sexta-feira, 1 de setembro de 2017

CRONÓGRAFO COM PONTEIROS DESSINCRONIZADOS? RESOLVA VOCÊ MESMO (Parte II)

RELÓGIO QUE ATRASA NÃO ADIANTA.

Todo relógio precisa de uma fonte de energia para funcionar. No final da década de 60, a maioria dos modelos de pulso continha uma mola (para gerar energia), uma espécie de massa oscilatória (para oferecer referência de tempo), dois (ou três) ponteiros, um mostrador enumerado e diversas engrenagens, até que a Bulova resolveu substituir a roda de balanço por um transistor oscilador, que, alimentado por uma bateria, mantinha um diapasão funcionando a algumas centenas de hertz. Mais adiante, o cristal de quartzo ― cujas propriedades já eram conhecidas e usadas para proporcionar a frequência exata em transmissores/receptores de rádio e computadores ― assumiria as funções desse diapasão e agregaria maior precisão ao mecanismo.

Se você tenciona comprar um relógio, escolha algo que seja funcional e confiável. Caixas de aço ou titânio são excelentes opções. O ouro é mais nobre, naturalmente, mas encarece significativamente o produto e chama a atenção dos amigos do alheio. E o mesmo vale para modelos de grife ― Patek, Rolex, Omega, Panerai, Hublot, IWC, Breitling, Tissot, Tag Heuer e distinta companhia ―, que chegam a custar centenas de milhares de dólares.

Observação: O Grandmaster Chime, da Patek Philippe (confira na foto que ilustra esta postagem) tem duas faces ― dependendo do lado usado para cima, ele exibe as horas ou o calendário perpétuo instantâneo. A caixa redonda de 47,4mm é feita de ouro rosa 18k e adornada com cristais de safira. O preço é de arrepiar: 2,5 milhões de francos suíços (cerca de R$ 8 milhões).

Quanto ao mecanismo responsável pelo movimento (também conhecido como calibre), você pode optar por modelos a quartzo ou mecânicos. No primeiro caso, que, como vimos, utiliza um oscilador regulado por uma peça de quartzo, a alimentação geralmente é feita por uma bateria. Já os modelos mecânicos funcionam “à corda”, que pode ser manual ou automática. Para os verdadeiros connoisseurs, apenas calibres mecânicos ― e de preferência manuais ― são aceitáveis, em que pese sua limitada reserva de marcha (em média, 24 horas). Isso significa que o relógio deixa de trabalhar quando fica muito tempo fora do pulso (modelos automáticos) ou quando não recebe corda (modelos manuais), e aí é preciso ajustar a hora e o calendário antes de voltar a "vesti-lo".

Mecanismos a quartzo alimentados por bateria funcionam ininterruptamente por anos a fio ― modelos com cronógrafo e outras papagaiadas tendem a consumir mais energia, mas uma bateria original ou equivalente costuma durar mais de dois anos. Existem opções alimentadas por energia solar (que dispensam a troca da bateria) ou térmica (como o smartwatch Matrix, que usa o calor do pulso como fonte de energia). 

Quanto à maneira de mostrar as horas, os relógios podem ser analógicos (de ponteiros), digitais (display de cristal líquido) ou híbridos (combinação de ambos). Via de regra, os analógicos consomem mais energia que os digitais ― a menos que você use muito a luzinha que ilumina o display, deixe os contadores de tempo e os alarmes e demais sinais sonoros ativados, e por aí vai. Nos digitais, além dos tradicionais cronógrafo e calendário simples ou duplo (com dia do mês e da semana) que os modelos de ponteiros costumam oferecer, você encontra contador de tempo regressivo, altímetro, bússola, termômetro e uma porção de outras papagaiadas.

Por hoje chega. Amanhã a gente conclui.

MENDES E OS CÃES SEM RABO

Gilmar Mendes, o inefável, não foi feliz na analogia entre juízes que “insistem em desafiá-lo” e rabo do cachorro.

Explicando melhor: o juiz federal Marcelo Bretas ― tido como o “Sérgio Moro carioca” ― mandou prender Jacó Barata Filho, o “rei do ônibus”, e Mendes mandou soltar; Bretas mandou prender de novo, e o supremo ministro do Supremo, de novo, mandou soltar. E emendou: “Em geral, o rabo não abana o cachorro, é o cachorro que abana o rabo”.

A declaração ofensiva, vulgar e imprópria de um juiz da Suprema Corte foi repudiada pela sociedade em geral e pelos magistrados em particular, embora nada tenha de atípica: o magistrado sul-mato-grossense é conhecido pela arrogância, amor ao protagonismo, língua ferina e total falta de comedimento nas relações com seus pares e juízes que estão abaixo dele na hierarquia do Judiciário.

Para qualquer pessoa minimamente racional, o fato de Mendes ter sido padrinho de casamento da filha de Barata com um sobrinho de sua mulher, Guiomar Mendes, que trabalha no escritório de advocacia que defende Barata ― que, por sua vez, é sócio de um cunhado do ministro numa empresa de ônibus ― já deveria bastar para o ministro se dar por impedido de atuar no caso. Mas não Gilmar, para quem “o juiz deve se afastar do caso quando é ‘amigo íntimo’ das partes, e essa qualificação não contempla padrinhos de casamento”.

É tanto compadrio misto que a chega a ser difícil de acreditar, mas o "deus-sol da magistratura" não vê aí “nenhuma suspeição”. Talvez por isso ele seja alvo de abaixo-assinados que pedem sua saída do STF ― o da Change.org já conta com quase 900.000 assinaturas. Ou também por isso, já que fedem suas relações semipresidencialistas com amigão Michel Temer e seus frequentes encontros fortuitos “nos porões do Jaburu”; a soltura de réus como José Dirceu e Eike Batista, que deixa clara sua habitualidade na concessão de habeas corpus a poderosos e põe em dúvida sua imparcialidade; o empenho na absolvição da chapa Dilma-Temer num julgamento patético, que envergonhou o país por ignorar a profusão de provas contra os réus a pretexto de “manter a governabilidade”, e por aí segue a interminável procissão.

Rodrigo Janot, ora no apagar das luzes de sua gestão à frente da PGR, pediu ao Supremo que a quintessência do saber jurídico seja impedida de atuar no caso da máfia do transporte no RJ. Resta saber como a presidente e os demais membros do STF se posicionarão sobre a questão. A sociedade já deixou claro que repudia um membro da mais alta Corte do país que atua não como operador da justiça, mas como distribuidor de privilégios.

Na última segunda-feira, a ministra Cármen Lúcia notificou Mendes sobre o pedido de suspeição apresentado por Janot, para quem “os vínculos são atuais, ultrapassam a barreira dos laços superficiais de cordialidade e atingem a relação íntima de amizade”. Vamos ver que bicho dá.

ObservaçãoNenhum pedido dos 80 pedidos impedimento ou suspeição de ministros do STF foi atendido nos últimos dez anos; todos foram rejeitados pelo presidente do STF da época e não tiveram os méritos discutidos pelo colegiado. 

