique na opção Criar Ponto de Restauração e, na tela das Propriedades do Sistema, clique em Criar, dê um nome ao ponto, clique novamente em Criar e aguarde a conclusão do processo.
1) Tecle Win+R, digite regedit na caixa do menu Executar e clique em OK.
2) Na janela do Editor do Registro, abra o menu Arquivo e clique em Exportar.
3) Em “Intervalo de exportação”, marque TODOS para efetuar backup de todo o Registro ou clique em Ramificação Selecionada e digite o nome da chave desejada (recomendável). Nomeie o arquivo, indique o local onde ele deverá ser salvo (sugiro a Área de Trabalho) e clique em Salvar. Se quiser (ou precisar) recuperar esse backup, dê um clique direito sobre o arquivo de extensão .REG que você salvou, escolha a opção Mesclar e confirme a restauração.
Boa sorte.
sexta-feira, 19 de agosto de 2022
DESLIGAR OU NÃO O COMPUTADOR? (SEGUNDA PARTE)
Vimos que desligar o computador frequentemente pode reduzir a vida útil de seus componentes, mas manter a máquina ligada por dias a fio pode não ser a melhor opção, quando mais não seja porque uma saudável reinicialização restabelece o "viço" que o sistema perde ao longo de uma sessão prolongada.
Um dos argumentos de quem é avesso a desligar o PC tem a ver com o drive de disco rígido, mas o fato é que o componente em questão evoluiu ao longo das últimas décadas, sem falar que a obsolescência programada nos leva a trocar o aparelho bem antes de o HDD "pifar". Demais disso, cada vez mais computadores utilizam drives de memória sólida, que não tem partes móveis e são baseados em memória flash, o que os torna menos suscetíveis a impactos, trepidações e distúrbios da rede elétrica.
Observação: Sem embargo, só se deve desligar o computador "na marra" (hard shutdown) quando e se não houver alternativa.
Fontes de alimentação "bivolt" funcionam com tensões entre 90 V e 240 V, sendo portanto capazes de suportar sobretensões de até 100% e subtensões de mais de 20% — quando ligadas a uma tomada de 127 V, naturalmente. Assim, a única vantagem de usar um filtro de linha é que trocar o fusível (ou o próprio filtro) é mais fácil que substituir os varistores internos da fonte.
Observação: Essas "réguas" não filtram coisa nenhuma, não passam de "benjamins" providos de fusíveis (ou leds, conforme o caso) destinados a evitar que picos de tensão danifiquem os aparelhos. Para obter proteção eficiente, utilize um nobreak online (UPS) ou, na impossibilidade, um bom estabilizador de tensão (voltaremos a esse assunto oportunamente).
Quanto a manter o computador sempre ligado ou colocar o sistema em suspensão/hibernação em vez de simplesmente desligar o aparelho, vale lembrar que o retorno da suspensão é quase imediato (basta pressionar qualquer tecla para essa mágica acontecer) e o "despertar" da hibernação, mais rápido que um boot convencional, que manter o PC sempre ligado o expõe a riscos (como o de um eventual apagão) e aumenta o gasto com energia (em 2021, a tarifa acumulou alta de 114% ante os 48% da inflação no mesmo período).
Para além disso, a vida útil dos componentes é limitada — a dos monitores de vídeo é estimada em 10 mil horas; a das bateria que alimentam smartphones e notebooks, em algo entre 300 a 600 ciclos (cada ciclo corresponde a uma descarga completa seguida de uma carga completa). Por outro lado, ainda que você desligue e religue o computador dezenas de vezes por dia, 24/7, seu HDD deve durar pelo menos 5 anos. No caso dos melhores SSDs, se você escrever e apagar 256 GB de dados por dia (um prodígio que poucos heavy users conseguem realizar) o drive continuará funcionando por cerca de 20 anos. E é inconcebível, atualmente, manter o mesmo computador em uso por duas décadas.
Observação: Quem migrou para o Windows 11 num computador de configuração modesta, com disco rígido eletromecânico, sabe o que é amargar longos minutos de espera a cada inicialização. Comenta-se inclusive que a Microsoft cogita incluir o SSD na lista de pré-requisitos obrigatórios para a instalação da mais recente encarnação de seu festejado sistema operacional (vide comparativo nesta postagem).
Continua...
terça-feira, 30 de abril de 2024
POR QUE DESLIGAR O CELULAR?
