sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Image Resizer e humor de sexta-feira

Dentre inúmeras razões que tornaram o Correio Eletrônico tão popular entre os internautas, a mais importante, a meu ver, é a celeridade: enquanto uma correspondência convencional leva dias para ser entregue pelos Correios, o e-mail chega poucos segundos – sem mencionar que, além do texto, ele pode levar de carona praticamente qualquer tipo de arquivo digital (inclusive vírus e outros códigos maliciosos, mas isso já é outra história). No entanto, toda essa facilidade faz com que muitos usuários abusem, castigam os destinatários (especialmente os que ainda utilizam conexão discada) com a remessa de imagens em alta resolução, por exemplo, que podem levar vários minutos para ser descarregadas.
Falando nisso, a despeito de já havermos visto como reduzir o tamanho das imagens antes de enviá-las por e-mail (assunto da postagem do último dia 4), não custa lembrar que existe um miniaplicativo gratuito capaz de prestar um serviço mais rebuscado no redimensionamento de imagens. Trata-se do Image Resizer, que é integrante do pacote Power Toys para o XP. Feito o download, basta dar duplo clique sobre o executável que comanda a instalação e seguir as instruções do Assistente.
Note que nenhum atalho será criado na Área de Trabalho, nem entrada alguma será adicionada ao Menu Iniciar. Para usar a ferramenta, você deverá dar um clique direito sobre a foto ou figura (ou grupo de fotos e/ou figuras), clicar na opção Resize Picture, escolher uma das quatro possibilidades de redimensionamento disponíveis e dar OK (isso criará uma cópia da imagem e manterá a original intacta; caso a idéia seja redimensionar a figura original propriamente dita, clique no botão “Advanced” antes de dar OK).

Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira:

O cara sempre fazia pouco de sua mulher, que era loira. Certo dia, no “bota-fora” da dita cuja, que ia viajar à França, ele disse em alto em bom som, diante de todos os convidados:
- Amor, traz uma francesinha de Paris pra mim?
A mulher ficou chateada com a grosseria, mas nada disse. Um mês depois, quando foi com alguns amigos recebê-la de volta no aeroporto, o marido insistiu na brincadeira:
- Amor, você trouxe minha francesinha?
E ela disse:
- Eu fiz o possível. Agora é só rezar para nascer menina!


O casal está passeando pela praia, e a esposa pede ao marido que lhe compre um biquíni. Ele responde:
- Com esse corpo de máquina de lavar? Nem pensar!
- Bom, então, quem sabe um vestido?
- Com esse corpo de máquina de lavar? Nem pensar!!
À noite, na cama, o marido vira para a esposa e pergunta:
- E aí, mulher? Vamos botar a máquina de lavar para funcionar?
E ela responde:
- Para lavar só esse pedacinho de pano? Lava na mão mesmo, que dá menos trabalho!


No leito de morte, o marido diz para a esposa:
- Meu bem, eu preciso fazer uma confissão!
- Sossegue – responde a mulher. - Você não pode fazer esforço.
- Mas eu preciso morrer em paz, e quero lhe confessar algo!
- Está bem, então, mas não se exalte.
- É o seguinte... Eu saí com a sua irmã, com a sua mãe e com a sua melhor amiga!
- Eu sei, mas fique quietinho e deixe o veneno fazer efeito.

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Melhor prevenir...

A despeito do que eu disse no parágrafo final do post publicado em 07.07.10, ninguém está livre de fatalidades: basta o efeito nocivo de um malware persistente, por exemplo, para que uma inesperada reinstalação do sistema assome no horizonte. E ainda que esse processo transcorra de forma quase automática (veja o tutorial completo na seqüência de postagens iniciada em 15.01.08), sempre existe o risco de perda de dados e a tradicional trabalheira decorrente da reinstalação de drivers e demais aplicativos, atualizações, reconfigurações etc. No entanto, você pode minimizar esse aborrecimento se atentar para cinco regrinhas práticas e funcionais:

1- Caso seu PC disponha de um único HD, divida-o em duas partições (caso você não tenha um programa de sua preferência para realizar esse trabalho, eu sugiro o freeware Partition Logic). Feito isso, separe os arquivos de dados dos arquivos de sistema e mova a pasta Meus Documentos para a partição dos dados – basta dar um clique direito na pasta em questão, escolher Propriedades, e, na janela seguinte, clicar em Mover e definir o novo local. Note que a criação de partições adicionais não protege seus dados de eventuais panes físicas do disco rígido, de modo que convém fazer backups regulares – especialmente dos arquivos mais difíceis de recuperar – e gravá-los CDs, DVDs ou pendrives.

2- Reinstalar o sistema a partir do zero exige também a reinstalação dos drivers da placa-mãe/chipset e dos demais dispositivos. Então, não custa manter as mídias originais em local certo e sabido – ou, melhor ainda, baixar drivers atualizados (antes da formatação) e gravá-los em mídias removíveis.

3- Para proteger o sistema reinstalado, você deverá rodar o Windows Update e recuperar todas as atualizações críticas e de segurança referentes à sua versão. Se quiser evitar a chatice de baixar centenas de megabytes (no caso do XP), crie previamente um CD de patches com o freeware Offline Update (para mais informações e download, clique aqui).

4- Outro freeware que é uma mão na roda para agilizar a reinstalação do Windows é o  nLite, que permite criar um disco de instalação com personalizações, atualizações e outros que tais. Quanto aos aplicativos, caso você não disponha das mídias de instalação e não tenha guardado as cópias dos respectivos downloads, o AppSnap (também gratuito) oferece mais de 200 opções para instalação automática de programas, utilitários, codecs etc. (para mais informações e download clique  aqui).

5- Tão logo o bonde volte aos trilhos, convém criar uma imagem de disco para facilitar ainda mais uma próxima reinstalação. Para isso, tanto o freeware  DriveImageXML quanto o shareware  Acronis True Image  dão conta do recado.

Abraços e até mais ler.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Registro do Windows e Ferramentas de Tweak (conclusão)

Vimos no post anterior que o Registro engloba arquivos vitais ao funcionamento do computador, e que é possível editá-lo para fazer modificações avançadas no sistema e/ou resolver inúmeros problemas, tais como eliminar chaves inválidas, entradas incorretas, e por aí vai. No entanto, usuários menos experientes devem redobrar os cuidados ao navegar por essas águas turvas. De minha parte, sugiro que você não promova alteração alguma, a menos que tenha certeza do que está fazendo e, mesmo assim, somente após criar um ponto de restauração do sistema e um backup das chaves envolvidas. Para criar um ponto de restauração do sistema:

1. Clique em Iniciar > Todos os programas > Acessórios > Ferramentas do Sistema > Restauração do Sistema.
2. Na janelinha que se abrir, escolha a opção “Criar um ponto de restauração” e clique em “Avançar”.
3. Na tela seguinte, de um nome ao ponto de restauração, clique em “Criar” e aguarde a conclusão do processo.