E como hoje é sexta-feira:


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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

CRONÓGRAFO COM PONTEIROS DESSINCRONIZADOS? RESOLVA VOCÊ MESMO

ESCOLHA OS AMIGOS PELA BELEZA, OS CONHECIDOS PELO CARÁTER E OS INIMIGOS PELA INTELIGÊNCIA.

Embora os onipresentes celulares substituam com vantagem os relógios de pulso, há quem não abra mão desse adereço, talvez devido ao fascínio exercido por modelos de grife, que sinalizam bom gosto e elegância (quando não ostentação, já que o preço pode chegar a centenas de milhares de dólares).

Como tudo mais nesta vida, os relógios sofrem o efeito da passagem do tempo, e como bons relojoeiros são, atualmente, tão raros quanto moscas brancas de olhos azuis, convém ficar esperto quando for trocar a bateria de um modelo a quartzo ― eu mesmo perdi um Citizen depois que uma relojoaria “lábios de suíno” instalou uma bateria de marca barbante, que vazou após três ou quatro meses de uso e causou danos irreparáveis ao módulo do relógio. Mas o problema mais comum é o “relojoeiro de araque” devolver um cronógrafo com os ponteiros desalinhados, seja por não saber sincronizá-los, seja porque simplesmente não dá a mínima.

De tanto passar esse perrengue, resolvi jamais comprar outro relógio com cronógrafo ― a não ser que fosse um modelo mecânico ―, mas desencanei depois que descobri como fazer o ajuste, e assim resolvi compartilhar o mapa da mina com meus leitores, mas não sem “enfeitar um pouco o pavão”, pois é o tempero que agrega sabor ao prato.

O relógio de sol surgiu milênios antes da Era Cristã, quando alguém se deu conta de que o tamanho da sombra variava ao longo do dia, conforme a posição do sol no céu. Depois dele vieram a clepsidra, a ampulheta (relógios “de água” e “de areia”, respectivamente) e uma série de bugigangas curiosas, até que o Papa Silvestre II criou, lá pelos anos 800 da nossa era, o que viria a ser o tetra-tetra-tetra-avô dos relógios mecânicos atuais.

Os modelos de bolso surgiram cerca de 500 anos depois, e foram muito populares até Santos Dumont pedir ao joalheiro Louis Cartier que adaptasse uma correia ao maior relógio de pulso feminino de sua coleção ― o “Pai da Aviação” queria consultar as horas sem tirar as mãos dos comandos de suas aeronaves ―, e assim o uso dos relógios-pulseira, que até então eram adereços tipicamente femininos, se disseminou também entre os homens. Ainda que uma coisa nada tenha a ver com a outra, a grife francesa Cartier se tornou uma das mais ilustres representantes da alta joalheria mundial ― além de joias finas e relógios caríssimos, ela produz perfumes, bolsas e acessórios sofisticadíssimos.  

Observação: O primeiro “relógio pulseira” foi encomendado pela irmã do imperador Napoleão Bonaparte ao relojoeiro Abraham-Louis Bréguet, embora alguns pesquisadores atribuam sua invenção a Antoni Patek e Adrien Philippe, fundadores da conceituada Patek-Phillipe. A princípio, os relógios de pulso eram usados apenas pelas mulheres; os homens portavam um cebolão, que carregavam no bolsinho do colete, preso a uma vistosa corrente ― de ouro ou de prata, grossa ou fina, conforme o gosto e as posses de cada um.

Amanhã eu conto o resto.

MICHEL TEMER - 1 ANO DE GOVERNO

Comemora-se (?!) hoje o primeiro aniversário da efetivação de Michel Temer na presidência da Banânia. Não haverá bolo nem velinha para soprar, já que sua insolência está em viagem oficial à China, de onde deve voltar na semana que vem, não sei se a tempo de participar das festividades de 7 de Setembro, data nacional tupiniquim.

Especula-se, no entanto, que o presidente seja recebido com mais uma denúncia de Rodrigo Janot, que passará o comando da PGR para Raquel Dodge em meados do mês que vem. A primeira denúncia, por corrupção passiva, foi bloqueada mediante uma vergonhosa compra de apoio parlamentar. Desta feita, a acusação será por obstrução de Justiça e associação criminosa, e deverá seguir o mesmo rito da anterior. Se Temer tem ou não cacife político (e dinheiro em caixa) para barrar também esta denúncia, isso ainda não se sabe. Mas é certo que os proxenetas do parlamento irão pressioná-lo, forçando a fazer mais concessões espúrias.

Goste-se ou não de Michel Temer ― e eu não gosto ―, é impossível negar os fatos: no governo de Dilma, a imprestável, a inflação estava em 11,48% ao ano; no atual, está em 3,48%. A taxa Selic também caiu ― de 14% para 9,25%. O dólar baixou de R$ 4,10 para R$ 3,12, e o PIB, que vinha amargando seis trimestres negativos, deve fechar o ano em torno de 0,5%. Com o PT no comando, a Petrobras amargou anos de prejuízo (e roubalheira); com Temer, teve lucro no primeiro semestre de 2017. E até os índices de desemprego começara a recuar ― timidamente, é verdade, mas até aí morreu o Neves.

Resta saber que efeito terá a delação de Lucio Funaro, cujo conteúdo está sob segredo de Justiça, mas certamente virá a público se e quando ela for homologada pelo ministro Edson Fachin. Fala-se que as informações do colaborador ― que era comparsa do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e operador financeiro das maracutaias do PMDB na Câmara, fornecerão farta munição para embasar a nova denúncia contra Temer. A conferir.

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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PLUGINS PARA O GOOGLE CHROME

GENRO É UM HOMEM CASADO COM UMA MULHER CUJA MÃE SE METE EM TUDO.

Se você já assistiu a algum filme em seu PC, por exemplo, é provável que tenha o plugin do Flash instalado no navegador. Plugin (ou extensão, ou add-on) é um programinha destinado a ampliar/aprimorar os recursos e funções de determinados aplicativos, notadamente os navegadores de internet.

Existe um sem-número de plugins, dentre os quais muitos servem para aprimorar a segurança online. Alguns são exclusivos para determinado navegador, mas outros têm versões para a maioria deles (Chrome, Firefox, Safari, Opera, etc.), embora nem sempre aquele que você procura está disponível para o browser que você utiliza.

Observação: O Internet Explorer foi o navegador padrão do Windows até o lançamento do Edge, que veio com o Windows 10. É certo que a “novidade” ainda não emplacou, e talvez por isso o IE não tenha sido excluído da lista dos componentes nativos do sistema. No entanto, depois que foi superado pelo Chrome, em meados de 2012, a participação do IE no mercado de navegadores entrou em parafuso. Hoje, enquanto o browser do Google é a escolha de 54% dos internautas, o velho guerreiro da Microsoft fica atrás do Safari (14,2%), do UC-Browser (8,6%), do Firefox (5,7%) e até mesmo do Opera (4%) ― para saber mais sobre navegadores de internet, reveja a sequência de postagens iniciada por esta aqui

Dito isso, passemos aos plugins que você pode adicionar ao Chrome para aprimorar sua segurança online:

― O MaskMe permite criar endereços eletrônicos ou números de telefone fictícios para utilizar sempre que websites solicitarem essas informações. Isso é útil porque, ao informar seu verdadeiro endereço email em cadastros e afins, você acaba recebendo toneladas de spam, scam e toda sorte de mensagens indesejáveis.