Observação: A reinicialização de modems e roteadores não "aumenta a velocidade", já que isso depende do plano contratado com a operadora, mas faz com que o aparelho volte a funcionar sem sobrecargas, melhorando qualidade do sinal. Para reiniciar esses dispositivos, melhor que pressionar o botão de power é desconectar o cabo de energia da tomada (ou do filtro de linha/estabilizador/nobreak, se houver), esperar 30 segundos e conectá-lo novamente.
Manter o aparelho desligado enquanto a bateria recarrega é unir o útil ao agradável. Aproveite essa horinha de trégua para relaxar, tomar um café, fazer um lanche, levar o cachorro para passear, enfim... Num mundo permanentemente conectado, uma breve pausa pode ser um respiro não só para os aparelhos, mas também para nossa mente. Pense nisso.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
REINICIAR É PRECISO
ALGUMAS COISAS SIMPLESMENTE DÃO ERRADO; OUTRAS CONTINUAM DANDO ERRADO ATÉ QUE TUDO ESTEJA COMPLETAMENTE FODIDO.
A primeira coisa a fazer quando o computador fica lento, congela ou passa a se comportar de modo estranho é justamente reiniciar o sistema. Guardadas as devidas diferenças, isso se aplica também a decodificadores de TV por assinatura, modems, roteadores Wi-Fi, impressoras, smartphones e por aí afora.
Desligar da tomada ou reiniciar um dispositivo que está lento ou travando é quase uma “regra universal” da tecnologia, pois isso faz com que a energia dos transistores seja descarregada, a memória RAM, esvaziada, e os processos que estavam causando o “congestionamento”, encerrados. Em outras palavras, o sistema retorna a seu “estado inicial”.
No caso dos modems e roteadores, a reinicialização não "aumenta a velocidade — seja porque ela depende diretamente do plano contratado com a operadora, seja porque a lentidão pode estar relacionada com interferências no sinal Wi-Fi ou com o próprio dispositivo que está tentando se conectar à rede —, mas faz com que os aparelhos voltem a funcionar sem sobrecargas, o que pode melhorar a qualidade do sinal.
Para reiniciar esses dispositivos, use o botão liga/desliga ou desconecte o cabo de energia da tomada (ou do filtro de linha/estabilizador/nobreak, se houver). Jamais introduza um clipe ou outro objeto pontiagudo no orifício de "reset", já que ele serve para reverter as configurações ao modo de fábrica, o que anula os ajustes feitos pelo técnico da operadora no momento da instalação.
Observação: Para testar a velocidade da conexão (detalhes na postagem do último dia 13), prefira usar um cabo Ethernet para conectar o PC ao modem/roteador, já que a velocidade da rede Wi-Fi será sempre inferior à da conexão cabeada.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Olha a chuva...
Quanto ao computador, ainda que estabilizadores de tensão e nobreaks ofereçam um nível de proteção bem mais aceitável, a prudência recomenda encerrar os trabalhos em andamento, fechar os aplicativos e desligar tudo, inclusive o modem e o roteador.
Se você estiver pensando em adquirir um nobreak, prefira um modelo online, já que as versões offline – mais baratas – usam a energia da tomada até que um problema na rede seja detectado, e só então passam a alimentar o computador pela bateria interna.
Boa chuva a todos e até a próxima.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2022
MELHOR PREVENIR DO QUE REMEDIAR... (CONTINUAÇÃO)
NÃO VÁS AMIÚDE AONDE TE QUEREM MUITO.
Entre outras mudanças de hábito causadas pela pandemia está o uso do álcool, líquido e/ou em gel, em nossa higienização pessoal e na limpeza de tudo mais que manuseamos amiúde. e o celular não é exceção.
Limpar o onipresente telefoninho demanda alguns cuidados, a começar pela formulação do álcool, que deve conter o mínimo possível de água. O ideal, salvo melhor juízo, é usar álcool isopropílico com concentração de 70%, que pode ser encontrado em lojas de insumos de informática, de utensílios de escritório, ou em farmácias de manipulação.
A Motorola, fabricante número 2 em smartphones no Brasil — atrás apenas da Samsung — não recomenda o uso de álcool em gel, que é indicado para limpar as mãos e evitar a contaminação pelo vírus da Covid, mas, por demorar mais a evaporar, pode causar danos ao smartphone e a outros eletroeletrônicos.
