terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ícones, extensões de arquivos e outros que tais...

No léxico da TI, o termo “arquivo” (ou ficheiro, como se diz em Portugal) designa um conjunto de informações representado por um ícone e identificado por um nome, um ponto (.) e uma extensão – que geralmente é composta por três ou quatro caracteres alfanuméricos (TXT, MP3, HTML, etc.). O nome pode ser modificado conforme o gosto do freguês, mas o mesmo não se aplica à extensão, que além de dar uma idéia do que o arquivo contém, também remete ao aplicativo com o qual o dito cujo foi criado. Essa restrição existe porque o sistema precisa saber que um arquivo JPG é uma imagem e que um TXT é um arquivo de texto, por exemplo. O Windows é capaz de reconhecer nativamente uma porção de extensões e, por padrão, oculta as de arquivos conhecidos, mas, por questões de segurança, convém você forçar a exibição: no XP, abra o Windows Explorer (ou a pasta Meus Documentos), clique em Ferramentas > Opções de Pastas > Modo de Exibição, e, no campo das configurações avançadas, desmarque a opção “Ocultar as extensões dos tipos de arquivo conhecidos”. A partir daí, sempre que renomear um arquivo, tenha o cuidado de manter sua extensão.
Pode acontecer de você receber um arquivo (ou baixá-lo pela Internet) e o Windows não conseguir abri-lo. Nesse caso, será exibida uma mensagem de erro ou uma telinha com diversas opções – mas é provável que nenhuma delas funcione, já que isso geralmente ocorre quando o computador não dispõe do software adequado. Para piorar, o ícone do arquivo em questão costuma ser o de uma paginazinha em branco, já que o sistema não foi capaz de associá-lo ao programa e, portanto, de exibir o ícone correspondente (que facilitaria sua identificação).

Observação: A janelinha “Abrir com” – exibida quando você dá um clique direito sobre o arquivo, pousa o mouse sobre a opção de mesmo nome e seleciona “Escolher programa...” – não só indica as associações que o sistema reputa funcionais, mas também permite explorar outras possibilidades. No entanto, ao fazer essas experiências, desmarque a caixinha de verificação ao lado de “Sempre usar o programa selecionado para abrir esse tipo de arquivo”, ou a associação inadequada impedirá a abertura do arquivo até que você refaça os passos, defina a opção correta e remarque a caixinha.

O jeito então é pesquisar no Google ou diretamente no site www.openwith.org/, que oferece uma vasta lista de extensões e de programas capazes de lidar com elas. Dependendo do caso, depois de descobrir a que se refere o formato desconhecido, você pode usar o Media Convert (http://media-converter.com/conversor/) para convertê-lo em algo mais “palatável” – embora ele seja focado em padrões musicais, também serve para transmutar praticamente qualquer tipo de arquivo. Basta fazer upload e escolher a nova extensão.
Note ainda que, em determinados casos, é possível abrir arquivos com programas diferentes dos que foram usados para sua criação: um arquivo TXT aberto no MS-Word, por exemplo, poderá ser submetido ao corretor ortográfico-gramatical.
Amanhã a gente continua. Um ótimo dia a todos e até lá.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Área de Notificação do XP

Por padrão, os ícones na  área de notificação do XP (aqueles próximos ao relógio do sistema) permanecem ocultos quando estão inativos, mas você pode modificar essa configuração dando um clique direito na barra de tarefas, selecionando Propriedades e desmarcando a opção Ocultar ícones inativos (situação em que todos são exibidos permanentemente). Também é possível configurar cada ícone individualmente, bastando clicar em Personalizar e, na coluna Comportamento, escolher uma entre as três opções possíveis (Ocultar quando inativo, Sempre ocultar ou Sempre exibir).
No entanto, algumas ferramentas de manutenção – notadamente aqueles que funcionam com um simples clique do mouse – podem modificar esses ajustes, e um belo dia você nota que a “setinha para a esquerda” (veja ilustração) sumiu, e que todos os ícones estão visíveis. Aí você volta às propriedades da barra de tarefas e constata que a caixa de verificação está marcada. Você desmarca, aplica, volta, remarca, torna a aplicar, mas o comportamento não muda: lá estão todos os ícones, e nada da setinha.
Embora seja possível resolver o problema mediante uma incursão pelo registro, há outra maneira mais simples (que quase sempre funciona):
Na tela das propriedades, clique em Personalizar e em Restaurar padrões; escolha um ícone qualquer (como o do Volume, por exemplo), configure-o para “Sempre ocultar”, clique em Aplicar e dê OK.
Feito isso, a figura do pequeno alto-falante (Volume) será exibida somente quando você clicar na setinha (que deve ter reaparecido). Use o computador por mais algum tempo e, com um pouco de sorte, a função auto-ocultar voltará a funcionar normalmente.
Abraços a todos e até mais ler.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Confira a segurança de suas senhas e humor de 6ª feira.

Nem vou repetir aqui o que já disse sobre a necessidade de criar senhas fortes para proteger o PC contra a ação da bandidagem digital e que tais, já que basta inserir o termo chave “senha” no campo de pesquisa do Blog para acessar dezenas de postagens a propósito desse tema. No entanto, volto ao assunto para lembrar que a Microsoft disponibiliza um verificador gratuito que permite conferir a segurança de senhas. Para utilizá-lo, clique em http://tinyurl.com/4rk94ea, digite a senha desejada na caixa respectiva e confira o resultado - que é exibido concomitantemente logo abaixo.

Passemos ao nosso tradicional humor de final de semana:


Livros pra inguinorantes
Texto escrito por Carlos Eduardo Novaes, no Jornal do Brasil.
Confeço qui to morrendo de enveja da fessora Heloisa Ramos que escrevinhou um livro cheio de erros de Português e vendeu 485 mil ezemplares para o Minestério da Educassão. Eu dou um duro danado para não tropesssar na Gramática e nunca tive nenhum dos meus 42 livros comprados pelo Pograma Naçional do Livro Didáctico. Vai ver que é por isso: escrevo para quem sabe Portugues!
A fessora se ex-plica dizendo que previlegiou a linguagem horal sobre a escrevida. Só qui no meu modexto entender a linguajem horal é para sair pela boca e não para ser botada no papel. A palavra impreça deve obedecer o que manda a Gramática. Ou então a nossa língua vai virar um vale-tudo sem normas nem regras e agente nem precisamos ir a escola para aprender Português.
A fessora dice também que escreveu desse jeito para subestituir a nossão de “certo e errado” pela de “adequado e inadequado”. Vai ver que quis livrar a cara do Lula que agora vive dando palestas e fala muita coisa inadequada. Só que a Gramatica eziste para encinar agente como falar e escrever corretamente no idioma portugues. A Gramática é uma espéce de Constituissão do edioma pátrio e para ela não existe essa coisa de adequado e inadequado. Ou você segue direitinho a Constituição ou você está fora da lei – como se diz? – magna.
Diante do pobrema um acessor do Minestério declarou que “o ministro Fernando Adade não faz análise dos livros didáticos”. E quem pediu a ele pra fazer? Ele é um homem muito ocupado, mas deve ter alguém que fassa por ele e esse alguém com certesa só conhece a linguajem horal. O asceçor afirmou ainda que o Minestério não é dono da Verdade e o ministro seria um tirano se disseçe o que está certo e o que está errado. Que arjumento absurdo! Ele não tem que dizer nada. Tem é que ficar caladinho por causa que quem dis o que está certo é a Gramática. Até segunda ordem a Gramática é que é a dona da verdade e o Minestério que é da Educassão deve ser o primeiro a respeitar.
ai meus óios.
Um ótimo f.d.s. a todos e até mais ler.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Cautela e canja de galinha...

