terça-feira, 31 de maio de 2011

10 dicas de impressão

Depois de falar um bocado sobre impressão, modelos de impressoras e outros que tais, resolvi dar uma trégua aos leitores (e, por que não dizer, a mim também) antes de voltar com mais algumas considerações e sugestões. Confira:

1.      Impressoras modernas (tanto a Laser quanto a Jato de Tinta) se comunicam com o computador via USB, de modo que basta você plugar o cabinho em ambos os aparelhos, conectar o cabo de força na tomada, pressionar a tecla “Power” e aguardar até que o Windows reconheça o novo hardware. A instalação dos cartuchos é um procedimento simples, mas que varia conforme a marca e o modelo; convém consultar o manual do usuário. Conforme a versão do sistema, pode ser preciso inserir o CD (que vem com a impressora) na gavetinha e seguir as instruções do instalador; ao final do processo, a máquina costuma gerar uma página de teste – mas você pode obter o mesmo resultado (e resolver outros problemas) abrindo o Painel de Controle e dando duplo clique no miniaplicativo “Impressoras e Aparelhos de Fax”. Aliás, convém você visitar o website do fabricante para ver se existem drivers mais recentes; em sendo o caso, faça o download, salve-os na Área de Trabalho, abra o Gerenciador de Dispositivos – no XP, dê um clique direito em Meu Computador, clique em Propriedades, na aba Hardware e no botão correspondente – e proceda à respectiva atualização.
     
2.      Ao imprimir documentos, em vez de clicar simplesmente no botão que aparece na barra de ferramentas, prefira o comando Imprimir do menu Arquivo, que oferece um vasto leque de opções de configuração (intervalos de páginas, layout, tamanho da página, impressão “frente e verso”, preto e branco, modo rascunho, e por aí vai).

3.      Impressões falhadas ou desalinhadas podem ser corrigidas mediante a limpeza e o alinhamento dos cabeçotes; clique no menu Iniciar > Impressoras e aparelhos de fax, dê um clique direito sobre o ícone que representa sua impressora e escolha Propriedades (as opções podem variar conforme a marca e o modelo do aparelho; portanto, consulte o manual de impressão).

4.      Ao adquirir cartuchos (originais ou compatíveis), atente para a data de validade e evite comprar dois ou mais jogos de uma só vez (para aproveitar um preço promocional, por exemplo), a menos que tenha certeza de que irá utilizá-los dentro do prazo. Aliás, se você imprime muito pouco, o risco de seus cartuchos ressecarem é grande, de modo que convém não se entusiasmar demais como produtos que prometem o dobro ou o triplo da quantidade de tinta que vem nos originais.

5.      Imprimir páginas da Web pode gerar um volume imenso de lixo e um consumo exagerado de tinta, a menos que você utilize algum recurso de economia. Muitos sites e portais possuem em seus artigos um botão Imprimir que, ao ser clicado, removem banners, formatações abusivas e outros que tais, deixando apenas o texto. Use sempre.

6.      Sem embargo da sugestão anterior, você pode economizar tinta copiando o conteúdo da página, colando-o num documento de texto (*.TXT), fazendo os ajustes necessários e comandando a impressão a partir daí. Vale também utilizar serviços como os disponibilizados pelos sites http://www.printwhatyoulike.com/ e http://www.printfriendly.com/ , que permitem selecionar apenas as áreas úteis das páginas, suprimir imagens, excluir parágrafos, e até salvar o arquivo no formato PDF (para ler num e-Reader, por exemplo).

7.      Se sua impressora não funciona, verifique se os cabos estão devidamente conectados e se há energia na tomada (ou no estabilizador de tensão, filtro de linha ou outro dispositivo de proteção). Se o ícone correspondente aparecer em cinza, é sinal de que a máquina está desligada ou sem comunicação com o computador. Atente também para as luzinhas indicadoras, no painel da impressora: a cor verde indica funcionamento normal, mas luzes vermelhas, amarelas ou alaranjadas (dependendo da marca e do modelo) exigem a atenção do usuário; consulte o manual para identificar a causa do problema.

8.     Abasteça sua máquina somente com papéis apropriados e não exceda a quantidade estabelecida pelo fabricante. Assegure-se de que as folhas não estejam úmidas ou grudadas umas nas outras (convém sempre “ventilá-las” antes de alimentar a bandeja) e verifique se os delimitadores – guias deslizantes que auxiliam a introdução do papel – estão devidamente ajustados para a largura do papel utilizado; eles não devem ficar nem frouxos nem apertados demais.

9.      Se a impressora deixar de “puxar” o papel, limpe as borrachas do rolo tracionador; se ela começar a puxar várias folhas, verifique se o papel é adequado, se foi devidamente “ventilado” e se o tamanho é compatível com o formato do documento. Caso o atolamento ocorra, a solução varia conforme a marca e o modelo (consulte o manual), mas você pode tentar desligar e religar o aparelho (com um pouco de sorte, isso fará com as folhas encravadas sejam expelidas). Se não funcionar, puxe as folhas firme, mas gentilmente (sempre no sentido da entrada para a saída); se não conseguir removê-las todas de uma vez, tente retirar uma a uma, de modo a reduzir progressivamente a pressão do rolo sobre o papel. Algumas impressoras têm portinholas (geralmente na parte traseira) destinadas a facilitar a remoção do papel atolado; outras permitem diminuir a pressão do rolo, para que as folhas possam ser retiradas mais facilmente. Seja como for, jamais recorra a ferramentas ou quaisquer objetos que possam danificar os componentes do aparelho. Se nada disso resolver, contate o suporte do fabricante ou procure uma assistência técnica especializada.

10.  Impressões borradas ou manchadas podem advir de cartuchos de má qualidade, da mesma forma que o derramamento de tinta. Se a substituição dos cartuchos não resolver esses problemas, consulte o suporte do fabricante ou um técnico de sua confiança. Note ainda que determinados tipos de papel (notadamente os destinados à impressão de fotos) possuem apenas uma face imprimível; se você colocá-los “do avesso”, o borrão estará garantido.

Era isso, pessoal.
Abraços e até mais ler. 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vírus de celular (revisitando)

Sem prejuízo do que foi dito na postagem do dia 24 de janeiro deste ano, vale relembrar a quem utiliza smartphones baseados na plataforma Android que a incidência de malwares vem crescendo a olhos vistos (afinal, esses aparelhos nada mais são do que computadores e, portanto, estão igualmente sujeitos à ação de pragas virtuais).
Se algumas maracutaias são facilmente identificáveis, outras podem pegar o usuário no contrapé e levá-lo a fazer o download das pragas sem mais aquela, razão pela qual convém obter informações sobre os apps nos sites dos respectivos desenvolvedores (ou colher informações adicionais via Google); ler reviews online; redobrar os cuidados diante de qualquer aplicativo que requisite mais permissões do que o necessário e manter um antivírus ativo e operante.
O Lookout Mobile Security postou em seu Blog uma extensa lista de programas infectados pelo DroidDream (que além de permitir o acesso não autorizado a informações pessoais, facilita o download e a execução de códigos maliciosos à revelia do usuário).
Barbas de molho, pessoal.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Backup de e-mails