Para fazer um backup do Registro:

1. Clique em Iniciar > Executar, digite “regedit” (sem as aspas) e tecle Enter (ou clique em OK, tanto faz).
2. No menu Arquivo, clique em Exportar.
3. Em “Intervalo de exportação”, marque TODOS para efetuar backup de todo o Registro ou, para efetuar backup somente de uma determinada chave, clique em RAMIFICAÇÃO SELECIONADA e digite o nome da chave que você deseja exportar.
4. Dê um nome ao arquivo, indique o local onde ele deverá ser salvo (Área de Trabalho, por exemplo) e clique em Salvar.

Caso seja necessário desfazer as modificações que você implementar no Registro, basta dar um clique direito sobre o arquivo de backup (que é salvo com a extensão *.reg), escolher a opção “Mesclar” e confirmar a restauração.
A título de ilustração, vejamos como modificar o nome da Lixeira do XP:

1. Abra o Editor do Registro e clique em Editar > Localizar.
2. Digite "Lixeira" (sem as aspas) no campo respectivo e clique em “Localizar Próxima”.
3. Dê duplo clique sobre o valor selecionado (que será apresentado como resultado de sua busca) e, em "Dados do Valor", mude o nome original para aquele que você preferir.
4. Confirme, feche o editor e reinicie o computador para validar a alteração (caso queira reverter essa alteração, siga os mesmo passos e substitua o novo nome pelo anterior).

Observação: Já que falamos na Lixeira, se um dia a sua sumir misteriosamente da Área de Trabalho, abra o Editor do Registro, localize e selecione a chave HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Explorer\Desktop\NameSpace, aponte para Novo, clique em Chave, digite {645FF040-5081-101B-9F08-00AA002F954E} e pressione Enter. Selecione então a nova chave e, no painel à direita, dê duplo clique sobre a entrada Padrão. Na caixa de diálogo “Editar cadeia de caracteres”, digite Lixeira na caixa “Dados do valor”, clique em OK, feche o Editor e reinicie o computador.

Antes de encerrar o assunto em pauta, vale lembrar que reconfigurações avançadas podem ser procedidas de forma mais prática e segura com programinhas como o TWEAK UI, que faz parte dos Power Toys (mini-aplicativos desenvolvidos – mas não suportados – pela própria Microsoft).
Outra boa opção é o X-Setup Pro, cuja interface amigável, o auxílio de assistentes e as dicas importantes fornecidos pelo programinha permitem ajustar mais de 1900 configurações do XP de forma simples, segura e fácil de reverter (basta escolher aquilo que se deseja alterar, fazer a mudança e apertar o botão Apply). A despeito de ser um software comercial, ele está sendo disponibilizado gratuitamente por tempo indeterminado (para fazer o download e obter a chave de ativação, basta clicar aqui).
Bom dia a todos e até a próxima.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Registro do Windows e Ferramentas de Tweak

Embora seja um sistema altamente personalizável, os ajustes disponibilizados pela interface padrão do Windows representem apenas “a parte visível do iceberg” – a porção oculta, muito maior, está embuçada nos meandros do Registro. Para quem ainda não sabe, o Registro é um repositório dinâmico de dados que armazena uma vasta gama de informações, do hardware e os softwares instalados ao perfil de cada usuário. Toda inicialização é precedida pela verificação desses parâmetros e qualquer falha pode inviabilizar a conclusão do processo e gerar inúmeros transtornos (de uma simples instabilidade à paralisação total do sistema).
Sempre que fazemos qualquer ajuste no Windows – trocamos o plano de fundo, alteramos as propriedades da Barra de tarefas, instalamos novos aplicativos, e daí por diante – estamos promovendo alterações no Registro, ainda que não nos demos conta disso. Em alguns casos, todavia, pode ser preciso editar o Registro manualmente, como a própria Microsoft reconhece, já que no sistema um Editor dedicado (embora não lhe disponibilize um atalho no Menu Iniciar nem um miniaplicativo no Painel de Controle e se exima expressamente de qualquer responsabilidade por danos decorrentes do uso inadequado dessa ferramenta).
Dicas para modificar a aparência e/ou comportamento do Windows mediante a edição do Registro pululam na Web, mas convém tomar muito cuidado ao segui-las: conforme já dissemos, alterações inapropriadas ou mal sucedidas na “espinha dorsal” do sistema podem trazer sérios problemas. Para usuários avançados, o “regedit” é um parque de diversões, mas, para os menos experientes, ele pode se tornar a reencarnação da mitológica CAIXA DE PANDORA. Claro que, no âmbito do software, tudo é reversível; na pior das hipóteses, basta você reinstalar o Windows para recolocar o bonde nos trilhos.
Para convocar o Editor do Registro, clique em Iniciar > Executar, digite “regedit” (sem as aspas) e tecle Enter (ou clique em OK, tanto faz). A tela que se abre em seguida — uma janela parecida com a do Windows Explorer — exibe pastas e subpastas à esquerda e seus respectivos conteúdos à direita (da mesma forma como no Explorer, as pastas podem ser expandidas ou encolhidas pelos sinais de adição e subtração contíguos a elas).
O Registro é formado por chaves, subchaves, seções e entradas de valores organizadas de forma hierárquica. Num PC típico, há milhares delas agrupadas em blocos maiores, que formam as cinco chaves principais, todas iniciadas por HKEY (key significa “chave”, em inglês, mas o H é controverso: alguns autores o associam a Hive – colméia – enquanto outros sugerem Handle – uma construção de programação utilizada para acessar objetos do Windows).
Para economizar tempo, espaço e a paciência do leitor, veremos a seguir somente as principais características das duas chaves mais importantes:

1. HKEY_CURRENT_USER — Esta chave é um atalho, ou seja, ela não existe fisicamente, mas aponta para a chave do usuário ativo (logado no sistema), que armazena informações personalizadas desse usuário (configurações de pastas, de cores de tela e do Painel de Controle, denominadas “perfil do usuário”). Toda vez que o PC é inicializado, o sistema solicita o login e a senha para carregar as configurações pessoais desse usuário específico.

2. HKEY_LOCAL_MACHINE — Esta chave contém informações específicas do computador (para qualquer usuário) e armazena a maior parte das configurações do sistema: programas instalados, toda a configuração de hardware, política de segurança etc. Esta é, sem dúvida alguma, a chave mais importante do Registro.