― O Ghostery monitora scripts que rodam em segundo plano e abre uma janelinha pop-up listando o que foi bloqueado, além de fornecer informações sobre os trackers e sua política de privacidade e permitir que o usuário gerencie as permissões.

― O KB SSL Enforcer aprimora a segurança em sites de compras online ou transações financeiras, por exemplo, redirecionando automaticamente a requisição para páginas iniciadas por https, onde a criptografia SSL acrescenta uma camada de segurança que frustra a ação dos invasores de plantão.

― O ScriptSafe é semelhante ao popular NoScript do Firefox. Ele inibe a execução de scripts como o JavaScript em páginas da Web ― vale lembrar que esses scripts são largamente explorados pela bandidagem digital ― e permite que o usuário selecione o que deseja desbloquear ou desbloqueie tudo, temporária ou permanentemente, conforme suas necessidades.

Cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

MICROSOFT - VOCÊ SABIA?

VIRE AS COSTAS PARA A TECNOLOGIA E ELA CHUTARÁ A SUA BUNDA.

A história da Microsoft se confunde com a do Windows, e tanto a empresa ― fundada por Bill Gates e Paul Allen em abril de 1975 ― quanto o programa ― nascido na década de 80 e que se tornou sinônimo de sistema operacional para PCs ― desempenharam um papel preponderante no estrondoso sucesso da evolução da computação pessoal.

Mr. Gates foi alvo de duas postagens recentes, onde eu elenquei alguns mitos e curiosidades sobre o visionário que se tornou multibilionário e passou a dedicar seu tempo (e muito dinheiro) à caridade e a pesquisas visando à cura da AIDS e outras moléstias infectocontagiosas ― semanas atrás, ele doou 64 milhões de ações da Microsoft ― o equivalente a 4,6 de bilhões de dólares ― para a fundação beneficente Bill & Melinda Gates (com isso, dos 24% das ações que chegou a acumular em 1996, ficou com apenas 1,3%, mas continua sendo o segundo maior acionista da empresa, atrás apenas de Steve Ballmer). A seguir, veremos alguns dos mitos, meias verdades e curiosidades que envolvem a gigante do software.

Diferentemente do que muita gente imagina, o Windows não nasceu como um sistema operacional, mas como uma interface gráfica baseada no MS-DOS, que, por sua vez, “nasceu” porque a gigante IMB resolveu lançar seu computador pessoal, e, como não dispunha de um sistema operacional, procurou a Microsoft, supondo (erroneamente) que ela detivesse os direitos autorais do Control Program for Microcomputer. Gates desfez o equívoco, mas aceitou o desafio; só que, em vez de escrever o programa a partir do zero, adquiriu o QDOS de Tim Paterson por US$50 mil, adaptou-o ao hardware da IBM, mudou o nome do programa para MS-DOS e com ele dominou o mercado dos PCs compatíveis.

Outro equívoco comum é atribuir à Microsoft a criação da interface gráfica. Na verdade, desde os anos 70 que a Xerox dispunha de uma Graphical User Interface ― tecnologia baseada em janelas, caixas de seleção, fontes e suporte ao uso do dispositivo apontador criado nos anos 60 pelo engenheiro eletricista Douglas Engelbart ―, conquanto a empresa de Palo Alto só tivesse interesse em computadores de grande porte. Aliás, Steve Jobs fez a lição de casa e incorporou esses conceitos inovadores num microcomputador revolucionário ― quando Microsoft lançou o Windows, a Apple já estava anos-luz à frente.

Linuxistas de carteirinha e defensores do software livre sempre acusaram o Windows de ser um sistema inseguro. Muitos se referiam jocosamente à edição NT (de New Technology) como “Nice Try” (boa tentativa, numa tradução livre, aludindo à facilidade com que o sistema podia ser invadido) ou “colcha de retalhos”, devido ao grande número de remendos lançados pela Microsoft para corrigir bus e falhas críticas. É certo que a segurança nunca foi o forte do Windows, mas também é certo que isso se deve em grande medida ao expressivo número de usuários que o adotaram. Afinal, em sendo possível criar vírus e exploits capazes de atingir milhões e milhões de máquinas, por que ter o mesmo trabalho para infectar as distribuições Linux ou o Macintosh, que contam com um número de usuários muito inferior? Mas a Microsoft sempre se preocupou em corrigir prontamente os problemas identificados em seus produtos, e facilitar ― com o Windows Update e as atualizações automáticas ― a implementação dessas correções pelos usuários.

É incontestável que uma parcela significativa dos produtos Microsoft não foi criada por ela, mas comprada de outros desenvolvedores e reformulada pela equipe de Bill Gates. Além do próprio MS-DOS, mencionado no post anterior, o famoso Internet Explorer é outro bom exemplo, já que a empresa não o escreveu do zero, apenas licenciou o código fonte do Mosaic, da Spyglass Inc., e a partir dele desenvolveu diversas versões do navegador nativo do Windows, que reinou absoluto por mais de uma década, até ser desbancado pelo Chrome, em meados de 2012. Para muitos, a Microsoft não é exatamente uma empresa inovadora, embora isso não a desmereça em nada; afinal, criar uma solução melhor de algo que já existe economiza tempo e evita repetir os erros cometidos por quem partiu do zero. Como dizia Leonardo da Vinci, “o bom artista copia, o grande artista rouba”.

A “musiquinha de abertura” do Windows também merece menção, já que nada menos de oitenta e quatro sons foram testados até que se chegasse à versão final (que hoje nem é mais executada quando o sistema é inicializado, a menos que o usuário modifique as configurações-padrão dos sons do sistema). O tema do Windows foi criado pelo compositor Brian Eno, a quem a empresa de Redmond encomendou um som “inspirador, universal, otimista, futurista, sentimental” com exatos 3,25 segundos de duração.

A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

A patuleia é sistematicamente contrária a privatizações, mas por uma razão muito simples: seu projeto de vida é mamar nas tetas estatais. Dias atrás, em entrevista a uma emissora de rádio, um desses luminares reverberou a opinião estapafúrdia da igualmente estapafúrdia ex-presidanta Dilma, para quem a privatização da Eletrobras comprometerá a geração de energia e encarecerá o fornecimento para o consumidor. 