Lá pelo início do século, o espaço disponibilizado pelos serviços de webmail era miserável ao extremo; bastava você passar dois ou três dias sem acessar sua conta (o que era bastante comum numa época em que a conexão discada reinava quase absoluta) para que sua caixa de entrada “lotasse” e as novas mensagens se perdessem. Em vista disso, os programas clientes eram uma mão na roda, pois permitiam baixar as mensagens para o computador, encerrar a conexão e gerenciar calmamente a correspondência sem onerar a conta do telefone.
Hoje em dia, a história é bem diferente. Serviços de e-mail como o do Google, da Microsoft e do Yahoo!, por exemplo, oferecem (gratuitamente) espaço suficiente para você guardar tranqueiras por toda uma vida. No entanto a prudência recomenda não confiar somente no armazenamento na nuvem: uma catástrofe como a de fevereiro passado, quando 150 mil contas do GMail tiveram seu conteúdo apagado e milhares de usuários ficaram literalmente doidos (por sorte, o Google mantém várias cópias das mensagens em data centers diferentes, além de cópias em fita, o que possibilitou a recuperação dos e-mails), pode dar um bocado de dor de cabeça a quem não costuma fazer backups dos e-mails mais importantes.
Se você baseia sua correspondência eletrônica no GMail, instale o GMail Backup (http://www.gmail-backup.com/download). Após rodar o programinha, inserir seus dados (login e senha), definir o local onde deseja armazenar o backup e selecionar as mensagens desejadas (todas, só as mais recentes ou conforme datas de início e de término pré-definidas), você poderá resgatá-las facilmente, bastando informar os dados da conta e o diretório onde os arquivos foram salvos.
Outra boa opção (também freeware) é MailStore Home, que funciona tanto com o GMail quanto com o Hotmail, o Yahoo!Mail e diversos programas clientes (Outlook, Outlook Express, Thunderbird, etc.). Além de manter no servidor uma cópia dos arquivos baixados (a critério do usuário), ele permite salvar os dados em mídia removível (pendrive, CD/DVD ou HD externo). Para informações detalhadas e download do programa, clique aqui http://www.baixaki.com.br/download/mailstore-home.htm.

Observação: O Outlook Express pode ser configurado para deixar uma cópia das mensagens no servidor, mas convém também criar uma pasta numa segunda partição do disco – ou em outra unidade física, caso exista – e copiar para lá, de forma incremental, todos os e-mails que tenham relevância. O procedimento pode ser um tanto trabalhoso, mas é indubitavelmente funcional (caso queira saber mais sobre esse excelente cliente de correio eletrônico, leia a seqüência iniciada em
http://fernandomelis.blogspot.com/2006/10/conhecendo-o-outlook-express.html ou faça uma busca através do campo de pesquisas do Blog).

Passemos agora ao humor de final de semana:


Aos 82 anos de idade, Frederico se casou com Ana, 27, que em consideração à idade avançada do marido, decide que eles devem dormir em quartos separados. Terminada a festa, cada qual vai pro seu quarto, quando então Ana abre a porta após ouvir batidas insistentes e depara com o marido pronto para a ação.
Depois de uma relação quente e vigorosa, Frederico se despede, vai para seu quarto, mas Ana logo vê o marido de novo à porta, em ponto de bala. Terminada a relação, ele a beija, carinhoso, e volta para seu quarto. Minutos depois, o incidente se repete, e Ana diz:
- Frederico, meu amor, eu estou impressionada! Já transei com homens com um terço de sua idade e eles se contentavam com apenas uma trepada. Você é um grande amante!
Desconcertado, ele pergunta:
- Eu já estive aqui antes???
O Alzheimer tem lá suas vantagens...

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Imprimir é preciso... (conclusão)

Para concluir esta seqüência, vale lembrar que:
• No uso eventual, a tecnologia Ink Jet proporciona melhor relação custo/benefício; a não ser em situações personalíssimas, esqueça as anacrônicas impressoras de impacto e pense duas vezes antes de adquirir um modelo a Laser.

• Impressoras a jato de tinta podem usar papel comum, mas só conseguem imprimir com qualidade fotográfica com o uso tintas e papéis especiais. Nesse caso, preste atenção na hora de alimentar o aparelho, porque nem todos os papéis fotográficos suportam impressão em ambas as faces. Demais disso, como a tinta é líquida, espere um pouco antes de manusear as folhas impressas, especialmente se você usar cartuchos recarregados.

• Cartuchos de alta capacidade – oferecidos pelos fabricantes ou por empresas que remanufaturam esses componentes – podem realmente melhorar o rendimento das impressoras em termos de número de páginas impressas, mas para quem imprime pouco, o tiro sai pela culatra, pois a tinta acaba ressecando e entupindo os bicos de impressão.

• As estimativas divulgadas pelos fabricantes – tanto em relação ao rendimento quanto à velocidade de impressão (expressa em “PPM” ou páginas por minuto) – são calculadas em "condições ideais”; não estranhe, portanto, se você não obtiver os mesmos resultados no dia-a-dia (para ter uma idéia melhor, baseie-se em testes realizados conforme a norma ISO/IEC 24734 ou em reviews publicados na mídia especializada).

• Se sua impressora informar que o cartucho está “no grito”, aqueça-o com um secador de cabelos por dois ou três minutos (o calor faz com que a tinta endurecida flua através dos pequenos orifícios do cartucho e permite finalizar a impressão em curso). Aliás, alguns modelos indicam que não há mais tinta quando ainda é possível imprimir algumas dezenas de páginas; para contornar o problema, tente “enganar” a máquina realizando os procedimentos de substituição e reinstalando o cartucho em uso como se fosse um novo.

Abraços e até amanhã, se Deus quiser.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Imprimir é preciso... (parte 3)

Complementando o que vimos nos posts anteriores, vale lembrar que, se suprimentos para impressoras a Laser custam mais caro que os cartuchos das Ink Jet, eles também costumam render mais (em número de páginas impressas). Falando em rendimento, existe uma maneira relativamente simples de estimar o custo da impressão (que varia conforme a tecnologia, a marca e o modelo do aparelho). Depois de selecionar o modelo de seu interesse, acesse o site do fabricante e procure informações tipo “impressão de páginas por cartucho”, descubra o preço do refil (em lojas virtuais ou físicas, tanto faz) e faça as contas: se o suprimento custa R$ 80 e rende mil páginas, por exemplo, cada folha impressa sai por R$ 0,08 (desconsidere o preço do papel, já que ele será o mesmo, inobstante a marca e o modelo da impressora).


Observação: Impressoras a jato de tinta podem usar papel comum, mas para obter qualidade fotográfica, é preciso usar papéis e tintas especiais, que custam bem mais caro.


Alguns equipamentos utilizam quatro cartuchos independentes (ou seis, no caso de impressoras fotográficas); outros, dois cartuchos (o preto e o “colorido) e outros, ainda, um único cartucho.
A primeira opção é mais vantajosa do ponto de vista do custo/benefício, além de propiciar maior velocidade de impressão. Na segunda, a grande desvantagem é que, sempre que uma tinta acabar, você terá de substituir o cartucho, desperdiçando o que ainda restar das outras cores. Já nos modelos com um único cartucho, até a cor preta (um cinza-chumbo, na verdade) é gerada a partir da mistura das cores “básicas” (ciano, magenta e amarela), e a economia obtida na compra do aparelho (que geralmente custa mais barato) se dilui rapidamente nas freqüentes substituições do cartucho (veja mais detalhes em http://fernandomelis.blogspot.com/2009/11/de-olho-no-cartucho.html).
Mesmo considerando que os refis originais tenham caído de preço nos últimos anos (embora continuem caros, é bom que se diga), existe larga oferta de produtos “compatíveis” para a maioria das marcas e modelos de impressoras e multifuncionais, sem mencionar os postos de recarga, onde você reenche seus cartuchos ou troca por produtos remanufaturados.
Os cartuchos compatíveis são novos, lacrados, e geralmente custam menos que os originais, mas como não são produzidos pelos fabricantes das impressoras, convém só adquirir produtos de marcas conhecidas e bem conceituadas. Já os remanufaturados saem ainda mais em conta, e se a recarga for bem feita e utilizar matéria prima de qualidade, apresentam resultados são satisfatórios – embora para algumas aplicações, como a impressão fotográfica, por exemplo, possam ficar aquém do desejado.
Vale lembrar também que o desgaste natural dos cartuchos costuma resultar em problemas como impressão borrada e derramamento de tinta, de maneira que é bom tomar cuidado com as “bocas de porco”.
Amanhã a gente conclui; abraços e até lá.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Imprimir é preciso... (parte 2)