Para higienizar a tela do celular, desligue-o e use lenços ou panos levemente umedecidos em álcool isopropílico 70%. Esfregue gentilmente o display e a carcaça, mas sempre cuidando para que o álcool no penetre pela porta de carregamento, entrada do fone de ouvido, microfone e alto-falante e demais aberturas do aparelho. Jamais mergulhe o dispositivo em produtos de limpeza ou utilize materiais abrasivos ou que contenham amônia, alvejantes e que tais.
Limpe também a capinha, o carregador, o fone de ouvido e demais acessórios que acompanham o aparelho, lembrando que capas plásticas ou de silicone podem ser lavadas com detergente neutro e enxaguadas em água corrente. Mas é importante secar bem a capinha antes de recolocá-no no aparelho (ou recolocar o aparelho na capinha, se você preferir assim).
O conector do cabinho do carregador chega a criar teia de aranha se não for limpo regularmente, mas não se deve usar lâminas, clipes, alfinetes e outros objetos pontiagudos, sobretudo de metal. Para limpar a parte interna do conector, use ar comprimido (daqueles vendidos em aerossol). Feito isso, umedeça a ponta de um “cotonete” em álcool isopropílico 70% e esfregue cuidadosamente as bordas do orifício. Ao final, seque bem a região com um pano de microfibra ou de algum tecido macio e que não solte fiapos).
Desconecte aparelhos elétricos e eletroeletrônicos das tomadas sempre que um temporal com rajadas de vento, raios e trovadas ameaçar atingir sua região. Quedas de galhos de árvores sobre a rede elétrica — ou mesmo um raio que atinja um poste energia local — podem causar distúrbios elétricos (como sobretensões e apagões) que filtros de linha não filtram e estabilizadores de tensão nem sempre conseguem mitigar (sugiro utilizar um bom nobreak UPS).
Observação: Evite tomar banho quente (se o
chuveiro for elétrico, naturalmente) durante esses temporais. Se precisar falar
ao telefone, use o celular, mas jamais o faça se o aparelho estiver na carga.
No caso do telefone convencional, modelos sem fio oferecem menos riscos do que
os convencionais.
Antes de baixar a tampa do notebook, certifique-se de não ter deixado nada sobre o teclado. Qualquer objeto, mesmo pequeno — como uma caneta ou um pendrive — pode danificar a tela. Falando em tela, evite usar limpa-vidros daqueles vendidos em supermercados em monitores (de TV ou de computador) e displays de smartphones, pois a maioria desses produtos contém amônia. Prepare uma solução de água e vinagre, umedeça um pano microfibra, esfregue suavemente na tela e dê acabamento com um pano seco, limpo e que não deixe fiapos.
Uma das vantagens do notebook em relação ao PC de mesa é eliminar aquela incomodativa “macarronada” de fios e cabos, mas isso não se verifica quando a gente usa o portátil como substituto do desktop, conectado a um monitor externo e plugado a um combo
de teclado e mouse. Pior ainda se tivermos de "desmontar o cirquinho" regularmente, para usar o aparelho também em trânsito, pois isso nos desestimula a organizar os cabos, que tendem a ficar espalhados de qualquer jeito.
Em sendo possível, organize essa “macarronada” com a ajuda com fitas, cintas plásticas ou luvas corretoras de cabos — mas evite fita isolante, crepe, durex ou coisa parecida, que são difíceis de remover e deixam resíduos de cola na cabaiada. As luvas custam barato e proporcionam um excelente resultado, tanto do ponto de vista estético quanto da segurança.
Observação: Deixar os cabos espalhados sobre a mesa de trabalho (ou embaixo dela) não só polui o visual como também dá margem a tropeções, choques
elétricos e até curtos-circuitos.
Evite operar o portátil sobre as coxas, tanto por conta do desconforto decorrente do aquecimento do aparelho quanto pelo fato de que apoiá-lo sobre uma almofada, colcha, travesseiro ou algo semelhante pode obstruir as ranhuras de ventilação. Use o portátil sobre uma mesa, bancada ou outra superfície plana, lisa, limpa, seca, de preferência num local ventilado. Se for jogar, acople o portátil a um suporte que o mantenha elevado e ventilado (vide figura), pois isso ajuda o sistema de arrefecimento a trabalhar com toda a sua capacidade (mais detalhes no capítulo anterior).