... Não fazem mal a ninguém, razão pela qual nosso Blog está coalhado de postagens sobre segurança (se nossos leitores as adotam ou não, isso já é outra história).
Além de criar um arsenal de defesa responsável (saiba mais em http://fernandomelis.blogspot.com/2011/01/assunto-chato-mas-necessario.html), manter seu software atualizado (leia mais em http://fernandomelis.blogspot.com/2010/10/software-up-to-date.html) e primar pelo bom senso ao navegar na Web, é importante obter regularmente uma segunda – ou terceira, ou quarta – opinião sobre a saúde do sistema com o Panda ActiveScan , o HousCcall , o  Kaspersky, o  F-Secure ou o BitDefender (dentre outros serviços online).
Aliás, a própria Microsoft embute em seus Patch Tuesday a “Ferramenta de Remoção de Software Mal-Intencionado” (saiba mais em http://fernandomelis.blogspot.com/2009/07/melhor-prevenir.html), que identifica e neutraliza malwares e outros códigos maliciosos que tais. No entanto, você obterá melhores resultados se rodar essa ferramenta manualmente e configurá-la para fazer uma varredura completa. Clique em http://www.microsoft.com/downloads/details.aspx?FamilyID=ad724ae0-e72d-4f54-9ab3-75b8eb148356&DisplayLang=pt-br para acessar a versão de maio/11, mas faça-o num momento em que seu PC esteja ocioso, pois o procedimento é demorado e exigente em termos de recursos de processamento e memória.
Abraços e até mais ler.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nuvem de bolso

Sistemas operacionais, aplicativos e arquivos digitais vêm crescendo exponencialmente, exigindo cada vez mais recursos dos computadores (notadamente espaço para armazenamento). Aliás, numa matéria publicada há pouco mais de um mês, eu relembrava que os primeiros discos rígidos para PCs – que ofereciam miseráveis 10 MB de espaço – custavam astronômicos US$ 2.000, ao passo que, hoje em dia, podemos comprar pendrives de alta capacidade e HDs internos e externos com espaço na casa do Terabyte por algumas centenas de reais.
Nada indica que a exigência por espaço deva estacionar ou regredir, antes pelo contrário, mas a popularização da computação na nuvem certamente promoverá sensíveis modificações nesse contexto, pois o armazenamento de arquivos, hoje feito localmente, passará a ser responsabilidade de webservers remotos (como já acontece com nossas mensagens de webmail, se me permitem uma comparação grotesca).
Paralelamente, vemos a evolução dos SSDs (Solid State Disks), que prometem substituir com vantagens os HDs eletromecânicos, especialmente no que diz respeito ao tempo de inicialização do sistema. Por enquanto, o grande problema dos fabricantes consiste em produzir drives de grandes capacidades a preços comercialmente palatáveis, mas isso é apenas uma questão de tempo.
Outro cenário que se vislumbra é a gradual substituição dos PCs convencionais pelos cada vez mais populares tablets e smartphones, que “dão um banho” em termos de mobilidade, portabilidade e facilidade de acesso e gerenciamento de arquivos. Todavia, tanto o Apple iPad quanto os tablets lançados por outros fabricantes têm como inconveniência a quantidade de memória (limitada, atualmente, a 64 GB). Ou tinham, se considerarmos as novidades que estão sendo desenvolvidas para contornar esse empecilho.
Batizados de Mobile Wireless Storage (algo como “armazenagem móvel sem fio”), esses novos dispositivos funcionam de forma similar à dos HDs externos, mas são menores, mais leves, e transmitem dados por Wi-Fi para smartphones, tablets e computadores (dispensando, conseqüentemente, conexão com a Internet). O Satellite, da Seagate, custa US$ 200, oferece 500 GB de espaço e integra bateria com cinco horas de autonomia. O G-Connect, da Hitachi, com preço e capacidade semelhantes, perde pontos por não incluir bateria interna, ao passo que o Wi-Drive, da Kingston (disponível em versões de 16 e 32 GB por 130 e 175 dólares, respectivamente) utiliza chips de memória para o armazenamento dos dados (como os drives SSD).
Os três dispositivos foram projetados tendo como foco principal os produtos da Apple, mas só o modelo da Kingston permite ler arquivos de qualquer procedência em qualquer aparelho; nos demais, o arquivo de um tablet pode não ser lido em outro de marca diferente.
Bom dia a todos e até mais ler.       

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Proteja seus dados

Os disquetes foram durante muito tempo a solução primária para armazenamento e transporte de dados, mas com a popularização e barateamento (não necessariamente nessa ordem) dos pendrives de grande capacidade, continuar utilizando uma frágil mídia magnética que mal comporta uma faixa musical em MP3 está fora de cogitação.
Por outro lado (e tudo sempre tem outro lado), as chances de você perder (acidentalmente ou por roubo) esses dispositivos de pequenas dimensões são consideráveis, e as conseqüências variam conforme a natureza dos dados que eles contêm. Felizmente, há técnicas de criptografia que agregam uma camada extra de proteção à pura e simples senha de login no sistema.
As versões top do Windows 7 contam com o BitLocker – uma ferramenta que permite criptografar todo o conteúdo do disco rígido –, mas quem utiliza as de entrada (ou mesmo versões mais antigas do sistema) pode recorrer ao gratuito TrueCrypt (http://www.truecrypt.org), que é capaz de criptografar um HD inteiro, apenas uma porção dele ou um drive externo como um pendrive.
Bom dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

PDF - o mapa do tesouro

O versátil PDF (criado pela Adobe para gerar arquivos que preservam o conteúdo e a formatação dos documentos originais, independentemente do programa e da plataforma com os quais eles foram criados) se tornou extremamente popular, razão pela qual a maioria dos internautas usa o Adobe Reader (ou outra ferramenta similar) para acessar abrir esses arquivos. Criá-los, todavia, já é outra história: para quem não dispõe das versões mais recentes do MS-Office, o jeito é recorrer a “impressoras virtuais” (como o PDFCreator) ou a serviços online (como o disponibilizado em http://www.online-convert.com/, que não só converte arquivos de diversos formatos para o PDF, mas também permite manipular imagens, vídeos, documentos, e-books e arquivos de áudio).
Tudo isso já foi comentado em outras postagens; o mote da de hoje é relembrar que, em determinadas situações, precisamos ou desejamos copiar o conteúdo de um arquivo PDF (todo ou em parte), e aí nos damos conta de que tanto o botão direito do mouse quanto o comando CTLR+C simplesmente não funcionam. Eu mesmo passei por isso dias atrás, ao tentar extrair algumas receitas de um e-book que me foi enviado por um amigo lá de Portugal.

Observação: A idéia não era piratear a obra nem nada parecido. A questão é que, todas as sextas e domingos, eu publico em http://reflexosespelhandoespalhandoamigos.blogspot.com/ uma dica de tecnologia e uma receita de culinária, e o conteúdo desse livro viria bem a calhar.

Em casos assim, ainda que seja possível transcrever o texto manualmente, o mesmo não se aplica a imagens e outros elementos, e embora o site www.free-ocr.com/ permita extrair o conteúdo desejado – inclusive imagens em apresentações PowerPoint –, o melhor é recorrer a www.ensode.net/pdf-crack.jsf, que cria uma versão desbloqueada do PDF para você salvar em seu HD e editar como quiser, a qualquer momento e sem qualquer restrição. Simples assim (só não esqueça de marcar a caixinha ao lado de terms and conditions).
Bom dia a todos e até mais ler.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dia dos Pais e Bacia das almas