Amanhã a gente continua.
Abraços e até lá.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

VOZME

Mesmo quem domina razoavelmente o Inglês pode se deparar com alguma palavra “obscura”, e ainda que a Web disponibilize inúmeros dicionários online, eles não são de grande ajuda quando a idéia é descobrir a pronúncia correta de determinado termo ou expressão. Nesse caso, o site  VOZME  é uma mão na roda: basta acessá-lo, inserir o texto desejado e aguardar alguns segundos até que ele seja convertido em um arquivo MP3 e reproduzido em alto e bom som nas caixas acústicas de seu PC (além do Inglês, existem outros idiomas disponíveis para consulta, dentre os quais o Português, o Espanhol e o Italiano).
Bom dia a todos e até a próxima.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Windows 7 e humor de sexta-feira

Bem antes do lançamento oficial do Windows 7, em outubro do ano passado, nossas postagens já davam conta que ele tinha tudo para desfazer a imagem negativa deixada pelo Windows Vista. E parece que acertamos na mosca: de acordo com a Net Applications, o Seven levou apenas nome meses para alcançar 14,5% de participação no mercado de sistemas operacionais – que seu predecessor demorou 21 meses para atingir.
Seja como for, o velho XP continua firme, com 61,9% – e não deve cair abaixo de 50% antes de janeiro de 2012. Por conta disso, os usuários que instalaram o SP3 continuarão recebendo suporte da Microsoft até 2014 (o que já não se aplica ao XP SP2 e às versões mais antigas do Windows).

Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira

O que é sexo?

Segundo o médico é uma doença, porque sempre termina na cama.
Segundo o advogado é uma injustiça, porque sempre há um que fica por baixo.
Segundo o engenheiro é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.
Segundo o arquiteto é um erro de projeto, porque a área de lazer fica muito próxima à área de saneamento.
Segundo o político é um ato de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.
Segundo o economista é um desajuste, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe o que é ativo ou passivo.
Segundo o contador é um exercício perfeito: põe-se o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Podendo, na maioria dos casos, ainda gerar dividendos.
Segundo o matemático é uma perfeita equação, porque a mulher coloca entre parênteses, eleva o membro à sua máxima potência, e lhe extrai o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.
Segundo o psicólogo, é foda de explicar...

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Novas tomadas de três pontos

Conforme comentamos no início do ano, depois de muitas idas e vindas o Conselho Nacional de Metrologia definiu um novo padrão de tomada a ser utilizado por todos os aparelhos elétricos e eletroeletrônicos fabricados no Brasil. Por conta disso, equipamentos de fabricação recente já incorporam a “novidade” – um tanto aborrecida para os consumidores, que precisarão recorrer a adaptadores enquanto não trocarem as tomadas fêmeas de seus imóveis.
O lado bom da história é que esses adaptadores são facilmente encontrados nas lojas de material elétrico, conquanto alguns maus comerciantes estejam se aproveitando da situação engordar seus lucros (a variação de preço de uma loja para outra pode chegar a 100%!). Por outro lado, convém não convém fazer “economia porca” e optar por adaptadores de qualidade duvidosa, já que eles serão mais um ponto de contato entre as tomadas da parede e os equipamentos a elas conectados.
Vale lembrar que uma tomada de três pontos só será eficaz se a rede elétrica do imóvel for adequadamente aterrada (providência que deveria ser adotada por ocasião da construção do prédio, mas que nas edificações mais antigas é história da carochinha). Um aterramento responsável é feito através de hastes metálicas introduzidas no solo e ligadas ao pólo terra das tomadas. Embora existam soluções paliativas – como ligar o pólo terra a um cano metálico da rede hidráulica ou usar o próprio pólo neutro da rede elétrica (que é aterrado na estação geradora de energia) –, convém evitar gambiarras e contratar um profissional responsável para fazer um serviço decente. Afinal, como eletricidade não se brinca!
Bom dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

SteadyState

Antes de passarmos ao assunto da postagem de hoje, vale lembrar que ontem foi dia de Patch Tuesday da Microsoft; se você não configurou seu sistema para baixar e instalar automaticamente as correções, não deixe de rodar o Windows Update. Feita essa ressalva, vamos ao assunto do dia:
Mesmo com a redução no preço dos desktops e laptops, muita gente ainda tem apenas um PC em casa – e o compartilha com familiares que geralmente não se preocupam com a segurança dos dados ou com manutenções preventivas. Se você se enquadra nesse contexto, o SteadyState pode ser uma mão na roda, pois permite criar uma série de regras para proteger a integridade do sistema (para mais informações, download e instruções de uso, clique aqui).
Desenvolvido pela própria Microsoft e disponibilizado gratuitamente para usuários que possuam cópias “oficiais” do Windows, o programinha permite desfazer quaisquer modificações realizadas pelos demais usuários, restringir o acesso a programas, configurações e itens do menu Iniciar, bem como bloquear contas compartilhadas (para impedir que alterações sejam mantidas de uma sessão para outra), controlar configurações de segurança, privacidade e muito mais.
Criado para rodar nas versões XP e Vista, ele também pode ser usado no Windows 7, desde que no modo de compatibilidade (basta clicar com o botão direito do mouse em cima do executável do SteadyState, selecionar a aba Compatibilidade e, em seguida, o modo de compatibilidade).
Boa semana a todos e até mais ler.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Complete System Tuneup e Argente Utilities

Ainda que a performance do Windows tenda a se deteriorar com o passar do tempo e o uso normal do computador, nossos leitores habituais sabem que existem diversas ferramentas capazes de minimizar esse problema e retardar uma eventual reinstalação do sistema.
A despeito de já havermos escarafunchado diversas opções (tanto pagas quanto gratuitas) desses programinhas aqui no Blog, volto agora ao assunto para sugerir a você o Complete System Tuneup. O programinha é gratuito, mas muito versátil: ele não só configura vários itens fundamentais – como os da inicialização, do menu inicial e de histórico/registro –, como também fornece atalhos para as ferramentas do sistema, opções para limpeza do histórico dos browsers e do registro do Windows, além de exibir uma escala de pontos e legendas que permitem avaliar o status da manutenção (para mais informações e download, clique aqui).
Outro bom pacote gratuito para manutenção do sistema é o Argente Utilities, que oferece diversos recursos distribuídos em cinco abas. Com eles, é possível limpar o Registro, eliminar dados inúteis e informações confidenciais, aprimorar o desempenho do sistema, desinstalar aplicativos desnecessários, desabilitar programas e processos que pegam carona no Boot, remover spywares e muito mais. Vale a pena conhecer (para mais informações e download, clique aqui).

Abraços a todos e até mais ler.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Segurança é um caso sério...