Com base no que vimos no post anterior, as máquinas matriciais só não se tornaram totalmente obsoletas porque ainda são úteis em determinados nichos.
Para quem pretende adquirir sua primeira impressora ou modernizar seu equipamento, a tenconogia Ink Jet é mais vantajosa do que a Laser, não só pelo custo – já que o preço dos suprimentos pesa um bocado –, mas pela confiabilidade, facilidade de operação, qualidade de impressão, fidelidade de cores e profusão de marcas e modelos. No entanto, vale lembrar que elas utilizam tinta líquida e lidam com minúsculas partículas, sendo mais suscetíveis a entupimentos e/ou vencimento do prazo de validade dos cartuchos.
Modelos a Laser são silenciosos e imbatíveis em velocidade e qualidade de impressão – pelo menos em preto –, mas o preço (tanto do hardware quanto do toner) e o consumo de energia desanimam até os consumidores mais afoitos (sem mencionar que eles deixam a desejar na reprodução de imagens com qualidade fotográfica – com exceção das versões direcionadas especificamente à indústria gráfica, que têm preços estratosféricos). Em última análise, essa tecnologia  favorece apenas quem gera grandes volumes de impressão monocromática, o que exclui a maioria dos usuários dométicos.
Resumo da ópera: Impressoras a jato de tinta são – em minha opinião – a melhor opção para quem procura um dispositivo para uso esporádico, com destaque para os modelos multifuncionais, que oferecem também recursos de digitalização e cópia – e, em alguns casos, fax e telefone fixo. Ainda que você não pretenda utilizar o fax; que o bazar de esquina tire fotocópias (“Xerox”) por uns poucos centavos; que a Internet tenha reduzido drasticamente sua necessidade de escanear textos e imagens de livros, revistas e afins, por alguns reais a mais na parcela você leva para casa um aparelho “completo” – que talvez não disponibilize todos os recursos oferecidos por dispositivos independentes, mas enfim...
Tanto as multifuncionais Ink Jet quanto os modelos a Laser proporcionam ganho de espaço e economia de energia em relação aos aparelhos independentes e, além de custarem quase o mesmo que as impressoras "básicas", permitem executar determinadas tarefas com o computador desligado (como é o caso da impressão de cópias reprográficas), requerem um único programa para gerenciamento de todas as funções e apenas um cabo de conexão ao PC e outro à tomada da rede elétrica.
Amanhã a gente continua.
Abraços e até lá.

P.S. Dias atrás, quando eu publiquei uma seqüência de postagens sobre notebooks com preços convidativos, um leitor reclamou da ausência de produtos da Acer entre os modelos sugeridos. Por conta disso, ainda que eu tenha justificado essa omissão, resolvi voltar ao assunto para sugerir uma visita ao site da Kalunga, que está oferecendo algumas unidades dessa marca com configurações interessantes por valores entre R$ 1.000 e R$ 2.000. Para acessar diretamente a página em questão, clique aqui. 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Imprimir é preciso...

Na época em que a computação pessoal ainda era incipiente, a indefectível parceria entre o microcomputador e a impressora era mais que natural: sem o correio eletrônico para transportar arquivos de um ponto a outro, documentos de texto, gráficos, apresentações e o que mais a gente criasse no computador acabava mesmo no papel. Hoje, mesmo não sendo indispensáveis, esses periféricos continuam populares no âmbito doméstico, onde as “Matriciais”, “Ink Jet” e “Laser” são as tecnologias mais comuns, embora haja outras – como a tinta sólida, a sublimação, a cera térmica e a plotagem, por exemplo – que são direcionadas a segmentos específicos de mercado e, portanto, fogem ao escopo desta postagem.
Enfim, quem tem muitos anos de estrada conheceu as velhas “Margaridas”, que foram preteridas pelas “Matriciais”, que foram preteridas pelos modelos “Ink Jet” e “Laser”. As duas primeiras funcionam basicamente como as tradicionais (e barulhentas) máquinas de escrever. Na Margarida, uma esfera com caracteres em alto relevo (a tal da margarida) gira até a posição desejada e martela a letra, o número ou o sinal gráfico contra uma fita embebida em tinta, que cria a impressão no papel. Nas “matriciais” – que também imprimem mediante impacto e fita tintada – cabeçotes com agulhas geram conjuntos de pontos (matrizes) capazes de reproduzir tanto caracteres alfanuméricos quanto gráficos simples e imagens (até mesmo em cores, ainda que num processo lento e trabalhoso, que apresenta resultados bastante primários).
As impressoras matriciais continuam sendo usadas em lojas, escritórios e pequenas empresas que trabalham com formulários contínuos e documentos fiscais em várias vias (já que o impacto das agulhas permite o uso de papel-carbono). Para uso doméstico, todavia, a única vantagem fica por conta dos suprimentos (as fitas são duráveis e custam menos de 10% do preço de um cartucho de tinta preta), mas sua adoção só se justifica se a idéia for imprimir apenas texto puro – e olhe lá.

Observação: Se você tiver uma relíquia dessas acumulando pó no quartinho de tranqueiras, saiba que a escassez de oferta permite obter bons preços no mercado de usados, desde que a máquina esteja bem conservada e em perfeitas condições de funcionamento (especialmente modelos que operam tanto com formulários contínuos quanto com papel sulfite).

O surgimento das impressoras “Ink Jet” (ou “jato de tinta”), no final dos anos 80, representou uma verdadeira revolução no mundo da impressão. Silenciosos e eficientes, esses modelos proporcionam resultados de excelente qualidade (inclusive em cores) borrifando gotículas de tinta no papel através de uma técnica que combina pressão e eletricidade. Já os modelos a Laser – que usam fontes de luz para “desenhar” os motivos num tambor rotativo e transferi-los para o papel (num processo semelhante ao de fotocopiadoras) – são mais populares no ambiente corporativo, embora venham conquistando gradativamente a preferência dos usuários domésticos. Mas isso já é assunto para o post de amanhã.
Abraços e até lá.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sumiu... E agora?

ESTA É A REEDIÇÃO DA POSTAGEM QUE EU HAVIA PROGRAMADO PARA SEXTA-FEIRA, DIA 13, MAS QUE, DEVIDO A PROBLEMAS COM O BLOGGER, ACABOU FICANDO PARA HOJE (SE SERVE DE CONSOLO, PELO MENOS ELA NÃO SUMIU, DIFERENTEMENTE DO QUE ACONTECEU COM DIVERSAS OUTRAS).

Já pensou se você vem trabalhando há meses numa monografia ou preparando uma apresentação para uma importante reunião e, um belo dia, quando liga o PC para dar os toques finais, o arquivo simplesmente não está mais lá?
Deus nos livre a todos, mas, numa situação como essa, é importante não entrar em pânico. Primeiramente, explore a Lixeira (talvez você tenha apagado acidentalmente o arquivo); se não o encontrar, clique em Iniciar > Pesquisar e faça uma busca completa a partir do nome/tipo do arquivo ou de um trecho de texto que você tenha certeza de ter incluído – quem sabe o arquivo não tenha movido para outra pasta, outra partição, ou outro disco...
Se nada disso resolver, recorra àquele backup que você fez na véspera... Ah, você não costuma fazer backups? Bem, aqui entre nós, aposto que isso vai mudar logo, logo...
Humor negro à parte, o negócio é tentar salvar a pátria com um software de recuperação de arquivos (mais detalhes em http://fernandomelis.blogspot.com/2008/01/recuperador-de-arquivos.html), mas é preciso ter em mente que as chances de sucesso dependem de você adotar essa providência o mais rapidamente possível, antes que outros dados sobrescrevam o arquivo sumido (e aí, babau!).
O Recuva Portable (download e instruções de uso em http://www.baixaki.com.br/download/recuva-portable.htm)  é uma boa opção, desde que você baixe e instale-o em outro computador, copie para um pendrive e rode-o a partir desse dispositivo. Se conseguir encontrar o arquivo perdido, não tente restaurá-lo em seu local de origem; salve-o no próprio pendrive e depois transfira para seu PC.