Dilma tem larga experiência nesse assunto. Basta lembrar quem era a ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras por ocasião da vergonhosa negociada envolvendo a refinaria de Pasadena. Ou quem quase destruiu a Eletrobras quando, em 2013, reduziu irresponsavelmente as tarifas de energia ― que subiram feito foguete depois que a calamidade em forma de gente se reelegeu, comprovando o propósito eminentemente eleitoreiro do estratagema. Vale relembrar um trecho do fantasioso pronunciamento que a anta vermelha à nação para anunciar sua proeza:

(...)No caso da energia elétrica, as perspectivas são as melhores possíveis. Com essa redução de tarifa, o Brasil, que já é uma potência energética, passa a viver uma situação ainda mais especial no setor elétrico. Somos agora um dos poucos países que está, ao mesmo tempo, baixando o custo da energia e aumentando sua produção elétrica. Explico com números: como acabei de dizer, a conta de luz, neste ano de 2013, vai baixar 18% para o consumidor doméstico e até 32% para a indústria, a agricultura, o comércio e serviços. Ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia, e ela irá crescer ainda mais nos próximos anos. Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo. No ano passado, colocamos em operação 4 mil megawatts e 2.780 quilômetros de linhas de transmissão.

ObservaçãoQuando nada, Dilma, a imprestável, serve como fiel da balança para quem não está bem certo se aprova ou reprova seja lá o que for: se a ex-presidente é a favor, é porque o troço não coaduna com os interesses da nação; se ela é contra, pode apoiar sem medo, porque deve ser bom para o Brasil.

Lamentavelmente, estamos a mercê de gente desse tipo, que defende o quanto pior, melhor. De fisiologistas e seus apaniguados, de apedeutas ilustres que apoiam o aparelhamento da máquina pública em interesse próprio. De funcionários públicos ineficientes, de sindicalistas e de gente que presta vassalagem a esquerdistas ilustres, de políticos que só querem se locupletar, desviando recursos das estatais cuja privatização eles repudiam de forma tão veemente. Vade retro, cambada de pulhas!


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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

COMO DESCOBRIR SE O PC ESTÁ INFECTADO POR SPYWARE ― FINAL

POLÍTICA É A ARTE DE PROCURAR PROBLEMAS, ENCONTRÁ-LOS, DIAGNOSTICÁ-LOS INCORRETAMENTE E DAR OS REMÉDIOS ERRADOS.

De uma maneira geral, os programas espiões se aproveitam da inexperiência ou ingenuidade das vítimas para invadir os sistemas-alvo sem ser detectados ou barrados por softwares antivírus e de firewall ― até porque essas ferramentas não são “idiot proof”, ou seja, não são capazes de proteger o usuário de si mesmo. Para piorar, as ferramentas de segurança (notadamente as gratuitas) podem não oferecer a interface em português como opção, o que dificulta a compreensão das mensagens e, consequentemente, pode levar um usuário menos atento a autorizar uma ação que deveria bloquear, e vice-versa. Além disso, eles também podem se disfarçar de aplicativos confiáveis ― ou ser instalados “de carona” com aplicativos legítimos ―, ser executados a partir de anexos de email camuflados ou links maliciosos, aproveitar-se de vulnerabilidades no sistema ou nos programas para burlar a vigilância das ferramentas de proteção e por aí afora.

Em face do exposto, a identificação de ameaças tão sutis requer muita atenção, pois só assim o usuário poderá notar “sinais específicos” de infecção. O consumo anormal de memória e/ou de ciclos do processador quando o computador está ocioso é um bom exemplo, como também o travamento recorrente ou lentidão incomum na execução dos aplicativos, movimentos erráticos do ponteiro do mouse na tela do monitor, acionamento da câmera (webcam) à revelia do usuário, surgimento de ícones estranhos na área de notificação do sistema, abertura inexplicável janelas, navegação lenta, e por aí vai. O problema é que o diagnóstico nem sempre é conclusivo, visto que problemas de software e falhas de hardware também podem ser responsáveis pelas anormalidades retro citadas.

Assim, se você suspeita de que alguém ou algum programinha malicioso o está monitorando sub-repticiamente, desconecte o computador da internet para evitar que a situação se prolongue e as consequências se agravem. Feito isso, execute uma varredura completa com seu antivírus. Caso ele não esteja atualizado ou você desconfiar que sua eficácia foi comprometida, baixe o Microsoft Safety Scanner em outro computador, transfira o arquivo executável para um pendrive, conecte o dispositivo ao PC supostamente infectado e faça uma varredura completa no sistema. Aliás, diversos antivírus são disponibilizados também em versões “portáteis”, que você pode baixar e salvar numa partição diferente daquela em que o Windows está instalado, num HD externo, num pendrive, enfim... Afinal, melhor ter e não precisar usar do que precisar usar e não ter.

Mantenha o software do seu PC sempre atualizado. No caso do Windows, você pode rodar o Update Windows regularmente (pelo menos uma vez por semana), embora seja mais indicado habilitar as atualizações automáticas (veja mais detalhes nesta postagem). Tenha em mente, porém, que não só o sistema, mas todos os aplicativos do seu PC precisam ser atualizados, seja através das correções disponibilizadas pelos respectivos fabricantes, seja através da substituição da versão em uso pela mais recente. Isso pode ser feito manualmente, através de um comando quase sempre presente nas configurações ou no menu Ferramentas dos programas, mas é mais fácil recorrer a aplicativos dedicados, que analisam o software do seu PC e apontam os que precisam de correções/atualizações. Dentre as diversas opções disponíveis, eu recomendo o Filehippo App Manager, o OutdateFighter e o R-Updater ― os três são gratuitos o para uso pessoal.

Melhor ainda é você instalar a excelente suíte de manutenção Advanced System Care, que, dentre um vasto leque de funções, não só baixa e instala patches (remendos) importantes para o Windows, mas também identifica programas de terceiros que estejam desatualizados e disponibiliza os links para as devidas correções. Note também que novas versões dos aplicativos costumam corrigir erros/falhas de segurança e acrescentar funções e aprimoramentos, razão pela qual a atualização é recomendável não só do ponto de vista da segurança, mas também da funcionalidade dos apps.

Por melhor que seja o seu arsenal de segurança, não deixe de fazer checagens regulares com antimalwares online, que rodam direto do navegador ― dispensando instalação e posterior remoção ― e fornecem uma “segunda opinião” sobre a saúde do seu PC. Os meus preferidos são o ESET Online Scanner, o House Call Free Online Virus Scan e o Norton Security Scan. Todos são eficientes e gratuitos, mas não oferecem proteção em tempo real, de modo que complementam, mas não substituem o antivírus residente.

Era isso, pessoal. Espero ter ajudado.