Pergunte a um “nerd” qual a melhor solução de segurança para seu PC, e ele lhe dirá: “mude para o Linux”.
Essa é apenas uma das muitas anedotas que correm no âmbito da TI, mas, convenhamos, a coisa faz sentido – até porque a enorme popularidade da Microsoft torna seus produtos um “prato cheio” para hackers, crackers e aparentados, daí o desfile sem fim de correções desenvolvidas pela empresa.
Bugs e falhas de segurança não são exclusividade do Windows, Office, Internet Explorer e outros programas da Gigante do Software: segundo a Secunia, os produtos da Apple apresentam mais vulnerabilidades do que quaisquer outros. No entanto, ainda que não sejam inexpugnáveis (até porque nenhum software é 100% seguro), as distribuições Linux costumam dar bem menos dor de cabeça a seus usuários.
Segundo Linus Torvalds – criador do Linux –, diante de uma quantidade suficiente de olhos, todos os bugs vêm à tona. E como todos os usuários do sistema têm acesso ao seu código-fonte, é natural que as falhas sejam descobertas e corrigidas mais rapidamente do que as dos produtos Microsoft, cuja equipe de desenvolvedores segue listas de prioridades e só divulga os problemas depois de descobrir a solução – propiciando, assim, a ação dos cybercriminosos. Demais disso, ainda que o bom senso recomende operar o Windows com uma conta limitada, a maioria dos usuários acessa o sistema como administrador, estendendo seus plenos poderes aos malwares que recebem. Já a turma do Pingüim, por sua vez, começa com contas de baixa prioridade, e mesmo que o sistema seja comprometido, a praga não terá o acesso “root” necessário para causar grandes estragos (sem mencionar que as nuances das diversas distribuições reduzem sensivelmente os riscos de disseminações virais em massa).

Observação: Vírus e worms normalmente se espalham mediante engenharia social – isto é, tentando levar os usuários a fazer algo que não deveriam. Basta receber um e-mail com um anexo malicioso e uma linha de assunto provocante ou pornográfico, por exemplo, para muita gente abrir sem pensar. No Linux, como a maioria dos usuários não tem acesso “root”, a possibilidade de danos reais é sensivelmente reduzida, já é preciso ler o e-mail, salvar o anexo, atribuir-lhe permissões e só então rodar o executável.

Para o Windows, o que não falta aqui no Blog são dicas de segurança, a começar pela tradicional recomendação no sentido de manter um antivírus responsável ativo, operante e atualizado. No entanto, segundo o Blog de segurança Krebs on Security, muitas dessas ferramentas não se valem do ASLR e do DEP (tecnologias criadas pela Microsoft para evitar que softwares maliciosos tenham acesso a seções estáticas da memória do sistema). É o caso do AVAST Home Edition, do AVG Internet Security 9.0, do BitDefender Internet Security 2010, do ESET Smart Security, do F-Secure Internet Security, do Norton Internet Security 2010, do Panda Internet Security 2010 e do Trend Micro Internet Security 2010. A exceção fica por conta do Microsoft Security Essentials, embora no McAfee Internet Security e nos antivírus Avira e Kaspersky as tecnologias em questão sejam utilizadas por alguns executáveis de seus executáveis.

Durma-se com um barulho desses!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Google e humor de sexta-feira

Uma piadinha da década de ’70 – época áurea do futebol brasileiro – dizia que, quando os jornais publicaram uma foto de Pelé cumprimentando Sua Santidade o Papa, o povão perguntava “quem era aquele velhinho de chapéu engraçado que apertava a mão do Rei”.
Brincadeiras à parte, todo internauta que se preze (e até quem não tem grande familiaridade com a Web) conhece, já usou, ou pelo menos ouviu falar do Google, mas poucos sabem como explorá-lo plenamente: de calculadora a previsão do tempo, o Google disponibiliza um vasto leque de funções e truques úteis – ao realizar suas buscas, expanda o painel de navegação à esquerda e você irá acessar recursos que talvez nem imaginasse existir.
A calculadora do Google é uma função “oculta” que soluciona de simples problemas aritméticos a questões de trigonometria (experimente digitar 2 x 5 na caixa de buscas e teclar Enter para ver o que acontece). As conversões também são muito práticas; ao pesquisar, por exemplo, “500 libras em quilos” ou “250 reais em dólar”, você obterá o valor pesquisado na unidade de medida desejada (para mais informações sobre o uso da calculadora, clique aqui.).
Caso deseje saber a previsão do tempo para determinada cidade, digite “tempo” mais o local de seu interesse. Se estiver pensando em ir ao cinema, digite “cinema” mais a sua cidade (“cinema São Paulo”, por exemplo) para obter uma relação dos filmes em cartaz, com horário e local de exibição. Se preferir, faça sua busca a partir do nome do filme e, antes mesmo das páginas listadas, você obterá os horários e locais onde ele está sendo exibido.
O Google serve também como dicionário e tradutor. Para saber o significado de “troglodita”, por exemplo, procure por “definir troglodita”. Para alguma tradução, escreva a palavra desejada, não importa em que idioma, antecedida por “traduzir” (via de regra, a definição se baseará na Wikipedia e no Wiktionary, e a tradução, no Tradutor Google).

Passemos agora à nossa tradicional piadinha:

DIFERENÇA ENTRE NOIVA, AMANTE E ESPOSA:

Três amigas, uma noiva, uma casada e uma amante decidiram fazer uma brincadeira: seduzir seus homens usando uma capa, corpete de couro, máscara nos olhos e botas de cano alto, para depois dividir a experiência entre elas. No dia seguinte, a noiva iniciou a conversa:
- Quando meu namorado me viu usando o corpete de couro, botas com 12 cm de salto e máscara sobre os olhos, me olhou intensamente e disse: 'Você é a mulher da minha vida, eu te amo'. Fizemos amor apaixonadamente.
A amante contou a sua versão:
- Encontrei meu amante no escritório, com o equipamento completo! Quando abri a capa, ele não disse nada, me agarrou e fizemos amor a noite toda, na mesa, no chão, de pé, na janela, até no hall do elevador!
Aí a casada contou sua história:
- Mandei as crianças para a casa da minha mãe, dei folga pra empregada, fiz depilação completa, manicure e escova. Passei creme no corpo inteiro, perfume em lugares estratégicos e caprichei: capa preta, corpete de couro, botas com salto de 15 cm , máscara sobre os olhos e um batom vermelho que nunca tinha usado. Pra incrementar, comprei uma calcinha de lycra preta com um lacinho de cetim no ponto G. Apaguei todas as luzes da casa e deixei só velas iluminando o ambiente. Meu marido chegou, olhou-me de cima abaixo e disse:
- Falaí, Batman, cadê a janta?

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Cautela e canja de galinha...