SOGRAS


O cara chega pro amigo e fala:
- Minha sogra morreu e agora fiquei em dúvida. Não sei se vou trabalhar ou se vou ao enterro... O que você acha?
Responde o amigo:
- Primeiro o trabalho, depois a diversão!


O homem ouve da cartomante:
- Em breve sua sogra morrerá de forma violenta.
Ele pergunta à vidente:
- Violentamente? E eu? Serei absolvido?


Um homem encontra seu amigo na rua e lhe diz:
- Cara, você é igualzinho a minha sogra, a única diferença é o bigode!
O amigo fala:
- Mas eu não tenho bigode!
- É, mas a minha sogra tem.


Um cara foi à delegacia e disse:
- Eu vim dar parte do sumiço da minha sogra.
O delegado pergunta:
- Há quanto tempo ela sumiu?
- Duas semanas.
- E só agora é que você vem dar queixa?
- É que custei a acreditar que eu tivesse tanta sorte!


A sogra do cara morreu. A esposa pergunta:
- O que vamos fazer? Enterrar ou cremar a mamãe?
- Primeiro cremar, depois enterrar. Com essa velha não se pode facilitar!


Querido, onde está aquele livro: 'Como viver 100 anos?'
- Escondi!
- Escondeu? Por quê?
- Porque a sua mãe vem nos visitar amanhã e eu não quero que ela leia essas coisas!


Diz o médico:
- Tenho uma péssima noticia para lhe dar.... A cirurgia que fizemos em sua mãe...
- Ela não é a minha mãe, é minha sogra!
- Ah, nesse caso tenho uma ótima noticia!


A garota reclama para a mãe do ceticismo do namorado:
- Mãe, o Mário diz que não acredita em inferno..
- Case-se com ele, minha filha, e deixe o resto comigo!


O sujeito atende ao telefone um interlocutor que pergunta:
- O senhor teria algo a doar para o Lar dos Idosos?
- É claro! Dê o endereço que eu levo a minha sogra!

Bom final de semana e até a próxima.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bacia das Almas

Esta seqüência sobre portáteis e modernização (que eu pretendia dar por concluída no post anterior) merece mais algumas considerações - até porque, embora eu costume dizer que os laptops estejam “bem mais acessíveis” atualmente do que até alguns anos atrás, isso não significa que eles sejam produtos baratos, mas sim que estejam custando bem menos.
Veja o exemplo do meu primeiro note, que em meados de 2003 custou o correspondente a 22 salários mínimos (R$ 220 na época). Fazendo a conversão pelo valor atual (R$ 540), os R$ 11.880 resultantes dão para comprar um ENVI 17 3D da HP (com tela de respeitáveis 17 polegadas, chip Intel Core i7 de 2 GHz, 6 GB de RAM, HD de 640 GB e Windows 7 Pro de 64 Bits, que custa R$ 9.999), e com o troco, um ASUS A42F (Core i3, 4GB de RAM e HD de 320 GB), que sai por R$ 1.999. É mole ou quer mais?

Mesmo que conceitos como “caro” e “barato” sejam abstratos, subjetivos e personalíssimos, a expressiva redução no preço do hardware havida nos últimos anos é inquestionável. Portáteis de entrada de linha estão custando atualmente menos de R$ 1.000, como é o caso do netbook SAMSUNG NF110-AD2, cujo ponto forte é excelente autonomia (mais de 4 horas longe da tomada), conquanto a configuração peque pelo processador “fraquinho” (Atom N450 1.66 GHz) e por trazer apenas 1 GB de RAM (mas que, convenhamos, está de bom tamanho para Windows 7 Starter de 32 Bits que vem pré-instalado).
Já para quem deseja algo um pouco mais “parrudo”, as lojasMM.com (a quem interessar possa, o telefone da central de atendimento é 0800-6442014) estão oferecendo notes da Philco com processador Intel Pentium dual core, 4 GB de RAM, HD de 500 GB, Wi-Fi, tela de 14.1 polegadas e webcam integrada por R$1.299 (em 12 x sem juros). E se você fica de pé atrás diante de “promoções online”, o POSITIVO PREMIUM N8570, com processador Core i5 Sandy Bridge (de última geração, portanto), 6 GB de RAM e HD de 750 GB e Windows 7 de 64 Bits está por R$ 2.199 no site do fabricante. Quer mais? Então lá vai: por apenas R$ 2.099, você leva para casa um INFOWAY W7435, da Itautec, com tela de 14 polegadas, Core i5 480M 2.66 GHz (penúltima geração), 4 GB de RAM, HD de 500 GB, DVD-RW, vídeo on-board e Windows 7 Home Basic.
Para quem não pode gastar R$ 2 mil, o LEADERSHIP M945S (Core i5, 2 GB de RAM e HD de 500 GB e Windows 7 Home Premium 32 Bits) não deixa de ser uma boa pedida: R$ 1780.
Esses são apenas alguns exemplos, evidentemente. Jornais e revistas trazem uma profusão de ofertas pra lá de interessantes, e no mais das vezes o preço à vista pode ser dividido em suaves prestações mensais (“sem acréscimos”). Portanto, gente, a hora é agora.
Abraços a todos e até a próxima.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pra frente... (conclusão)

Ao comprar um note novinho em folha, é natural que você queira colocá-lo em uso imediatamente, o que, em tese, requer apenas plugar o cabo de energia na tomada, levantar a tampa e pressionar o botão Power. Na prática, todavia, ainda que o aparelho venha pronto para uso, há toda uma série de procedimentos que você deve adotar antes de aposentar definitivamente seu velho companheiro.
O sistema operacional pré-instalado (OEM) pelos fabricantes de computadores costuma incluir personalizações e acréscimos nem sempre muito bem-vindos: é provável que você encontre uma porção de inutilitários, versões demo de aplicativos e outros que tais que só servem para ocupar espaço em disco e degradar a performance do sistema. Então, para pôr a casa em ordem, recorra ao freeware SlimComputer, que não só sugere o que pode ser desinstalado com segurança ou removido da inicialização, mas também faz o serviço para você em poucos cliques.
Concluída essa faxina, você terá de “importar” todos os arquivos pessoais que deseja preservar. Para tanto, em vez de gravar uma pilha de CDs, o melhor é plugar um HD externo (ou um pendrive de grande capacidade) ao seu velho computador, criar uma pasta para o backup e copiar para lá suas músicas, fotos, vídeos, documentos, favoritos, e-mail, e por aí vai. Ao final, basta plugar o HD (ou o pendrive) no computador novo e transferir tudo para seus devidos lugares.
Antes de se arriscar a navegar na Web com seu novo computador, é importante protegê-lo com um antivírus responsável e revisar as configurações do firewall nativo do Windows (caso não tencione usar um produto de terceiros). Se a máquina já dispuser de ferramentas de segurança pré-instaladas – e você for mantê-las – bastará atualizá-las.
Tomadas essas precauções, rode o Windows Update e aplique todas as atualizações críticas e de segurança disponíveis para a sua versão. Feito isso, atualize os drivers (da placa-mãe/chipset e de dispositivos) e reinstale os demais aplicativos.
A título de sugestão, supondo que seu novo PC não disponha de uma ferramenta para atualização automática de drivers, vá ao site do fabricante e pesquise pelo modelo na seção “Suporte” (uma máquina nova deveria vir com as versões mais recentes dos drivers, do BIOS e de outros componentes do sistema, mas isso nem sempre acontece). Se sua placa gráfica for da NVIDIA, obtenha os drivers mais recentes em http://www.nvidia.com.br/Download/index.aspx?lang=br (basta indicar o modelo e o sistema operacional ou deixar o site detectar automaticamente). No caso da AMD/ATI, baixe a versão atual do pacote de drivers Catalyst (http://sites.amd.com/us/game/downloads/Pages/downloads.aspx).
Na hora de reinstalar programas licenciados, mesmo que você disponha das respectivas mídias e chaves de ativação, talvez seja preciso, antes, desativá-los ou desautorizá-los na máquina antiga (em caso de dúvida sobre como proceder, consulte a ajuda dos programas ou busque informações nos sites dos fabricantes).
Já para reinstalar a sua coleção de freewares preferidos, esqueça os arquivos de instalação que você possa ter guardado cuidadosamente durante anos (até porque eles certamente já estarão desatualizados) e recorra ao Ninite, que permite instalar programas “em lote”, de uma vez só de forma automática, sem intervenção do usuário. Basta acessar o site, marcar as opções desejadas, clicar no botão Get Installer (no rodapé da página) para receber um pequeno executável que irá baixar todos os aplicativos de seus servidores oficiais e instalá-los com a configuração padrão. Além de dispensar barras de ferramentas para o navegador e outros complementos de utilidade duvidosa que acompanha muitos freewares, o Ninite é capaz também de escolher versões x64 dos programas, caso o sistema do usuário seja de 64 Bits.
Por último, mas nem por isso menos importante, espere algumas semanas para formatar seu PC antigo e passá-lo adiante. Apesar de cuidado na migração dos dados, alguma coisa sempre pode acabar ficando para trás.
Divirta-se.
Abraços e até a próxima.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pra frente... (continuação)