FAÇA UM POLÍTICO TRABALHAR: NÃO O REELEJA!
Assistir ao noticiário requer estômago forte. Além das onipresentes notícias sobre naufrágios, ataques terroristas, quedas de aeronaves e violência de todo tipo ―, eventos relacionados com a política não raro transbordam para as páginas policiais, seja devido à péssima qualidade de nossos representantes no Legislativo e governantes no Executivo, seja por conta da falta de esclarecimento (para não dizer estupidez) do povo que os elegeu. 
Como se não bastasse, ainda temos de aturar pronunciamentos estapafúrdios do Pato Donald [Trump], testemunhar atrocidades cometidas por integrantes da nossa mais alta Corte de Justiça e assistir a um criminoso condenado sair, travestido de candidato, em campanha antecipada pelo Brasil afora, afrontando a parcela pensante da população ― que só não volta às ruas para protestar contra esse descalabro porque está mais preocupada em sobreviver. Aliás, talvez pelo mesmo motivo que Michel Temer, com míseros 5% de apoio popular ― recorde negativo de um presidente desde a ditadura ―, não enfrente protestos nacionais (manifestações realizadas por grupelhos de vândalos, recrutados pelo PT nas fileiras da CUT, do MST, do MTST e outras agremiações de imprestáveis não contam). 
O que acontecerá quando as outras duas denúncias contra Temer vierem ― o que não deve tardar, pois falta menos de um mês para a troca do comando da PGR ― é outra história. Não há mais de onde tirar dinheiro para pagar o michê das meretrizes do Parlamento, embora nem o presidente nem os deputados pareçam ter se dado conta ― haja vista a tentativa de inserir no já estropiado texto da reforma política os R$ 3,6 bi (0,5% do orçamento da União) destinados a bancar campanhas eleitorais de suas insolências. Vão trabalhar, vagabundos!
Antagonista questionou um ministro do TSE sobre a caravana desavergonhada de Lula pelo Nordeste. A resposta foi a seguinte: 
A legislação eleitoral brasileira acabou ficando um pouco mais flexível, permitindo manifestações políticas antes do prazo, desde que não haja expresso pedido de voto. Todavia, o que temos é uma caravana, com ônibus caracterizado, militantes com bandeiras, faixas de ‘presidente’, ou seja, uma campanha explícita fora de hora. Ainda que não haja pedido expresso de voto, está mais do que claro que se trata de uma atividade que conduz a essa percepção. Se não for interpretado assim, vira hipocrisia. O candidato vai dizer que está cumprindo a lei, já que está fazendo tudo, mas… não está pedindo voto expressamente. Lula não pode insultar nossa inteligência. Está, repito, mais do que explícito o cunho eleitoral dessa caravana. E ele está utilizando a lei (que impede o pedido expresso de voto) para fraudar seu objetivo. Em última instância, ele está fraudando a lei”. 
O magistrado salientou ser preciso verificar a origem dos recursos utilizados para a realização dessa caravana, mas que a Justiça Eleitoral só pode se posicionar sobre o assunto se for provocada para tal.
Para encerrar: Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente impichado na era pós-ditadura militar, integra agora a seleta confraria dos senadores réus na Lava Jato, ao lado de Gleisi Hoffmann e do peemedebosta Valdir Raupp. Na última terça-feira, a 2ª Turma do STF acolheu parcialmente a denúncia apresentada contra ele pela PGR (em 2015), por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Mas se você sonha em viver para ver o pseudo caçador de marajás no xilindró, redobre os cuidados com a saúde: Paulo Maluf, que há três meses foi condenado a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, continua solto, em pleno exercício do mandato e com trânsito livre no Congresso Nacional, a despeito de os ministros da 2ª Turma do STF terem determinado sua interdição para o exercício de cargo e função pública de qualquer natureza pelo dobro da pena privativa de liberdade. É por isso que se diz que bandido burro vai para a cadeia e bandido esperto entra para a política!
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domingo, 27 de agosto de 2017

ANDAMOS BEM DE MINISTROS

O juiz Federal Marcelo Bretas mandou prender novamente Rogério Onofre, o investigado da Ponto Final que ameaçou de morte os seus comparsas ― e que havia sido solto pelo sal amargo supremo. Onofre disse, em áudio reproduzido pelo Estadão: Vocês ainda não morreram porque eu quero receber”. É estarrecedor que alguém assim tenha sido solto por um ministro do STF, mesmo que esse ministro seja Gilmar Mendes ― que tem mandado soltar todos os envolvidos no esquema investigado pelo desdobramento da Lava-Jato no sindicato do crime do transporte público do Rio de Janeiro. Incluindo Onofre, o purgante togado mandou soltar, nesta semana, nove investigados.

Vale relembrar que o semideus supremo não se deu por achado ― nem por impedido ― de atuar no caso do empresário Jacob Barata Filho, conhecido como “Rei do Ônibus”, de cuja filha o magistrado foi padrinho de casamento. Longe disso: Bretas mandou prender Barata; Mendes mandou soltar; Bretas mandou prender de novo, Mendes mandou soltar outra vez ― e ainda tripudiou do juiz federal, dizendo que não é o rabo que abana o cachorro

A frase provocou reações em vários setores da sociedade, principalmente no Judiciário, de quem Bretas recebeu apoio em ato realizado no último dia 24; paralelamente, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ingressou com uma representação no STF pedindo a suspeição de Mendes para atuar nesse caso. Resultado a conferir.





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sábado, 26 de agosto de 2017

GILMAR MANDA SOLTAR MAIS TRÊS!

O laxante supremo determinou a soltura de mais três investigados na Operação Ponto Final. Nesta segunda dose, foram excretados o ex-presidente do Departamento dos Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro, Rogério Onofre de Oliveira(suspeito de ter recebido pelo menos R$ 44 milhões no esquema de corrupção no setor de transporte do Rio), a mulher do dito-cujo, Dayse Deborah Alexandra Neves(que, três dias após a prisão do marido e de decretada a indisponibilidade de seus bens, tentou reaver substancioso montante de dólares de um fundo no exterior) e o policial aposentado David Augusto da Câmara Sampaio (acusado de fazer parte do esquema do ex-governador Sérgio Cabral).
Mendes, o inefável, substituiu a prisão preventiva dos três por medidas alternativas, tais como o recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana, a proibição de manter contato com os demais investigados, a entrega do passaporte e a proibição de deixar o país e o “comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz de origem, para informar e justificar atividades”.
Chega agora a nove o número de libertados pelo sal amargo togado na Operação Ponto Final (mais detalhes na postagem anterior). Como se vê, andamos bem de magistrados e não estamos prosa.
Aliás, nossos representantes no parlamento e o gajo que se aboletou na chefia do executivo também são imprestáveis de marca maior, o pior é que não apareceram por geração espontânea; foram eleitos pelo voto popular. Do que se depreende que imprestável, mesmo... bom, é melhor deixar que cada um tire suas conclusões, que eu já estou por conta do Bonifácio com essa diarreia generalizada!
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

COMO DESCOBRIR SE O PC ESTÁ INFECTADO POR SPYWARE ― 2ª PARTE

SE NON È VERO, È BEN TROVATO.

Como eu disse no post anterior, o spyware infecta o computador da vítima (por computador, entenda-se qualquer dispositivo controlado por um sistema operacional e capaz de acessar a internet, como tablets, smartphones, etc.) de diversas maneiras, mas a popularização da banda-larga e das redes Wi-Fi faz da internet a “ferramenta” mais explorada pelos cibercriminosos, embora a possibilidade de ser infectado ao espetar um pendrive numa máquina pública (como a da escola ou de lanhouses, por exemplo) e depois conectar o dispositivo de memória em seu próprio computador não deva ser descartada.