Dentre vários temas que a gente revisita regularmente – até porque nossa audiência é rotativa –, a segurança dos dados se destaca por sua inegável relevância, visto que navegar na Web está mais para um safári selvagem do que para um bucólico passeio no parque. Então, nunca é demais relembrar que os tradicionais “vírus de computador” vêm cedendo espaço para outras pragas virtuais que, em vez de apagar dados e danificar arquivos das máquinas infectadas, têm como finalidade precípua auxiliar os cybercriminosos em seus propósitos escusos.
Um bom exemplo disso são os Keyloggers – um tipo de Spyware capaz de monitorar as teclas que digitamos enquanto operamos o computador – que costumam entrar em ação ao identificar acessos a sites de compras online ou Internet Banking, para então capturar informações de login, senhas bancárias e números de cartões de crédito. Ainda que alguns sites disponibilizem teclados virtuais para prevenir esse tipo problema, variações conhecidas como Screenloggers conseguem armazenar a posição do cursor, a tela exibida no monitor e a região que circunda a posição onde o mouse é clicado.
Para fugir dessas pestes, as recomendações são aquelas nossas velhas conhecidas: manter o sistema e os programas devidamente atualizados, ter um arsenal de segurança ativo, operante e bem configurado, jamais abrir anexos e-mail suspeitos (ou clicar em links que cheguem por e-mail ou surjam em salas de chat e programas de mensagens instantâneas), tomar muito cuidado ao navegar por “águas turvas”, e daí por diante.
Outra praga bastante incomodativa é o “HOAX” – uma espécie de “boato” que se espalha por e-mail com conteúdos alarmantes ou falsos. Muitos hoaxes são correntes, pirâmides ou pedidos de auxílio para localizar crianças desaparecidas, por exemplo, mas alguns buscam nos induzir a adotar providências que, se forem realmente efetivadas, podem resultar em danos mais sérios (como instruções para apagar um arquivo que supostamente seja um vírus, mas que na verdade pertence ao sistema operacional). Isso sem mencionar outras modalidades que simulam comunicados de instituições financeiras, empresas ou órgãos governamentais, visando levar os incautos a fornecer informações confidenciais (como números de documentos, de contas-corrente ou de cartões de crédito).
É importante ressaltar que os hoaxes tanto comprometem a credibilidade e a reputação de quem supostamente os criou quanto de quem os repassa. Como exploram a boa vontade e a solidariedade dos destinatários e recebem passe livre dos antivírus e antispywares, neutralizá-los exige bom senso e discernimento (infelizmente, muita gente não verifica a procedência nem checa a veracidade das mensagens antes de acatar as instruções nelas contidas e distribuí-las para seus contatos).
Para evitar levar (ou repassar) gato por lebre, tenha em mente que um hoax geralmente promete ganhos financeiros ou prêmios mediante a realização de alguma ação; fornece instruções ou arquivos anexados para, supostamente, proteger seu computador de um vírus não detectado por programas antivírus; afirma não ser um boato; apresenta erros gramaticais e de ortografia; inclui alguma mensagem contraditória ou contém algum texto enfatizando que você deve repassar a mensagem para o maior número possível de pessoas.

Observação: Existem diversos sites que listam os boatos que estão circulando e seus respectivos conteúdos. Dentre os mais populares estão o  Hoaxbusters , o QuatroCantos (em português), o Urban Legends and Folklore, o Urban Legends Reference Pages, o TruthOrFiction.com, o Symantec Security Response Hoaxes e o McAfee Security Virus Hoaxes.

Bom dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

De volta ao envio de imagens

Enviar imagens em alta resolução e qualidade máxima só faz sentido no caso de o destinatário pretender imprimí-las - do contrário, a remessa dos arquivos pesados é demorada tanto para quem envia quanto para quem recebe, e pode se tornar um calvário para quem ainda utiliza conexão discada ou dispõe de pouco espaço em sua caixa postal.
Por conta disso, vale lembrar que Windows XP oferece um recurso nativo que prermite selecionar uma ou mais imagens (fotos, figuras etc.) e reduzir seu tamanho na hora de enviá-las por e-mail. Confira:

1. Selecione as imagens que você deseja enviar através de qualquer método convencional do Windows (abrindo a janela Meu Computador e marcando os arquivos desejados, por exemplo).

2. Clique com o botão direito do mouse sobre um deles e escolha, no menu de contexto, a opção Eviar para... > Destinatário de correio.

3. Na nova janelinha que se abrir, escolha uma das possibilidades oferecidas: enviar as imagens no formato original ou reduzí-las para agilizar a remessa.

4. Marque a segunda opção e, na tela de Nova Mensagem (com as imagens em questão devidamente anexadas), preencha o campo de destinatário, modifique o conteúdo do campo de assunto (se quiser) e clique no botão Enviar para completar o processo.

Bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Seguro morreu de velho

Já comentamos (zilhões de vezes) a importância de instalar as correções críticas, de segurança e de alta prioridade que a Microsoft disponibiliza regularmente via Windows Update (ou mesmo de configurar o PC para baixar e implementar automaticamente esses importantes “remendos”), não é mesmo? No entanto, é bom saber que sempre existe a possibilidade de você enfrentar problemas decorrentes de atualizações mal sucedidas (incompletas ou corrompidas) que, ao invés de prover melhorias, acabam desestabilizando o sistema e provocando travamentos e outras anormalidades indesejáveis.
Há várias maneiras corrigir um problema dessa natureza, já que cada caso é um caso (às vezes é preciso pesquisar na base de dados da Microsoft). Uma delas é clicar em Iniciar > Executar, digitar "services.msc" (sem as aspas), dar OK, localizar o item Atualizações Automáticas e dar duplo clique sobre ele para acessar a tela das Propriedades. Feito isso, escolha opção Parar e, mantendo aberta a tela das Propriedades, abra o Windows Explorer, navegue até C:/Windows, localize a pasta SoftwareDistribution e renomeie-a como SoftwareDistribution.old, por exemplo. Ao final, retorne à janela das Propriedades e selecione a opção Iniciar (para reiniciar o serviço de Atualizações Automáticas). Na próxima atualização, seu sistema deverá receber os arquivos completos e livres de problemas.

Observação: Ainda que o próprio Windows crie automaticamente pontos de restauração antes de aplicar correções descarregadas do site do WU, não custa nada clicar no menu Iniciar > Acessórios > Ferramentas do sistema > Restauração do sistema e tomar essa providência manualmente.

Tenham todos um ótimo dia.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Gravador de Som

Talvez muita gente não saiba que Windows integra um gravador de som capaz de gravar, mixar, tocar e editar sons, bem como de vinculá-los ou inseri-los em documentos. Para convocá-lo, basta clicar em Iniciar > Todos os programas > Acessórios > Entretenimento > Gravador de som.
Utilizar a ferramenta em questão é bem simples: para criar um arquivo de som com a sua voz, por exemplo, basta clicar em Arquivo > Novo, pressionar o botão “gravar”, falar ao microfone e, ao final, clicar no botão “parar”. Para conferir o resultado, é só clicar em Arquivo > Abrir, dar duplo clique no arquivo criado e pressionar o botão “executar” (aproveite o embalo e experimente inserir o som num documento do Word: após selecionar o arquivo criado, clique em Editar > Copar, abra o documento de destino, dê um clique direito no local desejado e, no menu suspenso, clique em Colar).