A despeito da audiência pífia das últimas postagens (eu achei que o tema em pauta teria melhor repercussão, mas, pelo visto, me enganei), vamos tentar outra abordagem para ver se alguém se manifesta - comentários são sempre bem vindos; aliás, como bem diz meu amigo Guilherme, isto não é um monólogo.
Fazer boas compras não significa balizar-se apenas pelo preço, mas sim escolher produtos compatíveis com suas necessidades, dentro da faixa de preço compatível com suas possibilidades e com prestações que realmente caibam no seu bolso.
Somos todos manipulados, em maior ou menor grau, por diversas estratégias de marketing: suponhamos que você precise comprar uma lata de azeite e aproveite uma promoção do tipo "leve 3, pague 2". Você sai todo satisfeito com a economia, mas quem ganha mesmo é o lojista, que o “induziu” a gastar o dobro, quando a diferença poderia ser investida na aquisição de artigos mais necessários.
Estocar produtos só faz sentido em tempos de inflação galopante, embora essa cultura tenha se enraizado entre os consumidores tupiniquins. Um exemplo banal, mas bastante comum, é o da dona de casa que vai à feira na “hora da xepa” e acaba jogando no lixo boa parte do que comprou na bacia das almas em nome da economia – “economia porca”, a bem dizer. E a coisa fica ainda pior com o uso do cartão de crédito – aliás, “pagar a perder de vista” é um estímulo irresistível para 9 de cada 10 brasileiros, que não raro acabam recorrendo ao crédito rotativo e em poucos meses estão devendo mais que o dobro do valor inicial. "Passar cartão” é uma prática corriqueira (o volume de pagamentos com cartões da rede Visa cresceu 25% no ano passado, aqui no Brasil), mas quase todo mundo já se viu – ou conhece alguém que se viu – em palpos de aranha por abusar do crédito rotativo, cuja taxa de juros é uma das mais altas do mercado financeiro. Usar o cartão com sabedoria consiste em realizar as compras cerca de 5 dias antes do vencimento e sempre pagar a fatura integralmente (parcelamento, somente quando oferecido “sem juros” pela loja).
No âmbito da informática, com novos “gadgets do momento" derrubando o preço das versões anteriores, ser o primeiro da fila na porta da loja pode não ser uma boa ideia (como se costuma dizer, os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito), pois existe a figura da “ancoragem” – que consiste em lançar um novo modelo 50% mais caro que o anterior, cujo preço, embora continue elevado, já se torna bem mais palatável aos olhos do consumidor. A menos que o dinheiro esteja sobrando, limite suas compras ao estritamente necessário, defina as características dos produtos (marca, modelo, especificações, recursos, etc.) e só então parta para a pesquisa de preços.
Passemos agora à piada da vez:

Maria está no carro com o namorado, num amasso desenfreado. Beijo pra lá, beijo pra cá e às tantas...
- Não queres ir para o banco de trás? - diz ele, visivelmente excitado.
- Para o banco de trás? Não.
Beija daqui, aperta acolá e...
- Não queres mesmo ir para o banco de trás?
- Não.
Joaquim, já meio desnorteado, continua no beija-beija, esfrega-esfrega até que...
- Tens certeza de que não queres ir para o banco de trás?
- Mas que coisa! Já te disse que não! Claro que não!  
- Mas por quê?
- Porque prefiro ficar perto de ti.


Feliz DIA DOS PAIS a todos e até segunda, se Deus quiser.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Upgrade de CPU (conclusão)

Conforme dissemos na postagem anterior, o upgrade de processador só é uma opção viável quando “o molho não sai mais caro que o peixe”. Primeiramente, da mesma forma que em relação às memórias, você terá de identificar a marca e modelo da sua placa-mãe e as opções de processadores que ela suporta (não espere compatibilidade com nada de última geração), lembrando que só poderá trocar o dispositivo por outro que use o mesmo tipo de soquete, ou então terá de trocar também a placa-mãe e outros componentes (como as memórias), mas isso já foge a esta nossa abordagem.
Identificado o processador compatível que lhe agradar, pesquise preços e coloque tudo na ponta do lápis: além do chip – e do cooler, já que o mercado informal geralmente não comercializa versões “boxed” –, adicione o custo da mão de obra do técnico (a menos que você se sinta capacitado a fazer o serviço por conta própria). Se ainda assim compensar, leia as dicas a seguir, mas siga as instruções do fabricante para a instalação da peça (a diversidade de modelos inviabiliza a apresentação de um tutorial detalhado que cubra cada caso).

1.       Para prevenir dores de cabeça, adquira as peças em lojas idôneas e exija nota fiscal. Evite comprar componentes de revendedores desconhecidos (por telefone ou pela internet) e resista à tentação de realizar o upgrade assim que chegar da loja com o processador novo. Deixe para fazê-lo quando dispuser de tempo e não tiver qualquer tarefa pendente que exija o uso do computador.
2.      Antes de substituir o processador, talvez convenha fazer um upgrade de BIOS (pesquise o Blog para saber mais sobre esse assunto), de modo a garantir que o novo seja reconhecido e funcione adequadamente. Claro que nada o impede de fazer isso posteriormente, no caso de a nova CPU não funcionar, mas aí o trabalho será dobrado.
3.      Leia atentamente – e siga religiosamente – as instruções do fabricante para a instalação do chip, até porque produtos de marcas e modelos distintos podem requerer procedimentos diferentes. Escolha um local tranqüilo para trabalhar — livre de crianças, animais de estimação, curiosos e palpiteiros (muito faz quem não atrapalha), remova qualquer coisa estranha à montagem (cinzeiros, copos e xícaras de café, por exemplo) e mantenha os componentes e as ferramentas numa posição de fácil acesso, mas que não ofereça risco de quedas. Tome especial cuidado com parafusos e outros objetos de dimensões reduzidas, que parecem ter vocação para cair e desaparecer (pior ainda se dentro do gabinete).
4.      Depois de desligar o cabo de energia, desconectar o teclado, o mouse, a impressora, as caixas de som e os demais periféricos, deite o gabinete sobre a mesa, retire os parafusos de fixação e remova a tampa lateral. Para retirar a CPU original, geralmente basta percorrer o caminho inverso sugerido pelo fabricante para a instalação da nova.

A partir dos PC 486, o exaustor da fonte de alimentação deixou de ser suficiente para garantir a refrigeração do gabinete, e os processadores passaram a integrar coolers combinados com pequenas ventoinhas. Atualmente, tanto a AMD quanto a Intel oferecem dissipadores térmicos homologados e devidamente projetados para seus produtos, mas você pode encontrar modelos compatíveis mais eficientes e mais silenciosos – capazes, inclusive, de aumentar ou diminuir a rotação das hélices de acordo com a necessidade.

5.      Uma camada lisa e uniforme de pasta térmica deve ser aplicada entre o dissipador e o processador. Alguns coolers trazem fitas térmicas (elastômero) que geralmente não proporcionam bons resultados, sendo recomendável substituí-las por pasta de boa qualidade. E se você for reaproveitar o cooler original (só o faça se tiver certeza que ele dará conta do recado), limpe a pasta antiga com um cotonete embebido em álcool isopropílico e aplique uma camada nova (sem exageros) em ambos os componentes. Feito isso, siga as instruções do fabricante para fixar o cooler sobre o processador e religue o conector de energia da ventoinha.

Os chips são encaixados nos soquetes através de “perninhas” (pinos) sensíveis a descargas eletrostáticas e que podem ser facilmente entortadas ou quebradas durante o manuseio ou por ocasião da instalação. Se a peça não encaixar perfeitamente, não force; assegure-se de que os pinos estejam alinhados com o soquete, que a alavanca (ou outro mecanismo de trave) esteja totalmente levantada, e só então tente novamente. Caso um pino esteja torto, use um cartão de crédito para empurrá-lo de volta à posição original sem danificar os demais.

6.      Concluído o trabalho, assegure-se de que nenhum corpo estranho ficou perdido entre os componentes da placa, feche o gabinete, recoloque os parafusos, reconecte os periféricos, religue o cabo de força, cruze os dedos e ligue o computador. Se o Windows reiniciar sem problemas, bom sinal, mas não deixe de rodar um programa de identificação de hardware (como o  CPU-Z) para conferir se o novo processador está rodando com o clock correto. Se não estiver, você precisará acessar o CMOS Setup e ajustar as configurações respectivas (isso costuma ser necessário quando você troca o chip por um modelo que opere com um clock externo maior).