Vimos que laptops modernos têm preços relativamente acessíveis e são capazes de substituir com vantagens o velho computador de mesa, especialmente se o usuário pretende utilizá-los em viagens de férias ou a trabalho – e até nos finais de semana na praia, por exemplo –, afastando, assim, os riscos do uso de máquinas públicas.
Para quem realmente precisa de mobilidade e portabilidade “full time”, o peso, as dimensões e a autonomia do portátil são aspectos importantes; afinal, ninguém merece carregar uma mala sem alça (literalmente) para cima e para baixo o tempo todo, além de ser obrigado a levar na maleta o carregador e um par de baterias adicionais para quando não houver uma tomada por perto.
Para uso em trânsito, convém optar por um modelo com chassi de metal ou fibra de carbono (fuja do plástico) e que ofereça recursos de proteção contra choques, sistemas biométricos (como leitores de impressão digital) e tecnologia antifurto integrada. Uma porta charge through (ou USB ATIVA, capaz de fornecer energia para seus gadgets, mesmo com o note desligado) é bem-vinda, como também uma saída HDMI e um modem 3G integrado.
Já quem pretende utilizar o laptop como substituto do desktop – e só eventualmente levá-lo em viagens – deve priorizar uma configuração robusta, similar à que escolheria para um PC convencional. Isso inclui gravador de DVD (ou Blu-Ray, se o bolso permitir), teclado confortável (preferencialmente do tipo “full size”), Touchpad ou Trackpad (convém evitar modelos com TrackBall ou Pointing Stick) e tela de bom tamanho, com resolução de pelo menos 1600 x 900 pixels (especialmente para ver filmes).
A maioria dos portáteis traz pelo menos 2 GB de RAM, mas eu aconselho investir em mais memória (especialmente se a versão do Windows for de 64 bits), pois um upgrade posterior, embora possível, pode ser antieconômico. Demais disso, essas belezinhas costumam integrar alto-falantes minúsculos e de desepenho sofrível; se você prioriza um áudio razoável, prepare o bolso, pois irá precisar de caixas de som externas.
Amanhã a gente conclui.
Abraços e até lá.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pra frente é que se anda...

O Blogger começou a apresentar intermitências após uma manutenção programada realizada na madrugada da última quinta-feira, e o problema foi se agravando paulatinamente, até que o serviço saiu do ar e as postagens e comentários publicados nesse entretempo se tornaram indisponíveis. Lá pelo meio da tarde da sexta-feira (13), o Google divulgou a seguinte nota:

“Que dia frustrante. Lamentamos muito que você não tenha conseguido publicar no Blogger durante as últimas 20.5 horas. Estamos quase de volta ao normal – você pode publicar de novo, e nas próximas horas as postagens e comentários que foram temporariamente removidos devem ser restaurados. Obrigado pela sua paciência enquanto estamos resolvendo esta situação. Nós usamos o Blogger para os nossos próprios blogs, por isso compreendemos o que vocês estão sentindo.”

Feita essa remissão, passamos agora ao assunto do dia:
A constante evolução da tecnologia impõe a substituição dos nossos “velhos” computadores – mesmo que bem conservados e funcionando direitinho – por modelos mais modernos em espaços de tempo cada vez mais curtos. Configurações concebidas há três ou quatro anos já não são capazes de atender as exigências dos sistemas e programas atuais e, resguardadas as devidas proporções, o mesmo vale para o SO: se você for aguardar (indefinidamente) pela “última versão” do Windows apenas porque o Vista frustrou suas expectativas, pode acabar perdendo o bonde da história. Aliás, conforme comentamos em diversas oportunidades, o Seven já esteja maduro o bastante para ser adotado sem mais aquela, e retardar o processo evolutivo apenas porque a Microsoft prometeu lançar o Eight no ano que vem talvez não seja a melhor política. No entanto, como o XP deve continuar recebendo suporte até o segundo trimestre de 2014, fica a critério de cada um.
Um upgrade do XP para o Seven tem mais chances de ser bem sucedido numa operação casada (software e hardware), e com a sensível redução no preço dos portáteis, o momento atual é mais que propício para você substituir seu velho PC de mesa (caso ela já tenha 3 ou 4 anos de estrada) por um laptop de configuração compatível. Além do preço atraente, os notes de última geração oferecem recursos bem mais aprimorados que os modelos de dois ou três anos atrás, a começar pelos processadores, que apresentam um significativo ganho de desempenho, recursos gráficos e autonomia de bateria. No entanto, convém tomar cuidado para não levar gato por lebre, já que máquinas ultrapassadas ainda disputam espaço nas prateleiras das lojas (afinal, sempre existe um chinelo velho para um pé cansado), e como a perspectiva de poupar algumas centenas de Reais é um atrativo irresistível para muitos consumidores... Bom, acho que deu para entender.

DICA: Os processadores Intel da geração anterior têm três dígitos (como “Intel Core i3-350M”), enquanto os atuais, quatro dígitos (como “Intel Core i3-2310M”). Já nos novos chips AMD Fusion são chamados de AMD C-Series APU, AMD E-Series APU ou AMD A-Series APU.

Outro aspecto digno de atenção é a capacidade dos HDs, que vem crescendo a passos de gigante. Se você puder investir uns trocados a mais, considere a aquisição de um modelo SSD (saiba mais em http://fernandomelis.blogspot.com/2007/06/memria-flash-x-disco-rgido.html), cujo desempenho, durabilidade e economia de energia dão de lavada nos tradicionais discos eletromecânicos. Na pior das hipóteses, opte por um drive híbrido, que combina desempenho com fartura de espaço a um preço menor que o de um SSD puro.
Amanhã a gente continua.
Abraços e até lá.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sexta-feira, dia 13

Embora a postagem de hoje - com nosso tradicional humor de sexta-feira - tenha sido criada em tempo hábil e programada para as 7 horas desta manhã, problemas com o Blogger - felizmente já resolvidos - inviabilizaram sua publicação.
Certo da compreensão dos visitantes e da simpatia dos demais blogueiros e parceiros aqui do site - que, se também utilizam o Blogger, devem ter amargado idêntico desconforto - colho o ensejo pra desejar um ótimo final de semana a todos.
Estaremos de volta na próxima segunda-feira, se Deus quiser e a bruxa deixar.