O email se tornou um instrumento valioso para os cibercriminosos quando adquiriu a capacidade de transportar qualquer tipo de arquivo digital, de fotos a clipes de vídeo, de faixas musicais a apresentações em PowerPoint. Arquivos anexados a emails e hyperlinks clicáveis inseridos no corpo de texto das mensagens são largamente utilizados na disseminação de spyware, e como os softwares de segurança (antivírus, firewall, antispyware, etc.) nem sempre dão conta do recado é fundamental seguir as dicas sugeridas na sequência de postagens que eu publiquei dias atrás sobre golpes online.

Mas nem só do correio eletrônico vive o spyware. Os rogueware ― falsos antivírus que se oferecem para verificar a saúde do sistema do internauta ― são um exemplo clássico de spyware, mas existem modalidades que são instaladas à revelia do usuário. Quando esses programinhas espiões são criados por governos e agências de segurança ― como os que a NSA usa para espionar os cidadãos ―, eles são chamados de govware.

Observação: Os programas espiões visam capturar informação sem que a vítima saiba, e por isso tentam passar despercebidos. Uma técnica bastante comum é o spyware vir disfarçado como um aplicativo legítimo ― um freeware que o internauta baixa da Web ― ou como adendo de um aplicativo legítimo, instalando-se sub-repticiamente com o software que o transporta. Uma vez no sistema-alvo, ele pode gravar tudo o que é digitado no teclado (keyloggers), tirar fotos ou filmar a atividade de internauta com a webcam do PC, fazer capturas de tela da Área de Trabalho, gravar sons através do microfone, permitir a visualização remota da tela da vítima ou mesmo o controle total do computador.

Naturalmente, todas essas operações requerem uma conexão ativa com a internet, razão pela qual você é possível se precaver contra o spyware simplesmente mantendo offline o computador, smartphone ou tablet, mas, convenhamos, isso seria o mesmo que ter uma poderosa motocicleta e pilotá-la apenas no quintal de casa.

O resto fica para a próxima postagem. Até lá.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

COMO DESCOBRIR SE SEU COMPUTADOR ESTÁ INFECTADO POR SPYWARE

AMIZADE NÃO SE CONQUISTA. SE CONSTRÓI.

Registros teóricos de programas capazes de se autorreplicar remontam a meados do século passado, embora ninguém falasse em “vírus” naquela época ― essa nomenclatura foi adotada três décadas mais tarde, por conta da semelhança comportamental entre o vírus eletrônico e seu correspondente biológico, já que ambos são capazes de se autorreplicar, precisam de um hospedeiro e se escondem no sistema para evitar a remoção.

De início, os vírus eletrônicos eram apenas “brincadeiras” de programadores que se divertiam criando e disseminando programinhas que exibiam mensagens engraçadas ou obscenas, reproduziam sons inusitados ou assustadores, e por aí afora. No entanto, dada a engenhosidade ilimitada do ser humano para o que não presta, essas pestes logo passaram a realizar ações nocivas ― como apagar dados, inviabilizar a execução de determinados aplicativos, sobrescrever o disco rígido da máquina infectada, etc. Mas vale lembrar que:
  1. Um vírus não é necessariamente um programa destrutivo, e um programa destrutivo não é necessariamente um vírus.
  2. Worms, trojans, ransomwares, hijackers, spywares e outras pragas digitais que não se enquadram na categoria dos vírus eram comumente consideradas com tal, razão pela qual cunhou-se o termo “malware” ― acrônimo formado a partir de “malicious software” (programa malicioso) ― para referenciar qualquer programa criado com o objetivo de causar algum tipo de dano.
  3. Malwares não são coisas sobrenaturais ou prodígios de magia, mas apenas códigos escritos para executar instruções maliciosas e/ou potencialmente destrutivas. Em princípio, qualquer software atende aos desígnios de seu criador, que tanto pode programá-lo para interagir com o usuário através de uma interface quanto para realizar sub-repticiamente as mais variadas tarefas.
  4. Salvo raríssimas exceções, o malware age no âmbito do software; na falta de alternativa melhor, uma reinstalação completa do sistema resolve qualquer problema de infecção por malware.
Depois de reinar por décadas como a maior fonte de dor de cabeça para usuários de PCs, o vírus digital (propriamente dito) cedeu o posto ao spyware. Até porque, para os criadores de pragas, melhor que simplesmente danificar computadores é espionar os usuários e obter informações úteis, como dados de login, senhas bancárias, números de documentos e de cartões de crédito. Assim, do feliz casamento entre o vírus e os cibervigaristas nasceu o spyware, que, em vez de clonar a si mesmo e/ou destruir arquivos, monitora a digitação no teclado ou se vale da câmera de vídeo e do microfone para colher dados da vítima e repassá-los ao malfeitor que o controla remotamente.

A maneira como o spyware infecta o sistema-alvo pode variar, mas o objetivo é sempre a locupletação ilícita dos golpistas, que se valem das informações obtidas pelos programinhas espiões para desfechar seus golpes espúrios. E com a popularização da banda larga e do uso de roteadores wireless, a internet se tornou a ferramenta mais usada na disseminação das pragas, ainda que os onipresentes pendrives (chaveirinhos de memória) também sejam largamente explorados.

O resto fica para as próximas postagens. Até lá.

O INFERNO SÃO OS OUTROS

Condenado por corrupção e arrastando mais processos a cada dia, certo político insiste em se reeleger, e sem ter como defender o indefensável, parte para ataque ― a única defesa que lhe resta. Assim, escolhe o alvo, transforma-o em inimigo e bate, bate e bate, moldando seu discurso vazio com a convicção de quem busca um projeto ― no caso, escapar da prisão pelo caminho da reeleição. Nem ele próprio acredita, mas acaba achando que vai funcionar: fazendo-se de vítima, julga merecer um voto de confiança ― ou, no caso, os milhões de votos de que precisa para pôr em prática seu projeto espúrio.

O sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é órfão. Até porque costuma ser sempre mais fácil atribuir a terceiros a responsabilidade por aquilo que deveria ter dado certo, mas não deu. E se alguém contesta, também se torna um inimigo a ser combatido implacavelmente. Em outras palavras, quem não está com Lula está contra ele.

Como dizia Jean Paul Sartre (1905-1980), o inferno são os outros. Mas o filósofo francês nunca foi um grande exemplo de conduta. Quanto a seus escritos filosóficos, eu nunca entendi nada. E acho que não estou sozinho nessa, pois ninguém mais o lê, ou leva a sério sua filosofia, ou mesmo se dispõe a enfrentar sua caudalosa prosa.

Durante sua vida, Sartre defendeu figuras controversas, como Marx, Castro e Guevara. Recusou o prêmio Nobel porque, segundo ele, a láurea só piora as condições dos homens, que são “condenados a ser livres” (?!). Sofria de ostraconofobia ― medo obsessivo de crustáceos ― e era viciado em remédios. Certa vez, sofreu um ataque de pânico ao entrar no mar com Simone de Beauvoir, o amor de sua vida ― ele acreditava que um polvo gigante subiria das profundezas e o arrastaria para a morte. Em outra ocasião, depois de consumir mescalina, passou a ver lagostas que o seguiam aonde quer que ele fosse.