Era isso, pessoal.
Abraços e até mais ler.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Upgrade de CPU

Depois do upgrade da memória e do HD, é hora de tecermos algumas considerações sobre o processador – tido e havido (muito apropriadamente) como o cérebro do computador. Antes, porém, vale lembrar que cada dispositivo tem sua importância (tanto relativa quanto absoluta), e que o PC é como uma orquestra, onde músicos de boa estirpe até conseguem mascarar a incompetência de um regente chinfrim, conquanto a recíproca não seja verdadeira.
No alvorecer da computação pessoal, o desempenho do sistema dependia diretamente da freqüência de operação da CPU, mas a demanda por poder de processamento exigiu a adoção de novas soluções (como a integração do co-processador aritmético ao chip principal, a multiplicação de clock e a introdução da memória cache, dentre tantos outros). Desde então, a “velocidade” do chip deixou de ser a referência primária de desempenho, pois expressa somente a quantidade de operações que ele é capaz de executar a cada segundo. Uma CPU que opere a 3 GHz, por exemplo, realiza três bilhões de operações por segundo, mas o que ela é capaz de fazer em cada operação já é outra história.
Demais disso, conforme o aumento da freqüência de operação foi se tornando inviável, os fabricantes buscaram soluções alternativas (como o multiprocessamento lógico e a inclusão de dois ou mais núcleos numa mesma pastilha de silício, por exemplo), que permitem a chips com clock inferior a 2 GHz darem de lavada em modelos de 3 ou mais GHz de alguns anos atrás.

Observação: No final do século passado, quando estava perdendo parte do mercado de PCs de baixo custo para a AMD, a Intel resolveu lançar uma linha de chips mais baratos. Os Celeron eram basicamente modelos Pentium II desprovidos de cache L2 integrado, mas não tiveram boa aceitação, pois seu desempenho era 40% inferior ao dos PII de mesmo clock. Ainda que a burrada tenha sido corrigida mais adiante, muita gente ainda torce o nariz para essa família de processadores.

Passando ao que interessa, os portões para o upgrade de processador se abriram quando esse componente deixou de vir soldado nos circuitos da placa-mãe e passou a ser encaixado num soquete apropriado. Conforme surgiam modelos mais velozes, bastava remover o antigo e espetar o novo – notadamente durante o “reinado” do o festejado “Socket7”, que suportava uma vasta gama de processadores, inclusive de fabricantes diferentes. Mas essa “festa” acabou quando o desenvolvimento de novas arquiteturas e tecnologias resultou numa expressiva interdependência entre a CPU, o chipset e as memórias (o “trio calafrio”, como dizia meu velho amigo e parceiro Robério), limitando, conseqüentemente, as possibilidades de upgrade. A título de ilustração, quando a Intel lançou o P4, o único chipset que lhe oferecia suporte era o i850, da própria Intel, que usava módulos de memória RIMM (da malfadada e cara tecnologia RAMBUS).
Em face do exposto, não é difícil entender por que o upgrade de processador pode ser economicamente inviável. Se, para implementá-lo, você precisar substituir também a placa-mãe e os módulos de memória (que dependem essencialmente do FSB da CPU e das opções suportadas pelo chipset da placa), talvez seja melhor gastar um pouco mais e comprar um PC novo.
Não obstante, há casos em que é possível obter ganhos consideráveis com a pura e simples troca do chip por outro que integre mais memória cache ou opere em velocidade superior, desde que utilize o mesmo soquete, mas isso já é assunto para o post de amanhã.
Abraços e até lá.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Upgrade de Disco

O upgrade de HD também pode trazer grandes benefícios, tanto em termos de espaço quanto no que diz respeito ao desempenho do computador, pois quanto maior for a sua taxa de transferência e mais rápido o acesso às informações, melhor será a performance do sistema como um todo.
Atualmente, é possível encontrar modelos de até 3 TB, de modo que, em situações normais, um único drive já dá conta do recado, notadamente devido à popularização dos pendrives de grandes capacidades e ao barateamento dos HDs externos. No entanto, toda essa fartura de espaço cobra seu tributo, pois somente PCs de fabricação recente estão preparados para lidar com eles . Demais disso, com o preço de um drive de 3 TB (cerca de R$ 700), você pode comprar dois HDs de 2 TB cada, e ainda se livrar dos problemas de compatibilidade.
Para que o HD possa ser acessado pelo processador, é preciso que haja uma interface de comunicação. Até algum tempo atrás (e desde o lançamento dos PCs 386), o padrão IDE ATA reinava absoluto e as placas-mãe traziam nativamente duas controladoras, cada qual capaz de controlar até dois dispositivos (devidamente configurados como MASTER e SLAVE).
Devido à crescente demanda por desempenho, o padrão SATA passou a ser utilizado com vantagens, dentre as quais a compatibilidade com a tecnologia anterior, a fácil instalação (que dispensa a configuração MASTER/SLAVE) e o suporte ao Plug and Play real. Isso sem mencionar seus cabos e conectores de apenas 7 vias – mais finos e maleáveis que os cabos flat de 80 vias dos IDE ATA – ocupam menos espaço e permitem melhor circulação de ar dentro do gabinete.
Na hora de escolher um HD, prefira modelos de marcas tradicionais e que ofereçam espaço adequado às suas necessidades. Atente para a densidade da mídia e rotação dos discos (quanto maiores esses valores, melhores serão as taxas de transferência e o desempenho do dispositivo); já o tempo médio de acesso, quanto menor, melhor.
Do ponto de vista do hardware, adicionar um HD ou substituir o original é um procedimento é bastante simples; a maior dificuldade geralmente consiste em remover e recolocar todos os parafusos de fixação – pode ser necessário abrir o gabinete de ambos os lados e, eventualmente, desinstalar algum componente que dificulte a introdução da chave Philips. No entanto, é fundamental fixar o drive com todos os parafusos (vibração excessiva não só resulta em barulho como também abrevia a vida útil do componente).
Cada interface IDE é composta por dois canais, identificados como IDE 0 e IDE 1 ou IDE 1 e IDE 2, conforme a placa. Os cabos flat geralmente têm três conectores; se você for ligar um único dispositivo, use os plugues das extremidades (o intermediário deve ser reservado para um segundo dispositivo que compartilhe a mesma interface IDE). Nunca ligue o conector central a um dispositivo quando não houver outro drive usando o conector da extremidade do cabo. Nos cabos de 80 vias, o plugue preto é ligado no drive, e o azul, na placa-mãe.
Na prática, o mais comum é encontrar PCs com um HD e um drive de CD/DVD (em controladoras separadas, para evitar degradação do desempenho). No caso de dois HDs, o melhor é manter o principal sozinho, na controladora primária, e o adicional na controladora secundária, junto com o drive de mídia óptica (devidamente configurados como MASTER e SLAVE através dos jumpers existentes em suas faces posteriores). Alguns modelos apresentam a opção DRIVE IS MASTER, SLAVE PRESENT (use-a sempre que existir uma unidade Slave compartilhando a mesma interface), enquanto que outros oferecem suporte ao CABLE SELECT (a configuração é feita automaticamente, de acordo com a posição do cabo flat). Os cabos de energia que alimentam esses dispositivos têm plugues idênticos e intercambiáveis (com quatro furos e formato hexagonal), intercambiáveis e que só encaixam na posição correta.
Já os discos SATA dispensam configuração MASTER/SLAVE, mas requerem interfaces e cabos apropriados – diferentes dos utilizados no padrão IDE/ATA, tanto para dados quanto para energia. Cada interface permite controlar apenas um disco, embora as placas-mãe costumem oferecer entre duas e quatro delas (note que, embora seja tecnicamente possível “adaptar” um modelo SATA numa placa-mãe antiga, que ofereça suporte nativo exclusivo ao IDE ATA, esse procedimento é lá muito recomendável).
Tome muito cuidado ao escolher os parafusos para fixação dos HDs: modelos 6-32 (ligeiramente mais grossos e de maior espaçamento que os M3) podem danificar as roscas e, em situações extremas, perfurar a carcaça dos drives. Temperatura máxima de operação, nível de ruído e consumo de energia também são detalhes que devem ser analisados à luz da capacidade da sua fonte de alimentação (na dúvida, utilize a calculadora da  ASUS). Vale lembrar ainda que adição de componentes ou sua substituição por modelos mais “poderosos” resulta em mais calor, o que por vezes exige a instalação de ventoinhas adicionais. Paralelamente, não deixe de juntar os cabos, atá-los com braçadeiras plásticas e orientá-los de maneira a não comprometer o fluxo de ar no interior do gabinete.
Amanhã a gente continua, focando então o upgrade de processador.
Abraços e até lá. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Upgrade de RAM

Do ponto de vista do custo/benefício, o upgrade de RAM talvez seja o que proporcione melhores resultados, mas vai longe o tempo em que uma placa-mãe podia funcionar com praticamente qualquer marca e modelo de memória. Hoje, com as velocidades cada vez mais elevadas, as incompatibilidade são freqüentes, especialmente se você optar por memórias “genéricas”, que em alguns casos só funcionam depois de intrincados ajustes de timing via Setup.Demais disso, com o advento de novas tecnologias, as placas podem reservar algumas surpresas – como os modelos “híbridos” lançados geralmente em épocas de transição (como da DDR para a DDR2 ou da DDR2 para a DDR3), que oferecem suporte a dois padrões diferentes, ainda que não simultaneamente.