FECHADO PARA REFORMA (compulsoriamente)

PUBLICADO A DESTEMPO:

Embora a postagem de ontem, dia 12, tenha sido publicada (e até comentada) em tempo hábil, problemas com o Blogger levaram-na a desparecer como num passe de mágica, como tantas outras que tantos outros blogueiros devem ter perdido por as ter programado e, confiantes do dever cumprido, deletado os respectivos arquivos originais.
Certo da compreensão dos visitantes e da solidariedade dos colegas parceiros - que, se também utilizam o Blogger, amargaram o mesmo contratempo - resta-me lamentar o ocorrido e desejar a todos um ótimo final de semana.
Em tempo: cumpre salientar que, às vésperas de completar 5 anos como usuário do Blogger, esta foi a primeira vez que vivenciei um problema dessa natureza.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Redes etc. (conclusão)

Para concluir esta seqüência, vale salientar que deixar uma rede wireless “aberta” propicia invasões ou compartilhamentos não autorizados do serviço pelo qual você paga. Habilite o WPS – configuração segura que escolhe a melhor encriptação e gera SSID (nome da rede) e senhas aleatórias para o Wi-Fi – e/ou utilize os protocolos de segurança, firewall e controles de acesso oferecidos pelo seu equipamento. Ainda que muita gente não se dê a esse trabalho (para não ter de se preocupar com senhas ou outros tipos de autenticação), tenha em mente que quanto mais usuários compartilharem a conexão, mais lenta ela ficará. Atualmente, os principais padrões para redes wireless são o WPA e o WPA 2. O WPA sucedeu o frágil WEP, mas, diante da profusão de tutoriais para quebra desse protocolo, acabou cedendo espaço ao WPA2, bem mais seguro, mas ao qual nem todas as placas de rede e adaptadores Wi-Fi existentes no mercado oferecem suporte (antes de ativá-lo, assegure-se de que todos os componentes da sua rede operem com o dito cujo).
Demais disso, atente para a quantidade de antenas do rotador que você tem em vista: modelos 802.11n geralmente integram duas ou mais antenas, já que sua performance depende da reflexão do sinal no ambiente e da quantidade de transmissores e receptores (a configuração ideal de antenas é a 4 x 4 – um roteador com 4 antenas e cada qual com seus próprios circuitos de transmissão e recepção). Confira ainda a “potência” das antenas (expressa em dBi) – quanto maior ela for (3 dBi, por exemplo), maior será o alcance do sinal –, mas não se esqueça de que as taxas máximas de transmissão de dados e alcance (distância) do sinal informadas pelos fabricantes representam valores teóricos que se referem à transferência de arquivos. A velocidade de conexão com a Internet está sujeita a outros fatores limitantes, e áreas de sombra ou bloqueios causados por eletrodomésticos, paredes, portas, etc., podem resultar em valores bem diferentes, e muito embora alguns roteadores 802.11n oferecem mais estabilidade e alcancem distâncias e taxas de transferências maiores operando simultaneamente em 2,4 GHz e 5 GHz, seus preços costumam ser bem mais salgado.
Por último, mas nem por isso menos importante, recomendo adquirir roteadores de marcas renomadas. Fabricantes como 3Com, Cisco e Trendnet são excelentes opções, embora os produtos da D-Link sejam mais baratos e nada deixem a desejar no uso doméstico. Aliás, se você pretende compartilhar sua conexão 3G, saiba que o D-Link DI-412 (*) é compatível com todas as operadoras de telefonia móvel celular.

* Não costumo promocinar fabricantes, referenciar modelos ou informar preços do que quer que seja aqui no Blog (coisa que sempre me recusei a fazer, mesmo em meus artigos na mídia impressa, para não dar ao leitor a impressão de que a matéria era patrocinada por esta ou aquela marca). No entanto, em circunstâncias excepcionais tais informações podem ser bem-vindas. A quem interessar possa, o Blog do meu amigo Kevin oferece dicas de marcas e modelos e oferece links para cotação. A quem interessar possa, basta acessar http://updatefreud.blogspot.com/2011/05/como-escolher-o-melhor-roteador.html
Um ótimo dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Redes, etc. (continuação)

Vimos que o “COMPUTADOR DA FAMÍLIA” é coisa do passado: hoje, cada membro do “clã” costuma ter seu próprio PC (de mesa ou portátil) e usar smartphones e outros gadgets igualmente capazes de acessar a Web. Em vista disso, o router é a solução ideal para o compartilhamento do sinal – desde a largura de banda seja capaz de atender a demanda simultânea de todos esses dispositivos (conexão discada, nem pensar).
Como a diferença de preço entre routers cabeados e sem-fio não é expressiva, o melhor é optar por um modelo wireless, mesmo que seu hardware ainda não suporte essa tecnologia. Além de distribuir o sinal pela residência através das antenas, eles costumam disponibilizar duas, três ou mais portas para conexão via cabo. No entanto, se você tem ojeriza àquela incomodativa montoeira de fios que se espalham pela casa em situações como essa, mantenha só um Desktop cabeado e providencie placas Wi-Fi para os demais (ou substitua-os por notebooks).
Na hora de escolher o roteador, confira a distância máxima que o modelo pode alcançar e a velocidade máxima de transmissão dos dados. Se você mora numa casa ou apartamento de dimensões normais e pretende apenas navegar na Web, trocar e-mails e, no máximo, trocar arquivos pequenos entre as máquinas, um modelo IEEE 802.11g (velocidade máxima de 54 Mbps e distância de até 100 metros) já estará de bom tamanho. Já para quem mora numa cobertura duplex de 400 m2 e/ou pretende transferir arquivos pesados, assistir vídeos em streaming, jogar on-line e ter vários aparelhos conectados simultaneamente, melhor escolher um modelo IEEE 802.11n (300 Mbps/400 metros).
Vale relembrar também que não é incomum o sinal perder intensidade (ou até desaparecer) em determinados cômodos da casa, embora possa ser acessado facilmente do imóvel ao lado ou do apartamento vizinho (ou mesmo vários andares acima ou abaixo). Quanto mais usuários compartilharem sua conexão, mais lenta ela ficará (para investigar a possível existência de clandestinos, baixe o freeware oferecido em http://www.zamzom.com/, que lista todos os computadores, laptops, smartphones e assemelhados “pendurados” na sua rede).
Amanhã a gente conclui.
Abraços e até lá.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Redes e Roteadores

O Windows suporta redes domésticas desde a versão 3.11, conquanto esse recurso não se tenha tornado muito popular em residências. Primeiro, porque só recentemente a figura do ‘COMPUTADOR DA FAMÍLIA’ começou a ceder espaço para o modelo atual, onde cada membro tem sua própria maquina; segundo, porque o advento da tecnologia wireless facilitou sobremaneira a interligação de dispositivos computacionais sem aquela tradicional macarronada de cabos e quebradeira de paredes.
Com um roteador sem fio estrategicamente posicionado, você e seus familiares podem compartilhar arquivos e recursos entre suas máquinas e – o que é mais comum – a conexão com a Web. E se alguém dispuser de laptop ou smartphone, poderá navegar refestelado na cama ou no sofá da sala, tomando a fresca na varanda, ou mesmo gozando de total privacidade em seu banheiro (vai do gosto).
Naturalmente, é preciso que haja largura de banda seja suficiente para o compartilhamento do sinal não se tornar um teste de paciência. Se houver pouca banda disponível, basta alguém dar início a um download pesado (de um filme, por exemplo) para que os demais usuários amarguem sensível lentidão. Então, se você ainda usa a conexão discada, deixe para por em prática essa solução quando contratar um serviço ADSL, CABLE ou 3G.

Observação: A popularização dos portáteis também contribuiu para alavancar o uso de roteadores wireless, embora a conexão cabeada ofereça maior velocidade; afinal não faz sentido ter um notebook e ser forçado a andar pela casa com ele atrelado ao roteador por um cabo de rede.