Observação: Para explorar as demais possibilidades oferecidas pelo Gravador de som do Windows (tais como excluir parte do arquivo de som, alterar a velocidade ou o volume de reprodução, adicionar eco ou fazer conversões), consulte os tópicos da Ajuda do Gravador e acompanhe os tutoriais passo a passo que ela oferece.

Passando agora ao mote desta postagem, considerando que essa ferramenta nativa do XP é um tanto limitada, vale lembrar que o Free Sound Recorder, da CoolMedia, é uma alternativa gratuita bem mais versátil. Além de permitir gravações via microfone ou a partir de qualquer outra fonte de som externa, ele suporta nativamente vários formatos (MP3, WMA, WAV, etc.), dispensando a necessidade de instalar codecs adicionais). Para melhorar, o programinha é pródigo em recursos e ainda traz um reprodutor de áudio integrado (mais informações e download, clique aqui).
Tenham todos uma ótima semanar.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dicas... (conclusão) e humor de sexta-feira

Prosseguindo no assunto de ontem, outro detalhe a ser levado em conta na hora de escolher um portátil é a autonomia da bateria (nada pior do que chegar a uma reunião ou tomar um avião e descobrir que a bateria está descarregada – e que não existe nenhuma tomada disponível). Convém ter em mente que as informações do fabricante a propósito costumam ser baseadas no uso da máquina em “condições ideais”; dependendo da tarefa que você realizar – se assistir a um filme em DVD, por exemplo –, a carga pode se esgotar bem antes do esperado. Para contornar esse inconveniente, ou você compra uma bateria adicional, ou recorre a um dispositivo como a Universal Notebook Battery, da APC, que permite elevar a autonomia para cerca de oito horas (ou até mais). Entretanto, alguns ajustes simples podem ajudar a economizar energia: além de ajustar a luminosidade da tela para o mínimo indispensável, evite executar muitas tarefas simultaneamente e desconecte o mouse e o teclado USB sempre que esses periféricos não forem indispensáveis.

Observação: Pode parecer um contra-senso falar em periféricos para laptops, mas, ao usá-los em casa, no escritório ou num quarto de um hotel, bases com dissipador de calor, mouses que operem em qualquer tipo de superfície (inclusive mesas de vidro) e teclados acoplados a suportes que elevam a tela ao nível dos olhos são muito bem vindos.

Para ajustar as opções de energia do seu portátil, acesse o Painel de Controle, dê duplo clique no miniaplicativo correspondente, verifique qual o esquema que a máquina está utilizando e, se necessário, clique em Alterar Definições de Esquema para fazer os ajustes necessários. Você pode estabelecer que, após 15 minutos de ociosidade, o sistema entre “em espera”, e depois de mais 15 minutos, passe automaticamente a hibernar (situação em que o computador é desligado depois de o conteúdo da RAM ser transferido para o HD, de modo a evitar consumo desnecessário de energia e proporcionar um boot mais rápido do que a inicialização convencional). Clique também na aba Indicador de Energia e assinale a caixa Mostrar o estado para cada Bateria, para que seja exibido um indicador do nível de carga da bateria na área de notificação do sistema.
Cumpre salientar que, a despeito de os fabricantes submeterem os modelos lançados no mercado a testes de confiabilidade e durabilidade cada vez mais exigentes, é preciso tratar um portátil com cuidado. Danos na tela LCD, por exemplo, podem inutilizar completamente o aparelho (o preço do conserto nem sempre é compensador). Então, para manter o monitor limpo, utilize apenas um pano macio (umedecido, se necessário, com produtos apropriados, disponíveis em lojas de informática), fazendo o mínimo possível de pressão sobre a tela.
Quanto às baterias, sem prejuízo do que já dissemos em outras postagens, não custa lembrar que as atuais, de íons de lítio, são imunes ao “efeito memória” que comprometia as mais antigas, de níquel cádmio, de modo que o recomendável é não deixar a carga se esgotar totalmente antes de recarregá-las. O ideal é fazer uma descarga completa a cada 30 cargas parciais com o nível a 40 por cento, visando manter o índice de autonomia compatível com as reais potencialidades da bateria. No que diz respeito a remover ou não a bateria quando o aparelho estiver sendo utilizado conectado à rede elétrica, o assunto é controverso, mas a maioria dos especialistas entende que somente vale a pena retirá-la se essa modalidade de uso se prolongar por meses a fio.
No mais, convém transportar seu portátil acondicionado numa maleta ou mochila, devidamente desligado ou em estado de hibernação, bem como evitar expô-lo a impactos, solavancos, derramamentos de líquidos e temperaturas elevadas (no interior ou no porta-malas de um carro estacionado sob o sol, num dia de verão, a temperatura pode facilmente ultrapassar a casa dos 50ºC).

Passemos agora à nossa tradicional piadinha de final de semana:
Lá na roça, um menino e uma menina foram criados juntos, desde que eram bem miudin... O tempo foi passano, passano, eles foi creceno, creceno. Aí se casaro.
No dia do casório, sacumé, povo da roça não viaja na lua de mér, já vai direto pra casinha de pau a pique. Chegano lá na casinha, o Zé, muito tímido, vira para Maria e fala:
- Ó Maria, nois vai tirano a rôpa, mais ocê num mi óia, nem ieu ti óio, vamu ficar dis costa.
Maria responde:
- Tá bão Zé. Intaum eu num ti óio e ocê num mi óia, cumbinado.
Nisso Maria abre a malinha de papelão novinha que ganhou do pai e tira a camisola que ganhou da mãe. Ao vestir a camisola, ela notou que a mãe tinha lavado, ponhadu no sór pra módi quará e ficá bem branquinha... Tava um capricho só, a camisola. Só que a véia, pra mode branquiá a camisola, lavô dimais qui incurtô a dita prá mais di parmo e usou goma demais prá passar a camisola, deixando muito engomada. Maria então diz:
- Meu Deusducéu, cuma é qui eu vô drumi com um trem duro e piquininim desse?
Aí o Zé fala:
- Ah Maria! Assim num vale! Ocê mi oiô, né?