Observação: Você pode identificar facilmente um módulo DDR pela sua trilha de contatos de 184 vias, mas tanto os DDR2 quanto os DDR3 utilizam 240 vias e mantêm o mesmo formato – nesses casos, a diferença está no chanfro (encaixe), que no padrão mais recente fica localizado mais próximo da extremidade esquerda do módulo.
Caso você pretenda incrementar o desempenho de seu PC mediante o acréscimo de memória RAM:

1- Veja primeiro qual o tipo adequado à sua placa e a quantidade máxima que ela suporta. Se não for possível localizar essas informações no manual do aparelho ou da placa-mãe, recorra ao Hwinfo ou à ferramenta disponibilizada no site da Kingston.
2- Consulte a lista de marcas e modelos homologados pelo fabricante em seu website, procure uma loja confiável e leve de amostra um módulo de memória do seu PC. Evite compras online (será mais difícil devolver um produto inadequado ou defeituoso) e, caso não se senta à vontade para abrir o gabinete, leve-o com você e peça ao revendedor que instale e teste o novo componente.
3- Utilizar módulos da mesma marca e capacidade não é uma exigência pétrea, mas certamente irá prevenir incompatibilidades (especialmente se houver suporte ao Dual Channel, quando dois slots específicos devem ser obrigatoriamente ocupados para que a função seja habilitada). Note também que se a sua placa oferecer dois slots e apenas um deles estiver ocupado, por exemplo, é provável que você possa dobrar a quantidade de RAM acrescentando um segundo pente, mas nem sempre poderá substituir o pente pré-existente por outro com o dobro da capacidade.
4- No que diz respeito à instalação, basta desligar o PC, desconectar os periféricos, abrir o gabinete, localizar os soquetes, introduzir os pentes até que as travas os prendam devidamente – tome cuidado para não danificá-los invertendo ou forçando exageradamente o encaixe –, remontar tudo e religar a máquina.
5- Quando realizar esses procedimentos, não use roupas de lã, tecidos sintéticos, tênis ou sapatos de solado de borracha (prefira ficar descalço sobre o piso nu), e se você não dispuser de uma pulseira eletrostática, descarregue-se segurando por alguns segundos uma peça metálica aterrada ou mesmo a carcaça da fonte de alimentação.


Observação: No caso da fonte, assegure-se de que o cabo de força esteja ligado ao no-break, estabilizador ou filtro de linha, que por sua vez deverá estar conectado à tomada (mas com o botão “liga/desliga” na posição “off”), ou não haverá conexão com o fio terra ou o pólo neutro da rede elétrica, que é indispensável para uma descarga eficiente.

Bom dia a todos e até amanhã, se Deus quiser.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

YouTube

O Google (ou “a” Google, como muita gente prefere) tornou-se sinônimo de ferramenta de busca na Web, embora faça bem mais do que isso e a despeito de existirem outros buscadores que também realizam um ótimo trabalho. Aliás, o Guilherme publicou recentemente algumas postagens bastante interessantes sobre o Google (para conferir, clique aqui), e quem pesquisar este meu humilde espaço irá encontrar outras tantas, com dicas para agilizar pesquisas e outros que tais.

Todo mundo sabe que basta acessar o site http://www.google.com.br/, entrar com a palavra-chave, definir os parâmetros da pesquisa e teclar Enter para visualizar uma porção de ocorrências classificadas por ordem de relevância. No entanto, nem sempre as primeiras sugestões correspondem exatamente àquilo que desejamos, de maneira que devemos ser específicos, evitar erros de digitação e usar alguns truques – como a inserção de aspas e sinais de adição e subtração, por exemplo, ou da palavra “define:” (sem as aspas, mas seguida por dois pontos) antes do termo a ser pesquisado. Vale também escrever o termo desejado seguido da expressão site:endereço do site – para localizar remissões a vírus aqui no Blog, por exemplo, digite “vírus site:www.fernandomelis.blogspot.com” (sem as aspas) e confira o resultado.
Passando agora ao mote desta postagem, vejamos como aplicar alguns truques semelhantes para localizar vídeos no YouTube sem que a pesquisa seja como procurar uma agulha num agulheiro:

Quando você realiza uma busca, o serviço vasculha informações no título, na descrição e nas palavras-chave cadastradas, mas é possível restringir a pesquisa ao título inserindo a expressão “allintitle:” (sem as aspas, mas seguida de dois pontos) antes do termo ou dos termos desejados.

Caso sua pesquisa remeta a um filme, os resultados trarão inevitavelmente trailers, clipes e vídeos de fãs, mas você pode usar os operadores + e (sinais de adição e subtração) antes das palavras chave. Por exemplo, Thor +trailer –spot retorna trailers do filme excluindo spots para TV.

Quando você faz a busca a partir de duas ou mais palavras, o mecanismo realiza diversas combinações e, conseqüentemente, retorna um grande número de resultados. No entanto, basta colocar as palavras entre aspas para forçar uma ordem (por exemplo, “como usar o Windows” retornará apenas vídeos ensinando a usar o sistema.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha:

Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos, tomando uma cervejinha. Seu nome era 'Trabalho', e seu sobrenome era 'Sempre'. Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer... Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando. Quando a formiguinha entrou para a sua toca aconchegante, repleta de comida, ouviu alguém chamando por seu nome, e ao abrir a porta, ficou surpresa ao ver a cigarra numa Ferrari amarela e com um casaco de peles.
A cigarra disse para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?
E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas! Mas o que aconteceu? Como você conseguiu dinheiro para ir a Paris e comprar esta Ferrari?
E a cigarra respondeu:
-Imagine você que eu estava cantando em um bar, na semana passada, e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris... A propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá?
- Desejo sim, respondeu a formiguinha. - Se você encontrar o La Fontaine (Autor da Fábula Original) por lá, mande-o pra puta que pariu!