Continua...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
TEMPESTADES DE VERÃO E OS PERIGOS QUE ELAS PODEM ACARRETAR — CONTINUAÇÃO
Como vimos no post anterior, o melhor a fazer quando uma tempestade elétrica se avizinha é desligar a chave geral do quadro de força (ou, no mínimo, desplugar das tomadas os aparelhos mais sensíveis). Mas nem sempre estamos em casa, e, quando estamos, nem sempre tomamos essas providências a tempo, daí ser importante dispor de um nobreak ou de um estabilizador de tensão de boa qualidade, que oferecem proteção responsável contra os famigerados distúrbios da rede elétrica (os também famigerados filtro de linha custam mais barato e podem ser encontrados em qualquer casa de ferragem ou hipermercado, mas não filtram coisa alguma e, portanto, são uma péssima péssima escolha, como veremos melhor mais adiante).
Chamamos subtensão transitória a uma queda de tensão inferior a 10% da tensão nominal da rede e com duração igual ou inferior a 4 ciclos. Esse fenômeno pode ocorrer tanto por culpa da concessionária de energia quanto da instalação elétrica do imóvel. Lâmpadas que “enfraquecem” momentaneamente sempre o compressor da geladeira entra em funcionamento ou quando um dispositivo elétrico é ligado em cômodo da casa, por exemplo, denunciam falta de aterramento ou fiação de bitola inadequada à demanda de energia (detalhe: ferro de passar roupas, secador de cabelos e outros utensílios vorazes não servem de parâmetro para essa avaliação).
As subtensões não transitórias (superiores a quatro ciclos e com duração de alguns minutos a muitas horas) têm basicamente as mesmas causas e sintomas das transitórias; se você notar um enfraquecimento "persistente" das lâmpadas (sobretudo em horários de pico), chame um eletricista, e caso ele não identifique problemas na fiação do imóvel, acione a concessionária de energia elétrica.
A sobretensão, por sua vez, consiste na elevação (em 10% ou mais), por tempo igual ou superior a três ciclos, da tensão máxima permitida pela rede. Situação oposta às anteriores, nesta o brilho das lâmpadas aumentam de intensidade. Se a instalação estiver dentro dos padrões, especialmente o quadro de força, o problema deve ser externo e compete à concessionária de energia solucioná-lo. Mas convém checar periodicamente o estado dos fusíveis (ou disjuntores) e verificar a fixação dos cabos de energia no quadro (o afrouxamento dos parafusos é um problema comum).
Observação: Quanto às sobretensões que costumam ocorrer durante temporais com relâmpagos, vimos no post anterior que não há muito a fazer além de desligar da tomada os equipamentos mais sensíveis. Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.
Voltando aos filtros de linha, eles devem ser evitados por várias razões, a começar por não filtrarem coisa alguma. Apesar do nome, eles não passam de simples extensões (também conhecidas como "réguas"), mas é bom ter em mente que ligar dois ou mais aparelhos na mesma tomada da parede, dependendo de quanta energia cada um deles consome, é uma prática nada recomendável. A diferença entre esses "filtros" e as tais réguas está num pequeno fusível (ou um LED, conforme o modelo) que se rompe (ou funde) por efeito de um pico de energia, interrompendo a passagem da corrente elétrica. O problema é que essa interrupção nem sempre acontece com rapidez suficiente para impedir que a sobretensão alcance os aparelhos que o tal filtro deveria proteger, e aí está feita a caca.
Vale lembrar que as fontes de alimentação dos PCs operam entre 90 V e 240 V e suportam sobretensões de até 100% e subtensões de mais de 20% (quando ligadas a uma tomada de 110 V~127 V, evidentemente). Assim, a única vantagem do filtro de linha é facilitar a substituição do fusível (ou o próprio filtro), que nos varistores internos da fonte de alimentação do computador é uma tarefa mais complicada.
Continuamos na próxima postagem.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2021
CARGA RÁPIDA
A FORMA PASSA, MAS A CLASSE PERMANECE.
Com a descoberta da eletricidade e dos combustíveis fósseis, motores elétricos e de combustão interna passaram a integrar veículos que até então eram puxados por animais (como o carro de boi) ou movimentados pelo próprio usuário (como a bicicleta).
Para funcionar, esses motores precisam de eletricidade ou de
combustível. E para que seu uso não fique restrito a percursos específicos
(como acontece com trens, trólebus e bondes), entram em cena as baterias e os
tanques de combustível.