Até segunda, se Deus quiser.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Dicas sobre portáteis

A redução no preço – combinada com outros fatores cuja menção não vem ao caso para efeitos desta postagem – fez com que a venda dos portáteis ultrapassasse largamente a dos PCs de mesa. No entanto, diferentemente do que ocorre nos desktops – que podem ser facilmente abertos pelo usuário para procedimentos de manutenção e upgrade –, a maioria dos laptops até permite o acréscimo de memória ou a substituição do HD (ou mesmo do processador), mas para reparos e outros procedimentos mais “invasivos”, o jeito é procurar ajuda especializada.
Substituir a placa-mãe de um desktop, por exemplo, ainda que não seja uma tarefa tão simples quanto instalar um pente de memória, pode perfeitamente ser realizada por um usuário que tenha algum conhecimento de hardware e habilidade para executar serviços manuais. Num portátil, todavia, se a placa de sistema (que, aliás, tem componentes instalados de ambos os lados, de forma a ocupar o mínimo espaço possível) pifar, pode não haver outra opção que não comprar um aparelho novo.
Talvez a questão mais importante a ser avaliada por quem vai adquirir um laptop seja a utilização pretendida: para tarefas básicas como edição de textos, navegação na Web e que tais, um netbook ou um note de entrada de linha (com preços na faixa de 1 mil reais) podem ser boas opções; já para quem trabalha com edições de imagens, multimídia, e é fã de games radicais, é melhor escolher um modelo mais robusto, com tela maior, placa gráfica poderosa, fartura de memória e processador muitíssimo mais potente.
Caso você pretenda utilizar o aparelho "em trânsito", o cuidado na escolha deve ser redobrado: se a idéia for carregá-lo para todo lado, escolha um modelo cujo peso não ultrapasse 1,5 kg – até porque você provavelmente irá levar também o carregador e outros acessórios que, juntos, podem fazer do seu companheiro de viagem uma cruz difícil de carregar. Certifique-se também de que ele ofereça um módulo 3G para você instalar o cartão SIM de acesso à Web – já que um modem 3G conectado à porta USB é uma opção muito menos prática (e já que falamos em portas USB, três é o mínimo indispensável).
Amanhã a gente continua; abraços a todos e até lá.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Custo x Benefício

No tempo em que os PCs “de grife” custavam “os olhos da cara”, muitos usuários recorriam à “integração caseira” (ou seja, compravam os componentes e montavam a máquina por conta própria ou com auxílio de um “Computer Guy). Hoje, conquanto não possam ser considerados baratos, os computadores de marca estão bem mais acessíveis e, da mesma forma que aparelhos de TV, refrigeradores e outros “eletrodomésticos comuns”, podem ser adquiridos em hipermercados e grandes magazines e pagos em “suaves prestações”.
Claro que montar sua própria máquina (ou encomendá-la a um integrador independente) tem lá suas vantagens: dentre outras coisas, você pode escolher os componentes item por item, do gabinete e fonte de alimentação à placa-mãe, do processador à aceleradora gráfica, dos módulos de memória aos drives de HD e mídia óptica. No entanto, se você não se sente à vontade para pôr a mão na massa, é bom saber que empresas como a  Dell  permitem personalizar diversos itens de seus produtos, proporcionando um “meio termo” entre a montagem e a aquisição da máquina pronta (e ainda contar com a garantia do fabricante).
Já para quem prefere comprar o produto na loja, vale lembrar que preço e qualidade geralmente “não andam de mãos dadas”. Embora seja possível encontrar PCs (inclusive portáteis) por menos de 1 mil reais, suas características quase sempre deixam a desejar, e um upgrade posterior pode fazer o molho custar mais caro do que o peixe. Então, dependendo das suas necessidades e possibilidades, quem sabe não seja o caso de gastar um pouco mais e levar para casa um modelo de configuração robusta e que dê margem a evoluções posteriores (para prolongar a vida útil do equipamento e tirar melhor proveito do investimento inicial).
A Positivo – que tem fábricas em Curitiba, Manaus e Ilhéus e rede autorizada de abrangência nacional – conta com uma linha de Desktops chamada Plus, composta por 16 modelos. Para quem pode gastar cerca de R$ 2.5 mil num computador para uso doméstico com desempenho acima da média, o F497PX é uma boa escolha – embora não seja a versão de topo de linha, sua configuração é respeitável.
A Placa-mãe MSI H55M-E33 (com chipset Intel H55) é compatível com processadores Intel Core i3, i5 e i7 e suporta até 16 GB de RAM DDR3 2333. No entanto, o chip Core i5 de 3,2 GHz e os 4 GB de memória (DDR3 1333) integrados pelo fabricante são mais que suficientes para rodar o Windows 7 Home Premium de 64 bits, que vem pré-instalado no HD Sata II de 1 TB (o gabinete tem espaço físico para mais um drive, embora a placa suporte um total de seis). Os recursos de vídeo ficam por conta do Intel Graphics Media Accelerator HD, os de som, pelo o Intel 5 Series/3400 Series Family High Definition Áudio com saída 7.1.
Como se vê, os pontos fortes do conjunto são o poder de processamento, a capacidade de upgrade, o HD com fartura de espaço (que, aliás, poderia vir dividido em pelo menos duas partições) e o funcionamento silencioso das ventoinhas. Também merecem elogios a profusão de portas USB 2.0 (6 na traseira e 2 na parte frontal), as saídas de vídeo VGA, DVI e HDMI e a leitora para cartões de memória MS, MS PRO, SD, MMC e Compact Flash.
O ponto fraco, por assim dizer, é o subsistema gráfico on-board, insuficiente para rodar games radicais (ainda que a placa-mãe traga um slot PCI-e x16, não existe espaço físico para instalar uma aceleradora gráfica de última geração, sem mencionar que a fonte de alimentação fornece apenas 235 watts). Demais disso, o fato de a Positivo não comercializar esse PC sem o (excelente) Samsung LCD de 20 polegadas impede o consumidor de economizar um bom dinheiro, caso disponha de um monitor em boas condições de uso.
Tenham todos um ótimo dia.

terça-feira, 27 de julho de 2010

De volta ao processador (conclusão)

Após as considerações conceituais expendidas no post anterior, podemos dizer que quem tenciona integrar um PC (ou comprar uma máquina montada) com tecnologia Intel de última geração tem como opção a linha Core 2010 (Core i3, Core i5 e Core i7, respectivamente de entrada de linha, médio e alto desempenho).

Os Core i3 – que substituem os modelos Core2Duo – representam a escolha natural para usuários domésticos comuns, com dois núcleos de processamento, Hyper-Threading (que acrescenta mais dois “núcleos virtuais”), memória cache de 4 MB compartilhada (nível L3), suporte para memória RAM DDR3 de até 1333 MHz, controlador de vídeo integrado e controlador de memória interno com suporte para o Dual Channel. Já os Core i5 (com dois ou quatro núcleos e até 8MB de memória cache compartilhada) vão mais além, visando atender as necessidades dos “heavy-users”, que trabalham com aplicações mais pesadas. E para os mais exigentes, a cereja do bolo, pelo menos por enquanto (*), são os Core i7, que possuem no mínimo quatro núcleos (o i7-980X tem seis), memória cache L3 de 8 MB e tecnologias Intel Turbo Boost, Hyper-Threading, HD Boost e QPI, dentre outros aprimoramentos. (Para mais detalhes, cliquei aqui).