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Produção caseira

Depois que o videocassete começou a se tornar popular, lá pelos anos 80, muitos usuários adquiriam câmeras para brincar de cineasta na festinha de aniversário da afilhada, gravar para a posteridade o nascimento dos filhotinhos da cadelinha de estimação ou aquela tão sonhada visita à Disneylândia. (Claro que bem antes disso os cinegrafistas amadores já tinham como opção as filmadoras e projetores de 16 mm, mas isso já é outra história).
Enfim, com o surgimento e posterior barateamento das câmeras digitais, a coisa se tornou bem mais fácil e econômica, e hoje em dia, como os celulares de topo de linha e os smartphones integram câmeras capazes de tirar fotos e criar vídeos, o custo dessas produções caseiras é quase zero. No entanto, a despeito da versatilidade dos telefoninhos, seus recursos não vão além do básico, e como eles não foram projetados para oferecer a estabilidade necessária a uma boa filmagem (sem empunhaduras que ajudariam a segurá-los com firmeza ou soquetes para fixá-los em tripés), convém tomar alguns cuidados para que a gravação não saia tremida.
Segundo os especialistas, a postura correta e um pouco de prática podem ajudar. Procure ficar em pé, com os pés separados na distância dos ombros e os joelhos ligeiramente dobrados, e manter os braços e cotovelos colados ao corpo. Se for gravar uma panorâmica, ao mover a câmera para a direita, aponte o pé esquerdo na direção para onde a câmera estará apontando no começo do movimento, e o pé direito na direção para onde ela estará apontando no final. Enquanto grava, gire o corpo lentamente, da esquerda para a direita.
Se quiser obter melhores resultados, use um tripé. Como os smartphones não têm encaixes apropriados, será preciso improvisar ou comprar um adaptador em lojas de acessórios (ou pesquisar na internet). Muitos deles posicionam o encaixe de modo que o telefone fique “em pé”, o que é bom para tirar fotos, mas é inútil para filmagens, já que nesse caso o aparelho deve ficar “deitado”.
Você irá precisar também de um software de edição e do auxílio do seu computador.
Tanto o Windows XP quanto o Vista integram um editor de vídeo básico e fácil de usar chamado Windows Movie Maker, mas usuários do Seven terão de baixar o Windows Live Movie Maker (que também funciona no Vista). O programa é excepcionalmente simples e intuitivo, embora um tanto limitado para usuários mais exigentes, como o CyberLink PowerDirector – que além de ser pago, requer um tempo de aprendizado considerável (para download e mais informações, clique aqui).
Assim, você pode gravar sua obra em DVD, distribuí-la para os amigos, publicá-la na Web e por aí vai (tanto o Windows Live Movie Maker quanto o CyberLink PowerDirector são capazes de enviar vídeos diretamente para o YouTube). Note, porém, que o upload depende tanto da duração do vídeo quanta da sua conexão, sem mencionar que o YouTube precisa processá-lo antes de torná-lo acessível ao público, o que representa uma demora adicional.
Boa diversão e até a próxima. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Câmeras digitais de celulares

Para fotógrafos “eventuais”, as câmeras digitais integradas aos celulares modernos estão de bom tamanho – e como esses telefoninhos nos acompanham a toda parte, sempre estamos prontos para fotografar algo interessante ou inusitado, o que não seria possível se dependêssemos de um dispositivo dedicado, a não ser que o levássemos conosco o tempo todo.
Mesmo assim, muita gente ainda torce o nariz para essas câmeras, notadamente devido à baixa resolução, ainda que essa grandeza – expressa em megapixels (MP) – remeta pura e simplesmente ao tamanho da imagem que a máquina é capaz de produzir. Resoluções entre 2 e 3 MP são bastante aceitáveis para visualização das fotos no computador, envio por e-mail e/ou publicação na Web, conquanto não permitam impressões de qualidade em formatos maiores que 10 x 15, além de dificultarem a edição das imagens. Demais disso, como o zoom dessas câmeras é digital – ou seja, uma ampliação feita por software –, resoluções maiores proporcionam melhores resultados.
Por outro lado, como os celulares estão cada vez menores, o tamanho das lentes também diminui, prejudicando a qualidade das imagens. Aliás, a lente é a maior responsável pela nitidez da imagem, de modo que, se tirar fotos for importante para você, convém testar essa função antes de comprar o aparelho. Vale lembrar também que fotos ocupam espaço, e se o celular não tiver uma quantidade adequada de memória e não oferecer suporte para cartões, você terá de descarregá-lo regularmente no computador, ou não terá espaço para armazenar as próximas fotos.
Outra queixa comum diz respeito a fotos em situações de baixa luminosidade. Alguns celulares dispõem de flash ou de sistemas de iluminação por LEDs, mas esses recursos nem sempre proporcionam bons resultados, além de serem consumidores vorazes de bateria. O ideal seria dispor da função “modo noturno” – que bate uma série de fotos em rápida seqüência, com exposição ligeiramente diferente, e as combina numa única foto, simulando o resultado de uma longa exposição.
Como alternativa, você pode melhorar a qualidade de suas fotos “escuras” com o freeware Paint.net. Tecle o atalho Ctrl+Shift+D para duplicar a imagem numa segunda camada; na janela de camadas (tecle F7 para abri-la), selecione a segunda camada, tecle F4 para abrir suas propriedades e na opção Modo, escolha Filtrar. (Você pode duplicar a primeira camada mais vezes e aplicar o efeito até obter o melhor resultado).
Bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

QUICKFORGET

Já dissemos que e-mails trafegam abertos pela rede (ou seja, estão mais para cartões postais que para cartas convencionais) e podem ser interceptados e lidos por quem estiver no lugar certo e na hora certa, desde que disponha das ferramentas adequadas, evidentemente.
Claro que sempre podemos nos valer da criptografia para garantir a privacidade das informações, mas isso é outra história e fica para outra vez. Para efeitos desta postagem, importa mesmo é dizer que uma maneira simples e fácil resguardar informações sigilosas ou confidencias é usar o QUICKFORGET – serviço que dispensa registro ou cadastro; basta você acessar o site (http://www.quickforget.com/), escrever mensagem desejada e enviar o respectivo link para o destinatário.
O “pulo do gato” é configurar o intervalo de tempo durante o qual ela ficará disponível ou o número de vezes que poderá ser visualizada. Depois disso, o serviço destruirá a mensagem, e quem tentar acessar o link será informado de que o QUICKFORGET “esqueceu o segredo”.
Bom dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pai dos burros

Quando comprei meu 386 (ou teria sido o 486?), com o Windows 3.11 for Workgroups, a Microsoft fornecia um manual respeitável – com centenas de páginas recheadas de informações preciosas sobre o sistema, e conquanto algumas fossem um tando nebulosas, era preciso digeri-las “na marra”, já que inexistiam outras opções de pesquisa.
Já a impressora matricial que eu usava na época, comprada de segunda mão, veio sem manual – e a despeito das dicas oferecidas pelo proprietário anterior, eu apanhei um bocado para me familiarizar com aquela infeliz. E mesmo não sendo totalmente leigo em questões de tecnologia, acho que sem o “caderno” que veio com meu primeiro VCR eu jamais teria conseguido acertar o relógio, programar uma gravação ou assistir ao telejornal enquanto o aparelho gravava um filme de outra emissora.
Por ignorar solenemente o manual, muita gente acaba subutilizando o produto – qualquer que seja ele, de um automóvel a uma “simples” câmera digital –, já que para acessar recursos e funções avançadas é preciso dominar menus e comandos nem sempre intuitivos. E isso vale também para celulares e smartphones (tema abordado na semana passada), cujo leque cada vez maior de serviços e menus bastante complexos não é acompanhado pelos manuais impressos, cada vez mais espartanos. 
De livros, os manuais passaram a simples “folhetos” que exaltam o óbvio – recomendando carregar a bateria antes de colocar o telefone em uso, como se fosse possível utilizá-lo sem essa providência elementar –, mas não ensinam a configurar uma chamada falsa ou bloquear ligações indesejadas, por exemplo. Há casos em que um arquivo PDF (incluído no próprio aparelho ou num CD de drivers e aplicativos adicionais) preenche algumas lacunas, mas em outros é preciso recorrer ao site do fabricante ou vasculhar a Web em busca de tutoriais detalhados. 
Em face do exposto, eu reuni algumas dicas sobre o Android, que, ao contrário do iPhone OS da Apple, é um sistema de código aberto e altamente personalizável. Elas são baseadas na versão 2.0, mas costumam funcionar também nas demais. Confira:

·         Para otimizar seus widgets, pressione um ponto vazio da tela até que o menu pop-up seja exibido, e então configure as opções disponíveis (ou faça uma busca no Android Market para baixar outros apps que sejam do seu interesse – existem milhares delas). No mesmo menu, selecionando Atalhos > Contatos, você pode escolher aqueles para os quais liga mais freqüentemente e, a partir daí, acessá-los com apenas um toque (basta selecionar Pastas, escolher uma das opções disponíveis – ou criar uma pasta personalizada – e arrastar para dentro dela os contatos, apps ou quaisquer outros atalhos).
·         Para renomear uma pasta, abra-a, mantenha o dedo sobre a barra de título e faça as modificações desejadas. Para copiar e colar um texto, toque qualquer área de entrada de texto e siga as instruções – numa página da web, por exemplo, toque na tecla Menu e escolha a opção Mais/Selecione o texto.
·         Hotkeys (atalhos rápidos) para fazer de tudo, desde dar zoom em uma webpage até abrir um programa; para consultar a lista completa, clique aqui http://www.pcworld.com/businesscenter/article/184656/android_keyboard_shortcuts_all_the_hotkeys_you_need.html.
·         Se seu teclado virtual incomodar, toque nele e arraste para baixo; se quiser ver a data atual, toque no canto superior direito da tela.
·         Para transferir arquivos do computador para o telefone, conecte os dispositivos com o cabo USB e, na janela “CONECTADO POR USB”, toque no botão “SAÍDA USB” (o aparelho será exibido como um drive externo e você só precisará arrastar e soltar os arquivos).
·         Se quiser copiar facilmente os favoritos do navegador do PC para o smartphone, baixe do Android Market o app MyBookmarks.
·         Para evitar ligações incomodativas, direcione-as para a caixa postal – abra o perfil do chato na lista de contatos, pressione o botão Menu, toque em Editar e marque a opção “Enviar direto para o correio de voz” (no final da tela de opções). Essa mesma tela permite customizar os toques para cada contato da sua lista; selecione a opção Campainha e faça os ajustes desejados.
·         Para usar arquivos MP3 como ringtones, crie uma nova pasta no cartão de memória, nomeie-a como “ringtones” e copie seus MP3 para lá – eles irão aparecer automaticamente na lista de opções (pastas nomeadas “alarms” ou “notifications” terão o mesmo efeito em alarmes e notificações). Para fazer edições mais rebuscadas, baixe o app gratuito RingDroid, que facilita a seleção de trechos de arquivo de MP3 para utilização como ringtones ou sons do sistema.
·         O navegador nativo do Android não é sua única opção. O Dolphin Browser, por exemplo, oferece navegação em abas, comandos por gestos e a opção de zoom multitoque. Outras alternativas bacanas são o Opera Mini e o Skyfire 2.0.
·         Para proteger seu telefone, acesse o menu principal, escolha Tela e Segurança, Bloqueio de Segurança, Tipo de Bloqueio de Segurança, Bloqueio por Desenho e siga as instruções para definir o padrão que funciona com senha. Para backups de suas informações, experimente o app MyBackup ou o SMS Backup.
·         Ajuste o modo como o aparelho se comporta com o Locale – aplicativo que permite criar perfis customizados para praticamente quaisquer circunstâncias, baseadas em data, local ou outras condições. Assim, seu telefone pode mudar automaticamente para o modo silencioso quando você chega ao trabalho ou aumentar o brilho da tela durante a noite.
·         Edite o Dicionário para incluir o seu e outros nomes, que assim irão aparecer no recurso autocompletar quando você começar a digitá-los. Para tanto, acesse “Idioma e Texto”, no menu Configurações.

Para concluir, caso você já não disponha do manual do seu aparelho (seja ele qual for) e não tenha conseguido uma cópia no site do fabricante, acesse http://www.safemanuals.com/ (repositório com mais de um milhão de manuais de quase quatro mil marcas diferentes – pena que o número de guias em português ainda seja reduzido).
Uma ótima semana a todos e até amanhã, se Deus quiser.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ainda falta muito feijão...

Costuma-se dizer que nada é totalmente bom nem totalmente ruim.
A assim chamada Era Collor ficou na história pelas famigeradas medidas criadas pelo staff chefiado pela então ministra Zélia Cardoso de Mello (que se demitiu em 1991, diante dos resultados recessivos e do aumento do desemprego e da miséria da população); pelo “impeachment” de Fernando Collor (em meados de 1992), cuja impopularidade crescente só perdia para índices de inflação; e por conta de uma sucessão de escândalos denunciados pelo primeiro-irmão Pedro Collor, que acusou ou ex-caixa da campanha (o famoso P. C. Farias, cuja morte misteriosa até hoje não foi devidamente elucidada) de enriquecimento ilícito, obtenção de vantagens no Governo e, principalmente, de profundas ligações comerciais com o Presidente.
Por outro lado, despeito de sua curta duração, o governo Collor deu ênfase à privatização, normalizou as relações com credores estrangeiros e gerou o superávit necessário para ampliar a capacidade de pagamento de dívidas do País. Sem a extinção da reserva de mercado e a liberação da importação de produtos com redução de tarifas, talvez estivéssemos até hoje dirigindo caríssimas carroças carburadas, com portas travadas e destravadas a chave e as janelas abertas e fechadas por manivelas.
Falando em carroças, sem embargo da (impressionante) evolução promovida pela tecnologia embarcada, nossos veículos ainda estão longe dos produtos de primeira linha, digamos assim. O novo Mercedes Benz CL, por exemplo, monitora 70 parâmetros e, quando percebe que o motorista está cansado, emite um sinal sonoro e exibe um ícone de uma xícara de café no painel. Seu sistema de visão noturna permite identificar obstáculos, mesmo com pouquíssima luz, e uma câmera multiuso no pára-brisa ajuda o motorista a se manter na pista (vibrações no volante alertam quando ele invade outra faixa e, se não houver reação, o carro freia suavemente e corrige a trajetória). O piloto automático de última geração faz com que dois radares alertem o condutor para uma aproximação exagerada do veículo que vai à frente ou quando surge um obstáculo inesperado no caminho; se não houver reação ao alerta, o sistema corta a aceleração e aciona os freios; se a colisão for inevitável, os vidros e o teto solar são fechados, os bancos reposicionados, os cintos pré-tensionados e os air bags inflados. Para completar, sensores e radares ajudam a estacionar: o sistema detecta se a vaga é adequada ao tamanho do veículo e monitora o ângulo da direção; se o motorista ignora os sinais sonoros, o carro corrige o trajeto e/ou aciona os freios.
É mole?

Passemos agora ao nosso humor de sexta-feira:

VOCÊ TEM PROBLEMAS COM O PORTUGUÊS NA ANÁLISE SINTÁTICA? Então acompanhe essa excelente aula de gramática, com exemplos claros e concisos:

Filho da puta é adjunto adnominal, quando a frase for:
''Conheci um político filho da puta".

Se a frase for:
"O político é um filho da puta", daí, é predicativo.

Agora, se a frase for:
"Esse filho da puta é um político", é sujeito.

Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do político e diz:
"Agora nega o roubo, filho da puta!" - daí é vocativo.

Finalmente, se a frase for:
“O ex-ministro, aquele filho da puta, desviou o dinheiro para o mensalão” daí, é aposto.

Que língua a nossa, não? E se estiver escrito:
"Deixou a presidência em janeiro", filho da puta é sujeito oculto.

Bom f.d.s. a todos e até mais ler.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Smartphones etc. (conclusão)