O raciocínio
é basicamente o mesmo no universo dos PC portáteis e ultraportáteis. Para funcionarem
desconectados da tomada, notebooks, smartphones, tablets e assemelhados dispõem
de baterias
recarregáveis, cuja autonomia — representada pelo intervalo de tempo
entre as recargas — varia conforme a amperagem, o consumo energético do
aparelho e do perfil do usuário. Via de regra, quanto maior a amperagem, tanto
maior a capacidade do componente de fornecer energia.
Detalhe: Um miliampere/hora
(mAh) corresponde a 3,6 coulombs — ou seja, a
quantidade de carga elétrica transferida por uma corrente estável de um
milésimo de ampère durante uma hora. Essa unidade de medida não tem relação com
a "potência" da bateria, que costuma ser expressa em joule ou watt/hora.
Depois que a
genialidade de Steve Jobs promoveu a microcomputador ultraportátil um
aparelho que nasceu para telefone sem fio de longo alcance, sistema operacional
e um miríade de aplicativos entraram em cena e passaram a disputar cada gota de
energia da bateria, reduzindo a autonomia da bateria e, consequentemente, o
intervalo entre as recargas. Mas isso não afeta todo mundo do mesmo jeito.
As baterias
evoluíram consideravelmente nos últimos anos, mas não a ponto para satisfazer
as exigências dos portáteis. Para não ficar sem energia no meio do dia, você
pode andar com um carregador sobressalente no bolso (ou um modelo veicular no
carro), implementar uma configuração mais “espartana” ou, na próxima troca de aparelho,
priorizar uma bateria de 5.000 mAh ou superior.
Falando em
carregador sobressalente, não é uma boa ideia economizar alguns trocados
comprando um produto genérico na banca de camelô da esquina. Se não for
possível adquirir um modelo idêntico ao original, assegure-se ao menos de que ele
seja homologado pelo fabricante do seu celular, e que a voltagem e a amperagem
sejam compatíveis.
Por diversas
razões, usar um notebook como substituto do PC de mesa se tornou uma prática
comum. Nessa situação, manter o portátil permanentemente conectado à tomada é igualmente
comum. A dúvida é quanto à bateria. Mantê-la instalada garante 100% de carga
quando e se for preciso usar note em trânsito. Além disso, ela funciona como
nobreak em caso de apagão da rede elétrica. Mas a carga constante gera muito
calor, e o superaquecimento pode reduzir drasticamente a vida útil da bateria.
A bateria dispõe
de um circuito de segurança que bloqueia a passagem de energia quando o
componente atinge 100% de sua capacidade de carga. A questão é que a energia
não utilizada se dissipa na forma de calor, e o calor é um dos maiores inimigos
da bateria. Alguns fabricantes — como a Apple — recomendam usar o
note dos dois modos: um pouco na bateria e um pouco na tomada. A medida
contribui para que o componente esteja sempre calibrado e elimina uma fonte
extra de calor (associada ao uso constante do carregador).
Observação: Comprei meu primeiro portátil em 2003
e já perdi a conta de quantos vieram depois dele. Sempre os usei conectados à
tomada, jamais removi a bateria e todos seguiram adiante com o componente em
perfeitas condições de funcionamento.
Para
concluir: O carregamento rápido é uma mão na roda, sobretudo quando reparamos que a bateria está quase “seca”
minutos antes de sair para um compromisso externo, p. ex. Para criar “carregadores turbo”,
a maioria dos fabricantes aumenta a voltagem (em vez de alterar a amperagem).
Observação: A voltagem
(tensão) é a força da corrente elétrica, enquanto a amperagem (corrente) é a
quantidade de eletricidade que flui entre a bateria e o dispositivo.
Multiplicando esses valores, chega-se à potência nominal. A maioria dos
telefones suporta 5V/2,4A.
Mesmo que o
carregador seja de 5V/3A, a carga se dará apenas na faixa para a qual o
aparelho foi projetado. Portanto, além de um carregador rápido, o dispositivo
precisa de um circuito de carga capaz de usar um dos padrões de carregamento turbo
para “a mágica acontecer”.
Para saber se
seu smartphone suporta carga rápida, consulte o manual ou o site do fabricante.
E lembre-se: portinhas USB e carregadores veiculares e sem fio quebram o galho,
mas são muito menos eficientes que os modelos com fio. Só os utilize quando e se não
houver alternativa.