Observação: Se sua idéia for fazer apenas um upgrade ao invés de partir para um PC zero km, tenha em mente que esses chips requerem placas-mãe com soquete LGA 1156 (em outras palavras, ainda que seja tecnicamente possível, a “recauchutagem” certamente não será economicamente viável). O soquete faz a interface entre a CPU e a placa-mãe, e ainda que um único modelo atenda várias gerações, mudanças no projeto dos chips podem exigir a criação de novos modelos. Então, na hora de comprar um processador "avulso", verifique qual soquete sua placa-mãe oferece, de maneira a assegurar a respectiva compatibilidade.

Para quem não faz questão absoluta de ter um PC “Intel Inside”, a AMD  oferece boas opções de microchips com preços mais em conta que os da concorrente. No início do ano passado, ela lançou os primeiros processadores Phenom II – quad-core “Deneb” –, seguidos pelos modelos X3 (de três núcleos) e, mais adiante, os X4 945, de 3.0 GHz.

Se você deseja desempenho diferenciado, não ficará decepcionado com o Phenom II X6 1090T (de 3.2GHz, seis núcleos e 45 nanômetros, que pode alcançar até 3.6GHz com o Turbo Core – tecnologia equivalente ao overlocking automático da Intel, batizado de Turbo Boost). Com cache L3 de 6 MB, esse chip oferece uma performance 20% superior ao Intel Core i7-980X, embora fique devendo uma resposta ao hyper-threading da linha principal da concorrente. Por outro lado, sendo mais amigável em termos de compatibilidade (podendo ser instalado em qualquer placa com soquetes AM2+ ou AM3, a perspectiva de um simples upgrade resulta numa excelente solução para quem deseja usufruir dos benefícios de um processador novo e atualizado.

Para quem não quer gastar muito, uma boa opção é o Phenom II X4 945: apesar de custar metade do preço do X6, ele é apenas 7% mais lento (o X6 é um parente do X4 com dois núcleos extras, mas ambos têm 6MB de cache L3 e operam em um barramento HyperTransport de 2GHz, conquanto o primeiro tenha clock de 3GHz com overclocking automático de até 3.6GHz). E se você deseja algo ainda mais em conta, o Athlon II X4 635 oferece bom desempenho, a despeito de não dispor de cache L3 (em termos operacionais, ele é bastante semelhante ao Phenom II X4 945, embora opere numa freqüência um pouco inferior).

Para concluir, não custa relembrar que, a despeito da inegável importância do processador, os demais componentes também influenciam sobremaneira a performance do PC: uma máquina com pouca RAM, por exemplo, obrigará o Windows a recorrer constantemente ao swap file e à lenta memória virtual; um subsistema de vídeo sem GPU e memória dedicada irá consumir ciclos de processamento e alocar parte da RAM para realizar a árdua tarefa de gerar as imagens exibidas no monitor – isso sem mencionar que os recursos da placa-mãe e respectivo chipset também são relevantes, na medida em que “intermediam” o relacionamento da CPU com os demais componentes do sistema.

(*) Devem chegar em breve ao mercado os novos Intel Core i9 , com núcleo Gulftown, baseados na micro arquitetura Westmere de 6 núcleos com HT (12 núcleos no total, considerando os 6 virtuais) e fabricados no processo de 32 nanômetros.

Um bom dia a todos e até a próxima.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

De volta ao processador

Fuçando aqui nos meus alfarrábios, encontrei numa edição antiga do saudoso Curso Dinâmico de Hardware uma matéria sobre microprocessadores que eu redigi lá pela virada do século. Com a sensação de quem reencontra um velho amigo, li o texto de cabo a rabo e constatei que ele continua “atual”, embora tenha sido escrito na época áurea dos Intel Pentium. Cheguei a pensar até em transcrevê-lo na íntegra, mas desisti devido ao tamanho (8 páginas da revista). Entretanto, nada me impede de usá-lo como base para criar uma ou duas postagens sobre o processador mais adequado às nossas necessidades, já que isso é uma questão complicada: embora as opções se restrinjam basicamente a chips da Intel e da AMD, cada um desses fabricantes dispõe de várias famílias com arquiteturas, especificações e recursos distintos.

O microprocessador (ou CPU, ou simplesmente processador) é cantado em prosa e verso como sendo o “cérebro” do computador. No entanto, da mesma forma que um cérebro precisa de um corpo que o abrigue e de um coração que o alimente, a performance de um sistema computacional depende de cada um dos elementos que o integram. Parafraseando o Mestre Carlos Morimoto, todo PC é tão rápido quanto seu dispositivo mais lento.

Observação: A “velocidade” da CPU não deve ser vista como única referência de performance – nem do processador nem (muito menos) do sistema. Essa idéia talvez fosse admissível nos primórdios da informática, mas não hoje, quando outras variáveis se tornaram tão ou mais importantes do que o clock: embora ele espelhe o número de operações executadas a cada segundo, o que o processador é capaz de fazer em cada operação é outra história. Ainda que a “velocidade” da CPU seja tomada como parâmetro de desempenho, ela expressa somente o número de operações executadas pelo chip a cada segundo – uma CPU que opere a 3 GHz, por exemplo, executa três bilhões de operações por segundo.

Para entender melhor essa questão, podemos comparar o sistema computacional a uma orquestra, onde o maestro e os músicos devem atuar em perfeita harmonia para proporcionar um bom espetáculo – músicos gabaritados até podem mascarar a incompetência de um regente chinfrim, mas a recíproca quase nunca é verdadeira. Reproduzindo um exemplo que eu citei na matéria original, o desempenho de um jurássico 486 de 100 MHz era 50% inferior ao de um Pentium de mesma frequência, mas se abastecido com 32 MB de RAM, ele era capaz de rodar o Win95 com mais desenvoltura do que um Pentium III de 1 GHz com apenas 8 MB.

Conquanto fosse interessante detalhar o processo de fabricação dos microchips, sua evolução, formatos, soquetes e outros que tais, isso não teria grande relevância para quem precisa escolher o “maestro que irá reger sua “orquestra”, de modo que fica para outra oportunidade. De momento, cumpre ressalvar apenas que diversos aprimoramentos (aumento do número de transistores, incorporação do coprocessador matemático e da memória cache, dentre outras coisas) tiveram enorme impacto no desempenho e na maneira como as CPUs passaram a decodificar e processar as instruções. Para se ter uma ideia da importância do cache do processador, no final do século passado, quando estava perdendo parte do mercado de PCs de baixo custo para a AMD, a Intel resolveu lançar uma linha de chips mais baratos – que eram basicamente modelos Pentium II desprovidos de cache L2 integrado, com desempenho 40% inferior. Por conta disso, o Celeron não teve boa aceitação e foi severamente criticado pela imprensa especializada. Mesmo que a burrada tenha sido corrigida mais adiante, muitos usuários até hoje torcem o nariz para os integrantes dessa família de microchips.

Amanhã a gente conclui; abraços e até lá.