Mais e mais recursos incorporados a smartphones e celulares de topo de linha comprometem sua autonomia, pois o consumo energético aumenta bem mais depressa do que a capacidade das baterias - e se não surgir uma alternativa viável ao polímero de íon de lítio no curto prazo, logo será impossível utilizá-los a fundo sem uma tomada por perto.
Além de criar designs caprichados, interfaces amigáveis e funções inovadoras, o maior desafio dos fabricantes é encontrar soluções que tornem seus produtos capazes de permanecer funcionando pelo menos por um dia inteiro. Enquanto essa mágica não acontece, veja (e ponha em prática) as dicas a seguir, lembrando que elas são genéricas, pois as funções e os comandos que lhes dão acesso variam conforme a marca e o modelo do aparelho (não deixe de consultar o manual do seu telefone).
  • Quanto maior for o display e a resolução, maior será também o consumo de energia, mas você pode obter uma sensível economia simplesmente reduzindo o brilho da tela. Vale ainda configurar o Timeout (modo de espera) para 30 segundos ou menos e o flash da câmera para atuar somente em condições de pouca luminosidade (na impossibilidade, faça-o manualmente). Demais disso, manter o teclado bloqueado quando o aparelho estiver no bolso evita que a iluminação seja acionada sem necessidade.
  • Desabilite as conexões sem fio (Bluetooth, Wi-Fi, etc.) e o serviço de GPS sempre que esses recursos não sejam necessários. E o mesmo vale para notificações irrelevantes (avisos sonoros ou vibratórios que disparam sempre que você recebe um e-mail ou um SMS, por exemplo). Deixar o smartphone em “modo avião” é indicado apenas quando você não está usando o serviço de voz e dados, mas deseja ouvir música, jogar games, editar documentos ou ler emails previamente baixados.
  • alerta vibratório pode ser útil em situações e ambientes onde “não cai bem” o telefoninho berrar o hino do Corinthians ou outro Ringtone de gosto igualmente discutível, mas consome mais energia do que os alertas sonoros. E se você mantiver ambas as modalidades habilitadas, poderá ficar sem bateria justamente quando for preciso fazer uma chamada de emergência. A propósito, tanto faz utilizar músicas em MP3 quanto os arquivos de som padrão do telefone; em termos de consumo, o que voga é o tempo durante o qual a som é reproduzido até que o usuário atenda a chamada.
  • Há ocasiões em que pode ser preciso checar e-mails em trânsito, embora seja preferível (sempre que possível) fazê-lo a partir do PC de casa ou do trabalho. O mesmo vale para navegação na Web, bate-papo via Messenger, vídeos em streaming, rádios online e atividades afins, pois o tráfego de dados é um consumidor voraz de energia. Use esses recursos com moderação e evite-os quando a bateria estiver com pouca carga (ou tenha sempre à mão uma bateria sobressalente; afinal, ainda não revogaram a Lei de Murphy e nunca se sabe quando será preciso realizar uma chamada de voz realmente importante).
  • Os smartphones varrem constantemente o ambiente para identificar redes disponíveis, e isso consome um bocado de energia. Se o plano contratado com sua operadora não prevê acesso à Internet, desative o recurso 3G para cancelar a varredura automática e manter o aparelho no modo EDGE ou GPRS (esta dica também se aplica para celulares comuns com conexões 3G, que consomem mais bateria que as 2G).
  • Baterias de íon de lítio não estão sujeitas ao “efeito memória” que assombrava os modelos de níquel-cádmio, de modo que você pode recarregá-las a qualquer momento, total ou parcialmente, sem comprometer sua vida útil. No entanto, evite fazê-lo através de portas USB, que fornecem corrente inferior à das tomadas. Prefira sempre utilizar o carregador convencional ou um modelo que possa ser plugado no acendedor de cigarros do carro.
  • Com o passar do tempo, as conexões entre a bateria e o telefone tendem a acumular poeira e outras impurezas que prejudicam o contato. A cada dois meses, passe um pano macio e seco nas interfaces (tanto da bateria quanto dos conectores internos), e se perceber que a autonomia vem diminuindo progressivamente, o jeito será comprar outra – ou mesmo trocar o aparelho; afinal, certamente já haverá um bocado de novidades no mercado.
Em tempoO Zitmo – trojan que já contaminou as plataformas Symbian, BlackBerry e Windows Phone – chega agora ao Android para roubar dados bancários. Capaz de burlar a autenticação dupla que as instituições financeiras promovem por questões de segurança, essa praga primeiro identifica o login e a senha da vítima; depois, passando-se pelo Banco, envia um SMS oferecendo o download de um aplicativo que completará o “trabalho”. 
Vale relembrar que smartphones são, essencialmente, computadores, estando sujeitos, portanto, à ação de pragas digitais e demandando proteção de um antivírus responsável. A maioria das opções disponíveis (tanto pagas quanto gratuitas) geralmente faz uma varredura no sistema para garantir que nenhuma praga o esteja corrompendo, mas algumas incluem ferramentas para localizar o celular em caso de perda ou mesmo para apagar seus dados confidencias. 
Seja como for, antes de instalar qualquer app, informe-se a respeito do desenvolvedor – tanto no Android Market quanto em portais reputação ilibada – e atente para a lista de permissões que o programa exige pra ser instalado (um alarme, por exemplo, não precisa de acesso aos seus contatos). Na dúvida, deixe-o de lado.

Abraços a todos e até a próxima.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Smartphones etc. (continuação)

Conforme antecipamos na postagem anterior, seguem algumas dicas para facilitar a escolha de um smartphone (várias delas valem também para celulares convencionais). Confira: 
  • Só compre aparelhos de marcas conceituadas e que ofereçam ampla rede de assistência e garantia de, pelo menos, 12 meses. Desconfie de preços muito baixos – a não ser em promoções das operadoras – e fuja de produtos “informais”, mesmo que ofereçam mais recursos que os modelos originais por preços convidativos. Comprar gadgets no exterior (ou de importadores independentes) pode parecer vantajoso num primeiro momento, mas se você precisar acionar a garantia ou a assistência técnica, a porca torce o rabo. Além disso, teclados do padrão norte-americano dificultam o uso do “Ç” e a acentuação das palavras. 
  • Igualmente importante é a escolha do sistema operacional. O ideal é optar por plataformas conhecidas e de versões recentes (iPhone OS, BlackBerry, Symbian, Android, Windows Mobile/Phone, etc.), que oferecem melhor suporte e uma gama mais ampla de aplicativos. No entanto, antes de sacar seu poderoso cartão de crédito, teste diversas opções ou, no mínimo, obtenha informações com outros usuários. 
  • O teclado virtual dos modelos touch screen cumpre bem sua função, e a tela sensível proporciona acesso rápido aos recursos, permite aplicar efeitos de zoom em imagens e passar de uma música para outra com um simples arrastar de dedos na tela. Mas para quem pretende gerenciar e-mails, digitar textos, anotações e realizar outras tarefas que exijam intensamente o teclado, um modelo convencional proporcionará ganhos em termos de conforto.
  • Qualquer smartphone que se preze deve oferecer recursos como 3G, Wi-Fi e Bluetooth. O primeiro permite utilizar algum plano de dados da sua operadora; o segundo, o uso da rede sem fio de casa ou de algum lugar público; o terceiro, compartilhar arquivos com outras pessoas e utilizar dispositivos compatíveis (como fones de ouvido). O GPS também pode ser uma mão na roda quando você viaja de carro ou trafega por algum local desconhecido.
  • Aplicativos como player de áudio, navegador, bloco de notas, leitor de PDF e outros que tais devem ser disponibilizados nativamente (embora seja possível preencher as lacunas posteriormente, convém contar com as funcionalidades mais básicas). Igualmente importante é alguma forma de comunicação com fio, preferencialmente USB, para facilitar a transferência de conteúdos para o computador e vice-versa (prefira modelos que usem mini-USB ou micro-USB, pois esses conectores são padronizados).
  • Como qualquer computador, os smartphones devem dispor de poder de processamento e memória adequados às tarefas que você tenciona executar, mas processadores de 1 GHz já estão de bom tamanho; chips duais e mais de 512 GB de RAM só fazem diferença para quem roda dezenas de aplicativos simultaneamente ou joga games extremamente sofisticados. A capacidade de armazenamento de dados pode ser disponibilizada pelo próprio aparelho (8 GB, 16 GB, 32 GB, por exemplo) através de cartões de memória vendidos separadamente; verifique o limite máximo suportado pelo modelo em questão e a facilidade de encontrar cartões para futuros upgrades.
  • Todos os smartphones atuais tiram fotos e gravam vídeos, mas convém escolher um modelo que ofereça resolução em torno de 3 MP, de maneira a ter  maior flexibilidade na hora de manipular as imagens, especialmente se você usar o smartphone como sua câmera principal). Quanto ao flash, há modelos que oferecem apenas iluminação por LEDs, e os resultados não são lá muito satisfatórios – mas considerando que alguns não disponibilizam qualquer tipo de iluminação, antes pouco do que nada.
Amanhã veremos como prolongar a autonomia das baterias de smartphones e celulares de topo de linha, já que a tecnologia íon de lítio não vêm oferecendo contrapartida adequada ao consumo energético promovido pelo vasto leque de recursos desses gadgets.
Abraços e até lá.