No ano que vem, teremos eleições. E nessa briga de mocinho contra bandido, cada um acredita no que bem entender. Mas é bom tentar raciocinar, porque depois não adianta você culpar os outros pelas más escolhas que fez.  

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

EMPREGO FÁCIL EM MEIO À CRISE E O DESEMPREGO? DESCONFIE!

O AUSENTE NUNCA TEM RAZÃO.

Pegando um gancho na sequência sobre golpes online, reproduzo a seguir um alerta do portal de tecnologia IDG Now!, segundo o qual os cibercriminosos estão se aproveitando da crise (e do desemprego) para ludibriar usuários de smartphones com mensagens via WhatsApp que oferecem falsas promessas de vagas de emprego na NESTLE e na C&A.

Segundo a empresa de segurança digital PSafe, quase 700 mil pessoas já foram afetadas, e São Paulo e Rio de Janeiro encabeçam o ranking ― com 112 mil e 76 mil usuários de smartphones enganados, respectivamente ―, embora a Bahia já registre mais de 30 mil ocorrências análogas.

As mensagens incitam os usuários de smartphones a preencher um cadastro para concorrer às vagas, e os dados fornecidos (nome, número de documentos, etc.) são usados pelos cibercriminosos de diversas maneiras ― na criação de contas falsas em serviços de SMS pagos, por exemplo.

Para ampliar seu campo de ação, os vigaristas recomendam às vítimas o compartilhamento da mensagem espúria com todos os seus contatos no WhatsApp, de maneira que, além de desconfiar de qualquer oferta mirabolantes, você deve checar a veracidade das informações antes de compartilhá-las com parentes, amigos e conhecidos.

DILMA E O CUSTO ASTRONÔMICO DOS EX-PRESIDENTES JUBILADOS

Além de não sofrer a pressão do cargo e não oferecer qualquer contrapartida de ordem prática à nação, quem exerceu a presidência da República e sobreviveu ao mandato faz jus a mordomias e benefícios vitalícios que custam aos cofres públicos cerca de R$ 1 milhão por ano. Como temos cinco ex-presidentes vivos (Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma), o gasto anual é de R$ 5 milhões. Mas não é só: além de plano médico ilimitado e, se não me engano, cartão de crédito corporativo, suas excelências têm direito a 8 servidores de sua livre escolha ― cujos salários vão de R$ 2.227,85 a R$ 11.235,00 ―, sendo 4 para segurança e apoio pessoal, 2 para assessoria e 2 motoristas ― cada ex-presidente conta com 2 carros oficiais, com combustível e manutenção igualmente bancados pelos otários, digo, pagadores de impostos.

Observação: A concessão de veículos oficiais a servidores públicos (de vereadores ao presidente da República) é uma vergonha, mesmo que para uso pessoal e restrito ao exercício da função. Conceder dois carros a um ex-presidente, que sequer tem agenda oficial a cumprir, pressupõe, no mínimo, que o veículo adicional será utilizado pelo cônjuge, filho ou seja lá quem for. E o que justifica ter quatro seguranças por prazo ilimitado? E os dois assessores de alto nível (DAS-5)? Para enviar cartões de Natal e de aniversário a apaniguados? Para responder emails de saudosos eleitores?

Viúvas de ex-presidentes não têm direito a funcionários de apoio, mas recebem pensão vitalícia com valor correspondente ao do vencimento do cargo de ministro do STF. Dos ex-mandatários que sustentamos, Sarney, Collor e Fernando Henrique são casados, Lula e Dilma, viúvos, e Temer... bem, esse ainda é presidente, a malgrado 90% da população querer vê-lo pelas costas e as flechadas do “homem do bambu” ― a primeira, o peemedebista conseguiu neutralizar mediante uma escandalosa compra de votos na Câmara, mas Janot deve apresentar mais duas denúncias antes de passar o comando da PGR à atual subprocuradora Raquel Dodge, daqui a menos de um mês.

Na Constituição de 1967, a Emenda Constitucional nº 1 previa, em seu artigo 184, que “cessada a investidura no cargo de presidente da República, quem o tiver exercido em caráter permanente fará jus [...] a um subsídio mensal e vitalício igual ao vencimento do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal”, que, como foi dito linhas atrás, corresponde a R$ 33.763,00. Os ex-presidentes Médici, Geisel e Figueiredo ― e, se não me engano, Jânio Quadros, depois da anistia) receberam pensão até maio de 1986, quando a edição da lei 7.474 aboliu a regalia. Na prática, porém, a teoria é outra, como se pode inferir do elucidativo artigo do desembargador federal aposentado Vladimir Passos de Freitas. Em síntese, o jurista acha justo o pagamento de aposentadoria a ex-presidentes da república, por tratar-se de “pessoas que deixaram de lado interesses pessoais para cuidar dos interesses da nação, exercendo funções que demandam dedicação em tempo integral, devendo, portanto, no descanso, viver sem preocupações financeiras”. Não seria bem o caso de Lula, que foi eleito presidente quando era um pé-rapado, governou por oito anos, assumiu as funções de “eminência parda” no governo de sua sucessora e, de passagem, amealhou um patrimônio estimado em dezenas de milhões de reais. A meu ver, se for para continuar sustentando gente dessa catadura, que seja como hóspede compulsório do sistema penitenciário tupiniquim.

A questão da aposentadoria dos ex-presidentes é um tanto nebulosa. O valor que cada um deles nos custa varia conforme a fonte, mas a estimativa mais “consensual” fala em R$ 1 milhão por ano. Partindo desse valor e considerando que o teto salarial no STF é de R$ 33.763,00 (também em teoria, porque há magistrados recebendo mais de R$ 500 mil mensais!), 13 salários anuais perfariam R$ 440 mil. Suponho que diferença ― de R$ 560 mil ― corresponda aos demais benefícios e mordomias (dentre os quais os que eu citei no parágrafo de abertura).

Observação: Segundo a revista Carta Capital, em 2011 existiam 58 ex-governadores aposentados. Só o Acre gastava mais de R$ 426 mil por mêsR$ 5,5 milhões por ano ― com pagamento de pensão a ex-governadores ou suas viúvas. No Maranhão, um dos piores PIBs do Brasil, a ex-governadora Roseana Sarney se concedeu poderes para nomear livremente, a partir de 1º de janeiro de 2015, quatro servidores para ajudá-la em atividades de apoio pessoal pelos próximos quatro anos, além de ter à sua disposição um carro oficial para seus deslocamentos. Sendo ela filha de quem é, isso não chega a surpreender, mas será que é justo mandar a conta desse descalabro para os contribuintes pagarem?