Note que escolher o produto adequando diante da diversidade de marcas e modelos disponíveis não é tão simples quanto parece. Então, antes de sacar seu poderoso cartão de crédito, acompanhe esta seqüência de postagens, consulte um “Computer Guy” de confiança ou procure uma loja idônea e troque idéias com um vendedor que realmente entenda do assunto.
Amanhã a gente continua.
Abraços e até lá.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Task Manager e humor de sexta-feira

O atalho “Ctrl+Alt+Del”, que nas versões mais antigas do Windows era o "último recurso" para o usuário tentar reverter um travamento sem apelar para o botão RESET, convoca, no XP, o Gerenciador de Tarefas, cuja aba “Aplicativos” exibe os programas em execução e seus respectivos status, enquanto que “Processos” lista os processos e serviços que rodam em segundo plano.

Observação: Numa definição elementar, “processos” são conjuntos de instruções executadas com um determinado propósito. Alguns programas se subdividem em diversos processos, mas alguns processos não correspondem a programas (como no caso dos assim chamados “serviços”, que rodam em segundo plano para dar suporte ao sistema operacional).

Como os processos e serviços são identificados pelos nomes de seus respectivos executáveis, nem sempre é fácil saber a que eles se referem ou se realmente deveriam estar ali. Nomes como explorer.exe, firefox.exe ou msnmsgr.exe, por exemplo, não oferecem dificuldades, mas svchost.exe, oodag.exe, ctfmon.exe e outros não menos enigmáticos podem não raro levar o usuário a pensar que a máquina foi tomada por vírus, spywares e aparentados.
Claro que sempre se pode pesquisar no Google ou ir diretamente a sites como www.liutilities.com/products/wintaskspro/processlibrary/, por exemplo, ou ainda instalar programinhas como o  ProcessQuickLink ou o Process Explorer (que a gente já analisou em outras oportunidades). Aliás, outra boa opção gratuita e bastante interessante é o YAPM : depois de instalar a ferramenta, basta você nos processos para obter diversas informações sobre eles – ou pesquisar na Web o nome do programa a que se referem os itens desconhecidos – e no caso de você não conseguir apagar um arquivo “rebelde”, é só passar à guia “FILE”, selecionar o teimoso em questão e clicar em “RELEASE” para liberar sua exclusão.
Note que o Gerenciador de Tarefas permite ainda finalizar programas que não estão respondendo, alterar prioridades, monitorar o desempenho do sistema, o status da rede e a atividade de outros usuários (caso existam).

Passemos agora à nossa tradicional piadinha:

O cumpadi, há muito tempo de olho na cumadi, aproveitô a ausência do cumpadi e resolveu fazer uma visitinha para ver se ela não carecia de arguma coisa...
Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós... falaram sobre o tempo...
- Será qui chove?
- Pois é...
Ficô um grande silêncio...
Aí, o cumpadi se enche de corage e resorve quebrá o gelo:

- Cumadi... qui qui ocê acha: trepemo ou tomemo um café?
- Ah, cumpadi... cê mi pegô sem pó...

Um ótimo final de semana a todos e até mais ler.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Browsers e complementos

No finalzinho do século passado, o lançamento do Netscape Navigator – que consagrou a expressão “navegar” como sinônimo de acessar páginas da Web – foi um dos grandes responsáveis pela difusão da Internet entre “usuários comuns”, e atualmente um PC desconectado é tão útil (ou inútil) quanto um quinto artelho. No entanto, além de ser o “portal de entrada” para o mundo maravilhoso da Grande Rede, o browser também funciona como “área de desembarque” para um vasto leque de programinhas maliciosos. Então, como a gente vem sempre relembrando aqui no Blog, tão importante quanto dispor de um arsenal de segurança responsável é manter o sistema e demais aplicativos atualizados – e como o navegador é o programa mais intimamente ligado à Internet, é natural que mereça atenção especial. Quem usa o IE só precisa rodar o Windows Update para receber regularmente os patches de segurança, mas usuários de softwares concorrentes (como o Firefox e o Chrome, dentre outras opções populares) devem se certificar de que suas versões estejam devidamente atualizadas.
Além das tradicionais brechas dos navegadores, os complementos – plug-ins ou extensões que servem para ampliar suas funções e adicionar elementos úteis – também são visados pela bandidagem, razão pela qual é preciso tomar muito cuidado com esses programinhas, especialmente se obtidos via download.
No IE, clique em Ferramentas e em Gerenciar Complementos; em Tipos de Complemento, clique em “Barras de Ferramentas e Extensões” e navegue pelas opções oferecidas na caixa “Mostrar” (Todos os complementos, Complementos carregados, Executar sem permissão, e Controles baixados).
Você pode desabilitar plug-ins desconhecidos ou que tenham sido instalados sem sua permissão expressa selecionando a opção “Todos os complementos”, dando um clique direito sobre o complemento desejado e clicando em Desabilitar (repita a ação para cada complemento que queira desabilitar e, quando terminar, clique em Fechar).

Observação: É possível que a ausência de determinados plug-ins acarrete problemas ao navegador e/ou impeça que algumas páginas da Web sejam exibidas corretamente. Embora o quadro seja facilmente reversível (basta dar um clique direito sobre o plug-in desabilitado e escolher “Habilitar”), clique em Mais Informações e/ou faça uma busca no Google antes de desabilitar qualquer complemento. E se precisar rodar o IE sem complementos (situação contemplada no post Navegação Encalhada, publicado dias atrás) clique em Iniciar > Todos os Programas > Acessórios > Ferramentas do Sistema > Internet Explorer (Sem Complementos), e eles permanecerão desabilitados até que você reinicie o navegador normalmente.

Controles ActiveX que você tenha baixado e instalado podem ser removidos, ao passo que os pré-instalados só podem ser desabilitados. Em qualquer caso, basta seguir os passos anteriormente sugeridos e, na caixa “Mostrar”, selecionar “Controles baixados”, escolher a opção desejada e o comando respectivo (antes, porém, não deixe de clicar em Mais Informações). Na hipótese de não conseguir removê-los dessa maneira, vale tentar desinstalá-los pelo Painel de Controle.
No Firefox, a recomendação dos especialistas é no sentido de somente instalar plug-ins de sites confiáveis (clique em Preferências > Segurança para ser avisado quando sites tentarem instalar complementos). Já o Google Chrome exibe um aviso sempre que um site tiver conteúdo “não seguro” (e pergunta se você deseja carregar somente dados seguros; para rever esses ajustes, clique no ícone de uma ferramenta, no canto superior direito da tela, e então clique em Opções e em Configurações avançadas). No Safari, em Preferências > Segurança, você pode decidir se deseja ativar Java, pop-ups ou plug-ins. Para rever os plug-ins, clique em Ajuda > Instalar plug-ins; para remover um deles, feche o navegador, abra a pasta Library/Internet Plug-ins/ e remover os itens indesejados.