No caso de Dilma, a abilolada, uma vergonhosa maracutaia urdida por seus apoiadores ― com a conivência do escamoso Renan Calheiros, então presidente do Senado, e o aval de Ricardo Lewandowski, então presidente do STF ― preservou seus direitos políticos. Para quem já não se lembra, 16 senadores que votaram a favor do impeachment resolveram, por piedade ou outra razão qualquer, conceder à pobre senhora um “prêmio de consolação”, e o placar ― 42 votos pela cassação, 36 contrários e 3 abstenções ― ficou aquém dos 54 votos necessários para tornar a sacripanta inelegível e inabilitá-la ao exercício de cargos públicos por oito anos (foram interpostos recursos contra esse descalabro, mas o Supremo não se dignou de apreciá-los, de modo que ficou o dito pelo não dito.

O ponto a que eu quero chegar é o seguinte: menos de 24 horas depois de ter sido oficialmente notificada de sua deposição, Dilma, a inigualável, conseguiu se aposentar com o valor máximo pago pela Previdência (R$ 5.189,82 mensais). Isso causou espécie, já que o tempo médio de espera para se conseguir atendimento numa agência do INSS é de 74 dias ― e de 115 em Brasília, onde a solicitação foi processada. Enfim, quase um ano depois dessa mágica, uma sindicância aberta pelo Ministério do Desenvolvimento Social concluiu que a petralha usou a influência de servidores de carreira do INSS para agilizar sua aposentaria, conforme foi publicado na revista VEJA desta semana e confirmado pela TV Globo. Vamos aos detalhes.

No ano passado, a revista ÉPOCA revelou que Dilma teve auxílio de servidores para obter o benefício social sem entrar na fila dos aposentados. Na investigação interna do MDS, ficou constatado que, além de ter furado a fila, a ex-presidanta conseguiu se aposentar sem apresentar toda a documentação necessária (como de praxe, sua assessoria criticou a reportagem e afirmou que a aposentadoria “seguiu os rigores da lei”). Segundo VEJA, no dia seguinte à deposição da chefa, o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas e uma secretária pessoal de Dilma entraram pela porta dos fundos do posto do INSS no DF, foram prontamente atendidos pelo chefe do local e, em não mais de dez minutos, o processo de aposentadoria foi aberto no sistema e concluído de forma sigilosa.

Para a sindicância do MDS, o ex-ministro Gabas valeu-se de sua influência no INSS para agilizar a concessão do benefício, e a servidora Fernanda Doerl calculou o tempo de serviço com base em informações fornecidas verbalmente, sem comprovação documental. Gabas declarou que vai entrar com uma ação contra a revista, que considera haver perseguição política por parte do ministério, que o processo administrativo não comprovou qualquer irregularidade, que não há questionamento quanto ao direito à aposentadoria de Dilma, que o benefício não foi cancelado e que não furou a fila do INSS (para ler a íntegra da matéria publicada por VEJA, clique aqui).

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terça-feira, 22 de agosto de 2017

20 (?!) ANOS DE NETFLIX

BANDIDO BURRO VAI PRESO, BANDIDO ESPERTO VIRA POLÍTICO!

videocassete trouxe o “cinema” para dentro de casa. No início, lá por meados dos anos 80, para assistir a uma fita era preciso alugar também o hardware, mas o preço dos VCRs não demorou a cair, tornando a locação de vídeos um ótimo negócio ―  tanto para o consumidor quanto para as locadoras, que passaram a se reproduzir como coelhos. Isso sem mencionar as “produções caseiras, que também se popularizaram depois que o preço das filmadoras se tornou mais ou menos palatável.

Mas não há mal que sempre dure nem bem que nunca termine: com a concorrência das operadoras de TV por assinatura e a popularização da banda-larga ― que facilitou a proliferação dos DVDs pirateados vendidos nos camelódromos por preços inferiores ao aluguel da cópia selada ― e, mais recentemente, o streaming de vídeo, as locadoras foram varridas do mapa (mesmo as grandes redes, como a Blockbuster, que chegou a ter 9.000 lojas espalhadas pelo mundo).

O streaming é uma tecnologia de transmissão áudio e vídeo através de redes de computadores que dispensa os infindáveis downloads ― o conteúdo é transmitido e exibido simultaneamente na tela do computador, tablet, smartphone ou TV do interessado, que pode não só escolher o dia e o horário para assistir à exibição, mas também retroceder, avançar, interromper e retomar a reprodução com a mesma facilidade oferecida pelos VCRs e DVD Players.

O serviço de streaming mais popular é o da Netflix (são três opções de assinatura, com mensalidades de $19,90, R$27,90 e R$ 37,90), que oferece mais de 4.000 títulos entre filmes e seriados (segundo levantamento feito pelo Blog Filmes Netflix, já que a empresa não disponibiliza esses dados). Outros serviços similares são oferecidos pelas plataformas Amazon, Crackle, etc., mas isso não vem ao caso para os propósitos desta abordagem. O que vem ao caso ― e que muita gente não sabe ― é que, embora Netflix tenha desembarcado em terras tupiniquins em 2011, a empresa iniciou suas operações em 1997... como uma locadora online que entregava DVDs pelo correio na residência de seus clientes.

Na próxima eu conto o resto. Até lá.

OAB PEDE AO STF QUE RODRIGO MAIA ANALISE PEDIDO DE IMPEACHMENT

A OAB pediu ontem ao Supremo, via mandado de segurança, o desengavetamento dos 26 pedidos de impeachment apresentados contra o presidente Michel Temer, sob a alegação de que o presidente da Câmara praticou desvio de função e omissão ao se negar a analisar as requisições, que dormitam sobre sua mesa há mais de oitenta dias.

Oito dias depois que as gravações feitas pelo empresário Joesley Batista vieram a público, a Ordem protocolou um pedido de impeachment contra Temer por crime de responsabilidade. De acordo com a entidade, Maia praticou desvio de finalidade ao violar os direitos dos cidadãos que, em consonância com o que prevê a Constituição, elaboraram denúncias contra o presidente, além de ter atentado contra os direitos de seus pares na Câmara, que ficaram impedidos de analisar o mérito dos processos, e contra o princípio republicano, uma vez que blindou autoridades de ser investigadas.

Para o presidente da OAB, o advogado Claudio Pacheco Prates Lamachia, o deferimento do mandado de segurança é uma “medida de justiça”, já que o atraso de Maia implica em “flagrante prejuízo à sociedade”. “A mais danosa mensagem que o Poder Legislativo pode transmitir aos cidadãos e à comunidade internacional é o vácuo decisório, por perpetuar a situação de instabilidade institucional, quebra da transparência e enfraquecimento do pacto republicano firmado pelos brasileiros na Constituição de 1988”, disse Lamachia.

Antes da votação da denúncia da PGR contra o presidente da República, Lamachia afirmou que Maia teria de “cumprir seu papel” de apreciar o pedido de impeachment protocolado pela Ordem, independentemente das denúncias que venham a ser apresentadas pelo Ministério Público Federal.

Maia já havia sido alvo de um mandado de segurança impetrado pelos deputados federais Alessandro Molon e Aliel Machado, da Rede, Henrique Fontana, do PT, e Júlio Delgado, do PSB. O ministro Alexandre de Moraes já colheu os esclarecimentos do presidente da Câmara no processo, mas ainda não tomou uma decisão sobre o mandado.

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