Um ótimo dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Privacidade na Rede

Se você anda ziguezagueando por salas de chat, tem cadastro no YouTube, Orkut e Facebook, criou Blogs e microblogs, entupiu sua agenda de contatos no Messenger e abriu sua privacidade como uma flor em pétalas de informações, talvez seja hora de repensar o assunto – até porque Deus, em Sua infinita sabedoria, dotou o ser humano de dois ouvidos e uma boca. Devido ao pretenso “anonimato” da Web, blogs, redes sociais, salas de bate-papo e programas mensageiros costumam levar os incautos a soltar a matraca, e aí a caca está feita. É certo que assuntos “constrangedores” costumam fluir naturalmente numa conversa pela Rede – a moça confessa ter traído o moço, o moço expõe suas taras mais secretas, e por aí vai –, mas nem sempre se pode confiar em quem está do outro lado da tela, até porque a criação de perfis falsos é fartamente utilizada por pessoas mal intencionadas.
Ao navegar, use um pseudônimo – e não deixe de criar uma conta de e-mail especial para ele.
Evite divulgar seu endereço ou telefone para desconhecidos ou trocar fotos que permitam identificar sua casa, escola ou escritório (basta a placa de um automóvel e um amigo policial ou despachante para alguém obter informações sobre o proprietário).
Tome cuidado ao usar programas mensageiros, já que eles costumam criar registros das conversas – a menos que sejam configurados para não fazê-lo –, sem mencionar que podem incluir links e arquivos maliciosos (e o mesmo vale para salas de bate-papo).
Se você acha que já se expôs demais no Facebook, faça o login, clique em Conta, Configurações da Conta, Configurações e no link “Desativar Conta”; apresente uma justificativa para sua saída, selecione a opção para não receber futuros e-mails da rede e não volte a acessar a conta por duas semanas (após o que ela será deletada automaticamente).
No Twitter, faça login, clique em Configurações, Conta, e no link “Desativar minha conta”; após a devida confirmação, ela será desativada e apagada.
O processo é parecido em outros sites (como Orkut, MySpace, etc.), mas, antes de comandar o encerramento da conta, procure eliminar manualmente o máximo de postagens, fotos e mensagens internas que puder. Se você acha esse procedimento muito trabalhoso, o Suicide Machine (http://www.suicidemachine.org/) pode lhe dar uma mãozinha.
Abraços a todos e até mais ler.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Navegação Encalhada

Ao contrário do que muitos imaginam, a banda larga - ainda que dê de dez a zero na arcaica rede dial-up - também sujeita os usuários a problemas de baixa velocidade, queda de sinal, navegação empacada – e nem sempre por culpa do provedor (assunto que já comentamos em http://fernandomelis.blogspot.com/2010/02/velocidade-de-conexao.html e em http://fernandomelis.blogspot.com/2010/10/speedy-por-fibra-optica.html).
Uma mensagem do tipo “ERRO 404 - PÁGINA NÃO ENCONTRADA”, por exemplo, costuma ocorrer se a página desejada foi removida, o servidor que a hospeda está temporariamente indisponível ou o internauta comete algum erro ao digitar o URL. Nesse caso, confira o endereço e tente outra vez. Se não funcionar, experimente mudar a extensão “html” para “htm”, “asp” ou “shtml”; se nem isso resolver, “busque” a página via Google e clique em “EM CACHE” para acessar a última versão armazenada em seus servidores.
Já se a mensagem for “O INTERNET EXPLORER NÃO PODE EXIBIR A PÁGINA DA WEB”, o buraco é mais embaixo. Tente acessar o site http://www.downforeveryoneorjustme.com/; se ele abrir, bom sinal: o problema é da página (insira o URL na caixa respectiva e confira a informação que o serviço irá apresentar). Caso o erro persista, clique no link “Diagnosticar problemas de conexão” e siga as instruções da ferramenta de Diagnóstico de Rede. Se não funcionar, desligue o computador, o modem (e o roteador, caso utilize um), certifique-se de que todos os cabos estejam conectados, ligue tudo novamente, reinicie o computador e torne a abrir o navegador.
Ainda empacado? Então experimente excluir seu histórico de navegação, arquivos temporários de Internet e dados de formulário (no IE, clique em Ferramentas > Opções de Internet). Se nem assim funcionar, clique em Iniciar> Todos os programas > Ferramentas do sistema > Internet Explorer (Sem complementos) e tente novamente. Se der certo, clique em Ferramentas > Opções da Internet > Gerenciar complementos e torne a habilitar os complementos, um por vez, até localizar o malcomportado.
Se nada disso resolver, peça auxílio ao seu provedor.

Observação: Há casos em que a navegação emperra devido a problemas com o servidor DNS (responsável por traduzir os URL em endereços IP). Para conferir, clique em Iniciar > Executar, digite “cmd” (sem aspas) e dê Enter; no prompt de comando, digite “ipconfig /all” (também sem aspas), tente localizar seu servidor de DNS pelo IP e enviar um ping para ele (no caso do Speedy, da Telefônica, o comando será: ping 200.204.0.10). Se a máquina responder, verifique se os nomes estão sendo resolvidos - ou seja, traduzidos para números - enviando um ping para um grande site (como o da Microsoft, por exemplo, digitando ping www.microsoft.com). Se não receber resposta, peça a seu provedor um novo endereço de DNS ou recorra ao OpenDNS (https://store.opendns.com/get/basic), que dispõe de uma ampla rede de data centers e ainda bloqueia o acesso a sites mal intencionados. O serviço é gratuito; basta criar sua conta, seguir as instruções exibidas em “Get Started” e reconfigurar seus endereços de DNS primário e secundário (no XP, basta dar um clique direito no ícone de rede que é exibido na Área de Notificação, clicar em Propriedades, dar duplo clique sobre o protocolo TCP/IP e fazer as alterações).

Um ótimo dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Narloch e o 14-Bis

Aprendemos na escola que o mineiro Alberto Santos Dumont teria sido o inventor do avião, e que o desgosto de ver sua criação utilizada para fins bélicos levara-o a cometer suicídio em meados de 1932.
Entretanto, como diria o inesquecível Chico Milani (na Escolinha do Prof. Raimundo), “há controvérsias”: nos Estados Unidos (e em boa parte do resto do mundo), os irmãos Wright são considerados os verdadeiros precursores da aviação.
A propósito, vale ler o que Leandro Narloch diz a respeito em seu GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL (Editora LeYa), que – dentre outros assuntos igualmente interessantes – dedica um capítulo inteiro ao “Pai da Aviação”.
Respaldado em farta bibliografia e copiosa documentação, o escritor paranaense atesta que Santos Dumont – filho de um dos maiores cafeicultores do mundo, amigo de magnatas e princesas e presumivelmente gay – provou ser possível dirigir engenhocas movidas a hidrogênio ou ar quente contornando a Torre Eiffel, em 1901, a bordo de um balão alongado, provido de hélice e leme (e abriu caminho para a criação de enormes balões transatlânticos, como o Zepelim). Mas enquanto ele apostava nos balões, os fabricantes de bicicletas Orville e Wilbur Wright – mais preocupados em auferir lucros do que notícias adulatórias nos jornais – inventaram o avião, concluíram a fase de testes e, no início de 1906, obtiveram a respectiva a patente. No ano que precedeu o famoso vôo do 14-Bis (220 metros de distância a 6 m de altura, em 12 de novembro de 1906), eles teriam voado cerca de 50 vezes e percorrido distâncias bem superiores (numa delas, cerca de 40 km).
Um argumento amplamente utilizado pelos patriotas que defendem Santos Dumont remete ao fato de os irmãos americanos utilizarem uma espécie de catapulta e uma linha de trilhos em declive para facilitar a decolagem do Flyer. No entanto, questionados a propósito durante uma demonstração na França, em 1908, eles decolaram sem o auxílio daqueles artifícios e, mesmo assim, bateram recordes de distância e duração de vôo e altura.
Ainda segundo Narloch, em que pese a pecha de pacifista de Santos Dumont em seus últimos anos de vida, ele não só sabia da utilidade militar dos elementos aéreos como também a promovia. Numa carta enviada aos jornais americanos em 1904, ele dizia que a França havia adotado seus planos de balões militares e pretendia aproveitá-los na próxima guerra, e que o Japão solicitava seus balões para uso militar, o que incluía jogar explosivos de alta potência em Port Arthur (no Pacífico).
Ao fim e ao cabo, nosso patrício ficaria com o título de inventor do relógio de pulso – pois teria inspirado o amigo joalheiro Louis Cartier a criar o modelo portátil – se alguns historiadores não atestassem que a Rainha Elizabeth I já usava um modelito desses nos tempos de Shakespeare (século XVI), enquanto outros, mais comedidos, atribuam sua criação a Abraham-Louis Bréguet, no século XIX.
Embora nem de longe o escritor paranaense puxe a brasa para a nossa sardinha, por assim dizer, as ilações apresentadas em seu livro são, no mínimo, imperdíveis (fica aqui a recomendação).
Bom dia a todos e até mais ler.